custos dos processos produtivos
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Conheça 5 métodos para reduzir custos do processo produtivo

Reduzir custos dos processos produtivos não é uma tarefa fácil, mas é muito importante para o bom desempenho dos negócios. É preciso aumentar a qualidade dos produtos e, ao mesmo tempo, reduzir o tempo e o custo da produção para atrair novos clientes, melhorar o lucro e manter a competitividade. Com uma linha de produção eficiente, uma empresa tem mais produtividade e desperdiça menos tempo e recursos.  

É cada vez mais importante aumentar a produtividade, reduzir os custos dos processos produtivos e aumentar a qualidade. Ao pensar na redução de despesas, é fundamental analisar todos os custos dos processos produtivos e seus impactos na receita para tomar decisões mais assertivas. Na categoria de custo fixo, consideram-se aluguel, serviços de segurança, limpeza e outros serviços recorrentes que se mantêm independentemente da capacidade produtiva. E, nos custos variáveis, por exemplo, consideram-se todos os insumos que fazem parte da linha de produção.  

Quais seriam os métodos mais eficientes para reduzir os custos dos processos produtivos? A resposta não é única, e depende da situação específica da sua empresa. Mas alguns dos métodos abaixo devem se adequar à sua realidade: 

1 – Avaliar os custos  

O primeiro passo para reduzir custos deve ser sempre fazer um balanço e avaliar completamente suas operações atuais. A análise objetiva de cada etapa de produção do seu produto e de processos permitirá compreender melhor cada ponto da cadeia de valor e como oferecer mais por menos. 

2 – Alterações na cadeia de produção 

 Há momentos em que a melhor opção para economizar custos é retornar ao chão de fábrica. Obviamente, um redesenho completo pode não ser necessário. Mas pode haver uma oportunidade para racionalizar o design de um produto ou o design da montagem. A adoção de um sistema de manufatura enxuta é uma maneira altamente eficaz de reduzir os custos de fabricação. Ou você pode descobrir que o design do seu produto pode ser ligeiramente modificado para reduzir o desperdício de material ou o tempo de montagem. 

A metodologia Lean é baseada no uso de apenas o que for necessário para realizar um trabalho ou processo. O Lean, que em português significa “enxuto”, busca reduzir desperdícios e aumentar a produtividade, focando somente nas etapas que vão agregar valor ao produto final.  

O objetivo é conseguir gerir recursos de uma forma mais eficaz e otimizada, liberando tempo, energia e espaço sem comprometer a qualidade do produto e sempre considerando a necessidade do cliente.  

As metodologias ágeis, da qual o Lean faz parte, revê toda a cadeia de produção para localizar os desperdícios e diminuir os gastos excessivos, atualizando e simplificando processos com opções mais flexíveis e automatizadas. Com o enxugamento de processos, a redução de custos é um dos principais benefícios. 

3 – Use métodos ágeis 

Complementar ao Lean – que vai realizar transformações em todos os processos do negócio – os métodos ágeis tornam o processo mais eficiente, interativo e voltado ao cliente. 

4 – Melhorar a gestão de estoques 

É muito importante que o seu estoque esteja em ordem, com visibilidade total na cadeia produtiva de todos os itens fabricadosUma gestão eficiente de estoques deve se preocupar emreduzir ao máximo as quantidades de itens, pois este excedente não agrega valor à sua empresa e faz com que o seu sistema produtivo tenha pontos de ineficiência. 

Para isso, estruture um processo contínuo que alinhe as tarefas dos demais setores da empresa e reduza os excedentes de compras. Uma boa alternativa é automatizar todos estes processos logísticos. 

5– Aumento da produção 

Para algumas empresas de maior porte, o principal método para reduzir os custos do processo produtivo é aumentar as taxas de produção. Embora essa seja uma opção bem conhecida, vale a pena repetir. De fato, empresas maiores que já têm o equipamento e a mão-de-obra em escala podem frequentemente conseguir uma redução substancial de custos e maior lucratividade simplesmente executando lotes maiores de produtos. No entanto, pesquisa e planejamento adequados devem ser feitos com antecedência. Mais estoque pode resultar em custos mais altos de armazenamento e transporte se a operação não for suficientemente enxuta ou se a demanda não existir. 

Não adianta tentar reduzir o custo dos processos produtivos – de acordo com peças individuais, matérias-primas e fornecedores –, procurando soluções de curto prazo por meio da negociação de preços, sem pensar nos processos que podem tornar a produção melhor e mais barata. 

Cortar custos é importante, só que mais importante ainda é pensar a longo prazo, em esforços que agreguem valor ao produto e não somente em questões de momento, que precisam ser constantemente renegociadas e que podem desperdiçar o tempo das empresas. O ideal é observar o produto, analisar dados, funções, históricos, para então pensar em maneiras de executar o trabalho com mais eficiência. Saiba como a Atech pode ajudar a sua empresa a ganhar mais eficiência e reduzir os custos dos processos produtivos.  

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Como a tecnologia está levando os processos produtivos ao próximo nível

Em um sistema econômico fortemente competitivo, as empresas são levadas a melhorar permanentemente os seus processos produtivosA busca pela melhoria contínua é uma estratégia fundamental para racionalizar custos, ganhar maior eficiência no processo produtivo, oferecer produtos novos – com melhor desempenho ou maior funcionalidade -, mantendo-se à frente dos concorrentes e ampliando a participação no mercado. Portanto, a capacitação tecnológica é o caminho para se conseguir responder às pressões competitivas. 

A tecnologia faz parte do dia a dia das empresas. E o objetivo é que os colaboradores entendam a tecnologia embutida nos produtos e serviços, a utilizada para produzi-los, a empregada no controle do processo produtivo e a que organiza a gestão do negócio.  

Mas tecnologia, que está levando os processos produtivos ao próximo nível, é muito mais que apenas equipamentos, máquinas e computadores. Uma empresa funciona a partir da operação de dois sistemas que dependem um do outro de várias maneiras. Existe um sistema técnico, formado pelos equipamentos, ferramentas e processos utilizados para realizar cada tarefa. Existe também um sistema social, com suas necessidades, expectativas e sentimentos sobre o trabalho. Os dois sistemas são simultaneamente otimizados quando os requisitos da tecnologia e as necessidades das pessoas são atendidos conjuntamente.  

