CategoriesExcelência Operacional,  Mineração,  Senior

Inovação digital aumenta a produtividade no setor minerador

As tecnologias que chegam com a Indústria 4.0 e a inovação digital – como análises avançadas, Internet das Coisas (IoT), automação, Aprendizado de Máquina, robótica, entre outras – proporcionam economias significativas no setor minerador. O aumento da quantidade de dados, a computação mais barata e a disseminação de dispositivos conectados tornam seus benefícios mais disponíveis para as empresas.

O setor minerador está mudando suas estratégias e adotando novos modelos de negócios e operação para incluir a inovação digital. E está fazendo isso de maneira mais rápida e global do que nunca. Uma combinação de volatilidade do mercado, mudança na demanda global, economia de insumos radicalmente diferente, novos locais em busca de mais reservas, foco em um ciclo de vida mais longo dos ativos e um compromisso com a excelência operacional, bem como mudanças de políticas em todo o mundo, estão contribuindo para essa mudança no setor.

Décadas de redução de custos e o envelhecimento da força de trabalho deixaram as empresas de mineração com recursos limitados para se ajustarem. Agora, um conjunto de novas tecnologias em rápida evolução – a inovação digital – abre novas possibilidades para melhorar a eficiência operacional, desenvolver um planejamento mais preciso e ágil, aumentar a conscientização do fornecedor e colaborar com parceiros de negócios em toda a cadeia de valor.

A automação das minas, novos recursos analíticos, trabalhadores digitais, operação remota e autônoma são apenas alguns dos exemplos em que as tecnologias estão beneficiando atualmente o setor minerador, gerando considerável diferenciação e vantagem competitiva. Tudo isso precisa ser analisado com muita atenção para impulsionar o crescimento e aumentar a eficiência.

É fundamental que as empresas de mineração compreendam a inovação digital e suas oportunidades e riscos associados. As possibilidades de novos modelos operacionais e novos níveis de otimização criarão a próxima onda de diferenciação no setor. E quais tecnologias irão realmente fazer a diferença?

  • Operações autônomas

A operação autônoma é uma das inovações digitais que vem sendo utilizada no setor de mineração, empresas que agora operam enormes equipamentos pesados, como caminhões fora de estrada, perfuradoras e recuperadoras, sem a presença de operadores. A segurança é novamente um benefício, pois menos pessoas – os operadores – precisam permanecer em locais industriais perigosos. O grande impacto, no entanto, pode ser verificado pela diminuição da variabilidade nos resultados da produção, o que leva a uma operação mais consistente e eficiente.

  • Mobilidade

Um dos grandes usos dos aplicativos de mobilidade está relacionado à utilização de dispositivos de posição geográfica que permitem rastrear e localização de pessoas, equipamentos e outros ativos. Com isso é possível obter níveis mais altos de segurança, pois a localização das pessoas pode ser controlada, delimitando lugares perigosos. O controle da posição de ativos e pessoas em relação às atividades programadas também leva a melhor produtividade. Uma empresa de mineração, por exemplo, pode utilizar dispositivos de identificação geográfica para controlar os movimentos dos funcionários, equipamentos e ativos dentro de suas instalações durante a execução de uma grande recuperação em uma de suas plantas.

  • Análise de dados

O setor de mineração ainda tem muito a ganhar com tecnologias de análise de dados para melhorar seu processo de tomada de decisão. Muitas empresas efetivamente agregam parte das informações operacionais disponíveis e, através de sofisticados processos de análise, otimizam a produtividade. Uma empresa pode, por exemplo, utilizar informações de telemetria enviadas por caminhões em modelos analíticos para prever falhas. A análise em tempo real permitirá o contínuo e rápido ajuste nos processos de produção, proporcionando mudanças nos níveis de produtividade.

  • Trabalhador digital

A produtividade do trabalhador digital, alimentado por dispositivos vestíveis e realidade aumentada, proporcionará ganhos incríveis nas atividades de manutenção de ativos, reduzindo drasticamente o tempo de inatividade de ativos críticos na linha de produção.

  • Drones

A inspeção de transportadores de correia ou linhas de transmissão aérea cobrindo milhares de quilômetros será possível em períodos mais curtos e com maior eficácia devido à combinação de VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) com câmeras especiais.

  • Sensores inteligentes

Os sensores se tornarão cada vez mais poderosos e inteligentes. Um bom exemplo é a utilização de câmeras com análise de vídeo. A capacidade de processar um fluxo de imagens em tempo real já permite uma infinidade de controles que vão desde a detecção de anomalias (por exemplo, incêndio, poluição, resíduos em vagões, áreas de aquecimento em linhas de energia) a métodos sofisticados de contagem, rastreamento e identificação de pessoas e objetos.

O valor da inovação digital

O valor intrínseco da inovação digital permite que o setor minerador otimize seus processos e, a partir dos exemplos vistos acima, podemos perceber os seguintes benefícios:

  • Uso eficaz de dados para tomadas de decisão em tempo real e baseadas em insights e otimização contínua
  • Possibilidades sem precedentes de operação autônoma, controle remoto de ativos e rastreamento de equipamentos e pessoas
  • Maior colaboração e compartilhamento de conhecimento entre as equipes de operações dentro e fora da organização
  • Entrega de soluções muito mais flexíveis e responsivas às novas demandas de negócios
  • Gestão de ativos preditiva e baseada em condição e gestão otimizada de frotas
  • Melhor controle de meio ambiente e segurança
  • Menores custos operacionais
  • Maior rendimento e produtividade
checklists
CategoriesBeginner,  Excelência Operacional

Conheça 5 razões para digitalizar os checklists

Checklists são documentos destinados a verificar a aplicação dos procedimentos em todas as etapas de um processo. Com a digitalização que vem transformando todos os setores da economia, checklists digitais foram introduzidos nas fábricas para permitir que as áreas operacionais e administrativas otimizassem os processos e também para garantir a qualidade em todas as etapas.

Os aplicativos de checklist fazem muito mais do que colocar as antigas versões em papel em um smartphone ou em um tablet. Eles tornam o gerenciamento, o treinamento, os relatórios e outras etapas do fluxo de produção mais transparentes e eficientes. Se você acha que os checklists digitais são uma perda de tempo, aqui estão 5 boas razões para mudar de ideia.

1 – Economizar tempo na execução e centralização

O tempo é um dos maiores problemas na indústria 4.0. Otimizar o uso do tempo é o objetivo de muitos fabricantes que implementaram processos e mobilizaram ferramentas de melhoria contínua para reduzir o desperdício de tempo. Os checklists digitais são uma das soluções usadas para padronizar processos, já que um operador conectado terá acesso a um checklist atualizado onde verificará os próximos passos.

