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Saiba como aplicar princípios Lean na mineração

O setor de mineração enfrenta diversos desafios, que vão desde a complexidade de suas operações, excesso de capacidade aos atuais baixos preços das commodities. Para prosperar no futuro, as mineradoras devem repensar suas estratégias corporativas, melhorar as abordagens de gestão de processos e de risco e o relacionamento com seus públicos de interesse, além de avançar rapidamente na transformação digital.

O setor vem enfrentando uma retração de suas receitas provocada pela queda nos preços das comodities minerais e também a queda de produtividade, provocada pela perda da eficiência da mão-de-obra, maior necessidade de investimento por tonelada produzida e aumento no custo operacional.

Por conta disso, as empresas mineradoras estão revendo seus processos em busca de mais eficiência e redução de custos, adotando princípios Lean na sua gestão – implantando a chamada mineração enxuta, aproveitando a experiência e a mentalidade da manufatura enxuta. Nessa busca por eficiência operacional, adaptando práticas de manufatura Lean à atividade mineradora, as empresas têm alcançado alta aderência a padrões de trabalho simples e a contínua eliminação de desperdícios.

Os dois setores – mineração e manufatura – têm diversos pontos em comum, compartilhando a necessidade de:

  • Contar com processos de negócios eficientes
  • Contar com eficiência no fluxo de produção
  • Maximizar a eficiência operacional
  • Otimizar a cadeia de suprimentos estendida
  • Contar com robustas políticas de segurança

A cadeia logística mineral, que começa com o estudo de viabilidade da mina, até a entrega aos consumidores finais de minerais processados, é mantida através de canais e nós logísticos que transportam, armazenam e entregam usando navios, caminhões, trens, armazéns e muitos outros modais e instalações logísticas. O seu fluxo de produção segue um roteiro de atividades que engloba extração, carga, transporte e descarga, que devem estar ajustados de modo a contribuir para o bom resultado da operação.

O objetivo final dessa transformação rumo à mineração enxuta é criar portfólios competitivos e robustos o suficiente para gerar valor em vários cenários.

Como adotar os princípios Lean na mineração

Com a adoção dos princípios Lean, o setor de mineração começa a perceber os ganhos em produtividade e na forma como as equipes são lideradas. Essa jornada deve seguir algumas etapas:

Identificar valor

A base da filosofia Lean está na geração de valor. Tudo que não agrega valor ao produto final é considerado como desperdício, e o cliente não quer pagar por isso. O desperdício deve ser eliminado para maximizar o valor.

Mapear a cadeia de valor

A sua cadeia de valor engloba todos os processos de negócios da sua cadeia de produção, e é a eficiência desses processos que vai gerar valor para o seu cliente. Para adotar os princípios Lean é preciso mapear cada um dos processos, independentemente de sua criticidade, e identificar como o mesmo pode ser otimizado. O desperdício pode ser facilmente identificado com esse mapeamento e deve ser eliminado, reduzindo custos e tempo. Esse procedimento deve ser refeito com frequência.

Engajar os funcionários

Os princípios Lean pressupõem a contínua eliminação de desperdício e sua efetiva implantação no setor de mineração, assim como em outras indústrias, depende muito do engajamento não apenas dos líderes, mas também de todos os funcionários operacionais e administrativos. Para que a jornada rumo à mineração enxuta seja bem-sucedida, é importante que todos estejam envolvidos no projeto de melhoria contínua.

Esses mesmos funcionários também devem ter mais autonomia para resolver problemas e tomar decisões operacionais, já que detêm o conhecimento necessário para fazer sugestões, eliminar desperdícios e otimizar processos. O gestor deve atuar como um mentor, oferecendo as ferramentas e recursos necessários para implantar uma cultura de melhoria contínua.

O objetivo é deixar de lado a cultura de “o supervisor manda e os funcionários obedecem”. As pessoas devem estar abertas a ouvir as outras e todos podem fazer uma apresentação ou manifestar uma opinião fundamentada. Todos podem ser “resolvedores de problemas”. Além disso, para agilizar a implantação dos princípios Lean, a empresa pode investir em treinamento de gestão de resolução de problemas.

Certamente os princípios Lean podem ser aplicados com sucesso na mineração, apesar de todos os desafios. O importante é ter sempre em mente que a filosofia Lean não requer apenas mudanças nos processos, mas também uma mudança na cultura corporativa. É um processo lento que requer total dedicação. Mas, quando implantado de forma correta, os impactos positivos começam logo a ser percebidos.

