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Integração entre máquinas, processos e pessoas representa a nova Logística 4.0

A digitalização da Logística deve oferecer às empresas novas formas de se conectar em rede e automatizar sua cadeia de suprimento, extraindo mais valor. Neste cenário, automação e inteligência são peças fundamentais, e a Logística 4.0 integra e coordena de maneira otimizada máquinas, processos e também as pessoas.

Uma gestão eficiente, baseada em dados confiáveis, simplifica os processos relacionados à entrada e à saída de insumos e de produtos, além de criar uma nova forma de relacionamento das empresas com seus clientes e parceiros, fornecedores, agentes logísticos, varejistas e outros stakeholders que fazem parte dessa cadeia. Essa digitalização abrange todos os elos da cadeia logística, entrega cada vez mais dados em tempo real, gerando novos insights, oferecendo mais transparência, flexibilidade e confiabilidade.

É neste cenário que entram os sistemas de monitoramento e rastreamento conectados, capazes de realizar transações praticamente imediatas e transparentes, e as ferramentas alinhadas ao conceito de internet das coisas, que capturam, rastreiam e garantem fidelidade da informação desde a coleta de dados até sua entrega para os softwares de gestão, garantindo ainda mais visibilidade dos processos logísticos de forma integrada, com altos níveis de rastreabilidade – desde a produção até a entrega do produto final.

A gestão da cadeia logística das empresas fica mais fácil na medida em que aumentam a automação dos processos e a colaboração entre os diferentes elos da cadeia, e esse nível de integração de sistemas de ponta a ponta, entre soluções e processos de supply chain de todos os parceiros, além de agregar inteligência, é fundamental para garantir visibilidade total, minimizando os riscos de erro de processamento e maximizando o nível de produtividade, além de ampliar a disponibilidade de equipamentos, melhorar a programação do transporte de material, aperfeiçoar o uso das informações para o desenvolvimento de rotas mais inteligentes e garantir a conformidade com normas regulamentadoras.

Neste contexto, processos logísticos de alta performance vão se basear em estratégias de orquestração e manutenção, em que as máquinas vão fazer o trabalho pesado, orquestradas por plataformas de gestão logística poderosas, e a manutenção das máquinas também vai se basear em dados e inteligência por meio de poderosas plataformas de gestão de ativos.

Automação e inteligência: as tecnologias que estão transformando a logística

Tecnologias disruptivas estão transformando todos os setores da indústria e o relacionamento com as marcas – a Internet das Coisas é apenas o início.

A automação na logística não é algo novo, já na década de 60 falávamos de Automated Storage and Retrieval System – AS/RS, os famosos armazéns automatizados. O que muda agora é que a automação está muito conectada com a robotização, que, junto aos veículos autônomos, transformam processos e geram mais agilidade, visibilidade e confiabilidade em toda a cadeia. Nos armazéns e Centros de Distribuição, por exemplo, empilhadeiras e AVGs são “dirigidos” por sistemas que contam também com Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina para operar com segurança em ambientes com muitas pessoas e onde a origem e o destino das movimentações são variáveis, uma operação mais complexa e que já vai além do processo apenas de armazenagem e que conecta diferentes máquinas e sistemas.

Com mais automação e mais dados do processo, caberá a nós tomarmos decisões com base em dados, e contaremos com soluções de Advanced Analytics com insights em tempo real baseados nos dados produzidos ao longo da cadeia, avaliando os cenários de demanda e confiabilidade dos ativos, uma vez que estas serão as nossas principais funções: orquestrar a cadeia para evitar rupturas e garantir o desempenho das máquinas.

Orquestração de máquinas, processos e decisões suportados por inteligência artificia, oferecendo uma capacidade mais ampla de automação: esses avanços são apenas o início, e apenas a integração de sistemas logísticos de ponta a ponta vão garantir que os negócios estejam preparados para suportar essa e as próximas gerações da indústria na governança de processos logísticos globais, em que transações praticamente imediatas e transparentes de ponta a ponta vão ser itens básicos para garantir a competitividade.

