CategoriesConexões Inteligentes,  Gestão de Ativos,  Óleo e Gás,  Pro

Conheça os benefícios da conectividade para a gestão de ativos

Em um cenário de competição global, o setor industrial procura estratégias que permitam maximizar a rentabilidade, disponibilidade e confiabilidade de seus ativos, além de reduzir o custo total de propriedade, atuando em todas as fases do ciclo de vida dos equipamentos, integrando informações técnicas, de manutenção, de projetos e financeiras.

Pensar nos ativos como uma rede integrada, e não como um conjunto de máquinas isoladas, adotando inovadores sistemas de conectividade para gestão de ativos, permite melhorar a capacidade de resposta a possíveis falhas, eliminar gargalos e otimizar as cadeias de valor, de ponta a ponta.

Com a implantação de soluções de IIoT (Internet das Coisas Industriais) e a entrega de dados em tempo real trafegando por uma rede robusta e resiliente, os benefícios são tangíveis, possibilitando prever a quebra de máquinas com meses de antecedência, implantar estratégias eficientes de manutenção, otimizar o trabalho das equipes de manutenção e reduzir o tempo de parada.

Com uma camada de IIoT, a empresa adiciona o elemento futuro na manutenção, passando da manutenção corretiva ou preventiva para a preditiva, com monitoramento em tempo real, agregando as seguintes possibilidades:

Implantar uma estratégia de manutenção preditiva, obtendo as seguintes vantagens

  • Aumento da vida útil do ativo
  • Mais confiabilidade e disponibilidade nos serviços
  • Agilidade e otimização do processo de produção
  • Redução dos custos com manutenções corretivas
  • Eliminação do processo de desmontagem das máquinas para inspeções
  • Redução da quantidade de danos
  • Redução na perda de recursos com falhas na linha de produção

Ações de manutenção baseadas em eventos – quanto maior a capacidade de coleta de dados (IIoT e conectividade para gestão de ativos) maior a capacidade de análise;

Gerenciamento de ativos em rede e Cloud Computing – integrar todos os sistemas legados da organização reunindo dados que estejam alocados em múltiplas bases e organizados de formas diferentes, extraí-los e colocá-los em uma única base de dados categorizada de maneira uniforme. Isso irá permitir que esses dados possam ser acessados com facilidade e usados por todos os envolvidos na gestão de ativos;

Uso de Realidade Aumentada –  mapear ativos físicos e relacionando operação e manutenção, incorporando ferramentas de análise de campo (óculos, tablets, smartphones) aos procedimentos de operação, manutenção e segurança;

Criação de modelos de predição –  ao conectar todos os bancos de dados da planta, planejamentos de manutenção e inventário, é possível desenvolver modelos de predição e prognóstico, baseados em dados de ativos e conhecimentos prévios dos técnicos;

Eliminar manutenção preventiva – substituir ações de prevenção baseadas em diagnóstico por ações baseadas em confiabilidade (prognósticos inteligentes) e decisões orientadas a eventos;

Conectar rede de ativos ao inventário –  permite integrar dados da manutenção (comportamento e padrão do ativo) ao estoque de peças de reposição, otimizando custo e tempo e também conectar ativos e inventários a fornecedores e assistência técnica autorizada;

Reduzir riscos em ambientes adversos – a conectividade para gestão de ativos, com sensores integrados, automação e compartilhamento de informações em tempo real, permite coletar dados operacionais de locais remotos e com condições adversas, como nos setores de mineração e de óleo e gás, removendo as barreiras físicas para que as empresas possam atingir o local das operações inacessíveis ao ser humano, e garantir a integridade dos ativos (equipamentos, robôs, entre outros);

Uso da Inteligência Artificial – algoritmos permitem a correta análise dos dados recolhidos automaticamente pelas máquinas, tomando o lugar do tradicional modelo de monitoramento manual da vida útil padrão dos componentes dos equipamentos. A partir das informações enviadas pelos sensores embarcados de fábrica nos equipamentos as ferramentas de Inteligência Artificial emitem alertas preditivos avaliando a sua condição atual. E também sugerem ações corretivas para reparar ativos, informando quais componentes precisam ser inspecionados, quais ferramentas e que métodos usar, o que resulta em reparos muito mais focados, programados em antecedência;

Fábio Vieira, responsável pelos produtos de Gestão de Ativos da Atech, destaca que “se antes a coleta de dados via sensores era vista como algo ‘inovador demais’ muito distante, hoje a avaliação dessas informações é fundamental para gerar confiabilidade e dar mais inteligência aos negócios, tornando-se algo fundamental para a gestão de ativos.

“A oferta de conectividade para gestão de ativos cria um cenário em que as empresas usam uma enorme quantidade de informações à sua disposição para alinhar as atividades de manutenção de acordo com as necessidades e riscos de ativos individuais, no qual definem prioridades e organizam cronogramas com base em previsões altamente precisas, e não em relatórios improvisados após um evento ou cronogramas predefinidos para manutenções periódicas. Com isso, as equipes de manutenção podem atualizar as informações e gerenciar os ativos quase em tempo real”.

CategoriesConexões Inteligentes,  Energia,  Pro

O futuro da energia está na tecnologia

A adoção de tecnologias digitais, como em diversos outros setores, representa o futuro da energia, entregando mais eficiência e resiliência com redes inteligentes e também novas formas de relacionamento com os clientes. Estudos da IEA (International Energy Agency), organização que reúne 38 países, inclusive o Brasil, apontam que a adoção das tecnologias digitais no setor elétrico poderá poupar cerca de US$ 80 bilhões por ano, melhorando a eficiência de redes e estações e reduzindo desligamentos.

O futuro da energia certamente passa pela adoção de inovadoras tecnologias, como Internet das Coisas, Big Data, redes inteligentes, medidores inteligentes, processamento na nuvem. E essa transformação é fundamental para a implantação de cidades inteligentes, com redes elétricas inteligentes e automatizadas, controle da distribuição e redução dos tempos de falhas.

O futuro da energia está na mudança de um modelo único de alimentação centralizada, que ainda predomina atualmente no setor brasileiro, para modelos descentralizados, baseados em redes bidirecionais entre consumidores e fornecedores. Atualmente, quando a distribuição energética de uma fonte centralizada falha, ela prejudica o abastecimento de toda a rede.

