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Como as empresas estão acelerando a revolução da Internet das Coisas

Com a expansão da Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) em todos os setores, os dados estão se tornando a moeda da inovação. As organizações têm quase que uma obrigação de adotar tecnologias rapidamente, desenvolver competências digitais e oferecer novos serviços de valor agregado que atendam a seu ecossistema mais amplo. A manufatura é um setor em que a IoT tem um impacto transformador, mas também exige que muitas empresas se unam para que a tecnologia seja eficaz. 

Para garantir uma manufatura baseada em conexões inteligentes é preciso entender que a responsabilidade por essa transformação é de todas as frentes de uma organização, e não apenas da equipe de TI, manufatura ou da Diretoria/Presidência. Todas as áreas devem ser envolvidas para identificar as reais necessidades e viabilidade para a transformação.  

Muitas vezes é necessário começar pequeno e escalar as soluções aos poucos, buscar parcerias e alianças estratégicas, se espelhar em cases de sucesso, identificar as camadas e profundidade do controle das operações e realizar testes para corrigir os erros com rapidez. O conjunto de tecnologias envolvidas na IoT permitirá às empresas uma visão granular de objetos, pessoas e operações, bem como gerar ações com maior valor agregado. 

Líderes de negócios enfrentam hoje diversos desafios: economizar recursos, aumentar a lucratividade, reduzir o desperdício, automatizar para prever erros e atrasos, acelerar a produção para trabalhar em função da cadeia de valor, digitalizar fluxos que eram feitos no papel, conseguir intervir rapidamente em casos de problemas da produção, e muito mais. A necessidade é tão grande que a maior parte dos investimentos feitos em IoT pela indústria são relacionados a operação, dos processos à logística, e gestão do inventário. 

E como as empresas estão acelerando essa revolução? Aproveitando as capacidades de: 

Conexões inteligentes  

Permitem a conectividade e comunicação segura entre máquinas e equipamentos nos processos produtivos que trazem transparência e controle na produção jamais imaginados, dados reais a todo momento, facilitando planejamentos e tomadas de decisão. 

Troca de dados 

Clientes e fornecedores podem trocar informações em tempo real para antecipar demandas e proporcionar equilíbrio aos processos produtivos. 

Sensoriamento remoto e manutenção 

Sistemas com sensores ligados a conexões inteligentes conseguem monitorar e detectar pequenos desvios de funcionamento do maquinário, permitindo que o profissional antecipe suas ações. Se todo o sistema industrial está conectado e pode ser monitorado, é possível programar alertas, dar o suporte às máquinas antes de falharem e, ainda, monitorar em tempo real e diagnosticar de forma mais rápida os problemas, mesmo que os engenheiros não estejam no chão da fábrica. Com essa visão, abre-se uma oportunidade para os empreendedores na criação de serviços de manutenção inteligente e prevenção de falhas na linha de produção. Agora, com os sensores instalados nas fábricas e as análises feitas praticamente em tempo real, é possível fazer a manutenção preditiva dos aparelhos. 

Customização 

A IoT oferece opções de customização, onde o consumidor pode interagir com aplicativos e escolher opções mais adequadas, resultando em personalização de produtos e embalagens. O alto grau de personalização, em uma escala de produção, também é uma das mudanças que vai impactar diretamente a indústria nos próximos anos. Durante um tempo, ter algumas cores disponíveis do mesmo tênis já era o suficiente; agora nós queremos customizá-los do nosso jeito. Uma evolução disso é a capacidade do consumidor interagir com a marca e sua linha de produção por meio de plataformas digitais que personalizam os produtos, diminuem a distância entre produção e entrega e possibilitam a cocriação. Em várias indústrias, isso já acontece, mas a capacidade de escalar e personalizar no mesmo nível de uma produção massiva ainda é um desafio que a automação industrial se propõe a resolver. 

Integração 

Permite a integração entre pessoas e máquinas em trabalhos mais complexos, em que o robô executa a parte mais difícil, enquanto o funcionário atua em complemento. 

Impressão 3D 

A manufatura aditiva possibilita a produção de peças via impressoras 3D, que moldam o produto por meio de adição de matéria-prima, sem o uso de moldes físicos. 

Simulação 

Por meio de simulação, os operadores testam e otimizam o processo e produtos ainda na fase de concepção, diminuindo os custos e o tempo de criação. 

Cloud 

O recurso da computação na nuvem proporciona a digitalização de produtos e processos produtivos. 

Big Data 

Por meio do Big Data e ferramentas de Analytics o sistema identifica falhas nos processos, ajuda a otimizar a qualidade da produção, economiza energia e torna mais eficiente a utilização de recursos. 

TI + Manufatura 

Os sistemas de tecnologia da informação (TI), juntas com as tecnologias operacionais (TO), integram uma cadeia de valor automatizada, por meio da digitalização de dados. 

Realidade Virtual / Realidade Aumentada 

Integração simultânea do ambiente real e virtual por meio da realidade aumentada, tecnologia que proporciona a exibição de imagens virtuais no ambiente real. 

Segurança de dados 

Com a implementações de mais soluções de IoT, é preciso investir em cibersegurança, pois como há muitos equipamentos conectados e a internet é um ambiente aberto, são necessários não só procedimentos de governança de TI, mas de padrões que garantam uma rede segura. 

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Saiba como a conectividade pode dar mais competitividade ao setor de óleo e gás

A adoção de novas tecnologias pelas empresas é essencial para gerar mais produtividade, eficiência e redução de custos. E, nesse cenário desafiador, as indústrias avançam cada vez mais em direção à maturidade digital, e a adoção de robustas soluções de conectividade no setor de óleo e gás, com sua atuação em áreas remotas, que envolvem altos riscos, é fundamental nessa jornada.

A digitalização do setor, onde a geografia de cada ponto de exploração requer adaptações e atenção especial, está baseada no acesso a informações confiáveis e em tempo real para agilizar a tomada de decisão, o que pode representar a economia ou ganho de milhões de dólares em investimentos. Ou em grandes desastres ambientais, caso os gestores não tenham acesso a esses dados.

Esses dados, que são transformados em inteligência, são entregues pelos milhares de sensores embarcados em equipamentos e em soluções de IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) que acompanham, por exemplo, o funcionamento de válvulas, e identificam se elas foram abertas, fechadas, se estão vazando, se a temperatura e o volume de processamento estão adequados, entre outros dados.