2 – Automatizar tarefas sem valor agregado

Na era da indústria 4.0, a automação é um fator-chave para o bom funcionamento da planta e da administração. Algumas tarefas repetitivas, que não possuem valor agregado real, devem, portanto, ser automatizadas. Nesse contexto, as checklists digitais são facilmente automatizadas, o que elimina a carga de formatação, envio de relatórios e transmissão de informações.

3 – Garantir a eficiência

Digitalizar uma checklist não apenas indica às pessoas o que elas precisam fazer, mas as ajuda a fazê-lo com sucesso. Elas exibem instruções passo a passo com fotos ou vídeos, quando necessário, explicam onde encontrar suprimentos e detalham os critérios de conclusão. As pessoas marcam facilmente cada etapa com o toque de um botão. Os funcionários não precisam escrever manualmente as etapas.

Quando as checklists incluem detalhes importantes de processos, até os novos funcionários podem concluí-los com sucesso, e as empresas economizam em custos de treinamento e, ao mesmo tempo, reduzem erros.

Checklists com roteiro da manutenção, por exemplo, como o oferecido pela plataforma OKTO, garantem maior produtividade e agilidade e apontam as etapas de cada processo. Os aplicativos digitais rastreiam o usuário, a hora e o local de cada assinatura, para que seja fácil ver quem executou cada tarefa em que local e quando. Não há como os funcionários burlarem o sistema. Veja abaixo uma das telas da plataforma OKTO:

4 – Atualização em tempo real

O formato em papel não é mais compatível com a digitalização da indústria. Como resultado, as checklists digitais são mais relevantes em termos de facilidade de uso, criação e atualização. Como os procedimentos evoluem de acordo com as novas necessidades da empresa, as checklists que monitoram a aplicação dos processos devem seguir essa evolução. Portanto, o formato digital é mais adequado para atualizações do que o formato em papel. Se as etapas apontadas na checklist mudarem, o gerente poderá atualizá-la e enviá-la imediatamente a todos os funcionários em todos os locais para que ninguém trabalhe com procedimentos antigos.

Os gerentes recebem notificação instantânea quando as tarefas são concluídas, para que possam permanecer a par da situação e encontrar pontos de melhoria. Essas atualizações em tempo real são especialmente úteis para procedimentos essenciais que afetam a segurança e o fluxo da produção. Os gerentes encarregados por sites e equipes distribuídas geograficamente não precisam estar no local para garantir que as tarefas da checklist sejam realizadas de forma pontual e correta.

Além de marcar o encerramento de uma tarefa, os funcionários podem postar fotos do trabalho realizado. Ou, se não puderem concluir uma tarefa por algum motivo, poderão postar uma foto do problema ou inserir um comentário. Como os gerentes veem as atualizações instantaneamente, eles podem responder e corrigir qualquer problema.

Gerentes ou líderes corporativos obtêm relatórios em tempo real de um local, usuário, região ou de toda a cadeia. E eles podem visualizar os dados de desempenho ao longo do tempo para verificar se a conformidade melhorou ou diminuiu.

5 – Definir metas e incentivos

Com os relatórios de dados, a gerência pode definir metas e incentivos para os funcionários. Recompensas divertidas, como um troféu, uma vaga cobiçada no estacionamento ou um destaque na newsletter da empresa podem motivar os funcionários a trabalhar em direção às metas.

Quando os gerentes recebem notificações em tempo real sobre as tarefas, eles podem aumentar a satisfação e o engajamento do trabalhador enviando um texto agradecendo ao empregado por seu esforço ou o parabenizando pelo trabalho eficiente. Essa atenção extra positiva incentiva as pessoas a continuarem dando o melhor de si e demonstra que seu trabalho é importante para a empresa.

Outro fator que motiva as pessoas é a sensação de “dever cumprido”. Os gerentes podem dividir longas checklists digitais em várias curtas. As pessoas são mais focadas ao trabalhar em checklists com apenas algumas tarefas. O preenchimento de uma checklist dá aos trabalhadores uma sensação de realização que os motiva a enfrentar o próximo trabalho e também diminui a ansiedade e melhora o desempenho geral.

CategoriesBeginner,  Excelência Operacional

Saiba quais desafios dificultam o sucesso na implementação de uma cultura agile

A implementação de uma cultura agile comprovadamente traz grandes benefícios para as empresas, mas pode afetar os negócios de diferentes maneiras, dependendo de seu tamanho e de como as equipes integram a metodologia em suas operações. Quando você faz a transição para a cultura agile, isso requer uma mudança significativa na cultura corporativa e organizacional.

Embora a cultura agile possa render vantagens significativas, a jornada nem sempre é fácil e os desafios são inúmeros. É importante entender a causa raiz desses problemas, a fim de preparar melhor sua própria organização para projetos ágeis.

O primeiro desafio está na dificuldade de selecionar a metodologia agile “certa”. O Manifesto Agile não prescreve nenhuma metodologia específica. Para escolher a opção ideal, é necessário considerar a natureza do negócio, as características da organização e as vantagens e desvantagens de diferentes abordagens ágeis. Depois de usar um método específico por um tempo e adquirir novas habilidades, personalizá-lo para se adequar à organização e ao tipo de projeto será uma ótima ideia.

E quais são os outros desafios que dificultam o sucesso na implementação de uma cultura agile?

Um dos principais desafios está relacionado à cultura da empresa e sobre como as pessoas reagem a processos de mudança. É difícil mudar a maneira como as pessoas pensam e operam. Os hábitos e crenças de uma grande organização são naturalmente enraizados. Normalmente, as pessoas lutam contra as mudanças e, quando a cultura agile é usada para desafiá-las, elas aparecem com frases como “é assim que sempre fazemos coisas por aqui” ou “que nunca funciona aqui”.

Outro desafio é a falta de colaboração entre os membros de uma equipe, tanto as formadas apenas por colaboradores da empresa quanto as que contam com a presença de terceirizados, e também entre equipes cujos projetos podem ser complementares. Sem colaboração, a equipe não é realmente uma equipe, compartilhando os mesmos objetivos. Os membros da equipe precisam responder aos objetivos do projeto e aos objetivos da própria organização.

Falta de experiência com a metodologia agile

Muitas pessoas simplesmente não têm experiência com a metodologia ou cultura agile ou em como adotá-la. Por esse motivo, as organizações devem criar um plano de treinamento. Os gerentes também devem ser incluídos no treinamento porque suas funções e responsabilidades mudam radicalmente ao adotar a cultura agile. Eles precisam entender como a auto-organização funciona e como criar um ambiente onde a auto-organização possa evoluir. Eles também precisam entender as novas métricas que devem considerar e como obtê-las.

E muitas vezes as empresas tentam inserir pequenos projetos em um contexto maior ou transformar grandes projetos em iniciativas ágeis. No entanto, sem o conhecimento adequado, as chances de falha nesses casos são muito maiores.