E essa união entre o homem e a tecnologia é o primeiro ponto que está transformando os processos produtivos. Trabalhar juntos. Parece um conceito simples, mas nem sempre funciona dessa maneira. Fazer sua equipe trabalhar em conjunto durante momentos de mudança pode ser difícil.  

É preciso mostrar que a automação não substituirá o trabalho em equipe e criar um senso de responsabilidade e pertencimento entre a equipe. Para otimizar os processos produtivos a equipe deve ter a liberdade de colaborar através do uso de tecnologias inovadoras e intuitivas, de forma alinhada com a melhoria contínua. 

Uma nova realidade 

 Inovadoras tecnologias e sistemas de gestão de ativos e de logística estão transformando os processos produtivos e cada vez mais as empresas percebem seus benefícios para os processos produtivos e implantação de uma cultura de melhoria contínua.  

Uma das principais razões para investir em inovadoras tecnologias está na possibilidade de implantar eficientes estratégias de manutenção de ativos e reduzir o tempo de inatividade. Identificar possíveis falhas antes que ocorra uma parada é vital para manter a competitividade. Quanto mais rápido você detectar o problema, menor será o impacto na sua produção. 

Um benefício adicional da detecção precoce de problemas também pode ser a segurança dos funcionários.  

Além disso, com inovadores sistema de gestão de ativos que coletam e analisam dados enviados pelos sensores embarcados nos equipamentos e dispositivos de IoT (Internet das Coisas) é possível fazer o monitoramento e o controle remoto de equipamentos críticos, reduzindo o tempo de inatividade e custos.  

Essa capacidade de monitoramento também permite ter total visibilidade da condição do ativo, o que é importante não apenas para reduzir o tempo de parada, mas também para reduzir erros e defeitos na produção.  

As tecnologias digitais, quando são aplicadas de forma ampla na atividade industrial, produzem benefícios como aumento da eficiência operacional e redução de custos, flexibilização das linhas de produção e redução dos prazos de lançamento de produtos, além de criação de produtos, serviços digitais e modelos de negócio.  

A implementação das tecnologias que levam os processos produtivos a um novo patamar é decisiva para a competitividade das empresas e para a maior integração às cadeias globais de valor. E essa é a percepção dos líderes de negócios, segundo estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) – Investimentos em Indústria 4.0 – que aponta qual é o foco dos investimentos em tecnologias digitais: 

Segundo o estudo da CNI, esse movimento contribui para o crescimento da indústria no Brasil. O percentual das empresas que pretende investir em tecnologias digitais é maior entre as empresas cujo investimento tem como objetivo principal introduzir um produto novo, ou introduzir um processo produtivo novo ou melhoria contínua. 

Ainda de acordo com a CNI, com relação à natureza do investimento, entre as empresas cujo principal investimento consiste na aquisição de novas tecnologias, quase oito em cada dez (77%) pretendem investir em tecnologias digitais. Entre as empresas cujo principal investimento consiste na aquisição de máquinas e equipamentos ou na melhoria da gestão do negócio, os percentuais são menores, mas também significativos (60% e 56%, respectivamente), mostrando como as empresas estão apostando nas tecnologias para levar os processos produtivos ao próximo nível.  

Quer saber mais como a tecnologia, com sistemas de gestão de ativos que tornam os processos digitais e mais eficientes, baseado em melhoria contínua, e também sistemas de gestão de logística que integram processos e entregam uma visão global vão levar os seus processos produtivos ao próximo nível – a IndustryNxT? Entre com contato com os especialistas da Atech. 

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Lean e logística: conheça cinco formas de otimizar o transporte

Atualmente, os líderes de logística, assim como todos os líderes de negócio, estão sendo pressionados a reduzirem custos e geralmente a primeira estratégia é negociar preços com as transportadoras e fornecedores de logística. Mas, além dessa negociação, é possível reduzir custos, e muito, adotando uma filosofia de logística Lean, identificando e eliminando desperdícios em toda a cadeia.

A filosofia Lean busca eliminar desperdícios de tempo, alterar processos ineficientes – que resultam em retrabalhos e movimentações desnecessárias –, melhorar a gestão de estoques e armazéns e otimizar o transporte de mercadorias, tornando a logística mais ágil, produtiva e competitiva.

Para se trabalhar com uma logística Lean, ou logística enxuta, é preciso que a empresa entenda a necessidade de adotar uma série de ações, entre elas:

  • Mapear e otimizar os processos
  • Eliminar as principais falhas
  • Reduzir (ou eliminar) os estoques
  • Diminuir a movimentação dos materiais
  • Mudar o layout (se necessário)
  • Agregar soluções para os clientes (por meio do atendimento das necessidades)
  • Otimizar e adequar os fluxos de entrega
  • Investir em métodos e tecnologias

O objetivo dessas ações é evitar desperdícios como, por exemplo:

  • Estoques de segurança e pulmão devido à ineficiência, falta de confiabilidade nos processos, variação errática e artificial da demanda
  • Transportes a longas distâncias devido à falta de planejamento de rotas, equipamentos subutilizados na planta pela inexistência de uma adequada engenharia de processos, pagamento de taxas por atraso de entrega devido a não utilização de janelas de entregas programadas
  • Áreas de estoques desnecessários, investimento em sistemas de armazenagem caros devido aos níveis elevados de estoque
  • Esperas com subutilização da mão de obra, equipamentos, materiais parados
  • Embalagens sendo solicitadas além da necessidade, ou transportando simplesmente “ar”, além de desperdícios por embalagens danificadas
  • Retrabalhos

Como otimizar o transporte

Segundo um estudo da Fundação Dom Cabral, as organizações brasileiras chegam a gastar mais de 12% dos seus faturamentos brutos com custos logísticos. Então, para manter a competitividade, é cada vez mais fundamental otimizar o transporte, o que é possível com a adoção da logística Lean.

