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Saiba como Big Data e IoT estão acelerando a cadeia de suprimentos

Você com certeza já se deu conta de que cada vez mais a digitalização está presente em todos os setores da indústria e, com essa transformação, chegam dados e mais dados provenientes dos sensores embarcados em equipamentos. Tecnologias de IoT e ferramentas de Big Data deixaram de ser futurologia e oferecem a capacidade de uma melhor tomada de decisão em todas as áreas.

No setor de manufatura, por exemplo, a transformação digital tem levado agilidade, visibilidade, flexibilidade, rastreabilidade e redução de custos para a cadeia de suprimentos, integrando parceiros, fornecedores e clientes.

Se antes a cadeia de suprimentos tinha uma função operacional de logística, cujo foco era assegurar o abastecimento das linhas de produção e entrega para os clientes, hoje se concentra nos processos avançados de planejamento e previsão, como análises preditivas de dados internos – demanda – e externos – tendências de mercado, sazonalidade. Ao mesmo tempo, a logística operacional é muitas vezes terceirizada.

Gargalos e visibilidade

O processo de gerenciamento da cadeia de suprimentos é complexo, envolvendo o controle e monitoramento do fluxo de um produto desde a aquisição de matérias-primas até a distribuição do produto final ao cliente.

Mas, apesar da crescente importância da cadeia de suprimentos, e maior oferta de tecnologias de IoT e de ferramentas de Big Data, muitas empresas ainda enfrentam gargalos, causados principalmente por uma comunicação ineficiente entre as partes, baseada em e-mails e telefone.

Muitos gerentes de supply chain não conseguem ter visibilidade ponta a ponta da cadeia de suprimentos, problema muitas vezes causado pela existência de silos entre pessoas, processos e tecnologia. E sem visibilidade a tarefa de quebrar silos organizacionais é muito difícil, o que cria uma dificuldade natural em conectar fornecedores e negócios para entender a demanda, ter respostas rápidas sobre riscos, imprevistos e disrupções, e, por fim, orquestrar partes móveis de toda cadeia de suprimentos.

Ana Paula Blanco, Mestre em Gerenciamento de Tecnologia pelo Massachusetts Institute of Technology, ressalta que “para se ter sucesso nesse novo ambiente, um processo de planejamento diferente será necessário. Para construir uma rede de fornecimento digital, as organizações serão obrigadas a adotar uma cultura de inovação e experimentação, capaz de entregar uma operação mais rápida, mais flexível, mais granular, mais precisa e mais eficiente”.

A era da hiperconectividade

A IOT e o Big Data estão reestruturando todos os processos que compõem a cadeia de suprimentos, reunindo integração, automação e análise de dados. O poder da IoT está em conectar pessoas, processos, dados e “coisas” de forma inteligente, por meio de dispositivos e sensores, criando um ecossistema em rede que mensura, coleta e troca dados ininterruptamente, em tempo real.

A cadeia de suprimentos aproveita essa capacidade, com total visibilidade em todos os processos e transações. Mas também traz desafios, como aponta Ana Paula: “Em um universo em que as informações estão amplamente disponíveis e podem ser compartilhadas, serão exigidas técnicas avançadas de previsão de demanda, menos dependentes da experiência das pessoas, mais fundamentadas na análise de dados e com períodos de planejamento mais curtos. A tradicional reunião mensal de vendas e operações (S&OP, sigla para Sales and Operations Planning) com horizonte de congelamento de um a três meses, utilizada no passado por várias empresas, será substituída por um processo fluido e dinâmico, capaz de reagir rapidamente às mudanças.

“Não haverá necessidade de se esperar por informações e não haverá nenhum filtro entre um nível da cadeia de suprimento e o outro. O planejamento em tempo real permitirá que as empresas aumentem sua flexibilidade para responder às variações da demanda. Ao mesmo tempo, diminuirá a necessidade de estoque para cobrir variações imprevistas e atrasos na informação, impulsionados pelo efeito chicote comum nas cadeias de fornecimento tradicionais”.

Com a inteligência proveniente da análise de Big Data, em vez de manter estoques de segurança fixos, os gestores poderão reduzir o nível de incerteza (o desvio padrão de erros de demanda / oferta ou de previsão), acabando com a necessidade de manter um estoque de segurança.

A nova cadeia de suprimentos, que incorpora a IoT e o Big Data, é mais integrada, dos fornecedores aos clientes, e as decisões sobre custo, estoque e atendimento passam a ser tomadas em uma perspectiva de ponta a ponta, e não isoladamente por função. Com isso, a cadeia de suprimentos torna-se mais rápida, detalhada, precisa e eficiente.

indústria 4.0
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Cinco maneiras como o 5G será essencial para a Indústria 4.0

A rede móvel de quinta geração tem um enorme potencial de transformar a indústria. Segundo um estudo da Ericsson, o potencial de negócios 5G para o setor em 2026 é de cerca de US$ 113 bilhões. Mas como exatamente a nova rede levará à quarta revolução industrial? Veja algumas alternativas:

Mais flexibilidade com fábricas sem fio

As máquinas conectadas à rede podem fazer mais do que as que estão offline. No entanto, os fabricantes normalmente usam ethernet e wifi, e progressivamente 4G LTE, para conectar dispositivos de fábrica.

Mas com o 5G, os operadores podem alimentar suas instalações inteiras, dentro e fora do espaço físico, sem problemas com uma rede para operações quase sem fio e adoção mais rápida de novas tecnologias. Um robô, por exemplo, poderá vir com um cartão SIM embutido, sendo facilmente conectado à rede 5G, ao invés de existir uma rede dedicada somente a este tipo de dispositivo.

As máquinas sem fio também podem circular livremente, aumentando a flexibilidade e a produtividade. E, com a baixa latência fornecida pelo 5G, cerca de 10 milissegundos, elas podem ser monitoradas em tempo real.