 

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Saiba mais sobre a importância do Analytics para o monitoramento de ativos em ambientes adversos

Se o monitoramento de ativos ainda não alcançou a sua capacidade máxima dentro das plantas industriais, imagine o monitoramento de ativos em ambientes adversos, como os que fazem parte do dia a dia dos setores de óleo e gás, mineração e, por que não dizer, da criação de rebanhos?

Mas com o uso de ferramentas de Analytics é possível aproveitar a enorme quantidade de dados gerados por sensores de IIoT (Industrial Internet of Things – Internet das Coisas Industrial), com suas máquinas conectadas à Internet e a plataformas de análises avançadas que processam os dados produzidos pelos equipamentos.

Com o monitoramento de ativos em ambientes adversos, as empresas ganham a capacidade de usar esses dados para alinhar as atividades de manutenção às necessidades, riscos e criticidade de cada ativo, definindo prioridades e elaborando cronogramas com base em previsões altamente confiáveis – a chamada manutenção preditiva.

A mina do futuro

A tendência é que operações e pessoas estejam conectadas no setor de mineração – connected mine e connected workers – convergindo os sistemas de TI com os sistemas de operação.

As soluções de mina conectada integram as informações de todos os sistemas produtivos, da mina ao porto, e aproveitam as ferramentas de Analytics para gerar insights que são distribuídos para todas as pessoas envolvidas na cadeia de produção. Esses dados são coletados tanto nos sensores embarcados em equipamentos quanto nos trabalhadores, munidos de diversas tecnologias wearables como smart glasses e smart watches.

Todas essas informações, enviadas pelos sensores, é que vão permitir o monitoramento de ativos em ambientes adversos, como o interior de uma mina, em tempo real. Com técnicas de Inteligência Artificial, e possível predizer quando o equipamento irá falhar, com semanas ou meses de antecedência.

Assim, é possível evitar acidentes, reduzir paradas não programadas que acarretam perda de produtividade e também reduzir o custo da manutenção, deixando de lado ações corretivas, que são as mais caras.

Segundo Eduardo Prado, especialista em tendências em mobilidade e convergência, o setor de mineração é uma área “fértil” para IIoT já que essa tecnologia está evoluindo muito, o segmento está atrasado décadas em termos de tecnologia e “a nova geração dos executivos das mineradoras está ansiosa para apostar em tecnologias diferenciadas nas minas, como conectividade, wearables, manutenção preditiva, controle de ativos, sensores e Big Data, entre outras, para expandir-se, aumentar produtividade e reduzir custos”.

A digitalização no setor de óleo e gás

Segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), as reservas de petróleo brasileiras comprovadas já somam quase 14 bilhões de barris do óleo. Especialistas do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) da UFRJ, no Rio de Janeiro, apontam uma expansão de 55 milhões de barris de petróleo em razão das reservas do pré-sal. Caso esse cenário se confirme, o Brasil saltará da 14ª para a 8ª posição no ranking global de reservas de petróleo até 2020.

Mas, para manter a sua competitividade, um dos grandes desafios do setor é encontrar soluções de monitoramento de ativos em ambientes adversos, garantindo tanto a segurança dos equipamentos quanto dos seus operadores.

Isso só será possível com o correto uso de ferramentas de Analytics, coletando a analisando dados enviados e prevendo o momento exato para realizar ações de manutenção, substituindo operações baseadas no tempo de uso do equipamento. Com o monitoramento e análise das características dos sistemas, é possível prever o momento de uma falha e realizar somente a manutenção necessária para manter o bom funcionamento de determinado ativo, reduzindo o tempo de parada e reduzindo o custo.

Em um setor que se caracteriza por operar em ambientes adversos como o subsolo marinho, onde não há possibilidade de contar com pessoas nas operações, é necessário ter a certeza da total confiabilidade e disponibilidade dos equipamentos. Ferramentas de análise e gestão de dados, incorporadas a sistemas de monitoramento de ativos em ambientes adversos, é que vão transformar os dados em informações relevantes, com ganhos nas áreas de manutenção de instalações e gerenciamento de dados operacionais.

Segundo José Firmo, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, as novas tecnologias “estão levando o setor a uma evolução mais preditiva e não preventiva, o que pode trazer excelentes resultados no futuro”.