Veja como a filosofia Lean pode ajudar a reduzir esses custos:

1 – Eliminando desperdícios e erros

 A primeira atitude a ser tomada é eliminar desperdícios e erros. Na logística, é comum haver falhas, e elas têm um custo. Para evitar desperdícios como tempo de espera, falta de manutenção de ativos ou até mesmo por não contar com sistemas de gestão ou pessoal especializado, os líderes devem identificar a fonte dos problemas e melhorar continuamente suas operações.

Uma vez identificados desperdícios no fluxo de valor atual, é preciso adotar a criação de fluxos contínuos como um princípio fundamental para a proposição de melhorias num estado futuro. E, se os desperdícios continuam acontecendo, provavelmente há um problema sistêmico no processo e a metodologia Lean é uma ótima ferramenta para detectar e eliminar esses problemas – e para otimizar custos.

2 – Oferecendo uma visão centrada no cliente

É importante pensar nas necessidades e demandas dos clientes no momento de criar e implantar uma estratégia de transporte, que deve ser entendida por todos os envolvidos e atender às expectativas da empresa e do cliente, com um sistema puxado que trabalhe de forma mais sincronizada possível com o consumo real. Afinal, os clientes não aceitam mais pagar pelas ineficiências e pelos custos desnecessários nos produtos ou serviços, independentemente de qual segmento a empresa atue.

Assim, a empresa deve buscar reduzir seu lead time, os estoques, as filas e esperas de caminhões, ao integrar, de forma Lean, fornecedores, produção e centros de distribuição. E, finalmente, é fundamental escutar o que os clientes têm a dizer após cada serviço realizado. Quando o feedback for positivo, mantenha a estratégia e encontre pontos de melhoria. Se for negativo, aproveite para aprender com os erros e evitar desperdícios.

3 – Estabelecendo métricas de desempenho

Os fornecedores de transporte certamente devem ser considerados como parceiros estratégicos já que, para implantar a filosofia Lean, é preciso construir relacionamentos de longo prazo, baseados na busca de melhoria contínua. Quando as organizações constroem relacionamentos positivos e duradouros, o resultado certamente será igualmente positivo e benéfico, resultando em uma estratégia de transporte mais enxuta.

4 – Entendendo a estrutura de custos do transporte

Para conhecer e mensurar corretamente os custos envolvidos no transporte de uma mercadoria, é preciso analisar todo o processo de produção esse serviço, identificando as suas etapas e os seus fluxos operacionais.

As etapas do processo de transporte, em linhas gerais, são:

Etapa 1 – Serviços de coleta de mercadorias

Etapa 2 – Serviços de terminal de cargas (armazenagem)

Etapa 3 – Transferência de mercadorias

Etapa 4 – Distribuição ou entrega de mercadorias

Avaliando a complexidade e a produtividade em cada uma dessas etapas, é possível eliminar desperdícios e reduzir custos. Quanto mais complexo o esquema operacional para movimentar a carga, maior será o número de atividades dentro de cada etapa (carregamento, descarregamento, manuseios, conferências, processamento de documentos etc.), realizadas para completar a operação.

Além desses custos embutidos no processo, também temos custos relacionados ao controle da frota de transporte, como:

  • Manutenções da frota
  • Consumo de combustível
  • Treinamento dos motoristas
  • Seguro para a frota
  • Documentação e impostos
  • Depreciação da frota
  • Frota ociosa
  • Roteirização ineficiente

5 – Implantando uma eficiente gestão de logística

Para implantar uma estratégia de logística Lean, é preciso ter visibilidade total da cadeia logística, desde a produção até a gestão do transporte das mercadorias, com agendamento de entregas e coletas de forma autônoma, capacidades, entre outras, oferecidas pela solução OKTO para logística desenvolvida pela Atech.

Em uma economia cada vez mais competitiva, todos os envolvidos no setor estão buscando reduzir os custos com armazenagem e transporte dos produtos. Objetivo que só poderá ser alcançado com maior visibilidade e rastreabilidade de todos os processos que envolvem o fluxo das mercadorias com a implementação de inovadoras soluções para a gestão e governança, que vão permitir adotar a logística Lean.

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Clínica de Melhoria

As empresas estão sempre em busca da excelência em seus processos e utilizam diversas técnicas para melhorar o desempenho de suas atividades, buscando entregar maior valor ao cliente.

A Clínica de Melhoria foi criada com o objetivo de tratar, de forma sistêmica, as não conformidades, analisar com visão holística os indicadores de processo e as oportunidades de melhoria, bem como mapear e monitorar os riscos empresariais da célula. (Saiba mais aqui)

Na Atech, a Clínica de Melhoria adota um formato de reuniões rápidas, com periodicidade mínima de duas vezes ao mês e são abertas a todos os membros da célula, o que possibilita uma maior geração de ideias e participação na tomada de decisões, fazendo com que todos tenham o sentimento de donos do processo.

Os itens pautados nas reuniões são abordados de forma estruturada, considerando algumas técnicas que auxiliam na busca do melhor resultado, tais como:

Não conformidade:

Para a tratativa dos problemas são utilizadas metodologias para análise de causa e ações corretivas:

  • Genba: Ver por si mesmo, no ambiente de trabalho, para compreender completamente a situação;
  • Brainstorming: Fomentar ideias, estimular a imaginação dos participantes, deixando-os à vontade para expressarem suas ideais;
  • Ishikawa: O diagrama de causa e efeito auxilia a pensar sobre as causas de um problema de forma completa. Seu maior benefício é que incentiva você a considerar todas as variáveis;
  • 5 Porquês: Técnica para investigação dos porquês do problema até que se chegue na causa raiz.

Indicadores de processo:

Cabe aos responsáveis pela disponibilização dos resultados de cada indicador informar causas que levaram a uma variação atípica dos dados, tais como eventuais mudanças do processo, eventos externos que impactaram nas atividades, etc.

Oportunidade de Melhoria:

Cabe ao líder do processo, antes de validar a implementação, analisar a viabilidade da aplicação das ações.

Riscos Empresariais:

O monitoramento dos riscos é fundamental para identificar novas condições, executar planos de respostas e verificar a eficácia das ações tomadas. Esta atividade é um processo cíclico que deve ser considerada sempre que houver mudanças nos processos.

A Clínica de Melhoria é uma ferramenta essencial para garantir a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade na Atech!