Como a tecnologia irá definir o futuro da energia 

O setor de energia enfrenta dificuldades típicas da gestão de projetos longos e complexos, especialmente relacionadas com altos investimentos, uso de tecnologia avançada, gestão de riscos, requisitos regulatórios, infraestrutura, logística, além da preocupação com impactos ambientais.

Mas a implantação de inovadoras tecnologias permite otimizar todos os processos, como:

  • Construção de redes mais eficientes e inteligentes;
  • Apoio no processo de operação das redes de distribuição;
  • Gestão de ativos;
  • Engajamento da força de trabalho;
  • Redefinição do relacionamento com clientes;
  • Fortalecimento da segurança e privacidade de sistemas e das informações de clientes;
  • Saneamento de inconsistências nos cadastros técnicos e comerciais das distribuidoras;
  • Direcionamento e refinamento de ações de recuperação de receitas nas distribuidoras;
  • Conformidade com aspectos regulatórios;
  • Maior sustentabilidade no fornecimento de energia;

Medidores inteligentes e análise de dados: mais eficiência

As empresas de distribuição de energia têm investido cada vez mais em tecnologias que permitem medir em tempo real o consumo de energia para gerir e otimizar suas fontes de geração e também suas estratégias de distribuição, adotando medidores inteligentes e soluções para análise de dados.

Ao adotar os medidores inteligentes, a distribuidora de energia terá como primeiro benefício a eliminação da “perda de receita”, que geralmente é causada pela impossibilidade de medir regularmente o consumo de energia em determinadas localidades, principalmente nas áreas rurais, nas quais há dificuldade de estar presente todos os meses para a leitura manual da medição.

As cobranças então são feitas a partir de cálculo baseado no “consumo médio” dos últimos meses em que houve a medição. Além disso, quando a distribuidora não consegue realizar a medição por três meses consecutivos, a cobrança deve ser efetuada com o valor mínimo. Nestes dois cenários se configura a “perda de receita”. A partir da implantação de um sistema de automação da medição, não existe mais perda, pois o monitoramento do consumo de energia é remoto e online – algo impossível por meio da leitura de medição tradicional -, sem a necessidade da “presença física” para esta atividade. A automação da medição garante que a distribuidora faça a cobrança correta e tenha receita sem perdas.

O segundo benefício é o combate a fraudes a partir dos registros minuto a minuto de consumo e de demanda de energia disponíveis nos medidores inteligentes, possibilitando assim o levantamento do perfil de consumo, a análise e comparação que podem denotar atitudes suspeitas por parte do cliente. Consequentemente, é possível obter redução de despesas ao eliminar deslocamentos desnecessários de equipes para o trabalho de inspeção de fraudes.

Recursos Energéticos Distribuídos: tendência no setor de energia

Recursos Energéticos Distribuídos (RED – Distributed Energy Resources) são tecnologias de geração e/ou armazenamento de energia elétrica, implantadas junto a unidades consumidoras, atrás do medidor. Para o setor residencial e de PME, estudos apontam o uso de painéis solares como predominantes. Já nos setores comerciais e industriais a tendência é que a geração distribuída consistirá principalmente de fontes de cogeração (Combined Heat and Power – CGH).

A geração distribuída, a eficiência energética, o gerenciamento de demanda e o armazenamento de energia são os recursos que, atuando proximamente ao uso final da energia, são capazes de oferecer soluções – tanto do lado da oferta quanto do lado da demanda – que contribuam para o equilíbrio no atendimento energético.

Os REDs, que permitem maior participação do consumidor tanto na geração quanto na gestão do consumo da sua própria energia, contemplam:

  • Geração distribuída (GD);
  • Armazenamento de energia;
  • Veículos elétricos (VE) e estrutura de recarga;
  • Eficiência energética;
  • Gerenciamento pelo lado da demanda (GLD);

Essa nova forma de lidar com o consumo de energia, onde usuários podem vender energia para uma distribuidora local e também comercializar energia entre si, possível com a implantação de medidores inteligentes e soluções de conexões inteligentes, certamente vão transformar os sistemas elétricos, predominantemente operados com recursos de maior porte e gerenciados de forma centralizada.

CategoriesConexões Inteligentes,  Pro

Seis razões pelas quais o seu projeto de IoT não “sai do purgatório”

A implantação de soluções de IoT (Internet of Things) oferece às empresas a capacidade de monitorar e gerenciar de forma inovadora seus ativos, enquanto fluxos maciços de dados oferecem inteligência para a melhor tomada de decisão. Mas essa jornada envolve tanto tecnologia quanto processos e, ao final, o projeto de IoT pode não apresentar o resultado esperado – pelo menos não no prazo esperado.

O não envolvimento ou definição dos itens abaixo são os pontos que geralmente impactam negativamente um projeto de IoT:

  • Partes interessadas
  • Recursos
  • Escopo
  • Risco
  • Custos e prazos
  • Conformidade

E quais são os principais cenários onde esses pontos podem fazer com o projeto de IoT não entregue o valor esperado?

Não conduzir projetos pilotos

Antes dos projetos ganharem proporções de operação real, é preciso construir business cases que comprovem os benefícios. Testes limitados e isolados no ambiente macro da empresa e de seus parceiros não costumam provar a eficiência das soluções de IoT. A conexão de ativos, processos e pessoas, tanto no ambiente interno quanto no externo da empresa, é que vai permitir a captura de dados e de eventos a partir do qual todos vão adquirir inteligência sobre comportamentos e usos e agir proativamente.

Não avaliar processos

Definir um projeto de IoT simplesmente como uma questão de tecnologia é arriscado, já que as empresas podem ignorar o valor que podem agregar avaliando e redesenhando processos e, assim, aproveitarem todo o potencial dos sistemas conectados. Para obter reais ganhos de negócio com a IoT é preciso mudar os processos. Conectar equipamentos à Internet permitirá, por exemplo, que uma empresa gerencie o ciclo de vida dos equipamentos com mais eficiência e adote modelos de manutenção preditiva. Mas se os processos operacionais não forem modificados e otimizados, o valor não será maximizado.