Rebanho bovino seria um ativo?

Para o setor de agronegócio, sim, o rebanho bovino é um ativo e a sua criação requer ferramentas de monitoramento de ativos em ambientes adversos tanto quanto os setores de óleo e gás ou de mineração. Afinal, rebanhos são criados em locais remotos e difícil acesso por conta de sua extensão, e enfrentam secas, enchentes, e outras situações adversas nos pastos.

E como a Internet das Coisas e sistemas de Analytics se encaixam na criação de rebanhos? Em uma grande fazenda, milhares de cabeças de gado precisam ser monitoradas constantemente. Em muitas delas, a alimentação é individualizada, de modo a resultar na engorda no tempo certo, em animais com melhor saúde e, consequentemente, em um produto de melhor qualidade.

A união de sensores e soluções de Analytics pode monitorar os sinais de saúde dos animais. Especialistas afirmam que pela forma como um boi caminha é possível avaliar a sua saúde, e que um sensor pode detectar o nível de acidez do estômago ou informar a quantidade de água ingerida pelo animal. Os dados consolidados são enviados para veterinários e nutricionistas, que regulam a dieta de cada animal.

Uma empresa global de nutrição animal, inclusive, vem investindo para entregar o que se chama de nutrição holística e serviços de saúde animal. Por meio do monitoramento de ativos em ambientes adversos, ao invés de produzirem quantidades padronizadas de alimentos, a empresa os produz de forma personalizada para cada animal do rebanho de seus clientes – uma alimentação mais rica em minerais ou proteínas, por exemplo.

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Gestão estratégica de ativos no setor de mineração

Na economia atual de preços mais baixos das commodities e custos crescentes dentro do setor de mineração, são as empresas que olham para o futuro e consideram todo o ciclo de vida do desempenho de seus ativos e o custo total de propriedade que vão sobreviver nas condições atuais do mercado.

As organizações que investem tempo e capital para otimizar o desempenho de seus ativos atuais, de modo que suas instalações e equipamentos estejam funcionando em um cronograma confiável, não devem apenas sobreviver, mas ainda crescer no atual clima econômico.

O que é gerenciamento de ativos?

O gerenciamento de ativos é um processo sistemático de desenvolvimento, operação, manutenção, atualização e descarte de ativos de maneira oportuna e econômica.

O gerenciamento eficaz de ativos leva em consideração e otimiza as prioridades de utilização de ativos, cuidado e manutenção de ativos, oportunidades de desempenho, investimentos de capital, sustentabilidade de longo prazo, custos operacionais, riscos e desempenho.

Quando um plano estratégico de gerenciamento de ativos foi implementado para fornecer o plano de negócios e instalações e equipamentos confiáveis, então, em conjunto com as previsões de planejamento de minas, a manutenção programada pode ocorrer a tempo, reduzindo o tempo de inatividade, e reduzindo a necessidade de manutenção reativa.

Quando um plano estratégico de gerenciamento de ativos deve ser implementado?

A resposta é agora. Algumas empresas não consideram a implementação de sistemas aprimorados de gerenciamento de ativos até que os tempos sejam realmente difíceis. O tempo para considerar a otimização de suas operações é quando tudo está correndo bem, para que as coisas continuem a rodar sem problemas, agora e no futuro. Ter um sistema de gerenciamento de ativos efetivo significa, em última análise, ter os benefícios do aumento da receita e do lucro quando os preços das commodities estão em alta.

Como o gerenciamento de ativos ajuda as empresas de mineração

A operação de uma empresa de mineração é altamente dependente do estado de seus ativos de capital. Na medida em que mais e mais recursos são extraídos das minas para atender às crescentes demandas, alavancar a disponibilidade de ativos como caminhões, tratores, equipamentos de distribuição e plantas de processamento, torna-se um fator determinante para lidar com o aumento da produção.

Uma solução de gerenciamento de ativos ajuda os tomadores de decisão a obter visibilidade total do uso dos ativos e das condições atuais. É projetado para ajudar as empresas a coordenar aspectos de manutenção, operações e orçamentos de indústrias pesadas de ativos, como mineração e gerenciamento de recursos. Além disso, pode ajudar os gerentes a tomar a decisão certa em relação ao uso de ativos, investimentos em ativos e alienações durante o ciclo de vida dos ativos, sempre levando em conta as consequências financeiras de cada um deles.