Além disso, a adoção do 5G para manufatura irá mover a função normalmente localizada dentro do robô para um computador central via cloud distribuída, ou computação de borda. Isso reduz custos de cabeamento e aumenta a flexibilidade, pois as máquinas podem ser reprogramadas e movimentadas com mais facilidade.

Maior produtividade

Para os fabricantes, a produtividade aumenta a economia. A rede 5G permite até um milhão de sensores por quilômetro quadrado, bem como latência ultrabaixa, que pode fornecer aos operadores dados reais ou em tempo próximo a partir de dispositivos equipados com sensores para melhorar a produtividade.

Além disso, o monitoramento em tempo real fornecido pela baixa latência da 5G permite que a empresa melhore o monitoramento do processo de fabricação para evitar erros; dentro de milissegundos, os operadores sabem quando precisam alterar os parâmetros da máquina ou correm o risco de reconfigurar a peça. Estudos de caso com 5G demonstraram um potencial de redução de custos que chega até a 30 milhões de euros em uma única fábrica.

De fato, quanto mais complicado o processo de fábrica, mais ele pode ser automatizado, o que gera reduções de custo ainda maiores. Quanto mais peças precisam ser transportadas, mais etapas de produção e fornecedores, quanto mais distribuída a configuração, maiores são os benefícios da digitalização industrial 5G.

Manutenção preditiva em tempo real

 Máquinas quebradas paralisam a produção, causando um prejuízo considerável. A manutenção preventiva com 5G, no entanto, pode ajudar a evitar falhas antes que elas aconteçam.

Especialistas do Worcestershire 5G Consortium, um centro do Reino Unido para testar casos de uso de 5G, conseguiram aumentar a produtividade de uma fábrica da Worcester Bosch em cerca de 1% ao adicionar milhares de sensores a máquinas para monitoramento, evitando falhas.

Conectividade sob medida

Gerenciar conectividade é, obviamente, outro gasto e inevitavelmente aumenta a preocupação com segurança, especialmente quando se trata de operações críticas. No entanto, a velocidade, capacidade, cobertura e a criptografia podem ser adaptadas às necessidades específicas de diferentes máquinas e operações, o que pode melhorar a segurança de maneira substancial, sem aumentar os custos de maneira agressiva.

Redes 5G são mais adaptáveis ao “slicing”, que é a divisão da rede em camadas para diferentes aplicações, auxiliando no suporte às mudanças do volume de produção.

Novos modelos de negócios

Na medida em que o mercado muda, novos modelos de negócios industriais vão surgindo, e as empresas precisam estar prontas para a inovação. No Reino Unido, por exemplo, um consórcio envolvendo algumas indústrias formou uma rede que vende o tempo das máquinas – ou seja, a manufatura pode se tornar, também, um serviço.

rastreamento na logística
CategoriesLogística,  Senior

Seguir e rastrear: saiba por que esse é o futuro da logística

Apesar das inúmeras tecnologias, o rastreamento ainda é um desafio para muitas empresas do setor. A exigência por informações mais rápidas e precisas e a necessidade de lidar com dados de localização, muitas vezes, sensíveis, obrigam as empresas a encontrarem um equilíbrio entre conjuntos de dados abertos e segurança de dados, algo fundamental para a logística.

No rastreamento de área local, também há alguns problemas técnicos que precisam ser resolvidos. As etiquetas RFID, por exemplo, criam muitos dados que precisam ser filtrados para que se tornem relevantes para a gestão da cadeia de suprimentos. A privacidade também é um questão que precisa ser considerada. Muitos clientes e empresas não sabem que o RFID pode conter informações confidenciais, com dados de cartões de crédito.

Entretanto, há recursos de segurança que criptografam os dados enviados para evitar vazamentos e outros ataques, e que dificultam o rastreamento ilícito de mercadorias ou clientes – apesar dessa tecnologia não ser muito implementada pelas empresas.

O futuro

Especialistas acreditam que a tecnologia de rastreamento encontre seu maior potencial nos mercados emergentes, locais que ainda não são utilizadas com frequência. O software e hardware já estão disponíveis no mercado e continuam em evolução.

Esse aprimoramento do hardware de rastreamento por GPS é uma das razões que levaram a tecnologia para mais produtos de consumo, como roteadores, câmeras e outros dispositivos. As empresas perceberam o potencial das soluções de rastreamento como parte de seus produtos ou serviços e o usam como vantagem competitiva, pois o algoritmo utilizado permite determinar a posição dos objetos com precisão, mesmo que existam obstáculos no caminho.

Empresas lançaram dispositivos de rastreamento que podem ser utilizados para localizar bagagens, chaves e qualquer outro objeto que seja possível colocar uma etiqueta. No futuro, talvez seja possível encontrar qualquer coisa, independentemente do local em se encontra.

Recentemente, novos sistemas de satélite também tornaram possível obter inteligência em tempo real em relação a qualquer embarcação. A tecnologia serve como base para muitos serviços, como sistemas de gestão de frota ou planejamento de rotas, além de estudos sobre impacto ambiental.

Mas, quando se trata de infraestrutura de comunicação necessária para apoiar o rastreamento na logística, o 5G é citado com frequência. Entretanto, apesar de ser citado a todo instante como a solução para todos os problemas de comunicação, ainda não há estudos consistentes sobre quanto tempo levará para ser implementado em todo o planeta.

Até mesmo plataformas baseadas em blockchain estão sendo lançadas para melhorar a visão de toda a cadeia de suprimentos.