Não contar com dados de qualidade

Um projeto de IoT é baseado em compartilhamento de dados, atendendo a três requisitos:

  • Coleta de dados digitais vindos de sensores e/ou indo para atuadores (um display que exibe a temperatura de um motor, uma lâmpada de LED que alerta uma falha em uma esteira de linha de montagem, por exemplo)
  • Conexão com uma rede fora do equipamento
  • Capacidade de processar dados de forma automatizada

Sensores são um dos pilares da IoT e, como dos dados são “o novo petróleo”, eles é que vão gerar valor para o negócio. Por isso um ponto importante sobre os sensores está relacionado com a sua precisão. Quanto mais preciso, melhor a qualidade do dado que é capturado. Como consequência, melhor poderá ser a geração de informação analítica a partir dele.

Não investir em segurança e continuidade de negócios

Dispositivos de IoT geram uma quantidade de dados sem precedentes, tanto críticos para os negócios quanto dados pessoais sensíveis. E cada dispositivo de IoT pode ser um ponto de vulnerabilidade no ambiente tecnológico da empresa. Além disso, com as soluções de Internet das Coisas, a tecnologia passa a integrar elos da cadeia (interna e externa) que podem ainda contar com pouco suporte tecnológico. Com isso, o escopo de continuidade de negócios tende a se ampliar de maneira significativa. A cobertura da tecnologia se amplia e, proporcionalmente, a necessidade de uma gestão de riscos relacionados à segurança e à continuidade das operações.

Não criar um ecossistema de negócio

Interconectividade é a chave para o sucesso de um projeto, e é mais do que conectar dispositivos – é conectar processos internos, clientes, parceiros e fornecedores. Isso requer mudanças estruturais nas empresas, que devem abandonar modelos tradicionais de sistemas proprietários e processos rígidos, e adotar modelos colaborativos, com estruturas abertas e flexíveis onde os parceiros podem avaliar e otimizar toda a cadeia. Nenhuma empresa, implantando apenas seus próprios produtos ou serviços, pode capturar o valor da IoT por si só e certamente não com a velocidade exigida no mercado digital de hoje.

Não contar com parceiros confiáveis

Encontrar um parceiro confiável antes mesmo de iniciar seu projeto de IoT é um ponto crítico, e permite que o CIO se concentre no desenvolvimento de um roteiro detalhado, em vez de perder tempo procurando as melhores soluções e equipes. Com a presença de um parceiro, o CIO ganha uma visão 360º., com colaboradores de diversas especialidades e a expertise necessária para o desenvolvimento da nova estratégia. A implantação de projetos de IoT exige habilidades técnicas, que vão desde ciência de dados e arquitetura de sistemas, até a segurança cibernética. Mas esses especialistas também precisam ter habilidades de negócios, entendendo as necessidades e a cultura da empresa.

CategoriesConexões Inteligentes,  Senior

Saiba como Big Data e IoT estão acelerando a cadeia de suprimentos

Você com certeza já se deu conta de que cada vez mais a digitalização está presente em todos os setores da indústria e, com essa transformação, chegam dados e mais dados provenientes dos sensores embarcados em equipamentos. Tecnologias de IoT e ferramentas de Big Data deixaram de ser futurologia e oferecem a capacidade de uma melhor tomada de decisão em todas as áreas.

No setor de manufatura, por exemplo, a transformação digital tem levado agilidade, visibilidade, flexibilidade, rastreabilidade e redução de custos para a cadeia de suprimentos, integrando parceiros, fornecedores e clientes.

Se antes a cadeia de suprimentos tinha uma função operacional de logística, cujo foco era assegurar o abastecimento das linhas de produção e entrega para os clientes, hoje se concentra nos processos avançados de planejamento e previsão, como análises preditivas de dados internos – demanda – e externos – tendências de mercado, sazonalidade. Ao mesmo tempo, a logística operacional é muitas vezes terceirizada.

Gargalos e visibilidade

O processo de gerenciamento da cadeia de suprimentos é complexo, envolvendo o controle e monitoramento do fluxo de um produto desde a aquisição de matérias-primas até a distribuição do produto final ao cliente.

Mas, apesar da crescente importância da cadeia de suprimentos, e maior oferta de tecnologias de IoT e de ferramentas de Big Data, muitas empresas ainda enfrentam gargalos, causados principalmente por uma comunicação ineficiente entre as partes, baseada em e-mails e telefone.

Muitos gerentes de supply chain não conseguem ter visibilidade ponta a ponta da cadeia de suprimentos, problema muitas vezes causado pela existência de silos entre pessoas, processos e tecnologia. E sem visibilidade a tarefa de quebrar silos organizacionais é muito difícil, o que cria uma dificuldade natural em conectar fornecedores e negócios para entender a demanda, ter respostas rápidas sobre riscos, imprevistos e disrupções, e, por fim, orquestrar partes móveis de toda cadeia de suprimentos.

Ana Paula Blanco, Mestre em Gerenciamento de Tecnologia pelo Massachusetts Institute of Technology, ressalta que “para se ter sucesso nesse novo ambiente, um processo de planejamento diferente será necessário. Para construir uma rede de fornecimento digital, as organizações serão obrigadas a adotar uma cultura de inovação e experimentação, capaz de entregar uma operação mais rápida, mais flexível, mais granular, mais precisa e mais eficiente”.

A era da hiperconectividade

A IOT e o Big Data estão reestruturando todos os processos que compõem a cadeia de suprimentos, reunindo integração, automação e análise de dados. O poder da IoT está em conectar pessoas, processos, dados e “coisas” de forma inteligente, por meio de dispositivos e sensores, criando um ecossistema em rede que mensura, coleta e troca dados ininterruptamente, em tempo real.

A cadeia de suprimentos aproveita essa capacidade, com total visibilidade em todos os processos e transações. Mas também traz desafios, como aponta Ana Paula: “Em um universo em que as informações estão amplamente disponíveis e podem ser compartilhadas, serão exigidas técnicas avançadas de previsão de demanda, menos dependentes da experiência das pessoas, mais fundamentadas na análise de dados e com períodos de planejamento mais curtos. A tradicional reunião mensal de vendas e operações (S&OP, sigla para Sales and Operations Planning) com horizonte de congelamento de um a três meses, utilizada no passado por várias empresas, será substituída por um processo fluido e dinâmico, capaz de reagir rapidamente às mudanças.