Na base de todo esse ambiente digital está uma solução de conectividade robusta e confiável, como a oferecida pelas Redes Mesh, transmitindo, em tempo real, informações disponibilizadas em instalações geograficamente dispersas, tanto acima quanto abaixo do nível do mar. Essa capacidade potencializa a geração de valor a partir da análise e da correlação de dados gerados a partir das mais diversas fontes, como nos sensores em equipamentos operacionais, mas também nos processos corporativos informatizados e mesmo em fontes de informações públicas. Além de acelerar a convergência do mundo real com o mundo virtual, essa capacidade também permite a tomada de decisão mais assertiva, baseada em dados preditivos, ou até mesmo prescritivos.

Segundo analistas da FGV (Fundação Getulio Vargas), o mercado de energia passa por desafios relevantes e de diferentes ordens, sofrendo ataques por dois lados. Ele é atacado pelo lado da oferta, representado pela indústria de não convencionais (que tem uma velocidade de descoberta e produção muito mais rápida do que a indústria tradicional), mudanças geopolíticas importantes, maior difusão e estímulo, assim como demanda da sociedade por energias renováveis. E pelo lado da demanda, onde tem-se mudança de padrões de comportamento em relação a uma economia de baixo carbono, avanços tecnológicos, e aumento de veículos elétricos. Enfim, uma série de questões que levam à rediscussão e modernização do setor petróleo e trazem à tona uma discussão sobre o novo paradigma dessa indústria.

Dados transformados em inteligência

A possibilidade de contar com uma solução de conectividade robusta é que permitiu à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) implantar um grande projeto – Hermes – de armazenamento de todos os dados gerados pela indústria do petróleo no Brasil, desde dados de sísmica e tomografias computadorizadas de amostras a dados digitais de poços e de métodos não sísmicos das fases exploratórias e de produção nas bacias do Brasil. Esses dados permitirão reduzir ciclos de projeto, custos operacionais e também para prolongar a viabilidade dos campos.

Outra inovação que vai garantir mais competitividade ao setor de óleo e gás é a conhecida como Gêmeos Digitais, uma réplica virtual de um objeto físico ou modelo digital capaz de fornecer todas as perspectivas e dados de um ativo real. O digital twin replica exatamente o que está acontecendo com um equipamento onde ele estiver como, por exemplo, em um poço de petróleo a centenas de quilômetros e em altas profundidades nos campos offshore de petróleo.

Pierce Riemer, diretor-geral do WPC (World Petroleum Council), destacou durante a última edição da O&G TechWeek, promovida pelo IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), que a transformação digital está gerando novos modelos de negócios, acelerando a inovação e oferecendo ganhos em eficiência operacional, design de produto, desenvolvimento e entrega, e ainda no relacionamento com o cliente.

Para Riemer, não existem tecnologias disruptivas, e sem tecnologias capacitadoras. “Se você disser que algo é disruptivo, é quase como dizer que você não quer mudar. Deveríamos usar o termo tecnologia capacitadora. Com ela temos sensores baratos, ampliando a conectividade e o poder de computação, impulsionando o volume de dados coletados. As modernas plataformas offshore podem ter cerca de 90 mil sensores com capacidade para gerar muitos petabytes de dados durante a vida útil de um ativo. E a maioria das empresas de petróleo e gás já está investindo em soluções de Big Data e Analytics, que possibilitarão que as corporações ‘naveguem’ por essa enorme quantidade de dados”.

Parcerias mais conectadas

A digitalização do setor de óleo e gás e a implementação de uma eficiente solução de conectividade não está ligada somente à produtividade nas áreas de upstream (atividades de exploração, perfuração e produção) e midstream (atividades de refino). Quando pensamos em estratégias para a área de downstream (atividades de transporte, distribuição e comercialização dos derivados de petróleo), é preciso também levar em consideração a nova relação entre produtor e distribuidores, que também está baseada na conectividade no setor de óleo e gás.

Os canais de distribuição estão embarcando em suas jornadas digitais e querem construir parcerias onde a empresa de óleo e gás:

  • Forneça conhecimento, recursos ou soluções necessárias para desenvolver maior conhecimento digital e serem mais proativos e preditivos
  • Ajude a aproveitar o marketing digital e análises para crescer, fidelizar clientes e aumentar a sua rentabilidade
  • Seja mais transparente e implante um ambiente de confiança, compartilhando dados
  • Ajude a desenvolver habilidades digitais de sua equipe
  • Trabalhe em conjunto para entender o futuro do negócio no ambiente digital

Investindo na comunicação com Redes Mesh

Está mais do que claro que a transformação digital no setor de óleo e gás está baseada em comunicação e depende de uma robusta, confiável e escalável solução de conectividade de modo a que haja coleta, integração e análise dos dados de diversos equipamentos, reunindo as informações de toda a cadeia produtiva, laboratórios, logística, planejamento, operação.

O objetivo de implantar uma infraestrutura de comunicação deve ser:

  • Obter o máximo de dados de ativos e sistemas para criar um ecossistema de informações
  • Conectar sensores e sistemas com diversos padrões e protocolos, além de sistemas legados
  • Montar uma infraestrutura de conexão que permita escalabilidade e simplicidade de crescimento

E toda essa infraestrutura necessita de uma tecnologia capaz de suportar todas as novas demandas de conectividade no setor de óleo e gás. As Redes Mesh oferecem a capacidade de conectar dezenas ou centenas de pontos em instalações que “conversam” entre si e estendem a conexão da rede para áreas maiores.

Os pontos, ou nós, das Redes Mesh são pequenos radiotransmissores que funcionam como um roteador wireless, se comunicando com os dispositivos e sensores e entre si. Nas Redes Mesh, somente um ponto precisa estar fisicamente ligado a uma conexão de rede com a Internet, que compartilha a sua conexão com os pontos ao seu redor e assim sucessivamente, por meio da característica de saltos (hops em inglês) exclusivo da topologia de Redes Mesh, aumentando de maneira simples a área coberta.

O uso de Redes Mesh oferece uma solução de conectividade abrangente, flexível e escalável, permitindo o acesso a locais remotos sem nenhuma infraestrutura de rede de comunicação, por mais remota e incipiente que seja, como é usual na indústria de óleo de gás. Conheça as soluções de conexões inteligentes oferecidas pela Atech e casos de sucesso.