Planejamento de capital e orçamento

O planejamento e o orçamento de ativos incluem a contabilização de todos os aspectos do ciclo de vida do ativo e a determinação de quando agir em relação à manutenção, descarte e implantação do ativo. Uma solução para a indústria de mineração vai:

  • Permitir acompanhar o desempenho financeiro do ativo, bem como os custos e receitas associados gerados pelo ativo durante o seu ciclo de vida;
  • Fornecer aos gerentes as informações necessárias para tomar decisões de investimentos em ativos com foco no valor financeiro real do ativo
  • Permitir que os usuários criem e gerenciem com eficiência um orçamento de manutenção para ativos de diferentes classes, de pequenas máquinas a grandes tratores, configurando pontos de controle de quando outras ações devem ser tomadas.

Manutenção e Reparos

Um software de gerenciamento de ativos ajuda as empresas de mineração a desenvolver uma estratégia de manutenção bem pensada que minimiza o tempo de inatividade e mantém os ativos funcionando em plena capacidade. Uma estratégia de manutenção bem planejada por meio de uma solução EAM agiliza os processos de manutenção e ajuda a aumentar a produtividade dos funcionários:

Agendar a manutenção em torno das operações e informar a equipe afetada pelo cronograma de manutenção, combinando as habilidades dos funcionários com tarefas de manutenção específicas

Reduzir o tempo de inatividade e garantir níveis consistentes de serviço de ativos por meio de agendamento detalhado de testes de manutenção e desempenho de rotina

Automatizar a encomenda de peças de reposição e suprimentos diretamente de fornecedores, ajudando a gerenciar as relações com fornecedores e armazenando documentos, importante para garantir a conformidade do prestador integrando contratos ao sistema.

As soluções de gestão de ativos para o setor de mineração podem ajudar as empresas de mineração a equilibrar a manutenção de ativos que trabalham com capacidade total (atendendo às demandas de produção presentes e futuras) com os correspondentes custos de manutenção. O gerenciamento de ativos se resume ao desejo de aumentar as receitas de mineração, já que um pequeno aumento percentual na utilização de ativos pode gerar um aumento percentual muito maior na produção e, portanto, na receita. Tirar mais proveito dos ativos atuais e administrar seu uso de maneira eficiente também pode resultar em novas receitas, uma vez que leva a serviços dispendiosos de manutenção de ativos e custos de tempo de inatividade, pois o ativo não é usado durante a manutenção e reparos.

Saiba por que redes Mesh são mais confiáveis que a sua conexão 3G e 4G
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Saiba por que redes Mesh são mais confiáveis que a sua conexão 3G e 4G

Com arquitetura mais flexível e maior suporte às aplicações, as redes Mesh estão ganhando cada vez mais espaço globalmente, especialmente nos casos de operações em áreas mais afastadas e com infraestrutura de telecomunicações mais carente, em que as conexões 3G e 4G não são capazes de cobrir ou cumprir com os requisitos básicos de confiabilidade.

Segundo um estudo divulgado no último ano pela empresa de pesquisa Transparency Market Research (TMR), levando em consideração os mercados na América do Norte, na América Latina, Ásia Pacífico, Europa, e Oriente Médio e África, uma porção significativa da receita gerada pelo mercado de redes Mesh vem dos investimentos nos setores de mineração, energia e distribuição de água, gás e óleo, especialmente na América Latina, no Oriente Médio e na África, considerados os mercados mais lucrativos para a aplicação de redes Mesh nessas indústrias.

No caso da indústria mineradora, os investimentos em aplicações de segurança, muitas vezes, ligadas a sensores que exigem conectividade com alto nível de confiabilidade, tem impulsionado os investimentos. A área de gestão de integridade das barragens, por exemplo, é uma das que estão recebendo investimentos para ir além do cumprimento das leis nacionais, otimizando operações e garantindo mais confiabilidade às práticas diárias de manutenção e monitoramento de condições dos empreendimentos.

Nos setores de utilities (energia, água, gás e óleo), as iniciativas relacionadas à adoção de medidores inteligentes são o maior destaque no aumento da demanda por redes Mesh, substituindo os velhos medidores que exigiam o deslocamento constante de técnicos para coletar as informações de consumo. Com uma conexão baseada em redes Mesh, as empresas transferem dados em tempo real, criando análises mais rápidas e precisas.

