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Medição inteligente: como essa tecnologia vai auxiliar no combate a fraudes

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech

O setor elétrico vem investindo em ações de fiscalização e combate a fraudes e furtos de energia, as chamadas perdas não técnicas, ou comerciais, que também incluem erro na medição de consumo e de faturamento. A boa notícia – ou seria uma má notícia? – é que, em média, para cada cinco fiscalizações realizadas, as equipes encontram uma fraude. Assim, essas ações, efetuadas por diversas distribuidoras em todo o Brasil, têm permitido recuperar a receita de milhões de kWh de energia fornecidos.

Para se ter uma ideia do volume furtado, em seis meses uma distribuidora de energia conseguiu recuperar a receita de 206 milhões de kWh em cinco estados, resultando, somente em tributos restituídos aos cofres públicos, em cerca de R$ 31 milhões em ICMS e PIS/Cofins. Nesse período, foram realizadas 239 mil inspeções técnicas, que identificaram 35 mil irregularidades.

Esse tipo de ação, realizada por diversas distribuidoras, também identificou um significativo aumento no número de “gatos” – nome popular das ligações clandestinas – que, entre 2017 e 2018, registraram uma alta de 67% em algumas regiões.

Um grande prejuízo tanto para as empresas – uma concessionária informou que as perdas com furto de energia chegaram a R$ 95 milhões em um ano – quanto para nós, consumidores, que pagamos mais caro por um serviço com menos qualidade devido ao aumento das falhas no fornecimento de energia provocadas por estas ligações clandestinas nas redes de distribuição, sem contar os riscos de segurança pois muitas destas ligações são realizadas sem seguir normas e procedimentos adequados e, consequentemente, vulneráveis a ponto de provocar incêndios que podem se estender e atingir casas e vilas inteiras.

Pontos suspeitos

A tecnologia é uma grande aliada no combate a fraudes e furtos, mapeando e detectando pontos suspeitos. Uma estratégia que vem sendo adotada pelo setor de energia é a troca dos medidores tradicionais – eletromecânicos – por medidores inteligentes, que geram dados sobre o consumo, demanda, corrente,  e tensão minuto a minuto e podem disponibilizá-los em tempo real. Além disso, contam com o recurso de interromper ou reestabelecer a energia do consumidor remotamente, dispensando o deslocamento de uma equipe de técnicos para realizar estas operações, tornando a operação de corte e religa muito mais rápida e barata.

Com os medidores inteligentes, as concessionárias tem acesso imediato às medições de energia e, assim, possibilita o mapeamento do perfil de consumo do cliente e identificar atitudes suspeitas, sem a necessidade de deslocamento de equipes para averiguações a partir de um sistema conectado que pode ser construído a partir de uma Rede MESH que envia os dados coletados pelos medidores em tempo real para os centros de medição das distribuidoras.

Ainda em relação as fraudes onde o cliente realiza algum tipo de adulteração no medidor instalado na sua residência ou empresa, de modo que o medidor registre apenas uma parcela do consumo, nestes casos, os medidores inteligentes são imunes a estas fraudes, entre elas a adulteração magnética, e cumprem com os requisitos do Regulamento Técnico Metrológico (RTM), aprovado pelo Inmetro. Além disso, o RTM também não permite que o software embarcado no medidor seja alterado sem a prévia aprovação do Inmetro, como uma maneira de garantir a idoneidade de uma nova versão, garantindo maior segurança contra fraudes.

Por isso, para aumentar suas receitas, a eficiência de sua rede, e a segurança da população em geral, e reduzir a inadimplência de seus clientes e as perdas comerciais devido a fraudes, as concessionárias estão, gradativamente, substituindo a tradicional leitura manual de consumo de energia por um sistema “inteligente, eletrônico e conectado”, com a instalação dos medidores inteligentes. No final, todos saem ganhando: as distribuidoras, os clientes, a população e o poder público.

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O futuro da energia está na tecnologia

A adoção de tecnologias digitais, como em diversos outros setores, representa o futuro da energia, entregando mais eficiência e resiliência com redes inteligentes e também novas formas de relacionamento com os clientes. Estudos da IEA (International Energy Agency), organização que reúne 38 países, inclusive o Brasil, apontam que a adoção das tecnologias digitais no setor elétrico poderá poupar cerca de US$ 80 bilhões por ano, melhorando a eficiência de redes e estações e reduzindo desligamentos.

O futuro da energia certamente passa pela adoção de inovadoras tecnologias, como Internet das Coisas, Big Data, redes inteligentes, medidores inteligentes, processamento na nuvem. E essa transformação é fundamental para a implantação de cidades inteligentes, com redes elétricas inteligentes e automatizadas, controle da distribuição e redução dos tempos de falhas.

O futuro da energia está na mudança de um modelo único de alimentação centralizada, que ainda predomina atualmente no setor brasileiro, para modelos descentralizados, baseados em redes bidirecionais entre consumidores e fornecedores. Atualmente, quando a distribuição energética de uma fonte centralizada falha, ela prejudica o abastecimento de toda a rede.

Como a tecnologia irá definir o futuro da energia 

O setor de energia enfrenta dificuldades típicas da gestão de projetos longos e complexos, especialmente relacionadas com altos investimentos, uso de tecnologia avançada, gestão de riscos, requisitos regulatórios, infraestrutura, logística, além da preocupação com impactos ambientais.

Mas a implantação de inovadoras tecnologias permite otimizar todos os processos, como:

  • Construção de redes mais eficientes e inteligentes;
  • Apoio no processo de operação das redes de distribuição;
  • Gestão de ativos;
  • Engajamento da força de trabalho;
  • Redefinição do relacionamento com clientes;
  • Fortalecimento da segurança e privacidade de sistemas e das informações de clientes;
  • Saneamento de inconsistências nos cadastros técnicos e comerciais das distribuidoras;
  • Direcionamento e refinamento de ações de recuperação de receitas nas distribuidoras;
  • Conformidade com aspectos regulatórios;
  • Maior sustentabilidade no fornecimento de energia;

Medidores inteligentes e análise de dados: mais eficiência

As empresas de distribuição de energia têm investido cada vez mais em tecnologias que permitem medir em tempo real o consumo de energia para gerir e otimizar suas fontes de geração e também suas estratégias de distribuição, adotando medidores inteligentes e soluções para análise de dados.

