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Saiba como combinar o Lean com a Indústria 4.0

Por Jefferson Castro, Gerente de produto da Atech

Não é de hoje que as empresas têm adotado os princípios e as ferramentas Lean para reduzir a complexidade de suas operações, aumentar a eficiência e a produtividade de seus processos operacionais, visando principalmente reduzir desperdícios e custos e gerar mais valor para o cliente.

A implementação da filosofia Lean permite obter uma visão holística de toda a cadeia de valor, garantindo uma cultura de melhoria contínua e excelência operacional a partir do monitoramento dos processos, otimizando as operações, identificando desvios e garantindo a entrega de produtos com a qualidade e nos prazos determinados nos objetivos de negócio. A filosofia Lean também desenvolve os sensos de autonomia e responsabilidade, pois os colaboradores têm voz e papel mais ativo na melhoria do processo produtivo.

E como a metodologia Lean pode se combinar com a Indústria 4.0? Na verdade, as suas bases têm diversos pontos em comum, como ganhos de eficiência, otimização de tempo e redução de custos. Com sistemas que possibilitem a melhoria contínua de sua produtividade a partir da tomada de decisão baseada nos dados enviados por sensores e soluções de IoT (Internet das Coisas) embarcados nos equipamentos e plataformas de gestão capazes de transformar dados em insights, a Indústria 4.0 vem se consolidando como a evolução dos métodos Lean.

Como o Lean e a Indústria 4.0 se complementam

Filosofia e tecnologia, nesse caso, caminham juntas. Em primeiro lugar, a filosofia Lean sempre teve como foco o cliente e, com inovadoras tecnologias digitais, os líderes de negócio passam a ter uma visão mais clara das necessidades e demandas de seus clientes.

Em segundo lugar, temos a cultura de melhoria contínua que, com o poder de análise embarcado nas plataformas de gestão de ativos, passa a ser guiada por um olhar holístico que antecipa necessidades, reduzindo custos com períodos de inatividade e otimizando a gestão da execução da manutenção.

E, em terceiro lugar, como a filosofia Lean visa eliminar todos os desperdícios na cadeia de valor – desde o pedido do cliente até a entrega do produto –, a base da Indústria 4.0 é fundamental para uma maior eficiência em toda a cadeia produtiva, com a conectividade entre máquinas e processos, a integração dos sistemas e análise de dados.

Assim como também é fundamental a presença de uma plataforma de gestão que permita a troca de dados em tempo real, removendo as atividades que não agregam valor, identificando as causas-raiz dos problemas de desempenho e acelerando a validação das medidas de melhoria, permitindo uma implementação mais rápida de ações em toda a fábrica.

Ao final, o objetivo sempre é aumentar a capacidade produtiva, reduzir custos, entregar produtos com alta qualidade e gerar mais valor para o cliente. Essa é a perfeita união entre o Lean e Indústria 4.0.

Saiu na mídia: Instituto Information, InforChannel, Channel 360º, Revista Equipamentos, Guia Rei, CIO, Jornal Empresas & Negócios, Jornal Empresas & Negócios, Indústria 4.0, IT Trends, Cargo News, Fórum de Manufatura, IT Fórum 365, O Setor elétrico, Indústria 4.0, Portal Inovemm, Jornal Empresas & Negócios, Jornal Empresas & Negócios

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Monitoramento de condição: saiba como esse recurso pode impulsionar a transformação digital

A jornada de transformação digital rumo à IndustryNxT começa com o investimento em infraestrutura e conectividade – e ganha impulso com soluções que ofereçam maior capacidade de integração e processamento dos dados enviados pelos sensores embarcados nos equipamentos ao longo de toda a cadeia produtiva que permitam, assim, implantar uma eficiente estratégia de monitoramento de condição de ativos.

Na verdade, a estratégia de monitoramento de condição baseada em dados enviados pelos sensores e soluções de IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) é um perfeito ponto de partida para a transformação digital, já que é um processo iterativo e seu valor pode ser percebido de forma imediata.