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Conheça os benefícios da conectividade para a gestão de ativos

Em um cenário de competição global, o setor industrial procura estratégias que permitam maximizar a rentabilidade, disponibilidade e confiabilidade de seus ativos, além de reduzir o custo total de propriedade, atuando em todas as fases do ciclo de vida dos equipamentos, integrando informações técnicas, de manutenção, de projetos e financeiras.

Pensar nos ativos como uma rede integrada, e não como um conjunto de máquinas isoladas, adotando inovadores sistemas de conectividade para gestão de ativos, permite melhorar a capacidade de resposta a possíveis falhas, eliminar gargalos e otimizar as cadeias de valor, de ponta a ponta.

Com a implantação de soluções de IIoT (Internet das Coisas Industriais) e a entrega de dados em tempo real trafegando por uma rede robusta e resiliente, os benefícios são tangíveis, possibilitando prever a quebra de máquinas com meses de antecedência, implantar estratégias eficientes de manutenção, otimizar o trabalho das equipes de manutenção e reduzir o tempo de parada.

Com uma camada de IIoT, a empresa adiciona o elemento futuro na manutenção, passando da manutenção corretiva ou preventiva para a preditiva, com monitoramento em tempo real, agregando as seguintes possibilidades:

Implantar uma estratégia de manutenção preditiva, obtendo as seguintes vantagens

  • Aumento da vida útil do ativo
  • Mais confiabilidade e disponibilidade nos serviços
  • Agilidade e otimização do processo de produção
  • Redução dos custos com manutenções corretivas
  • Eliminação do processo de desmontagem das máquinas para inspeções
  • Redução da quantidade de danos
  • Redução na perda de recursos com falhas na linha de produção

Ações de manutenção baseadas em eventos – quanto maior a capacidade de coleta de dados (IIoT e conectividade para gestão de ativos) maior a capacidade de análise;

Gerenciamento de ativos em rede e Cloud Computing – integrar todos os sistemas legados da organização reunindo dados que estejam alocados em múltiplas bases e organizados de formas diferentes, extraí-los e colocá-los em uma única base de dados categorizada de maneira uniforme. Isso irá permitir que esses dados possam ser acessados com facilidade e usados por todos os envolvidos na gestão de ativos;

Uso de Realidade Aumentada –  mapear ativos físicos e relacionando operação e manutenção, incorporando ferramentas de análise de campo (óculos, tablets, smartphones) aos procedimentos de operação, manutenção e segurança;

Criação de modelos de predição –  ao conectar todos os bancos de dados da planta, planejamentos de manutenção e inventário, é possível desenvolver modelos de predição e prognóstico, baseados em dados de ativos e conhecimentos prévios dos técnicos;

Eliminar manutenção preventiva – substituir ações de prevenção baseadas em diagnóstico por ações baseadas em confiabilidade (prognósticos inteligentes) e decisões orientadas a eventos;

Conectar rede de ativos ao inventário –  permite integrar dados da manutenção (comportamento e padrão do ativo) ao estoque de peças de reposição, otimizando custo e tempo e também conectar ativos e inventários a fornecedores e assistência técnica autorizada;

Reduzir riscos em ambientes adversos – a conectividade para gestão de ativos, com sensores integrados, automação e compartilhamento de informações em tempo real, permite coletar dados operacionais de locais remotos e com condições adversas, como nos setores de mineração e de óleo e gás, removendo as barreiras físicas para que as empresas possam atingir o local das operações inacessíveis ao ser humano, e garantir a integridade dos ativos (equipamentos, robôs, entre outros);

Uso da Inteligência Artificial – algoritmos permitem a correta análise dos dados recolhidos automaticamente pelas máquinas, tomando o lugar do tradicional modelo de monitoramento manual da vida útil padrão dos componentes dos equipamentos. A partir das informações enviadas pelos sensores embarcados de fábrica nos equipamentos as ferramentas de Inteligência Artificial emitem alertas preditivos avaliando a sua condição atual. E também sugerem ações corretivas para reparar ativos, informando quais componentes precisam ser inspecionados, quais ferramentas e que métodos usar, o que resulta em reparos muito mais focados, programados em antecedência;

Fábio Vieira, responsável pelos produtos de Gestão de Ativos da Atech, destaca que “se antes a coleta de dados via sensores era vista como algo ‘inovador demais’ muito distante, hoje a avaliação dessas informações é fundamental para gerar confiabilidade e dar mais inteligência aos negócios, tornando-se algo fundamental para a gestão de ativos.

“A oferta de conectividade para gestão de ativos cria um cenário em que as empresas usam uma enorme quantidade de informações à sua disposição para alinhar as atividades de manutenção de acordo com as necessidades e riscos de ativos individuais, no qual definem prioridades e organizam cronogramas com base em previsões altamente precisas, e não em relatórios improvisados após um evento ou cronogramas predefinidos para manutenções periódicas. Com isso, as equipes de manutenção podem atualizar as informações e gerenciar os ativos quase em tempo real”.

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O futuro da energia está na tecnologia

A adoção de tecnologias digitais, como em diversos outros setores, representa o futuro da energia, entregando mais eficiência e resiliência com redes inteligentes e também novas formas de relacionamento com os clientes. Estudos da IEA (International Energy Agency), organização que reúne 38 países, inclusive o Brasil, apontam que a adoção das tecnologias digitais no setor elétrico poderá poupar cerca de US$ 80 bilhões por ano, melhorando a eficiência de redes e estações e reduzindo desligamentos.

O futuro da energia certamente passa pela adoção de inovadoras tecnologias, como Internet das Coisas, Big Data, redes inteligentes, medidores inteligentes, processamento na nuvem. E essa transformação é fundamental para a implantação de cidades inteligentes, com redes elétricas inteligentes e automatizadas, controle da distribuição e redução dos tempos de falhas.

O futuro da energia está na mudança de um modelo único de alimentação centralizada, que ainda predomina atualmente no setor brasileiro, para modelos descentralizados, baseados em redes bidirecionais entre consumidores e fornecedores. Atualmente, quando a distribuição energética de uma fonte centralizada falha, ela prejudica o abastecimento de toda a rede.