Ao adotar os medidores inteligentes, a distribuidora de energia terá como primeiro benefício a eliminação da “perda de receita”, que geralmente é causada pela impossibilidade de medir regularmente o consumo de energia em determinadas localidades, principalmente nas áreas rurais, nas quais há dificuldade de estar presente todos os meses para a leitura manual da medição.

As cobranças então são feitas a partir de cálculo baseado no “consumo médio” dos últimos meses em que houve a medição. Além disso, quando a distribuidora não consegue realizar a medição por três meses consecutivos, a cobrança deve ser efetuada com o valor mínimo. Nestes dois cenários se configura a “perda de receita”. A partir da implantação de um sistema de automação da medição, não existe mais perda, pois o monitoramento do consumo de energia é remoto e online – algo impossível por meio da leitura de medição tradicional -, sem a necessidade da “presença física” para esta atividade. A automação da medição garante que a distribuidora faça a cobrança correta e tenha receita sem perdas.

O segundo benefício é o combate a fraudes a partir dos registros minuto a minuto de consumo e de demanda de energia disponíveis nos medidores inteligentes, possibilitando assim o levantamento do perfil de consumo, a análise e comparação que podem denotar atitudes suspeitas por parte do cliente. Consequentemente, é possível obter redução de despesas ao eliminar deslocamentos desnecessários de equipes para o trabalho de inspeção de fraudes.

Recursos Energéticos Distribuídos: tendência no setor de energia

Recursos Energéticos Distribuídos (RED – Distributed Energy Resources) são tecnologias de geração e/ou armazenamento de energia elétrica, implantadas junto a unidades consumidoras, atrás do medidor. Para o setor residencial e de PME, estudos apontam o uso de painéis solares como predominantes. Já nos setores comerciais e industriais a tendência é que a geração distribuída consistirá principalmente de fontes de cogeração (Combined Heat and Power – CGH).

A geração distribuída, a eficiência energética, o gerenciamento de demanda e o armazenamento de energia são os recursos que, atuando proximamente ao uso final da energia, são capazes de oferecer soluções – tanto do lado da oferta quanto do lado da demanda – que contribuam para o equilíbrio no atendimento energético.

Os REDs, que permitem maior participação do consumidor tanto na geração quanto na gestão do consumo da sua própria energia, contemplam:

  • Geração distribuída (GD);
  • Armazenamento de energia;
  • Veículos elétricos (VE) e estrutura de recarga;
  • Eficiência energética;
  • Gerenciamento pelo lado da demanda (GLD);

Essa nova forma de lidar com o consumo de energia, onde usuários podem vender energia para uma distribuidora local e também comercializar energia entre si, possível com a implantação de medidores inteligentes e soluções de conexões inteligentes, certamente vão transformar os sistemas elétricos, predominantemente operados com recursos de maior porte e gerenciados de forma centralizada.

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Redes Mesh em cidades inteligentes: saiba como a conectividade permite uso mais eficiente da energia

As cidades inteligentes, ou Smart Cities, são aquelas que utilizam a tecnologia para promover o bem estar dos moradores, o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, melhorar a sustentabilidade. De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, nove variáveis podem indicar o nível de Inteligência de uma cidade. São elas:

  • Capital humano
  • Coesão social
  • Economia
  • Meio ambiente
  • Governança
  • Planejamento urbano
  • Alcance internacional
  • Tecnologia
  • Mobilidade e transporte

Em uma cidade inteligente, o sistema de iluminação pública é uma parte fundamental do planejamento urbano, já que serve como porta de entrada para a inserção de soluções mais inteligentes, que vão desde o uso mais eficiente da energia, com novos modelos de medição ou variação da intensidade da luz por faixa de horário e detecção de movimento, reduzindo o consumo, até a retomada mais rápida do serviço em caso de falha.

Mas, para que esse cenário se torne realidade é preciso contar com a oferta de conectividade confiável e resiliente. A solução está na implantação de redes Mesh para cidades inteligentes. Uma plataforma de comunicação que entregue dados em tempo real, sem tempo de inatividade, garante que a concessionária suporte a demanda de energia.

Interrupções no fornecimento de energia geralmente não são planejadas e a restauração do fornecimento pode envolver várias etapas e um longo tempo de espera. Podem ser necessárias diversas visitas de campo, para identificar, localizar e resolver o problema. Imagine esse tipo de processo de restauração do serviço: uma equipe de inspeção iria até o local onde ocorreu a interrupção para rastrear o problema e, depois, voltaria à sede e entregaria um relatório a uma equipe de serviço, que então iria ao local resolver o problema. Resumo da história: muitos deslocamentos, alto custo e longo tempo para retomada do serviço.

Solução está na conectividade

Segundo Ricardo Hayashi, responsável por Produtos para Conexões Inteligentes da Atech, “a tecnologia de redes Mesh para cidades inteligentes monitora a saúde da estrutura da rede de energia, disponibilizando o acesso a todas as informações em qualquer período e local – inclusive com uma tabela estatística do nível de demanda de energia para auxiliar a identificação, por exemplo, de sobrecarga nas subestações.

“Dessa forma, permite responder com agilidade a problemas que possam afetar as redes de distribuição e o fornecimento de energia. É uma forma de resolver em minutos um problema que levaria horas para ser solucionado de forma manual e, principalmente, entregar a melhor qualidade possível da energia elétrica fornecida.

“Um exemplo prático está na identificação da ausência de energia em uma determinada área. Com tecnologia de redes Mesh para cidades inteligentes, a distribuidora pode reestabelecer parte do serviço e redirecionar o fornecimento de energia de forma rápida e remota, sem a necessidade de aguardar a presença física de profissionais que irão atuar in loco”.