Anderson do Nascimento Carvalho

como aplicar Kaizen
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Veja como aplicar o Kaizen na sua operação

Cada vez fica mais claro que uma das melhores formas de garantir vantagem competitiva de forma sustentável é através da mobilização das pessoas para um processo de transformação Kaizen (melhoria contínua) abrangendo todos os fluxos de agregação de valor da organização, inclusive extrapolando com clientes e fornecedores (integração de toda a cadeia de valor).

A abordagem Kaizen proporciona um negócio sustentável com resultados de melhor produtividade, maior qualidade, melhor entrega, maior engajamento das pessoas, menor lead time, menor custo e maior flexibilidade de atendimento a diversidade requerida atualmente. Em um cenário e alta competitividade, o processo de transformação Kaizen, agregado a uma estratégia adequada de lançamento de produtos e serviços, irá diferenciar as organizações que terão êxito daquelas que fracassarão.

A palavra Kaizen tem origem japonesa e significa “melhoria contínua”, o que pode ser levado para o ambiente de trabalho, família e vida pessoal. Na indústria, tem o mesmo significado e se refere ao aprimoramento diário e constante, com o objetivo de aumentar a produtividade. O Kaizen, quando aplicado na indústria, também busca eliminar os processos desnecessários, bem como o desperdício de tempo, de matéria prima etc.

A metodologia Kaizen se desenvolveu durante a Segunda Guerra Mundial, momento em que o Japão saiu do conflito com imensos problemas econômicos e, junto a isso, as leis trabalhistas da época incentivaram melhores condições aos trabalhadores. Na ocasião, sindicatos de categorias diversas lutavam por acordos onde os trabalhadores tivessem acesso a bônus e salários melhores.

Desde então várias empresas japonesas passaram a aplicar práticas que depois foram englobadas pelo termo. Desde então, os princípios do Kaizen se espalharam por todo o mundo, e hoje são utilizados em diversas outras áreas que não apenas a de produtividade.

Um dos grandes responsáveis por este movimento é o professor Masaaki Imai. Considerado o pai do Kaizen, é autor de um livro fundamental para o assunto – “Kaizen – The secret to Japan competitive success” e fundador do Kaizen Institute, por meio do qual leva os ensinamentos e as práticas de como aplicar o Kaizen para todo o mundo.

No contexto da uma empresa, as práticas de Kaizen trazem aquilo que todo empreendedor procura: redução de custos e aumento de produtividade. De acordo com Imai, isso ocorre a partir do pressuposto que as pessoas podem melhorar continuamente no desenvolvimento de suas atividades.

Ele destaca que o trabalho coletivo deve prevalecer sobre o individual; que o ser humano é visto como um dos bens mais valiosos de uma organização, e que deve ser incentivado a direcionar seu trabalho para as metas compartilhadas da empresa, sem que deixe de atender às suas necessidades pessoais. No Kaizen, satisfação e responsabilidade são valores coletivos.

Para Imai, existem alguns “mandamentos” que determinam como aplicar Kaizen em uma empresa:

  • O desperdício deve ser eliminado, pois melhorias graduais devem ocorrer continuamente;
  • Todos os colaboradores devem estar envolvidos, de gestores do topo até intermediários e pessoal de base;
  • O Kaizen é baseado em uma estratégia barata; acredita-se que um aumento de produtividade pode ser obtido sem investimentos significativos;
  • Pode ser aplicado em qualquer lugar e não somente dentro da cultura japonesa;
  • Apoia-se no princípio de uma gestão visual, de total transparência de procedimentos, processos e valores, tornando os problemas e os desperdícios visíveis aos olhos de todos;
  • A atenção deve ser dirigida ao local onde se cria realmente valor, ou seja, o chão de fábrica (isto no caso de uma indústria) ou no próprio ambiente de trabalho;
  • O Kaizen é orientado para os processos;
  • Prioriza as pessoas; acredita-se que o esforço principal de melhoria deve vir de uma nova mentalidade e de um estilo de trabalho diferente por parte das pessoas. Isso por meio da orientação pessoal para a qualidade e para valores como: espírito de equipe, sabedoria, moral e autodisciplina;
  • O lema essencial da aprendizagem organizacional é: aprender fazendo;

Como aplicar Kaizen

Uma das formas de como aplicar Kaizen utiliza o ciclo PDCA, com os seguintes passos:

Planeje: desenvolva uma hipótese

Faça: execute o experimento

Verifique: avalie os resultados

Aja: aperfeiçoe sua experiência e inicie um novo ciclo

Antes de tudo, é importante entender que se trata de um ciclo. Ou seja, todo o processo é constituído por atividades que devem ser planejadas e recorrentes, sem que tenham um fim determinado.

E o ciclo respeita a ordem proposta pela sigla. Ou seja, tudo começa com o P, o Planejamento, momento em que você deve focar a parte estratégica, levantando informações e analisando-as. Depois, parte-se para a prática, o D, quando o que foi planejado deve ser executado. E o que foi executado deve, então, ser verificado, ou checado (C); é o momento em que as ações são avaliadas, e cuja avaliação aplicará uma ação ou um ajuste (A), de forma a corrigir os problemas e as divergências encontradas.

Confira cada uma dessas etapas:

1 – PLAN (PLANEJAR) – Neste primeiro passo para a aplicação, você deve elaborar um plano. Deve desenvolver, com base nas diretrizes e políticas da sua empresa, uma estratégia que se proponha a resolver os problemas levantados. A partir disso, deve levar em consideração três fases fundamentais: a primeira é o estabelecimento dos objetivos do ciclo; a segunda é a escolha do caminho para que estes objetivos sejam atingidos; e a terceira é a definição do método que deverá ser utilizado para isso. E deve também montar a equipe, escolhendo os profissionais que liderarão os processos. Como ocorre em qualquer planejamento, a boa e cuidadosa elaboração desta etapa evita falhas e perdas de tempo desnecessárias nas próximas fases do ciclo PDCA.

