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Indústria 4.0: curva de adoção tem que acontecer agora

Líderes de negócios de todo o mundo estão correndo contra o tempo para ganhar vantagem competitiva a partir dos seus investimentos nas tecnologias e soluções que fazem parte do conceito de Indústria 4.0 antes do “ponto de inflexão” da curva de adoção, já pensando na retomada da economia após a pandemia.

O sociólogo Everett Rogers, em seu livro “Teoria de Difusão da Inovação”, identificou cinco personas conforme o seu estágio na curva de adoção de inovação: Innovators, Early Adopters, Early Majority, Late Majority, and Laggards.

Os Early Adopters da Indústria 4.0 podem esperar obter uma maior vantagem competitiva da transformação digital, em contraste com os que fazem parte dos grupos Late Majority e Laggards que simplesmente parecem estar presos ao passado. A maioria dos fabricantes líderes, grandes e pequenos, está atualmente procurando etapas práticas e maneiras sustentáveis ​​de investir em digital transformação para que possa obter os benefícios competitivos de estar na primeira parte da curva de adoção.

Antecipando o ROI

Mas os casos de uso da Indústria 4.0 geralmente exigem investimentos em novas tecnologias, que não são amortizados no mesmo ano. No entanto, os investimentos iniciais podem muitas vezes ser minimizados aplicando a abordagem de MVP (Mínimo Produto Viável), ou seja, pensando em um lançamento no menor prazo possível enquanto ainda fornece um valor comercial relevante em uma determinada área.

O ROI (Return on Investment) do MVP geralmente chega em meses e permite que as empresas provem o potencial econômico do caso de uso e implantem ciclos que maximizem a lucratividade. Com essa abordagem, o lançamento em grande escala pode ser feito por um caso de negócio claro, geralmente com cronogramas de ROI e investimentos mais direcionados do que o inicialmente previsto.

O ecossistema de produção

A Indústria 4.0 é que vai capacitar a implantação da “fábrica inteligente”, um ambiente verdadeiramente produtivo, com benefícios para os fabricantes e para os consumidores, como comunicação aprimorada, monitoramento em tempo real, análise avançada de dados e autodiagnóstico.

Quando pensamos no cenário ideal, uma fábrica inteligente, onde as tecnologias fazem parte do topo da curva de adoção da inovação, é automatizada e automonitorada de forma flexível, onde máquinas, insumos e humanos se comunicam, poupando os colaboradores para outras tarefas produtivas e, finalmente, otimizando os processos de design e produção para aumentar a eficiência operacional.

Sob as camadas, no entanto, existem desafios críticos para fabricantes, como gerenciamento de dados, funcionários com mais qualificação e o risco de incidentes cibernéticos, para os quais felizmente existem etapas e medidas preventivas.

Flexibilidade e eficiência

A implantação do conceito e tecnologias da Indústria 4.0 estão revolucionando as linhas de produção, digitalizando processos, e otimizando a qualidade, manutenção, planejamento, previsão, inovação e descoberta, tempo de colocação no mercado, a eficiência da cadeia de suprimentos e muitos outros aspectos do ecossistema de produção. A captura de dados digitais e fluxo de dados estão permitindo um grau de flexibilidade e eficiência que irá gerar custos de produção significativamente menores, por conta do aumento de escala, agilidade e lucratividade.

A questão sobre a transformação digital na manufatura não é mais “se” investir nela, mas “quando” fazê-lo. Na maioria dos mercados, os Early Adopters que investem em novas tecnologias ou modelos de negócios obtêm uma vantagem competitiva – às custas de

concorrentes que não adotaram. Para os Late Adopters do mercado, o investimento em novas tecnologias ou modelos continua sendo necessário, mas a possibilidade de ganhar competitividade e vantagem desaparece, e eles passam a ser um Laggard, simplesmente alinhados à nova norma do mercado.

Líderes de negócio na área de manufatura estão, portanto, reconhecendo a importância de estar na faixa dos Early Adopters para ficar à frente da concorrência. O mercado está chegando rapidamente ao ponto de inflexão, quando a maioria dos mercados terá adotado a nova tecnologia e modelo de negócios. Esse prazo é ainda mais urgente pela percepção de que esses Late Adopters provavelmente não vão conseguir alcançar a eficiência e lucratividade obtida pelos Early Adopters, independentemente de quando os Late Adopters conseguirem chegar ao topo da curva.

O “novo normal”

As organizações devem considerar uma visão holística da Quarta Revolução Industrial e as maneiras pelas quais ela muda o negócio. A Indústria 4.0 é mais do que apenas tecnologias avançadas: trata-se das maneiras pelas quais essas tecnologias são reunidas e como as organizações podem aproveitá-las para impulsionar as operações e o crescimento.

Provavelmente, a Indústria 4.0 é a razão pela qual não apenas sairemos dessa crise do Covid-19, mas também porque nosso comportamento profissional inevitavelmente mudará no futuro.

São as tecnologias da Indústria 4.0 que estão permitindo às empresas manterem seus negócios em tempo de pandemia, simplificando nossa capacidade de realizar várias tarefas e contribuindo para o trabalho sem estar acorrentado aos limites de um espaço de trabalho centralizado. Nas últimas décadas, a Indústria 4.0 vem otimizando os benefícios da computação móvel e, portanto, os benefícios do trabalho móvel, agora só precisamos começar a adotá-lo ativamente como o “novo normal”.

