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A tecnologia por trás do conceito de cidades inteligentes

Atech, PMESP e prefeitura de São José dos Campos debateram o tema em live promovida pelo canal Defesanet

Na terça-feira (30), Atech, Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e Prefeitura de São José dos Campos estiveram na live “Cidades Inteligentes e Gestão de Incidentes: o impacto das tecnologias na sociedade e na segurança pública”, promovida pelo canal Defesanet.

O evento contou com a participação do Major Paulo Augusto Aguilar, Chefe de Divisão no Comando de Policiamento de Choque (PMESP), Claudio Nascimento, Gerente de Negócios da Atech e Alberto Alves Marques Filho (Mano), Secretário de Inovação e Desenvolvimento Econômico do Município de São José dos Campos, que conversaram sobre como as cidades podem empregar a tecnologia e a análise de dados para promover uma transformação urbana com o objetivo de alcançar melhores metas sociais, econômicas e de sustentabilidade.

Dentre os assuntos debatidos em torno do tema, de que forma a internet das coisas, o big data e a análise e a fusão de dados podem gerar informações relevantes e maior consciência situacional para os diversos órgãos que gerenciam inúmeros e diferentes tipos de situações diariamente, e de que forma isso pode beneficiar o gestor.

De acordo com o Major Aguilar, a tecnologia permite digitalizar o incidente, possibilitando uma visão real da ocorrência e, quanto mais detalhada e visualizada a situação, maior a consciência situacional e mais assertiva a tomada de decisão quando necessária. “A tecnologia tem o objetivo de estabelecer uma sociedade 5.0., ou seja, trazer essa tecnologia para salvar vidas e para a proteção do meio ambiente. Não é fazer o microgerenciamento da intimidade de cada um, mas ampliar a capacidade responsiva para o cidadão sempre que necessário. É a tecnologia revertida em prol das pessoas”.

Para o gerente de negócios da Atech, “a tecnologia ajuda os governantes a enxergarem a cidade”. Segundo Claudio Nascimento, é preciso estabelecer as métricas, principalmente observar as já existentes, e ter em mente que “se tornar uma cidade inteligente não é uma virada de chave, mas uma jornada que envolve integração de dados e como trabalhá-los com inteligência para que se tornem informações úteis. E isso está no DNA da Atech, fazer com que esses dados orientem da melhor forma os gestores frente as ações que precisam ser decididas”.

O secretário Mano deu alguns exemplos de como a tecnologia é utilizada pelos cidadão em São José dos Campos e explicou como, por meio de aplicativo, podem usufruir desde espaços esportivos até fazer agendamento de consulta e adquirir ingressos para shows e peças de teatro, tudo de forma digital. além disso, ressaltou que todos os indicadores de segurança pública vêm caindo rapidamente no município por causa da aplicação de tecnologia. “Cada vez mais as cidades precisam de tecnologia para resolver uma série de situações no dia a dia. Cidades inteligentes são o futuro, algo desejável, e posso dizer que São José dos Campos está no meio do caminho desse esforço”.

Clique aqui para conferir a live completa.

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Saiba como a integração e inteligência contribuem para a segurança pública

A sensação de insegurança é algo muito comum na vida de quem mora nas principais capitais brasileiras, ou mesmo em cidades menores, apesar de dados recentemente divulgados apontarem para uma redução dos índices de violência, principalmente daqueles considerados mais graves, como homicídio.

Dados preliminares da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, divulgados no início de abril mostram redução de 65% dos índices de latrocínio (roubo seguido de morte), 30% menos roubos de veículos e 38% menos roubos de cargas. Os dados são um comparativo com o mesmo período de 2018. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo também divulgou recentemente dados que indicam queda em determinados índices.

Apesar dos números em queda, a segurança pública está no debate social como uma das principais preocupações do brasileiro, ficando atrás apenas de saúde, segundo dados do Ibope de setembro do ano passado.