Comunicação pobre

A comunicação desempenha um papel crucial na cultura agile. Os membros da equipe precisam se comunicar bem e com eficiência para que o projeto funcione bem. Para isso, a empresa precisa oferecer ferramentas e canais de comunicação adequados, principalmente para equipes distribuídas geograficamente.

Normalmente, nas organizações ágeis, as equipes são alocadas próximas, e a cultura agile será adotada de maneira mais natural. Estar presente no mesmo escritório facilita o fluxo imediato de informações e feedback.

No entanto, no caso de equipes distribuídas geograficamente que envolvem membros da equipe reunidos em vários escritórios, é bastante desafiador se comunicar sem problemas. Alguns casos envolvem equipes diferentes que se reúnem em fusos horários diferentes, o que é ainda mais desafiador. Nos dois casos, para diminuir o nível de falta de comunicação entre os membros da equipe, é crucial contratar pessoas com excelentes habilidades de comunicação.

Alinhamento em todos os níveis

Para adotar a cultura agile, todos os executivos, gerência intermediária e gerência sênior devem estar cientes de que haverá algumas mudanças nas práticas de gerenciamento de projetos. Eles devem entender os benefícios da transformação, bem como os detalhes de como essa transformação afetará os aspectos operacionais dos negócios.

Além disso, eles precisam entender completamente o que é esperado deles, a fim de apoiar essa transição. Muitas questões culturais e de comunicação podem ser atenuadas apenas alinhando todos os níveis de gerenciamento antes de implantar uma metodologia ágil.

Essa transição é um ponto realmente importante que geralmente é subestimado em muitas transformações ágeis. Como as funções mudam nessa nova abordagem para o desenvolvimento de produtos? O que significa trabalhar em iterações? Ao treinar as muitas funções que entram na formação de equipes multifuncionais, elas poderão aproveitar melhor as metodologias agile e garantir que seus projetos sejam bem-sucedidos sob a nova abordagem.

A verdade é que como projetos usando metodologia agile são entregues mais rapidamente, são mais flexíveis para mudanças e resultam em produtos de alta qualidade, vale muito a pena investir na sua adoção. As equipes e as partes interessadas percebem maior satisfação devido à melhoria das comunicações, melhor colaboração e maior flexibilidade. Além disso, os projetos ágeis oferecem resultados de negócios mais rapidamente e melhor custo/benefício.

CategoriesExcelência Operacional,  Melhoria Contínua

Benefícios de um produto com arquitetura escalável

Um software com arquitetura escalável, alta disponibilidade, e conceito de micro serviços é bem recebido por empresas e desenvolvedores de software. Mas a primeira pergunta que fica é, o que seria um produto com arquitetura escalável?

Para responder essa pergunta, é preciso pensar inicialmente o que é importante para o cliente que necessita de funcionalidades em um software, e quais são suas necessidades para poder atendê-las. A expectativa do cliente em relação ao software se baseia em:

  • Atender às funcionalidades desejadas
  • Baixo custo do sistema / produto
  • Tempo estimado para entrega

Um produto escalável visa otimizar o desenvolvimento de software, facilitar a implantação dessa aplicação e ser totalmente independente dos outros serviços do sistema, possibilitando a criação de novas funcionalidades de maneira prática e rápida, além de facilitar a manutenção das funcionalidades de maneira pontual e separada.

Antes de listar os benefícios da escalabilidade e suas particularidades, é necessário entender o conceito de micro serviços, que é implantado como base para uma arquitetura de projeto de software. O conceito de micro serviços é baseado na criação de componentes menores e com baixo acoplamento entre eles, como o nome já diz, fazer a divisão do software em pequenos serviços. Antes da criação de software com arquitetura de micro serviços, os softwares eram desenvolvidos de maneira monolítica. Neste tipo de aplicação toda a base de código está contida em um só lugar, ou seja, todas as funcionalidades estão definidas no mesmo bloco.

É preciso entender que cada estrutura tem sua vantagem e sua particularidade, e que deve ser empregada de acordo com a necessidade. No caso de um produto, em que o cliente visa funcionalidades distintas, rapidez no desenvolvimento e facilidade na manutenção, a arquitetura criada no conceito de micro serviços é relativamente mais vantajosa em relação ao conceito monolítico.

Segundo a análise de Martim Fowler (especialista em arquitetura de software), o custo de manutenção de um software complexo é menor em uma arquitetura de micro serviços, comparada a uma arquitetura monolítica. (gráfico de complexidade acima). Esta análise apresenta duas ideias:

  • É possível ter uma aplicação com diversas tecnologias e soluções, onde também pode ser estruturada com mais de uma linguagem de programação.
  • Também é possível ter uma evolução tecnológica do produto de maneira mais controlada, ou mais leve através da divisão de processos e fluxos rápidos, integrado, com informações.

Fazendo um exercício em um raciocínio rápido: uma empresa de grande porte com diversos sistemas, e cada um deles com uma linguagem de programação diferente. Agora, imaginem se essa empresa decidir unificar todos os sistemas para utilizar uma única plataforma. O custo e o esforço para fazer a unificação de cada uma dessas aplicações seria enorme, visto que cada uma dessas aplicações poderia se tornar uma estação de serviço acessível, podendo ser modificada e ajustada independentemente de todo o contexto dos outros serviços no sistema.

Esse conceito de micro serviço, também conhecido como SaaS (Software como Serviço), oferece maior segurança contra a perda parcial ou total de dados e acessos não autorizados.

Voltando ao conceito  e a importância da escalabilidade, a definição entre arquitetura de micro serviços e monolítica traz diversos fatores a serem analisados, e a utilização de escalabilidade horizontal ou vertical é uma delas.

  • Escalabilidade Vertical

Este é um padrão de escalabilidade viável e amplamente utilizado para determinadas aplicações, mas tem como limitação de escalabilidade o próprio hardware.

  • Escalabilidade Horizontal

Em vez de aumentar a escala adicionando mais capacidade de hardware individual, a aplicação é arquitetada para que seja escalada adicionando mais instâncias da aplicação. Não é necessário hardware caro e pesado para escalabilidade horizontal, pode ser feito com máquinas menores e adicionando muitas delas. No entanto, esse padrão de escalabilidade geralmente requer aplicações que sejam arquitetadas ou ajustadas para funcionarem distribuidamente (micro serviços).

Em uma situação em que um gestor queira realizar um upgrade de um produto, adicionar novas funcionalidades, deixar a aplicação mais rápida, deixar a aplicação integrada com redes sociais e outros sistemas, a arquitetura monolítica pode ser escalável adicionando hardwares mais potentes, e desenvolvendo novas funcionalidades, porém é custoso e pouco produtiva. Em comparação com arquitetura de micro serviços, criar um serviço novo, com configurações de hardware potentes e alto grau de complexidade é bem mais vantajoso e eficaz.