Como a tecnologia irá definir o futuro da energia 

O setor de energia enfrenta dificuldades típicas da gestão de projetos longos e complexos, especialmente relacionadas com altos investimentos, uso de tecnologia avançada, gestão de riscos, requisitos regulatórios, infraestrutura, logística, além da preocupação com impactos ambientais.

Mas a implantação de inovadoras tecnologias permite otimizar todos os processos, como:

  • Construção de redes mais eficientes e inteligentes;
  • Apoio no processo de operação das redes de distribuição;
  • Gestão de ativos;
  • Engajamento da força de trabalho;
  • Redefinição do relacionamento com clientes;
  • Fortalecimento da segurança e privacidade de sistemas e das informações de clientes;
  • Saneamento de inconsistências nos cadastros técnicos e comerciais das distribuidoras;
  • Direcionamento e refinamento de ações de recuperação de receitas nas distribuidoras;
  • Conformidade com aspectos regulatórios;
  • Maior sustentabilidade no fornecimento de energia;

Medidores inteligentes e análise de dados: mais eficiência

As empresas de distribuição de energia têm investido cada vez mais em tecnologias que permitem medir em tempo real o consumo de energia para gerir e otimizar suas fontes de geração e também suas estratégias de distribuição, adotando medidores inteligentes e soluções para análise de dados.

Ao adotar os medidores inteligentes, a distribuidora de energia terá como primeiro benefício a eliminação da “perda de receita”, que geralmente é causada pela impossibilidade de medir regularmente o consumo de energia em determinadas localidades, principalmente nas áreas rurais, nas quais há dificuldade de estar presente todos os meses para a leitura manual da medição.

As cobranças então são feitas a partir de cálculo baseado no “consumo médio” dos últimos meses em que houve a medição. Além disso, quando a distribuidora não consegue realizar a medição por três meses consecutivos, a cobrança deve ser efetuada com o valor mínimo. Nestes dois cenários se configura a “perda de receita”. A partir da implantação de um sistema de automação da medição, não existe mais perda, pois o monitoramento do consumo de energia é remoto e online – algo impossível por meio da leitura de medição tradicional -, sem a necessidade da “presença física” para esta atividade. A automação da medição garante que a distribuidora faça a cobrança correta e tenha receita sem perdas.

O segundo benefício é o combate a fraudes a partir dos registros minuto a minuto de consumo e de demanda de energia disponíveis nos medidores inteligentes, possibilitando assim o levantamento do perfil de consumo, a análise e comparação que podem denotar atitudes suspeitas por parte do cliente. Consequentemente, é possível obter redução de despesas ao eliminar deslocamentos desnecessários de equipes para o trabalho de inspeção de fraudes.

Recursos Energéticos Distribuídos: tendência no setor de energia

Recursos Energéticos Distribuídos (RED – Distributed Energy Resources) são tecnologias de geração e/ou armazenamento de energia elétrica, implantadas junto a unidades consumidoras, atrás do medidor. Para o setor residencial e de PME, estudos apontam o uso de painéis solares como predominantes. Já nos setores comerciais e industriais a tendência é que a geração distribuída consistirá principalmente de fontes de cogeração (Combined Heat and Power – CGH).

A geração distribuída, a eficiência energética, o gerenciamento de demanda e o armazenamento de energia são os recursos que, atuando proximamente ao uso final da energia, são capazes de oferecer soluções – tanto do lado da oferta quanto do lado da demanda – que contribuam para o equilíbrio no atendimento energético.

Os REDs, que permitem maior participação do consumidor tanto na geração quanto na gestão do consumo da sua própria energia, contemplam:

  • Geração distribuída (GD);
  • Armazenamento de energia;
  • Veículos elétricos (VE) e estrutura de recarga;
  • Eficiência energética;
  • Gerenciamento pelo lado da demanda (GLD);

Essa nova forma de lidar com o consumo de energia, onde usuários podem vender energia para uma distribuidora local e também comercializar energia entre si, possível com a implantação de medidores inteligentes e soluções de conexões inteligentes, certamente vão transformar os sistemas elétricos, predominantemente operados com recursos de maior porte e gerenciados de forma centralizada.

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Seis razões pelas quais o seu projeto de IoT não “sai do purgatório”

A implantação de soluções de IoT (Internet of Things) oferece às empresas a capacidade de monitorar e gerenciar de forma inovadora seus ativos, enquanto fluxos maciços de dados oferecem inteligência para a melhor tomada de decisão. Mas essa jornada envolve tanto tecnologia quanto processos e, ao final, o projeto de IoT pode não apresentar o resultado esperado – pelo menos não no prazo esperado.

O não envolvimento ou definição dos itens abaixo são os pontos que geralmente impactam negativamente um projeto de IoT:

  • Partes interessadas
  • Recursos
  • Escopo
  • Risco
  • Custos e prazos
  • Conformidade

E quais são os principais cenários onde esses pontos podem fazer com o projeto de IoT não entregue o valor esperado?

Não conduzir projetos pilotos

Antes dos projetos ganharem proporções de operação real, é preciso construir business cases que comprovem os benefícios. Testes limitados e isolados no ambiente macro da empresa e de seus parceiros não costumam provar a eficiência das soluções de IoT. A conexão de ativos, processos e pessoas, tanto no ambiente interno quanto no externo da empresa, é que vai permitir a captura de dados e de eventos a partir do qual todos vão adquirir inteligência sobre comportamentos e usos e agir proativamente.

Não avaliar processos

Definir um projeto de IoT simplesmente como uma questão de tecnologia é arriscado, já que as empresas podem ignorar o valor que podem agregar avaliando e redesenhando processos e, assim, aproveitarem todo o potencial dos sistemas conectados. Para obter reais ganhos de negócio com a IoT é preciso mudar os processos. Conectar equipamentos à Internet permitirá, por exemplo, que uma empresa gerencie o ciclo de vida dos equipamentos com mais eficiência e adote modelos de manutenção preditiva. Mas se os processos operacionais não forem modificados e otimizados, o valor não será maximizado.

