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Conheça os benefícios do rastreamento por GPS na cadeia de suprimentos

O rastreamento por GPS e os dados de localização permitem monitorar insumos, pessoas e remessas. A qualquer momento, você pode ver onde algo está localizado, quanto tempo pode demorar para chegar a um destino específico e também a rapidez com que viaja. Na verdade, informação e inteligência nunca foram tão importantes quanto agora para o desenvolvimento dos processos empresariais. As constantes mudanças do mercado, que sofre influência também da inovação tecnológica, afetarão diretamente o futuro da logística e da cadeia de suprimentos.  

Combine informações com plataformas avançadas de análise e gestão da logística, e você poderá tirar proveito de informações mais precisas e preditivas. E o que isso tem a ver com a cadeia de suprimentos? A resposta é tudo. 

Hoje todas as informações estão disponíveis na palma da mão – no seu smartphone, o que significa que você também pode acessar os sistemas e informações necessárias de qualquer lugar e a qualquer momento. 

Ainda é possível acessar sistemas GPS a partir de um computador convencional ou de um terminal de trabalho, mas agora você tem a opção da mobilidadeA mobilidade revolucionou tudo, especialmente em relação às operações da cadeia de suprimentos. As decisões podem ser tomadas em tempo real, com absoluta precisão e confiabilidade, em qualquer lugar. 

Os benefícios do rastreamento por GPS  

Os benefícios são inúmeros, mas vamos nos concentrar em como o seu uso pode otimizar a logística do transporte. 

1- Melhoria da gestão da frota

É possível gerenciar sua frota em tempo real por meio de dados de localização. Pense nisso como uma linha direta de comunicação, onde você pode fazer ajustes para melhorar a eficiência, os horários de chegada e muito mais. 

2- Maior segurança e desempenho do motorista

Até que os veículos autônomos sejam a principal forma de transporte, a responsabilidade pela direção continua sendo dos motoristas humanos. Isso significa que sua segurança, desempenho e comportamento são fundamentais para um negócio bem-sucedido. Se um motorista adormece ao volante, se afasta da estrada e causa um acidente, será um prejuízo certo para seus negócios. Os bens serão perdidos, a reputação da empresa será manchada e os equipamentos e recursos serão danificados. 

Um rastreamento constante incentiva os motoristas a serem seguros e responsáveis e, quando não são, você terá a oportunidade de lembrá-los. Você também pode criar um sistema de fidelidade que incentive a boa direção, porque você tem mais supervisão sobre quem dirige certo ou errado. 

3- Melhor segurança

Em transporte, distribuição e logística, há muito em jogo. Se um veículo, uma remessa completa ou mesmo parte de uma entrega for roubada, as perdas equivalem a mais do que itens materiais e seu valor. A reputação da sua empresa é afetada, seus clientes perdem dinheiro e, em alguns casos, seus motoristas ou funcionários podem até estar em perigo. 

Sistemas avançados de GPS podem ser usados para monitorar sua frota e muito mais. Eles também podem ser programados para enviar alertas quando algo estranho acontecer, oferecendo tempo suficiente para se comunicar com um motorista ou tomar uma ação se algo estiver errado. Quanto mais rápido você reagir a uma possível ameaça ou ataque, menos danos ocorrerão.  

4- Melhor eficiência operacional

Na maioria dos casos, os sistemas modernos de GPS e suas ferramentas de software relacionadas são altamente automatizados. Você não precisa monitorá-los constantemente; em vez disso, você receberá notificações quando algo exigir sua atenção. Essa configuração elimina a necessidade de controlar constantemente todas as operações, mas ao mesmo tempo oferece oportunidades diretas de microgerenciamento mais informadas e assertivas. 

Essa tecnologia também melhora a eficiência e a experiência dos motoristas. Eles podem ver informações sobre suas rotas, como áreas de congestionamento, acidentes e locais de diversão. É uma ferramenta essencial para otimizar a maneira como eles dirigem. 

Além disso, são necessários menos recursos administrativos, pois as ferramentas de rastreamento de veículos fornecem exatamente as informações e relatórios que anteriormente seriam uma tarefa rotineira dos colaboradores.  

5- Análise de custos mais detalhada

Os custos de combustível podem muito altos, especialmente com os preços atuais, por isso é essencial reduzir o uso de veículos da empresa para reduzir o consumo. Você não deseja que os motoristas levem seu veículo comercial ou de trabalho para uma viagem pessoal, por exemplo. Quando estão na estrada, você também deseja que eles façam a rota mais eficiente possível para reduzir a quantidade de combustível usada e os custos de reabastecimento na estrada. 

As ferramentas de rastreamento por GPS podem ajudá-lo a fazer exatamente isso. Você pode controlar maus hábitos, consumo de combustível e custos e fazer ajustes para atender a objetivos específicos. Você quer que um motorista gaste o mínimo possível de combustível? Calcule exatamente quanto combustível é necessário para uma viagem e se comunique com o motorista sobre como esse objetivo está sendo alcançado ao longo do percurso, fazendo pequenos ajustes em tempo real. 

 6- Total visibilidade e transparência

Mais controle e supervisão e mais informações significarão maior transparência em toda a operação. Você sabe exatamente o que seus motoristas estão fazendo, onde estão, onde estão localizadas as remessas e as mercadorias e quais serão os resultados de cada sistema, não apenas no transporte, mas em toda a cadeia de suprimentos. Você pode monitorar tudo, começando na linha de produção, até que as mercadorias sejam entregues a um parceiro ou cliente. 

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Saiba o que deve ter uma rede eficiente para a cadeia de suprimentos

A logística exerce a função de responder pela movimentação de materiais, no ambiente interno e externo da empresa – a chamada cadeia de suprimentos, desde a chegada da matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente. Suas atividades podem ser distribuídas da seguinte forma: 

Atividades primárias 

Essenciais ao cumprimento da função logística, contribuem com o maior montante do custo total da logística. 

  • Transporte: refere-se aos meios utilizados para movimentar os produtos até os clientes que podem ser via rodoviária, ferroviária, aeroviária e marítima. O gerenciamento desta atividade é de grande importância, em virtude do peso desse custo em relação ao total do custo da logística.  
  • Gestão de estoques: dependendo do setor em que a empresa atua e da sazonalidade, é necessário um nível mínimo de estoque que aja como amortecedor entre oferta e demanda.  
  • Processamento de pedidos: determina o tempo necessário para a entrega de bens e serviços aos clientes. 