2 – DO (FAZER) – O planejamento está pronto e bem detalhado? Hora de colocá-lo em prática. Hora de arregaçar as mangas e tocar a execução do plano, que consiste também em treinar os envolvidos para prepará-los para o método que será empregado. Esta é a etapa mais importante do ciclo e deve ser acompanhada bem de perto para que em nenhum momento se desvie do que foi planejado.

3 – CHECK (VERIFICAR) – O terceiro passo é a análise ou verificação dos resultados alcançados e dos dados coletados. Esta etapa pode se desenvolver tanto ao mesmo tempo em que o plano quando é elaborado – quando se verifica se o trabalho está sendo feito da forma devida – quanto após a execução, quando são feitas as análises estatísticas dos dados e a verificação de todos os itens. O principal objetivo desta fase é detectar eventuais erros ou falhas.

4 – ACT ou ADJUST (AGIR, CORRIGIR) – É a última fase. Nela, são tomadas as ações corretivas com base no que foi verificado. Ou seja, deve-se corrigir as falhas encontradas no passo anterior. Então, após realizada a investigação das causas destas falhas ou desvios no processo e após agir para solucioná-las, comece tudo de novo. Exatamente: como um ciclo, o PDCA deve ser retomado sempre para que as práticas e os processos se aprimorem continuamente.

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Saiba como aplicar princípios Lean na mineração

O setor de mineração enfrenta diversos desafios, que vão desde a complexidade de suas operações, excesso de capacidade aos atuais baixos preços das commodities. Para prosperar no futuro, as mineradoras devem repensar suas estratégias corporativas, melhorar as abordagens de gestão de processos e de risco e o relacionamento com seus públicos de interesse, além de avançar rapidamente na transformação digital.

O setor vem enfrentando uma retração de suas receitas provocada pela queda nos preços das comodities minerais e também a queda de produtividade, provocada pela perda da eficiência da mão-de-obra, maior necessidade de investimento por tonelada produzida e aumento no custo operacional.

Por conta disso, as empresas mineradoras estão revendo seus processos em busca de mais eficiência e redução de custos, adotando princípios Lean na sua gestão – implantando a chamada mineração enxuta, aproveitando a experiência e a mentalidade da manufatura enxuta. Nessa busca por eficiência operacional, adaptando práticas de manufatura Lean à atividade mineradora, as empresas têm alcançado alta aderência a padrões de trabalho simples e a contínua eliminação de desperdícios.

Os dois setores – mineração e manufatura – têm diversos pontos em comum, compartilhando a necessidade de:

  • Contar com processos de negócios eficientes
  • Contar com eficiência no fluxo de produção
  • Maximizar a eficiência operacional
  • Otimizar a cadeia de suprimentos estendida
  • Contar com robustas políticas de segurança

A cadeia logística mineral, que começa com o estudo de viabilidade da mina, até a entrega aos consumidores finais de minerais processados, é mantida através de canais e nós logísticos que transportam, armazenam e entregam usando navios, caminhões, trens, armazéns e muitos outros modais e instalações logísticas. O seu fluxo de produção segue um roteiro de atividades que engloba extração, carga, transporte e descarga, que devem estar ajustados de modo a contribuir para o bom resultado da operação.

O objetivo final dessa transformação rumo à mineração enxuta é criar portfólios competitivos e robustos o suficiente para gerar valor em vários cenários.

Como adotar os princípios Lean na mineração

Com a adoção dos princípios Lean, o setor de mineração começa a perceber os ganhos em produtividade e na forma como as equipes são lideradas. Essa jornada deve seguir algumas etapas:

Identificar valor

A base da filosofia Lean está na geração de valor. Tudo que não agrega valor ao produto final é considerado como desperdício, e o cliente não quer pagar por isso. O desperdício deve ser eliminado para maximizar o valor.

Mapear a cadeia de valor

A sua cadeia de valor engloba todos os processos de negócios da sua cadeia de produção, e é a eficiência desses processos que vai gerar valor para o seu cliente. Para adotar os princípios Lean é preciso mapear cada um dos processos, independentemente de sua criticidade, e identificar como o mesmo pode ser otimizado. O desperdício pode ser facilmente identificado com esse mapeamento e deve ser eliminado, reduzindo custos e tempo. Esse procedimento deve ser refeito com frequência.

Engajar os funcionários

Os princípios Lean pressupõem a contínua eliminação de desperdício e sua efetiva implantação no setor de mineração, assim como em outras indústrias, depende muito do engajamento não apenas dos líderes, mas também de todos os funcionários operacionais e administrativos. Para que a jornada rumo à mineração enxuta seja bem-sucedida, é importante que todos estejam envolvidos no projeto de melhoria contínua.

Esses mesmos funcionários também devem ter mais autonomia para resolver problemas e tomar decisões operacionais, já que detêm o conhecimento necessário para fazer sugestões, eliminar desperdícios e otimizar processos. O gestor deve atuar como um mentor, oferecendo as ferramentas e recursos necessários para implantar uma cultura de melhoria contínua.

O objetivo é deixar de lado a cultura de “o supervisor manda e os funcionários obedecem”. As pessoas devem estar abertas a ouvir as outras e todos podem fazer uma apresentação ou manifestar uma opinião fundamentada. Todos podem ser “resolvedores de problemas”. Além disso, para agilizar a implantação dos princípios Lean, a empresa pode investir em treinamento de gestão de resolução de problemas.

Certamente os princípios Lean podem ser aplicados com sucesso na mineração, apesar de todos os desafios. O importante é ter sempre em mente que a filosofia Lean não requer apenas mudanças nos processos, mas também uma mudança na cultura corporativa. É um processo lento que requer total dedicação. Mas, quando implantado de forma correta, os impactos positivos começam logo a ser percebidos.

 

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Qual é a diferença entre ágil e Lean?

A área de manufatura talvez seja a que mais vem se transformando ao longo do tempo, incorporando diversos processos técnicos e organizacionais em busca de mais eficiência. Atualmente, a aplicação dos conceitos de manufatura ágil e manufatura Lean, também chamada de manufatura enxuta, têm levado maior competitividade às organizações, com pontos em comum: satisfação do cliente, redução de perdas, redução de custos e, ao final, geração de mais valor.