Não contar com dados de qualidade

Um projeto de IoT é baseado em compartilhamento de dados, atendendo a três requisitos:

  • Coleta de dados digitais vindos de sensores e/ou indo para atuadores (um display que exibe a temperatura de um motor, uma lâmpada de LED que alerta uma falha em uma esteira de linha de montagem, por exemplo)
  • Conexão com uma rede fora do equipamento
  • Capacidade de processar dados de forma automatizada

Sensores são um dos pilares da IoT e, como dos dados são “o novo petróleo”, eles é que vão gerar valor para o negócio. Por isso um ponto importante sobre os sensores está relacionado com a sua precisão. Quanto mais preciso, melhor a qualidade do dado que é capturado. Como consequência, melhor poderá ser a geração de informação analítica a partir dele.

Não investir em segurança e continuidade de negócios

Dispositivos de IoT geram uma quantidade de dados sem precedentes, tanto críticos para os negócios quanto dados pessoais sensíveis. E cada dispositivo de IoT pode ser um ponto de vulnerabilidade no ambiente tecnológico da empresa. Além disso, com as soluções de Internet das Coisas, a tecnologia passa a integrar elos da cadeia (interna e externa) que podem ainda contar com pouco suporte tecnológico. Com isso, o escopo de continuidade de negócios tende a se ampliar de maneira significativa. A cobertura da tecnologia se amplia e, proporcionalmente, a necessidade de uma gestão de riscos relacionados à segurança e à continuidade das operações.

Não criar um ecossistema de negócio

Interconectividade é a chave para o sucesso de um projeto, e é mais do que conectar dispositivos – é conectar processos internos, clientes, parceiros e fornecedores. Isso requer mudanças estruturais nas empresas, que devem abandonar modelos tradicionais de sistemas proprietários e processos rígidos, e adotar modelos colaborativos, com estruturas abertas e flexíveis onde os parceiros podem avaliar e otimizar toda a cadeia. Nenhuma empresa, implantando apenas seus próprios produtos ou serviços, pode capturar o valor da IoT por si só e certamente não com a velocidade exigida no mercado digital de hoje.

Não contar com parceiros confiáveis

Encontrar um parceiro confiável antes mesmo de iniciar seu projeto de IoT é um ponto crítico, e permite que o CIO se concentre no desenvolvimento de um roteiro detalhado, em vez de perder tempo procurando as melhores soluções e equipes. Com a presença de um parceiro, o CIO ganha uma visão 360º., com colaboradores de diversas especialidades e a expertise necessária para o desenvolvimento da nova estratégia. A implantação de projetos de IoT exige habilidades técnicas, que vão desde ciência de dados e arquitetura de sistemas, até a segurança cibernética. Mas esses especialistas também precisam ter habilidades de negócios, entendendo as necessidades e a cultura da empresa.

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Saiba como Big Data e IoT estão acelerando a cadeia de suprimentos

Você com certeza já se deu conta de que cada vez mais a digitalização está presente em todos os setores da indústria e, com essa transformação, chegam dados e mais dados provenientes dos sensores embarcados em equipamentos. Tecnologias de IoT e ferramentas de Big Data deixaram de ser futurologia e oferecem a capacidade de uma melhor tomada de decisão em todas as áreas.

No setor de manufatura, por exemplo, a transformação digital tem levado agilidade, visibilidade, flexibilidade, rastreabilidade e redução de custos para a cadeia de suprimentos, integrando parceiros, fornecedores e clientes.

Se antes a cadeia de suprimentos tinha uma função operacional de logística, cujo foco era assegurar o abastecimento das linhas de produção e entrega para os clientes, hoje se concentra nos processos avançados de planejamento e previsão, como análises preditivas de dados internos – demanda – e externos – tendências de mercado, sazonalidade. Ao mesmo tempo, a logística operacional é muitas vezes terceirizada.

Gargalos e visibilidade

O processo de gerenciamento da cadeia de suprimentos é complexo, envolvendo o controle e monitoramento do fluxo de um produto desde a aquisição de matérias-primas até a distribuição do produto final ao cliente.

Mas, apesar da crescente importância da cadeia de suprimentos, e maior oferta de tecnologias de IoT e de ferramentas de Big Data, muitas empresas ainda enfrentam gargalos, causados principalmente por uma comunicação ineficiente entre as partes, baseada em e-mails e telefone.

Muitos gerentes de supply chain não conseguem ter visibilidade ponta a ponta da cadeia de suprimentos, problema muitas vezes causado pela existência de silos entre pessoas, processos e tecnologia. E sem visibilidade a tarefa de quebrar silos organizacionais é muito difícil, o que cria uma dificuldade natural em conectar fornecedores e negócios para entender a demanda, ter respostas rápidas sobre riscos, imprevistos e disrupções, e, por fim, orquestrar partes móveis de toda cadeia de suprimentos.

Ana Paula Blanco, Mestre em Gerenciamento de Tecnologia pelo Massachusetts Institute of Technology, ressalta que “para se ter sucesso nesse novo ambiente, um processo de planejamento diferente será necessário. Para construir uma rede de fornecimento digital, as organizações serão obrigadas a adotar uma cultura de inovação e experimentação, capaz de entregar uma operação mais rápida, mais flexível, mais granular, mais precisa e mais eficiente”.

A era da hiperconectividade

A IOT e o Big Data estão reestruturando todos os processos que compõem a cadeia de suprimentos, reunindo integração, automação e análise de dados. O poder da IoT está em conectar pessoas, processos, dados e “coisas” de forma inteligente, por meio de dispositivos e sensores, criando um ecossistema em rede que mensura, coleta e troca dados ininterruptamente, em tempo real.

A cadeia de suprimentos aproveita essa capacidade, com total visibilidade em todos os processos e transações. Mas também traz desafios, como aponta Ana Paula: “Em um universo em que as informações estão amplamente disponíveis e podem ser compartilhadas, serão exigidas técnicas avançadas de previsão de demanda, menos dependentes da experiência das pessoas, mais fundamentadas na análise de dados e com períodos de planejamento mais curtos. A tradicional reunião mensal de vendas e operações (S&OP, sigla para Sales and Operations Planning) com horizonte de congelamento de um a três meses, utilizada no passado por várias empresas, será substituída por um processo fluido e dinâmico, capaz de reagir rapidamente às mudanças.

“Não haverá necessidade de se esperar por informações e não haverá nenhum filtro entre um nível da cadeia de suprimento e o outro. O planejamento em tempo real permitirá que as empresas aumentem sua flexibilidade para responder às variações da demanda. Ao mesmo tempo, diminuirá a necessidade de estoque para cobrir variações imprevistas e atrasos na informação, impulsionados pelo efeito chicote comum nas cadeias de fornecimento tradicionais”.