Todas essas tecnologias de rastreamento serão usadas para mapear toda a cadeia de suprimentos em tempo real. O objetivo é gerar uma visão transparente de onde um determinado item está e para onde vai. No futuro, informações mais precisas e frequentes, como dados de posição em tempo real, serão adicionadas a essas plataformas, aumentando a transparência e a eficiência da cadeia de suprimentos.

gestão de ativos
CategoriesGestão de Ativos,  Senior

Conheça 4 tecnologias que estão transformando a gestão de ativos industriais

O que a gestão de ativos empresariais (Enterprise Assets Management, ou EAM) tem em comum com os tênis de corrida? Ambos permaneceram relativamente inalterados nas outras décadas, mas estão prontos para evoluir rapidamente graças às tecnologias modernas. No mundo das corridas, tênis inteligentes e avanços nas tecnologias esportivas estão transformando a experiência de correr. Os atletas têm acesso a insights valiosos para seu desempenho, como dicas em tempo real para corrigir a postura e análise contínua de batimentos cardíacos, distância média, ritmo e mais.

Assim como a tecnologia está redefinindo a corrida, ela está transformando quase todos os aspectos da manufatura, dos modelos de negócios aos métodos produtivos. EAM, um campo onde processos manuais e múltiplos sistemas desconectados ainda são comuns, é um dos principais candidatos para a transformação.

Na medida em que os produtores melhoraram e unificam seus processos de EAM, é importante considerar tanto as tecnologias já existente quando as emergentes. Uma abordagem robusta é aquela que leva em conta não só as tecnologias disponíveis, mas que se prepara para as futuras evoluções. Por isso, vamos explorar 4 tecnologias que irão transformar a gestão de ativos: mobile, Internet das Coisas (IoT), machine learning e realidade híbrida.

Funcionalidades móveis (mobile)

Já se foram os dias em que os colaboradores precisavam estar presentes nas instalações para verificar a saúde e a funcionalidade dos equipamentos. Hoje, dispositivos móveis e aplicativos de EAM otimizados para mobile fornecem aos funcionários um acesso flexível às ferramentas e insights necessários, a qualquer momento e em qualquer lugar.

Por meio dos dispositivos móveis, os profissionais podem enxergar informações de performance, criar ordens de serviço e vincular pedidos de serviços a locais ou ativos específicos, tornando a manutenção ad-hoc uma tarefa simples. Além disso, aplicativos mobile de EAM aumentam a capacidade de resposta às mudanças que acontecem em tempo real no chão de fábrica.

Aplicativos móveis de EAM também capacitam membros mais jovens da equipe com ferramentas de valor. Ainda que esses profissionais não tenham tanta experiência quando seus predecessores, eles ganham eficiência com recomendações baseadas em dados e alertas enviados diretamente aos dispositivos móveis com os quais eles já estão familiarizados.

Ativos habilitados para IoT

IoT é uma tecnologia de alto potencial que, em conjunto a aplicações modernas de EAM, pode transformar digitalmente os processos de manufatura. Como exemplo, a combinação da IoT com EAM impulsiona cenários de manutenção preditiva automatizada, entregando ganhos de eficiência e reduzindo custos.

Geralmente, a manutenção é reativa e ocorre após alguma falha inesperada que causa prejuízos em tempo de inatividade. Ativos conectados em IoT, porém, geram dados contínuos e em tempo real sobre sua saúde e performance, auxiliando a prevenir falhas. A análise desses dados revela padrões sobre o desempenho do ativo, e esses padrões servem como base para predições precisas sobre a necessidade de manutenção, o que permite emitir ordem de serviço automaticamente e prevenir interrupções na produção.

Machine learning

Quando aliada a tecnologias de gestão de ativos, o machine learning, ou aprendizado de máquina, fornecem aos produtores um alto volume de insights sobre suas operações. Esses insights permitem que os produtores implementem sistemas inteligentes de recomendação de sistemas. Por exemplo: um gestor de manutenção pode perguntar ao sistema se uma peça continuará funcionando após um determinado período trabalhando continuamente sob condições e cargas variáveis. Utilizando Machine Learning, o sistema consegue responder essa pergunta com eficiência, aplicando uma análise aprofundada dos dados e dar variáveis daquele negócio específico.

Essa tecnologia também auxilia a estabelecer a meta de desempenho futuro e a definição de parâmetros, o que, por sua vez, ajuda os fabricantes a entender como estão se saindo em comparação com as médias do setor (por exemplo, o tempo de inatividade). Esses tipos de insights só são possíveis quando o machine learning é integrado aos sistemas de EAM.

Realidade híbrida

Embora a implementação completa nos cenários de gestão de ativos esteja distante no roteiro tecnológico, a realidade híbrida, ou realidade mista, definida por tecnologias que unem realidade virtual e realidade aumentada, inserindo objetos virtuais interativos no mundo real, se mostra uma importante aliada nos processos de gestão de ativos. Por exemplo, headsets especializados de realidade híbrida facilitarão a visualização de procedimentos de gestão de ativos, o que capacita profissionais menos experientes a realizarem tarefas com mais eficiência. Eles também ajudarão os profissionais a identificarem os equipamentos corretos para o reparo, e permitirão que pessoas em locais diferentes colaborem em uma máquina específica.

CategoriesLogística,  Senior

Automatização em logística: saiba como o Analytics está agilizando a recuperação em eventuais falhas na cadeia de suprimentos

Conexão, Inteligência e automatização em logística. Esse é o futuro da cadeia de suprimentos, onde inovadoras tecnologias digitais estão compilando uma grande quantidade de dados que, integradas a sensores e ferramentas de Analytics em toda a operação, entregam um novo modelo mais inteligente, transparente e eficiente, mais preditivo e proativo.

Em termos gerais, o uso de Analytics na cadeia de suprimentos é a aplicação de matemática, estatística, modelagem preditiva e técnicas de Machine Learning para identificar padrões relevantes na imensa quantidade de dados, internos e externos, produzidos em todo o processo produtivo.

Gestores cada vez mais dependem de alertas e insights para rápida tomada de decisão de modo a aumentarem a eficiência de todos os processos e prevenir eventuais falhas na cadeia de suprimentos, que podem resultar em incomensuráveis prejuízos financeiros e danos à imagem da marca.