  • Maior flexibilidade dos processos

Um software escalável pode ser reproduzido facilmente, independentemente de suas proporções. Com flexibilidade haverá menos peso de investimento em novos softwares.

  • Aumento de produtividade

Replicar algo é muito mais simples do que criar uma nova estrutura do zero.

  • Otimização de custos

Alta lucratividade, onde a empresa torna-se capaz de aumentar seu processo produtivo sem injetar muito dinheiro por isso.

  • Menor probabilidade de estagnação

Um produto escalável não tem dificuldades de se adaptar a mudanças, e sempre está preparado para uma atualização de ferramenta nova ou novas demandas.

  • Customização e Integração

A integração se refere à unificação dos sistemas, diminuindo a chance de erros causados pelo uso de softwares incompatíveis entre si. É possível integrar o SaaS a ferramentas de monitoramento e armazenamento de arquivos, etc.

Assim como o software, a escalabilidade em um banco de dados relacional pode ocorrer de duas formas: horizontal e vertical.

  • A forma horizontal ocorre pela utilização de mais equipamentos e particiona a estrutura de dados de acordo com critérios estabelecidos.
  • A forma vertical ocorre pelo aumento da capacidade do equipamento em que o sistema gerenciador de banco de dados está instalado.

Bases de dados NoSQL (não relacionais) têm como um de seus motivadores o baixo custo para realizar uma escalabilidade horizontal, o que torna possível o uso de equipamentos mais acessíveis, e proporciona um modelo de particionamento nativo.

A frequente utilização de bancos de dados NoSQL estão ligadas as questões de escalabilidade de armazenamento e processamento de um enorme volume de dados que cresce em ritmo acelerado diariamente. De forma que todos os canais utilizados para captação de informações disponíveis no mundo digital, são responsáveis por compor e ditar a velocidade na qual a grande massa de dados deve ser absorvida, gerida e compartilhada. A importância de se obter um alto grau de paralelismo e a distribuição de sistemas em uma escala global, conduz à adoção de soluções robustas com grande potencial de desempenho.

Em resumo, é necessário entender que a importância da escalabilidade de um produto vem da necessidade de o cliente modificar seu produto, aumentando ou diminuindo, buscando sua necessidade de momento. O papel da escalabilidade é poder atender as mudanças aplicando de acordo com suas características, sendo horizontal ou vertical, dando a possibilidade ao cliente em poder realizar alterações e customizar de maneira produtiva e eficaz o produto.

cultura da qualidade
CategoriesExcelência Operacional,  Melhoria Contínua

O MVP e a cultura da qualidade

MVP, do inglês Minimum Viable Product é o produto mínimo viável, e consiste na prática de lançar um produto com as principais funcionalidades e com investimento mínimo. Essa prática permite testar o negócio antes de realizar investimentos maiores, validando a eficiência do produto, sua usabilidade e aceitação no mercado. Esse conceito foi popularizado por Eric Ries, consultor e escritor sobre startups, no livro The Lean Startup.

Já a definição de qualidade de software é um pouco mais complexa e tem na literatura diferentes interpretações de variados autores. O glossário do IEEE define qualidade como “Grau de conformidade de um sistema, componente ou processo com os respectivos requisitos”, ou como “Grau de conformidade de um sistema, componente ou processo com as necessidades e expectativas de clientes ou usuários”.

Apesar do conceito de MVP ser aplicado ao produto, a filosofia de se entregar o máximo de valor com o mínimo de recursos pode ser aplicada a quase tudo, em qualquer área de conhecimento.

Logicamente todos nós desejamos o estado da arte, mas na grande maioria das vezes é extremamente difícil atingí-lo, pelos mais diferentes motivos.

Em qualidade, mais especificamente na qualidade de software e na qualidade de software dentro de metodologias ágeis, o estado da arte poderia ser algo como:

“Times multidisciplinares maduros, com Product Owners (PO’s) escrevendo histórias ‘INVEST’, UX’s criando wireframes assertivos para cada história, desenvolvedores realizando testes unitários/integração automatizados, code review independente, versionamento com ferramenta e processos bem definidos, interagindo por meio de uma boa comunicação com os testers, que documentam os casos de testes em uma boa ferramenta que seja integrada à ferramenta de requisitos, mantendo assim a rastreabilidade entre as execuções dos testes funcionais, as histórias e os bugs. Além disso, as principais funcionalidades são automatizadas, a automação dos testes funcionais e unitários roda em um ambiente de integração contínua, gerando relatórios diários para a gerência.

Por falar em ambiente, no mínimo 4 estão disponíveis: DEV, QAS, STG e PROD.” O ambiente de QA permite a execução da automação diariamente, em que o dump da base de dados também é realizado de forma automática, mantendo a massa de dados do QA sempre atual e funcional. O ambiente de Stage permite a realização dos testes de carga, stress, performance e segurança. Tudo isso acontecendo em um ambiente no qual os times de desenvolvimento seguem as diretrizes do manifesto ágil, a comunicação é eficaz, a gerência motiva o time por meio da confiança, autonomia e a organização valoriza a cultura de qualidade, tanto dos produtos quanto dos processos. Ah, faltou dizer que o processo de melhoria contínua também funciona.

UFA! Talvez a palavra “Devop’s” resumisse as últimas 9 linhas desse artigo, mas vamos manter o foco: O MVP da qualidade. Vamos chamá-lo de MVQ!

O cenário descrito acima não é uma utopia. Empresas com grande maturidade no desenvolvimento e na qualidade de software possuem até mais que isso. Mas vamos a um cenário encontrado recentemente, que se assemelha a maioria dos cenários encontrados na maioria dos projetos:

“Um projeto em desenvolvimento há um ano, sem tester no time, em que os testes funcionais foram executados pelo Product Owner. O Scrum, que pode ser considerado um “template”, foi adaptado à realidade, na qual a Review por exemplo foi substituída por uma “Demo” interna.

Nenhum caso de teste registrado. Sem ferramentas, muito menos automação. Carga e Stress: o que é isso? A qualidade se restringia a testes unitários e code review, por parte dos desenvolvedores.”

Então, uma analista de testes foi alocada ao projeto. Vindo de um projeto rodando corretamente, com testes funcionais sendo executados e documentados, os bugs registrados, a rastreabilidade mantida entre histórias -> casos de testes -> bugs e a automação sendo entregue para as histórias da sprint anterior, seria natural que ela tentasse implantar o mesmo processo nesse time.

Não funcionou. Existe um fator muito importante que muita gente esquece e deixa de trabalhar: A cultura. E esta geralmente está acravada em uma área e dentro de um time. Hoje é comum encontrar diversas culturas distribuídas dentro de uma mesma organização.

