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Tecnologias emergentes que estão transformando as redes elétricas

Nas próximas décadas, as tecnologias digitais farão com que os sistemas de energia em todo o mundo fiquem mais conectados, inteligentes, eficientes, confiáveis ​​e sustentáveis. Avanços na coleta de dados, análises e conectividade estão permitindo uma variedade de novos aplicativos digitais, como dispositivos inteligentes, medição inteligente, manutenção preditiva. Os sistemas de energia digitalizados podem identificar quem precisa de energia e fornecê-la no momento certo, no lugar certo e com o menor custo. Mas acertar tudo não será fácil.

A digitalização também está trazendo novos riscos de segurança e privacidade. Também está mudando mercados, negócios e emprego. Novos modelos de negócios estão surgindo, enquanto alguns modelos centenários podem estar saindo de cena.

Potencial impacto da Smart Grid nas concessionárias

Smart Grid é a terminologia usada para se referir a uma série de tecnologias que eventualmente se juntam para adicionar uma camada de inteligência, aproveitando as tecnologias de rede. Isso é obtido reunindo dados de vários componentes da rede em tempo quase real e colocando essas informações nas mãos dos usuários finais para que eles possam tomar melhores decisões. A concretização desse ambiente operacional dinâmico e flexível exige que as concessionárias:

  • Implantem medidores inteligentes que possam medir o consumo de eletricidade com precisão e fornecer esses dados de volta aos operadores das concessionárias por meio de conexões inteligentes de rede, como as Redes MESH
  • Implantem dispositivos de monitoramento em toda a rede que notifiquem os usuários quando o equipamento estiver danificado, quebrado ou sendo impactado por condições ambientais adversas
  • Estabeleçam linhas de comunicação entre esses diferentes dispositivos
  • Implemente dispositivos e máquinas automatizadas que possam analisar dados reunidos em toda as redes elétricas em tempo real e aprovar procedimentos automaticamente em resposta.

Como funciona uma Smart Grid?

A Smart Grid representa uma oportunidade sem precedentes de impulsionar o setor de energia para uma nova era de confiabilidade, disponibilidade e eficiência que contribuirá para nossa saúde econômica e ambiental. Durante o período de transição, será essencial investir em testes, melhorias tecnológicas, educação do consumidor, desenvolvimento de normas e regulamentos e compartilhamento de informações entre projetos para garantir que os benefícios se tornem realidade. Os benefícios associados à Smart Grid incluem:

  • Transmissão nas redes elétricas mais eficiente
  • Restauração mais rápida da eletricidade após falhas na distribuição
  • Custos operacionais e de gerenciamento reduzidos para empresas de serviços públicos e, finalmente, custos de energia mais baixos para os consumidores
  • Menor demanda de pico, o que também ajudará a reduzir as tarifas de eletricidade
  • Maior integração de sistemas de energia renovável em larga escala
  • Melhor integração dos sistemas de geração de energia do proprietário do cliente, incluindo sistemas de energia renovável
  • Segurança aprimorada.

Vamos agora identificar cinco áreas de tecnologias emergentes que podem ajudar as concessionárias a superar os desafios:

  • Colocando a IoT nas redes elétricas

A IoT (Internet das Coisas) desempenha um papel crescente nas configurações de rede inteligente, pois os dispositivos conectados, APIs e outras arquiteturas subjacentes à IoT podem ajudar os operadores de rede a integrar com êxito os dados nas operações diárias. As ferramentas de IoT usadas no setor de serviços públicos podem oferecer aos operadores amplos dispositivos para rastrear operações em toda a rede. Soluções especializadas provavelmente serão necessárias para uma ampla gama de aplicações, mas a crescente variedade de sistemas de IoT já existente no mercado pode ajudar as concessionárias a estabelecer uma base mais sólida para os sistemas de rede inteligente.

  • Tecnologias de redes de comunicação

Como as redes de comunicação são geralmente definidas pelo fornecedor e de natureza privada, a maioria das empresas de serviços públicos exige um grande investimento inicial para implantar dispositivos digitais de uma rede de fornecedores privada que não pode ser facilmente aproveitada para dispositivos de outros fornecedores. No setor elétrico, as redes MESH se encaixam com perfeição no ambiente desafiador, já que as áreas a serem cobertas são muito grandes e caras para se conectar à infraestrutura tradicional.

