CategoriesEnergia

Energia: “Novo normal” leva o mercado a acelerar adoção de novas tecnologias

Com a pandemia do Covid-19 e a recomendação de isolamento social, diversas concessionárias de energia cancelaram a medição presencial e passaram a cobrar com base na média dos últimos seis meses, já que ainda são pouquíssimos os medidores inteligentes, que permitem a medição remota, em funcionamento. O problema é que muitos clientes foram surpreendidos com o alto valor de suas contas.

Os medidores inteligentes permitem a entrega de uma fatura com um valor extremamente confiável e novos modelos de tarifação, medição e cobrança, identificando os horários de pico e o comportamento de consumo de cada região para determinar diferentes preços para a energia consumida em diferentes horários.

Mesmo com o fim da pandemia, será que voltaremos a circular com tanta liberdade como antes da chegada do vírus? Ou o “novo normal” será evitarmos nos expor a riscos desnecessários? Será que as concessionárias voltarão a ter colaboradores encarregados pela medição manual ou mesmo tantas equipes de manutenção, ou vão começar a acelerar a adoção de novas tecnologias que vão automatizar tarefas antes presenciais e manuais?

O processo de adoção de novas tecnologias já vem impulsionando a transformação digital no setor de energia, e concessionárias como a EDS, por exemplo, já utilizam a tecnologia de Redes MESH oferecida pela Atech para conexão de religadores. Segundo Ricardo Hayashi, product manager da Atech em Conexões Inteligentes, a solução de Rede MESH tem atendido à demanda do setor de energia por apresentar maior eficiência no monitoramento remoto dos religadores e, também, da medição inteligente.

Tecnologia para medição e manutenção remota

Um exemplo prático está na identificação da ausência de energia em uma determinada área. Com tecnologia de Redes MESH a distribuidora EDS pode restabelecer parte do serviço e redirecionar o fornecimento de energia de forma rápida e remota, sem a necessidade de aguardar a presença física de profissionais que atuariam “in loco”, contribuindo para manter o distanciamento do “novo normal”, já que menos colaboradores serão necessários para solucionar o problema.

As Redes MESH também contribuem para melhorar a medição remota de consumo de energia. Hayashi destaca que a tecnologia de Redes MESH auxilia o monitoramento, o controle e o diagnóstico da estrutura da rede de distribuição de energia, disponibilizando o acesso a todas as informações em qualquer período e local – inclusive com uma tabela estatística do nível de demanda de energia para auxiliar a identificação, por exemplo, de sobrecarga nas subestações.

“Dessa forma”, diz o especialista, “as Redes MESH permitem responder com agilidade a problemas que possam afetar as redes de distribuição e o fornecimento de energia. É uma forma de resolver em minutos um problema que levaria horas para ser solucionado de forma manual, sem a necessidade de custos de deslocamento de equipes e, principalmente, entregar um melhor nível de serviço ao cliente”.

O “novo normal” e o novo setor de energia

Segundo um estudo divulgado no final de abril pela AIE (Agência Internacional de Energia), a pandemia de Covid-19 representa o maior choque para o sistema global de energia em mais de sete décadas, com a queda na demanda neste ano ultrapassando o impacto da crise financeira de 2008 e resultando em um declínio anual recorde nas emissões de carbono de quase 8%.

Segundo executivos da AIE, ainda é muito cedo para determinar os impactos a longo prazo, mas eles afirmam que o setor de energia que emergirá dessa crise será significativamente diferente daquele que veio antes.

As projeções do estudo Global Energy Review da AIE sobre demanda de energia e emissões relacionadas a energia para 2020 são baseadas em suposições de que os bloqueios implementados em todo o mundo em resposta à pandemia serão progressivamente aliviados na maioria dos países nos próximos meses, acompanhados por uma recuperação econômica gradual.

As energias renováveis devem ser a única fonte de energia que registrarão crescimento em 2020, com participação na geração global de eletricidade graças ao acesso prioritário às redes e aos baixos custos operacionais. Apesar dos problemas nas cadeias de suprimentos que interromperam ou atrasaram a implantação de novas tecnologias em várias regiões importantes este ano, a energia solar fotovoltaica e a energia eólica deverão ajudar a elevar a geração de eletricidade renovável em 5% em 2020, auxiliada por uma maior produção de energia hidrelétrica.

O relatório projeta que a demanda de energia cairá 6% em 2020 – sete vezes o declínio após a crise financeira global de 2008. Em termos absolutos, o declínio é sem precedentes – o equivalente a perder toda a demanda de energia da Índia, o terceiro maior consumidor de energia do mundo. As economias avançadas devem ter os maiores declínios, com a demanda caindo 9% nos Estados Unidos e 11% na União Europeia. O impacto da crise na demanda de energia depende fortemente da duração e do rigor das medidas para conter a propagação do vírus. Por enquanto, o cenário é de incertezas, e a única certeza que podemos ter é que será preciso investir em novas tecnologias para que o setor de energia mantenha a sua competitividade.

CategoriesConexões Inteligentes,  Energia,  Pro

Tecnologias emergentes que estão transformando as redes elétricas

Nas próximas décadas, as tecnologias digitais farão com que os sistemas de energia em todo o mundo fiquem mais conectados, inteligentes, eficientes, confiáveis ​​e sustentáveis. Avanços na coleta de dados, análises e conectividade estão permitindo uma variedade de novos aplicativos digitais, como dispositivos inteligentes, medição inteligente, manutenção preditiva. Os sistemas de energia digitalizados podem identificar quem precisa de energia e fornecê-la no momento certo, no lugar certo e com o menor custo. Mas acertar tudo não será fácil.

A digitalização também está trazendo novos riscos de segurança e privacidade. Também está mudando mercados, negócios e emprego. Novos modelos de negócios estão surgindo, enquanto alguns modelos centenários podem estar saindo de cena.

Potencial impacto da Smart Grid nas concessionárias

Smart Grid é a terminologia usada para se referir a uma série de tecnologias que eventualmente se juntam para adicionar uma camada de inteligência, aproveitando as tecnologias de rede. Isso é obtido reunindo dados de vários componentes da rede em tempo quase real e colocando essas informações nas mãos dos usuários finais para que eles possam tomar melhores decisões. A concretização desse ambiente operacional dinâmico e flexível exige que as concessionárias:

  • Implantem medidores inteligentes que possam medir o consumo de eletricidade com precisão e fornecer esses dados de volta aos operadores das concessionárias por meio de conexões inteligentes de rede, como as Redes MESH
  • Implantem dispositivos de monitoramento em toda a rede que notifiquem os usuários quando o equipamento estiver danificado, quebrado ou sendo impactado por condições ambientais adversas
  • Estabeleçam linhas de comunicação entre esses diferentes dispositivos
  • Implemente dispositivos e máquinas automatizadas que possam analisar dados reunidos em toda as redes elétricas em tempo real e aprovar procedimentos automaticamente em resposta.

