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Saiba como a economia compartilhada está impactando a cadeia de suprimentos

Por Jefferson Castro, gerente de produto da Atech

O conceito de economia compartilhada está impactando diversos modelos tradicionais de negócios, proporcionando maior agilidade, redução de custos e melhor atendimento ao cliente, a partir do compartilhamento de recursos e de ativos físicos, além, claro, da troca de informações. Essa nova forma de pensar os processos produtivos vem transformando, inclusive, o setor de logística, que vem se aproveitando da digitalização para criar uma nova cadeia de suprimentos, maximizando, por exemplo, a utilização dos armazéns e dos meios de transporte com informações em tempo real.

A economia compartilhada está baseada em três princípios: existência de capacidade ociosa de quem detém o recurso ou o ativo; adoção de uma cultura de compartilhamento e avaliação dos benefícios, como redução de custos e de riscos

Seria essa a saída para enfrentar os gargalos da logística? Certamente a economia compartilhada permite otimizar o armazenamento, por exemplo, compartilhando espaço nos armazéns e centros de distribuição. E também otimizar a movimentação de materiais, estoque e transporte, um dos custos logísticos mais altos.

Para se ter uma ideia, um estudo da Fundação Dom Cabral aponta que as empresas gastaram, entre 2015 e 2018, em média, 12,37% do seu faturamento bruto com custos logísticos. Ou seja, tiveram de desembolsar R$ 15,5 bilhões no final desse período, já que em 2015 o percentual era de 11,73%. E o transporte responde por 63,5% do custo logístico total.

Essa nova cadeia de suprimentos tem como base a colaboração entre produtores, fornecedores, distribuidores, representantes e prestadores de serviços, que se unem para trocar melhores práticas e informações estratégicas que irão gerar mais vantagem competitiva para todos os envolvidos. A ideia é compartilhar recursos ociosos a fim de otimizar a sua capacidade, chegando a eliminar a necessidade da propriedade.

Com o uso de soluções para gestão destes serviços compartilhados, além de compartilhar recursos como caminhões para reduzir os custos de combustível e acelerar entregas, principalmente em áreas urbanas congestionadas, os armazéns também estão se adaptando para atender às necessidades de diferentes indústrias e segmentos, com operadores logísticos encarregados de controlar rotinas como recebimento, armazenagem e expedição.

No modelo tradicional, estima-se que a parcela de veículos rodando sem carga chegue a 43%, uma porcentagem alta considerando a importância do transporte rodoviário no país – segundo os dados da Confederação Nacional de Transporte (CNT), mais de 60% do transporte de cargas no Brasil é feito por rodovias. Em um cenário de economia compartilhada, este recurso mostra, portanto, um grande potencial para redução de custos e aumento de eficiência.

Mais competitividade e visibilidade

A troca de informações e a adoção dos princípios da economia compartilhada têm proporcionado maior competitividade a todos os envolvidos na cadeia de suprimentos. A pressão pela redução do custo está cada vez mais acirrada e o profissional de SCM (Supply Chain Management) precisa avaliar de que forma os custos podem ser otimizados em toda a cadeia de suprimentos.

Mesmo em um cenário em que o compartilhamento de dados e a ampla colaboração ainda são coisas restritas a empresas inovadoras, com o apoio de uma cultura de melhoria contínua, as empresas podem promover a transparência na cadeia de suprimentos, permitindo que negócios dos mais diferentes segmentos ganhem por meio de processos mais integrados, ágeis e sustentáveis.

A ampliação do cenário de economia compartilhada exigirá que as empresas reavaliem as suas estratégias de rede, digitalizando informações e ativos, o que traz mais visibilidade para todos os envolvidos na cadeia de suprimentos. Inovadoras soluções fornecem visibilidade e integração no gerenciamento das informações e análise dos resultados, por meio de dashboards customizados, oferecendo insights para a tomada de decisões estratégicas.

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Conheça as principais tendências em Logística para 2019

Por Jefferson Castro, gerente de produto da Atech

A sua empresa tem um produto excepcional, com grande demanda no mercado, mas não consegue entregar ao cliente? Ou transportar o produto da fábrica até o cliente faz com que o seu preço esteja muito acima do que o mercado está disposto a pagar? Está na hora de rever a sua estratégia logística, cujo custo é um dos principais itens da composição de preço e afeta a competitividade das empresas.