  • Tecnologias de gerenciamento de força de trabalho e de campo

Atualmente, a maior parte da automação presente do processo de restauração da entrega da energia elétrica está focada no envio de uma equipe e na identificação de ativos elétricos com falha. Não está bem integrado a outras dimensões das falhas no fornecimento, como a comunicação com o cliente e a execução do trabalho de campo. A integração de tecnologias como computação no veículo, dispositivos vestíveis, mobilidade da equipe, operações remotas e colaboração, proporcionará uma oportunidade única para permitir uma visão 360º. do processo de restauração.

  • A chegada da Inteligência Artificial

A integração de sistemas de análise de dados e Inteligência Artificial (IA) ajudará a interpretar, correlacionar e identificar o tipo de interrupção com informações precisas de localização, contribuindo para uma análise preditiva de problemas em evolução, detalhando a extensão do impacto e permitindo a manutenção antecipada. Os sistemas de IA são suportados por processamento massivo de dados e tecnologias analíticas, que ajudam na identificação proativa de problemas.

  • Tecnologias personalizadas de comunicação com o cliente

No mundo digital de hoje, os clientes esperam uma comunicação multicanal que ofereça um relacionamento transparente e sem atrito, em vez de receber mensagens desarticuladas através de vários canais tradicionais.

industria 4.0
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Conheça 5 conceitos da Indústria 4.0 para o setor elétrico

A tecnologia tem sido cada vez mais adotada por todos os principais setores da indústria nos últimos anos – e o setor elétrico vem adotando as tecnologias e passando por grandes transformações, desde a forma de gerar e distribuir energia até a forma de se relacionar com os clientes. A Indústria 4.0 não está mais associada apenas à substituição da papelada por sistemas eletrônicos automatizados. O próximo passo é reinventar as maneiras pelas quais as empresas do setor elétrico fazem negócios, envolvem seus clientes e interagem com eles. E não vamos esquecer a Energy 4.0, uma palavra de ordem usada para entender a revolução digital neste setor.

Mas, para ir além do jargão, exploraremos os principais conceitos e tecnologias relacionados à Indústria 4.0 no contexto da gestão de ativos e do uso de conexões inteligentes no setor elétrico:

  1. Monitoramento extensivo

O desenvolvimento de tecnologias para automação e monitoramento de processos industriais permite a captura de dados em quantidades cada vez maiores, permitindo análises cada vez mais poderosas. No gerenciamento do setor de energia, sofisticados equipamentos (soluções de Internet Industrial das Coisas – IIoT – e medidores inteligentes) são capazes de interpretar dados que permitem a compreensão de processos, monitorando variáveis ​​que avaliam desde a energia consumida, por exemplo, a índices que descrevem a qualidade da eletricidade consumida.

Além dos avanços tecnológicos, os custos de aquisição e instalação de sensores e instrumentos modernos tornaram-se cada vez mais acessíveis, permitindo uma compreensão ampla e profunda das características dos processos industriais, oferecendo redundância de medições e obtenção de dados de alta qualidade – essencial para planejamento, controle e melhoria da eficiência energética e eficiência operacional.

2- Internet Industrial das Coisas

A Internet Industrial das Coisas é outro conceito amplamente discutido e refere-se a toda uma “rede de dispositivos físicos que inclui sensores, atuadores, eletrônicos e conectividade, permitindo a integração do mundo físico com os sistemas de computadores”. Em nosso contexto, a Internet Industrial das Coisas, um termo frequentemente usado como sinônimo da Indústria 4.0, refere-se à aplicação de tecnologias como Machine Learning e Big Data para explorar dados de sensores, comunicação entre máquinas (M2M) e sistemas de automação para melhorar processos industriais e de fabricação.

Na gestão do setor de energia, a Indústria 4.0 é realizada a partir da conectividade entre instrumentos de medição e de toda a arquitetura de informações e automação, ampliando as capacidades de coleta, comunicação e armazenamento de grandes volumes de dados relacionados ao consumo, geração e transformação de insumos energéticos.

3- Energia inteligente como parte da cidade inteligente

A crescente urbanização tornou globalmente as cidades como ponto zero para o reexame das políticas ambientais. Ao implantar tecnologias de Internet das Coisas (IoT) e de conexões inteligentes, as chamadas smart cities pretendem aumentar a qualidade de vida e reduzir o consumo de energia. Empresas, gestores públicos e empreendedores nas cidades trabalharão juntos para garantir que as áreas urbanas participem da revolução energética.

4- Análise de grandes volumes de dados

Aplicações industriais típicas podem envolver milhares de medidores coletando dados em grande quantidade, gerando gigabytes de dados por dia – em aplicativos de qualidade de energia, por exemplo, medidores especializados hoje visualizam a rede a cada milissegundo.