Atividades secundárias 

Exercem a função de apoio às atividades primárias na obtenção de níveis de bens e serviços requisitados pelos clientes, a saber: 

  • Armazenagem: envolve as questões relativas ao espaço necessário para estocagem dos produtos. 
  • Manuseio de materiais: refere-se à movimentação dos produtos no local de armazenagem. 
  • Embalagem de proteção: sua finalidade é proteger o produto. 
  • Programação de produtos: compreende programar, quando da necessidade de produção e seus respectivos itens da lista de materiais. 
  • Manutenção de informação: exige uma base de dados para o planejamento e o controle da logística. 

E como você irá garantir a eficiência e visibilidade de todos esses processos logísticos, de forma integrada e com altos níveis de rastreabilidade – desde a produção até a entrega do produto final? A Logística 4.0, com a proposta de integrar toda a cadeia de suprimentos, é apenas o início – você está pronto para a próxima geração da governança em processos logísticos globais, a #LogísticaNxT? 

Do ponto de vista dos líderes da cadeia de suprimentos, é muito importante reconhecer que criar uma rede de fornecedores para trocar informações visando a redução de perdas e otimização dos processos operacionais no fornecimento de produtos e serviços pode determinar a eficiência e a eficácia de sua cadeia de suprimentos. As redes são críticas para a criação de valor; elas se tornam o sistema de registro em um mundo de colaboração entre empresas. 

Segundo dados do Banco Mundial, de 13% a 35% das cargas não atendem aos requisitos de qualidade esperados. O número é apenas um exemplo de como a falta de visibilidade nos processos logísticos pode gerar prejuízo devido à falta de controle. 

As organizações precisam de dados para tomar as melhores decisões. Com base nisso, as soluções OKTO para Logística fornecem os dados de que você precisa para otimizar a gestão de processos logísticos, garantindo confiabilidade, segurança e alto desempenho com a integração de sistemas industriais, administrativos e logísticos. 

Com sistemas de monitoramento e rastreamento conectados e velozes para transações praticamente imediatas e transparentes de ponta a ponta, a plataforma OKTO coloca sua empresa no caminho da #LogísticaNXT, permitindo: 

  • Incorporar dados de fontes internas e externas a uma plataforma única, consolidando as informações 
  • Automatizar processos, o que economiza tempo e custos administrativos 
  • Fazer o monitoramento preventivo de riscos contra atrasos na remessa e erros logísticos 
  • Montar uma estrutura de integração para operacionalizar seus processos de negócios e gerar valor comercial 
  • Ter visibilidade e informações através da rede para uma melhor compreensão do estado dos processos 
  • Vincular informações a sistemas de análise avançados e, em seguida, otimizá-las para fornecer insights ao centro de controle para uma análise mais aprofundada e um gerenciamento proativo 
  • Ter fácil visualização e governança dos dados e cumprir os padrões de privacidade e segurança na nuvem 

Orquestrando fluxos e movimentações 

habilidade de orquestrar todos os fluxos e movimentações ao longo da cadeia logística figura como uma das principais vantagens competitivas e tem se tornado uma competência fundamental para empresas em diferentes setores. 

Empresas que dominam eficientemente a própria cadeia logística sabem que os pontos mais críticos são a capacidade de visualizar todos os fluxos e processos, bem como, de identificar rapidamente os pontos de melhoria, continuamente eliminando ineficiências e otimizando sua produtividade. 

No longo prazo, empresas que atingem os mais altos patamares de excelência operacional em seus processos logísticos são aquelas que investem no desenvolvimento de uma cultura de excelência, conseguindo articular pessoas, processos e tecnologia em prol da eficiência da cadeia logística.  

Com a adoção de uma plataforma tecnológica como o conjunto de soluções único para gestão de ativos e logística – a plataforma OKTO – desenvolvido pela Atech, é possível conectar nuvem e #LogísticaNxT para compor a logística colaborativa, onde as empresas são parceiras e compartilham recursos e formam uma rede, “unindo forças para identificar conjuntamente oportunidades de inovação, redução de custos logísticos e, claro, aumento da eficiência operacional”, destaca Jefferson Castro, gerente de Produto da Atech. 

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Saiba como dar mais eficiência à logística no setor minerador

A logística no setor minerador geralmente envolve diversos modais, integrando minas, rodovias, ferrovias, navios e portos. E, no caso do transporte do minério de ferro, que é o mais importante produto do setor no Brasil, a complexidade da logística começa com o seu baixo valor específico – razão do valor do produto pelo seu peso – já que o preço obtido por quilograma do produto é baixo quando comparado com o preço por quilograma de outros produtos como equipamentos eletrônicos, por exemplo.

Produtos de baixo valor específico têm elevado custo de transporte, já que esse é crescente em função do peso da mercadoria. Por conta disso e de outros fatores, a cadeia logística no setor minerador representa uma parcela relevante no custo total do minério de ferro, o que faz com que, para manter a competitividade, as empresas busquem maior eficiência com a adoção de inovadoras tecnologias, sistemas de gestão logística e soluções de IoT (Internet das Coisas).

O caminho da mina até o navio

Das minas até o trem, o carregamento do minério de ferro pode ser feito de três formas. Na primeira, os minérios estocados nos pátios das minas são levados pela correia transportadora até os silos, operados por um profissional para abrir e fechar as portas até encher os vagões com a quantidade de minério adequada. A segunda opção é fazer o carregamento com o auxílio de pás-carregadeiras. O equipamento pega o minério empilhado e descarrega diretamente em um vagão. A terceira forma de se colocar os minérios nos vagões é por meio dos chamados muros de carregamento: o caminhão se posiciona na beirada de um muro ou doca, bascula a caçamba para que o minério escoe diretamente no vagão vazio posicionado na linha logo abaixo do muro.

Para dimensionar o tamanho adequado de uma frota que percorrerá uma determinada ferrovia, os especialistas em logística ferroviária levam em consideração uma série de fatores. Depois de analisarem o volume de carga a ser transportado diariamente, os profissionais da ferrovia calculam uma média de tempo para cada etapa existente no transporte do minério da mina até o porto: carregamento do produto, viagem, descarga do minério no virador de vagões e, ainda, a formação novamente da composição – vagões e locomotivas – no pátio de manobras.

Carregamento, viagem e descarga formam um ciclo que, analisado juntamente com o peso médio de carga, os indicadores de disponibilidade de vagões e locomotivas, a utilização das locomotivas e a disponibilidade da via permanente, (incluindo-se a sinalização), permitem o correto dimensionamento das frotas e da via.