E como cada modelo cria valor? A manufatura ágil cria valor respondendo com agilidade a mudanças para atender as necessidades dos clientes, enquanto a manufatura Lean cria valor reduzindo desperdícios e com a melhoria de processos, o que permite reduzir o tempo de entrega e melhorar a qualidade do produto.

E essas etapas determinam as diferenças no modelo de produção, configuração da produção, níveis de estoque e possibilidades de customização.

Vamos tomar como exemplo o lançamento de um produto: o modelo ágil visa entregar o produto rapidamente e fazer aprimorações segundo o feedback dos clientes. Já no modelo Lean, se leva em consideração a demanda pontual do mercado e se elimina do processo tudo que não agregue qualidade e leve a um produto sem defeito.

Na manufatura ágil, o objetivo é responder de maneira rápida e precisa às demandas do mercado, entendendo que essas demandas variam muito e em pouco tempo, automatizando a produção e personalizando produtos. Na verdade, a proposta ágil é fazer o mínimo necessário com o máximo de resultados, o que aponta uma clara influência do pensamento Lean.

Por outro lado, a manufatura Lean pode ser definida como uma abordagem sistemática para identificar e eliminar perdas através de melhoria contínua desde a concepção do produto até a entrega ao cliente, sempre analisando a cadeia de valor. O objetivo é utilizar menos recursos comparados aos sistemas tradicionais de produção por meio da eliminação de desperdícios – qualquer coisa que não agrega valor ao produto, como, por exemplo, inventário, transporte e movimentos desnecessários. Mas não oferece flexibilidade para customizar produtos.

Princípios básicos da manufatura ágil

A manufatura ágil deve oferecer a capacidade de responder a:

  • Mudanças rápidas dos mercados
  • Pressões competitivas globais
  • Redução do tempo de resposta de novos produtos ao mercado
  • Aumento de cooperação entre empresas
  • Relações interativas da cadeia de valores
  • Aquisição, marketing e distribuição global
  • Aumento do valor da informação/serviço e de todas as áreas da empresa de manufatura
  • Customização de produtos ou serviços

Princípios básicos da manufatura Lean

A manufatura Lean deve oferecer a capacidade de:

  • Analisar e especificar o que agrega valor ao cliente ou ao processo
  • Identificar todos os principais processos, verificar os pontos que se repetem ou que nada agregam
  • Otimizar todo o processo com uma cultura de melhoria contínua, onde cada pessoa que trabalha no projeto fornece subsídios para essa melhoria
  • Eliminar o desperdício eliminando tarefas que não agregam valor
  • Realizar ações que criam valor ao processo ou ao cliente, e não aumento de custos
  • Verificar as necessidades do cliente, o que ele espera e qual a expectativa de qualidade
  • Entregar produtos ou serviços sem defeitos, evitando retrabalho
  • Procurar a perfeição em cada processo

E qual será a melhor estratégia? Ágil ou Lean? Depende do cenário. Em um cenário de incerteza, com muitos competidores e onde não se conheça o comportamento do consumidor, a resposta é a metodologia ágil, que vai entregar flexibilidade para enfrentar mudanças. Já em um cenário de baixa variabilidade e alta previsibilidade, a filosofia Lean é a mais apropriada. Compreender os pontos fortes de cada modelo permitirá que a manufatura aproveite o que há de melhor em cada método.

gestão de ativos
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Entenda o que a gestão de ativos significa para a otimização dos processos produtivos

Na Indústria 4.0, a gestão de ativos precisa estar integrada ao processo produtivo, contribuindo para que a empresa atinja um patamar de excelência. A integração entre a gestão de ativos e a produção têm influência direta na qualidade, na otimização dos processos produtivos e nos resultados operacionais e financeiros do negócio.

Um eficiente planejamento de gestão de ativos é que vai manter a planta em condições ideais, garantindo a confiabilidade e disponibilidade dos equipamentos e, consequentemente, contribuir para a otimização dos processos produtivos em toda a cadeia e assegurar a qualidade dos produtos finais.

Mas o desafio é grande. A engenheira de produção Mariana de Almeida Costa, em seu trabalho de conclusão de curso apresentado na Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora, ressalta que a gestão de ativos envolve o conhecimento integrado da empresa, de cada setor e de cada equipamento, decidindo onde, quando e por que aplicar cada tipo de manutenção. “O aumento da complexidade e a diversidade de ativos físicos dentro de uma organização aumenta ainda mais a demanda por sistemas de manutenção eficientes e economicamente viáveis”.

Ela também destaca que a gestão de ativos deve ter um papel cada vez mais participativo nos resultados e objetivos estratégicos. “É preciso que a atividade de gestão de ativos se integre de maneira eficaz ao processo produtivo e também deve se configurar como agente proativo dentro da organização, contribuindo para que a empresa caminhe rumo à excelência”, diz Mariana.

Processos da gestão de ativos

Uma eficiente estratégia de gestão de ativos não pode estar baseada na premissa “redução de custo a qualquer custo”. É preciso seguir etapas para garantir o aumento do ciclo de vida do equipamento.

Essa prática de gestão é que vai alavancar os melhores resultados e garantir que a empresa tenha mais competitividade.

Veja abaixo os processos básicos da gestão de ativos:

  • Definição dos objetivos da gestão de ativos
  • Priorização de ativos – central de despesas
  • Modelagem de gestão de cada ativo (criticidade)
  • Indicadores de desempenho para análise
  • Projeto de infraestrutura e de implantação
  • Medição, coleta, gravação e análise
  • Plano de ação – procedimento padrão

Automação e eficiência

Soluções automatizadas e integradas para a gestão de ativos, como a plataforma OKTO, desenvolvida pela Atech, atendem aos requisitos da Indústria 4.0, que tem como características “ser colaborativa, preditiva e inteligente”, segundo Márcio Venturelli, especialista em automação industrial. “Para isso”, diz ele, “sua arquitetura de produção deve ser interoperável, flexível e descentralizada, com impactos diretos na escala produtiva, mão de obra e tomada de decisões”.

Com ferramentas de coleta e análise dos dados, visualizados em tempo real, a qualquer hora, em qualquer lugar, é possível implantar eficientes estratégias de gestão de ativos, com ações de manutenção preditiva que vão evitar paradas e reduzir custos com imprevistos, contribuindo para a otimização dos processos produtivos e, consequentemente, no aumento do faturamento e lucros relativos de cada produto.

