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Saiba como um sistema logístico pode prevenir fraudes na cadeia de suprimentos

Empresas de todos os portes, em todos os setores da indústria, têm enfrentado muitos desafios na gestão do seu sistema logístico relacionados ao aumento da variabilidade da demanda, ciclos de vida de produtos mais curtos, extensão da cadeia de suprimento, maior foco em servir os clientes de uma forma rentável e, também, fraudes na cadeia de suprimentos.

Dentro das atuais dinâmica e maturidade do mercado brasileiro, as empresas e toda a comunidade de negócios têm buscado adotar práticas mais estruturadas para gerir os aspectos relacionados a controles, compliance, governança e gestão de riscos de fraudes.

Há dois importantes fatores que podem propiciar um cenário de fraude: o primeiro é a geração de oportunidades para a ocorrência de fraudes – são exemplos a falta de sistemas de controles e a autoconfiança dos profissionais. O segundo é a pressão por resultados, que pode fomentar um comportamento que priorize soluções de curto prazo para obtenção de rápidos resultados, em detrimento de uma visão de longo prazo.

O esforço que vem sendo feito para reduzir a incidência de fraudes na cadeia de suprimentos inclui a adoção de práticas de monitoramento e controle que podem ser reforçadas para que a organização tenha uma abordagem mais proativa em relação aos riscos de fraude, tais como controles e monitoramento automáticos obtidos com a implementação de soluções de gestão logística, que oferecem visibilidade em toda a cadeia e também a possibilidade de rever processos e procedimentos, prática fundamental para que os riscos de uma nova ocorrência de fraude sejam minimizados.

Uma estratégia de controle de fraudes na cadeia de suprimentos deve englobar os seguintes pontos, entre outros:

  • Mapear a cadeia de suprimentos
  • Investir em tecnologia
  • Atuar proativamente na gestão de fraudes
  • Construir uma cultura positiva de segurança
  • Estabelecer resiliência a novos riscos
  • Monitorar continuamente fornecedores
  • Integrar a cadeia de valor do início ao fim

Os desafios da cadeia estendida

Atualmente, as cadeias de suprimentos abrangem centenas de estágios, dezenas de localizações geográficas e uma infinidade de fornecedores, o que dificulta e muito o rastreamento de eventos ou a investigação de incidentes. Sem um rigoroso controle e transparência na cadeia de suprimentos é extremamente difícil a investigação e a responsabilização de eventuais atividades ilícitas ocorridas ao longo da cadeia, o que explica os inúmeros casos de falsificação, trabalho forçado e os diversos escândalos nas cadeias de suprimentos que mancham a reputação e custam milhões às empresas envolvidas.

Os fluxos de informação numa cadeia de suprimentos dependem de que dados sejam efetivamente coletados e disponibilizados pelas soluções de gestão do sistema logístico e pelas redes de informação das diversas partes interessadas.

Além disso, sem controle, clientes e compradores não conseguem, de modo confiável, verificar e validar a real procedência dos produtos e serviços adquiridos, de modo que o preço pago por tais produtos e serviços não refletem o real custo de produção.

Tatiana Revoredo, representante do European Law Observatory on New Technologies no Brasil, destaca que “a complexidade e não integração das cadeias de suprimentos têm dificultado sobremaneira a ampla e eficiente rastreabilidade de ponta a ponta, bem como a fiscalização ao longo da cadeia. A criação de programas de gerenciamento de riscos na cadeia de suprimentos é essencial ao monitoramento, previsibilidade assertiva dos riscos e resposta adequada, já que a falta de visibilidade e transparência na cadeia de suprimentos, tanto interna quanto externa, expõe empresas a diferentes tipos de riscos como fraudes, violação de códigos de conduta, entre outros”.

Os riscos na cadeia farmacêutica e alimentícia

Na indústria farmacêutica questões relacionadas à segurança de medicamentos na cadeia de suprimentos são um tema de extrema relevância. Isto porque a rastreabilidade de ingredientes farmacêuticos “ativos” durante a fabricação é um processo difícil, na medida em que a falha na identificação de medicamentos que não contêm os ingredientes ativos pode, em última instância, causar danos ao paciente ou até mesmo a morte do paciente final.

Daí a importância da adoção de plataformas de gestão logística, como a OKTO, desenvolvida pela Atech, e também do desenvolvimento de aplicações em blockchain, capazes de fornecer uma base para a rastreabilidade completa de medicamentos, desde o fabricante até o consumidor final, e a capacidade de identificar exatamente onde a cadeia de suprimentos se rompe durante um problema.

Já na indústria de alimentos, é impossível saber a quantidade de fraudes no produto, que podem ocorrer em qualquer ponto ao longo da cadeia de suprimentos. “Boa parte das fraudes nos alimentos não acarreta necessariamente problemas de saúde para o consumidor, e as evidências se vão assim que o alimento é consumido. Mas, se ninguém fica doente, ninguém fica sabendo que a fraude aconteceu. Por exemplo: se houve troca de uma espécie de peixe mais cara por outra mais barata, o consumidor não vai adoecer, mas pagará mais caro por um produto de valor inferior. Talvez ele nunca saiba que foi enganado”, diz Roy Fenoff, professor do Departamento de Justiça Criminal da Universidade The Citadel, na Carolina do Sul (EUA), que se dedica há anos ao tema de fraude em alimentos.

Segundo Fenoff, é preciso que fabricante, distribuidor ou varejista saibam com o que estão lidando e entenda os pontos fracos e as oportunidades de fraude em seus processos logísticos, antes de tomar medidas preventivas. Ele lembra que a fraude nos alimentos é algo premeditado e praticado intencionalmente com objetivo de ganho econômico, e que a falta de mecanismos de vigilância e outras ferramentas de prevenção facilitam sua ocorrência.

As soluções apontadas pelos especialistas vão desde a manutenção de equipes preparadas para atuar junto a fornecedores e clientes, passando pelo treinamento contínuo dos próprios funcionários da empresa, o uso de soluções digitais para gestão e rastreamento de cadeias de suprimentos e logística, até o incentivo de programas de denúncias anônimas, o uso de câmeras de vigilância e o monitoramento passo a passo da produção.

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