Como funciona uma Smart Grid?

A Smart Grid representa uma oportunidade sem precedentes de impulsionar o setor de energia para uma nova era de confiabilidade, disponibilidade e eficiência que contribuirá para nossa saúde econômica e ambiental. Durante o período de transição, será essencial investir em testes, melhorias tecnológicas, educação do consumidor, desenvolvimento de normas e regulamentos e compartilhamento de informações entre projetos para garantir que os benefícios se tornem realidade. Os benefícios associados à Smart Grid incluem:

  • Transmissão nas redes elétricas mais eficiente
  • Restauração mais rápida da eletricidade após falhas na distribuição
  • Custos operacionais e de gerenciamento reduzidos para empresas de serviços públicos e, finalmente, custos de energia mais baixos para os consumidores
  • Menor demanda de pico, o que também ajudará a reduzir as tarifas de eletricidade
  • Maior integração de sistemas de energia renovável em larga escala
  • Melhor integração dos sistemas de geração de energia do proprietário do cliente, incluindo sistemas de energia renovável
  • Segurança aprimorada.

Vamos agora identificar cinco áreas de tecnologias emergentes que podem ajudar as concessionárias a superar os desafios:

  • Colocando a IoT nas redes elétricas

A IoT (Internet das Coisas) desempenha um papel crescente nas configurações de rede inteligente, pois os dispositivos conectados, APIs e outras arquiteturas subjacentes à IoT podem ajudar os operadores de rede a integrar com êxito os dados nas operações diárias. As ferramentas de IoT usadas no setor de serviços públicos podem oferecer aos operadores amplos dispositivos para rastrear operações em toda a rede. Soluções especializadas provavelmente serão necessárias para uma ampla gama de aplicações, mas a crescente variedade de sistemas de IoT já existente no mercado pode ajudar as concessionárias a estabelecer uma base mais sólida para os sistemas de rede inteligente.

  • Tecnologias de redes de comunicação

Como as redes de comunicação são geralmente definidas pelo fornecedor e de natureza privada, a maioria das empresas de serviços públicos exige um grande investimento inicial para implantar dispositivos digitais de uma rede de fornecedores privada que não pode ser facilmente aproveitada para dispositivos de outros fornecedores. No setor elétrico, as redes MESH se encaixam com perfeição no ambiente desafiador, já que as áreas a serem cobertas são muito grandes e caras para se conectar à infraestrutura tradicional.

  • Tecnologias de gerenciamento de força de trabalho e de campo

Atualmente, a maior parte da automação presente do processo de restauração da entrega da energia elétrica está focada no envio de uma equipe e na identificação de ativos elétricos com falha. Não está bem integrado a outras dimensões das falhas no fornecimento, como a comunicação com o cliente e a execução do trabalho de campo. A integração de tecnologias como computação no veículo, dispositivos vestíveis, mobilidade da equipe, operações remotas e colaboração, proporcionará uma oportunidade única para permitir uma visão 360º. do processo de restauração.

  • A chegada da Inteligência Artificial

A integração de sistemas de análise de dados e Inteligência Artificial (IA) ajudará a interpretar, correlacionar e identificar o tipo de interrupção com informações precisas de localização, contribuindo para uma análise preditiva de problemas em evolução, detalhando a extensão do impacto e permitindo a manutenção antecipada. Os sistemas de IA são suportados por processamento massivo de dados e tecnologias analíticas, que ajudam na identificação proativa de problemas.

  • Tecnologias personalizadas de comunicação com o cliente

No mundo digital de hoje, os clientes esperam uma comunicação multicanal que ofereça um relacionamento transparente e sem atrito, em vez de receber mensagens desarticuladas através de vários canais tradicionais.

futuro da eletricidade
CategoriesConexões Inteligentes,  Energia,  NXT

O futuro da eletricidade: saiba quais tecnologias estão transformando as redes elétricas

As previsões sobre o futuro da eletricidade são um excelente exemplo de como a Indústria 4.0, que faz que todos os setores passem por uma transformação, está tornando o cenário cada vez mais complexo, e, ao mesmo tempo, mais interessante, com tecnologias em rápida evolução, redução de custos e mudanças regulatórias.

Três tendências, em particular, estão convergindo para impulsionar o futuro da eletricidade: eletrificação, descentralização e digitalização. Atualmente, essas tendências estão no limite da rede física – tecnologias inteligentes e conectadas no final da rede elétrica. Elas abrangem todas as principais tecnologias – como armazenamento distribuído, geração distribuída, medidores inteligentes, aparelhos inteligentes e veículos elétricos – que estão impactando o sistema elétrico.

Segundo o WEF (World Economic Forum) globalmente a adoção dessas novas tecnologias “de ponta da rede elétrica” poderia gerar mais de US$ 2.4 trilhões em criação de valor para a sociedade e a indústria até 2027, aumentando a eficiência do sistema geral, otimizando a alocação de capital e criando novos serviços para os clientes.

Claro que essas previsões não levaram em conta a pandemia do Covid-19 e a crise econômica mundial que certamente virá. Mas precisamos nos lembrar que, quando a economia voltar a se reaquecer, quem estiver bem preparado para dar o seu start, ganhará vantagem competitiva.

Adoção deverá manter ritmo

A queda rápida dos custos das tecnologias de ponta da rede elétrica vem impulsionando sua adoção pelos clientes. Medidores inteligentes, dispositivos conectados e sensores de rede aumentarão a eficiência do gerenciamento de rede e, mais importante, permitirão que os clientes tenham informações em tempo real sobre a oferta e a demanda de energia em todo o sistema.

Para os consumidores, a implantação de tecnologias de ponta da rede permitirá que eles ocupem o centro do palco do sistema elétrico, produzindo sua própria eletricidade, e aí armazená-la e consumi-la em um momento mais barato ou vendê-la de volta à rede. Esse sistema permitirá até transações descentralizadas ponto a ponto.

Já o esperado aumento na adoção de veículos elétricos irá demandar uma grande flexibilidade da rede na forma de armazenamento, mas também pode representar desafios de congestionamento no local, por exemplo, se um grande número de veículos elétricos demandarem pontos de recarga em uma determinada região ao mesmo tempo.