Quando chega no porto, começam as operações de descarga, pátio e embarque, onde, em primeiro lugar, o minério de ferro é descarregado pelos viradores de vagões, que trabalham virando uma dupla de vagões por vez e têm o papel de, como o próprio nome já diz, virar os vagões dos trens para descarregar o minério. Depois de passar pelos viradores, os minérios podem seguir para quatro caminhos diferentes, pré-estabelecidos ainda na saída da mina.

Essa etapa é chamada de “direcionamento” e geralmente segue uma dessas quatro direções:

  • Ir diretamente para o navio. É uma operação eventual, não costuma ser praxe
  • Seguir para o sistema de classificação
  • Ser enviado para o pátio de estocagem, onde será “blendado” (misturado) com minérios de outras origens. O objetivo é chegar ao produto final contratado pelo cliente e é o procedimento mais comum
  • Enviar o minério para a pelotização – processo aplicado para aglutinar as partículas de um minério que facilita as operações metalúrgicas posteriores

 E, do pátio de estocagem, o minério é colocado em transportadores de correia pelas empilhadeiras recuperadoras, até chegar aos carregadores de navios.

O desafio da logística no setor minerador

Como visto acima, em linhas gerais, a cadeia logística no setor minerador envolve diversas etapas, com o uso de equipamentos pesados e a necessidade de pessoal especializado desde a fase de extração, movimentação, armazenagem até a entrega do produto.

A implantação de um sistema logístico acontece corretamente quando alguns pré-requisitos são observados, entre eles:

  • O sistema foi planejado para atender as necessidades dos clientes
  • O pessoal envolvido recebeu os treinamentos necessários
  • Foram definidos os níveis de serviços que serão oferecidos
  • Segmentação dos serviços, de acordo com os requisitos de serviço dos clientes e com a lucratividade de cada segmento bem definida
  • Utilização de tecnologia de informação na integração de operações, como a plataforma OKTO, desenvolvida pela Atech
  • Previsões de demanda e estudos de comportamento do mercado confiáveis
  • Adoção de indicadores de desempenho que garantem o alcance dos objetivos

E cada vez mais todas as operações são baseadas nos dados enviados pelos sensores embarcados em diversos equipamentos em todas as etapas da cadeia logística no setor minerador – a chamada mina digital. Esses dados, integrados, contextualizados e entregues em tempo real, é que vão levar mais eficiência aos processos logísticos.

Sem o uso de soluções inovadoras, é impossível lidar com a complexidade da cadeia logística do setor minerador, que demanda a integração e análise de uma quantidade cada vez maior de informações, coletadas em diversas fontes e em formatos diversos.

Somente com a adoção de inovadoras soluções de gestão logística, como a plataforma OKTO, é possível implantar um eficiente planejamento e execução das operações, integrando toda a cadeia de suprimentos e compartilhando informações que são transformadas em inteligência e insights para os tomadores de decisão. Saiba mais sobre as soluções desenvolvidas pela Atech especialmente para o setor de mineração.

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Logística e supply chain atingem um novo patamar com a inteligência artificial

A adoção da inteligência artificial em logística certamente irá mudar completamente o seu modelo operacional, passando de reativo para proativo e preditivo, gerando novas capacidades, junto com redução de custo e maior eficiência, e foco no cliente com prazos de entrega menores; status de pedidos sempre atualizados, redução de falhas e preços competitivos. Inclusive, hoje até se já fala em AIoT (Inteligência Artificial das Coisas), uma cultura orientada a dados e centrada em análises.

Essa é a base da LogísticaNxT e, segundo Jefferson Castro, gerente de produto da Atech, “a tendência é que a inteligência artificial contribua dando suporte à tomada de decisão, aproveitando o grande volume de informação gerada em toda a cadeia, garantindo maior visibilidade e, consequentemente, mais resiliência”.

Com a inteligência artificial (IA) as empresas podem utilizar o reconhecimento de imagem avançado para rastrear a condição das remessas e ativos, possibilitar autonomia completa ao transporte, ou prever flutuações dos volumes de remessa mundiais antes que aconteçam. E também contar com uma nova força de trabalho, livre de atividades rotineiras, e que pode focar em tarefas estratégicas e que gerem mais valor para o negócio.

Os gestores, por exemplo, poderão aproveitar os insights entregues por uma solução de gestão de logística com sistemas de monitoramento e rastreamento conectados e velozes para transações praticamente imediatas e transparentes, como a plataforma OKTO, desenvolvida pela Atech, que possibilita a gestão de uma cadeia segura por meio da integração de ponta a ponta dos seus processos logísticos.

E, com a integração do hunter IoT Visibility Manager, uma plataforma de automação que identifica, captura, rastreia e garante fidelidade da informação desde a coleta dos dados até a sua entrega para os softwares de gestão, desenvolvido pela GTP, é possível garantir ainda mais visibilidade aos processos logísticos de forma integrada e com altos níveis de rastreabilidade– desde a produção até a entrega do produto final.

A coleta e análise de dados, os transformando em inteligência, é fundamental para o gerenciamento eficaz do supply chain e quanto maior o número de informações registradas, maiores são as chances de estar preparado para possíveis eventualidades. Plataformas inteligentes estão cada vez mais aptas a produzir previsões ​​para ajudar as empresas em todas as etapas da cadeia, desde o auxílio no gerenciamento do inventário diário ao planejamento de cenários hipotéticos por um ano ou até dois anos depois.

A análise de Big Data preditiva possibilita aos gestores mapear os possíveis futuros e estabelecer um prognóstico mais concreto, a partir da identificação de padrões estabelecidos pelas informações registradas na base de dados das empresas.

Assim, o uso de soluções de inteligência artificial em logística permite responder com assertividade a situações pontuais no supply chain como mudanças no cronograma e no planejamento de materiais, em resposta a novas demandas dos clientes, com uma operação sincronizada e automatizada.

A jornada rumo à LogísticaNxT

Investir em inteligência artificial em logística está deixando de ser um diferencial e se tornando uma necessidade básica para as empresas que pretendem se manter competitivas no mercado. Com inovadoras tecnologias, o gestor pode aumentar a eficiência dos processos, utilizando a análise avançada dos dados das operações.