E esse foi o fator a ser trabalhado nesse time. Não existia QA, e agora existe. O que fazer? O MVQ. O menor valor de qualidade possível, entregue pouco a pouco, um pouquinho a mais a cada sprint.

E esse pouquinho adicional vai sendo embutido na mentalidade de desenvolvedores, P.O’s, gerentes etc. Pode-se dizer que o MVQ é composto por pequenos objetivos a serem atingidos o mais rápido possível e então incrementados. Nunca deixando de ter em mente que cultura não se impõe, deve ser trabalhada!

Como aplicar o MVQ

O primeiro passo, já implantado e executado pela primeira analista, foi a criação de casos de testes de regressão. Esses testes foram executados e dezenas de bugs foram abertos e registrados. A cada sprint, o time ia “matando” os bugs abertos, ao passo em que as novas features eram desenvolvidas. E claro, os casos de testes eram registrados em uma ferramenta e executados (não necessariamente dentro do sprint atual). Alguns sprints rodaram dessa forma, até que todos os bugs (da regressão) foram exterminados.

Os próximos objetivos dentro de um MVQ

Bom, é comum que dentro do Definition of Done das histórias estejam os casos de testes escritos e executados, evidências coletadas, bugs corrigidos e as histórias sejam aprovadas pelo QA. Percebeu-se também que os critérios de aceite das histórias precisavam melhorar, então o QA  passou a ajustar os critérios de aceite com o P.O.

Alguns sprints quase tiveram 100% das histórias entregues com o DoD completo, mas até o momento ainda não atingimos esse objetivo. E aqui entra um fator importante na busca pela transformação da cultura da qualidade: O MVQ é incremental, mas não é necessário que se atinja 100% de um ou mais objetivos antes de se iniciar outros.

Iniciou-se então a inclusão de um novo objetivo dentro do MVQ: A automação de testes!

Com o processo de desenvolvimento ágil rolando mais “redondo”, foi possível que os QA’s tivessem tempo para criar um backlog de automação, para as features mais críticas

do sistema. Esse backlog vem sendo trabalhado, e atualmente, em alguns sprints, é possível atingir o target de automatizar as histórias do sprint anterior.

Dentre os próximos objetivos dentro do nosso MVQ, podemos citar:

  • atingir o objetivo de entregas de sprints com 100% de aprovação do QA;
  • automatização da automação, colocando nossos testes pra rodar em um ambiente cloud e integrado;
  • dump automático com a base de dados original antes de rodar a automação e;
  • talvez o mais importante objetivo de TODOS: Disseminar a cultura de qualidade para todos os times, áreas e empresa.

E assim, de MVQ em MVQ, é possível construir o caminho para o estado da arte. O importante é que nessa caminhada a cultura da qualidade seja incorporada na cabeça de todos, pois o VALOR da qualidade vai sendo demonstrado e absorvido a cada entrega, a cada interação.

Fabiano Pereira

 

Indústria 4.0
CategoriesBeginner,  Excelência Operacional

Saiba como preparar sua equipe para a Indústria 4.0

Imagine que você recebeu a missão de supervisionar a construção de uma nova fábrica otimizada com as mais recentes tecnologias digitais, incluindo robótica avançada, sensores, impressão 3D, análise de dados, automação e Internet das Coisas (IoT). Você tem um orçamento ilimitado, exceto que a empresa exige que toda a tecnologia permaneça em um sistema operacional Microsoft DOS. 

Impossível, certo? Mesmo se você pudesse implantar alguns sistemas que poderiam funcionar, tornar essa planta apropriada para competitividade exigida pela Indústria 4.0 seria uma tarefa impossível. 

Ainda assim, muitos fabricantes estão fazendo algo semelhante com sua força de trabalho. Eles se concentram em investir em novas tecnologias, enquanto aplicam estratégias de gestão de pessoas desatualizadas. Enquanto isso, continua a aumentar o gap entre as habilidades que os trabalhadores possuem e as que os empregos na Indústria 4.0 realmente exigem. 

A Indústria 4.0 está mudando o cenário da indústria e os funcionários precisam estar preparados. Isso significa mais do que atualizar suas habilidades e adquirir conhecimento  extremamente importante – mas há algumas outras coisas que você pode fazer para eliminar ou pelo menos reduzir drasticamente esse gap. 

Aqui estão três maneiras de preparar sua equipe para a Indústria 4.0: 

Abrir um canal de comunicação 

A comunicação é sempre fundamental, mas é especialmente importante em tempos de mudança. Na medida do possível, informe seus colaboradores sobre as alterações e como eles serão afetados. 

Além disso, é preciso esclarecer as novas funções. As responsabilidades de cada colaborador e da equipe estão passando por um período de mudança, que às vezes pode causar confusão. Muitas vezes os colaboradores deixam de ser proativos porque confiam na tecnologia para resolver tudo. Essa tendência pode ser combatida por boa liderança e esclarecimento dos papéis e posições em evolução. A direção clara também ajuda a evitar divisões internas e mal-entendidos motivados pelo medo de estabilidade no emprego no futuro.  

Quando todos estiverem na mesma página, as alterações serão muito menos estressantes e o período de transição será mais curto. Os departamentos de RH têm um grande papel a desempenhar nesse processo, traduzindo decisões de gerenciamento em planos acionáveis e bem comunicados. 

Treinar as novas habilidades necessárias na Indústria 4.0 

Conforme o cenário vai se transformando, as posições também vão mudando. Isso significa que existem grandes oportunidades para aprender e crescerHá uma escassez de funcionários treinados para adotar as tecnologias e metodologias da Indústria 4.0 – então treine as pessoas boas que você já tem! 

Os executivos devem fazer um esforço conjunto para treinar e envolver seus funcionários para que a Indústria 4.0 decole. Isso significa investir tempo, orçamentos e energia para garantir o bom funcionamento – reconhecendo onde estão as novas oportunidades de trabalho e que tipo de reciclagem é necessária.  

Os gestores devem investir ativamente em sua força de trabalho por meio de esforços de reciclagem e atualização das atuais habilidades dos funcionários, para que possam gerenciar processos automatizados ou assumir tarefas “criativas” que têm menos probabilidade de serem substituídas pela automação. Além disso, à medida que as tarefas automatizadas são implementadas, o treinamento simultâneo de trabalhadores existentes com as habilidades incrementais necessárias para trabalhos de nível superior (por exemplo, análise de dados, melhorias de processo) pode ajudar a mitigar a ameaça percebida da automação. 

Administração e RH devem assumir um papel ativo nesse processo, identificando funcionários de alto potencial e oferecendo a educação e o treinamento que se alinham com os cargos de maior habilidade e identificando aqueles indivíduos com maior probabilidade de permanecer na empresa a longo prazo. 