Eletrificação, descentralização e digitalização

Assim como em diversos outros setores, o setor elétrico está no meio de uma transformação, onde a tecnologia e a inovação transformam modelos tradicionais de geração para além do medidor.

Três tendências em particular estão convergindo para impulsionar transformações no futuro da eletricidade:

  • Eletrificação de grandes setores da economia, como transporte e aquecimento
  • Descentralização, estimulada pela forte queda nos custos dos recursos energéticos distribuídos, como armazenamento distribuído, geração distribuída, flexibilidade de demanda e eficiência energética
  • Digitalização da rede, com medição inteligente, sensores inteligentes, automação e outros dispositivos digitais, tecnologias de rede e além do medidor, com soluções de Internet das Coisas (IoT) e de conexão inteligente, e uma onda de dispositivos conectados que consomem energia

Essas três tendências atuam em um ciclo contínuo, possibilitando, amplificando e reforçando melhorias e desenvolvimentos que vão além de suas contribuições individuais. A eletrificação é fundamental para redução de carbono a longo prazo e representará uma parcela cada vez mais relevante de energia renovável. Enquanto isso, a descentralização torna os clientes elementos ativos do sistema e requer uma maior coordenação entre concessionárias, distribuidoras e usuários. Por fim, a digitalização suporta as outras tendências, permitindo mais controle, incluindo otimização automática em tempo real de consumo e produção e interação com os clientes.

Atendendo a um novo usuário

O papel da rede elétrica, aliada a sistemas de conexão inteligentes, está evoluindo além do fornecimento de eletricidade e está se tornando uma plataforma que também maximize o valor dos recursos de energia distribuídos.

A distribuição de energia gerada centralmente representará uma parcela menor nos modelos de negócios, mas poderia ser compensada pela receita de novos serviços de distribuição e varejo. Clientes individuais serão capazes de selecionar as tecnologias de sua escolha, conectá-las à rede e, eventualmente, fazer transações com outros recursos distribuídos e descentralizados.

Esse sistema elétrico mais inteligente, mais descentralizado e ainda mais conectado pode aumentar a confiabilidade, segurança, sustentabilidade ambiental, utilização de ativos e abrir novas oportunidades para serviços e modelos de negócio, aumentando a eficiência do sistema geral, otimizando a alocação de capital e criando novos serviços.

Novas fontes de energia

Novas fontes de energia emergentes, como solar e eólica, estão mudando a maneira como armazenamos e distribuímos energia. De um sistema centralizado tradicional que contava com fontes simples de energia, a nova onda de energias renováveis é um desafio potencialmente desestabilizador para a rede elétrica tradicional.

A abordagem do tamanho único para o fornecimento de energia não se ajusta mais à variação do consumo público. A rigidez formal da configuração atual não foi projetada para lidar com a entrada de fontes de energia novas e inovadoras. Portanto, é preciso contar com uma nova infraestrutura rapidamente.

 

Conexões inteligentes
CategoriesConexões Inteligentes,  Energia,  Pro

Além de P&D: saiba como impulsionar a inovação no setor elétrico

Uma crença comum nos negócios é que o investimento em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) obrigatoriamente leva à inovação. Por esse padrão, uma empresa que investe pesadamente em P&D deve ter processos inovadores que resultam em aumento de vendas, e provavelmente sucesso no mercado. Empresa sem inovação? Elas provavelmente precisam dobrar seus esforços de pesquisa e desenvolvimento.

Mas não é assim tão simples. O setor elétrico, assim como outros setores e indústrias, são extremamente complexos. Dados mostram que investir em P&D não garante a inovação. E, em muitos casos, a inovação não vem de dentro da empresa, e sim de um parceiro, cuja oferta é o que falta para a empresa alcançar os seus objetivos de negócio. No setor elétrico, por exemplo, o foco não é investir em P&D na área de conectividade. O core business é geração e distribuição de energia. É muito mais produtivo procurar um parceiro que tenha a expertise necessária para impulsionar a inovação no setor elétrico, entre outros.

Ainda assim, as empresas buscam alguma combinação de P&D e inovação – o mercado exige. Compreender como a P&D e a inovação funcionam, conceitual e praticamente, e como financiar as duas coisas, pode ajudar a melhorar seus resultados.

P&D e inovação são a mesma coisa?

Não, P&D não é o mesmo que inovação. Algumas vertentes defendem que a P&D é um componente inicial da inovação, um termo genérico para comercializar descobertas. Já outros definem a P&D como um objetivo de longo prazo enquanto a inovação pode ser posta em prática, em uma variedade de necessidades de negócios, no curto prazo. Essas várias definições indicam que os conceitos de P&D e de inovação estão mudando no mercado interconectado de hoje, baseado em resultados.

Na maioria das empresas, são três os principais objetivos da P&D:

  • Desenvolvimento de conhecimentos fundamentais. Isso geralmente significa explorar certas tecnologias com potencial de grande impacto no setor, mas nem seu valor intrínseco nem sua aplicação prática ainda são conhecidos. O financiamento para esse fim é uma fração do todo, mas é estratégico, com pouca expectativa de crescimento ou desenvolvimento no curto prazo.
  • Suporte a áreas de negócios como gerenciamento de negócios, manufatura e satisfação do cliente. As funções são mais tangíveis, como procurar pontos fortes e fracos ou tendências futuras que permitam à empresa criar novas oportunidades de negócios. Este trabalho não está necessariamente em andamento todo o tempo, mas talvez se concentre em uma determinada linha do tempo ou área de negócios.
  • Criando e implementando novas tecnologias. O resultado dessa área de pesquisa e desenvolvimento pode ser qualquer “invenção” – um equipamento, um processo. As empresas tendem a ver essa área de P&D como um investimento, e não como um custo operacional necessário, especialmente para projetos de curto prazo, mais fáceis de medir e avaliar.

Nessa visão multifuncional de P&D, a inovação pode vir de qualquer área, mas quando as empresas reconhecem e agem de acordo com os três propósitos, a P&D pode estar mais diretamente ligada a um resultado inovador que realmente gere valor.

Financiando a inovação

Se a P&D é impulsionada pela necessidade de criar soluções melhores ou mais inovadoras, a inovação é impulsionada pelo valor. A P&D pode gerar descobertas interessantes ou importantes, mas sem um processo que resulte em valor, pode parecer supérflua, mesmo se concordarmos que é essencial.

A verdadeira inovação, então, não é simplesmente um produto “melhor”, mas a que oferece novo valor ao cliente. No setor elétrico, por exemplo, são as smart grids que permitem a entrega de serviço com mais qualidade, são os medidores inteligentes possíveis de serem implantados com a chegada de uma solução de conectividade com alta confiabilidade e escalabilidade – as redes MESH, que mudam todo o relacionamento entre consumidores e distribuidoras de energia.