Na Logística 4.0, a cadeia de suprimentos incorpora as inovações da Indústria 4.0 – Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) e ferramentas de Analytics e Big Data – para mapear processos, aumentar a eficiência e melhorar a experiência do cliente, com insights sobre demanda, inventário, produção e distribuição.

A automatização na logística das tarefas físicas e do planejamento aumenta a eficiência da cadeia de suprimentos. Robôs manipulam os materiais (paletes ou caixas, ou mesmo artigos individuais), automatizando totalmente o processo de armazenamento, desde o recebimento/descarga, acondicionamento, seleção e embalagem até o envio. Caminhões autodirigidos transportam os produtos dentro da rede.

E com ferramentas de Analytics e a Inteligência Artificial, teremos sistemas de gestão de performance que “aprendem” a identificar automaticamente riscos ou exceções, e alteram as variáveis da cadeia de suprimentos para reduzir danos. Essas capacidades permitem que a torre de controle automática da gestão de performance seja capaz de lidar com uma ampla gama de exceções sem envolvimento humano (exigindo planejadores humanos somente no caso de eventos disruptivos não planejados). O ciclo resultante de melhoria contínua fará com que as cadeias de suprimentos se aproximem do seu limiar máximo de eficiência.

O uso de Analytics na tomada de decisão

O uso de ferramentas de Analytics e automatização na logística oferecem a capacidade de uma tomada de decisão com Inteligência, baseada em fatos, previsões e antecipação de cenários futuros, influindo em todos os processos, como os listados abaixo:

  • Intensivos em informação: Analytics revela o significado da informação
  • Intensivos em ativos: Analytics permitem utilização efetiva e compartilhamento de recursos escassos ou de alto custo
  • Intensivos em trabalho: Analytics permite tomada de decisão e alavancagem de expertise, especialmente onde a disponibilidade de talento é reduzida, pois a demanda por talento é contínua, e tempos de treinamento são prolongados
  • Dependentes de velocidade e tempo: Analytics viabilizam aceleração do processo e decisões em tempo real, especialmente onde a satisfação do cliente e competitividade do processo demanda tempos de resposta curtos
  • Dependentes de consistência e controle: Analytics permite decisões consistentes mesmo em situações com baixa previsibilidade
  • Dependentes em tomada de decisões distribuídas: Analytics permite aos tomadores de decisão olhar para frente e para trás e antecipar os efeitos das ações
  • Escopo multifuncional e multinegócios: Analytics revela interdependências e viabiliza o trabalho em conjunto das partes

Algumas vantagens da automatização na logística

  • Soluções da Analytics que suportam processos de negócios estão contribuindo para que as empresas possam orquestrar cadeias de suprimentos mais responsivas a partir do momento que recebem insights confiáveis sobre tendências do mercado e preferências do consumidor. A triangulação entre estatísticas de mercado, vendas, redes sociais, dados demográficos, fornecedores e outros dados provenientes de fontes diversas oferecem a capacidade de planejar de forma preditiva e proativa as atividades na cadeia de suprimentos.
  • A IoT e Inteligência Artificial estão sendo utilizadas na gestão e manutenção de ativos para evitar falhas e agilizar a recuperação em eventuais falhas na cadeia de suprimentos. A automatização na logística entrega dados de telemetria que revelam detalhes dos processos produtivos e a Inteligência Artificial que analisa esses dados predizem com confiabilidade a possibilidade de falhas.
  • Soluções de Analytics estão ajudando a evitar atrasos na entrega ao analisarem dados de GPS junto com informações sobre condições do trânsito e clima, otimizando a rota.
  • Aplicações de Big Data distribuídas globalmente fazem com que os gestores adotem uma gestão de risco proativa, em vez de responsiva, a acidentes naturais ou provocados por humanos, que impactem na produção.

Ao final, o que temos são mais dados, mais oportunidades, mais complexidade.  Apesar da complexidade que chega junto com a explosão de dados, com o uso de Analytics e a automatização na logística surgem novas oportunidades de negócios, com insights confiáveis sobre as tendências do mercado e comportamento do cliente, orientando as decisões estratégicas que levam à excelência operacional.

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Saiba mais sobre a importância do Analytics para o monitoramento de ativos em ambientes adversos

Se o monitoramento de ativos ainda não alcançou a sua capacidade máxima dentro das plantas industriais, imagine o monitoramento de ativos em ambientes adversos, como os que fazem parte do dia a dia dos setores de óleo e gás, mineração e, por que não dizer, da criação de rebanhos?

Mas com o uso de ferramentas de Analytics é possível aproveitar a enorme quantidade de dados gerados por sensores de IIoT (Industrial Internet of Things – Internet das Coisas Industrial), com suas máquinas conectadas à Internet e a plataformas de análises avançadas que processam os dados produzidos pelos equipamentos.

Com o monitoramento de ativos em ambientes adversos, as empresas ganham a capacidade de usar esses dados para alinhar as atividades de manutenção às necessidades, riscos e criticidade de cada ativo, definindo prioridades e elaborando cronogramas com base em previsões altamente confiáveis – a chamada manutenção preditiva.

A mina do futuro

A tendência é que operações e pessoas estejam conectadas no setor de mineração – connected mine e connected workers – convergindo os sistemas de TI com os sistemas de operação.

As soluções de mina conectada integram as informações de todos os sistemas produtivos, da mina ao porto, e aproveitam as ferramentas de Analytics para gerar insights que são distribuídos para todas as pessoas envolvidas na cadeia de produção. Esses dados são coletados tanto nos sensores embarcados em equipamentos quanto nos trabalhadores, munidos de diversas tecnologias wearables como smart glasses e smart watches.

Todas essas informações, enviadas pelos sensores, é que vão permitir o monitoramento de ativos em ambientes adversos, como o interior de uma mina, em tempo real. Com técnicas de Inteligência Artificial, e possível predizer quando o equipamento irá falhar, com semanas ou meses de antecedência.