“Não haverá necessidade de se esperar por informações e não haverá nenhum filtro entre um nível da cadeia de suprimento e o outro. O planejamento em tempo real permitirá que as empresas aumentem sua flexibilidade para responder às variações da demanda. Ao mesmo tempo, diminuirá a necessidade de estoque para cobrir variações imprevistas e atrasos na informação, impulsionados pelo efeito chicote comum nas cadeias de fornecimento tradicionais”.

Com a inteligência proveniente da análise de Big Data, em vez de manter estoques de segurança fixos, os gestores poderão reduzir o nível de incerteza (o desvio padrão de erros de demanda / oferta ou de previsão), acabando com a necessidade de manter um estoque de segurança.

A nova cadeia de suprimentos, que incorpora a IoT e o Big Data, é mais integrada, dos fornecedores aos clientes, e as decisões sobre custo, estoque e atendimento passam a ser tomadas em uma perspectiva de ponta a ponta, e não isoladamente por função. Com isso, a cadeia de suprimentos torna-se mais rápida, detalhada, precisa e eficiente.

dispositivos conectados na manufatura
CategoriesConexões Inteligentes,  Pro

Como dispositivos conectados vão mudar a indústria nos próximos anos

Fundamental para a Indústria 4.0, a Internet das Coisas (IoT- Internet of Things) descreve uma rede física de objetos, composta por dispositivos eletrônicos, softwares, sensores e uma conexão de rede que permite que esses objetos coletem e compartilhem dados para concluir ou otimizar tarefas.

Produtos com conexão wireless (como lâmpadas ou termostatos) são cada vez mais presentes nos lares das pessoas. Mas essa tecnologia tem origem em um mundo que antecede o surgimento de aparelhos inteligentes:  a manufatura Industrial.

A Industrial Internet of Things (IIoT) usa sensores em rede e dispositivos inteligentes e coloca essas tecnologias em uso direto no chão de fábrica, coletando informações para impulsionar Inteligência Artificial e análises preditivas.

Na IIoT, sensores são integrados a ativos físicos. Esses sensores coletam dados e informações, armazenam na nuvem e usam ferramentas de analytics e machine learning para tomar alguma ação.

A IIoT está mudando a indústria da manufatura, transformando as cadeias de produção tradicionais e lineares em sistemas dinâmicos e interconectados. Tecnologias de IIoT estão redefinindo a maneira como produtos são feitos e entregues, e estão  estão tornando as fábricas mais eficientes e seguras para operadores humanos, além de dinamizar os recursos financeiros.

Manutenção Preditiva no Ambiente de Trabalho

Um dos benefícios da IIoT é como ela pode tornar os processos operacionais ainda mais eficientes. Por exemplo, se uma máquina para ou apresenta falhas, sensores inteligentes podem determinar a fonte do problema e emitir uma ordem de serviço para que um engenheiro realize o reparo. A IIoT também pode ser integrada a Sistemas Conectados de Gerenciamento de Manutenção (CMMS), permitindo que engenheiros recebam essas ordens em dispositivos de sua preferência, deslocando-se imediatamente ao local do reparo ou atribuindo a tarefa a outro profissional. Com esses sistemas inteligentes, a equipe pode agendar inspeções e manutenções preventivas, gerenciar o inventário, fazer o controle de ordens de serviço e recuperar o histórico dos ativos. 

A IIoT também é capaz de prever quando uma máquina possivelmente apresentará defeitos ou quando seu ciclo de vida útil irá acabar. Isso torna a Manutenção Preditiva ainda mais assertiva, economizando altos valores em reparos ou reposições desnecessárias.

Segurança de Operadores Humanos

Além de ajudar a economizar tempo e dinheiro, a IIoT torna o ambiente de trabalho ainda mais seguro para os colaboradores. Se um duto de óleo, por exemplo, está prestes a atingir níveis arriscados de pressão, os operadores são alertados antes que algum acidente aconteça, com base na natureza dos sensores e na análise das vibrações. Esses sensores podem até mesmo ser usados para monitorar e gerenciar a localização dos colaboradores em casos de emergência ou evacuação.

As tecnologias de IIoT também previnem acidentes ao diminuir o contato direto entre pessoas e máquinas. Termógrafos infravermelhos, por exemplo, permitem que engenheiros e mecânicos analisem sistemas elétricos, equipamentos mecânicos ou sistemas de fluídos utilizando visão de calor. Dessa forma, esses profissionais podem encontrar conexões defeituosas e falhas operacionais analisando as cores demonstradas pelo equipamento, sem ter que tocar no equipamento

IIoT e as novas tendências tecnológicas

Diversos negócios já estudam a possibilidade de trazer o IIoT ainda mais perto de seus profissionais, desenvolvendo wearables e gadgets integrados à rede. É o caso da DAQRI, uma empresa especializada em Realidade Aumentada (AR), que desenvolveu um capacete inteligente baseado em AR para uso industrial. Com o equipamento, engenheiros conseguem ver imagens 4D acima dos ativos da instalação, que os orientam com instruções e fornecem um mapeamento de todas as funcionalidades do ativo. Essa “tecnologia vestível” permite que os engenheiros descubram informações mais rápido e diminui o gap de conhecimento para novas contratações.

CMMs modernos também permitem a integração de dispositivos portáteis como celulares e tablets. Dessa forma, profissionais técnicos podem executar tarefas em qualquer local, podendo acessar informações, informar o tempo necessário para a conclusão do serviço, recuperar ordens de serviços anteriores e fechar o sistema. Todos os dados são armazenados em tempo real, para que os gestores possam acessar as informações imediatamente.

A capacidade de acompanhar o serviço, documentá-lo e enviá-lo à gestão, aliada à praticidade das tecnologias portáteis e “vestíveis” possibilita que os profissionais obtenham uma visão global e detalhada dos ativos, coletando dados que podem ser aplicados desde o planejamento de tarefas operacionais até a contratação de novos profissionais, modernizando e dando agilidade aos processos de onboarding.

