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Saiba como um sistema logístico pode prevenir fraudes na cadeia de suprimentos

Empresas de todos os portes, em todos os setores da indústria, têm enfrentado muitos desafios na gestão do seu sistema logístico relacionados ao aumento da variabilidade da demanda, ciclos de vida de produtos mais curtos, extensão da cadeia de suprimento, maior foco em servir os clientes de uma forma rentável e, também, fraudes na cadeia de suprimentos.

Dentro das atuais dinâmica e maturidade do mercado brasileiro, as empresas e toda a comunidade de negócios têm buscado adotar práticas mais estruturadas para gerir os aspectos relacionados a controles, compliance, governança e gestão de riscos de fraudes.

Há dois importantes fatores que podem propiciar um cenário de fraude: o primeiro é a geração de oportunidades para a ocorrência de fraudes – são exemplos a falta de sistemas de controles e a autoconfiança dos profissionais. O segundo é a pressão por resultados, que pode fomentar um comportamento que priorize soluções de curto prazo para obtenção de rápidos resultados, em detrimento de uma visão de longo prazo.

O esforço que vem sendo feito para reduzir a incidência de fraudes na cadeia de suprimentos inclui a adoção de práticas de monitoramento e controle que podem ser reforçadas para que a organização tenha uma abordagem mais proativa em relação aos riscos de fraude, tais como controles e monitoramento automáticos obtidos com a implementação de soluções de gestão logística, que oferecem visibilidade em toda a cadeia e também a possibilidade de rever processos e procedimentos, prática fundamental para que os riscos de uma nova ocorrência de fraude sejam minimizados.

Uma estratégia de controle de fraudes na cadeia de suprimentos deve englobar os seguintes pontos, entre outros:

  • Mapear a cadeia de suprimentos
  • Investir em tecnologia
  • Atuar proativamente na gestão de fraudes
  • Construir uma cultura positiva de segurança
  • Estabelecer resiliência a novos riscos
  • Monitorar continuamente fornecedores
  • Integrar a cadeia de valor do início ao fim

Os desafios da cadeia estendida

Atualmente, as cadeias de suprimentos abrangem centenas de estágios, dezenas de localizações geográficas e uma infinidade de fornecedores, o que dificulta e muito o rastreamento de eventos ou a investigação de incidentes. Sem um rigoroso controle e transparência na cadeia de suprimentos é extremamente difícil a investigação e a responsabilização de eventuais atividades ilícitas ocorridas ao longo da cadeia, o que explica os inúmeros casos de falsificação, trabalho forçado e os diversos escândalos nas cadeias de suprimentos que mancham a reputação e custam milhões às empresas envolvidas.

Os fluxos de informação numa cadeia de suprimentos dependem de que dados sejam efetivamente coletados e disponibilizados pelas soluções de gestão do sistema logístico e pelas redes de informação das diversas partes interessadas.

Além disso, sem controle, clientes e compradores não conseguem, de modo confiável, verificar e validar a real procedência dos produtos e serviços adquiridos, de modo que o preço pago por tais produtos e serviços não refletem o real custo de produção.

Tatiana Revoredo, representante do European Law Observatory on New Technologies no Brasil, destaca que “a complexidade e não integração das cadeias de suprimentos têm dificultado sobremaneira a ampla e eficiente rastreabilidade de ponta a ponta, bem como a fiscalização ao longo da cadeia. A criação de programas de gerenciamento de riscos na cadeia de suprimentos é essencial ao monitoramento, previsibilidade assertiva dos riscos e resposta adequada, já que a falta de visibilidade e transparência na cadeia de suprimentos, tanto interna quanto externa, expõe empresas a diferentes tipos de riscos como fraudes, violação de códigos de conduta, entre outros”.

Os riscos na cadeia farmacêutica e alimentícia

Na indústria farmacêutica questões relacionadas à segurança de medicamentos na cadeia de suprimentos são um tema de extrema relevância. Isto porque a rastreabilidade de ingredientes farmacêuticos “ativos” durante a fabricação é um processo difícil, na medida em que a falha na identificação de medicamentos que não contêm os ingredientes ativos pode, em última instância, causar danos ao paciente ou até mesmo a morte do paciente final.

Daí a importância da adoção de plataformas de gestão logística, como a OKTO, desenvolvida pela Atech, e também do desenvolvimento de aplicações em blockchain, capazes de fornecer uma base para a rastreabilidade completa de medicamentos, desde o fabricante até o consumidor final, e a capacidade de identificar exatamente onde a cadeia de suprimentos se rompe durante um problema.

Já na indústria de alimentos, é impossível saber a quantidade de fraudes no produto, que podem ocorrer em qualquer ponto ao longo da cadeia de suprimentos. “Boa parte das fraudes nos alimentos não acarreta necessariamente problemas de saúde para o consumidor, e as evidências se vão assim que o alimento é consumido. Mas, se ninguém fica doente, ninguém fica sabendo que a fraude aconteceu. Por exemplo: se houve troca de uma espécie de peixe mais cara por outra mais barata, o consumidor não vai adoecer, mas pagará mais caro por um produto de valor inferior. Talvez ele nunca saiba que foi enganado”, diz Roy Fenoff, professor do Departamento de Justiça Criminal da Universidade The Citadel, na Carolina do Sul (EUA), que se dedica há anos ao tema de fraude em alimentos.