Com esse cenário, essa temática é um dos principais desafios de governos e autoridades civis e militares, demandando aporte substancial de recursos por parte dos órgãos responsáveis e novas abordagens para fazer frente à criminalidade e seu aparato. Isso porque a criminalidade apresenta-se de diversas formas, são furtos, assaltos, depredações, roubo a bancos e cargas, tráfico de drogas, contrabando e muito mais.

Muitos delitos parecem saídos de filmes de ação, com fugas cinematográficas, uso de drones para vigiar a aproximação da polícia, uso de rodovias vicinais para escoar o produto dos crimes e até mesmo tendo reféns como escudos humanos. Ou ainda há casos em que o crime é identificado somente dias depois do ocorrido, como um assalto a banco com a abertura de túneis.

Para combater crimes complexos como esses e até mesmo conduzir investigações, o uso de tecnologia e de inteligência é fundamental. A existência de Centros de Operações com suporte de diferentes agências e órgãos atuando de forma cooperativa e sincronizada, como forças policiais (Polícias Civil e Militar), serviços de emergência (SAMU e Bombeiros), Departamento de Trânsito e outros, faz parte das táticas mais modernas adotadas em diversos países.

Mas, o que se vê no Brasil é a ausência de tal aparato e de tal integração sem que haja um Centro deste tipo, convergindo os dados das diversas agências, que contam ainda com sistemas e base de dados independentes. A integração destes diferentes recursos tecnológicos de cada agência de segurança pública possibilitaria uma ação de inteligência em atividades de prevenção, planejamento e execução de operações.

Tecnologia e know how para suprir a administração pública já existe, inclusive, com soluções nacionais. Com a aplicação de tecnologia e integração de sistemas, é possível planejar e acompanhar operações na área da segurança de forma integrada, unificando as informações dispersas em sistemas de diferentes órgãos, racionalizando a distribuição de recursos físicos, veículos e equipamentos. Este resultado será convertido em benefício direto para os cidadãos, na medida que a diminuição da ação da criminalidade reflete diretamente no bem-estar da sociedade.

Um exemplo de solução passível de ser aplicada em qualquer cenário de segurança pública brasileiro é o ARKHE GOVERNANCE, desenvolvido pela Atech, que, com as informações de inteligência geradas, proporciona maior eficiência na execução das operações e investimentos na Segurança Pública.

Com o ARKHE GOVERNANCE é possível, por exemplo, aproveitar os sistemas de vídeo monitoramento com câmeras e radares de trânsito já existentes em uma cidade, conectando-os a uma rede de dados. Estes sistemas geram imagens e dados georreferenciados dos veículos. O ARKHE GOVERNANCE pode ser implantado em um ambiente de gestão da segurança pública como um Centro de Operações, por exemplo, e permite que imagens e os dados capturados em tempo real sejam tratados pelo módulo de análise e inteligência. Este módulo, integrado a bases de dados de veículos roubados ou suspeitos é capaz de gerar alertas ao identificar um destes veículos, destacando a localização e rastreando o veículo por meio de sensores e câmeras integrados. Afinal, um carro roubado circulando pode indicar uma ação criminosa em andamento, como um possível assalto a carro-forte.

O sistema de despacho do ARKHE GOVERNANCE aciona, automaticamente, a viatura policial mais próxima do local onde foi gerado o alerta. O veículo é rastreado por toda a área da cidade onde exista cobertura das câmeras integradas. O deslocamento de viaturas oficiais também é acompanhado durante todo o atendimento da ocorrência. Além disso, o ARKHE GOVERNANCE pode gerar alertas e alarmes personalizados, bem como atuar de forma integrada recebendo e analisando dados dos sistemas das diferentes agências, de forma a concentrar em uma interface única todas as informações necessárias para a gestão de operações de segurança. Ainda é possível, por meio da análise de dados, realizar estudos preditivos e apresentar informações com valor agregado, em um nível que apoie a tomada de decisões.

Esse é apenas um exemplo de como a tecnologia pode e deve ser aplicada à área de segurança pública. Com a integração de recursos já existentes, adoção de novos sistemas e a conversão de informação em inteligência é possível mapear áreas de risco, planejar ações preventivas, organizar missões e prover mais segurança para a sociedade como um todo.