Assim, é possível evitar acidentes, reduzir paradas não programadas que acarretam perda de produtividade e também reduzir o custo da manutenção, deixando de lado ações corretivas, que são as mais caras.

Segundo Eduardo Prado, especialista em tendências em mobilidade e convergência, o setor de mineração é uma área “fértil” para IIoT já que essa tecnologia está evoluindo muito, o segmento está atrasado décadas em termos de tecnologia e “a nova geração dos executivos das mineradoras está ansiosa para apostar em tecnologias diferenciadas nas minas, como conectividade, wearables, manutenção preditiva, controle de ativos, sensores e Big Data, entre outras, para expandir-se, aumentar produtividade e reduzir custos”.

A digitalização no setor de óleo e gás

Segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), as reservas de petróleo brasileiras comprovadas já somam quase 14 bilhões de barris do óleo. Especialistas do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) da UFRJ, no Rio de Janeiro, apontam uma expansão de 55 milhões de barris de petróleo em razão das reservas do pré-sal. Caso esse cenário se confirme, o Brasil saltará da 14ª para a 8ª posição no ranking global de reservas de petróleo até 2020.

Mas, para manter a sua competitividade, um dos grandes desafios do setor é encontrar soluções de monitoramento de ativos em ambientes adversos, garantindo tanto a segurança dos equipamentos quanto dos seus operadores.

Isso só será possível com o correto uso de ferramentas de Analytics, coletando a analisando dados enviados e prevendo o momento exato para realizar ações de manutenção, substituindo operações baseadas no tempo de uso do equipamento. Com o monitoramento e análise das características dos sistemas, é possível prever o momento de uma falha e realizar somente a manutenção necessária para manter o bom funcionamento de determinado ativo, reduzindo o tempo de parada e reduzindo o custo.

Em um setor que se caracteriza por operar em ambientes adversos como o subsolo marinho, onde não há possibilidade de contar com pessoas nas operações, é necessário ter a certeza da total confiabilidade e disponibilidade dos equipamentos. Ferramentas de análise e gestão de dados, incorporadas a sistemas de monitoramento de ativos em ambientes adversos, é que vão transformar os dados em informações relevantes, com ganhos nas áreas de manutenção de instalações e gerenciamento de dados operacionais.

Segundo José Firmo, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, as novas tecnologias “estão levando o setor a uma evolução mais preditiva e não preventiva, o que pode trazer excelentes resultados no futuro”.

Rebanho bovino seria um ativo?

Para o setor de agronegócio, sim, o rebanho bovino é um ativo e a sua criação requer ferramentas de monitoramento de ativos em ambientes adversos tanto quanto os setores de óleo e gás ou de mineração. Afinal, rebanhos são criados em locais remotos e difícil acesso por conta de sua extensão, e enfrentam secas, enchentes, e outras situações adversas nos pastos.

E como a Internet das Coisas e sistemas de Analytics se encaixam na criação de rebanhos? Em uma grande fazenda, milhares de cabeças de gado precisam ser monitoradas constantemente. Em muitas delas, a alimentação é individualizada, de modo a resultar na engorda no tempo certo, em animais com melhor saúde e, consequentemente, em um produto de melhor qualidade.

A união de sensores e soluções de Analytics pode monitorar os sinais de saúde dos animais. Especialistas afirmam que pela forma como um boi caminha é possível avaliar a sua saúde, e que um sensor pode detectar o nível de acidez do estômago ou informar a quantidade de água ingerida pelo animal. Os dados consolidados são enviados para veterinários e nutricionistas, que regulam a dieta de cada animal.

Uma empresa global de nutrição animal, inclusive, vem investindo para entregar o que se chama de nutrição holística e serviços de saúde animal. Por meio do monitoramento de ativos em ambientes adversos, ao invés de produzirem quantidades padronizadas de alimentos, a empresa os produz de forma personalizada para cada animal do rebanho de seus clientes – uma alimentação mais rica em minerais ou proteínas, por exemplo.

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Gestão estratégica de ativos no setor de mineração

Na economia atual de preços mais baixos das commodities e custos crescentes dentro do setor de mineração, são as empresas que olham para o futuro e consideram todo o ciclo de vida do desempenho de seus ativos e o custo total de propriedade que vão sobreviver nas condições atuais do mercado.

As organizações que investem tempo e capital para otimizar o desempenho de seus ativos atuais, de modo que suas instalações e equipamentos estejam funcionando em um cronograma confiável, não devem apenas sobreviver, mas ainda crescer no atual clima econômico.

O que é gerenciamento de ativos?

O gerenciamento de ativos é um processo sistemático de desenvolvimento, operação, manutenção, atualização e descarte de ativos de maneira oportuna e econômica.

O gerenciamento eficaz de ativos leva em consideração e otimiza as prioridades de utilização de ativos, cuidado e manutenção de ativos, oportunidades de desempenho, investimentos de capital, sustentabilidade de longo prazo, custos operacionais, riscos e desempenho.

Quando um plano estratégico de gerenciamento de ativos foi implementado para fornecer o plano de negócios e instalações e equipamentos confiáveis, então, em conjunto com as previsões de planejamento de minas, a manutenção programada pode ocorrer a tempo, reduzindo o tempo de inatividade, e reduzindo a necessidade de manutenção reativa.

Quando um plano estratégico de gerenciamento de ativos deve ser implementado?

A resposta é agora. Algumas empresas não consideram a implementação de sistemas aprimorados de gerenciamento de ativos até que os tempos sejam realmente difíceis. O tempo para considerar a otimização de suas operações é quando tudo está correndo bem, para que as coisas continuem a rodar sem problemas, agora e no futuro. Ter um sistema de gerenciamento de ativos efetivo significa, em última análise, ter os benefícios do aumento da receita e do lucro quando os preços das commodities estão em alta.