Segundo Fenoff, é preciso que fabricante, distribuidor ou varejista saibam com o que estão lidando e entenda os pontos fracos e as oportunidades de fraude em seus processos logísticos, antes de tomar medidas preventivas. Ele lembra que a fraude nos alimentos é algo premeditado e praticado intencionalmente com objetivo de ganho econômico, e que a falta de mecanismos de vigilância e outras ferramentas de prevenção facilitam sua ocorrência.

As soluções apontadas pelos especialistas vão desde a manutenção de equipes preparadas para atuar junto a fornecedores e clientes, passando pelo treinamento contínuo dos próprios funcionários da empresa, o uso de soluções digitais para gestão e rastreamento de cadeias de suprimentos e logística, até o incentivo de programas de denúncias anônimas, o uso de câmeras de vigilância e o monitoramento passo a passo da produção.

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Saiba quais características são fundamentais em um software de gestão de logística

Na era digital, onde os clientes exigem rapidez e personalização, líderes de negócio precisam garantir que a sua cadeia logística, além de ser um fator competitivo, também seja uma garantia de crescimento sustentável. Para se manter competitivo, é hora de agir, unindo estratégia e eficiência com a adoção de um software de gestão logística, integrado a todos os sistemas legados da empresa, visando atingir a excelência operacional.

O fluxo de informações é um elemento fundamental nas operações logísticas. Pedidos de clientes e de ressuprimento, necessidades de estoque, movimentações nos armazéns, documentação de transporte e faturas são algumas das informações que precisam ser integradas e compartilhadas entre todos os envolvidos na cadeia.

Levando em conta as novas demandas, quais são as principais capacidades que o software de gestão de logística deve entregar, apoiando desde o sistema operacional, o controle gerencial, a tomada de decisão até o planejamento estratégico?

Gerenciar custos

A capacidade de gerenciar documentos do processo, pedidos e custos, consolidando diferentes fontes de despesas para o cálculo do custo final, é fundamental para que os gerentes de operações tenham total controle no planejamento da cadeia, de forma centralizada.

Controlar a operação

O software de gestão logística deve permitir o controle avançado da operação do armazém, transporte, pátio e docas, gerenciando serviços, simplificando e sistematizando sua oferta e consumo, independentemente se forem prestados pela própria empresa ou por meio de outros fornecedores. Assim, será possível eliminar perdas de todo o processo operacional, como, por exemplo, superprodução, tempo de espera grande, transporte, processamento inadequado, defeitos, inventários e movimentos desnecessários.

Integrar parceiros

Essa é a base da Logística 4.0, onde empresas são parceiras e compartilham recursos visando reduzir os custos logísticos e aumentar a eficiência operacional. O software de gestão logística deve integrar soluções e processos desde a entrada de pedidos dos clientes até a entrega do produto no seu destino final, garantindo agilidade, segurança e assertividade dos dados coletados, ampliando a competitividade das empresas parceiras.

Oferecer visibilidade

Sem visibilidade dos processos logísticos, não é possível identificar oportunidades de redução de custos, aumentar a eficiência e reduzir o índice de falhas. Na logística 4.0 toda a cadeia se conecta: fornecedores, clientes, fornecedores de clientes e assim por diante – tudo para suprir a necessidade de maior visibilidade e controle de todo o fluxo de produtos, com o gerenciamento integrado das informações e análise dos resultados para as tomadas de decisões estratégicas, por meio de dashboards customizados.

Integrar e analisar dados de IIoT

Atualmente, dispositivos de IIoT (Internet das Coisas Industriais) localizados em diferentes unidades da empresa, ou mesmo de empresas diferentes, trocam informações de forma instantânea sobre compras e estoques e, com a sua integração e análise, permitem uma otimização logística até então impensável, estabelecendo maior integração também entre os elos de uma cadeia produtiva.

Otimizar o transporte

Com o custo relativo ao transporte cada vez mais alto, é cada vez mais importante que os líderes de logística consigam visualizar processos de maneira integrada e com um alto nível de rastreabilidade – não apenas na cadeia de suprimentos, mas em todo o fluxo produtivo. Um eficiente software de gestão logística deve permitir que transportadoras e fornecedores façam o agendamento das entregas e coletas de forma autônoma, respeitando a capacidade da operação.

Gerenciar serviços de coleta

Com um portal de gestão do serviço de coleta, como o oferecido pela Plataforma OKTO, a comunicação entre fornecedores da empresa e agentes de carga é centralizada, entregando notificações de que a carga está disponível para ser coletada. Assim o software de gestão logística permite automatizar a indicação do melhor prestador de serviço, baseado em regras de negócio, considerando nível de serviço, tempo e custo.

Eliminar gargalos

Como em qualquer operação executada através de uma sequência de processos, na cadeia logística é preciso conhecer os tempos de execução em cada processo para identificar o gargalo do sistema. Por isso, é preciso contar com a capacidade de gerenciar eventos, dando visibilidade ao gestor das não conformidades do processo, bem como impedimentos e tratativas. Com o software de gestão logística, os eventos são controlados e monitorados para garantia de uma operação segura e de qualidade.

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Blockchain e manufatura: qual a conexão?

A tecnologia blockchain não faz mais somente parte do sistema financeiro e já ocupa lugar de destaque em projetos na área de manufatura, na sua cadeia de suprimentos e na logística. O blockchain cria um rastro digital de todas as operações relativas a qualquer tipo de transação e a informação é distribuída de forma igual por todas as partes e não pode ser alterada, o que justifica que haja tantas empresas interessadas em aplicar a tecnologia aos seus negócios.