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Saiba como a economia compartilhada está impactando a cadeia de suprimentos

Por Jefferson Castro, gerente de produto da Atech

O conceito de economia compartilhada está impactando diversos modelos tradicionais de negócios, proporcionando maior agilidade, redução de custos e melhor atendimento ao cliente, a partir do compartilhamento de recursos e de ativos físicos, além, claro, da troca de informações. Essa nova forma de pensar os processos produtivos vem transformando, inclusive, o setor de logística, que vem se aproveitando da digitalização para criar uma nova cadeia de suprimentos, maximizando, por exemplo, a utilização dos armazéns e dos meios de transporte com informações em tempo real.

A economia compartilhada está baseada em três princípios: existência de capacidade ociosa de quem detém o recurso ou o ativo; adoção de uma cultura de compartilhamento e avaliação dos benefícios, como redução de custos e de riscos

Seria essa a saída para enfrentar os gargalos da logística? Certamente a economia compartilhada permite otimizar o armazenamento, por exemplo, compartilhando espaço nos armazéns e centros de distribuição. E também otimizar a movimentação de materiais, estoque e transporte, um dos custos logísticos mais altos.

Para se ter uma ideia, um estudo da Fundação Dom Cabral aponta que as empresas gastaram, entre 2015 e 2018, em média, 12,37% do seu faturamento bruto com custos logísticos. Ou seja, tiveram de desembolsar R$ 15,5 bilhões no final desse período, já que em 2015 o percentual era de 11,73%. E o transporte responde por 63,5% do custo logístico total.

Essa nova cadeia de suprimentos tem como base a colaboração entre produtores, fornecedores, distribuidores, representantes e prestadores de serviços, que se unem para trocar melhores práticas e informações estratégicas que irão gerar mais vantagem competitiva para todos os envolvidos. A ideia é compartilhar recursos ociosos a fim de otimizar a sua capacidade, chegando a eliminar a necessidade da propriedade.

Com o uso de soluções para gestão destes serviços compartilhados, além de compartilhar recursos como caminhões para reduzir os custos de combustível e acelerar entregas, principalmente em áreas urbanas congestionadas, os armazéns também estão se adaptando para atender às necessidades de diferentes indústrias e segmentos, com operadores logísticos encarregados de controlar rotinas como recebimento, armazenagem e expedição.

No modelo tradicional, estima-se que a parcela de veículos rodando sem carga chegue a 43%, uma porcentagem alta considerando a importância do transporte rodoviário no país – segundo os dados da Confederação Nacional de Transporte (CNT), mais de 60% do transporte de cargas no Brasil é feito por rodovias. Em um cenário de economia compartilhada, este recurso mostra, portanto, um grande potencial para redução de custos e aumento de eficiência.

Mais competitividade e visibilidade

A troca de informações e a adoção dos princípios da economia compartilhada têm proporcionado maior competitividade a todos os envolvidos na cadeia de suprimentos. A pressão pela redução do custo está cada vez mais acirrada e o profissional de SCM (Supply Chain Management) precisa avaliar de que forma os custos podem ser otimizados em toda a cadeia de suprimentos.

Mesmo em um cenário em que o compartilhamento de dados e a ampla colaboração ainda são coisas restritas a empresas inovadoras, com o apoio de uma cultura de melhoria contínua, as empresas podem promover a transparência na cadeia de suprimentos, permitindo que negócios dos mais diferentes segmentos ganhem por meio de processos mais integrados, ágeis e sustentáveis.

A ampliação do cenário de economia compartilhada exigirá que as empresas reavaliem as suas estratégias de rede, digitalizando informações e ativos, o que traz mais visibilidade para todos os envolvidos na cadeia de suprimentos. Inovadoras soluções fornecem visibilidade e integração no gerenciamento das informações e análise dos resultados, por meio de dashboards customizados, oferecendo insights para a tomada de decisões estratégicas.

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Conheça as principais tendências em Logística para 2019

Por Jefferson Castro, gerente de produto da Atech

A sua empresa tem um produto excepcional, com grande demanda no mercado, mas não consegue entregar ao cliente? Ou transportar o produto da fábrica até o cliente faz com que o seu preço esteja muito acima do que o mercado está disposto a pagar? Está na hora de rever a sua estratégia logística, cujo custo é um dos principais itens da composição de preço e afeta a competitividade das empresas.

Líderes de negócios devem estar atentos a tecnologias como Internet das Coisas (Internet of Things – IoT), Big Data, Inteligência Artificial, robotização de processos, entre outras, que oferecem a capacidade de agilizar e reduzir os custos logísticos, entregando uma melhor experiência aos clientes.