Hayashi também destaca que “como todos os dados coletados com a utilização de redes Mesh são enviados em tempo real (online) para os respectivos centros de medição, as distribuidoras têm condição de monitorar corretamente o consumo dos clientes (identificando os horários de pico e os comportamentos de uso de energia) para cobrar, também, o valor correto dos mesmos. Por isso, não há perda de receita comercial e é possível reduzir custos com infraestrutura e mão de obra”.

Controle remoto da rede

Com a instalação de redes Mesh para cidades inteligentes, é possível monitorar o controlar o seu funcionamento da rede elétrica de forma remota, com capacidade de supervisão, medição e controle em tempo real.

Segundo os engenheiros Erica M. Bueno e José Alexandre Nalon, em estudo publicado na Revista Ciência e Tecnologia, cada ponto de luz incorpora um dispositivo controlador a fim de coletar dados operativos e enviar através de uma rede de comunicação sem fio a informação até a central de controle. O sistema de supervisão e controle de iluminação pública permite então ao operador a execução de vários telecomandos:

  • Ligar e desligar uma lâmpada da iluminação pública
  • Ligar ao mesmo tempo um conjunto de lâmpadas
  • Fazer o controle da intensidade da iluminação (dimmerização)

Permite também a monitoração de vários itens da rede da iluminação pública:

  • Alarme de falha da lâmpada
  • Alarme de lâmpada piscando
  • Alarme de lâmpada acesa durante o dia
  • Alarme de falta de tensão de alimentação
  • Lista de eventos
  • Medição imediata de tensão, corrente e potência instantânea e média da rede

Além disso, a monitoração do sistema de supervisão e controle de iluminação pública oferece vantagens como:

  • Redução no consumo de energia proporcionado pela utilização da função dimmer por permitir que a intensidade de luz na iluminação pública seja controlada
  • Gerenciamento do consumo de energia, pois possibilita identificar eventuais problemas de desvio de energia, bem como o planejamento do consumo
  • Eficiência na gestão das equipes de campo com o deslocamento adequado aos problemas detectados pela operação do sistema de iluminação

 Como funciona a rede Mesh

Uma rede Mesh pode ser entendida como uma “rede de nós”. Diferentemente do que ocorre nos sistemas tradicionais, nesse caso não há um único roteador conectado à Internet, mas sim vários. Juntos, eles trabalham para levar o mesmo sinal para vários pontos do ambiente. Fazendo uma comparação, seria como se você tivesse vários repetidores de sinal na sua casa.

A principal vantagem aqui é que não há perda de qualidade do sinal pelo fato de um desses nós estar mais distante do roteador principal. Pelo contrário. Em teoria, quanto mais nós no ambiente, mais intenso o sinal pode ficar.

Tudo vai depender de quantos roteadores compatíveis com essa tecnologia estiverem vinculados à mesma rede.

Se as redes Mesh funcionam de forma parecida ao que os repetidores de sinal fazem, por que eles não conseguem reproduzir essa tecnologia? A resposta é simples: o principal diferencial está no sistema.

Cada roteador compatível com redes Mesh conta com um software especial instalado que se encarrega de fazer o gerenciamento da distribuição do sinal.

A ideia é criar uma forma inteligente de gerenciar o sinal. Por exemplo, se em um determinado ponto mais afastado está sendo realizada uma tarefa que requer banda maior, o sistema se encarrega de direcionar uma parte maior do sinal para lá.

Assim, todos os roteadores ajudam uns aos outros, garantindo sempre a máxima eficiência nas tarefas em qualquer ponto da rede. A conexão, portanto, permanecerá sempre estável dentro do raio de alcance pré-determinado pelo roteador principal. Tudo isso é feito de forma automática, sem que o usuário precise fazer nenhuma ação.

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Cinco maneiras que a Internet das Coisas melhora o setor de energia

Acredite ou não, a “Internet das coisas”, ou seja, a IoT afeta nosso dia a dia de uma maneira ou de outra. Isso ocorre porque a conectividade está crescendo, dia após dia. O setor de serviços públicos e de energia foi um dos primeiros a adotar a IoT.

A Internet das Coisas é, basicamente, sobre como conectar dispositivos à internet. Em outras palavras, IoT refere-se à rede de eletrodomésticos, dispositivos físicos, veículos e outros itens que incorporam sensores, software, atuadores e outros para trocar e conectar dados. Ao conectar dispositivos físicos e sensores à Internet, o mundo entrou numa era em que automação, análise de dados e conectividade criam inovações que estão além do alcance.

Como a Internet das Coisas afeta o setor de energia

Segundo a consultoria McKinsey, a IoT terá um impacto econômico anual de US$ 3,9 trilhões para US$ 11,1 trilhões em todo o mundo até 2025. Nos Estados Unidos, por exemplo, o setor industrial reduziu o consumo de energia entre 14% e 22% devido ao uso das tecnologias IoT.

Além da evolução da Internet das Coisas, a nanotecnologia também propicia redução de obstáculos tecnológicos importantes. Como resultado, essas evoluções ampliaram o escopo de várias aplicações de IoT no setor de energia. Veja outras mudanças propiciadas por IoT:

1. Acesso a insights para estratégias eficazes de eficiência energética

De acordo com um relatório da McKinsey, “99% dos dados coletados de cerca de 30 mil sensores em uma plataforma de petróleo foram perdidos antes de chegar aos tomadores de decisões operacionais.” Os sistemas tradicionais de gerenciamento predial são limitados e não podem contribuir para aumentar a eficiência energética.

Os sistemas de gerenciamento de energia de edifícios inteligentes são construídos com base na tecnologia IoT para monitorar e controlar os sistemas de energia dos edifícios. Os sistemas que usam sensores IoT para coletar e analisar dados de energia incluem HVAC, elevadores, iluminação, equipamentos de sala, ventilação de ar, elevadores e outros. Esses dados de energia analisados ​​são então traduzidos em informações por fatiamento e corte. Essas informações ajudam a adivinhar e tomar decisões que aumentam a eficiência energética.