No Brasil, a implementação de tecnologias para medidores inteligentes tem ido ao encontro da Tarifa Branca, um modelo de tarifação que começou a valer no início de janeiro para usuários que optarem pela cobrança de acordo com o dia e o horário do consumo de energia. Como os medidores inteligentes permitem medir o consumo dos usuários minuto a minuto, as distribuidoras de energia elétrica podem oferecer esse modelo de cobrança, economizar no deslocamento de funcionários e ainda melhorar o gerenciamento dos serviços.

Entenda como funcionam as redes Mesh e suas vantagens

As redes Mesh têm sido utilizadas em uma série de aplicações de missão crítica, especialmente no setor minerador, em que dão conectividade a uma série de ativos que passam a enviar dados em tempo real por meio de dispositivos conectados, informando, minuto a minuto, as condições dos equipamentos.

Diante deste cenário, as redes Mesh têm emergido como uma solução de custo-benefício atrativo para comunicações sem fio, especialmente devido à sua fácil e rápida implantação, tornando-se um fator crítico em operações que exigem um alto nível de estabilidade e confiabilidade.

Ao investir em conexões 3G e 4G para conectividade sem fio, as empresas esbarram em uma série de obstáculos que tornam mais lenta sua implementação e, mais tarde, a adição de novos elementos, como a necessidade de Estações Rádios Bases – ERBs, que, além de implicar em um alto investimento, não são garantia de uma conectividade estável e do fim dos chamados “pontos cegos”.

As redes Mesh, por outro lado, permitem que os dispositivos atuem de forma descentralizada, sem que sejam necessários várias ERBs para expandir a conexão. No caso dos medidores inteligentes, por exemplo, cada equipamento se comunica com o que está mais próximo dele, passando os dados de dispositivo para dispositivo até, finalmente, chegar a um concentrador.

Assim, cada medidor tem múltiplas opções de roteamento, otimizando continuamente a topologia da rede para se adequar às mudanças, evitando falhas. Caso um dispositivo na rota atual falhe, por exemplo, os medidores podem rapidamente encontrar outro dispositivo em uma nova rota capaz de enviar os dados à concessionária de energia responsável. Ou seja, além de reduzir os custos de infraestrutura, as empresas dispõem de uma rede muito mais confiável e com alto nível de disponibilidade.

As soluções de Conexões Inteligentes da Atech dão mais confiabilidade às suas operações, permitindo gerenciamento e configuração remotos a uma série de indústrias. A solução de redes MESH da Atech oferece às concessionárias de energia capacidades como diagnóstico em tempo real e monitoramento da saúde da estrutura da rede, dando mais precisão aos dados coletados e possibilitando a identificação mais ágil de falhas que possam impactar o negócio. Conheça aqui nossas soluções de Conexões Inteligentes.

Entenda os benefícios que a Internet das Coisas oferece à indústria mineradora
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Entenda os benefícios que a Internet das Coisas oferece à indústria mineradora

A combinação de queda nos preços das commodities, mudanças na demanda global, necessidade de estender o ciclo de vida de ativos e compromisso com a excelência operacional tem levado as mineradoras a rever as suas estratégias de negócios, e o uso da Internet das Coisas na mineração tem sido apontado como a melhor forma para melhorar a eficiência nas operações, reduzir custos e aumentar receitas e lucros.

A Internet das Coisas na mineração, conectando equipamentos e pessoas, tem o potencial de transformar diversas atividades, como a integração das operações, segurança nas minas, redução do impacto ambiental e monitoramento de frotas de veículos.

Analistas da consultoria Accenture indicam que o setor está focado na adoção de tecnologias digitais e no uso da Internet das Coisas na mineração, mas destacam que muitas organizações por até agora estão usando a tecnologia digital em projetos isolados, tentando ainda integrar todas as operações e fazer com que os dados coletados se transformem em insights que gerem vantagem competitiva.

Pesquisa realizada no primeiro semestre de 2017 indica que quatro entre cinco empresas ligadas à mineração pretendem aumentar os seus investimentos em tecnologias digitais nos próximos três anos. Entre os cerca de 200 líderes de negócios entrevistados, 28% indicaram que os investimentos devem ser significativos e 46% citaram as tecnologias digitais como as mais importantes para a inovação.