Como o gerenciamento de ativos ajuda as empresas de mineração

A operação de uma empresa de mineração é altamente dependente do estado de seus ativos de capital. Na medida em que mais e mais recursos são extraídos das minas para atender às crescentes demandas, alavancar a disponibilidade de ativos como caminhões, tratores, equipamentos de distribuição e plantas de processamento, torna-se um fator determinante para lidar com o aumento da produção.

Uma solução de gerenciamento de ativos ajuda os tomadores de decisão a obter visibilidade total do uso dos ativos e das condições atuais. É projetado para ajudar as empresas a coordenar aspectos de manutenção, operações e orçamentos de indústrias pesadas de ativos, como mineração e gerenciamento de recursos. Além disso, pode ajudar os gerentes a tomar a decisão certa em relação ao uso de ativos, investimentos em ativos e alienações durante o ciclo de vida dos ativos, sempre levando em conta as consequências financeiras de cada um deles.

Planejamento de capital e orçamento

O planejamento e o orçamento de ativos incluem a contabilização de todos os aspectos do ciclo de vida do ativo e a determinação de quando agir em relação à manutenção, descarte e implantação do ativo. Uma solução para a indústria de mineração vai:

  • Permitir acompanhar o desempenho financeiro do ativo, bem como os custos e receitas associados gerados pelo ativo durante o seu ciclo de vida;
  • Fornecer aos gerentes as informações necessárias para tomar decisões de investimentos em ativos com foco no valor financeiro real do ativo
  • Permitir que os usuários criem e gerenciem com eficiência um orçamento de manutenção para ativos de diferentes classes, de pequenas máquinas a grandes tratores, configurando pontos de controle de quando outras ações devem ser tomadas.

Manutenção e Reparos

Um software de gerenciamento de ativos ajuda as empresas de mineração a desenvolver uma estratégia de manutenção bem pensada que minimiza o tempo de inatividade e mantém os ativos funcionando em plena capacidade. Uma estratégia de manutenção bem planejada por meio de uma solução EAM agiliza os processos de manutenção e ajuda a aumentar a produtividade dos funcionários:

Agendar a manutenção em torno das operações e informar a equipe afetada pelo cronograma de manutenção, combinando as habilidades dos funcionários com tarefas de manutenção específicas

Reduzir o tempo de inatividade e garantir níveis consistentes de serviço de ativos por meio de agendamento detalhado de testes de manutenção e desempenho de rotina

Automatizar a encomenda de peças de reposição e suprimentos diretamente de fornecedores, ajudando a gerenciar as relações com fornecedores e armazenando documentos, importante para garantir a conformidade do prestador integrando contratos ao sistema.

As soluções de gestão de ativos para o setor de mineração podem ajudar as empresas de mineração a equilibrar a manutenção de ativos que trabalham com capacidade total (atendendo às demandas de produção presentes e futuras) com os correspondentes custos de manutenção. O gerenciamento de ativos se resume ao desejo de aumentar as receitas de mineração, já que um pequeno aumento percentual na utilização de ativos pode gerar um aumento percentual muito maior na produção e, portanto, na receita. Tirar mais proveito dos ativos atuais e administrar seu uso de maneira eficiente também pode resultar em novas receitas, uma vez que leva a serviços dispendiosos de manutenção de ativos e custos de tempo de inatividade, pois o ativo não é usado durante a manutenção e reparos.

Saiba como o excesso de manutenções preventivas impacta o seu negócio
CategoriesGestão de Ativos,  Senior

Saiba como o excesso de manutenções preventivas impacta o seu negócio

Em mercados globais cada vez mais competitivos, a sustentabilidade financeira das empresas está cada vez mais ligada à capacidade de maximizar a rentabilidade de seus ativos e reduzir o custo total de propriedade. Nenhum gestor, em sã consciência, pode ignorar a importância de estratégias de manutenção preventiva para ampliar o ciclo de vida de seus ativos. Mas, por outro lado, o excesso de manutenções preventivas, sem levar em consideração o estado do ativo, pode ter um impacto negativo no negócio, com paradas e interrupções da produção desnecessárias.
Especialistas em manutenção, inclusive, chegam a lembrar a dinâmica da Lei de Retorno Decrescente, teoria desenvolvida há mais de 200 anos – quando um insumo ou fator da produção aumenta e outro permanece constante, o nível geral da produção começa a decrescer após um certo momento.
Com isso, se for implantada uma estratégia que contemple um excesso de manutenções preventivas, com um número alto de paradas programadas, em algum momento o nível de produção será reduzido, enquanto os custos de manutenção se mantêm estáveis ou crescentes.
Além disso, um programa de manutenção preventiva não envolve apenas mecânicos. Envolve o setor de compras, almoxarifado, cadeia de suprimentos e outras áreas responsáveis por manter um estoque de materiais necessários para as paradas programadas, de modo a que o serviço seja o mais rapidamente concluído.
Por isso, mesmo com todo planejamento, muitos gestores acreditam que existe um excesso de manutenções preventivas, o que chega a atrapalhar o desempenho de outras tarefas. Além disso, muitos questionam que mesmo passando por uma manutenção preventiva alguns ativos apresentam problemas logo após o procedimento.

A importância da gestão do estado do ativo
Então, como evitar o excesso de manutenções preventivas, que muitas vezes não resolve os problemas? Será que realmente existe uma relação direta entre o tempo de uso do ativo e uma falha? Nem sempre. A verdade é que grande parte das falhas não está relacionada ao tempo de uso, e elas acontecem de forma aleatória mesmo quando a manutenção é feita de forma correta e os equipamentos operados de maneira adequada.
Estudos realizados pela indústria aeronáutica, que obedece a rígidas normas de segurança, apontam que quase 90% das falhas nos equipamentos não estão relacionadas ao seu tempo de uso. Especialistas em análise de risco indicam que a melhor estratégia é passar de uma manutenção baseada em reparo/substituição/remontagem para uma manutenção baseada em inspeção.
A fabricante WEG, por exemplo, recomenda como plano de manutenção para seus motores e geradores de grande porte para aplicação naval uma série de processos baseados na inspeção sem deixar de lado, claro, um plano de manutenção preventiva mais completo. Mas certamente, esse plano de inspeção irá evitar falhas pontuais.