Talvez, em vez de considerar a inovação como o resultado natural de P&D, vale reformular o que significa inovação:

invenção (via P&D) + valor do cliente + um modelo de negócios = inovação

Dados não são commodity

A energia que corre pelos fios pode até ser considerada uma commodity, mas não os dados. Quando se adiciona inteligência a esse processo, a energia passa a ser um serviço, voltado para entregar a melhor experiência ao cliente.

O futuro da inovação no setor elétrico certamente passa pela adoção de inovadoras tecnologias, como Internet das Coisas, Big Data, redes inteligentes, medidores inteligentes, processamento na nuvem. E essa transformação é fundamental para a implantação de redes elétricas inteligentes e automatizadas, controle da distribuição e redução dos tempos de falhas.

O futuro da energia está na mudança de um modelo único de alimentação centralizada, que atualmente ainda predomina no setor brasileiro, para modelos descentralizados, baseados em redes bidirecionais entre consumidores e fornecedores. Atualmente, quando a distribuição energética de uma fonte centralizada falha, ela prejudica o abastecimento de toda a rede. Por isso, as empresas de distribuição de energia têm investido cada vez mais em tecnologias que permitem medir em tempo real o consumo de energia para gerir e otimizar suas fontes de geração e também suas estratégias de distribuição, adotando medidores inteligentes e soluções para análise de dados.

CategoriesConexões Inteligentes,  Energia,  Pro

Setor elétrico: Conectividade é grande preocupação para tirar proveito da IoT

A Internet das Coisas (IoT) promete transformar o setor elétrico, permitindo que as concessionárias de energia monitorem constantemente suas instalações remotas, como smart grids e medidores inteligentes, plantas solares e turbinas eólicas. Com isso, as empresas podem coletar dados em tempo real sobre geração e distribuição de energia e automatizar processos, otimizando a manutenção, reduzindo a necessidade de deslocamento de equipes e, principalmente, conseguindo restabelecer com mais agilidade a energia em caso de alguma falha.

O setor elétrico está lutando para obter o valor máximo da IoT e buscam soluções de conectividade confiáveis e de alta velocidade. Embora a maioria das empresas do setor elétrico esteja modernizando suas operações e implantando soluções de IoT, baixas taxas de conectividade podem impedir o setor de obter todos os benefícios que a IoT pode oferecer.

A IoT tem o potencial de mudar fundamentalmente a maneira como interagimos com o mundo ao nosso redor. Os sistemas de IoT, que definimos como sensores e dispositivos conectados por redes a softwares, podem monitorar e gerenciar objetos, máquinas e até objetos vivos conectados. Os sistemas de IoT podem permitir que as empresas tirem muito mais proveito de seus ativos físicos, revolucionando a maneira como administramos nossos equipamentos e negócios.

Desafios para a IoT no setor de energia

Apesar do número de vantagens inegáveis, as soluções inteligentes de energia têm seus desafios. Veja alguns dos “perigos” que você precisa levar em consideração ao implantar o uso de tecnologias de IoT no setor de energia.

Segurança é uma ameaça comum a todas as soluções de IoT. Sistemas que conectam seus dispositivos a uma rede unificada podem ser utilizadas como ponto de entrada para ataques direcionados.

Conectividade e tomada de decisão: seu sistema precisa estar sempre ativado, com um atraso mínimo para processamento e feedback de dados. Com tantos dispositivos, tantos dados, tantas opiniões e tantas decisões possíveis, determinar como avançar pode ser difícil. Para ter sucesso com a IoT, você precisa considerar como usar seu ecossistema completo para criar novos níveis de valor comercial. Observando esse incrível aumento de dados globais de dispositivos IoT, várias perguntas devem estar nas mentes dos tomadores de decisão em TI e de líderes de negócios:

  • Como podem todos esses dados, gerados por sensores conectados a “coisas”, serem transferidos eficientemente para aplicativos de Analytics e transformados em inteligência para a tomada de decisões?
  • Qual é a solução de conectividade mais barata / mais rápida / mais confiável?
  • Qual a melhor abordagem de conexões inteligentes para aproveitar o potencial da IoT em nosso ambiente?
  • Quais dados as empresas transferem e quais podem ser processados localmente?

Devido à variedade aparentemente interminável de aplicativos de IoT disponíveis, as empresas enfrentam esses desafios quando se trata do processo de seleção da solução de conectividade mais adequada para cada uso comercial.

Redes MESH e IoT

Como não há autoridade central em uma rede MESH essa oportunidade de descentralização abre a possibilidade de centenas de novas formas de tecnologias e modelos de negócios que transformarão os mercados. Especialmente com o campo promissor da Internet das Coisas, as redes MESH são apontadas como uma solução com baixo custo e alto benefício.

Especialistas também preveem que as redes MESH serão encontradas em setores em que as implementações de regras de segurança robustas estão aumentando. Por exemplo, nos setores elétrico, logística, mineração, petróleo e gás, entre outros.

No setor elétrico, as redes MESH se encaixam com perfeição no ambiente desafiador, já que as áreas a serem cobertas são muito grandes e caras para se conectar à infraestrutura tradicional.

Desafios da IoT

Podem surgir desafios de integração quando você precisar conectar sua nova rede de IoT aos sistemas legados existentes, que geralmente dependem de tecnologias desatualizadas. Nesse caso, você precisará começar modernizando a infraestrutura atual.

Garantir a interoperabilidade pode ser o maior fator de sucesso em qualquer implementação de IoT. Grande parte do valor das iniciativas de IoT depende de vários sistemas de IoT trabalhando juntos e da capacidade de integrar e analisar dados de vários sistemas de IoT.

Além disso, uma solução de IoT não é aquela que simplesmente coleta e transmite dados, mas uma capacidade para analisar os dados, permitindo resolver problemas ou criar novas oportunidades. As empresas podem criar vantagem competitiva com a tecnologia da Internet das Coisas a partir do momento em que contam com conexões inteligentes que entreguem os dados em tempo real e ferramentas que os transformem em inteligência.

As tecnologias de conectividade estão desempenhando um papel importante neste cenário, garantindo flexibilidade de entrega e eficiência no controle. Porém, qual é o melhor caminho para a implementação das soluções de IoT e de Analytics? Por meio de soluções de conectividade altamente personalizadas e integradas aos mais diversos sistemas de controle, que é como a Atech colabora com a transformação no setor elétrico.