No setor de manufatura, é extremamente importante oferecer uma experiência única, com produtos de qualidade, ao consumidor final. E nessa imensa cadeia de suprimentos, a empresa produtora depende de inúmeros fornecedores, distribuidores, transportadores… É a chamada cadeia de valor estendida – as extensas cadeias de suprimentos existentes atualmente, compostas por inúmeras camadas de partes interessadas (como fornecedores, distribuidores e clientes), que elevam significativamente os riscos de instabilidade na cadeia de suprimentos.

Assim, a complexidade e a não integração dessas cadeias de suprimentos não permitem a visibilidade e rastreabilidade de ponta a ponta, bem como a fiscalização ao longo da cadeia, expondo a empresa a diferentes tipos de riscos como fraudes, avarias nos produtos, entre outros.

Na manufatura, com o blockchain, uma fábrica pode registrar dados de projeto e produção, uma empresa de logística pode registrar dados de transporte e armazenamento, clientes podem registrar dados de utilização, empresas de manutenção podem registrar dados das atividades de suporte (corretivas e preventivas) e, por fim, empresas de descarte e reciclagem podem registrar o destino final de um produto.

Garantindo a segurança do produto final

Com a tecnologia blockchain é possível rastrear um produto desde o início da linha de produção até a sua entrega ao consumidor final. Quando usado pelas indústrias alimentícia e farmacêutica, por exemplo, aumenta a credibilidade dos produtores e varejistas e também a experiência e confiança do consumidor.

Na indústria farmacêutica, as questões relacionadas à segurança de medicamentos na cadeia de suprimentos são um desafio e a rastreabilidade de ingredientes usados na fabricação de medicamentos é fundamental para garantir a qualidade e segurança do produto. A falha na identificação de medicamentos que não contêm os ingredientes ativos pode, em última instância, causar danos ao paciente ou até mesmo a sua morte.

Daí a importância do desenvolvimento de aplicações em blockchain, capazes de fornecer uma base para a rastreabilidade completa de medicamentos, desde o fabricante até o consumidor final, e a capacidade de identificar exatamente onde a cadeia de suprimentos se rompe durante um problema.

Com o uso da tecnologia blockchain na manufatura, a qualidade em toda a cadeia de suprimentos é garantida pela:

Alta qualidade de dados

Os dados do blockchain são completos, consistentes, datados, precisos e amplamente disponíveis.

Durabilidade, confiabilidade e longevidade

Como as redes são descentralizadas, o blockchain não tem um ponto central de falha e é mais resistente a ataques maliciosos.

Integridade de processo

Usuários podem confiar que suas transações serão executadas exatamente como o protocolo determina, removendo a necessidade de uma terceira parte.

Transparência e imutabilidade

Mudanças no blockchain são visíveis publicamente por todas as partes, criando transparência, e todas as transações são imutáveis, isto é, elas não podem ser alteradas ou deletadas.

Simplificação de ecossistema

Com todas as transações sendo adicionadas a um único livro-razão público, isso reduz a desordem e complicações geradas por múltiplos livros-razões.

Como avaliar o valor da tecnologia blockchain

Em todos os setores, antes de iniciar um projeto de implantação do blockchain, é preciso avaliar a existência de três necessidades:

  • O problema que quero resolver envolve múltiplos agentes que devem compartilhar decisões e/ou informações?
  • Deve existir algum tipo de transação entre esses agentes que torna importante o registro do histórico?
  • Essa transação deve ser registrada segundo uma determinada regra de consenso?

Na manufatura, cadeia de suprimentos e logística, a resposta para as três perguntas acima é um SIM.

E não podemos deixar de lado a questão da segurança da informação:  com o desenvolvimento da manufatura avançada, o chão de fábrica se tornará mais conectado, com cada ativo emitindo dados sobre a produção em tempo real.

Como o blockchain é construído para o controle descentralizado, um esquema de segurança baseado nele é escalável o suficiente para cobrir o rápido crescimento da IoT. Além disso, a forte proteção do blockchain contra a manipulação de dados ajuda a impedir que um hacker, usando um dispositivo desonesto, transmita informações maliciosas.

Com isso, as operações digitais mediadas pelo blockchain poderão tornar os processos mais seguros, aumentando a eficiência operacional da planta industrial. E também tornam mais eficientes as transações entre parceiros, com contratos inteligentes e o compartilhamento de dados em tempo real, gerando mais confiança e relações duradouras.

Para garantir o sucesso nessa jornada, a implantação da tecnologia blockchain deve estar associada a um parceiro que tenha expertise, acelerando o processo de adoção, reduzindo custos com aprendizado e garantindo a qualidade na escolha do processo a ser automatizado.

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Como IoT e AI podem realmente ajudar processos logísticos?

Na Indústria 4.0, gerenciar as cadeias de suprimentos nos processos logísticos, desde a entrega da matéria prima até a entrega do produto ao cliente final, é um grande desafio, com diversas etapas e localizações geográficas, integrando uma série de fornecedores. Gerenciar essa cadeia envolve coordenar movimento, entregas, recebimentos, alocação, armazenagem e entrega, otimizando relações e processos.

E como a IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) e a AI (Artificial Intelligence – Inteligência Artificial) podem contribuir para otimizar os processos logísticos? Em primeiro lugar, é importante conhecer as possibilidades proporcionadas por essas novas tecnologias, as implantando em um conjunto de soluções que integrem sistemas industriais, administrativos e logísticos da organização, suas filiadas, parceiros e operadores.