Com a inteligência proveniente da análise de Big Data, em vez de manter estoques de segurança fixos, os gestores poderão reduzir o nível de incerteza (o desvio padrão de erros de demanda / oferta ou de previsão), acabando com a necessidade de manter um estoque de segurança.

A nova cadeia de suprimentos, que incorpora a IoT e o Big Data, é mais integrada, dos fornecedores aos clientes, e as decisões sobre custo, estoque e atendimento passam a ser tomadas em uma perspectiva de ponta a ponta, e não isoladamente por função. Com isso, a cadeia de suprimentos torna-se mais rápida, detalhada, precisa e eficiente.

dispositivos conectados na manufatura
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Como dispositivos conectados vão mudar a indústria nos próximos anos

Fundamental para a Indústria 4.0, a Internet das Coisas (IoT- Internet of Things) descreve uma rede física de objetos, composta por dispositivos eletrônicos, softwares, sensores e uma conexão de rede que permite que esses objetos coletem e compartilhem dados para concluir ou otimizar tarefas.

Produtos com conexão wireless (como lâmpadas ou termostatos) são cada vez mais presentes nos lares das pessoas. Mas essa tecnologia tem origem em um mundo que antecede o surgimento de aparelhos inteligentes:  a manufatura Industrial.

A Industrial Internet of Things (IIoT) usa sensores em rede e dispositivos inteligentes e coloca essas tecnologias em uso direto no chão de fábrica, coletando informações para impulsionar Inteligência Artificial e análises preditivas.

Na IIoT, sensores são integrados a ativos físicos. Esses sensores coletam dados e informações, armazenam na nuvem e usam ferramentas de analytics e machine learning para tomar alguma ação.

A IIoT está mudando a indústria da manufatura, transformando as cadeias de produção tradicionais e lineares em sistemas dinâmicos e interconectados. Tecnologias de IIoT estão redefinindo a maneira como produtos são feitos e entregues, e estão  estão tornando as fábricas mais eficientes e seguras para operadores humanos, além de dinamizar os recursos financeiros.

Manutenção Preditiva no Ambiente de Trabalho

Um dos benefícios da IIoT é como ela pode tornar os processos operacionais ainda mais eficientes. Por exemplo, se uma máquina para ou apresenta falhas, sensores inteligentes podem determinar a fonte do problema e emitir uma ordem de serviço para que um engenheiro realize o reparo. A IIoT também pode ser integrada a Sistemas Conectados de Gerenciamento de Manutenção (CMMS), permitindo que engenheiros recebam essas ordens em dispositivos de sua preferência, deslocando-se imediatamente ao local do reparo ou atribuindo a tarefa a outro profissional. Com esses sistemas inteligentes, a equipe pode agendar inspeções e manutenções preventivas, gerenciar o inventário, fazer o controle de ordens de serviço e recuperar o histórico dos ativos. 

A IIoT também é capaz de prever quando uma máquina possivelmente apresentará defeitos ou quando seu ciclo de vida útil irá acabar. Isso torna a Manutenção Preditiva ainda mais assertiva, economizando altos valores em reparos ou reposições desnecessárias.

Segurança de Operadores Humanos

Além de ajudar a economizar tempo e dinheiro, a IIoT torna o ambiente de trabalho ainda mais seguro para os colaboradores. Se um duto de óleo, por exemplo, está prestes a atingir níveis arriscados de pressão, os operadores são alertados antes que algum acidente aconteça, com base na natureza dos sensores e na análise das vibrações. Esses sensores podem até mesmo ser usados para monitorar e gerenciar a localização dos colaboradores em casos de emergência ou evacuação.

As tecnologias de IIoT também previnem acidentes ao diminuir o contato direto entre pessoas e máquinas. Termógrafos infravermelhos, por exemplo, permitem que engenheiros e mecânicos analisem sistemas elétricos, equipamentos mecânicos ou sistemas de fluídos utilizando visão de calor. Dessa forma, esses profissionais podem encontrar conexões defeituosas e falhas operacionais analisando as cores demonstradas pelo equipamento, sem ter que tocar no equipamento

IIoT e as novas tendências tecnológicas

Diversos negócios já estudam a possibilidade de trazer o IIoT ainda mais perto de seus profissionais, desenvolvendo wearables e gadgets integrados à rede. É o caso da DAQRI, uma empresa especializada em Realidade Aumentada (AR), que desenvolveu um capacete inteligente baseado em AR para uso industrial. Com o equipamento, engenheiros conseguem ver imagens 4D acima dos ativos da instalação, que os orientam com instruções e fornecem um mapeamento de todas as funcionalidades do ativo. Essa “tecnologia vestível” permite que os engenheiros descubram informações mais rápido e diminui o gap de conhecimento para novas contratações.

CMMs modernos também permitem a integração de dispositivos portáteis como celulares e tablets. Dessa forma, profissionais técnicos podem executar tarefas em qualquer local, podendo acessar informações, informar o tempo necessário para a conclusão do serviço, recuperar ordens de serviços anteriores e fechar o sistema. Todos os dados são armazenados em tempo real, para que os gestores possam acessar as informações imediatamente.

A capacidade de acompanhar o serviço, documentá-lo e enviá-lo à gestão, aliada à praticidade das tecnologias portáteis e “vestíveis” possibilita que os profissionais obtenham uma visão global e detalhada dos ativos, coletando dados que podem ser aplicados desde o planejamento de tarefas operacionais até a contratação de novos profissionais, modernizando e dando agilidade aos processos de onboarding.

Os CMMs e outros sistemas de gestão também têm se beneficiado dos conceitos de Inteligência Artificial e machine learning, utilizando algoritmos para monitorar ativos e processas informações e análises em tempo real, a um ritmo produtivo humanamente impossível. Isso diminui os gastos com força de trabalho consideravelmente, permitindo que as instalações aloquem seus recursos em outros setores.

 

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Saiba por que as redes mesh podem fazer a diferença em cidades inteligentes

Quando se trata de soluções para cidades inteligentes, não há uma resposta certa. Cidades diferentes apresentam desafios diferentes, que exigem soluções particulares. A única constante é o uso de infraestrutura conectada e de Internet das Coisas (IoT) para aprimorar a vida dos cidadãos.

