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Plantio inteligente: Tecnologias que vão dar mais segurança e agilidade ao setor sucroalcooleiro
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Plantio inteligente: Tecnologias que vão dar mais segurança e agilidade ao setor sucroalcooleiro

Solo, semente, plantio, colheita. Atualmente, o agronegócio é muito mais do que isso, e o plantio inteligente, conhecido também como smart agriculture, ou ainda Agricultura 4.0, é feito com automação e conectividade por meio de tecnologias inovadoras, como Internet das Coisas (IoT) e seus sensores, equipamentos, medidores, máquinas e câmeras que facilitam o controle de toda a produção e permitem a tomada de decisão mais rápida. Segundo a consultoria Bain & Company, a digitalização das fazendas aumenta em cerca de 10% a produtividade e reduz custos de insumos.

Herlon Oliveira, Diretor de Relações Institucionais da Abinc (Associação Brasileira de Internet das Coisas), destaca que o processo de digitalização de uma fazenda envolve instalação de sensores para coleta de dados no solo, maquinários e silos, por exemplo. As informações são transferidas para um banco de dados em nuvem, processadas e transformadas em recomendações específicas para o agricultor ou gestor daquela fazenda.

Todas as informações necessárias sobre clima, plantas, solo e capacidade de armazenagem, por exemplo, são apresentadas um uma única tela, e tudo o que é coletado vai para a nuvem, gerando um valioso banco de dados que garante tomadas de decisão mais assertivas. Assim, o agricultor sabe quanto insumo deve aplicar, em qual horário e em qual talhão (Porção de terreno entre dois sulcos destinado a cultivo); se deve acelerar ou parar a colheita; se deve ligar ou desligar o sistema de irrigação; se o silo está cheio ou, ainda, se precisa reorganizar o fluxo de caminhões para retirada da safra.

Soluções de conectividade, como Redes MESH e redes de sensores de longo alcance, é que permitirão essa troca de dados no campo em tempo real, solucionando o problema da falta de cobertura de sinal de telefonia celular em áreas agrícolas, com valores bastante atrativos e de fácil implantação.

Tecnologia conectada reduz perdas

Líderes de negócios do setor sucroalcooleiro identificaram um problema que vinha afetando a produção: depois de horas de trabalho, e em especial durante a noite, os motoristas dos caminhões – que acompanham lado a lado as máquinas colheitadeiras que cortam a cana, coletando e armazenando a matéria-prima antes de transportá-la para ser processada – não conseguiam manter uma linha reta próxima da perfeição. Com isso, não evitavam passar por cima dos brotos remanescentes, causando um prejuízo futuro. Cada planta de cana de açúcar é capaz de dar cinco safras. Mas o chamado “pisoteio” danificava 20% dos brotos. Ou seja, a cada cinco safras, uma era perdida por conta dos caminhões.

A solução para o problema foi o uso de caminhões autônomos, que são dirigidos por computador, para manter uma linha reta perfeita, evitando “pisotear” a cana de açúcar mesmo de noite ou quando a visão do solo está encoberta por palha. O projeto exigiu o desenvolvimento de uma tecnologia para manter o veículo com margem de erro de apenas 2,5 centímetros. É o suficiente para diminuir a perda de 20% para 16% dos brotos.

O plantio inteligente

Segundo analistas da consultoria Bain & Company, essas são algumas das tecnologias necessárias para o desenvolvimento do plantio inteligente:

  • Mapeamento via satélite mais eficiente e barato, aprimorado por algoritmos precisos de identificação e monitoramento do desenvolvimento das culturas
  • Sensores de campo coletando dados sobre a qualidade dos nutrientes, umidade, clima e outros fatores que influenciam no crescimento da lavoura
  • Mapas de rendimento super precisos que determinam com precisão os cronogramas de adubação e plantio em cada área e micro área
  • Máquinas automatizadas de semeadura e aplicação de defensivos capazes de identificar a quantidade exata para cada área da plantação
  • Equipamentos autônomos que naveguem com pouco ou nenhuma supervisão
  • Uso de drones para monitorar a incidência de pragas, doenças e plantas daninhas, além de monitorar a produção e qualidade do solo
  • Uso de drones de pulverização que, por meio de sensores, identifiquem áreas atingidas por pragas e doenças e façam a aplicação pontual de defensivos
  • Aplicativos móveis que permitam a inserção de dados e análises visuais em tempo real, agilizando a tomada de decisões
  • Armazenagem dos dados em um repositório central e na nuvem, podendo ser acessados a qualquer hora, em qualquer lugar
  • Os agricultores passam a ter acesso 24/7 aos dados coletados e analisados pela sua equipe e, também, por empresas terceirizadas
  • Monitoramento em tempo real do desempenho das máquinas agrícolas, permitindo análises preditivas que serão usadas no planejamento da manutenção, reduzindo o tempo de paradas e aumentando a vida útil do equipamento

Sem rede, sem conexão e sem plantio inteligente

Todas as tecnologias que permitem o plantio inteligente necessitam, em primeiro lugar, de conexão rápida e segura, o que pode ser desafio em áreas remotas. E a demanda por conectividade no campo é cada vez maior, como aponta a sétima edição da pesquisa Hábitos do Produtor Rural, feita pela ABMRA (Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio).

O estudo ouviu 2.835 agricultores e pecuaristas de 15 Estados de todas as regiões do Brasil e mostrou o perfil desses produtores em relação ao seu envolvimento com novas tecnologias e mídias, dados demográficos, hábitos de compra, fontes de informação, compra e uso de insumos.

A idade média dos produtores hoje é de 46,5 anos, número 3,1% menor em relação ao estudo feito em 2013, o que, segundo os analistas, demonstra a modernidade da produção agrícola, permeada por drones, GPS, aplicativos de celular e máquinas operadas sem a necessidade da mão de obra humana. Outra mudança apontada foi o uso de smartphones, que no levantamento anterior somou 17% dos produtores usando a tecnologia – hoje este número chega a 61%.

A próxima etapa dessa evolução, a Agricultura 5.0, deve incluir tecnologias ainda mais avançadas, como o uso de robotização para a gestão de sistemas, incluindo o uso de piloto automático na operação das máquinas.

E todas essas tecnologias envolvidas no plantio inteligente demandam conexão. A Atech aproveita toda a sua experiência e conhecimento estratégico para criar soluções inteligentes de conectividade por meio de Redes MESH com foco em áreas de difícil acesso e baixa cobertura de telecomunicações, com gerenciamento e configuração remotos e diagnósticos em tempo real.

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