Os modelos de treinamento e aprendizagem cruzada são ideais e podem ser refinados para atender às necessidades atuais e futuras de uma empresa em particular. Algumas empresas, por exemplo, aproveitaram para recrutar funcionários experientes em fase de aposentadoria para treinar trabalhadores mais jovens. Os empregadores também obtiveram grande sucesso usando programas de incentivos salariais para impulsionar os funcionários a aprender novas habilidades. 

Aproveitar a experiência dos recursos internos 

Embora o recrutamento de novos talentos seja essencial, é fundamental que as empresas façam um inventário de seu conjunto de talentos internos – particularmente colaboradores mais velhos e mais experientes, que estão mais familiarizados com a fábrica e têm conhecimento prático da empresa e de sua cultura. Uma vez que esses funcionários saem pela porta, o mesmo ocorre com os conhecimentos adquiridos durante anos de experiência prática – experiência que eles podem compartilhar com uma nova geração de trabalhadores. 

Então, como os empregadores retêm os melhores colaboradores? À medida que a automação assume tarefas de nível inferior e aumenta a necessidade de mão de obra qualificada, o setor está experimentando pacotes de salários e benefícios médios mais altos para atender à demanda de trabalhadores qualificados. Iniciativas de qualidade de vida, como horários de trabalho flexíveis mantêm os funcionários engajados e felizes no trabalho. Melhorias no próprio local de trabalho também se mostraram bemsucedidas.  

 

custos dos processos produtivos
CategoriesBeginner,  Excelência Operacional,  Melhoria Contínua

Conheça 5 métodos para reduzir custos do processo produtivo

Reduzir custos dos processos produtivos não é uma tarefa fácil, mas é muito importante para o bom desempenho dos negócios. É preciso aumentar a qualidade dos produtos e, ao mesmo tempo, reduzir o tempo e o custo da produção para atrair novos clientes, melhorar o lucro e manter a competitividade. Com uma linha de produção eficiente, uma empresa tem mais produtividade e desperdiça menos tempo e recursos.  

É cada vez mais importante aumentar a produtividade, reduzir os custos dos processos produtivos e aumentar a qualidade. Ao pensar na redução de despesas, é fundamental analisar todos os custos dos processos produtivos e seus impactos na receita para tomar decisões mais assertivas. Na categoria de custo fixo, consideram-se aluguel, serviços de segurança, limpeza e outros serviços recorrentes que se mantêm independentemente da capacidade produtiva. E, nos custos variáveis, por exemplo, consideram-se todos os insumos que fazem parte da linha de produção.  

Quais seriam os métodos mais eficientes para reduzir os custos dos processos produtivos? A resposta não é única, e depende da situação específica da sua empresa. Mas alguns dos métodos abaixo devem se adequar à sua realidade: 

1 – Avaliar os custos  

O primeiro passo para reduzir custos deve ser sempre fazer um balanço e avaliar completamente suas operações atuais. A análise objetiva de cada etapa de produção do seu produto e de processos permitirá compreender melhor cada ponto da cadeia de valor e como oferecer mais por menos. 

2 – Alterações na cadeia de produção 

 Há momentos em que a melhor opção para economizar custos é retornar ao chão de fábrica. Obviamente, um redesenho completo pode não ser necessário. Mas pode haver uma oportunidade para racionalizar o design de um produto ou o design da montagem. A adoção de um sistema de manufatura enxuta é uma maneira altamente eficaz de reduzir os custos de fabricação. Ou você pode descobrir que o design do seu produto pode ser ligeiramente modificado para reduzir o desperdício de material ou o tempo de montagem. 

A metodologia Lean é baseada no uso de apenas o que for necessário para realizar um trabalho ou processo. O Lean, que em português significa “enxuto”, busca reduzir desperdícios e aumentar a produtividade, focando somente nas etapas que vão agregar valor ao produto final.  

O objetivo é conseguir gerir recursos de uma forma mais eficaz e otimizada, liberando tempo, energia e espaço sem comprometer a qualidade do produto e sempre considerando a necessidade do cliente.  

As metodologias ágeis, da qual o Lean faz parte, revê toda a cadeia de produção para localizar os desperdícios e diminuir os gastos excessivos, atualizando e simplificando processos com opções mais flexíveis e automatizadas. Com o enxugamento de processos, a redução de custos é um dos principais benefícios. 

3 – Use métodos ágeis 

Complementar ao Lean – que vai realizar transformações em todos os processos do negócio – os métodos ágeis tornam o processo mais eficiente, interativo e voltado ao cliente. 

4 – Melhorar a gestão de estoques 

É muito importante que o seu estoque esteja em ordem, com visibilidade total na cadeia produtiva de todos os itens fabricadosUma gestão eficiente de estoques deve se preocupar emreduzir ao máximo as quantidades de itens, pois este excedente não agrega valor à sua empresa e faz com que o seu sistema produtivo tenha pontos de ineficiência. 

Para isso, estruture um processo contínuo que alinhe as tarefas dos demais setores da empresa e reduza os excedentes de compras. Uma boa alternativa é automatizar todos estes processos logísticos. 

5– Aumento da produção 

Para algumas empresas de maior porte, o principal método para reduzir os custos do processo produtivo é aumentar as taxas de produção. Embora essa seja uma opção bem conhecida, vale a pena repetir. De fato, empresas maiores que já têm o equipamento e a mão-de-obra em escala podem frequentemente conseguir uma redução substancial de custos e maior lucratividade simplesmente executando lotes maiores de produtos. No entanto, pesquisa e planejamento adequados devem ser feitos com antecedência. Mais estoque pode resultar em custos mais altos de armazenamento e transporte se a operação não for suficientemente enxuta ou se a demanda não existir. 

Não adianta tentar reduzir o custo dos processos produtivos – de acordo com peças individuais, matérias-primas e fornecedores –, procurando soluções de curto prazo por meio da negociação de preços, sem pensar nos processos que podem tornar a produção melhor e mais barata. 

Cortar custos é importante, só que mais importante ainda é pensar a longo prazo, em esforços que agreguem valor ao produto e não somente em questões de momento, que precisam ser constantemente renegociadas e que podem desperdiçar o tempo das empresas. O ideal é observar o produto, analisar dados, funções, históricos, para então pensar em maneiras de executar o trabalho com mais eficiência. Saiba como a Atech pode ajudar a sua empresa a ganhar mais eficiência e reduzir os custos dos processos produtivos.  