A Logística 4.0 está baseada nas seguintes premissas:

  • Conectividade e integração entre equipamentos, pessoas, processos e empresas
  • Entrega e análise de informações em tempo real
  • Inteligência nos Centros de Distribuição e armazéns, com tecnologias de robotização
  • Visão geral da cadeia de suprimentos
  • Foco na otimização

O que o futuro (bem próximo) nos reserva

O conceito de Logística 4.0 não é mais uma tendência, e sim o modelo que gera diferencial competitivo capaz de manter a empresa no mercado. E quais são as principais tecnologias que vão transformar esse modelo em realidade?

1 – A digitalização da logística

O uso de softwares de gestão e governança oferece ao setor visibilidade em toda a cadeia, analisando dados e aumentando a capacidade de entrega. Diversas empresas já usam soluções de IoT para coletar dados de seus processos logísticos, mas nem sempre contam com ferramentas de Analytics capazes de integrar essas informações a as transformar em inteligência, reduzindo custos, melhorando a eficiência e flexibilizando trajetos.

2 – Robotização nos Centros de Distribuição

Cada vez mais os Centros de Distribuição contam com sistemas automatizados nas áreas de armazenamento, abastecimento e descarga de produtos, atividades chave para otimizar as operações e aumentar a produtividade.

3 – Inteligência Artificial

Em um cenário em que a maioria dos processos será automatizado, a tendência em logística é que a Inteligência Artificial contribua dando suporte à tomada de decisão, aproveitando o grande volume de informação gerada em toda a cadeia, garantindo maior visibilidade e, consequentemente, mais resiliência. Diante de um problema, uma operação sincronizada e automatizada permitirá que o processo logístico volte à normalidade o mais rápido possível. O modelo operacional passará de reativo para proativo e preditivo, e os gestores terão uma base sólida para lidar com situações específicas, tais como mudanças no cronograma e no planejamento de materiais, em resposta a novos pedidos de clientes.

4 – Impressão 3D

Uma tecnologia que promete revolucionar em médio prazo a logística é a impressão 3D, já que, por exemplo, peças de reposição ou mesmo produtos poderiam ser “impressos” no CD mais próximo do cliente, reduzindo estoques, tempo de entrega e custos.

5 – Veículos autônomos

Talvez ainda demore um pouco para que os veículos autônomos tomem conta das ruas e estradas, mas essa é uma das tendências em logística que certamente se tornará realidade. Grandes montadoras já estão realizando testes com caminhões autônomos – os smart trucks. Uma grande montadora já tem caminhões autônomos para uso em fazendas em fase de testes de aplicação real no interior do Estado de São Paulo, cenário que oferece menor perigo de acidentes, já que não existe muito tráfego de carros ou de pedestres. O modelo é capaz de trabalhar no corte de cana por 24 horas, sem intervalo e sem atuação direta do condutor, com um sistema que inclui piloto automático, GPS e geolocalização. A meta é levar esses caminhões para rodovias, mas esse processo ainda requer muitos testes e mudanças nas leis.

6 – Blockchain e contratos inteligentes

Soluções baseadas em blockchain poderão eliminar a emissão de documentos impressos de expedição, que podem chegar a mais de 20 para que ocorra a transferência dos bens do exportador para o importador, compartilhando as informações, registrando e autenticando todas as etapas da cadeia logística. Para os gestores, a adoção do blockchain oferece a capacidade de reduzir custos e aumentar a velocidade, transparência e rastreabilidade dos processos logísticos.

7 – Realidade aumentada

A tecnologia de realidade aumentada poderá ter várias aplicações no setor logístico, como na atividade de picking. Com os óculos de realidade aumentada, o operador poderá reconhecer objetos, fazer a leitura a código de barras e até mesmo otimizar a rota dentro do armazém, com navegação indoor.

O investimento em tecnologia é fundamental para que as empresas possam aumentar a eficiência das suas operações logísticas, reduzindo seus custos e dando mais qualidade aos processos. E isso hoje é imprescindível para manter a competitividade, especialmente no Brasil, em que a logística tem um impacto significativo nos resultados de negócio e um custo elevado.

FUTURE, NXT: O PAPEL DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO
PARA GOVERNOS, PESSOAS E ORGANIZAÇÕES