CategoriesEnergia,  Imprensa Corporativa – Conexões Inteligentes

Medição inteligente: como essa tecnologia vai auxiliar no combate a fraudes

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech

O setor elétrico vem investindo em ações de fiscalização e combate a fraudes e furtos de energia, as chamadas perdas não técnicas, ou comerciais, que também incluem erro na medição de consumo e de faturamento. A boa notícia – ou seria uma má notícia? – é que, em média, para cada cinco fiscalizações realizadas, as equipes encontram uma fraude. Assim, essas ações, efetuadas por diversas distribuidoras em todo o Brasil, têm permitido recuperar a receita de milhões de kWh de energia fornecidos.

Para se ter uma ideia do volume furtado, em seis meses uma distribuidora de energia conseguiu recuperar a receita de 206 milhões de kWh em cinco estados, resultando, somente em tributos restituídos aos cofres públicos, em cerca de R$ 31 milhões em ICMS e PIS/Cofins. Nesse período, foram realizadas 239 mil inspeções técnicas, que identificaram 35 mil irregularidades.

Esse tipo de ação, realizada por diversas distribuidoras, também identificou um significativo aumento no número de “gatos” – nome popular das ligações clandestinas – que, entre 2017 e 2018, registraram uma alta de 67% em algumas regiões.

Um grande prejuízo tanto para as empresas – uma concessionária informou que as perdas com furto de energia chegaram a R$ 95 milhões em um ano – quanto para nós, consumidores, que pagamos mais caro por um serviço com menos qualidade devido ao aumento das falhas no fornecimento de energia provocadas por estas ligações clandestinas nas redes de distribuição, sem contar os riscos de segurança pois muitas destas ligações são realizadas sem seguir normas e procedimentos adequados e, consequentemente, vulneráveis a ponto de provocar incêndios que podem se estender e atingir casas e vilas inteiras.

Pontos suspeitos

A tecnologia é uma grande aliada no combate a fraudes e furtos, mapeando e detectando pontos suspeitos. Uma estratégia que vem sendo adotada pelo setor de energia é a troca dos medidores tradicionais – eletromecânicos – por medidores inteligentes, que geram dados sobre o consumo, demanda, corrente,  e tensão minuto a minuto e podem disponibilizá-los em tempo real. Além disso, contam com o recurso de interromper ou reestabelecer a energia do consumidor remotamente, dispensando o deslocamento de uma equipe de técnicos para realizar estas operações, tornando a operação de corte e religa muito mais rápida e barata.

Com os medidores inteligentes, as concessionárias tem acesso imediato às medições de energia e, assim, possibilita o mapeamento do perfil de consumo do cliente e identificar atitudes suspeitas, sem a necessidade de deslocamento de equipes para averiguações a partir de um sistema conectado que pode ser construído a partir de uma Rede MESH que envia os dados coletados pelos medidores em tempo real para os centros de medição das distribuidoras.

Ainda em relação as fraudes onde o cliente realiza algum tipo de adulteração no medidor instalado na sua residência ou empresa, de modo que o medidor registre apenas uma parcela do consumo, nestes casos, os medidores inteligentes são imunes a estas fraudes, entre elas a adulteração magnética, e cumprem com os requisitos do Regulamento Técnico Metrológico (RTM), aprovado pelo Inmetro. Além disso, o RTM também não permite que o software embarcado no medidor seja alterado sem a prévia aprovação do Inmetro, como uma maneira de garantir a idoneidade de uma nova versão, garantindo maior segurança contra fraudes.

Por isso, para aumentar suas receitas, a eficiência de sua rede, e a segurança da população em geral, e reduzir a inadimplência de seus clientes e as perdas comerciais devido a fraudes, as concessionárias estão, gradativamente, substituindo a tradicional leitura manual de consumo de energia por um sistema “inteligente, eletrônico e conectado”, com a instalação dos medidores inteligentes. No final, todos saem ganhando: as distribuidoras, os clientes, a população e o poder público.

CategoriesConexões Inteligentes,  Energia,  Pro

O futuro da energia está na tecnologia

A adoção de tecnologias digitais, como em diversos outros setores, representa o futuro da energia, entregando mais eficiência e resiliência com redes inteligentes e também novas formas de relacionamento com os clientes. Estudos da IEA (International Energy Agency), organização que reúne 38 países, inclusive o Brasil, apontam que a adoção das tecnologias digitais no setor elétrico poderá poupar cerca de US$ 80 bilhões por ano, melhorando a eficiência de redes e estações e reduzindo desligamentos.

O futuro da energia certamente passa pela adoção de inovadoras tecnologias, como Internet das Coisas, Big Data, redes inteligentes, medidores inteligentes, processamento na nuvem. E essa transformação é fundamental para a implantação de cidades inteligentes, com redes elétricas inteligentes e automatizadas, controle da distribuição e redução dos tempos de falhas.

O futuro da energia está na mudança de um modelo único de alimentação centralizada, que ainda predomina atualmente no setor brasileiro, para modelos descentralizados, baseados em redes bidirecionais entre consumidores e fornecedores. Atualmente, quando a distribuição energética de uma fonte centralizada falha, ela prejudica o abastecimento de toda a rede.

Como a tecnologia irá definir o futuro da energia 

O setor de energia enfrenta dificuldades típicas da gestão de projetos longos e complexos, especialmente relacionadas com altos investimentos, uso de tecnologia avançada, gestão de riscos, requisitos regulatórios, infraestrutura, logística, além da preocupação com impactos ambientais.

Mas a implantação de inovadoras tecnologias permite otimizar todos os processos, como:

  • Construção de redes mais eficientes e inteligentes;
  • Apoio no processo de operação das redes de distribuição;
  • Gestão de ativos;
  • Engajamento da força de trabalho;
  • Redefinição do relacionamento com clientes;
  • Fortalecimento da segurança e privacidade de sistemas e das informações de clientes;
  • Saneamento de inconsistências nos cadastros técnicos e comerciais das distribuidoras;
  • Direcionamento e refinamento de ações de recuperação de receitas nas distribuidoras;
  • Conformidade com aspectos regulatórios;
  • Maior sustentabilidade no fornecimento de energia;

Medidores inteligentes e análise de dados: mais eficiência

As empresas de distribuição de energia têm investido cada vez mais em tecnologias que permitem medir em tempo real o consumo de energia para gerir e otimizar suas fontes de geração e também suas estratégias de distribuição, adotando medidores inteligentes e soluções para análise de dados.

Ao adotar os medidores inteligentes, a distribuidora de energia terá como primeiro benefício a eliminação da “perda de receita”, que geralmente é causada pela impossibilidade de medir regularmente o consumo de energia em determinadas localidades, principalmente nas áreas rurais, nas quais há dificuldade de estar presente todos os meses para a leitura manual da medição.