“Tornar a fábrica mais inteligente e autônoma permite aumentar o ritmo de produção e evitar custos desnecessários, além de possibilitar a customização de produtos e, assim, atender consumidores cada vez mais exigentes. Mas é preciso garantir que você tenha à disposição plataformas confiáveis e de fácil integração para que as informações não sejam perdidas ou cheguem de maneira equivocada”, ressalta Venturelli.

A evolução do processo de gestão de ativos

Alan Kardec, coordenador da Comissão de Gestão de Ativos da Abraman (Associação Brasileira de Manutenção), lembra a evolução na busca pela excelência na gestão de ativos, que engloba todo o ciclo de vida dos equipamentos, desde a aquisição até o descarte:

1 – Primeira etapa

Vigorou até meados da década de 1990 e tinha como direcionador que a capacitação das pessoas e a modernização dos ativos seriam suficientes para alcançar a excelência, tanto empresarial como pessoal.

2 – Segunda etapa

Iniciou em meados da década de 1990 e tinha como direcionador o reconhecimento de que a primeira etapa é imprescindível, mas não suficiente, para alcançar a excelência. Era preciso incorporar a gestão nos diversos processos da organização, entendendo como os diversos tipos de manutenção influenciam os indicadores estratégicos da organização. Mas ainda existia uma lacuna: a otimização dos diversos processos presentes em uma organização não significa, necessariamente, em alguns casos, a otimização do seu processo macro.

3 – Terceira etapa

Chegamos então à gestão de ativos, que surgiu em meados da década de 2000, como consequência da lacuna observada na segunda etapa – é preciso ter um processo global de gestão em que o mais importante é a busca da excelência para os resultados empresariais da organização.

O que é a IIoT

A IIoT é a Internet das Coisas aplicada ao setor industrial, conectando máquinas à Internet e a plataformas de análises avançadas que processam os dados coletados e enviados pelas máquinas.

Especialistas indicam que a IIoT é baseada em três pilares:

Sensores – colocados nas máquinas e conectados à Internet, gerando dados em tempo real;

Softwares de análise – soluções que coletam e analisam os dados gerados em toda a cadeia logística, por exemplo, e os transformam em inteligência de negócio e insights;

Pessoas – ao final, a tecnologia permite que as pessoas executem as suas tarefas com informações em tempo real, antecipando problemas e levando mais eficiência aos processos.

cultura da disciplina
CategoriesBeginner,  Excelência Operacional,  Gestão de Ativos

Cultura da Disciplina – Processo do 5S

A busca pela excelência passa pela adoção de metodologias que garantam o uso correto e eficiente dos recursos, tanto físicos quanto profissionais. Já falamos anteriormente que a Excelência é um dos valores da Atech, e que os hábitos para a prática da excelência devem ser diários (confira aqui).

Nesse sentido, vamos apresentar abaixo uma das ferramentas adotadas para essa prática diária – o 5S, ligado aos princípios Lean, que contribuem para criar a cultura da disciplina, identificando problemas e gerando oportunidades de melhorias dentro das organizações.

O 5S surgiu no Japão na década de 1950 e foi aplicado após a 2ª Guerra Mundial, com a finalidade de reorganizar o país em um momento conhecido como a crise da competitividade, tornando-se um compromisso de melhoria integral do ambiente e das condições de trabalho e não apenas uma simples “campanha de limpeza”.

Em síntese essa é a mensagem que o japonês Masaaki Imai, o ‘pai’ desta filosofia de gestão, traz. Ele criou o conceito de ‘kaizen’, em que ‘kai’ significa, em japonês, mudança e ‘zen’ para melhor. Da junção nasceu a estratégia minuciosa de melhorias graduais implementadas continuamente, que os japoneses creditam como o fundamento do seu ‘milagre’ industrial do pós-guerra.

Masaaki Imai destaca o que acontece quando o 5S não é adotado em uma organização. “A falta dos 5 S’s significa ineficiência, desperdício, autodisciplina insuficiente, baixa moral, menos qualidade, custos elevados e uma inabilidade para entregar no prazo” – Masaaki Imai, no livro Gemba Kaizen

Com isso, a proposta do 5S, assim como outras ferramentas Lean, é reduzir o desperdício de recursos e espaço de forma a aumentar a eficiência operacional, desenvolvendo e aperfeiçoando a organização, a padronização, a limpeza e eliminação de atividades que não agregam valor dentro da empresa.

Outro ponto importante para garantir a eficiência de todo o processo é a autodisciplina – quando se adquire o hábito de manter tudo em ordem, a organização faz “parte” do dia a dia.

Conheça um pouco mais sobre o conceito 5S:

Processo 5S – Elimine os desperdícios

SENSO DE ORGANIZAÇÃO (Seiri)

Classificar o necessário e o desnecessário. Eliminar os artigos raramente usados (colocação de etiquetas vermelha)

SENSO DE ARRUMAÇÃO (Seiton)

Organizar os itens absolutamente necessários, identificar e colocar tudo em ordem, para que qualquer pessoa possa localizar facilmente

SENSO DE LIMPEZA (Seiso)

Limpar sempre e não sujar

Eliminar as causas da sujeira

SENSO DE PADRONIZAÇÃO (Seiketsu)

Criar procedimentos para manter os primeiros 3S’s

SENSO DE DISCIPLINA (Shitsuke)

Usar auditorias regulares para manter a disciplina

Agora com os conceitos mais claros, saiba como aplicar o conceito 5S no dia a dia da organização:

  • 1S – Organizar

Pergunte a si mesmo:

– Qual é o propósito desse objeto?

– Quem o usa?

– Essa é a melhor ferramenta a ser usada?