Com um modelo proativo, que “aprende” e melhora com o tempo, a logística passa a ser auto adaptativa, abrangente e altamente flexível, calculando em tempo real a movimentação do fluxo de trabalho para reconhecer mudanças de padrões. Mesmo antes de um problema aparecer, o sistema sabe que algo não está certo e determina se a ação é necessária. Em caso afirmativo, identifica a medida a ser tomada e mede os resultados para aprender e melhorar ao longo do tempo.

E, em se tratando de gestão de frotas, a inteligência artificial em logística também pode ser aplicada de diversas maneiras. Quando fazer manutenção de forma a gastar o menos possível? Qual é o melhor veículo para a sua operação? Quanto dinheiro é desperdiçado com combustível e pneu devido à má condução?

Se antes uma das grandes dificuldades da logística era o acompanhamento real do trajeto dos caminhões, já que a maior parte do contato entre o motorista e a empresa só acontecia nos pontos estratégicos de parada, hoje sensores embarcados na frota enviam dados em tempo real que permitem otimizar rotas, manutenção e produtividade. Por meio de algoritmos de IA é possível, de maneira rápida e automática, construir modelos que conseguem avaliar dados maiores e mais complexos, gerando resultados com agilidade e precisão, mesmo em uma grande escala.

O uso da inteligência artificial em logística, com a proposta de integrar toda o supply chain, é um dos primeiros passos – e você está pronto para a próxima geração da governança em processos logísticos globais? Prepare-se para a LogísticaNXT com a plataforma OKTO. Entre em contato e saiba como ter uma gestão integrada ponta a ponta, com transparência e controle.

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Lean e logística: conheça cinco formas de otimizar o transporte

Atualmente, os líderes de logística, assim como todos os líderes de negócio, estão sendo pressionados a reduzirem custos e geralmente a primeira estratégia é negociar preços com as transportadoras e fornecedores de logística. Mas, além dessa negociação, é possível reduzir custos, e muito, adotando uma filosofia de logística Lean, identificando e eliminando desperdícios em toda a cadeia.

A filosofia Lean busca eliminar desperdícios de tempo, alterar processos ineficientes – que resultam em retrabalhos e movimentações desnecessárias –, melhorar a gestão de estoques e armazéns e otimizar o transporte de mercadorias, tornando a logística mais ágil, produtiva e competitiva.

Para se trabalhar com uma logística Lean, ou logística enxuta, é preciso que a empresa entenda a necessidade de adotar uma série de ações, entre elas:

  • Mapear e otimizar os processos
  • Eliminar as principais falhas
  • Reduzir (ou eliminar) os estoques
  • Diminuir a movimentação dos materiais
  • Mudar o layout (se necessário)
  • Agregar soluções para os clientes (por meio do atendimento das necessidades)
  • Otimizar e adequar os fluxos de entrega
  • Investir em métodos e tecnologias

O objetivo dessas ações é evitar desperdícios como, por exemplo:

  • Estoques de segurança e pulmão devido à ineficiência, falta de confiabilidade nos processos, variação errática e artificial da demanda
  • Transportes a longas distâncias devido à falta de planejamento de rotas, equipamentos subutilizados na planta pela inexistência de uma adequada engenharia de processos, pagamento de taxas por atraso de entrega devido a não utilização de janelas de entregas programadas
  • Áreas de estoques desnecessários, investimento em sistemas de armazenagem caros devido aos níveis elevados de estoque
  • Esperas com subutilização da mão de obra, equipamentos, materiais parados
  • Embalagens sendo solicitadas além da necessidade, ou transportando simplesmente “ar”, além de desperdícios por embalagens danificadas
  • Retrabalhos

Como otimizar o transporte

Segundo um estudo da Fundação Dom Cabral, as organizações brasileiras chegam a gastar mais de 12% dos seus faturamentos brutos com custos logísticos. Então, para manter a competitividade, é cada vez mais fundamental otimizar o transporte, o que é possível com a adoção da logística Lean.

Veja como a filosofia Lean pode ajudar a reduzir esses custos:

1 – Eliminando desperdícios e erros

 A primeira atitude a ser tomada é eliminar desperdícios e erros. Na logística, é comum haver falhas, e elas têm um custo. Para evitar desperdícios como tempo de espera, falta de manutenção de ativos ou até mesmo por não contar com sistemas de gestão ou pessoal especializado, os líderes devem identificar a fonte dos problemas e melhorar continuamente suas operações.

Uma vez identificados desperdícios no fluxo de valor atual, é preciso adotar a criação de fluxos contínuos como um princípio fundamental para a proposição de melhorias num estado futuro. E, se os desperdícios continuam acontecendo, provavelmente há um problema sistêmico no processo e a metodologia Lean é uma ótima ferramenta para detectar e eliminar esses problemas – e para otimizar custos.

2 – Oferecendo uma visão centrada no cliente

É importante pensar nas necessidades e demandas dos clientes no momento de criar e implantar uma estratégia de transporte, que deve ser entendida por todos os envolvidos e atender às expectativas da empresa e do cliente, com um sistema puxado que trabalhe de forma mais sincronizada possível com o consumo real. Afinal, os clientes não aceitam mais pagar pelas ineficiências e pelos custos desnecessários nos produtos ou serviços, independentemente de qual segmento a empresa atue.

Assim, a empresa deve buscar reduzir seu lead time, os estoques, as filas e esperas de caminhões, ao integrar, de forma Lean, fornecedores, produção e centros de distribuição. E, finalmente, é fundamental escutar o que os clientes têm a dizer após cada serviço realizado. Quando o feedback for positivo, mantenha a estratégia e encontre pontos de melhoria. Se for negativo, aproveite para aprender com os erros e evitar desperdícios.

3 – Estabelecendo métricas de desempenho

Os fornecedores de transporte certamente devem ser considerados como parceiros estratégicos já que, para implantar a filosofia Lean, é preciso construir relacionamentos de longo prazo, baseados na busca de melhoria contínua. Quando as organizações constroem relacionamentos positivos e duradouros, o resultado certamente será igualmente positivo e benéfico, resultando em uma estratégia de transporte mais enxuta.

4 – Entendendo a estrutura de custos do transporte

Para conhecer e mensurar corretamente os custos envolvidos no transporte de uma mercadoria, é preciso analisar todo o processo de produção esse serviço, identificando as suas etapas e os seus fluxos operacionais.