Os CMMs e outros sistemas de gestão também têm se beneficiado dos conceitos de Inteligência Artificial e machine learning, utilizando algoritmos para monitorar ativos e processas informações e análises em tempo real, a um ritmo produtivo humanamente impossível. Isso diminui os gastos com força de trabalho consideravelmente, permitindo que as instalações aloquem seus recursos em outros setores.

 

CategoriesConexões Inteligentes,  NXT

Saiba por que as redes mesh podem fazer a diferença em cidades inteligentes

Quando se trata de soluções para cidades inteligentes, não há uma resposta certa. Cidades diferentes apresentam desafios diferentes, que exigem soluções particulares. A única constante é o uso de infraestrutura conectada e de Internet das Coisas (IoT) para aprimorar a vida dos cidadãos.

Mas o que acontece quando a maior parte da infraestrutura de uma cidade está conectada à nuvem? É aí que as coisas se tornam delicadas. Se semáforos, medidores de gás, estações de tratamento de água, malha energética ou aterros sanitários estão conectados, cada um deles precisa de um ponto de acesso à nuvem. Isso sem considerar os dispositivos elétricos em locais de trabalho e ambientes domésticos.

Para que um sistema como esses funcione, é necessário utilizar soluções eficientes, estáveis, baratas e potentes, que sejam customizáveis para qualquer dispositivo. É aí que entram as redes mesh.

A topologia das redes mesh

A topologia das redes mesh é relativamente simples: ao invés de nós ou sensores diretamente conectados à nuvem, os nós se conectam uns aos outros em uma malha (mesh), formando um vasto fluxo de informação autossustentável e autoconfigurável, onde é necessário um número mínimo de nós conectados à nuvem para que a informação seja transmitida.

Esse tipo de rede é conhecido pelo seu alto grau de escalabilidade, caráter colaborativo e baixo custo. Em tese, não há limite para o tamanho da cobertura de uma rede de dados: ela é do tamanho do número de máquinas, tem a forma de sua distribuição geográfica e sua força é diretamente proporcional à densidade de equipamentos conectados, fazendo com que as redes mesh sejam uma solução vantajosa para garantir a conectividade.

Os benefícios das redes mesh

Quando estruturas como sistemas de irrigação em parques públicos são automatizados, comandos automáticos podem ajudar a reduzir os gastos de água em 60%. Nesse mesmo parque, as luzes da rua podem se conectar à rede e utilizá-la para transferir informações sobre o consumo de energia, níveis de luz ambiente, e o tráfego de veículos ou pedestres pode ser transmitido instantaneamente.

Implementar as redes mesh nesses sistemas permite que as peças individuais funcionem em conjunto, ativamente transmitindo e automatizando. Isso não é teoria: a cidade de Barcelona está colhendo os frutos de um projeto de cerca de 30 anos, que utiliza tecnologias com conceitos de IoT em 60% dos seus parques públicos e economizam €425.000,00 por ano apenas em gastos com irrigação.

As redes mesh, como as oferecidas pela Atech, contam com outras vantagens, como:

  • Tolerância a falhas e autocorreção, ou seja, caso um dos nós da rede venha a falhar, as informações são redistribuídas em rotas alternativas;
  • Oferecem gerenciamento e configuração remota;
  • Permitem o diagnóstico em tempo real;
  • Apresentam alarmes e eventos para uma rápida identificação de falhas na rede;
  • As funcionalidades de gateway e bridge nos roteadores mesh permitem a integração das redes em malha sem fio com outras redes, como aparelhos celulares, sensores wireless, WI-FI, etc.

Com as cidades se expandindo a um ritmo sem precedentes, a necessidade por tecnologias para cidades inteligentes se torna cada vez maior. Considerando os custos de implementação e a infraestrutura necessária para uma infraestrutura conectada, as redes mesh mostram-se cada vez mais uma das melhores alternativas na construção das cidades do futuro.

indústria 4.0
CategoriesConexões Inteligentes,  Senior

Cinco maneiras como o 5G será essencial para a Indústria 4.0

A rede móvel de quinta geração tem um enorme potencial de transformar a indústria. Segundo um estudo da Ericsson, o potencial de negócios 5G para o setor em 2026 é de cerca de US$ 113 bilhões. Mas como exatamente a nova rede levará à quarta revolução industrial? Veja algumas alternativas:

Mais flexibilidade com fábricas sem fio

As máquinas conectadas à rede podem fazer mais do que as que estão offline. No entanto, os fabricantes normalmente usam ethernet e wifi, e progressivamente 4G LTE, para conectar dispositivos de fábrica.

Mas com o 5G, os operadores podem alimentar suas instalações inteiras, dentro e fora do espaço físico, sem problemas com uma rede para operações quase sem fio e adoção mais rápida de novas tecnologias. Um robô, por exemplo, poderá vir com um cartão SIM embutido, sendo facilmente conectado à rede 5G, ao invés de existir uma rede dedicada somente a este tipo de dispositivo.

As máquinas sem fio também podem circular livremente, aumentando a flexibilidade e a produtividade. E, com a baixa latência fornecida pelo 5G, cerca de 10 milissegundos, elas podem ser monitoradas em tempo real.

Além disso, a adoção do 5G para manufatura irá mover a função normalmente localizada dentro do robô para um computador central via cloud distribuída, ou computação de borda. Isso reduz custos de cabeamento e aumenta a flexibilidade, pois as máquinas podem ser reprogramadas e movimentadas com mais facilidade.

Maior produtividade

Para os fabricantes, a produtividade aumenta a economia. A rede 5G permite até um milhão de sensores por quilômetro quadrado, bem como latência ultrabaixa, que pode fornecer aos operadores dados reais ou em tempo próximo a partir de dispositivos equipados com sensores para melhorar a produtividade.

Além disso, o monitoramento em tempo real fornecido pela baixa latência da 5G permite que a empresa melhore o monitoramento do processo de fabricação para evitar erros; dentro de milissegundos, os operadores sabem quando precisam alterar os parâmetros da máquina ou correm o risco de reconfigurar a peça. Estudos de caso com 5G demonstraram um potencial de redução de custos que chega até a 30 milhões de euros em uma única fábrica.