A chamada Logística 4.0, que integra IoT, IA e outras tecnologias nos seus processos, é caracterizada principalmente por:

  • Redução de estoques
  • Redução no tempo de produção até a entrega do produto para o cliente final
  • Processos altamente conectados
  • Informações em tempo real
  • Monitoramento virtual dos processos, operações e transporte
  • Visão integrada da cadeia de suprimentos

E quais são os principais benefícios que a IoT e a AI podem agregar aos processos logísticos?

Aumento da produtividade

A coleta e análise de dados em todas as etapas da cadeia de suprimentos permite identificar falhas que podem ser corrigidas com mais agilidade e determinar ações para eliminar futuros problemas. Com a constante geração de dados e informação, a empresa vai poder prevenir antes de remediar. Isso vai permitir, por exemplo, o agendamento de manutenções preventivas de equipamentos e a consequente redução de tempo de máquinas paradas.

Monitoramento de estoques

O uso de etiquetas de identificação por radiofrequência (RIFD) permite coletar dados de toda a cadeia de produção. Assim, é possível automatizar o rastreio de produtos — do processo de fabricação à saída para lojas e clientes.

Otimização de rotas

IoT e AI permitem planejar as melhores rotas para operações de entrega de insumos e produtos, otimizando a entrada e saída nos fornecedores e nos armazéns, com informações em tempo real sobre as condições do trânsito, horários permitidos para embarque e desembarque, condições meteorológicas, entre outras.

Qualidade na entrega

A avaria ou extravio de mercadorias estão entre os maiores problemas enfrentados nos processos logísticos. Sistemas de monitoramento e etiquetas inteligentes podem, por exemplo, rastrear as mercadorias. Ou então controlar a logística de cadeias frias, garantindo a qualidade e segurança do produto até a entrega.

Aumento na satisfação dos clientes

A partir do total controle dos processos logísticos, o cliente passa a receber informações em tempo real sobre a sua entrega, com mensagens por e-mail ou por redes sociais. Para empresas de e-commerce, por exemplo, essa capacidade é fundamental para fidelizar o cliente. Essa melhoria na qualidade da entrega se reflete em aspectos como:

  • Prazos de entrega menores
  • Status dos pedidos sempre atualizados
  • Redução de falhas
  • Preços competitivos

Outras tecnologias que impulsionam os processos logísticos

Além das soluções de IoT e das ferramentas de AI, outras tecnologias vem transformando os processos logísticos, levando mais agilidade e inteligência para toda a cadeia de suprimentos. Entre elas estão:

  • Fábrica Inteligente – Integração em tempo real com as demandas e a flexibilidade para responder de forma ágil e eficiente marcam esta revolução, combinando recursos de automação industrial com os avanços dos sistemas de computação, informação e comunicação via Internet. Assim, as linhas de montagem trocam informações entre si ao longo do processo, ao mesmo tempo em que as unidades fabris tomam decisões sobre produção, compras e estoques de forma automatizada.
  • Manufatura Aditiva – Impressora 3D – Equipamentos que possibilitarão a impressão de peças, partes e até produtos inteiros, no local desejado pelo consumidor, reduzindo custos com transporte e armazenamento de peças ou ferramentas. Funcionam quase como microfábricas próximas ao cliente final.
  • Big Data – Tecnologias e sua capacidade de coletar e analisar grande volume de dados, que podem ser aplicadas nos mais variados tipos de negócios e auxiliar empresas, de todos os portes, com informações importantes sobre seus negócios, sobre seus consumidores e, inclusive, na tomada de decisões de mercado.
  • Autoconexão e Automação – A chave para mais eficiência e competitividade logísticas. Contêineres movimentados por equipamentos e com extremada sincronia e máxima eficiência, em qualquer horário e clima, sem fadiga. Ter utilização máxima e mínimo de ociosidade é o foco do novo comércio global e a condição para ser competitivo.
  • Digital twins – Todos os ativos e processos na fábrica têm um irmão gêmeo digital, o digital twin. Essas simulações virtuais podem redesenhar toda a linha de produção em minutos e facilitar o planejamento das fábricas, com total controle e garantindo qualidade, flexibilidade e produtividade. Com os digital twins, todas as etapas são computadorizadas e softwares de análise simulam mudanças na produção e preveem como seriam os resultados no mundo real.
  • Redes Mesh – A solução de Redes Mesh garante conectividade segura, confiável, escalável e com fácil implantação e melhor custo benefício, atendendo parques fabris localizados em áreas afastadas dos grandes centros.
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Economia compartilhada: conheça as oportunidades para a área de logística

Com o boom do e-commerce não mostrando sinais de desaceleração, a demanda por espaço de armazenamento é alta, uma vez que os varejistas online expandem sua variedade de produtos. As plataformas de armazenamento sob demanda podem ajudar a atender a oferta e a demanda, proporcionando agilidade e flexibilidade e criando uma cadeia de suprimentos mais fluida e econômica.

Em fevereiro de 2018, no que ficou conhecido como Great Chicken Crisis, a KFC teve que fechar três quartos de suas lojas no Reino Unido por vários dias – o restaurante de frango estava sem frango. Já lutando para superar problemas com um novo parceiro logístico, a rede de fast-food foi abalada quando dois grandes acidentes de trânsito ocorreram perto do único depósito dedicado de seu parceiro, deixando a empresa sem produtos para fornecer aos restaurantes.