Temos acompanhado a jornada digital de diversos clientes e nossa experiência aponta que com uma correta abordagem de implementação, a adoção de soluções de IoT e de monitoramento de condição abre caminho para novas iniciativas, promovendo melhorias em todos os processos, que vão desde a redução dos custos de manutenção, o aumento do ciclo de vida dos equipamentos e, finalmente, a entrega de melhores produtos em um prazo mais curto.

O monitoramento de condição de ativos gera valor principalmente de três maneiras: entrega uma visão em tempo real da disponibilidade e condição das máquinas e equipamentos, facilita a adoção de estratégias de manutenção preditiva e permite tomar decisões baseadas em dados que resultam em mais qualidade. Com os dados adquiridos a partir das soluções de IoT integradas e analisadas em uma plataforma de gestão de ativos, é possível avaliar se todos os equipamentos estão funcionando de forma eficiente, prevenindo falhas e paradas que poderiam ocorrer no processo.

O controle de qualidade dos produtos também ganha com um monitoramento de condição moderno, pois permite que estratégias de manutenção preditiva impulsionem o uso de soluções de monitoramento de condição com essas funcionalidades. Logo, além de reduzir custos com a manutenção de equipamentos e aumentar o ciclo de vida dos ativos, um monitoramento de condição impulsionando a transformação digital oferece dados mais precisos para otimizar a qualidade da produção.

Para isso, as empresas devem ter uma percepção clara de como as novas tecnologias podem alavancar os resultados dos negócios, integrando inovação, flexibilidade, automação, controle, customização e agilidade aos processos produtivos. Assim, é possível capturar todas as vantagens oferecidas pelas inovações tecnológicas para a melhoria dos processos produtivos e operacionais, gerando novos modelos de negócio e o surgimento de novos produtos.

Nesse novo cenário, as atividades humanas e os processos industriais, como o monitoramento de condição de ativos, são aprimorados, criados e recriados com base em um crescente volume de dados gerados pelas soluções de IoT. Com a transformação digital, esses dados, compartilhados por pessoas, sensores e máquinas, passam a ser um novo fator de produção, ao lado dos bens materiais e do capital humano. A jornada está apenas começando, e devemos estar alinhados a essa nova forma de produção baseada em dados.

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Métodos ágeis são fundamentais na jornada rumo à Indústria 4.0

Por Paulo Tiroli, Product Owner na Atech

Segundo a pesquisa “Manufatura Avançada e Indústria 4.0”, realizada pela FIESP, com 227 empresas, 32% dos entrevistados nunca ouviram falar em quarta revolução industrial, Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada. Entre outras descobertas, o estudo mostrou ainda que, mesmo que 90% concordem que a Indústria 4.0 “vai aumentar a produtividade” e que “é uma oportunidade ao invés de um risco”, apenas 5% se sentem “muito preparados” para enfrentar esses desafios, enquanto 23% se sentem “nem um pouco preparados”.

Isso acontece porque a jornada rumo à Indústria 4.0 não exige apenas novas máquinas, sistemas e ativos, mas, principalmente, uma gestão de alta performance – algo que abrange não apenas tecnologias, mas pessoas e processos cada vez mais eficientes. O sucesso na indústria depende da capacidade de conquistar resultados de valor para seus clientes e isso exige, além de tecnologias, a capacidade de engajar pessoas em processos eficientes.

Não por acaso, a gestão Lean – e consequentemente os métodos ágeis – despontam como alternativa à gestão tradicional de projetos e como base para a Indústria 4.0, pois permite aprimorar processos, aumentar a produtividade e encurtar os ciclos de entrega com o envolvimento de equipes cada vez mais multidisciplinares e focadas, resultando em melhor qualidade.

Atuando no aperfeiçoamento de processos, a pensamento Lean consiste na busca constante pela redução de custos e pelo aumento de produtividade, impulsionando as empresas a superar os desafios da indústria, combatendo desperdícios, facilitando a identificação e a correção de falhas e, principalmente, engajando colaboradores e liderenças no objetivo estratégico de aumentar a eficiência operacional.

Métodos ágeis adicionam abordagens voltadas à eficiência e à produtividade, simplificando processos antigos e oferecendo uma maneira mais direta de lidar com os problemas encontrados.