Essa abundância de dados e a crescente disponibilidade de recursos computacionais permitem a aplicação de técnicas específicas de Inteligência Artificial com o objetivo de facilitar a previsão de variáveis ​​e a identificação de padrões de interesse em diversos processos industriais.

Devido à própria natureza dos fenômenos que produzem dados coletados de operações industriais e às limitações dos instrumentos usados ​​para capturá-los, o desenvolvimento de modelos de previsão baseados em dados coletados de operações industriais envolve níveis consideráveis ​​de ruído e impõe pressões adicionais sobre os requisitos de volume, variedade, velocidade e veracidade dos dados, algo comum aos aplicativos de Big Data. Algoritmos eficientes para o processamento da qualidade dos dados estão se tornando tão essenciais quanto os algoritmos para a construção de modelos de previsão.

Na gestão do setor de energia, os dados disponíveis podem dar origem, por exemplo, a:

  • Modelos de previsão para o consumo de energia (ou geração de energia) das operações, começando pelos níveis de produção planejados ou outras variáveis ​​contextuais
  • Modelos para aprender e estabelecer os modos ideais de operação, que permitem níveis efetivos de consumo de energia
  • Modelos para analisar a eficiência energética dos processos, a partir da captura de variáveis ​​de entrada e saída e conhecimento dos fenômenos de transformação envolvidos

5- Eficiência e sustentabilidade

Por trás de todo o investimento na Indústria 4.0, existe um objetivo comum: aumentar a eficiência e a competitividade de uma operação. Os benefícios são diretos e têm o potencial de estabelecer um ciclo virtuoso de investimento, resultado e reinvestimento: mais competitividade resulta em melhores resultados financeiros; com mais dinheiro disponível, mais investimentos podem ser direcionados à expansão da capacidade, tecnologias de produtividade, eficiência operacional e eficiência energética; maior eficiência garante níveis mais baixos de emissão de gases de efeito estufa, reduzindo o impacto ambiental, além de melhorar a qualidade do trabalho, que afetam positivamente a comunidade.

conectividade
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Conectividade é fundamental para garantir melhor uso da tecnologia no agronegócio

 

O setor agrícola se tornará mais importante do que nunca nas próximas décadas. Antes da pandemia do Covid-19, a ONU projetava que a população mundial chegaria a 9,7 bilhões em 2050, demandando um aumento de 69% na produção agrícola global entre 2010 e 2050. Para atender a essa demanda, o agronegócio cada vez mais irá adotar soluções de IoT e de conectividade para análises e maiores capacidades de produção.

A inovação tecnológica na agricultura não é novidade. Ferramentas portáteis eram o padrão há centenas de anos e, em seguida, a Revolução Industrial trouxe o descaroçador de algodão. Os anos 1800 trouxeram elevadores de grãos, fertilizantes químicos e o primeiro trator movido a gás. E o avanço até o final do século XX foi bem rápido, quando os agricultores começaram a usar satélites para planejar seu trabalho.

A IoT está pronta para levar o futuro da agricultura para o próximo nível. A agricultura inteligente já está se tornando mais próxima dos agricultores, e a agricultura de alta tecnologia está rapidamente se tornando o padrão, graças aos drones, sensores agrícolas e conectividade.

As tecnologias que usam sensores e dados dependem cada vez mais da conectividade de alta velocidade à Internet para upload e processamento de dados em tempo real na nuvem. Se o setor agrícola não contar com conectividade de banda larga acessível, ou se a largura de banda for limitada, isso prejudicará bastante a capacidade de adoção de novas tecnologias.

Aplicativos e conectividade impulsionam avanços

Veja como os aplicativos de IoT no setor agrícola e como a “Internet das Coisas Agrícolas” ajudará a atender às demandas alimentares do mundo nos próximos anos:

  • Agricultura de alta tecnologia: agricultura de precisão e agricultura inteligente

Os agricultores já começaram a empregar técnicas e tecnologias inovadoras a fim de melhorar a eficiência de seu trabalho diário. Por exemplo, sensores colocados nas plantações permitem que os agricultores obtenham mapas detalhados da topografia e dos recursos na área, bem como variáveis ​​como acidez e temperatura do solo. Eles também podem acessar previsões climáticas para prever padrões nos próximos dias e semanas.

Os agricultores podem usar seus smartphones para monitorar remotamente seus equipamentos, culturas e gado, bem como obter estatísticas variadas e também usar essa tecnologia para executar previsões estatísticas para suas colheitas e gado.