Entra em ação a Stowga

A empresa sediada em Londres é uma das empresas que movimentam o setor logístico como um marketplace online. Depois de ser contatada pela KFC, agilizou uma rede nacional de armazéns que em oito dias já estavam operacionais. Pouco depois, os suprimentos estavam a caminho das 800 lojas KFC do Reino Unido. A Great Chicken Crisis havia terminado.

Compartilhamento para logística

Depois de revolucionar o transporte com a Uber e o setor de aluguéis de temporada com a Airbnb, a economia compartilhada também começa a impactar o setor logístico. A premissa é simples: empresas como a Stowga, ou congêneres em outros países, criam um banco de dados online de proprietários de depósitos e inquilinos que lhes permite compartilhar seu espaço vazio quando necessário.

Com as compras online continuando a crescer, a demanda por armazéns logísticos levou a taxas de vacância extremamente baixas. Nos Estados Unidos, por exemplo, ela enfrenta uma baixa histórica de 4,8% – metade do que era em 2010 – de acordo com relatório da empresa de investimentos imobiliários JLL. Na Europa, as taxas também estão abaixo de 5%.

Mas esses armazéns não estão realmente ocupados o tempo todo. A indústria é caracterizada por contratos de aluguel de longo prazo, o que significa que as empresas estão vinculadas a acordos que cobrem seus períodos de pico. Durante os períodos de base, muitos se encontram totalmente vazios. Enquanto isso, outras oportunidades de negócios podem não ser concretizadas devido à falta de espaço disponível.

Cadeia de fornecimento mais fluida

Em certas épocas do ano, como Natal ou Páscoa, há um enorme aumento na demanda e as empresas precisam de espaço para lidar com esses picos. Enquanto isso, uma nova empresa de equipamentos para camping está procurando espaço extra nos meses de verão para manter seu estoque. O armazenamento sob demanda pode reunir as duas partes, combinando oferta e demanda. A empresa de camping abre uma licitação no mercado online e uma fabricante de chocolates, por exemplo, que teve alta demanda na Páscoa, pode concorrer no negócio, oferecendo espaço em seus depósitos para esses períodos e possibilitando uma cadeia de suprimentos mais fluida e econômica.

Naturalmente, como mostra o exemplo da KFC, o serviço também pode ser usado para emergências inesperadas, como o recall de produtos ou condições climáticas extremas em determinadas regiões. E não se trata apenas de capacidade de armazenamento – outros serviços relacionados ao movimento de estoque também se beneficiam, como o manuseio de pallets, separação e embalagem de produtos.

Além disso, a necessidade crescente de velocidade nas compras online significa que os depósitos precisam estar o mais próximo possível dos clientes.

Demanda crescente

A demanda por armazéns flexíveis deve aumentar nos próximos anos, impulsionada pelo crescimento das vendas no varejo omnichannel.

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Saiba como a metodologia Lean pode transformar a cadeia logística

Na cadeia logística, a adoção da metodologia Lean tem oferecido muito mais eficiência aos processos, evitando desperdícios nas atividades de movimentação, separação, endereçamentos, conferências, carregamentos, entre outras. A logística Lean promove melhorias sistemáticas e permanentes, eliminando não apenas os desperdícios, mas também identificando suas fontes e origens, e orientando todas as atividades das operações para geração de valor e aumento da rentabilidade dos negócios.

Flavio Picchi, presidente do Lean Institute Brasil, destaca que a metodologia Lean tem redefinido a logística dos negócios. “Já se foi o tempo em que a logística era considerada, para a maioria das empresas, somente uma fonte indesejada de custos. Hoje em dia ela precisa ser considerada estrategicamente, como parte do processo de entrega de valor aos clientes. Isso porque cada vez mais se percebe que não é suficiente concentrar esforços só em desenvolver, produzir e vender bons produtos e/ou serviços. Em mercados extremamente disputados, com clientes que exigem agilidade num mundo cada vez mais digital, é preciso também entregá-los de forma excelente”.

Assim, vem crescendo cada vez mais o número de companhias que estão redefinindo suas operações logísticas com uma particularidade: maior ganho de eficiência sem precisar, necessariamente, investir em mais mão-de-obra, estrutura ou equipamentos, como era de praxe, mas reformulando a gestão da logística com base na adoção dos conceitos e práticas da metodologia Lean.

Os “10 certos” da logística Lean

Robert Martichenko, especialista em logística Lean, concorda que as empresas vêm enfrentando grandes desafios, e atualiza a definição do que seria um “pedido perfeito”. Para ele, a metodologia Lean na cadeia logística deve levar a “10 certos”: o produto certo, para o cliente certo, na quantidade certa, na qualidade certa, no tempo certo, vindo da fonte certa, com o preço certo, com o custo total certo, com serviço certo e, finalmente, com a quantidade certa de complexidade.

E tudo isso passando por cadeias de suprimento complexas com a necessária cooperação de diversas empresas, desde o planejamento, fornecimento, produção e distribuição até chegar nas mãos do cliente.

Picchi destaca que a implementação da metodologia Lean na logística “tem gerado resultados impressionantes para as companhias que aplicam esses conceitos, como reduções brutais de estoques, ganhos enormes de espaços, aumentos de produtividade, diminuição de frotas de veículos, prazos de entrega significativamente menores e mais confiáveis, maior flexibilidade, dentre diversos outros ganhos”.