Essa base é fundamental para os projetos voltados para modernização e Indústria 4.0. Com a implantação de metodologias ágeis, é possível otimizar os resultados dos projetos e reduzir os riscos de adoção de novas tecnologias, sistemas e soluções, garantindo que os investimentos vão trazer o máximo de retorno e vão, de fato, trazer ganhos em produtividade e redução de custos.

Dados como os divulgados pela FIESP mostram que já é de conhecimento da indústria brasileira que a quarta revolução industrial vai trazer uma série de ganhos em eficiência operacional, e que existe uma grande necessidade de desenvolvimento e implantação de sistemas e soluções que permitam alcançar os benefícios esperados com a transformação digital. Porém, antes de tudo, cada negócio precisa analisar em que estágio estão dessa jornada.

Nem todas as empresas já construíram a base necessária para extrair todos os benefícios dessa revolução, e as metodologias ágeis se encaixam perfeitamente nesse cenário, ajudando a pavimentar este caminho ao garantir um alinhamento de excelência entre pessoas, processos e tecnologias.

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O papel da liderança na implementação de metodologias ágeis

Por Paulo Tiroli, Product Owner na Atech

A gestão baseada no conceito de metodologias ágeis prevê a formação de equipes autodirigidas, descentralizadas, com foco na entrega para o cliente, o que altera completamente o papel da liderança. Essa característica de ser autodirigida faz com que a equipe seja independente o suficiente para se organizar em torno de um problema a ser resolvido, com autonomia para decidir a melhor forma de encontrar uma solução.

As equipes envolvidas nas metodologias ágeis não devem aguardar que seus gestores indiquem as tarefas – cada um sabe qual é a sua tarefa, o que precisa ser feito e todos cobram resultados um do outros, sem hierarquias, assumindo um maior sentimento de propriedade e de comprometimento.

Mas, mesmo que a equipe possua autonomia para decidir a melhor forma de realizar seu trabalho sem a necessidade de uma liderança direta, ainda é preciso contar com uma pessoa para gerenciar um projeto e liderar uma equipe.

Apesar de não existir a figura de um líder propriamente dito, a liderança se faz necessária. O agente responsável por esta atividade precisa ser capaz de guiar a equipe pela transição dos métodos tradicionais para o ágil, identificando as reais necessidades da equipe e buscando manter cada membro motivado frente a essa mudança.

Se nos métodos tradicionais as equipes tinham chefes, que antes apenas davam ordens, nas metodologias ágeis passam a contar com líderes caracterizados pelo perfil facilitador e mentor, que trabalham junto da equipe em busca de objetivos em comum.

O líder na mudança para uma cultura ágil

A implantação de metodologias ágeis implica na adoção de uma cultura ágil, transparência, confiança, empoderamento das pessoas, delegação de responsabilidades e interação entre os membros de uma equipe.

Na cultura ágil, não existe mais espaço para uma liderança que não se comunique e que não invista nas relações interpessoais. É o momento de humanizar a relação, desenvolvendo um clima de confiança e respeito, onde os membros das equipes se sintam valorizados e motivados.

Mais do que destacar problemas, um líder ágil sugere soluções. Ele reconhece suas forças e fraquezas e procura entender como determinada conduta ajuda ou atrapalha o andamento do projeto. Ele procura auxiliar e dar suporte para as equipes. Ele desenvolve soft skills como boa comunicação, empatia e resiliência.

Na cultura ágil, o líder não pode mais se comportar como chefe, deve ser uma liderança servidora. Esse conceito está baseado na afirmativa que liderar é servir. Dessa forma, o líder busca compreender as reais necessidades de suas equipes, no sentido de auxiliar, apoiar, ensinar, inspirar e motivar os colaboradores, para que todos possam desenvolver seus potenciais e talentos. Outra característica é a valorização de ideias e contribuições de seus colegas de trabalho, estabelecendo uma cultura de confiança e respeito.

Enfim, a liderança que vai conduzir à eficaz implantação de metodologias ágeis exige novas competências para conhecer as pessoas, entender expectativas, anseios, preocupações, saber ler a postura de cada um, gerando mais valor para o cliente.

FUTURE, NXT: O PAPEL DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO
PARA GOVERNOS, PESSOAS E ORGANIZAÇÕES