De fato, quanto mais complicado o processo de fábrica, mais ele pode ser automatizado, o que gera reduções de custo ainda maiores. Quanto mais peças precisam ser transportadas, mais etapas de produção e fornecedores, quanto mais distribuída a configuração, maiores são os benefícios da digitalização industrial 5G.

Manutenção preditiva em tempo real

 Máquinas quebradas paralisam a produção, causando um prejuízo considerável. A manutenção preventiva com 5G, no entanto, pode ajudar a evitar falhas antes que elas aconteçam.

Especialistas do Worcestershire 5G Consortium, um centro do Reino Unido para testar casos de uso de 5G, conseguiram aumentar a produtividade de uma fábrica da Worcester Bosch em cerca de 1% ao adicionar milhares de sensores a máquinas para monitoramento, evitando falhas.

Conectividade sob medida

Gerenciar conectividade é, obviamente, outro gasto e inevitavelmente aumenta a preocupação com segurança, especialmente quando se trata de operações críticas. No entanto, a velocidade, capacidade, cobertura e a criptografia podem ser adaptadas às necessidades específicas de diferentes máquinas e operações, o que pode melhorar a segurança de maneira substancial, sem aumentar os custos de maneira agressiva.

Redes 5G são mais adaptáveis ao “slicing”, que é a divisão da rede em camadas para diferentes aplicações, auxiliando no suporte às mudanças do volume de produção.

Novos modelos de negócios

Na medida em que o mercado muda, novos modelos de negócios industriais vão surgindo, e as empresas precisam estar prontas para a inovação. No Reino Unido, por exemplo, um consórcio envolvendo algumas indústrias formou uma rede que vende o tempo das máquinas – ou seja, a manufatura pode se tornar, também, um serviço.

CategoriesAgronegócios,  Conexões Inteligentes,  Pro

Entenda como IoT pode ser aplicado no setor de agribusiness

A Internet das Coisas pode mudar radicalmente o mundo que vivemos: indústrias avançadas, veículos conectados e cidades mais inteligentes são todos componentes da equação IoT. No entanto, aplicar tecnologia como IoT à indústria agrícola pode gerar um impacto razoável.

A população global deve atingir 9,6 bilhões até 2050 . Então, para alimentar essa quantidade de população, a indústria agrícola deve adotar a IoT. Contra os desafios como condições climáticas extremas e aumento das mudanças climáticas, e o impacto ambiental resultante de práticas agrícolas intensivas, a demanda por mais alimentos tem que ser atendida.

A agricultura inteligente, baseada nas tecnologias de IoT, permitirá que produtores e agricultores reduzam o desperdício e aumentem a produtividade, desde a quantidade de fertilizante utilizada até o número de viagens que os veículos agrícolas produziram.

Então, o que é agricultura inteligente?

A agricultura inteligente é um sistema intensivo em capital e de alta tecnologia para cultivar alimentos de forma limpa e sustentável. É a aplicação das modernas TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) na agricultura.

Na agricultura inteligente baseada em IoT, um sistema é construído para monitorar o campo de cultivo com a ajuda de sensores (luz, umidade, temperatura, umidade do solo, etc.) e automatizar o sistema de irrigação. Os agricultores podem monitorar as condições de campo de qualquer lugar. A agricultura inteligente baseada em IoT é altamente eficiente quando comparada com a abordagem convencional.

As aplicações da agricultura inteligente baseada em IoT não apenas visam operações agrícolas convencionais, mas também podem ser novas alavancas para elevar outras tendências comuns ou crescentes em agricultura como agricultura orgânica, agricultura familiar (espaços complexos ou pequenos, gado particular e / ou culturas , preservação de variedades particulares ou de alta qualidade etc.), e melhorar a agricultura altamente transparente.

Em termos de questões ambientais, a agricultura inteligente baseada em IoT pode oferecer grandes benefícios, incluindo uso mais eficiente da água ou otimização de insumos e tratamentos. Agora, vamos discutir as principais aplicações da agricultura inteligente baseada em IoT que estão revolucionando a agricultura.

Aplicações de IoT na Agricultura

Agricultura de precisão

A agricultura de precisão pode ser considerada como algo que torna a prática agrícola mais controlada e precisa quando se trata de criação de gado e cultivo de culturas. Nessa abordagem de gerenciamento de fazendas, um componente-chave é o uso de TI e vários itens como sensores, sistemas de controle, robótica, veículos autônomos, hardware automatizado, tecnologia de taxa variável e assim por diante.

A adoção de acesso à Internet de alta velocidade, dispositivos móveis e satélites confiáveis ​​e de baixo custo (para imagens e posicionamento) pelo fabricante são poucas tecnologias-chave que caracterizam a tendência da agricultura de precisão.

Drones Agrícolas

A tecnologia mudou ao longo do tempo e os drones agrícolas são um bom exemplo disso. Hoje, a agricultura é uma das principais indústrias a incorporar drones. Os drones estão sendo usados ​​na agricultura para melhorar várias práticas agrícolas. As formas como os drones terrestres e aéreos estão sendo usados ​​na agricultura são a avaliação da saúde das culturas, irrigação, monitoramento de culturas, pulverização de culturas, plantio e análise de solo e campo.

Os principais benefícios do uso de drones incluem imagens de saúde da lavoura, mapeamento integrado de GIS, facilidade de uso, economia de tempo e o potencial para aumentar os rendimentos. Com estratégia e planejamento baseados em coleta e processamento de dados em tempo real, a tecnologia de drones proporcionará uma transformação de alta tecnologia para a indústria agrícola.

Monitoramento Pecuário

Os proprietários de grandes fazendas podem utilizar aplicativos IoT sem fio para coletar dados sobre o local, o bem-estar e a saúde de seu gado. Esta informação ajuda-os a identificar os animais que estão doentes, para que possam ser separados do rebanho, prevenindo assim a propagação da doença. Também reduz os custos de mão-de-obra, pois os pecuaristas podem localizar seu gado com a ajuda de sensores baseados em IoT.