CategoriesBeginner,  Excelência Operacional,  Melhoria Contínua

Como a tecnologia está levando os processos produtivos ao próximo nível

Em um sistema econômico fortemente competitivo, as empresas são levadas a melhorar permanentemente os seus processos produtivosA busca pela melhoria contínua é uma estratégia fundamental para racionalizar custos, ganhar maior eficiência no processo produtivo, oferecer produtos novos – com melhor desempenho ou maior funcionalidade -, mantendo-se à frente dos concorrentes e ampliando a participação no mercado. Portanto, a capacitação tecnológica é o caminho para se conseguir responder às pressões competitivas. 

A tecnologia faz parte do dia a dia das empresas. E o objetivo é que os colaboradores entendam a tecnologia embutida nos produtos e serviços, a utilizada para produzi-los, a empregada no controle do processo produtivo e a que organiza a gestão do negócio.  

Mas tecnologia, que está levando os processos produtivos ao próximo nível, é muito mais que apenas equipamentos, máquinas e computadores. Uma empresa funciona a partir da operação de dois sistemas que dependem um do outro de várias maneiras. Existe um sistema técnico, formado pelos equipamentos, ferramentas e processos utilizados para realizar cada tarefa. Existe também um sistema social, com suas necessidades, expectativas e sentimentos sobre o trabalho. Os dois sistemas são simultaneamente otimizados quando os requisitos da tecnologia e as necessidades das pessoas são atendidos conjuntamente.  

E essa união entre o homem e a tecnologia é o primeiro ponto que está transformando os processos produtivos. Trabalhar juntos. Parece um conceito simples, mas nem sempre funciona dessa maneira. Fazer sua equipe trabalhar em conjunto durante momentos de mudança pode ser difícil.  

É preciso mostrar que a automação não substituirá o trabalho em equipe e criar um senso de responsabilidade e pertencimento entre a equipe. Para otimizar os processos produtivos a equipe deve ter a liberdade de colaborar através do uso de tecnologias inovadoras e intuitivas, de forma alinhada com a melhoria contínua. 

Uma nova realidade 

 Inovadoras tecnologias e sistemas de gestão de ativos e de logística estão transformando os processos produtivos e cada vez mais as empresas percebem seus benefícios para os processos produtivos e implantação de uma cultura de melhoria contínua.  

Uma das principais razões para investir em inovadoras tecnologias está na possibilidade de implantar eficientes estratégias de manutenção de ativos e reduzir o tempo de inatividade. Identificar possíveis falhas antes que ocorra uma parada é vital para manter a competitividade. Quanto mais rápido você detectar o problema, menor será o impacto na sua produção. 

Um benefício adicional da detecção precoce de problemas também pode ser a segurança dos funcionários.  

Além disso, com inovadores sistema de gestão de ativos que coletam e analisam dados enviados pelos sensores embarcados nos equipamentos e dispositivos de IoT (Internet das Coisas) é possível fazer o monitoramento e o controle remoto de equipamentos críticos, reduzindo o tempo de inatividade e custos.  

Essa capacidade de monitoramento também permite ter total visibilidade da condição do ativo, o que é importante não apenas para reduzir o tempo de parada, mas também para reduzir erros e defeitos na produção.  

As tecnologias digitais, quando são aplicadas de forma ampla na atividade industrial, produzem benefícios como aumento da eficiência operacional e redução de custos, flexibilização das linhas de produção e redução dos prazos de lançamento de produtos, além de criação de produtos, serviços digitais e modelos de negócio.  

A implementação das tecnologias que levam os processos produtivos a um novo patamar é decisiva para a competitividade das empresas e para a maior integração às cadeias globais de valor. E essa é a percepção dos líderes de negócios, segundo estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) – Investimentos em Indústria 4.0 – que aponta qual é o foco dos investimentos em tecnologias digitais: 

Segundo o estudo da CNI, esse movimento contribui para o crescimento da indústria no Brasil. O percentual das empresas que pretende investir em tecnologias digitais é maior entre as empresas cujo investimento tem como objetivo principal introduzir um produto novo, ou introduzir um processo produtivo novo ou melhoria contínua. 

Ainda de acordo com a CNI, com relação à natureza do investimento, entre as empresas cujo principal investimento consiste na aquisição de novas tecnologias, quase oito em cada dez (77%) pretendem investir em tecnologias digitais. Entre as empresas cujo principal investimento consiste na aquisição de máquinas e equipamentos ou na melhoria da gestão do negócio, os percentuais são menores, mas também significativos (60% e 56%, respectivamente), mostrando como as empresas estão apostando nas tecnologias para levar os processos produtivos ao próximo nível.  

Quer saber mais como a tecnologia, com sistemas de gestão de ativos que tornam os processos digitais e mais eficientes, baseado em melhoria contínua, e também sistemas de gestão de logística que integram processos e entregam uma visão global vão levar os seus processos produtivos ao próximo nível – a IndustryNxT? Entre com contato com os especialistas da Atech. 

CategoriesBeginner,  Excelência Operacional,  Logística,  Transporte

Lean e logística: conheça cinco formas de otimizar o transporte

Atualmente, os líderes de logística, assim como todos os líderes de negócio, estão sendo pressionados a reduzirem custos e geralmente a primeira estratégia é negociar preços com as transportadoras e fornecedores de logística. Mas, além dessa negociação, é possível reduzir custos, e muito, adotando uma filosofia de logística Lean, identificando e eliminando desperdícios em toda a cadeia.

A filosofia Lean busca eliminar desperdícios de tempo, alterar processos ineficientes – que resultam em retrabalhos e movimentações desnecessárias –, melhorar a gestão de estoques e armazéns e otimizar o transporte de mercadorias, tornando a logística mais ágil, produtiva e competitiva.

Para se trabalhar com uma logística Lean, ou logística enxuta, é preciso que a empresa entenda a necessidade de adotar uma série de ações, entre elas:

  • Mapear e otimizar os processos
  • Eliminar as principais falhas
  • Reduzir (ou eliminar) os estoques
  • Diminuir a movimentação dos materiais
  • Mudar o layout (se necessário)
  • Agregar soluções para os clientes (por meio do atendimento das necessidades)
  • Otimizar e adequar os fluxos de entrega
  • Investir em métodos e tecnologias

O objetivo dessas ações é evitar desperdícios como, por exemplo:

  • Estoques de segurança e pulmão devido à ineficiência, falta de confiabilidade nos processos, variação errática e artificial da demanda
  • Transportes a longas distâncias devido à falta de planejamento de rotas, equipamentos subutilizados na planta pela inexistência de uma adequada engenharia de processos, pagamento de taxas por atraso de entrega devido a não utilização de janelas de entregas programadas
  • Áreas de estoques desnecessários, investimento em sistemas de armazenagem caros devido aos níveis elevados de estoque
  • Esperas com subutilização da mão de obra, equipamentos, materiais parados
  • Embalagens sendo solicitadas além da necessidade, ou transportando simplesmente “ar”, além de desperdícios por embalagens danificadas
  • Retrabalhos

Como otimizar o transporte

Segundo um estudo da Fundação Dom Cabral, as organizações brasileiras chegam a gastar mais de 12% dos seus faturamentos brutos com custos logísticos. Então, para manter a competitividade, é cada vez mais fundamental otimizar o transporte, o que é possível com a adoção da logística Lean.