Mas o que acontece quando a maior parte da infraestrutura de uma cidade está conectada à nuvem? É aí que as coisas se tornam delicadas. Se semáforos, medidores de gás, estações de tratamento de água, malha energética ou aterros sanitários estão conectados, cada um deles precisa de um ponto de acesso à nuvem. Isso sem considerar os dispositivos elétricos em locais de trabalho e ambientes domésticos.

Para que um sistema como esses funcione, é necessário utilizar soluções eficientes, estáveis, baratas e potentes, que sejam customizáveis para qualquer dispositivo. É aí que entram as redes mesh.

A topologia das redes mesh

A topologia das redes mesh é relativamente simples: ao invés de nós ou sensores diretamente conectados à nuvem, os nós se conectam uns aos outros em uma malha (mesh), formando um vasto fluxo de informação autossustentável e autoconfigurável, onde é necessário um número mínimo de nós conectados à nuvem para que a informação seja transmitida.

Esse tipo de rede é conhecido pelo seu alto grau de escalabilidade, caráter colaborativo e baixo custo. Em tese, não há limite para o tamanho da cobertura de uma rede de dados: ela é do tamanho do número de máquinas, tem a forma de sua distribuição geográfica e sua força é diretamente proporcional à densidade de equipamentos conectados, fazendo com que as redes mesh sejam uma solução vantajosa para garantir a conectividade.

Os benefícios das redes mesh

Quando estruturas como sistemas de irrigação em parques públicos são automatizados, comandos automáticos podem ajudar a reduzir os gastos de água em 60%. Nesse mesmo parque, as luzes da rua podem se conectar à rede e utilizá-la para transferir informações sobre o consumo de energia, níveis de luz ambiente, e o tráfego de veículos ou pedestres pode ser transmitido instantaneamente.

Implementar as redes mesh nesses sistemas permite que as peças individuais funcionem em conjunto, ativamente transmitindo e automatizando. Isso não é teoria: a cidade de Barcelona está colhendo os frutos de um projeto de cerca de 30 anos, que utiliza tecnologias com conceitos de IoT em 60% dos seus parques públicos e economizam €425.000,00 por ano apenas em gastos com irrigação.

As redes mesh, como as oferecidas pela Atech, contam com outras vantagens, como:

  • Tolerância a falhas e autocorreção, ou seja, caso um dos nós da rede venha a falhar, as informações são redistribuídas em rotas alternativas;
  • Oferecem gerenciamento e configuração remota;
  • Permitem o diagnóstico em tempo real;
  • Apresentam alarmes e eventos para uma rápida identificação de falhas na rede;
  • As funcionalidades de gateway e bridge nos roteadores mesh permitem a integração das redes em malha sem fio com outras redes, como aparelhos celulares, sensores wireless, WI-FI, etc.

Com as cidades se expandindo a um ritmo sem precedentes, a necessidade por tecnologias para cidades inteligentes se torna cada vez maior. Considerando os custos de implementação e a infraestrutura necessária para uma infraestrutura conectada, as redes mesh mostram-se cada vez mais uma das melhores alternativas na construção das cidades do futuro.

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Cinco maneiras como o 5G será essencial para a Indústria 4.0

A rede móvel de quinta geração tem um enorme potencial de transformar a indústria. Segundo um estudo da Ericsson, o potencial de negócios 5G para o setor em 2026 é de cerca de US$ 113 bilhões. Mas como exatamente a nova rede levará à quarta revolução industrial? Veja algumas alternativas:

Mais flexibilidade com fábricas sem fio

As máquinas conectadas à rede podem fazer mais do que as que estão offline. No entanto, os fabricantes normalmente usam ethernet e wifi, e progressivamente 4G LTE, para conectar dispositivos de fábrica.

Mas com o 5G, os operadores podem alimentar suas instalações inteiras, dentro e fora do espaço físico, sem problemas com uma rede para operações quase sem fio e adoção mais rápida de novas tecnologias. Um robô, por exemplo, poderá vir com um cartão SIM embutido, sendo facilmente conectado à rede 5G, ao invés de existir uma rede dedicada somente a este tipo de dispositivo.

As máquinas sem fio também podem circular livremente, aumentando a flexibilidade e a produtividade. E, com a baixa latência fornecida pelo 5G, cerca de 10 milissegundos, elas podem ser monitoradas em tempo real.

Além disso, a adoção do 5G para manufatura irá mover a função normalmente localizada dentro do robô para um computador central via cloud distribuída, ou computação de borda. Isso reduz custos de cabeamento e aumenta a flexibilidade, pois as máquinas podem ser reprogramadas e movimentadas com mais facilidade.

Maior produtividade

Para os fabricantes, a produtividade aumenta a economia. A rede 5G permite até um milhão de sensores por quilômetro quadrado, bem como latência ultrabaixa, que pode fornecer aos operadores dados reais ou em tempo próximo a partir de dispositivos equipados com sensores para melhorar a produtividade.

Além disso, o monitoramento em tempo real fornecido pela baixa latência da 5G permite que a empresa melhore o monitoramento do processo de fabricação para evitar erros; dentro de milissegundos, os operadores sabem quando precisam alterar os parâmetros da máquina ou correm o risco de reconfigurar a peça. Estudos de caso com 5G demonstraram um potencial de redução de custos que chega até a 30 milhões de euros em uma única fábrica.

De fato, quanto mais complicado o processo de fábrica, mais ele pode ser automatizado, o que gera reduções de custo ainda maiores. Quanto mais peças precisam ser transportadas, mais etapas de produção e fornecedores, quanto mais distribuída a configuração, maiores são os benefícios da digitalização industrial 5G.

Manutenção preditiva em tempo real

 Máquinas quebradas paralisam a produção, causando um prejuízo considerável. A manutenção preventiva com 5G, no entanto, pode ajudar a evitar falhas antes que elas aconteçam.

Especialistas do Worcestershire 5G Consortium, um centro do Reino Unido para testar casos de uso de 5G, conseguiram aumentar a produtividade de uma fábrica da Worcester Bosch em cerca de 1% ao adicionar milhares de sensores a máquinas para monitoramento, evitando falhas.