Estufas Inteligentes

A agricultura com efeito de estufa é uma metodologia que ajuda a aumentar o rendimento de vegetais, frutos, culturas etc. As estufas controlam os parâmetros ambientais através de intervenção manual ou de um mecanismo de controlo proporcional. Como a intervenção manual resulta em perda de produção, perda de energia e custo de mão-de-obra, esses métodos são menos eficazes. Uma estufa inteligente pode ser projetada com a ajuda da IoT. Este projeto monitora de forma inteligente, bem como controla o clima, eliminando a necessidade de intervenção manual.

Para controlar o ambiente em uma estufa inteligente, são usados ​​diferentes sensores que medem os parâmetros ambientais de acordo com a necessidade da planta. Podemos criar um servidor de nuvem para acessar remotamente o sistema quando ele estiver conectado usando IoT.

Assim, as aplicações agrícolas da IoT estão possibilitando que fazendeiros e agricultores coletem dados significativos. Grandes proprietários de terras e pequenos agricultores devem entender o potencial do mercado de IoT para a agricultura, instalando tecnologias inteligentes para aumentar a competitividade e a sustentabilidade em suas produções. Com a população crescendo rapidamente, a demanda pode ser atendida com sucesso se os fazendeiros, assim como os pequenos agricultores, implementarem soluções agrícolas de IoT de maneira próspera.

conectividade em cidades inteligentes
CategoriesConexões Inteligentes,  NXT

Saiba quais tecnologias de conectividade estão impulsionando as cidades inteligentes

De acordo com dados apurados pela Organização das Nações Unidas (ONU), 68% da população global viverá em cidades até 2050. Até lá, a população mundial será de 9,7 bilhões. Em 2100, esse número chegará a 11.2 bilhões.

O último relatório das ONU afirmou que, atualmente, 55% da população mundial vive em áreas urbanas. Isso significa que mais de 2.5 bilhões de pessoas viverão em cidades até 2050.

Índia, China e Nigéria juntas irão representar 35% do crescimento estimado da população urbana entre 2018 e 2050. As cidades devem se preparar para a explosão populacional.

Espera-se que o número de cidades adotando novas tecnologias que as ajudem a tornar-se cidades inteligentes aumente rapidamente nos próximos anos. Cidades inteligentes são cidades em que o planejamento urbano é concebido com o objetivo final de conectar todas as coisas utilizando tecnologia de ponta. Essa conectividade, que gera um grande volume de dados, é usada para melhorar os serviços e a infraestrutura das cidades, assim como o ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos.

Sabendo como um planejamento urbano inteligente e sustentável impacta a todos, é crucial conhecer e entender quais são as tecnologias envolvidas na criação de cidades inteligentes e como elas podem ajudar a atingir o objetivo final de transformação urbana nas verdadeiras cidades do futuro.

Tecnologias 5G

Sem uma rede eficiente, nada é possível em uma cidade inteligente. A tecnologia 5G impulsiona o a conectividade para indústrias e para a sociedade a níveis superiores. Provedores de serviço estão ativamente trabalhando em tecnologias 5G e em como elas irão impulsionar a rede das cidades inteligentes. Sem 5G, nenhuma das tecnologias abaixo seria possível.

Sensores

Sensores são integrados em todos os dispositivos físicas que compõem o ecossistema da Internet das Coisas. De relógios inteligentes que contam passos a carros autômatos, e semáforos de trânsito.

A maior parte das tecnologias utilizadas no cotidiano possui sensores que estão coletando e transmitindo dados para a nuvem. A rede de objetos conectados, ou Internet das Coisas (IoT) interliga todos os objetos, fazendo que ele eles trabalhem em conjunto.

Internet das Coisas

A Internet das Coisas é o que mantém tudo em uma cidade inteligente conectado. É a espinha dorsal que permite cada movimento e conecta cada ponto.

A IoT oferece conexões avançadas entre dispositivos inteligentes, wearables, utensílios domésticos inteligentes, serviços, dispositivos médicos, veículos conectados, prédios inteligentes, mobilidade urbana, agricultura inteligente, e todos os sistemas e serviços que vão além da comunicação machine-to-machine (M2M).

Todas as coisas que constituem uma cidade inteligente devem estar conectadas para que possam se comunicar como partes de um todo. A IoT fornece o corpo de dispositivos de comunicação que fornece comunicação contínua, fornecendo soluções inteligentes para todas as situações e problemas.

Geolocalização

A eficiência no planejamento urbano de cidades inteligentes exige precisão na análise e uso de dados. É nesse ponto que atuam as tecnologias de geolocalização. Elas oferecem a fundação na qual todas as soluções para cidades inteligentes são estruturadas.

Tecnologias de geolocalização fornecem a localização e a estrutura necessárias para a coleta e análise de dados e informação, transformando cada dado de forma a auxiliar as soluções baseadas em software que compõem a infraestrutura das cidades inteligentes. Recursos e serviços como mobilidade urbana dependem desse tipo de tecnologia.

Inteligência Artificial

O grande volume de dados gerados pelas cidades inteligentes seria ineficiente se não fosse pelo uso da Inteligência Artificial em seu processamento, gerando informação e valor. A IA coleta, processa e analisa os dados gerados pela interação M2M gerados em contextos de cidades, infraestruturas e mercados inteligentes.

O número de solução de cidades inteligentes nas quais a IA pode ser implementada é vasto. Desde melhores nos sistemas de trânsito para gestão inteligente do tráfego até a integração segura de carros e transportes autônomos.

Além disso, o uso de IA permite que a gestão tenha um entendimento preciso de como a cidade está operando. A IA pode auxiliar no planejamento de rotas de transportes públicos autônomos, na gestão da malha energética, entregas por drones, serviços postais autônomos ou unidades de cuidados médicos, mencionando apenas algumas de suas aplicações nas cidades inteligentes.

Robótica

A colaboração entre humanos e robôs pode transformar trabalho, saúde e vida social nas cidades inteligentes do futuro. A integração de robôs nos espaços urbanos está transformando rapidamente algumas das cidades mais tecnologicamente avançadas do mundo em verdadeiras cidades inteligentes. Cidades como Dubai, Tóquio e Singapura são exemplos de como robôs podem conviver com humanos no mundo real.