As etapas do processo de transporte, em linhas gerais, são:

Etapa 1 – Serviços de coleta de mercadorias

Etapa 2 – Serviços de terminal de cargas (armazenagem)

Etapa 3 – Transferência de mercadorias

Etapa 4 – Distribuição ou entrega de mercadorias

Avaliando a complexidade e a produtividade em cada uma dessas etapas, é possível eliminar desperdícios e reduzir custos. Quanto mais complexo o esquema operacional para movimentar a carga, maior será o número de atividades dentro de cada etapa (carregamento, descarregamento, manuseios, conferências, processamento de documentos etc.), realizadas para completar a operação.

Além desses custos embutidos no processo, também temos custos relacionados ao controle da frota de transporte, como:

  • Manutenções da frota
  • Consumo de combustível
  • Treinamento dos motoristas
  • Seguro para a frota
  • Documentação e impostos
  • Depreciação da frota
  • Frota ociosa
  • Roteirização ineficiente

5 – Implantando uma eficiente gestão de logística

Para implantar uma estratégia de logística Lean, é preciso ter visibilidade total da cadeia logística, desde a produção até a gestão do transporte das mercadorias, com agendamento de entregas e coletas de forma autônoma, capacidades, entre outras, oferecidas pela solução OKTO para logística desenvolvida pela Atech.

Em uma economia cada vez mais competitiva, todos os envolvidos no setor estão buscando reduzir os custos com armazenagem e transporte dos produtos. Objetivo que só poderá ser alcançado com maior visibilidade e rastreabilidade de todos os processos que envolvem o fluxo das mercadorias com a implementação de inovadoras soluções para a gestão e governança, que vão permitir adotar a logística Lean.

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Saiba como um sistema logístico pode prevenir fraudes na cadeia de suprimentos

Empresas de todos os portes, em todos os setores da indústria, têm enfrentado muitos desafios na gestão do seu sistema logístico relacionados ao aumento da variabilidade da demanda, ciclos de vida de produtos mais curtos, extensão da cadeia de suprimento, maior foco em servir os clientes de uma forma rentável e, também, fraudes na cadeia de suprimentos.

Dentro das atuais dinâmica e maturidade do mercado brasileiro, as empresas e toda a comunidade de negócios têm buscado adotar práticas mais estruturadas para gerir os aspectos relacionados a controles, compliance, governança e gestão de riscos de fraudes.

Há dois importantes fatores que podem propiciar um cenário de fraude: o primeiro é a geração de oportunidades para a ocorrência de fraudes – são exemplos a falta de sistemas de controles e a autoconfiança dos profissionais. O segundo é a pressão por resultados, que pode fomentar um comportamento que priorize soluções de curto prazo para obtenção de rápidos resultados, em detrimento de uma visão de longo prazo.

O esforço que vem sendo feito para reduzir a incidência de fraudes na cadeia de suprimentos inclui a adoção de práticas de monitoramento e controle que podem ser reforçadas para que a organização tenha uma abordagem mais proativa em relação aos riscos de fraude, tais como controles e monitoramento automáticos obtidos com a implementação de soluções de gestão logística, que oferecem visibilidade em toda a cadeia e também a possibilidade de rever processos e procedimentos, prática fundamental para que os riscos de uma nova ocorrência de fraude sejam minimizados.

Uma estratégia de controle de fraudes na cadeia de suprimentos deve englobar os seguintes pontos, entre outros:

  • Mapear a cadeia de suprimentos
  • Investir em tecnologia
  • Atuar proativamente na gestão de fraudes
  • Construir uma cultura positiva de segurança
  • Estabelecer resiliência a novos riscos
  • Monitorar continuamente fornecedores
  • Integrar a cadeia de valor do início ao fim

Os desafios da cadeia estendida

Atualmente, as cadeias de suprimentos abrangem centenas de estágios, dezenas de localizações geográficas e uma infinidade de fornecedores, o que dificulta e muito o rastreamento de eventos ou a investigação de incidentes. Sem um rigoroso controle e transparência na cadeia de suprimentos é extremamente difícil a investigação e a responsabilização de eventuais atividades ilícitas ocorridas ao longo da cadeia, o que explica os inúmeros casos de falsificação, trabalho forçado e os diversos escândalos nas cadeias de suprimentos que mancham a reputação e custam milhões às empresas envolvidas.

Os fluxos de informação numa cadeia de suprimentos dependem de que dados sejam efetivamente coletados e disponibilizados pelas soluções de gestão do sistema logístico e pelas redes de informação das diversas partes interessadas.

Além disso, sem controle, clientes e compradores não conseguem, de modo confiável, verificar e validar a real procedência dos produtos e serviços adquiridos, de modo que o preço pago por tais produtos e serviços não refletem o real custo de produção.

Tatiana Revoredo, representante do European Law Observatory on New Technologies no Brasil, destaca que “a complexidade e não integração das cadeias de suprimentos têm dificultado sobremaneira a ampla e eficiente rastreabilidade de ponta a ponta, bem como a fiscalização ao longo da cadeia. A criação de programas de gerenciamento de riscos na cadeia de suprimentos é essencial ao monitoramento, previsibilidade assertiva dos riscos e resposta adequada, já que a falta de visibilidade e transparência na cadeia de suprimentos, tanto interna quanto externa, expõe empresas a diferentes tipos de riscos como fraudes, violação de códigos de conduta, entre outros”.

Os riscos na cadeia farmacêutica e alimentícia

Na indústria farmacêutica questões relacionadas à segurança de medicamentos na cadeia de suprimentos são um tema de extrema relevância. Isto porque a rastreabilidade de ingredientes farmacêuticos “ativos” durante a fabricação é um processo difícil, na medida em que a falha na identificação de medicamentos que não contêm os ingredientes ativos pode, em última instância, causar danos ao paciente ou até mesmo a morte do paciente final.

Daí a importância da adoção de plataformas de gestão logística, como a OKTO, desenvolvida pela Atech, e também do desenvolvimento de aplicações em blockchain, capazes de fornecer uma base para a rastreabilidade completa de medicamentos, desde o fabricante até o consumidor final, e a capacidade de identificar exatamente onde a cadeia de suprimentos se rompe durante um problema.

Já na indústria de alimentos, é impossível saber a quantidade de fraudes no produto, que podem ocorrer em qualquer ponto ao longo da cadeia de suprimentos. “Boa parte das fraudes nos alimentos não acarreta necessariamente problemas de saúde para o consumidor, e as evidências se vão assim que o alimento é consumido. Mas, se ninguém fica doente, ninguém fica sabendo que a fraude aconteceu. Por exemplo: se houve troca de uma espécie de peixe mais cara por outra mais barata, o consumidor não vai adoecer, mas pagará mais caro por um produto de valor inferior. Talvez ele nunca saiba que foi enganado”, diz Roy Fenoff, professor do Departamento de Justiça Criminal da Universidade The Citadel, na Carolina do Sul (EUA), que se dedica há anos ao tema de fraude em alimentos.