2. Transparência de usos e fontes de energia

A transparência dos usos e fontes de energia talvez seja a principal preocupação da indústria. A implementação da IoT no setor de energia pode ajudar a reduzir o risco de falhas de energia, bem como surtos elétricos durante as horas de alta demanda, ao prever os picos do sistema e permitir que os clientes aproveitem as oportunidades de redução durante esses períodos. Com a IoT, é possível rastrear o uso de energia em tempo real. Esse rastreamento permite o controle de custos e ajuda a reduzir seu impacto ambiental adverso, detectando anomalias.

3. Segurança na negociação

O maior obstáculo do setor de energia é a capacidade de garantir a negociação. A IoT também ajuda neste ponto. Os mais novos operadores da indústria, ou seja, plataformas habilitadas por blockchain, facilitam o comércio peer-to-peer. Naturalmente, com cada vez mais conexão de dispositivos, embora haja uma ameaça de fragmentação e interoperabilidade, as oportunidades definitivamente são para o comércio de energia garantida em tempo real, análise, bem como gerenciamento de infraestrutura.

4. Impulsionar a eficiência e gestão de energia

Sistemas de gerenciamento de energia que são construídos usando a tecnologia IoT não deixam pedra sobre pedra. É o próximo e avançado estágio de eficiência energética edificante para instalações comerciais. As proteções cibernéticas precisas ajudam a garantir que os dados coletados com a ajuda do sistema de gerenciamento de energia sejam seguros e transferidos em tempo real. Além disso, eles garantem a redução no uso dos níveis de energia e, portanto, reduzem os valores das contas de energia. Isso aumenta diretamente o ROI.

5. Transformação dos mercados de energia

A Internet das Coisas fornece dados em tempo real, independentemente da localização. Dá uma visão de 360 ​​graus da energia consumida e gerada. No caso de implantação de uma rede inteligente e sua ligação a geradores, o pré-requisito para geradores em larga escala e centralizados é gradualmente reduzido. Isso pode levar a uma transformação fundamental dos mercados de energia, como a forma de gerar, consumir, armazenar e distribuir energia.

Segurança digital no setor de energia: conheça os riscos e saiba como enfrentá-los
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Segurança digital no setor de energia: conheça os riscos e saiba como enfrentá-los

A cada minuto, um prejuízo de R$ 5 milhões. A cada hora, R$ 303,8 milhões. Em um dia, R$ 7,29 bilhões. Esses números, alarmantes, estimam o prejuízo provocado por cada minuto de interrupção no fornecimento de energia elétrica no Brasil, segundo o estudo Impactos Econômicos dos Ataques Cibernéticos no Setor Elétrico Brasileiro e Alternativas de Mitigação, realizado pelo CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), que analisa a segurança digital no setor de energia.

Segundo os analistas do CPqD, os maiores ataques que começaram a afetar a segurança digital no setor de energia aconteceram entre 2013 e 2015, e o mais importante foi registrado na Ucrânia, em dezembro de 2015, no que foi o primeiro ataque bem-sucedido a uma rede elétrica. Na ocasião, os invasores conseguiram destruir completamente os terminais dos operadores e a possibilidade de restauração remota do sistema, e os técnicos precisaram religar manualmente a energia.

Em 2017, a Ucrânia foi alvo de um novo ataque cibernético, de menor porte, que causou um apagão e cortou parte do abastecimento elétrico na capital Kiev. Ainda em 2017, hackers teriam atacado a rede elétrica da Irlanda com e-mails de phishing. Não foram identificadas interrupções no fornecimento de energia, mas especialistas em segurança acreditam que os hackers roubaram dados, incluindo senhas que dariam acesso a redes internas.

Nos Estados Unidos, também em 2017, hackers tentaram invadir geradoras e distribuidoras de energia, incluindo pelo menos uma usina nuclear, mas só conseguiram afetar redes administrativas e comerciais.

“A maior utilização de medidores inteligentes e dispositivos IoT, por exemplo, geralmente conectados a redes de telecomunicações e à internet, traz uma série de benefícios às concessionárias e, também, aos seus clientes”, afirma José Reynaldo Formigoni Filho, gerente de Tecnologia de Segurança da Informação e Comunicação do CPqD. “Porém, do ponto de vista de segurança da informação, isso aumenta as vulnerabilidades e, consequentemente, as novas ameaças, com maior probabilidade de ataques bem-sucedidos”, acrescenta.

A necessidade de investir na segurança digital no setor de energia

Pesquisa realizada com mais de 100 executivos de concessionárias de mais de 20 países aponta que interrupções no fornecimento de energia elétrica por conta de ataques cibernéticos são a principal preocupação para 57% dos entrevistados. O estudo desenvolvido pela consultoria Accenture também destaca que 63% dos executivos acreditam que seus países enfrentarão ao menos um risco moderado de interrupção no fornecimento de energia elétrica por conta de um ataque cibernético em suas redes de distribuição.

Embora a maior conectividade dos sistemas de controle habilitados nas redes inteligentes possa gerar benefícios significativos sob a forma de segurança, produtividade, qualidade de serviço aprimorada e eficiência operacional, 88% concordam que a segurança cibernética é uma grande preocupação na implantação destas redes inteligentes.

Concessionárias de energia brasileiras já registraram tentativas de invasão ao sistema que nem chegaram a ser percebidas pelos clientes. Mas a verdade é que até uma variação de energia quase imperceptível pode ser causada pela ação de um hacker na rede elétrica.

Por conta da necessidade de uma maior segurança digital no setor de energia, a Abrate (Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica) criou um grupo voltado para discutir como as empresas podem se proteger dos ataques. A meta é lançar até o final de 2018 um documento com propostas para unificar e padronizar os procedimentos de proteção cibernética.

Nos Estados Unidos, o governo acaba de destinar US$ 96 milhões para financiar a criação do Escritório de Segurança Cibernética, Segurança Energética e Resposta a Emergências, que ficará a cargo do DOE (Departamento de Energia dos EUA) e irá elaborar metas, objetivos e atividades nas quais o departamento irá investir nos próximos cinco anos para reduzir os riscos de interrupções no fornecimento por conta de ataques que afetem a segurança digital no setor de energia.