Como a Internet das Coisas na mineração gera valor

  • Padronizando processos – agiliza e normatiza processos em todas as operações, garantindo a conformidade
  • Aumentando a rastreabilidade e visibilidade – o monitoramento remoto permite compartilhar dados em todas as etapas da operação, garantindo mais eficiência, mais segurança, padronização das operações e mais facilidade para identificar problemas
  • Garantindo a segurança das pessoas – sensores acoplados aos coletes e capacetes dos mineradores ajudam a mapear vulnerabilidades no interior das minas, antecipando medidas de prevenção. O rastreamento remoto também permite que nos locais de mais difícil acesso ou que apresentem alto risco as pessoas sejam substituídas por robôs
  • Otimizando o transporte – sensores instalados nos caminhões permitem que o condutor interaja em tempo real com o supervisor, sinalizando o carregamento e descarregamento de minérios ou rejeitos, por exemplo, reduzindo o tempo ocioso da frota. Parte dessa frota, inclusive, pode ser formada por veículos autônomos
  • Transformando a manutenção preventiva em preditiva – com o uso de sensores M2M (Machine to Machine) é possível avaliar o status do equipamento (temperatura do óleo e do motor, pressão dos freios e dos pneus etc) e analisar o histórico de manutenção e, assim, prever falhas antes que aconteçam, reduzindo o tempo de parada já que os ajustes são realizados em menos tempo. Atuando de forma preditiva, também é possível reunir todas peças necessárias para a manutenção com antecedência, agilizando o processo
  • Obtendo dados e análises em tempo real – dados enviados pelos sensores instalados nos equipamentos dentro das minas podem ser transformados em imagens tridimensionais e analisados por geólogos, equipes de perfuração e supervisores

Mais dados, mais sustentabilidade

Além da segurança dentro das minas, a gestão da integridade das barragens de rejeitos é um dos grandes desafios enfrentados pelas mineradoras. Nesse cenário, mais uma vez o uso da Internet das Coisas na mineração envolve um sistema inteligente de gestão, com a integração de dados coletados até via satélite e via radar, e informações enviadas por instrumentos de medição, capaz de oferecer maior inteligência, visibilidade e confiabilidade para gerir o ciclo de vida dos ativos.

Uma solução de gestão de barragens integra diferentes sistemas e instrumentos, oferecendo uma visão global dos riscos da estrutura de toda a barragem, permitindo:

  • Garantir a integridade física por meio de medições, análises e relatórios de conformidade técnica
  • Atender exigências da legislação ambiental e manter operações sustentáveis
  • Gerenciar o comportamento de todos os instrumentos e enviar alertas para leituras fora do esperado
  • Obter atualizações constantes das condições de estabilidade do empreendimento
  • Avaliar impactos socioambientais a partir de alterações de ocupação em áreas impactadas
  • Gerar informações sobre pontos de atenção futuros e comunicações automáticas entre partes interessadas

Integração de sistemas é fundamental

Implantar o uso da Internet das Coisas na mineração requer uma integração de todos os departamentos, compartilhando as informações. Apesar dos desafios, a digitalização tem o potencial de gerar mais eficiência e transformar o negócio. Uma análise da Accenture mostra que empresas mineradoras poderiam melhorar o seu EBITDA – em linhas gerais, o indicador que representa o quanto uma empresa gera de recursos através de suas atividades operacionais, sem contar juros, impostos depreciação e amortização.

Para os analistas, as tecnologias digitais podem aumentar o EBIDTA em US$ 38 bilhões nos próximos três anos. E, segundo o Fórum Econômico Mundial, a transformação digital pode gerar US$ 190 bilhões para o setor nos próximos 10 anos.

Mas toda essa tecnologia depende de conexões inteligentes e de um parceiro capaz de integrar todos os sistemas, especificando e instalando recursos de rede, hardware e software necessários para a integração de todas as operações. Além disso, é preciso estabelecer a governança dos dados, selecionando os protocolos, as tecnologias de comunicação, os métodos de proteção e os padrões a serem adotados, para que as informações se movam de maneira eficaz, segura e confiável. A Atech conta com toda essa expertise desde a sua origem, com a participação no projeto SIVAM – Sistema de Vigilância da Amazônia.

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Como reduzir custos de energia em empresas de mineração

O setor de mineração enfrenta um grande desafio: enquanto o preço das commodities mantém a tendência de queda, os custos operacionais seguem em alta. Então, qual a melhor estratégia para reduzir os custos de energia em empresas de mineração?