Segundo Fenoff, é preciso que fabricante, distribuidor ou varejista saibam com o que estão lidando e entenda os pontos fracos e as oportunidades de fraude em seus processos logísticos, antes de tomar medidas preventivas. Ele lembra que a fraude nos alimentos é algo premeditado e praticado intencionalmente com objetivo de ganho econômico, e que a falta de mecanismos de vigilância e outras ferramentas de prevenção facilitam sua ocorrência.

As soluções apontadas pelos especialistas vão desde a manutenção de equipes preparadas para atuar junto a fornecedores e clientes, passando pelo treinamento contínuo dos próprios funcionários da empresa, o uso de soluções digitais para gestão e rastreamento de cadeias de suprimentos e logística, até o incentivo de programas de denúncias anônimas, o uso de câmeras de vigilância e o monitoramento passo a passo da produção.

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Saiba quais características são fundamentais em um software de gestão de logística

Na era digital, onde os clientes exigem rapidez e personalização, líderes de negócio precisam garantir que a sua cadeia logística, além de ser um fator competitivo, também seja uma garantia de crescimento sustentável. Para se manter competitivo, é hora de agir, unindo estratégia e eficiência com a adoção de um software de gestão logística, integrado a todos os sistemas legados da empresa, visando atingir a excelência operacional.

O fluxo de informações é um elemento fundamental nas operações logísticas. Pedidos de clientes e de ressuprimento, necessidades de estoque, movimentações nos armazéns, documentação de transporte e faturas são algumas das informações que precisam ser integradas e compartilhadas entre todos os envolvidos na cadeia.

Levando em conta as novas demandas, quais são as principais capacidades que o software de gestão de logística deve entregar, apoiando desde o sistema operacional, o controle gerencial, a tomada de decisão até o planejamento estratégico?

Gerenciar custos

A capacidade de gerenciar documentos do processo, pedidos e custos, consolidando diferentes fontes de despesas para o cálculo do custo final, é fundamental para que os gerentes de operações tenham total controle no planejamento da cadeia, de forma centralizada.

Controlar a operação

O software de gestão logística deve permitir o controle avançado da operação do armazém, transporte, pátio e docas, gerenciando serviços, simplificando e sistematizando sua oferta e consumo, independentemente se forem prestados pela própria empresa ou por meio de outros fornecedores. Assim, será possível eliminar perdas de todo o processo operacional, como, por exemplo, superprodução, tempo de espera grande, transporte, processamento inadequado, defeitos, inventários e movimentos desnecessários.

Integrar parceiros

Essa é a base da Logística 4.0, onde empresas são parceiras e compartilham recursos visando reduzir os custos logísticos e aumentar a eficiência operacional. O software de gestão logística deve integrar soluções e processos desde a entrada de pedidos dos clientes até a entrega do produto no seu destino final, garantindo agilidade, segurança e assertividade dos dados coletados, ampliando a competitividade das empresas parceiras.

Oferecer visibilidade

Sem visibilidade dos processos logísticos, não é possível identificar oportunidades de redução de custos, aumentar a eficiência e reduzir o índice de falhas. Na logística 4.0 toda a cadeia se conecta: fornecedores, clientes, fornecedores de clientes e assim por diante – tudo para suprir a necessidade de maior visibilidade e controle de todo o fluxo de produtos, com o gerenciamento integrado das informações e análise dos resultados para as tomadas de decisões estratégicas, por meio de dashboards customizados.

Integrar e analisar dados de IIoT

Atualmente, dispositivos de IIoT (Internet das Coisas Industriais) localizados em diferentes unidades da empresa, ou mesmo de empresas diferentes, trocam informações de forma instantânea sobre compras e estoques e, com a sua integração e análise, permitem uma otimização logística até então impensável, estabelecendo maior integração também entre os elos de uma cadeia produtiva.

Otimizar o transporte

Com o custo relativo ao transporte cada vez mais alto, é cada vez mais importante que os líderes de logística consigam visualizar processos de maneira integrada e com um alto nível de rastreabilidade – não apenas na cadeia de suprimentos, mas em todo o fluxo produtivo. Um eficiente software de gestão logística deve permitir que transportadoras e fornecedores façam o agendamento das entregas e coletas de forma autônoma, respeitando a capacidade da operação.

Gerenciar serviços de coleta

Com um portal de gestão do serviço de coleta, como o oferecido pela Plataforma OKTO, a comunicação entre fornecedores da empresa e agentes de carga é centralizada, entregando notificações de que a carga está disponível para ser coletada. Assim o software de gestão logística permite automatizar a indicação do melhor prestador de serviço, baseado em regras de negócio, considerando nível de serviço, tempo e custo.

Eliminar gargalos

Como em qualquer operação executada através de uma sequência de processos, na cadeia logística é preciso conhecer os tempos de execução em cada processo para identificar o gargalo do sistema. Por isso, é preciso contar com a capacidade de gerenciar eventos, dando visibilidade ao gestor das não conformidades do processo, bem como impedimentos e tratativas. Com o software de gestão logística, os eventos são controlados e monitorados para garantia de uma operação segura e de qualidade.

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Blockchain e manufatura: qual a conexão?

A tecnologia blockchain não faz mais somente parte do sistema financeiro e já ocupa lugar de destaque em projetos na área de manufatura, na sua cadeia de suprimentos e na logística. O blockchain cria um rastro digital de todas as operações relativas a qualquer tipo de transação e a informação é distribuída de forma igual por todas as partes e não pode ser alterada, o que justifica que haja tantas empresas interessadas em aplicar a tecnologia aos seus negócios.

No setor de manufatura, é extremamente importante oferecer uma experiência única, com produtos de qualidade, ao consumidor final. E nessa imensa cadeia de suprimentos, a empresa produtora depende de inúmeros fornecedores, distribuidores, transportadores… É a chamada cadeia de valor estendida – as extensas cadeias de suprimentos existentes atualmente, compostas por inúmeras camadas de partes interessadas (como fornecedores, distribuidores e clientes), que elevam significativamente os riscos de instabilidade na cadeia de suprimentos.

Assim, a complexidade e a não integração dessas cadeias de suprimentos não permitem a visibilidade e rastreabilidade de ponta a ponta, bem como a fiscalização ao longo da cadeia, expondo a empresa a diferentes tipos de riscos como fraudes, avarias nos produtos, entre outros.