As cobranças então são feitas a partir de cálculo baseado no “consumo médio” dos últimos meses em que houve a medição. Além disso, quando a distribuidora não consegue realizar a medição por três meses consecutivos, a cobrança deve ser efetuada com o valor mínimo. Nestes dois cenários se configura a “perda de receita”. A partir da implantação de um sistema de automação da medição, não existe mais perda, pois o monitoramento do consumo de energia é remoto e online – algo impossível por meio da leitura de medição tradicional -, sem a necessidade da “presença física” para esta atividade. A automação da medição garante que a distribuidora faça a cobrança correta e tenha receita sem perdas.

O segundo benefício é o combate a fraudes a partir dos registros minuto a minuto de consumo e de demanda de energia disponíveis nos medidores inteligentes, possibilitando assim o levantamento do perfil de consumo, a análise e comparação que podem denotar atitudes suspeitas por parte do cliente. Consequentemente, é possível obter redução de despesas ao eliminar deslocamentos desnecessários de equipes para o trabalho de inspeção de fraudes.

Recursos Energéticos Distribuídos: tendência no setor de energia

Recursos Energéticos Distribuídos (RED – Distributed Energy Resources) são tecnologias de geração e/ou armazenamento de energia elétrica, implantadas junto a unidades consumidoras, atrás do medidor. Para o setor residencial e de PME, estudos apontam o uso de painéis solares como predominantes. Já nos setores comerciais e industriais a tendência é que a geração distribuída consistirá principalmente de fontes de cogeração (Combined Heat and Power – CGH).

A geração distribuída, a eficiência energética, o gerenciamento de demanda e o armazenamento de energia são os recursos que, atuando proximamente ao uso final da energia, são capazes de oferecer soluções – tanto do lado da oferta quanto do lado da demanda – que contribuam para o equilíbrio no atendimento energético.

Os REDs, que permitem maior participação do consumidor tanto na geração quanto na gestão do consumo da sua própria energia, contemplam:

  • Geração distribuída (GD);
  • Armazenamento de energia;
  • Veículos elétricos (VE) e estrutura de recarga;
  • Eficiência energética;
  • Gerenciamento pelo lado da demanda (GLD);

Essa nova forma de lidar com o consumo de energia, onde usuários podem vender energia para uma distribuidora local e também comercializar energia entre si, possível com a implantação de medidores inteligentes e soluções de conexões inteligentes, certamente vão transformar os sistemas elétricos, predominantemente operados com recursos de maior porte e gerenciados de forma centralizada.

CategoriesConexões Inteligentes,  Energia,  NXT

Redes Mesh em cidades inteligentes: saiba como a conectividade permite uso mais eficiente da energia

As cidades inteligentes, ou Smart Cities, são aquelas que utilizam a tecnologia para promover o bem estar dos moradores, o crescimento econômico e, ao mesmo tempo, melhorar a sustentabilidade. De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha, nove variáveis podem indicar o nível de Inteligência de uma cidade. São elas:

  • Capital humano
  • Coesão social
  • Economia
  • Meio ambiente
  • Governança
  • Planejamento urbano
  • Alcance internacional
  • Tecnologia
  • Mobilidade e transporte

Em uma cidade inteligente, o sistema de iluminação pública é uma parte fundamental do planejamento urbano, já que serve como porta de entrada para a inserção de soluções mais inteligentes, que vão desde o uso mais eficiente da energia, com novos modelos de medição ou variação da intensidade da luz por faixa de horário e detecção de movimento, reduzindo o consumo, até a retomada mais rápida do serviço em caso de falha.

Mas, para que esse cenário se torne realidade é preciso contar com a oferta de conectividade confiável e resiliente. A solução está na implantação de redes Mesh para cidades inteligentes. Uma plataforma de comunicação que entregue dados em tempo real, sem tempo de inatividade, garante que a concessionária suporte a demanda de energia.

Interrupções no fornecimento de energia geralmente não são planejadas e a restauração do fornecimento pode envolver várias etapas e um longo tempo de espera. Podem ser necessárias diversas visitas de campo, para identificar, localizar e resolver o problema. Imagine esse tipo de processo de restauração do serviço: uma equipe de inspeção iria até o local onde ocorreu a interrupção para rastrear o problema e, depois, voltaria à sede e entregaria um relatório a uma equipe de serviço, que então iria ao local resolver o problema. Resumo da história: muitos deslocamentos, alto custo e longo tempo para retomada do serviço.

Solução está na conectividade

Segundo Ricardo Hayashi, responsável por Produtos para Conexões Inteligentes da Atech, “a tecnologia de redes Mesh para cidades inteligentes monitora a saúde da estrutura da rede de energia, disponibilizando o acesso a todas as informações em qualquer período e local – inclusive com uma tabela estatística do nível de demanda de energia para auxiliar a identificação, por exemplo, de sobrecarga nas subestações.

“Dessa forma, permite responder com agilidade a problemas que possam afetar as redes de distribuição e o fornecimento de energia. É uma forma de resolver em minutos um problema que levaria horas para ser solucionado de forma manual e, principalmente, entregar a melhor qualidade possível da energia elétrica fornecida.

“Um exemplo prático está na identificação da ausência de energia em uma determinada área. Com tecnologia de redes Mesh para cidades inteligentes, a distribuidora pode reestabelecer parte do serviço e redirecionar o fornecimento de energia de forma rápida e remota, sem a necessidade de aguardar a presença física de profissionais que irão atuar in loco”.

Hayashi também destaca que “como todos os dados coletados com a utilização de redes Mesh são enviados em tempo real (online) para os respectivos centros de medição, as distribuidoras têm condição de monitorar corretamente o consumo dos clientes (identificando os horários de pico e os comportamentos de uso de energia) para cobrar, também, o valor correto dos mesmos. Por isso, não há perda de receita comercial e é possível reduzir custos com infraestrutura e mão de obra”.

Controle remoto da rede

Com a instalação de redes Mesh para cidades inteligentes, é possível monitorar o controlar o seu funcionamento da rede elétrica de forma remota, com capacidade de supervisão, medição e controle em tempo real.