Ações que garantem a segurança cibernética

Segundo analistas da Accenture, “a cibersegurança precisa se tornar uma competência central do setor, protegendo toda a cadeia de valor e seu ecossistema, de ponta a ponta. As concessionárias, experientes na entrega confiável e na restauração de energia, precisam ser ágeis e rápidas para criar e alavancar a consciência situacional para que possam reagir rapidamente e intervir a tempo para proteger a rede. O desenvolvimento dessa nova capacidade exigirá inovação contínua, uma abordagem prática para dimensionamento e colaboração com parceiros para gerar o máximo de valor.”

Mas implantar políticas de proteção adequadas representa um desafio por conta da complexidade das redes de distribuição elétrica e de agressores cada vez mais sofisticados e bem-financiados, e muitas concessionárias de distribuição ainda não estão protegidas ou preparadas adequadamente. Quando o assunto é restaurar a operação da rede ao estado normal após um ataque cibernético, apenas 6% dos entrevistados acreditam estar extremamente bem preparados e 48% afirmam estarem preparados.

O estudo aponta ações para fortalecer a resiliência e a resposta a ataques cibernéticos, como:

  • Integrar a resiliência no desenvolvimento de ativos e processos, incluindo segurança cibernética e física
  • Compartilhar inteligência e informações como uma atividade crítica que poderia ajudar a criar consciência situacional sobre o cenário de ameaças mais recente e como se preparar de acordo
  • Desenvolver modelos de governança para gerenciamento de segurança e emergência

Serviços de testes de intrusão permitem implantar as ações apontadas pelos analistas identificando as vulnerabilidades de segurança de todos os ativos de TI, o grau de segurança de serviços de rede e dos sistemas operacionais, simulando ataques provenientes de uma fonte maliciosa.

 

Redes MESH: mais precisão para medir a energia
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Redes MESH: mais precisão para medir a energia

A transformação digital tem revolucionado modelos de negócios e processos, modificando o relacionamento com o cliente. No setor de energia o cenário não é diferente e este mercado vem investindo em medidores inteligentes e redes MESH para entregar um novo tipo de serviço, com mais eficiência e menor custo.

Essas tecnologias fazem parte do arsenal para se adaptar a esse novo cenário, onde o futuro do setor de energia deverá ser inteiramente digital, aumentando a produtividade, confiabilidade do serviço, segurança na entrega da energia, conformidade e gerenciamento da receita, ao final, entregando uma melhor experiência para o cliente.

Mas talvez o maior desafio desse novo modelo de negócio esteja na capacidade de coletar e transmitir em tempo real os dados que serão transformados em inteligência e insights. É preciso contar com soluções de conectividade confiáveis, com alta disponibilidade e, no Brasil, que sejam de fácil implantação devido às dimensões do território nacional.

Nesse cenário desafiador, a rede MESH surge como solução para impulsionar essa conectividade, maximizando a eficiência de um sistema complexo de medição e de operação da rede elétrica, reduzindo custos e detectando falhas em tempo real. Em redes sem fio convencionais, é preciso investir em roteadores mais potentes ou em repetidores – que podem oferecer baixa eficiência – para alcançar áreas maiores. Já nas redes MESH, o custo da infraestrutura tem escalabilidade mais flexível, já que seus nós – pequenos rádios transmissores – podem ser facilmente instalados ou desinstalados, conforme a necessidade de alcance.

Na rede MESH cada nó transmite os dados para o nó mais próximo, passando os dados de dispositivo para dispositivo e, então, finalmente chegando a um concentrador. Com múltiplas opções de roteamento, cada nó, dotado de inteligência, é capaz de otimizar continuamente a topologia da rede para se adequar às mudanças ou falhas na sua estrutura – se as condições de rádio estiverem ruins em uma determinada área, logo os nós se reconfiguram para enviar os dados por outra rota, caracterizando um roteamento dinâmico. Com isso, é possível reduzir a quantidade de concentradores e repetidores de maneira considerável, reduzindo os custos de infraestrutura.

Medidores inteligentes e redes MESH

Essas inovações são a base da transformação digital no setor de energia, entregando uma grande quantidade de dados capazes de otimizar todos os processos.

Para os consumidores, os medidores inteligentes permitem monitorar o seu consumo em tempo real, ajudando a racionalizar o uso da energia e, ao mesmo tempo, informando à distribuidora a ocorrência de algum problema.

Para aproveitar os dados transmitidos pelas redes MESH, as distribuidoras de energia estão investindo em ferramentas de Analytics, planejamento e diagnósticos baseados em dados. Com essa inteligência, o setor de energia pode otimizar a geração, distribuição e a entrega de energia, evitando perdas e fraudes.

Redes MESH oferecem inúmeras vantagens em termos de design e implementação de redes sem fio para a transmissão de dados provenientes de medidores inteligentes. Conheça as soluções de redes MESH desenvolvidas pela Atech que oferecem conectividade abrangente e flexível.

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Automação por meio de medidores inteligentes de energia elétrica permite adequação das distribuidoras à Tarifa Branca

Por Ricardo Hayashi, Responsável por Produtos para Conexões Inteligentes da Atech

 

A vigência da Tarifa Branca como “nova modalidade de cobrança” referente ao consumo de energia elétrica no Brasil, iniciada no dia 1 de janeiro de 2018, trouxe de volta uma discussão que estava “abandonada” pela falta de urgência em se ter uma solução: qual é a forma mais adequada e eficiente de promover a medição do consumo de energia?

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a medida tem o objetivo de equilibrar o consumo de energia em residências e pequenos comércios, principalmente no horário em que há “pico de consumo de energia” na rede elétrica promovida pela entrada simultânea de grandes cargas no período das 17:30 às 20:30hs, por exemplo. Para isso, a agência lançou um modelo de cobrança que tem preço variável, de acordo com o dia e o horário da energia consumida.

Voltando à discussão inicial, a resposta para a questão aberta é: a medida ideal para as distribuidoras se adequarem à implementação da Tarifa Branca é investir na automação da medição de energia elétrica e a instalação dos medidores inteligentes em seus clientes.