Na manufatura, com o blockchain, uma fábrica pode registrar dados de projeto e produção, uma empresa de logística pode registrar dados de transporte e armazenamento, clientes podem registrar dados de utilização, empresas de manutenção podem registrar dados das atividades de suporte (corretivas e preventivas) e, por fim, empresas de descarte e reciclagem podem registrar o destino final de um produto.

Garantindo a segurança do produto final

Com a tecnologia blockchain é possível rastrear um produto desde o início da linha de produção até a sua entrega ao consumidor final. Quando usado pelas indústrias alimentícia e farmacêutica, por exemplo, aumenta a credibilidade dos produtores e varejistas e também a experiência e confiança do consumidor.

Na indústria farmacêutica, as questões relacionadas à segurança de medicamentos na cadeia de suprimentos são um desafio e a rastreabilidade de ingredientes usados na fabricação de medicamentos é fundamental para garantir a qualidade e segurança do produto. A falha na identificação de medicamentos que não contêm os ingredientes ativos pode, em última instância, causar danos ao paciente ou até mesmo a sua morte.

Daí a importância do desenvolvimento de aplicações em blockchain, capazes de fornecer uma base para a rastreabilidade completa de medicamentos, desde o fabricante até o consumidor final, e a capacidade de identificar exatamente onde a cadeia de suprimentos se rompe durante um problema.

Com o uso da tecnologia blockchain na manufatura, a qualidade em toda a cadeia de suprimentos é garantida pela:

Alta qualidade de dados

Os dados do blockchain são completos, consistentes, datados, precisos e amplamente disponíveis.

Durabilidade, confiabilidade e longevidade

Como as redes são descentralizadas, o blockchain não tem um ponto central de falha e é mais resistente a ataques maliciosos.

Integridade de processo

Usuários podem confiar que suas transações serão executadas exatamente como o protocolo determina, removendo a necessidade de uma terceira parte.

Transparência e imutabilidade

Mudanças no blockchain são visíveis publicamente por todas as partes, criando transparência, e todas as transações são imutáveis, isto é, elas não podem ser alteradas ou deletadas.

Simplificação de ecossistema

Com todas as transações sendo adicionadas a um único livro-razão público, isso reduz a desordem e complicações geradas por múltiplos livros-razões.

Como avaliar o valor da tecnologia blockchain

Em todos os setores, antes de iniciar um projeto de implantação do blockchain, é preciso avaliar a existência de três necessidades:

  • O problema que quero resolver envolve múltiplos agentes que devem compartilhar decisões e/ou informações?
  • Deve existir algum tipo de transação entre esses agentes que torna importante o registro do histórico?
  • Essa transação deve ser registrada segundo uma determinada regra de consenso?

Na manufatura, cadeia de suprimentos e logística, a resposta para as três perguntas acima é um SIM.

E não podemos deixar de lado a questão da segurança da informação:  com o desenvolvimento da manufatura avançada, o chão de fábrica se tornará mais conectado, com cada ativo emitindo dados sobre a produção em tempo real.

Como o blockchain é construído para o controle descentralizado, um esquema de segurança baseado nele é escalável o suficiente para cobrir o rápido crescimento da IoT. Além disso, a forte proteção do blockchain contra a manipulação de dados ajuda a impedir que um hacker, usando um dispositivo desonesto, transmita informações maliciosas.

Com isso, as operações digitais mediadas pelo blockchain poderão tornar os processos mais seguros, aumentando a eficiência operacional da planta industrial. E também tornam mais eficientes as transações entre parceiros, com contratos inteligentes e o compartilhamento de dados em tempo real, gerando mais confiança e relações duradouras.

Para garantir o sucesso nessa jornada, a implantação da tecnologia blockchain deve estar associada a um parceiro que tenha expertise, acelerando o processo de adoção, reduzindo custos com aprendizado e garantindo a qualidade na escolha do processo a ser automatizado.

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Como IoT e AI podem realmente ajudar processos logísticos?

Na Indústria 4.0, gerenciar as cadeias de suprimentos nos processos logísticos, desde a entrega da matéria prima até a entrega do produto ao cliente final, é um grande desafio, com diversas etapas e localizações geográficas, integrando uma série de fornecedores. Gerenciar essa cadeia envolve coordenar movimento, entregas, recebimentos, alocação, armazenagem e entrega, otimizando relações e processos.

E como a IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) e a AI (Artificial Intelligence – Inteligência Artificial) podem contribuir para otimizar os processos logísticos? Em primeiro lugar, é importante conhecer as possibilidades proporcionadas por essas novas tecnologias, as implantando em um conjunto de soluções que integrem sistemas industriais, administrativos e logísticos da organização, suas filiadas, parceiros e operadores.

A chamada Logística 4.0, que integra IoT, IA e outras tecnologias nos seus processos, é caracterizada principalmente por:

  • Redução de estoques
  • Redução no tempo de produção até a entrega do produto para o cliente final
  • Processos altamente conectados
  • Informações em tempo real
  • Monitoramento virtual dos processos, operações e transporte
  • Visão integrada da cadeia de suprimentos

E quais são os principais benefícios que a IoT e a AI podem agregar aos processos logísticos?

Aumento da produtividade

A coleta e análise de dados em todas as etapas da cadeia de suprimentos permite identificar falhas que podem ser corrigidas com mais agilidade e determinar ações para eliminar futuros problemas. Com a constante geração de dados e informação, a empresa vai poder prevenir antes de remediar. Isso vai permitir, por exemplo, o agendamento de manutenções preventivas de equipamentos e a consequente redução de tempo de máquinas paradas.

Monitoramento de estoques

O uso de etiquetas de identificação por radiofrequência (RIFD) permite coletar dados de toda a cadeia de produção. Assim, é possível automatizar o rastreio de produtos — do processo de fabricação à saída para lojas e clientes.

Otimização de rotas

IoT e AI permitem planejar as melhores rotas para operações de entrega de insumos e produtos, otimizando a entrada e saída nos fornecedores e nos armazéns, com informações em tempo real sobre as condições do trânsito, horários permitidos para embarque e desembarque, condições meteorológicas, entre outras.

Qualidade na entrega

A avaria ou extravio de mercadorias estão entre os maiores problemas enfrentados nos processos logísticos. Sistemas de monitoramento e etiquetas inteligentes podem, por exemplo, rastrear as mercadorias. Ou então controlar a logística de cadeias frias, garantindo a qualidade e segurança do produto até a entrega.

