Por Fábio Vieira, responsável pelos produtos de Gestão de Ativos da Atech

Uma estratégia de gestão de ativos é a forma de transformar a linguagem técnica em negócio, implantando soluções que oferecem a capacidade de tomar decisões baseadas em valor e risco, garantindo a correta estratégia para gerir os equipamentos e facilitando o planejamento e a programação de serviços.

No setor minerador, a capacidade de monitorar a condição dos ativos e barragens em tempo real e predizer quando vai haver uma falha com semanas ou meses de antecedência é a diferença entre o sucesso da operação ou de acidentes como os acontecidos no Chile, em 2010, ou no Brasil, em 2015.

A última edição do Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos, realizado em outubro, em Belo Horizonte, mostrou que é possível desenvolver e customizar soluções de gestão de ativos alinhadas aos desafios e tendências no setor minerador.

A meta é atender aos maiores desafios das equipes encarregadas pela manutenção, agregando mais segurança e produtividade para as operações, reduzindo paradas não programadas que acarretam perda da produção, assim como os custos de manutenção, diminuindo o número de manutenções corretivas inesperadas para os ativos.

Digitalização é fundamental

Segundo estimativas do Fórum Econômico Mundial, a digitalização pode ajudar o setor minerador a economizar cerca de US$ 190 bilhões em toda a sua cadeia produtiva nos próximos 10 anos, o que representa cerca de 3% do total de vendas da indústria de mineração. A automação de processos não apenas aumenta a produtividade, mas também a sustentabilidade das operações e a segurança dos ativos e dos trabalhadores.

A implantação de soluções de Internet das Coisas e de gestão de ativos que integram os dados e informações de todos os sistemas, enviados por sensores embarcados nos equipamentos e wearables usados pelos trabalhadores, entrega uma nova capacidade aos gestores: a possibilidade de desenvolver um plano robusto e confiável para embasar decisões estratégicas relativas à segurança e ao controle nas operações, alinhado com as diretrizes da ISO 55000.

Sem a inteligência dos dados, os responsáveis pelas políticas de manutenção podem definir estratégias errôneas para os ativos causando um índice elevado de manutenções corretivas inesperadas bem como a execução de manutenções preventivas ineficientes para prevenir e se antecipar as falhas, e os prejuízos tangíveis e intangíveis podem ser incalculáveis.

Por que investir na segurança e no controle

No setor minerador, por conta da própria natureza das operações, os desafios em relação à segurança são inúmeros, e as decisões precisam ser tomadas de imediato para que acidentes de grandes proporções sejam evitados. Ter acesso em tempo real a informações estratégicas é fundamental e somente soluções integradas de gestão de ativos são capazes de:

  • Gerenciar o comportamento de todos os instrumentos e emitir alertas para leituras fora do esperado
  • Reduzir os custos com manutenção e remediação de falhas em equipamentos
  • Aumentar a disponibilidade dos equipamentos
  • Diminuir o impacto de eventuais falhas e períodos de inatividade
  • Gerar informações sobre pontos de atenção futuros e compartilhar informações entre as áreas envolvidas na manutenção
  • Tomar decisões baseadas no risco considerando impacto financeiro, ambiental e saúde
  • Oferecer atualizações constantes de estabilidade dos ativos
  • Garantir a integridade física de barragens e outros ativos por meio de medições, análises e relatórios de conformidade técnica

De acordo com a necessidade específica de cada operação, é possível reforçar a proposta de valor, seja em monitoramento de condição de ativos, planejamento e programação da manutenção ou controle da manutenção, garantindo assim o uso mais eficiente do capital investido e a segurança das atividades.

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