Em termos práticos, investir na automação significa substituir a tradicional leitura manual de consumo de energia por um sistema “inteligente, eletrônico e conectado” que promove o envio dos dados coletados pelos medidores em tempo real para os respectivos centros de medição das distribuidoras, por meio de uma comunicação interligando as duas “pontas”. Comunicação essa que é viabilizada pela tecnologia de Redes MESH, que é facilmente implantável, demanda pouco investimento, é confiável, e adaptável, pois considera várias opções para roteamento de mensagens, otimizando continuamente a sua topologia com uma readequação rápida às falhas e mudanças encontradas na rede de dados.

Ao adotar os medidores inteligentes, a distribuidora de energia terá como primeiro benefício – e mais importante de todos – a eliminação da “perda de receita”, que geralmente é causada pela impossibilidade de medir regularmente o consumo de energia em determinadas localidades, principalmente nas áreas rurais, nas quais há dificuldade de estar presente todos os meses para a leitura manual da medição.

As cobranças são feitas a partir de cálculo baseado no “consumo médio” dos últimos meses em que houve a medição. Além disso, quando a distribuidora não consegue realizar a medição por três meses consecutivos, a cobrança deve ser efetuada com o valor mínimo. Nestes dois cenários se configura a “perda de receita”. A partir da implantação de um sistema de automação da medição, não existe mais perda, pois o monitoramento do consumo de energia é remoto e online – algo impossível por meio da leitura de medição tradicional -, sem a necessidade da “presença física” para esta atividade. A automação da medição garante que a distribuidora faça a cobrança correta e tenha receita sem perdas.

O segundo benefício é o combate a fraudes a partir dos registros minuto a minuto de consumo e de demanda de energia disponíveis nos medidores inteligentes, possibilitando assim o levantamento do perfil de consumo, a análise e comparação que podem denotar atitudes suspeitas por parte do cliente. Consequentemente, é possível obter redução de despesas ao eliminar deslocamentos desnecessários de equipes para o trabalho de inspeção de fraudes.

A adoção das Redes MESH permite também a redução de despesas operacionais (OPEX) já que isenta as distribuidoras de mensalidades e assinaturas pagas às operadoras de telecomunicações, como acontece com as tecnologias de redes celulares 3G/4G comumente empregadas para medição remota. Inclusive, como reduzir custos é sempre ponto primordial na estratégia de negócios de qualquer empresa, este fato também é de grande importância para justificar o retorno sobre o alto valor de investimento exigido para adoção dos medidores inteligentes.

Concluindo, assim como nos demais setores da economia, no setor de energia também podemos dizer que automatizar a medição é sinônimo de aderir ao conceito de Transformação Digital, movimento este que vem se tornando obrigatório para todos os tipos de empresa que lidam com alto volume de dados de clientes e que amplia a eficiência, confiabilidade e desempenho dos dispositivos conectados.

Veja como a Internet das Coisas está mudando a medição de energia
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Veja como a Internet das Coisas está mudando a medição de energia

Entregar energia de forma sustentável, eficiente e com menor custo é o desafio enfrentado por distribuidoras de todo o mundo. Uma medição de energia que avalie o perfil de consumo minuto a minuto é fundamental para gerenciar a distribuição de energia de maneira mais eficiente, e a solução está no uso de conexões inteligentes, aproveitando todas as inovações que chegam com a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT).

Distribuidoras têm investido em soluções de medição de energia inteligentes, tanto para atender seus clientes em áreas industriais e urbanas, como também em áreas de difícil acesso e baixa cobertura de telecomunicações, cenário comum em um país com as dimensões do Brasil.

Sistemas inteligentes de leitura remota de medição de energia são a grande aposta das distribuidoras dentre as tecnologias inovadoras de Internet das Coisas, com a instalação em seus clientes de medidores inteligentes que possibilitam o gerenciamento eficiente do consumo e, consequentemente, mais eficiência na entrega de energia.

Medidores inteligentes estão cada vez mais populares e, segundo um estudo da consultoria BI Intelligence, a base instalada de medidores inteligentes deve passar, globalmente, de 450 milhões em 2015 para 930 milhões em 2020. Em um cenário mais amplo, a consultoria Gartner estima que, até 2020, o setor de energia deve contar com 50 bilhões de dispositivos IoT nas suas operações.

Mais inteligência, mais eficiência

Soluções de IoT permitem que as distribuidoras tenham muito mais controle de suas operações e, como a construção de novas redes de distribuição requer altos investimentos e muito tempo, o uso de tecnologias inovadoras pode melhorar a eficiência da infraestrutura já existente, dando total visibilidade sobre as operações.

E essa visibilidade vai de encontro a um dos maiores problemas enfrentados  pelas distribuidoras: a prevenção e localização de falhas, que podem ser resolvidas remotamente ou, caso seja necessário o envio de uma equipe, informar a localização exata da falha. Dados mais precisos enviados pelos dispositivos de IoT também permitem analisar o ciclo de vida de ativos como transformadores, entre outros, e implantar programas de manutenção preditiva.

Segundo a consultoria Gartner, a implantação de tecnologias e soluções de Internet das Coisas traz diversos benefícios tanto para as distribuidoras quanto para seus clientes.

Nas operações das distribuidoras, as soluções de Internet das Coisas podem impactar positivamente o desempenho da concessionária, aumentando a receita e reduzindo os custos. De acordo com os analistas, a Internet das Coisas permite criar novas receitas e novos modelos de negócios, melhora as operações, otimiza ativos, economiza recursos, engaja e capacita os funcionários, melhora o gerenciamento de risco e fortalece a segurança.

Com um sistema de medição de energia automatizado, as distribuidoras podem acompanhar o consumo e a demanda minuto a minuto, avaliando a evolução do seu mercado consumidor, e também melhorar a qualidade da energia fornecida e reduzir perdas relacionadas a falhas e fraudes, bem como garantir o correto faturamento sem o fator humano na leitura de consumo.