Conectividade sob medida

Gerenciar conectividade é, obviamente, outro gasto e inevitavelmente aumenta a preocupação com segurança, especialmente quando se trata de operações críticas. No entanto, a velocidade, capacidade, cobertura e a criptografia podem ser adaptadas às necessidades específicas de diferentes máquinas e operações, o que pode melhorar a segurança de maneira substancial, sem aumentar os custos de maneira agressiva.

Redes 5G são mais adaptáveis ao “slicing”, que é a divisão da rede em camadas para diferentes aplicações, auxiliando no suporte às mudanças do volume de produção.

Novos modelos de negócios

Na medida em que o mercado muda, novos modelos de negócios industriais vão surgindo, e as empresas precisam estar prontas para a inovação. No Reino Unido, por exemplo, um consórcio envolvendo algumas indústrias formou uma rede que vende o tempo das máquinas – ou seja, a manufatura pode se tornar, também, um serviço.

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Entenda como IoT pode ser aplicado no setor de agribusiness

A Internet das Coisas pode mudar radicalmente o mundo que vivemos: indústrias avançadas, veículos conectados e cidades mais inteligentes são todos componentes da equação IoT. No entanto, aplicar tecnologia como IoT à indústria agrícola pode gerar um impacto razoável.

A população global deve atingir 9,6 bilhões até 2050 . Então, para alimentar essa quantidade de população, a indústria agrícola deve adotar a IoT. Contra os desafios como condições climáticas extremas e aumento das mudanças climáticas, e o impacto ambiental resultante de práticas agrícolas intensivas, a demanda por mais alimentos tem que ser atendida.

A agricultura inteligente, baseada nas tecnologias de IoT, permitirá que produtores e agricultores reduzam o desperdício e aumentem a produtividade, desde a quantidade de fertilizante utilizada até o número de viagens que os veículos agrícolas produziram.

Então, o que é agricultura inteligente?

A agricultura inteligente é um sistema intensivo em capital e de alta tecnologia para cultivar alimentos de forma limpa e sustentável. É a aplicação das modernas TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) na agricultura.

Na agricultura inteligente baseada em IoT, um sistema é construído para monitorar o campo de cultivo com a ajuda de sensores (luz, umidade, temperatura, umidade do solo, etc.) e automatizar o sistema de irrigação. Os agricultores podem monitorar as condições de campo de qualquer lugar. A agricultura inteligente baseada em IoT é altamente eficiente quando comparada com a abordagem convencional.

As aplicações da agricultura inteligente baseada em IoT não apenas visam operações agrícolas convencionais, mas também podem ser novas alavancas para elevar outras tendências comuns ou crescentes em agricultura como agricultura orgânica, agricultura familiar (espaços complexos ou pequenos, gado particular e / ou culturas , preservação de variedades particulares ou de alta qualidade etc.), e melhorar a agricultura altamente transparente.

Em termos de questões ambientais, a agricultura inteligente baseada em IoT pode oferecer grandes benefícios, incluindo uso mais eficiente da água ou otimização de insumos e tratamentos. Agora, vamos discutir as principais aplicações da agricultura inteligente baseada em IoT que estão revolucionando a agricultura.

Aplicações de IoT na Agricultura

Agricultura de precisão

A agricultura de precisão pode ser considerada como algo que torna a prática agrícola mais controlada e precisa quando se trata de criação de gado e cultivo de culturas. Nessa abordagem de gerenciamento de fazendas, um componente-chave é o uso de TI e vários itens como sensores, sistemas de controle, robótica, veículos autônomos, hardware automatizado, tecnologia de taxa variável e assim por diante.

A adoção de acesso à Internet de alta velocidade, dispositivos móveis e satélites confiáveis ​​e de baixo custo (para imagens e posicionamento) pelo fabricante são poucas tecnologias-chave que caracterizam a tendência da agricultura de precisão.

Drones Agrícolas

A tecnologia mudou ao longo do tempo e os drones agrícolas são um bom exemplo disso. Hoje, a agricultura é uma das principais indústrias a incorporar drones. Os drones estão sendo usados ​​na agricultura para melhorar várias práticas agrícolas. As formas como os drones terrestres e aéreos estão sendo usados ​​na agricultura são a avaliação da saúde das culturas, irrigação, monitoramento de culturas, pulverização de culturas, plantio e análise de solo e campo.

Os principais benefícios do uso de drones incluem imagens de saúde da lavoura, mapeamento integrado de GIS, facilidade de uso, economia de tempo e o potencial para aumentar os rendimentos. Com estratégia e planejamento baseados em coleta e processamento de dados em tempo real, a tecnologia de drones proporcionará uma transformação de alta tecnologia para a indústria agrícola.

Monitoramento Pecuário

Os proprietários de grandes fazendas podem utilizar aplicativos IoT sem fio para coletar dados sobre o local, o bem-estar e a saúde de seu gado. Esta informação ajuda-os a identificar os animais que estão doentes, para que possam ser separados do rebanho, prevenindo assim a propagação da doença. Também reduz os custos de mão-de-obra, pois os pecuaristas podem localizar seu gado com a ajuda de sensores baseados em IoT.

Estufas Inteligentes

A agricultura com efeito de estufa é uma metodologia que ajuda a aumentar o rendimento de vegetais, frutos, culturas etc. As estufas controlam os parâmetros ambientais através de intervenção manual ou de um mecanismo de controlo proporcional. Como a intervenção manual resulta em perda de produção, perda de energia e custo de mão-de-obra, esses métodos são menos eficazes. Uma estufa inteligente pode ser projetada com a ajuda da IoT. Este projeto monitora de forma inteligente, bem como controla o clima, eliminando a necessidade de intervenção manual.

Para controlar o ambiente em uma estufa inteligente, são usados ​​diferentes sensores que medem os parâmetros ambientais de acordo com a necessidade da planta. Podemos criar um servidor de nuvem para acessar remotamente o sistema quando ele estiver conectado usando IoT.

Assim, as aplicações agrícolas da IoT estão possibilitando que fazendeiros e agricultores coletem dados significativos. Grandes proprietários de terras e pequenos agricultores devem entender o potencial do mercado de IoT para a agricultura, instalando tecnologias inteligentes para aumentar a competitividade e a sustentabilidade em suas produções. Com a população crescendo rapidamente, a demanda pode ser atendida com sucesso se os fazendeiros, assim como os pequenos agricultores, implementarem soluções agrícolas de IoT de maneira próspera.