Segundo os engenheiros Erica M. Bueno e José Alexandre Nalon, em estudo publicado na Revista Ciência e Tecnologia, cada ponto de luz incorpora um dispositivo controlador a fim de coletar dados operativos e enviar através de uma rede de comunicação sem fio a informação até a central de controle. O sistema de supervisão e controle de iluminação pública permite então ao operador a execução de vários telecomandos:

  • Ligar e desligar uma lâmpada da iluminação pública
  • Ligar ao mesmo tempo um conjunto de lâmpadas
  • Fazer o controle da intensidade da iluminação (dimmerização)

Permite também a monitoração de vários itens da rede da iluminação pública:

  • Alarme de falha da lâmpada
  • Alarme de lâmpada piscando
  • Alarme de lâmpada acesa durante o dia
  • Alarme de falta de tensão de alimentação
  • Lista de eventos
  • Medição imediata de tensão, corrente e potência instantânea e média da rede

Além disso, a monitoração do sistema de supervisão e controle de iluminação pública oferece vantagens como:

  • Redução no consumo de energia proporcionado pela utilização da função dimmer por permitir que a intensidade de luz na iluminação pública seja controlada
  • Gerenciamento do consumo de energia, pois possibilita identificar eventuais problemas de desvio de energia, bem como o planejamento do consumo
  • Eficiência na gestão das equipes de campo com o deslocamento adequado aos problemas detectados pela operação do sistema de iluminação

 Como funciona a rede Mesh

Uma rede Mesh pode ser entendida como uma “rede de nós”. Diferentemente do que ocorre nos sistemas tradicionais, nesse caso não há um único roteador conectado à Internet, mas sim vários. Juntos, eles trabalham para levar o mesmo sinal para vários pontos do ambiente. Fazendo uma comparação, seria como se você tivesse vários repetidores de sinal na sua casa.

A principal vantagem aqui é que não há perda de qualidade do sinal pelo fato de um desses nós estar mais distante do roteador principal. Pelo contrário. Em teoria, quanto mais nós no ambiente, mais intenso o sinal pode ficar.

Tudo vai depender de quantos roteadores compatíveis com essa tecnologia estiverem vinculados à mesma rede.

Se as redes Mesh funcionam de forma parecida ao que os repetidores de sinal fazem, por que eles não conseguem reproduzir essa tecnologia? A resposta é simples: o principal diferencial está no sistema.

Cada roteador compatível com redes Mesh conta com um software especial instalado que se encarrega de fazer o gerenciamento da distribuição do sinal.

A ideia é criar uma forma inteligente de gerenciar o sinal. Por exemplo, se em um determinado ponto mais afastado está sendo realizada uma tarefa que requer banda maior, o sistema se encarrega de direcionar uma parte maior do sinal para lá.

Assim, todos os roteadores ajudam uns aos outros, garantindo sempre a máxima eficiência nas tarefas em qualquer ponto da rede. A conexão, portanto, permanecerá sempre estável dentro do raio de alcance pré-determinado pelo roteador principal. Tudo isso é feito de forma automática, sem que o usuário precise fazer nenhuma ação.

CategoriesConexões Inteligentes,  Energia,  Pro

Cinco maneiras que a Internet das Coisas melhora o setor de energia

Acredite ou não, a “Internet das coisas”, ou seja, a IoT afeta nosso dia a dia de uma maneira ou de outra. Isso ocorre porque a conectividade está crescendo, dia após dia. O setor de serviços públicos e de energia foi um dos primeiros a adotar a IoT.

A Internet das Coisas é, basicamente, sobre como conectar dispositivos à internet. Em outras palavras, IoT refere-se à rede de eletrodomésticos, dispositivos físicos, veículos e outros itens que incorporam sensores, software, atuadores e outros para trocar e conectar dados. Ao conectar dispositivos físicos e sensores à Internet, o mundo entrou numa era em que automação, análise de dados e conectividade criam inovações que estão além do alcance.

Como a Internet das Coisas afeta o setor de energia

Segundo a consultoria McKinsey, a IoT terá um impacto econômico anual de US$ 3,9 trilhões para US$ 11,1 trilhões em todo o mundo até 2025. Nos Estados Unidos, por exemplo, o setor industrial reduziu o consumo de energia entre 14% e 22% devido ao uso das tecnologias IoT.

Além da evolução da Internet das Coisas, a nanotecnologia também propicia redução de obstáculos tecnológicos importantes. Como resultado, essas evoluções ampliaram o escopo de várias aplicações de IoT no setor de energia. Veja outras mudanças propiciadas por IoT:

1. Acesso a insights para estratégias eficazes de eficiência energética

De acordo com um relatório da McKinsey, “99% dos dados coletados de cerca de 30 mil sensores em uma plataforma de petróleo foram perdidos antes de chegar aos tomadores de decisões operacionais.” Os sistemas tradicionais de gerenciamento predial são limitados e não podem contribuir para aumentar a eficiência energética.

Os sistemas de gerenciamento de energia de edifícios inteligentes são construídos com base na tecnologia IoT para monitorar e controlar os sistemas de energia dos edifícios. Os sistemas que usam sensores IoT para coletar e analisar dados de energia incluem HVAC, elevadores, iluminação, equipamentos de sala, ventilação de ar, elevadores e outros. Esses dados de energia analisados ​​são então traduzidos em informações por fatiamento e corte. Essas informações ajudam a adivinhar e tomar decisões que aumentam a eficiência energética.

2. Transparência de usos e fontes de energia

A transparência dos usos e fontes de energia talvez seja a principal preocupação da indústria. A implementação da IoT no setor de energia pode ajudar a reduzir o risco de falhas de energia, bem como surtos elétricos durante as horas de alta demanda, ao prever os picos do sistema e permitir que os clientes aproveitem as oportunidades de redução durante esses períodos. Com a IoT, é possível rastrear o uso de energia em tempo real. Esse rastreamento permite o controle de custos e ajuda a reduzir seu impacto ambiental adverso, detectando anomalias.

3. Segurança na negociação

O maior obstáculo do setor de energia é a capacidade de garantir a negociação. A IoT também ajuda neste ponto. Os mais novos operadores da indústria, ou seja, plataformas habilitadas por blockchain, facilitam o comércio peer-to-peer. Naturalmente, com cada vez mais conexão de dispositivos, embora haja uma ameaça de fragmentação e interoperabilidade, as oportunidades definitivamente são para o comércio de energia garantida em tempo real, análise, bem como gerenciamento de infraestrutura.

4. Impulsionar a eficiência e gestão de energia

Sistemas de gerenciamento de energia que são construídos usando a tecnologia IoT não deixam pedra sobre pedra. É o próximo e avançado estágio de eficiência energética edificante para instalações comerciais. As proteções cibernéticas precisas ajudam a garantir que os dados coletados com a ajuda do sistema de gerenciamento de energia sejam seguros e transferidos em tempo real. Além disso, eles garantem a redução no uso dos níveis de energia e, portanto, reduzem os valores das contas de energia. Isso aumenta diretamente o ROI.