Líderes de negócios devem estar atentos a tecnologias como Internet das Coisas (Internet of Things – IoT), Big Data, Inteligência Artificial, robotização de processos, entre outras, que oferecem a capacidade de agilizar e reduzir os custos logísticos, entregando uma melhor experiência aos clientes.

A Logística 4.0 está baseada nas seguintes premissas:

  • Conectividade e integração entre equipamentos, pessoas, processos e empresas
  • Entrega e análise de informações em tempo real
  • Inteligência nos Centros de Distribuição e armazéns, com tecnologias de robotização
  • Visão geral da cadeia de suprimentos
  • Foco na otimização

O que o futuro (bem próximo) nos reserva

O conceito de Logística 4.0 não é mais uma tendência, e sim o modelo que gera diferencial competitivo capaz de manter a empresa no mercado. E quais são as principais tecnologias que vão transformar esse modelo em realidade?

1 – A digitalização da logística

O uso de softwares de gestão e governança oferece ao setor visibilidade em toda a cadeia, analisando dados e aumentando a capacidade de entrega. Diversas empresas já usam soluções de IoT para coletar dados de seus processos logísticos, mas nem sempre contam com ferramentas de Analytics capazes de integrar essas informações a as transformar em inteligência, reduzindo custos, melhorando a eficiência e flexibilizando trajetos.

2 – Robotização nos Centros de Distribuição

Cada vez mais os Centros de Distribuição contam com sistemas automatizados nas áreas de armazenamento, abastecimento e descarga de produtos, atividades chave para otimizar as operações e aumentar a produtividade.

3 – Inteligência Artificial

Em um cenário em que a maioria dos processos será automatizado, a tendência em logística é que a Inteligência Artificial contribua dando suporte à tomada de decisão, aproveitando o grande volume de informação gerada em toda a cadeia, garantindo maior visibilidade e, consequentemente, mais resiliência. Diante de um problema, uma operação sincronizada e automatizada permitirá que o processo logístico volte à normalidade o mais rápido possível. O modelo operacional passará de reativo para proativo e preditivo, e os gestores terão uma base sólida para lidar com situações específicas, tais como mudanças no cronograma e no planejamento de materiais, em resposta a novos pedidos de clientes.

4 – Impressão 3D

Uma tecnologia que promete revolucionar em médio prazo a logística é a impressão 3D, já que, por exemplo, peças de reposição ou mesmo produtos poderiam ser “impressos” no CD mais próximo do cliente, reduzindo estoques, tempo de entrega e custos.

5 – Veículos autônomos

Talvez ainda demore um pouco para que os veículos autônomos tomem conta das ruas e estradas, mas essa é uma das tendências em logística que certamente se tornará realidade. Grandes montadoras já estão realizando testes com caminhões autônomos – os smart trucks. Uma grande montadora já tem caminhões autônomos para uso em fazendas em fase de testes de aplicação real no interior do Estado de São Paulo, cenário que oferece menor perigo de acidentes, já que não existe muito tráfego de carros ou de pedestres. O modelo é capaz de trabalhar no corte de cana por 24 horas, sem intervalo e sem atuação direta do condutor, com um sistema que inclui piloto automático, GPS e geolocalização. A meta é levar esses caminhões para rodovias, mas esse processo ainda requer muitos testes e mudanças nas leis.

6 – Blockchain e contratos inteligentes

Soluções baseadas em blockchain poderão eliminar a emissão de documentos impressos de expedição, que podem chegar a mais de 20 para que ocorra a transferência dos bens do exportador para o importador, compartilhando as informações, registrando e autenticando todas as etapas da cadeia logística. Para os gestores, a adoção do blockchain oferece a capacidade de reduzir custos e aumentar a velocidade, transparência e rastreabilidade dos processos logísticos.

7 – Realidade aumentada

A tecnologia de realidade aumentada poderá ter várias aplicações no setor logístico, como na atividade de picking. Com os óculos de realidade aumentada, o operador poderá reconhecer objetos, fazer a leitura a código de barras e até mesmo otimizar a rota dentro do armazém, com navegação indoor.

O investimento em tecnologia é fundamental para que as empresas possam aumentar a eficiência das suas operações logísticas, reduzindo seus custos e dando mais qualidade aos processos. E isso hoje é imprescindível para manter a competitividade, especialmente no Brasil, em que a logística tem um impacto significativo nos resultados de negócio e um custo elevado.