IoT traz inteligência para a gestão do estado do ativo
A chegada da Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) e o conceito de Indústria 4.0, com sensores embarcados nos equipamentos, permite evitar o excesso de manutenções preventivas, entregando informações em tempo real que levam a uma inspeção em tempo real do estado do ativo.
Conectados, os equipamentos sinalizam quando é necessário algum reparo e, com base na análise de dados históricos, o gestor de manutenção pode atuar diretamente no problema, evitando gastos desnecessários e uma parada mais prolongada na linha de produção. Com o uso da IoT na manutenção industrial, são esperados os seguintes benefícios:
• Redução de operações ou paradas
• Melhoria do uso do ativo
• Redução de operações ou custo do ciclo do ativo
• Melhoria do uso do ativo – desempenho
• Melhoria do nível da produção
• Aumento da rapidez na tomada de decisões
• Oportunidade para novos negócios
• Permitir venda ou compra de produtos como serviço

Evitando reparos desnecessários
E o excesso de manutenções preventivas ainda pode levar a um problema maior do que paradas desnecessárias: a necessidade de efetuar reparos caso alguma etapa da manutenção não seja efetuada de forma correta.
Vamos tomar como exemplo a manutenção de uma bomba. Experiências mostram que existem cinco erros que acontecem com uma certa frequência sempre que uma bomba é desmontada e colocada de volta durante um processo de manutenção preventiva:
• Os rolamentos são danificados
• O eixo não é alinhado corretamente
• A bomba não é aparafusada corretamente
• As vedações não são instaladas de forma correta e ajustadas
• Os lubrificantes são contaminados
Um erro desse tipo certamente irá significar um maior tempo de parada ou até mesmo uma nova parada não programada, afetando a continuidade da linha de produção.
Por isso, é tão importante evitar o excesso de manutenções preventivas, monitorando a condição do ativo com inteligência digital, como a oferecida pelo conjunto de soluções OKTO, garantindo a eficiência operacional da sua linha de produção.

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Veja como melhorar o controle de frotas e transporte de mercadorias no agronegócio

Entre as principais economias mundiais, o Brasil é o País que tem a maior concentração rodoviária de transporte de cargas e passageiros, o que exige um rigoroso controle de frotas para manter a competividade da economia. No País, 58% do transporte é feito por rodovias – contra 53% da Austrália, 50% da China, 43% da Rússia, 32% da Rússia e 8% do Canadá, segundo dados do Banco Mundial.

A malha rodoviária é utilizada para o escoamento de 75% da produção no País, seguida da marítima (9,2%), aérea (5,8%), ferroviária (5,4%), cabotagem (3%) e hidroviária (0,7%), de acordo com a pesquisa “Custos Logísticos no Brasil”, da Fundação Dom Cabral.

Responsável por 21% do PIB nacional, o agronegócio, segundo um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) – “Sondagem de Eficiência Energética no Transporte Rodoviário de Cargas” – é responsável pela maior parte das cargas transportadas no Brasil. De acordo com a pesquisa, 39,7% são classificadas como granel sólido, o que engloba cereaisfertilizantes, além de produtos britados ou em pó. A carga fracionada – mercadorias variadas de diferentes clientes – ocupa a segunda colocação com 35,3% do total transportado no País.

Para os analistas da CNT, o custo com diesel, principal insumo do transporte rodoviário de cargas, responde por cerca de 30% a 40% de seu custo operacional. O estudo sugere que, somente o treinamento de motoristas de caminhão poderia proporcionar 12% ou mais de economia de óleo diesel.

 

Greve de caminhoneiros provoca alta de custo com frete

Aliada à dependência do modal rodoviário, o agronegócio enfrenta mais um desafio: a tabela de preços mínimos para o frete estabelecida pelo governo após a paralisação dos caminhoneiros no final de maio de 2018, a qual terá um grande impacto no custo das exportações de produtos agrícolas.

Um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log/USP) aponta que o aumento mínimo de custos esperado em 2018 para o transporte de produtos até os portos, com a imposição da tabela, é de 70% (R$ 11 bilhões). Mas a alta pode chegar a 154% (R$ 25,1 bilhões) se o contratante também pagar o frete de retorno do caminhão vazio após o desembarque nos portos.

 

Abralog defende o uso de tecnologia

Pedro Moreira, presidente da Associação Brasileira de Logística (Abralog) defende que, atualmente, é muito difícil pensar em logística de alta performance sem investir em tecnologia, roteirizadores, rastreadores, softwares e aplicativos de gerenciamento, que levam ao aumento da produtividade e ajudam a reduzir ineficiências.

“A tecnologia permite fazer mais com menos e reduzir consideravelmente os custos. Ou seja, com sistemas de roteirização há um melhor aproveitamento do espaço dos caminhões. Por outro lado, a telemetria interligada ao GPS gera acompanhamento da condução do veículo; útil não apenas em termos de segurança, mas também por enxergar as entregas em tempo real, corrigindo assim eventuais problemas e, principalmente, o controle dos tempos ociosos”.

Além da implantação de soluções para o gerenciamento de logística e controle de frotas, Moreira também destaca a necessidade de renovar a frota, apontada como um fator bastante positivo para o aumento da eficiência do setor, já que leva a ganhos substanciais em itens como consumo de combustível, troca de pneus e manutenção veicular. “Caminhões modernos, além de automáticos e menos poluentes, permitem troca rápida de informações através de sensores, e isso torna possível uma melhor gestão”, ressalta Moreira.