Relações mais transparentes

No ponto final da rede, segundo o Gartner, a Internet das Coisas tem o poder de transformar a experiência do cliente auxiliando a reduzir desperdícios e controlando melhor o seu consumo de energia. Além disso, a automação da coleta, análise e gerenciamento das informações geradas pelos sistemas de leitura remota podem, por exemplo, ajudar a prevenir erros humanos no faturamento do serviço.

Embora a maior parte das iniciativas de medição de energia inteligente até agora esteja voltada para o aumento do faturamento pelas distribuidoras e o combate a fraudes e inadimplências, as conexões inteligentes já oferecem a possibilidade de capturar e analisar dados e, a partir dessa informação, oferecer mais transparência aos clientes, que passam a gerenciar melhor o consumo.

Com informações detalhadas sobre o seu consumo minuto a minuto, grandes indústrias podem, por exemplo, fazer diversas comparações e ajustar a sua linha de produção, planejando e redistribuindo o consumo de energia de cada equipamento ao longo do tempo da produção, evitando o maior uso em períodos de pico e aproveitando períodos quando a energia é mais barata, fortalecendo assim o conceito de Indústria 4.0.

Apesar da possível redução de consumo, com a medição de energia inteligente as distribuidoras passam a ganhar com o combate às perdas e redução de furtos e fraudes, com monitoramento e diagnósticos em tempo real de sua rede de distribuição por meio do uso de soluções de Redes Mesh que oferecem conectividade abrangente e flexível, indispensável para a implantação de dispositivos IoT. Com a implantação de Redes Mesh, é possível:

  • Obter diagnósticos precisos e rápidos
  • Contar com alarmes e eventos para identificar falhas
  • Fazer a autorrecuperação em caso de falhas na rede
  • Implantar programas de manutenção preditiva e gestão de ativos em equipamentos

A Atech oferece soluções completas de conexões inteligentes, com implantação de Redes Mesh; sistemas de automação da medição de energia, desenvolvimento de software embarcado e integração de sistemas. Saiba como aproveitar todas essas inovações e garantir a entrega de um serviço de melhor qualidade, com mais eficiência e menor custo.

Saiba por que os medidores inteligentes vão reduzir custos na distribuição de energia
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Saiba por que os medidores inteligentes vão reduzir custos na distribuição de energia

Distribuidoras de energia estão investindo em novas tecnologias voltadas tanto para reduzir custos na manutenção da rede e distribuição de energia assim como para a melhoria da experiência do cliente. E os medidores inteligentes atendem a essas duas demandas.

Medidores inteligentes vão transformar a forma como a energia é fornecida e consumida. A sua implantação permitirá que os investimentos em redes de distribuição sejam otimizados e melhor gerenciados, evitando perdas e desperdício.

A Inteligência no sistema de geração e distribuição de energia começa nas usinas, com operações nas hidrelétricas controladas remotamente. Após a geração, a energia segue para as redes de transmissão e de distribuição, e o controle do fluxo é fundamental para evitar perdas e garantir o fornecimento.

O entendimento do consumo minuto a minuto é essencial para que as empresas possam gerenciar seus recursos de maneira otimizada, evitando perdas nas redes e quedas na satisfação do cliente, e um sistema inteligente, que inclui os medidores inteligentes, entrega em tempo real informações sobre o perfil de consumo de energia.

Ferramentas de analytics permitem entender a demanda quase que em tempo real, identificar e responder com agilidade a problemas que possam afetar as redes de distribuição e o fornecimento de energia, como quedas de árvores, resolvendo em minutos um problema que antes levaria horas para ser solucionado.

A partir do momento em que o sistema identifica que a energia não está chegando a uma determinada área, por exemplo, a distribuidora pode redirecionar o fornecimento de energia, reestabelecendo parte do serviço, e enviar equipes para o exato local onde se encontra a falha.

Além de facilitar  a localização de falhas que possam interromper o fornecimento de energia, a implantação de medidores inteligentes também permite uma medição precisa do consumo de energia, e disponibilizando o histórico do cliente. A partir deste histórico de consumo é possível criar perfis de carga e otimizar recursos, e também identificar a ocorrência de perdas comerciais – furto e fraude de energia.

Com a instalação de medidores inteligentes e a implantação de um sistema de automação da medição, empresas de energia ganham mais agilidade para analisar e gerenciar informações de medição, acompanhando o consumo e demanda minuto a minuto a partir de relatórios e indicadores de desempenho e:

  • Melhoram a qualidade da energia fornecida
  • Reduzem perdas relacionadas a falhas, fraudes e furto
  • Acompanham a evolução do mercado consumidor
  • Automatizam a leitura de consumo, evitando perdas com erros de faturamento

Vale a pena ainda lembrar das vantagens dos medidores inteligentes no combate a fraudes, que geram perdas de até R$ 8,1 bilhões ao ano, correspondendo a 8% do consumo do mercado cativo elétrico brasileiro.

A importância das redes MESH

As redes MESH estão ajudando empresas do setor de energia a tirar maior proveito dos dados de seus medidores de energia elétrica mesmo nas áreas mais afastadas e deficientes em conectividade, um dos principais obstáculos na proliferação dos medidores inteligentes.

Por meio de uma rede MESH, cada medidor inteligente tem múltiplas opções de roteamento. Além disso, os dispositivos são dotados de uma tecnologia inteligente que permite a eles se adequar a uma série de aspectos da infraestrutura, como condições ruins de visada de sinal de rádio, falhas de algum dos equipamentos de rede e grandes distâncias a serem vencidas por exemplo.

Ao reduzir a quantidade de dispositivos necessários para conectar os medidores inteligentes nas áreas mais afastadas, as empresas acabam reduzindo os custos de infraestrutura.

Medidores inteligentes personalizam a experiência do cliente

Além das questões técnicas, medidores inteligentes também melhoram a experiência dos clientes, cada vez mais exigentes. Um estudo da consultoria Accenture, que entrevistou quase 10 mil consumidores em 17 países, incluindo o Brasil, apontou que esses clientes desejam novos produtos e serviços relacionados à energia – em especial, na forma de novas propostas de valor – e estão mais exigentes em relação a uma experiência integrada, digital e personalizada.