Abraçar a transformação digital é a melhor estratégia para reduzir os custos de energia e melhorar a produtividade. Sensores, equipamentos, medidores e outros dispositivos permitem implantar uma cultura de melhoria contínua. E ao monitorar, ajustar e documentar esses processos é possível otimizar a operação.

Mas segundo análise do Fórum Econômico Mundial, o setor ainda está atrasado na adoção de novas tecnologias. Previsões do órgão indicam que o impacto da transformação digital para o setor de mineração poderia chegar a US$ 784 bilhões até 2025.

Em relação à energia, sistemas e soluções que usam dados e inteligência ajudam a rastrear possíveis instabilidades no fornecimento e também a manter o seu consumo dentro dos parâmetros considerados aceitáveis. As mineradoras devem considerar esses dados tão importantes quanto os metais extraídos do solo, e implantar a infraestrutura necessária para coletar, compartilhar, analisar e os transformar em informações que gerem valor para o negócio.

Passo a passo para reduzir os custos de energia no setor de mineração

Ao mesmo tempo em que o consumo de energia representa um problema significativo para o setor de mineração, sua resolução pode abrir uma série de oportunidades. O passo a passo a seguir pode ajudar as empresas de mineração nessa tarefa, resultando em grandes economias, além de revelar novas estratégias e tecnologias que podem reduzir ainda mais o uso de eletricidade e aumentar a eficiência operacional em todas as áreas da mina.

1 – Desenvolva um plano estratégico

Implantar um plano estratégico não só ajudará a alcançar resultados a longo prazo visando a redução dos custos de energia em empresas de mineração, mas também servirá de base para avaliar e ajustar as ações de forma consistente em relação aos objetivos

2 – Escolha uma estratégia de gerenciamento de energia

Uma estratégia passiva de gerenciamento de energia alavanca sistemas que são projetados para usar menos energia. Já uma estratégia de gerenciamento de energia ativa depende de implementar e monitorar controles de motor, de ventilação ou otimizar processos para obter melhores resultados

3 – Escolha um sistema de gerenciamento de energia

O sistema de gerenciamento de energia (Energy Management System – EMS) deve estar diretamente ligado aos sistemas de produção da mina e apresentar as seguintes funcionalidades:

  • Fornecer dados em tempo real sobre o consumo de energia
  • Prever o consumo de energia baseado em parâmetros
  • Identificar e quantificar o consumo que exceda os parâmetros normais
  • Identifica e analisar a causa do excesso de consumo
  • Analisar os elementos que geram o consumo de energia
  • Calcular indicadores de desempenho
  • Fornecer dados validados para justificar futuros investimentos de capital
  • Criar relatórios e modelos para prever o consumo de energia
  • Determinar metas de consumo de energia

4 – Invista em medidores inteligentes

Medidores inteligentes fornecem informações detalhadas sobre o consumo de energia entregando informações críticas como tensão, corrente, fase neutra e terra, potência, frequência, fator de potência, demanda e medição da corrente elétrica e do tempo de carga

5 – Use disjuntores inteligentes

Além da sua finalidade proteger a rede cortando as cargas, disjuntores inteligentes que tenham um protocolo de comunicação compartilhada – geralmente wi-fi – com o sistema de medição inteligente entregam informações sobre o gerenciamento da carga

6 – Monitore a confiabilidade do fornecimento

Sistemas de monitoramento da qualidade do fornecimento de energia entregam relatórios com as informações necessárias para validar a conformidade do fornecimento, melhorar a estabilidade do sistema e minimizar o tempo de inatividade não planejada

Mais eficiência, menor gasto de energia

Uma das grandes promessas da transformação digital é a possibilidade de ganhar mais eficiência operacional e, consequentemente, reduzir os custos da operação. E como a eletricidade representa cerca de 30% do custo operacional de uma mina, encontrar formas de reduzir os custos de energia, como o uso de inovadoras tecnologias que resultem em um aumento da precisão da perfuração, geram um grande impacto.

Recente estudo da consultoria Accenture apontou quais são as grandes apostas para os próximos 3 anos em tecnologias digitais para otimizar as operações e produtividade, gerando economia em todos os processos.

Para abraçar a transformação digital, conheça as soluções da Atech que atendem as crescentes necessidades da Internet das Coisas e da Indústria 4.0.