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Um Guia Inicial para Manutenção Preditiva

A manutenção preditiva se aproveita dos dados enviados por sensores embarcados nos ativos, ajudando as empresas a ampliar o seu ciclo de vida e reduzir custos operacionais. Esses ativos podem variar de motores de aeronaves, turbinas, elevadores, tratores ou resfriadores industriais – que custam milhões – até aparelhos comuns, como fotocopiadoras, máquinas de café ou refrigeradores de água.

A maioria das empresas ainda depende de manutenção corretiva, onde as peças são substituídas quando elas falham. A manutenção corretiva garante que as peças sejam usadas completamente (portanto, não desperdiça a vida útil dos componentes), mas custa aos negócios maior tempo de inatividade, mão-de-obra e requisitos de manutenção não programada (horas de folga ou locais inconvenientes).

No próximo nível, as empresas praticam manutenção preventiva, onde determinam a vida útil de uma peça e a mantém ou substitui antes de uma falha. A manutenção preventiva evita falhas não programadas e que podem resultar em gandes paradas. Mas os altos custos do tempo de inatividade programado, subutilização do componente durante sua vida útil e mão-de-obra ainda permanecem.

Já o o objetivo da manutenção preditiva é otimizar o equilíbrio entre manutenção corretiva e preventiva, permitindo a substituição pontual dos componentes. Essa abordagem somente substitui esses componentes quando eles estão próximos de uma falha. Ao estender a vida útil dos componentes (em comparação com a manutenção preventiva) e reduzir os custos não programados de manutenção e mão-de-obra (comparado com a manutenção corretiva), as empresas podem obter economia de custos e vantagens competitivas.

A manutenção preditiva depende de testes e monitoramento de equipamentos durante a operação – também chamados de monitoramento de condições do ativo – para fornecer dados sobre o desempenho atual da máquina, a fim de prever problemas e evitar falhas com o monitoramento e análise em tempo real executado em uma plataforma única de gestão de ativos, como a OKTO.

Como criar um programa de manutenção preditiva

Adicionar um programa de manutenção preditiva às atividades de uma organização não é tão fácil quanto parece. Vamos avaliar as etapas necessárias para uma transição bem-sucedida.

1. Estabelecer uma estratégia

Migrar para manutenção preditiva é um processo, não um evento. Envolve alterações de hardware, alterações de software e, acima de tudo, alterações na cultura de fabricação e de manutenção. O sucesso começa com o planejamento estratégico.

Especialmente em ambientes complexos de manufatura, tentar implantar a manutenção preditiva em todos os ativos simultaneamente é um caminho rápido para a fracasso, geralmente com entrega de dados provenientes de diversas fontes, mais do que a equipe está pronta para transformar em inteligência.

A melhor abordagem é começar pequeno, com um programa piloto focado. Escolha um único problema para resolver. Seja paciente – o objetivo é estabelecer um processo robusto e registrar um sucesso.

2. Escolha o ativo certo para testar

Fazer uma transição suave para a manutenção preditiva depende do sucesso do programa piloto. Isso começa com a escolha do ativo certo a ser monitorado. Existem várias classes básicas que se prestam à manutenção preditiva e a resultados rápidos, como ativos com histórico de falhas, criticidade, entre outros parâmetros.

3. Desenvolva um programa piloto de manutenção preditiva para provar o sucesso

A manutenção preditiva utiliza uma variedade de tecnologias para monitorar a condição do ativo. É importante corresponder o prazo às necessidades do aplicativo. Alguns métodos permitem detectar problemas antes da falha do equipamento, mas você deve considerar a quantidade de aviso prévio necessário para agir.

4. Defina um procedimento de resposta

O próximo passo de um plano de manutenção preditiva é estabelecer um procedimento para responder a anomalias. Se o plano se basear no monitoramento contínuo das condições on-line, o procedimento é tão simples quanto aguardar instruções do técnico. Com base em suas análises, ele provavelmente indicará uma das três direções:

  • Desligar imediatamente.
  • Executar por um tempo limitado, se necessário, para atingir a meta de produção.
  • Executar indefinidamente e continuar monitorando até o tempo de inatividade programado regularmente. Nesse caso, os parâmetros devem ser definidos em relação a qualquer comportamento que exija o desligamento imediato da máquina.

5. Crie uma estratégia de análise de dados

Antes de escalar para vários ativos, uma estratégia de análise de dados deve ser estabelecida. Isso é particularmente importante para o monitoramento on-line contínuo. Os volumes de dados são grandes o suficiente para consumir quantidades significativas de espaço de armazenamento e largura de banda, além de todo a expertise para os coletar e analisar.

E como o core da sua empresa provavelmente não é o desenvolvimento de tecnologia, a melhor estratégia é contar com a parceria de uma empresa capaz de não só entregar as soluções necessárias para a implantar a manutenção preditiva, como a OKTO, como também contribuir para o sucesso da estratégia.

6. Escale a manutenção preditiva para mais ativos

Depois de provar o sucesso do programa piloto e identificar os recursos necessários para monitorar os dados, retorne à lista de ativos identificados como candidatos ao programa piloto. Isso pode incluir ativos críticos, problemáticos, difíceis de obter ou difíceis de substituir, bem como ativos em locais remotos e aqueles com histórico de falhas. Embora seja ideal desenvolver programas de manutenção preditiva para todos os ativos acima, considere o custo do tempo de inatividade e o potencial retorno do investimento para cada ativo e priorize a partir daí.

FUTURE, NXT: O PAPEL DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO
PARA GOVERNOS, PESSOAS E ORGANIZAÇÕES