Aumento na satisfação dos clientes

A partir do total controle dos processos logísticos, o cliente passa a receber informações em tempo real sobre a sua entrega, com mensagens por e-mail ou por redes sociais. Para empresas de e-commerce, por exemplo, essa capacidade é fundamental para fidelizar o cliente. Essa melhoria na qualidade da entrega se reflete em aspectos como:

  • Prazos de entrega menores
  • Status dos pedidos sempre atualizados
  • Redução de falhas
  • Preços competitivos

Outras tecnologias que impulsionam os processos logísticos

Além das soluções de IoT e das ferramentas de AI, outras tecnologias vem transformando os processos logísticos, levando mais agilidade e inteligência para toda a cadeia de suprimentos. Entre elas estão:

  • Fábrica Inteligente – Integração em tempo real com as demandas e a flexibilidade para responder de forma ágil e eficiente marcam esta revolução, combinando recursos de automação industrial com os avanços dos sistemas de computação, informação e comunicação via Internet. Assim, as linhas de montagem trocam informações entre si ao longo do processo, ao mesmo tempo em que as unidades fabris tomam decisões sobre produção, compras e estoques de forma automatizada.
  • Manufatura Aditiva – Impressora 3D – Equipamentos que possibilitarão a impressão de peças, partes e até produtos inteiros, no local desejado pelo consumidor, reduzindo custos com transporte e armazenamento de peças ou ferramentas. Funcionam quase como microfábricas próximas ao cliente final.
  • Big Data – Tecnologias e sua capacidade de coletar e analisar grande volume de dados, que podem ser aplicadas nos mais variados tipos de negócios e auxiliar empresas, de todos os portes, com informações importantes sobre seus negócios, sobre seus consumidores e, inclusive, na tomada de decisões de mercado.
  • Autoconexão e Automação – A chave para mais eficiência e competitividade logísticas. Contêineres movimentados por equipamentos e com extremada sincronia e máxima eficiência, em qualquer horário e clima, sem fadiga. Ter utilização máxima e mínimo de ociosidade é o foco do novo comércio global e a condição para ser competitivo.
  • Digital twins – Todos os ativos e processos na fábrica têm um irmão gêmeo digital, o digital twin. Essas simulações virtuais podem redesenhar toda a linha de produção em minutos e facilitar o planejamento das fábricas, com total controle e garantindo qualidade, flexibilidade e produtividade. Com os digital twins, todas as etapas são computadorizadas e softwares de análise simulam mudanças na produção e preveem como seriam os resultados no mundo real.
  • Redes Mesh – A solução de Redes Mesh garante conectividade segura, confiável, escalável e com fácil implantação e melhor custo benefício, atendendo parques fabris localizados em áreas afastadas dos grandes centros.
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Economia compartilhada: conheça as oportunidades para a área de logística

Com o boom do e-commerce não mostrando sinais de desaceleração, a demanda por espaço de armazenamento é alta, uma vez que os varejistas online expandem sua variedade de produtos. As plataformas de armazenamento sob demanda podem ajudar a atender a oferta e a demanda, proporcionando agilidade e flexibilidade e criando uma cadeia de suprimentos mais fluida e econômica.

Em fevereiro de 2018, no que ficou conhecido como Great Chicken Crisis, a KFC teve que fechar três quartos de suas lojas no Reino Unido por vários dias – o restaurante de frango estava sem frango. Já lutando para superar problemas com um novo parceiro logístico, a rede de fast-food foi abalada quando dois grandes acidentes de trânsito ocorreram perto do único depósito dedicado de seu parceiro, deixando a empresa sem produtos para fornecer aos restaurantes.

Entra em ação a Stowga

A empresa sediada em Londres é uma das empresas que movimentam o setor logístico como um marketplace online. Depois de ser contatada pela KFC, agilizou uma rede nacional de armazéns que em oito dias já estavam operacionais. Pouco depois, os suprimentos estavam a caminho das 800 lojas KFC do Reino Unido. A Great Chicken Crisis havia terminado.

Compartilhamento para logística

Depois de revolucionar o transporte com a Uber e o setor de aluguéis de temporada com a Airbnb, a economia compartilhada também começa a impactar o setor logístico. A premissa é simples: empresas como a Stowga, ou congêneres em outros países, criam um banco de dados online de proprietários de depósitos e inquilinos que lhes permite compartilhar seu espaço vazio quando necessário.

Com as compras online continuando a crescer, a demanda por armazéns logísticos levou a taxas de vacância extremamente baixas. Nos Estados Unidos, por exemplo, ela enfrenta uma baixa histórica de 4,8% – metade do que era em 2010 – de acordo com relatório da empresa de investimentos imobiliários JLL. Na Europa, as taxas também estão abaixo de 5%.

Mas esses armazéns não estão realmente ocupados o tempo todo. A indústria é caracterizada por contratos de aluguel de longo prazo, o que significa que as empresas estão vinculadas a acordos que cobrem seus períodos de pico. Durante os períodos de base, muitos se encontram totalmente vazios. Enquanto isso, outras oportunidades de negócios podem não ser concretizadas devido à falta de espaço disponível.

Cadeia de fornecimento mais fluida

Em certas épocas do ano, como Natal ou Páscoa, há um enorme aumento na demanda e as empresas precisam de espaço para lidar com esses picos. Enquanto isso, uma nova empresa de equipamentos para camping está procurando espaço extra nos meses de verão para manter seu estoque. O armazenamento sob demanda pode reunir as duas partes, combinando oferta e demanda. A empresa de camping abre uma licitação no mercado online e uma fabricante de chocolates, por exemplo, que teve alta demanda na Páscoa, pode concorrer no negócio, oferecendo espaço em seus depósitos para esses períodos e possibilitando uma cadeia de suprimentos mais fluida e econômica.

Naturalmente, como mostra o exemplo da KFC, o serviço também pode ser usado para emergências inesperadas, como o recall de produtos ou condições climáticas extremas em determinadas regiões. E não se trata apenas de capacidade de armazenamento – outros serviços relacionados ao movimento de estoque também se beneficiam, como o manuseio de pallets, separação e embalagem de produtos.

Além disso, a necessidade crescente de velocidade nas compras online significa que os depósitos precisam estar o mais próximo possível dos clientes.

Demanda crescente

A demanda por armazéns flexíveis deve aumentar nos próximos anos, impulsionada pelo crescimento das vendas no varejo omnichannel.