Alinhando departamentos

A logística Lean está baseada em 3 conceitos fundamentais: reduzir o tamanho dos lotes, aumentar a frequência de entregas e nivelar o fluxo de entregas, implementando um sistema puxado – quando a produção é organizada segundo a demanda dos clientes – com reposição nivelada e frequente em pequenos lotes, de forma mais sincronizada possível com o consumo real.

Mas, como lembra Nelson Takeuchi, do Lean Instituto Brasil, na maioria das empresas cada setor foca somente no seu desempenho individual, independentemente de qual é a necessidade do negócio. O setor de compras, por exemplo, buscará a melhor oportunidade de compra em preço e volume. O de produção irá buscar a capacidade máxima para um volume não necessariamente vendável. A área de vendas fará grandes vendas concentradas sem se importar com a capacidade de produção e prazo necessário para finalização dos produtos. E, finalmente, o setor de transporte irá ocupar as docas durante longas horas com os maiores equipamentos, com o menor frete, solicitando a carga e a descarga de todo o material vendido e comprado por oportunidade.

A saída para esse impasse, alinhando todos os departamentos e implantando uma cultura Lean, está na adoção de inovadoras tecnologias que realizam a gestão e a governança dos processos logísticos de maneira confiável, segura e com alto desempenho. A plataforma OKTO, desenvolvida pela Atech, engloba todos os processos do planejamento e execução da operação, a partir do controle avançado da operação do armazém, transporte, pátio e docas, incluindo a gestão de custos e recursos, colocando todos os setores na mesma página.

 

Os maiores desperdícios na cadeia logística

São inúmeros os desperdícios na cadeia logística como, por exemplo:

  • Estoques de segurança e pulmão devido à ineficiência
  • Falta de confiabilidade nos processos
  • Equipamentos subutilizados na planta pela inexistência de uma adequada engenharia de processos
  • Longas distâncias de transporte por conta da falta de planejamento de rotas
  • Pagamento de taxas por atraso de entrega devido a não utilização de janelas de entregas programadas
  • Áreas de estoque desnecessárias
  • Investimento em sistemas de armazenagem caros
  • Embalagens sendo solicitadas além da necessidade, ou transportando simplesmente “ar”, além de desperdícios por embalagens danificadas
  • Subutilização dos recursos – mão de obra, equipamentos, insumos, entre outros
  • Retrabalhos
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Blockchain na logística: Conheça alguns exemplos de aplicações

A logística só tem a ganhar se investir em soluções de blockchain, e grandes empresas já perceberam a importância da tecnologia de registrar transações de forma permanente e segura.

Cerca de 90% do comércio mundial é realizado pela indústria naval, dessa forma, investir em processos logísticos mais eficientes tem grande implicação na economia global. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, a redução de barreiras na cadeia de suprimentos pode aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) global em quase 5% e o comércio mundial em 15%.

A tecnologia blockchain pode ser a resposta para muitos dos desafios na logística mundial, incluindo aquisições, gestão de transporte, acompanhamento e rastreamento, colaboração alfandegária e financiamento comercial. Com o blockchain, as empresas conseguem otimizar o custo e também o tempo necessário para documentação comercial e processamento administrativo. Veja alguns casos de uso dessa tecnologia:

Transporte de contâineres

Uma das maiores empresas de transporte de containers do mundo iniciou um projeto para agilizar o frete oceânico usando um sistema blockchain que rastreia a carga internacional em tempo real. O sistema ajuda a digitalizar fluxos de trabalho e permite que todas as partes da cadeia de suprimentos acompanhem o progresso das mercadorias durante o trânsito. O blockchain é perfeito para a troca segura de dados e é um repositório à prova de adulteração para documentos alfandegários e outros dados.

Embarque de contâineres

Uma empresa israelense conduziu um piloto para digitalizar o conhecimento de embarque: documento essencial com informações sobre destino, descrição do produto, quantidade, informações de faturamento e manuseio. Como mais de 10% das faturas de frete contêm dados incorretos, é exatamente esse o foco da companhia. A adoção de um conhecimento de embarque digital pode significar a redução de custos e erros e uma transferência mais rápida de documentos.

Rastreamento de cargas

O uso do blockchain para rastrear carregamentos está sendo implementado em um grande porto europeu. A solução registra e processa dados de cargas para que os receptores do porto possam obter uma visão imediata das condições da carga. A tecnologia é aplicada para melhorar o controle de qualidade nas cadeias de suprimentos e estabelecer um sistema transparente e seguro para inovar a gestão e o manuseio da carga.

Blockchain na cadeia de suprimentos

A tecnologia também tem um enorme potencial para melhorar a transparência da cadeia de suprimentos e monitorar a procedência. Na indústria de bens de consumo e varejo, muitos dos maiores players contam com iniciativas para acumular dados sobre como as mercadorias são feitas, de onde vêm e como são administradas. Essas informações podem ser usadas, por exemplo, para fornecer prova de legitimidade para produtos em remessas farmacêuticas e prova a autenticidade de bens de luxo.

Essas iniciativas também trazem benefícios para os consumidores, pois eles podem ter mais informações sobre os produtos que estão comprando, sua procedência, se é um item original e se foi preservado nas condições corretas.

Rede de hipermercados

Uma grande rede de hipermercados norte-americana está trabalhando em pilotos de blockchain com o objetivo de aumentar a transparência de sua cadeia de suprimentos e rastrear seus produtos com mais eficiência. Hoje, a empresa enfrenta problemas na identificação de procedência de seus produtos e evitar problemas com alimentos contaminados. O blockchain também é usado para registrar a temperatura nas unidades de transporte e para garantir a qualidade do produto.