5. Transformação dos mercados de energia

A Internet das Coisas fornece dados em tempo real, independentemente da localização. Dá uma visão de 360 ​​graus da energia consumida e gerada. No caso de implantação de uma rede inteligente e sua ligação a geradores, o pré-requisito para geradores em larga escala e centralizados é gradualmente reduzido. Isso pode levar a uma transformação fundamental dos mercados de energia, como a forma de gerar, consumir, armazenar e distribuir energia.

Segurança digital no setor de energia: conheça os riscos e saiba como enfrentá-los
CategoriesEnergia,  Sem categoria

Segurança digital no setor de energia: conheça os riscos e saiba como enfrentá-los

A cada minuto, um prejuízo de R$ 5 milhões. A cada hora, R$ 303,8 milhões. Em um dia, R$ 7,29 bilhões. Esses números, alarmantes, estimam o prejuízo provocado por cada minuto de interrupção no fornecimento de energia elétrica no Brasil, segundo o estudo Impactos Econômicos dos Ataques Cibernéticos no Setor Elétrico Brasileiro e Alternativas de Mitigação, realizado pelo CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), que analisa a segurança digital no setor de energia.

Segundo os analistas do CPqD, os maiores ataques que começaram a afetar a segurança digital no setor de energia aconteceram entre 2013 e 2015, e o mais importante foi registrado na Ucrânia, em dezembro de 2015, no que foi o primeiro ataque bem-sucedido a uma rede elétrica. Na ocasião, os invasores conseguiram destruir completamente os terminais dos operadores e a possibilidade de restauração remota do sistema, e os técnicos precisaram religar manualmente a energia.

Em 2017, a Ucrânia foi alvo de um novo ataque cibernético, de menor porte, que causou um apagão e cortou parte do abastecimento elétrico na capital Kiev. Ainda em 2017, hackers teriam atacado a rede elétrica da Irlanda com e-mails de phishing. Não foram identificadas interrupções no fornecimento de energia, mas especialistas em segurança acreditam que os hackers roubaram dados, incluindo senhas que dariam acesso a redes internas.

Nos Estados Unidos, também em 2017, hackers tentaram invadir geradoras e distribuidoras de energia, incluindo pelo menos uma usina nuclear, mas só conseguiram afetar redes administrativas e comerciais.

“A maior utilização de medidores inteligentes e dispositivos IoT, por exemplo, geralmente conectados a redes de telecomunicações e à internet, traz uma série de benefícios às concessionárias e, também, aos seus clientes”, afirma José Reynaldo Formigoni Filho, gerente de Tecnologia de Segurança da Informação e Comunicação do CPqD. “Porém, do ponto de vista de segurança da informação, isso aumenta as vulnerabilidades e, consequentemente, as novas ameaças, com maior probabilidade de ataques bem-sucedidos”, acrescenta.

A necessidade de investir na segurança digital no setor de energia

Pesquisa realizada com mais de 100 executivos de concessionárias de mais de 20 países aponta que interrupções no fornecimento de energia elétrica por conta de ataques cibernéticos são a principal preocupação para 57% dos entrevistados. O estudo desenvolvido pela consultoria Accenture também destaca que 63% dos executivos acreditam que seus países enfrentarão ao menos um risco moderado de interrupção no fornecimento de energia elétrica por conta de um ataque cibernético em suas redes de distribuição.

Embora a maior conectividade dos sistemas de controle habilitados nas redes inteligentes possa gerar benefícios significativos sob a forma de segurança, produtividade, qualidade de serviço aprimorada e eficiência operacional, 88% concordam que a segurança cibernética é uma grande preocupação na implantação destas redes inteligentes.

Concessionárias de energia brasileiras já registraram tentativas de invasão ao sistema que nem chegaram a ser percebidas pelos clientes. Mas a verdade é que até uma variação de energia quase imperceptível pode ser causada pela ação de um hacker na rede elétrica.

Por conta da necessidade de uma maior segurança digital no setor de energia, a Abrate (Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica) criou um grupo voltado para discutir como as empresas podem se proteger dos ataques. A meta é lançar até o final de 2018 um documento com propostas para unificar e padronizar os procedimentos de proteção cibernética.

Nos Estados Unidos, o governo acaba de destinar US$ 96 milhões para financiar a criação do Escritório de Segurança Cibernética, Segurança Energética e Resposta a Emergências, que ficará a cargo do DOE (Departamento de Energia dos EUA) e irá elaborar metas, objetivos e atividades nas quais o departamento irá investir nos próximos cinco anos para reduzir os riscos de interrupções no fornecimento por conta de ataques que afetem a segurança digital no setor de energia.

Ações que garantem a segurança cibernética

Segundo analistas da Accenture, “a cibersegurança precisa se tornar uma competência central do setor, protegendo toda a cadeia de valor e seu ecossistema, de ponta a ponta. As concessionárias, experientes na entrega confiável e na restauração de energia, precisam ser ágeis e rápidas para criar e alavancar a consciência situacional para que possam reagir rapidamente e intervir a tempo para proteger a rede. O desenvolvimento dessa nova capacidade exigirá inovação contínua, uma abordagem prática para dimensionamento e colaboração com parceiros para gerar o máximo de valor.”

Mas implantar políticas de proteção adequadas representa um desafio por conta da complexidade das redes de distribuição elétrica e de agressores cada vez mais sofisticados e bem-financiados, e muitas concessionárias de distribuição ainda não estão protegidas ou preparadas adequadamente. Quando o assunto é restaurar a operação da rede ao estado normal após um ataque cibernético, apenas 6% dos entrevistados acreditam estar extremamente bem preparados e 48% afirmam estarem preparados.

O estudo aponta ações para fortalecer a resiliência e a resposta a ataques cibernéticos, como:

  • Integrar a resiliência no desenvolvimento de ativos e processos, incluindo segurança cibernética e física
  • Compartilhar inteligência e informações como uma atividade crítica que poderia ajudar a criar consciência situacional sobre o cenário de ameaças mais recente e como se preparar de acordo
  • Desenvolver modelos de governança para gerenciamento de segurança e emergência

Serviços de testes de intrusão permitem implantar as ações apontadas pelos analistas identificando as vulnerabilidades de segurança de todos os ativos de TI, o grau de segurança de serviços de rede e dos sistemas operacionais, simulando ataques provenientes de uma fonte maliciosa.

 

FUTURE, NXT: O PAPEL DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO
PARA GOVERNOS, PESSOAS E ORGANIZAÇÕES