 

A importância de investir em logística

Com a crescente importância do agronegócio para a economia brasileira, todos os envolvidos no setor estão buscando reduzir os custos com armazenagem e transporte dos produtos. Objetivo que só poderá ser alcançado com maior visibilidade e rastreabilidade de todos os processos que envolvem o fluxo das mercadorias.

Melhorar o controle de frotas, otimizando o transporte de mercadorias, traz diversos desafios para os gestores, os quais precisam identificar os principais custos e encontrar oportunidades para controlar e reduzir as despesas.

Especialistas indicam que os maiores custos relacionados ao controle de frotas são:

  • Manutenções da frota
  • Consumo de combustível
  • Treinamento dos motoristas
  • Seguro para a frota
  • Documentação e impostos
  • Depreciação da frota
  • Frota ociosa
  • Roteirização ineficiente

A melhor saída para reduzir esses custos e garantir o controle de frotas para o transporte de mercadorias no agronegócio, está na implantação de inovadoras soluções para a gestão e governança dos processos logísticos, de maneira confiável, segura e com alto desempenho, integrando todas as áreas envolvidas. O conjunto de soluções OKTO, desenvolvido pela Atech, atende a todos esses requisitos. Saiba mais como gerenciar toda a sua operação logística com mais eficiência.

 

 

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Entenda a importância do tempo médio entre falhas para avaliar a confiabilidade

Com equipamentos cada vez mais sofisticados, dispondo de diversas tecnologias e sistemas embarcados, as equipes de manutenção enfrentam mais desafios para assegurar o bom funcionamento das máquinas e garantir a sua confiabilidade e a continuidade da linha de produção. Para medir a confiabilidade e o tempo de disponibilidade de equipamentos diversos duas métricas são consideradas as mais importantes: a MTBF (mean time between failures – tempo médio entre falhas) e a MTTR (mean time to repair – tempo médio para reparo). Enquanto o MTBF mede a confiabilidade de um sistema, o MTTR indica a eficiência da ação corretiva.

A partir da avaliação do MTBF, é possível conhecer melhor os processos, avaliando ocorrências por tipo de falha e o impacto, em tempo de parada, por conta de avarias, identificando assim o problema e o componente que o causa. Isso posto, é possível corrigir e implantar processos de manutenção preditiva, reduzindo o tempo médio entre falhas.

As falhas nos equipamentos e sistemas geralmente são causadas por:

  • Erro de projeto
  • Falha de material
  • Fabricação e/ou construção inadequada
  • Operação inadequada
  • Manutenção inadequada
  • Erros de manutenção (erro humano)

Garantindo a confiabilidade

Mas o que é confiabilidade? Segundo o engenheiro de manutenção Rodrigo de Almeida Ribero, “confiabilidade é a probabilidade de um equipamento, célula de produção, planta ou qualquer sistema funcionar normalmente em condições de projeto, por um determinado de período de tempo estabelecido”.

Ele destaca que as taxas de falha, que representam o número de falhas em um determinado período de tempo, se comportam de maneira diferente no decorrer da vida do equipamento, divididas basicamente em três períodos:

Período de falha prematura – caracterizado pelas elevadas taxas de falhas no início da utilização. Essas, normalmente, são resultantes de deficiências de projeto, fabricação, erros de operação e outras causas. Algumas vezes é possível reduzir esses tipos de falhas por meio da utilização de testes planejados, antes da liberação final do equipamento e capacitação do pessoal de operação.

Período da taxa de falha constante – neste período as falhas resultam de limitações inerentes de projeto. Essas são mais atribuídas aos acidentes causados por operação ou manutenção inadequadas, e podem ser evitadas pela correta operação e manutenção dos equipamentos.

Período do desgaste acelerado – as falhas aqui ocorrem em função da própria idade dos componentes do equipamento, registradas também pela redução expressiva da MTBF. O tempo médio entre falhas cai progressivamente, colocando em risco a segurança e a produção. Os custos crescentes de manutenção e as perdas de produção podem definir o fim da vida útil de um ativo.

Como medir o MTBF

Segundo especialistas do site manutencaopreditiva.com, o MTBF diz respeito ao tempo médio entre falhas. São os intervalos de tempo perdidos de atividade de uma máquina, com sua média podendo ser calculada através de uma fórmula, avaliando o tempo total de funcionamento normal durante um período predeterminado e o número de falhas ocorridas durante o mesmo.

MTBF = (Tempo total disponível – Tempo perdido) / (Número de paradas)

Exemplo:

  • Ao longo de um certo período de tempo disponível para operar foi observado:
    • Tempo total disponível para operar = 24 horas
    • Ocorreram 3 paradas sendo cada uma delas: 1 hora, 2 horas e 30 minutos (0,5 horas)
  • MTBF = [24 – (1+2+0,5)] / 3 = 6,8333 horas ou 410 minutos

A partir dessa conclusão, é possível traçar estratégias para atacar um problema de cada vez relacionado ao equipamento. Quanto maior o MTBF, menos o equipamento vai sofrer paradas.

Garantindo o menor tempo médio entre falhas

Finalmente, o mais importante é ter em mente que, a utilização de métricas, como as citadas anteriormente, só é possível através da implementação de soluções de para gestão de ativos, as quais são realizadas pelo OKTO. Esse software oferece a capacidade de otimizar a gestão estratégica e, ao mesmo tempo, otimizar características como:

  1. Garantir a disponibilidade adequada dos seus ativos industriais, reduzindo custos de manutenção e tempo de parada dos equipamentos
  2. Verificar o grau de confiabilidade dos ativos para o tempo de produção desejado
  3. Identificar quais equipamentos possuem elevado número de quebras e quais estão com custo elevado
  4. Descobrir quais ativos e atividades estão impactando a performance produtiva (OEE – Overall Equipment Effectiveness)