Em 2020, o Japão colocará nas ruas táxis dirigidos por robôs, pensando nos turistas que que visitarão a cidade para os Jogos Olímpicos. Cadeiras inteligentes estarão preparadas nos aeroportos para os Paraolímpicos. Robôs sociais irão interagir com turistas em mais de 20 línguas diferentes, auxiliando, entre diversas funções, na comunicação com os moradores locais.

Os projetos de cidades inteligentes de Dubai incluem robôs sociais em serviços públicos, seguindo o exemplo de cidades como Roterdão, nos Países Baixos. Dubai também está utilizando robôs na vigilância e no policiamento. Após a fase de testes iniciais terminar, o país pretende substituir 25% da sua força policial por robôs até 2030.

Em Singapura, o governo nacional planeja introduzir os robôs como uma extensão física para a gestão e o controle de sistemas existentes na cidade. Tendo estudado e testado a possibilidade por anos em colação com a Airbus, robôs hoje são usados no Serviço de Postal de Singapura via drone. Os hotéis no país também utilizam drones para realizar serviços de quarto e limpar suas instalações. O país também já estuda as maneiras em que os robôs podem ser utilizados na educação pré-escolar em breve.

Tecnologias de Blockchain

A Blockchain está transformando a economia digital ao redor do mundo. No entanto, essa tecnologia ainda é relativamente inédita no cenário das cidades inteligentes. Integrar as tecnologias de Blockchain às cidades inteligentes pode ter um papel primordial na conexão de todos os serviços da cidade, ao mesmo tempo que pode impulsionar a segurança e a transparência nos serviços.

Tecnologias de Blockhain podem ser usadas em contratos inteligentes: acordos firmados entre as partes e escritos diretamente em linhas de código, que garantem a execução dos termos e pode ou não executar uma ação ao atingir parâmetros pré-estabelecidos. Contratos inteligentes permitem transações confiáveis e transparentes, mitigando a necessidade de uma parte mediadora, o que torna o processo mais fácil, barato, seguro e rápido.

A tecnologia da Blockchain pode auxiliar tarefas como a gestão de instalações, processamento de transações e compartilhamento inteligente da malha energética.

lean
CategoriesBeginner,  Conexões Inteligentes

Conheça cinco técnicas de lean manufacturing

Lean na manufatura ou “going lean” (na expressão em inglês) refere-se a uma série de métodos, filosofias e ferramentas para minimizar o desperdício no negócio e maximizar a produção.

A manufatura lean é um método sistemático projetado para minimizar o desperdício em um sistema de manufatura enquanto a produtividade permanece constante. Originada no Japão, no Sistema Toyota de Produção (TPS), a manufatura lean tem como objetivo minimizar o desperdício dentro de uma operação fabril, com a ideia de retratar com clareza o que agrega valor, e de remover o que não é relevante.

Existem várias abordagens lean, permitindo que cada organização escolha a metodologia mais aderente ao seu processo. Conheça:

Kaizen (Melhoria Contínua)

O Kaizen refere-se a uma estratégia ou prática em que os funcionários trabalham juntos de maneira proativa para obter melhorias regulares e incrementais no processo de manufatura, engenharia ou qualquer outro processo.

Aplicada no universo dos negócios, a metodologia é eficaz porque foca os talentos e recursos coletivos de sua empresa na criação de uma cultura continuamente à procura de maneiras de eliminar o desperdício dos processos de fabricação.

Este método transcorre numa empresa com a ideia de que o dia não deve ser terminado sem pelo menos uma melhoria realmente efetivada, tanto no ambiente de trabalho ou até mesmo na vida dos funcionários.

A abordagem 5S

A metodologia 5S é utilizada para solução de problemas e identificação da causa raiz. Essa estratégia envolve SORTING – quando eliminamos itens, informações e/ou documentos desnecessários. Assim que isso for feito, os itens restantes são SET IN ORDER – arranjar os documentos, informações e/ou ferramentas para que sejam rapidamente localizados quando necessários. Em seguida, é preciso manter um ambiente limpo e organizado, sob o aspecto de segurança da informação, chamado SHINES.

Depois disso, há o STANDARDIZE – que estabelece procedimentos formais para a execução e a gestão dos projetos. Finalmente, a estratégia deve ser sustentada a partir de treinamentos e comunicação eficiente para manter os padrões.

Seis Sigma

A ineficiência da produtividade em praticamente qualquer categoria de fabricação geralmente pode ser rastreada em até 6 categorias de perda que ocorrem universalmente. Estas incluem falhas, configuração, pequenas paradas, ajustes, velocidade reduzida, rejeições de inicialização e rejeições de produção.

A abordagem Seis Sigma fornece uma diretriz para atacar as causas mais comuns de desperdício nos processos de fabricação.

Eficácia Geral do Equipamento (OEE)

OEE é a principal estrutura para medir a perda de produtividade em um determinado processo de fabricação. São várias as métricas que podem ser utilizadas na indústria para avaliar se algum processo/máquina é eficiente ou não. Três categorias de perda importantes são rastreadas: o tempo de inatividade, ciclos lentos e rejeições.

Essa abordagem lean estabelece uma linha de base e fornece um meio de acompanhar o progresso na eliminação de resíduos de um processo de fabricação.

Monitoramento de máquina

O monitoramento se encaixa exatamente com o OEE (Eficácia Geral do Equipamento). O software de monitoramento de máquina coleta automaticamente dados das máquinas e usa esses dados para fornecer visualizações e notificações em tempo real, bem como análises históricas para ajudar os operadores e o gerenciamento a tomar decisões mais rápidas e mais informadas. Além de fornecer a você um desempenho imediato, máquina a máquina, o monitoramento da máquina oferece uma janela para todo o processo de fabricação.

Tempo de inatividade da máquina, problemas de qualidade e baixo desempenho podem ser categorizados automaticamente ou por um operador. Ao monitorar as máquinas, é possível prever falhas no maquinário. Com a identificação imediata, meios de superar essas dificuldades são elaborados com mais agilidade.