Repita o processo em todos os lugares

  • 2S – Arrumar

– Coloque os objetos distante de acordo com a frequência de uso, e, respectivamente, as regras de segurança

– Organizar de modo a encontrar imediatamente o que é necessário

  • 3S – Limpar

– Pare para limpar

– Limpe a área com todos os membros do time

– Pinte a área

  • 4S – Padronizar

– Documentar as instruções de limpeza

– Definir padrões de trabalho

– Deixe as regras expostas nas estações de trabalho

  • 5S – Disciplinar

– Respeite as instruções

– Controle a qualidade

– Construa um reflexo da limpeza

– Respeite as regras que nós mesmos definimos

Ao serem criados os hábitos diários, mudanças significativas são esperadas em todos os âmbitos, desde o pessoal até mesmo o do ambiente de trabalho e em relação à performance profissional. Confira as melhorias esperadas:

  • Para as pessoas

Segurança melhorada

Higiene aceitável

Melhora no ambiente de trabalho

Menos cansativo

  • Para o ambiente

Risco reduzido de acidentes

Melhora no ambiente de trabalho

  • Para o equipamento

Inspeção fácil

Menos Paradas

Avarias e lentidão reduzidas

  • Para a performance

A inspeção e a manutenção ficam mais fáceis

Reduzem a perda de tempo

Documentação mais fácil de encontrar

  • Para a qualidade

Menos sujeira nas peças

Melhor confiabilidade[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

plano de confiabilidade
CategoriesExcelência Operacional,  Melhoria Contínua

Saiba como criar um plano de confiabilidade para sua planta

Segundo o dicionário Michaelis, confiabilidade é a “qualidade daquele ou daquilo que é confiável; fiabilidade”. Dito assim, o conceito é muito simples e vago, e quando pensamos em um plano de confiabilidade para uma planta industrial, certamente seu sentido é muito mais amplo. É preciso ter com objetivos e planos de ação mensuráveis e limitados no tempo e, principalmente, ter consciência de que o plano não é um projeto isolado dentro do contexto das operações.

Líderes de negócios esperam que as suas plantas produzam mais, com menor custo possível, e que possam mensurar a sua eficiência. Mas nem sempre índices como o OEE (Overall Equipment Effectiveness), principal indicador para medir a eficiência dos equipamentos, faz parte da estratégia de manutenção.

Alguns especialistas em manutenção preferem usar o conceito OPR (Overall Production Realiability) – Qualidade (%) x Velocidade (%) X Disponibilidade (%) – ressaltando que esse descreve melhor a relação entre operações, manutenção e engenharia voltada para a confiabilidade, e também porque oferece a possibilidade de mensurar as perdas e falhas na produção, e não apenas nos equipamentos.

A confiabilidade é baseada na probabilidade de que um ativo físico continue a desempenhar as tarefas seguindo padrões estabelecidos pelos seus usuários, por um determinado período de tempo, e sob condições ambientais pré-determinadas. Mas o seu conceito não deixa claro como será possível atingir esse objetivo.

Por isso, é preciso implantar um plano de confiabilidade claro, com etapas bem definidas, de modo a alinhar ações e expectativas de todos os envolvidos.

Os 5 passos para criar um plano de confiabilidade

Os times de operações, manutenção e engenharia estão envolvidas na busca por maior confiabilidade da planta? Caso positivo, será que eles entendem a fundo o plano de confiabilidade e sabem como o colocar em prática? Se a resposta a uma dessas duas perguntas não foi um categórico SIM, é hora de repensar o seu plano de confiabilidade.

Confira as 5 etapas para implantar um plano de confiabilidade:

1 – Envolva todas as pessoas necessárias

Não será possível engajar todas as pessoas que devem estar envolvidas no plano de confiabilidade se apenas uma for responsável pelo seu desenvolvimento e execução. O facilitador deve conscientizar todos os envolvidos sobre a importância da confiabilidade e aproveitar as suas experiências.

2 – Determine a visão, missão e metas de confiabilidade

A visão é a situação almejada para a planta no futuro e a missão é como o objetivo será alcançado. Um exemplo desse roadmap é:

Visão – Nós alcançaremos 80% das melhores práticas acordadas pela equipe até “uma determinada data”

Missão – Nós vamos executar as melhores práticas

Objetivo – Atingiremos 90% de OEE até “uma determinada data”

3 – Crie uma lista de melhores práticas

As melhores práticas de confiabilidade são aquelas ações que melhoram a confiabilidade do equipamento. A melhor estratégia é definir as melhores práticas e as dividir por processos de trabalho – algo que pode ser documentado, executado e acompanhado.

4 – Priorize oportunidade e crie um plano detalhado

Avalie de forma criteriosa o desempenho atual da sua planta, e verifique se as melhores práticas definidas na etapa anterior estão sendo usadas. A partir daí será possível identificar quais áreas devem ser priorizadas, selecionando oportunidades de melhoria que irão gerar maior benefício financeiro.

5 – Mensure os resultados

É preciso verificar se as melhores práticas realmente estão sendo implantadas e quais são os resultados. Para isso, existem duas formas: a primeira é avaliar os processos de trabalho e a outra é gerenciar o desempenho.

O que é a manutenção baseada na confiabilidade

Haroldo Oliveira, especialista em manutenção com mais de 30 livros publicados sobre o tema, define a confiabilidade como a probabilidade de um equipamento, célula de produção, planta ou qualquer sistema funcionar normalmente em condições de projeto, por um determinado período de tempo preestabelecido. Assim, a partir de uma taxa de falha constante, pode-se estimar a probabilidade de o equipamento falhar dentro de um período definido de tempo.

A implantação do conceito do plano de confiabilidade nasceu nas atividades de manutenção de aviões, na década de 1970, e abrange quatro atividades de manutenção preventiva:

De acordo com as condições – Inspecionar um item em intervalos especificados para encontrar e corrigir falhas potenciais

Recuperação programada – Recuperar um item antes de uma vida útil especificada para reduzir a probabilidade de falha

Substituição programada – Substituir um item antes de uma via útil especificada para reduzir a probabilidade de falha

Análise de falha programada – Inspecionar detalhadamente um item verificando se não existem “falhas invisíveis”

O objetivo final do plano de confiabilidade é fazer com que as intervenções para manutenção nos equipamentos sejam vistas como uma oportunidade. Manter a disponibilidade das máquinas com confiabilidade operacional é um dos fatores que contribuem para uma maior competitividade das empresas e, no longo prazo, para a sua sustentabilidade financeira.