E-commerce

O blockchain é utilizado por uma gigante do comércio online para combater fraude alimentícia, proteger dados médicos e rastrear remessas internacionais. A empresa integrou a tecnologia para rastrear informações em suas operações logísticas entre países e, agora, mantém um registro imutável de informações de remessa, como detalhes sobre a produção, transporte, alfândega, inspeção  e qualquer outra verificação realizada.

Para empresas de transporte e logística, a segurança e transparência não podem ser subestimadas e o blockchain provou ser a solução ideal para o trabalho.

rastreamento na logística
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Seguir e rastrear: saiba por que esse é o futuro da logística

Apesar das inúmeras tecnologias, o rastreamento ainda é um desafio para muitas empresas do setor. A exigência por informações mais rápidas e precisas e a necessidade de lidar com dados de localização, muitas vezes, sensíveis, obrigam as empresas a encontrarem um equilíbrio entre conjuntos de dados abertos e segurança de dados, algo fundamental para a logística.

No rastreamento de área local, também há alguns problemas técnicos que precisam ser resolvidos. As etiquetas RFID, por exemplo, criam muitos dados que precisam ser filtrados para que se tornem relevantes para a gestão da cadeia de suprimentos. A privacidade também é um questão que precisa ser considerada. Muitos clientes e empresas não sabem que o RFID pode conter informações confidenciais, com dados de cartões de crédito.

Entretanto, há recursos de segurança que criptografam os dados enviados para evitar vazamentos e outros ataques, e que dificultam o rastreamento ilícito de mercadorias ou clientes – apesar dessa tecnologia não ser muito implementada pelas empresas.

O futuro

Especialistas acreditam que a tecnologia de rastreamento encontre seu maior potencial nos mercados emergentes, locais que ainda não são utilizadas com frequência. O software e hardware já estão disponíveis no mercado e continuam em evolução.

Esse aprimoramento do hardware de rastreamento por GPS é uma das razões que levaram a tecnologia para mais produtos de consumo, como roteadores, câmeras e outros dispositivos. As empresas perceberam o potencial das soluções de rastreamento como parte de seus produtos ou serviços e o usam como vantagem competitiva, pois o algoritmo utilizado permite determinar a posição dos objetos com precisão, mesmo que existam obstáculos no caminho.

Empresas lançaram dispositivos de rastreamento que podem ser utilizados para localizar bagagens, chaves e qualquer outro objeto que seja possível colocar uma etiqueta. No futuro, talvez seja possível encontrar qualquer coisa, independentemente do local em se encontra.

Recentemente, novos sistemas de satélite também tornaram possível obter inteligência em tempo real em relação a qualquer embarcação. A tecnologia serve como base para muitos serviços, como sistemas de gestão de frota ou planejamento de rotas, além de estudos sobre impacto ambiental.

Mas, quando se trata de infraestrutura de comunicação necessária para apoiar o rastreamento na logística, o 5G é citado com frequência. Entretanto, apesar de ser citado a todo instante como a solução para todos os problemas de comunicação, ainda não há estudos consistentes sobre quanto tempo levará para ser implementado em todo o planeta.

Até mesmo plataformas baseadas em blockchain estão sendo lançadas para melhorar a visão de toda a cadeia de suprimentos.

Todas essas tecnologias de rastreamento serão usadas para mapear toda a cadeia de suprimentos em tempo real. O objetivo é gerar uma visão transparente de onde um determinado item está e para onde vai. No futuro, informações mais precisas e frequentes, como dados de posição em tempo real, serão adicionadas a essas plataformas, aumentando a transparência e a eficiência da cadeia de suprimentos.

internet das coisas na logística
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Saiba como a Internet das Coisas vai impactar a logística

A Internet das Coisas (IoT) pode ser responsável por um enorme impacto no logístico. Embora a tecnologia de rastreamento tenha progredido nos últimos anos, a logística global é difícil de gerenciar devido à falta de transparência na cadeia de suprimentos, e muitas empresas só recebem dados sobre o transporte de seus produtos dias ou semanas após a entrega.

A consolidação de todos esses dados é uma tarefa complexa e a resolução de qualquer problema na cadeia de suprimentos é quase impossível, pois é difícil identificar exatamente onde e quando algo deu errado. Assim, os três maiores problemas logísticos são:

Falsificação

Falsificadores fazem a apropriação indevida da marca de outra pessoa, rotulam produtos falsamente ou usam componentes falsos ou inferiores para criar um novo produto. A falta de confiança do consumidor em relação a proveniência das mercadorias pode prejudicar a capacidade do fabricante de vender seus produtos.

Roubo de mercadorias

Na cadeia de suprimentos atual é muito fácil alguém assinar um formulário dizendo que recebeu 49 caixas, enquanto o correto seria 50. Para os fabricantes, é muito difícil descobrir onde o roubo ocorreu, uma vez que as informações sobre a remessa de produtos demoram para estar disponíveis.

Falta de informações precisas sobre as condições de envio

Muitos produtos precisam ser transportados dentro de condições pré-definidas. Como não há como os fabricantes monitorarem as condições em tempo real, algumas empresas de logística falsificam as informações sobre o transporte.

Como a IoT está sendo utilizada?

Dispositivos IoT podem conectar caminhões, navios e armazéns à internet e informar sobre localização e condições ambientais (temperatura, umidade e pressão). Algumas empresas já empregam esses dispositivos em suas frotas.