A pesquisa aponta que os clientes estão interessados na próxima geração de serviços de valor agregado, entre eles, a gestão automatizada do uso de energia residencial (76%) e residência conectada (69%).

Além disso, a experiência do consumidor aparece como fator fundamental para estimular a aceitação de novas ofertas e aumentar a satisfação com as distribuidoras de energia. Na verdade, 92% dos consumidores (98% no Brasil) ficariam mais satisfeitos se o seu fornecedor de energia pudesse personalizar sua experiência.

Entre os brasileiros, 39% estão interessados na gestão automatizada de energia doméstica e estão dispostos a pagar por esse serviço e, globalmente, a maioria manifestou interesse por serviços, como uma conta digital personalizável ou um site ou aplicativo, que ofereça a melhor oferta com base em seu consumo de energia em tempo real.

Mais da metade dos consumidores brasileiros (71%) deseja ter um aplicativo para monitorar e controlar remotamente o consumo de energia em sua residência, mas, até 2017, menos de 10% já contavam com medidores inteligentes que permitem o controle do consumo.

Para solucionar problemas técnicos e melhorar a experiência do cliente, conheça as soluções da área de Conexões Inteligentes da Atech e gerencie seus recursos de maneira mais eficiente, analisando os dados enviados pelos medidores inteligentes.

Fraude no sistema de Energia Elétrica: saiba como evitar
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Fraude no sistema de Energia Elétrica: saiba como evitar

A Aneel considera perdas não técnicas os erros de medição, as deficiências no processo de faturamento, a falta de medidor em unidades consumidoras, as fraudes e os furtos de energia, entre outros fatores. A fraude no sistema de energia é um ato cometido por consumidor que viola o sistema de medição para obter um registro de consumo menor que seu gasto real, enquanto o furto é praticado por quem não é consumidor e se liga clandestinamente à rede para consumir energia.

Ainda segundo o estudo da agência reguladora, a região que apresentava o maior índice de consumo irregular era a Norte, com 20% da energia distribuída, seguida do Sudeste, com 10%, do Nordeste, com 9%. No Centro-Oeste, o percentual era de 5%, e no Sul, de 3%.

O fim das ligações irregulares

Diversas distribuidoras têm usado tecnologias inovadoras para evitar a fraude no sistema de energia. Uma delas é a CPFL Energia, que, com a implantação de medidores inteligentes e o cruzamento de análise de dados, alcançou um índice de 90% de acerto na identificação de problemas. A nova metodologia de cruzamento inteligente dos dados começou a ser aplicada em clientes do Grupo A (grandes consumidores de energia), sendo depois estendida para consumidores do Grupo B (clientes residenciais). A iniciativa contribuiu para que as distribuidoras da CPFL Energia recuperassem 372 GWh de energia, suficiente para atender o consumo anual de 146 mil clientes residenciais.

Segundo a distribuidora, que atua nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, a presença dos medidores inteligentes é fundamental para esse programa de combate a fraudes, já que eles possibilitam o acesso a dados técnicos sobre o consumo que, quando analisados e cruzados com o perfil do cliente, e combinados a plataformas de inteligência artificial, apontam a existência ou não de problemas. Com esse resultado, uma equipe de inspeção é destacada para fazer uma investigação no local, constatando se o problema é técnico ou se a medição de energia está sendo fraudada.

A Celpe (Companhia Energética de Pernambuco) também está investindo em um sistema de monitoramento remoto para reduzir a incidência de fraudes no sistema de energia. Em alguns casos, para encontrar casos de furto, drones sobrevoam as áreas com maior incidência de instalações irregulares.

Nos casos considerados mais “sofisticados” de fraudes, como os detectados em indústrias e grandes varejistas, a investigação é feita por meio de monitoramento remoto, com medidores inteligentes instalados no topo do poste de energia. As informações sobre o consumo daquela unidade são enviadas para uma central onde os analistas cruzam os dados e analisam o histórico do local monitorado.

Além de instalar o medidor inteligente no poste, a Celpe também entrega um display para o cliente e, com isso, o consumidor pode monitorar o seu gasto.

No estado do Rio de Janeiro, a distribuidora Light, que atende a 31 municípios, vem desde 2010 investindo na instalação de medidores eletrônicos e, até o primeiro trimestre de 2017, já haviam sido instalados 900 mil dispositivos. Segundo a concessionária, além de não aumentar o valor da conta de energia, a tecnologia traz inúmeros benefícios ao consumidor, como um atendimento mais rápido e segurança para as comunidades.

No primeiro caso, o aparelho transmite informações em tempo real, como interrupções e normalizações no fornecimento, diretamente ao Centro de Controle de Medição (CCM) da Light, agilizando o atendimento. No segundo, o medidor eletrônico é uma importante ferramenta para evitar furto de energia (gato), uma vez que é de difícil violação e capaz de detectar automaticamente eventuais irregularidades.

Quando existem muitos furtos de energia num mesmo local, o uso excessivo de energia em um mesmo cabo, e até no transformador da rede, pode provocar incêndios com risco de se alastrar por todo o quarteirão.

Medidores inteligentes e conectados

Os medidores inteligentes podem ser formados por dois componentes: o dispositivo de medição, conectado entre o ramal da distribuidora e a entrada de energia do cliente, e um dispositivo no cliente, com um display que apresenta o seu consumo. Para as distribuidoras, os medidores inteligentes permitem identificar problemas, reduzir desperdícios e evitar fraudes. Já para o cliente residencial, as informações sobre seu consumo ajudam a escolher um melhor horário para utilizar determinado eletrodomésticos e também programar o seu uso de energia em horários fora do período de tarifa mais elevada..

O sistema de automação da medição oferecido pela Atech, em conjunto com os medidores inteligentes, permite monitorar o perfil de consumo de cada cliente. No terminal de irregularidades, o sistema permite a criação de regras para detectar uma possível fraude no sistema de energia, com mais agilidade na análise e no gerenciamento de informações, permitindo acompanhar o consumo e a demanda minuto a minuto por meio de relatórios e indicadores de desempenho.