O setor agrícola se tornará mais importante do que nunca nas próximas décadas. Antes da pandemia do Covid-19, a ONU projetava que a população mundial chegaria a 9,7 bilhões em 2050, demandando um aumento de 69% na produção agrícola global entre 2010 e 2050. Para atender a essa demanda, o agronegócio cada vez mais irá adotar soluções de IoT e de conectividade para análises e maiores capacidades de produção.

A inovação tecnológica na agricultura não é novidade. Ferramentas portáteis eram o padrão há centenas de anos e, em seguida, a Revolução Industrial trouxe o descaroçador de algodão. Os anos 1800 trouxeram elevadores de grãos, fertilizantes químicos e o primeiro trator movido a gás. E o avanço até o final do século XX foi bem rápido, quando os agricultores começaram a usar satélites para planejar seu trabalho.

A IoT está pronta para levar o futuro da agricultura para o próximo nível. A agricultura inteligente já está se tornando mais próxima dos agricultores, e a agricultura de alta tecnologia está rapidamente se tornando o padrão, graças aos drones, sensores agrícolas e conectividade.

As tecnologias que usam sensores e dados dependem cada vez mais da conectividade de alta velocidade à Internet para upload e processamento de dados em tempo real na nuvem. Se o setor agrícola não contar com conectividade de banda larga acessível, ou se a largura de banda for limitada, isso prejudicará bastante a capacidade de adoção de novas tecnologias.

Aplicativos e conectividade impulsionam avanços

Veja como os aplicativos de IoT no setor agrícola e como a “Internet das Coisas Agrícolas” ajudará a atender às demandas alimentares do mundo nos próximos anos:

  • Agricultura de alta tecnologia: agricultura de precisão e agricultura inteligente

Os agricultores já começaram a empregar técnicas e tecnologias inovadoras a fim de melhorar a eficiência de seu trabalho diário. Por exemplo, sensores colocados nas plantações permitem que os agricultores obtenham mapas detalhados da topografia e dos recursos na área, bem como variáveis ​​como acidez e temperatura do solo. Eles também podem acessar previsões climáticas para prever padrões nos próximos dias e semanas.

Os agricultores podem usar seus smartphones para monitorar remotamente seus equipamentos, culturas e gado, bem como obter estatísticas variadas e também usar essa tecnologia para executar previsões estatísticas para suas colheitas e gado.

E os drones se tornaram uma ferramenta inestimável para os agricultores fazerem um levantamento de suas terras e gerar dados sobre as colheitas e rebanhos. A tecnologia mudou ao longo do tempo e os drones agrícolas são um exemplo muito bom disso. Hoje, o setor agrícola é uma das principais indústrias a incorporar drones. As maneiras pelas quais os drones terrestres e aéreos estão sendo usados na agricultura são avaliação da saúde das culturas, irrigação, monitoramento das culturas, pulverização das culturas, plantio e análise de solo e campo, entre outras.

  • Superando a barreira da conectividade

A conectividade em áreas remotas tem sido uma barreira para a digitalização no setor agrícola – mas esse desafio vem sendo superado com a chegada de soluções de conexões inteligentes. A tecnologia não é mais uma barreira, e é preciso entender o modelo de negócios e como escolher, implementar e usá-la efetivamente. Mover fazendas para encontrar conectividade não é uma solução viável, portanto, os agricultores precisam encontrar maneiras de trazer conectividade a eles. Quando a conectividade estiver em vigor, a inovação seguirá.

  • O “como”

Uma das melhores opções para levar a conectividade a áreas remotas é a implantação de soluções de redes MESH, tanto em relação a custo, flexibilidade, confiabilidade quanto escalabilidade.

A rede MESH sem fio consiste em nós (pontos) de rádio organizados em uma topologia MESH (em malha), que se conectam sem fios, e sem envolver uma companhia telefônica ou um provedor de serviços de internet.

Analistas indicam que essa tecnologia deve predominar no futuro devido ao seu alto grau de escalabilidade, caráter colaborativo e baixo custo.  Redes do tipo MESH trabalham com a união de dois formatos sem fio já consagrados — Access Point, ou ponto de acesso (que distribui os dados a partir uma fonte central), e Ad-hoc (na qual cada equipamento controla sua comunicação com os demais). Na rede MESH, cada computador ou rádio ajuda a propagar os dados (funcionando como estações repetidoras), ampliando o alcance limitado do Access Point.

Em tese, não há limite para o tamanho da cobertura de uma rede de dados; ela será do tamanho do número de máquinas, terá a forma de sua distribuição geográfica e sua força será diretamente proporcional à densidade de equipamentos conectados, fazendo com que o uso das redes MESH no agronegócio seja uma vantajosa solução para garantir a conectividade.