Veja como a filosofia Lean pode ajudar a reduzir esses custos:

1 – Eliminando desperdícios e erros

 A primeira atitude a ser tomada é eliminar desperdícios e erros. Na logística, é comum haver falhas, e elas têm um custo. Para evitar desperdícios como tempo de espera, falta de manutenção de ativos ou até mesmo por não contar com sistemas de gestão ou pessoal especializado, os líderes devem identificar a fonte dos problemas e melhorar continuamente suas operações.

Uma vez identificados desperdícios no fluxo de valor atual, é preciso adotar a criação de fluxos contínuos como um princípio fundamental para a proposição de melhorias num estado futuro. E, se os desperdícios continuam acontecendo, provavelmente há um problema sistêmico no processo e a metodologia Lean é uma ótima ferramenta para detectar e eliminar esses problemas – e para otimizar custos.

2 – Oferecendo uma visão centrada no cliente

É importante pensar nas necessidades e demandas dos clientes no momento de criar e implantar uma estratégia de transporte, que deve ser entendida por todos os envolvidos e atender às expectativas da empresa e do cliente, com um sistema puxado que trabalhe de forma mais sincronizada possível com o consumo real. Afinal, os clientes não aceitam mais pagar pelas ineficiências e pelos custos desnecessários nos produtos ou serviços, independentemente de qual segmento a empresa atue.

Assim, a empresa deve buscar reduzir seu lead time, os estoques, as filas e esperas de caminhões, ao integrar, de forma Lean, fornecedores, produção e centros de distribuição. E, finalmente, é fundamental escutar o que os clientes têm a dizer após cada serviço realizado. Quando o feedback for positivo, mantenha a estratégia e encontre pontos de melhoria. Se for negativo, aproveite para aprender com os erros e evitar desperdícios.

3 – Estabelecendo métricas de desempenho

Os fornecedores de transporte certamente devem ser considerados como parceiros estratégicos já que, para implantar a filosofia Lean, é preciso construir relacionamentos de longo prazo, baseados na busca de melhoria contínua. Quando as organizações constroem relacionamentos positivos e duradouros, o resultado certamente será igualmente positivo e benéfico, resultando em uma estratégia de transporte mais enxuta.

4 – Entendendo a estrutura de custos do transporte

Para conhecer e mensurar corretamente os custos envolvidos no transporte de uma mercadoria, é preciso analisar todo o processo de produção esse serviço, identificando as suas etapas e os seus fluxos operacionais.

As etapas do processo de transporte, em linhas gerais, são:

Etapa 1 – Serviços de coleta de mercadorias

Etapa 2 – Serviços de terminal de cargas (armazenagem)

Etapa 3 – Transferência de mercadorias

Etapa 4 – Distribuição ou entrega de mercadorias

Avaliando a complexidade e a produtividade em cada uma dessas etapas, é possível eliminar desperdícios e reduzir custos. Quanto mais complexo o esquema operacional para movimentar a carga, maior será o número de atividades dentro de cada etapa (carregamento, descarregamento, manuseios, conferências, processamento de documentos etc.), realizadas para completar a operação.

Além desses custos embutidos no processo, também temos custos relacionados ao controle da frota de transporte, como:

  • Manutenções da frota
  • Consumo de combustível
  • Treinamento dos motoristas
  • Seguro para a frota
  • Documentação e impostos
  • Depreciação da frota
  • Frota ociosa
  • Roteirização ineficiente

5 – Implantando uma eficiente gestão de logística

Para implantar uma estratégia de logística Lean, é preciso ter visibilidade total da cadeia logística, desde a produção até a gestão do transporte das mercadorias, com agendamento de entregas e coletas de forma autônoma, capacidades, entre outras, oferecidas pela solução OKTO para logística desenvolvida pela Atech.

Em uma economia cada vez mais competitiva, todos os envolvidos no setor estão buscando reduzir os custos com armazenagem e transporte dos produtos. Objetivo que só poderá ser alcançado com maior visibilidade e rastreabilidade de todos os processos que envolvem o fluxo das mercadorias com a implementação de inovadoras soluções para a gestão e governança, que vão permitir adotar a logística Lean.

CategoriesExcelência Operacional

Clínica de Melhoria

As empresas estão sempre em busca da excelência em seus processos e utilizam diversas técnicas para melhorar o desempenho de suas atividades, buscando entregar maior valor ao cliente.

A Clínica de Melhoria foi criada com o objetivo de tratar, de forma sistêmica, as não conformidades, analisar com visão holística os indicadores de processo e as oportunidades de melhoria, bem como mapear e monitorar os riscos empresariais da célula. (Saiba mais aqui)

Na Atech, a Clínica de Melhoria adota um formato de reuniões rápidas, com periodicidade mínima de duas vezes ao mês e são abertas a todos os membros da célula, o que possibilita uma maior geração de ideias e participação na tomada de decisões, fazendo com que todos tenham o sentimento de donos do processo.

Os itens pautados nas reuniões são abordados de forma estruturada, considerando algumas técnicas que auxiliam na busca do melhor resultado, tais como:

Não conformidade:

Para a tratativa dos problemas são utilizadas metodologias para análise de causa e ações corretivas:

  • Genba: Ver por si mesmo, no ambiente de trabalho, para compreender completamente a situação;
  • Brainstorming: Fomentar ideias, estimular a imaginação dos participantes, deixando-os à vontade para expressarem suas ideais;
  • Ishikawa: O diagrama de causa e efeito auxilia a pensar sobre as causas de um problema de forma completa. Seu maior benefício é que incentiva você a considerar todas as variáveis;
  • 5 Porquês: Técnica para investigação dos porquês do problema até que se chegue na causa raiz.

Indicadores de processo:

Cabe aos responsáveis pela disponibilização dos resultados de cada indicador informar causas que levaram a uma variação atípica dos dados, tais como eventuais mudanças do processo, eventos externos que impactaram nas atividades, etc.

Oportunidade de Melhoria:

Cabe ao líder do processo, antes de validar a implementação, analisar a viabilidade da aplicação das ações.

Riscos Empresariais:

O monitoramento dos riscos é fundamental para identificar novas condições, executar planos de respostas e verificar a eficácia das ações tomadas. Esta atividade é um processo cíclico que deve ser considerada sempre que houver mudanças nos processos.

A Clínica de Melhoria é uma ferramenta essencial para garantir a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade na Atech!

Anderson do Nascimento Carvalho