Embora isso seja um avanço, ainda há muitos obstáculos a serem superados para resolver os problemas na cadeia de suprimentos. Roubo e falsificação podem ser evitados e o rastreamento das condições de envio também pode ser monitorado se o transporte for feito por uma empresa que trabalhe com dispositivos e IoT, mas ainda há desafios:

Dados discrepantes

Fontes diferentes entregam informações por métodos diferentes, pois cada empresa usa seus próprios sistemas proprietários para o processo. Isso significa que o fabricante ainda precisa consolidar os dados das diferentes fontes em um processo que pode ser demorado

Exposição fora da área monitorada

Mesmo que exista o monitoramento adequado no transporte e armazéns, no momento que a mercadoria sai dessas áreas monitoradas, os dados são perdidos.

Dados não confiáveis

Empresas de logística repassam informações aos fabricantes enquanto os bens estão sob seus cuidados e o fazem por meio de seus próprios sistemas. Isso significa que as partes envolvidas precisam ter muita confiança entre si, já que dificilmente há interesse da empresa de logística em informar sobre problemas enquanto forem responsáveis pelos produtos.

Resumindo, ainda há espaço para muita inovação na logística atual e as possibilidades da IoT são enormes. Ao não focar unicamente no rastreamento, o conceito aprofunda o alcance da empresa e entrega uma melhoria nos serviços em toda cadeia de suprimentos.

inteligência artificial na logística
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Saiba como a inteligência artificial está revolucionando a logística e o Supply Chain

A Inteligência artificial (IA) está ganhando destaque quando se trata de logística e gestão da cadeia de suprimentos. Pesquisas e estudos de mercado apontam essas duas áreas deverão passar por transformações significativas nos próximos anos. A evolução contínua de tecnologias como IA, aprendizado de máquina, entre outras inovações, tem o potencial de causar uma disrupção dentro da indústria logística e o Supply Chain.

A IA permite que uma grande quantidade de dados vindos da logística e cadeia de suprimentos sejam coletados e analisados, com o objetivo de se obter melhores resultados em processos e funções complexas.

De acordo com a Adobe, 15% das empresas do setor já estão usando a IA, enquanto outros 31% planejam sua implementação até o final de 2019. Algumas das áreas mais beneficiadas são pesquisa e desenvolvimento, inovação de produtos, operações da cadeia de suprimentos e serviços ao cliente.

O impacto da IA na logística

A IA fornece à cadeia de suprimentos uma inteligência contextual que pode ser usada para reduzir custos e gerenciar estoques. Essa informação contribui para que o foco se volte para os clientes.

Capacidade preditiva aumentada

A eficiência de empresas nas áreas de planejamento de rede e demanda preditiva pode ser melhorada com os recursos da IA. As empresas tornam-se mais proativas por meio de ferramentas que ajudam no planejamento da capacidade e previsão da demanda. Quando sabem o que o mercado espera, podem mover rapidamente os veículos para as áreas com mais demanda e, assim, reduzir custos. Os dados ajudam as empresas a usarem seus recursos de forma a obterem o máximo de benefícios, com mais precisão e rapidez.

Robótica

Embora seja um conceito futurístico, a robótica já vem sendo utilizada na cadeia de suprimentos. Robôs são usados para rastrear, localizar e mover o estoque dentro dos depósitos. Por intermédio de algoritmos de deep learning, esses robôs tomam decisões autônomas em relação a diferentes processos executados no armazém.

Big Data

O Big Data ajuda a otimizar o desempenho futuro e a fazer previsões mais precisas sobre os negócios. Quanto esses insights são usados juntamente com a IA, isso melhora diferentes áreas da cadeia de suprimentos.

Para a IA, no setor de logística, dados limpos são essenciais. Como esses dados são provenientes de diferentes fontes, algoritmos são utilizados para analisa-los, melhorar sua qualidade e identificar oportunidades de negócios.

Veículos autônomos

Os veículos autônomos são o “the next big thing” que a IA irá oferecer para a cadeia de suprimentos. Ter caminhões sem motorista ainda pode demorar, mas a logística já usa de alta tecnologia para aumentar a eficiência e a segurança, como a frenagem assistida e piloto automático. A IA também trabalha para descobrir qual configuração de formação de caminhões pode ser utilizada para diminuir o consumo de combustíveis.

Aumento da produtividade

Ao utilizar a IA na gestão da cadeia de suprimentos, é possível analisar seu desempenho e encontrar falhas que afetem o desempenho.

Previsão de demanda

A IA pode medir e rastrear todos os fatores que influenciam na previsão de demanda. Com base no tempo, nas vendas em tempo real, entre outros fatores, a IA fornece previsões contínuas para melhorar o gerenciamento de estoque e os sistemas de inventário.

Experiência do cliente

A IA personaliza o relacionamento entre clientes e  empresas. Os clientes podem usar serviços baseados em voz para rastrear sua remessa e, caso surjam problemas, ele é automaticamente encaminhado para a equipe de atendimento.

Padrões de tráfego

O fluxo de tráfego afeta significativamente o  transporte de pessoas e mercadorias. Quando esses dados são usados utilizando a IA, as informações podem ser utilizadas para reduzir o congestionamento e para criar soluções de tráfego inteligentes.

As inovações provenientes de tecnologias disruptivas devem produzir soluções incomuns nos setores de logística, transporte e cadeia de suprimentos.