E os drones se tornaram uma ferramenta inestimável para os agricultores fazerem um levantamento de suas terras e gerar dados sobre as colheitas e rebanhos. A tecnologia mudou ao longo do tempo e os drones agrícolas são um exemplo muito bom disso. Hoje, o setor agrícola é uma das principais indústrias a incorporar drones. As maneiras pelas quais os drones terrestres e aéreos estão sendo usados na agricultura são avaliação da saúde das culturas, irrigação, monitoramento das culturas, pulverização das culturas, plantio e análise de solo e campo, entre outras.

  • Superando a barreira da conectividade

A conectividade em áreas remotas tem sido uma barreira para a digitalização no setor agrícola – mas esse desafio vem sendo superado com a chegada de soluções de conexões inteligentes. A tecnologia não é mais uma barreira, e é preciso entender o modelo de negócios e como escolher, implementar e usá-la efetivamente. Mover fazendas para encontrar conectividade não é uma solução viável, portanto, os agricultores precisam encontrar maneiras de trazer conectividade a eles. Quando a conectividade estiver em vigor, a inovação seguirá.

  • O “como”

Uma das melhores opções para levar a conectividade a áreas remotas é a implantação de soluções de redes MESH, tanto em relação a custo, flexibilidade, confiabilidade quanto escalabilidade.

A rede MESH sem fio consiste em nós (pontos) de rádio organizados em uma topologia MESH (em malha), que se conectam sem fios, e sem envolver uma companhia telefônica ou um provedor de serviços de internet.

Analistas indicam que essa tecnologia deve predominar no futuro devido ao seu alto grau de escalabilidade, caráter colaborativo e baixo custo.  Redes do tipo MESH trabalham com a união de dois formatos sem fio já consagrados — Access Point, ou ponto de acesso (que distribui os dados a partir uma fonte central), e Ad-hoc (na qual cada equipamento controla sua comunicação com os demais). Na rede MESH, cada computador ou rádio ajuda a propagar os dados (funcionando como estações repetidoras), ampliando o alcance limitado do Access Point.

Em tese, não há limite para o tamanho da cobertura de uma rede de dados; ela será do tamanho do número de máquinas, terá a forma de sua distribuição geográfica e sua força será diretamente proporcional à densidade de equipamentos conectados, fazendo com que o uso das redes MESH no agronegócio seja uma vantajosa solução para garantir a conectividade.

futuro da eletricidade
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O futuro da eletricidade: saiba quais tecnologias estão transformando as redes elétricas

As previsões sobre o futuro da eletricidade são um excelente exemplo de como a Indústria 4.0, que faz que todos os setores passem por uma transformação, está tornando o cenário cada vez mais complexo, e, ao mesmo tempo, mais interessante, com tecnologias em rápida evolução, redução de custos e mudanças regulatórias.

Três tendências, em particular, estão convergindo para impulsionar o futuro da eletricidade: eletrificação, descentralização e digitalização. Atualmente, essas tendências estão no limite da rede física – tecnologias inteligentes e conectadas no final da rede elétrica. Elas abrangem todas as principais tecnologias – como armazenamento distribuído, geração distribuída, medidores inteligentes, aparelhos inteligentes e veículos elétricos – que estão impactando o sistema elétrico.

Segundo o WEF (World Economic Forum) globalmente a adoção dessas novas tecnologias “de ponta da rede elétrica” poderia gerar mais de US$ 2.4 trilhões em criação de valor para a sociedade e a indústria até 2027, aumentando a eficiência do sistema geral, otimizando a alocação de capital e criando novos serviços para os clientes.

Claro que essas previsões não levaram em conta a pandemia do Covid-19 e a crise econômica mundial que certamente virá. Mas precisamos nos lembrar que, quando a economia voltar a se reaquecer, quem estiver bem preparado para dar o seu start, ganhará vantagem competitiva.

Adoção deverá manter ritmo

A queda rápida dos custos das tecnologias de ponta da rede elétrica vem impulsionando sua adoção pelos clientes. Medidores inteligentes, dispositivos conectados e sensores de rede aumentarão a eficiência do gerenciamento de rede e, mais importante, permitirão que os clientes tenham informações em tempo real sobre a oferta e a demanda de energia em todo o sistema.

Para os consumidores, a implantação de tecnologias de ponta da rede permitirá que eles ocupem o centro do palco do sistema elétrico, produzindo sua própria eletricidade, e aí armazená-la e consumi-la em um momento mais barato ou vendê-la de volta à rede. Esse sistema permitirá até transações descentralizadas ponto a ponto.

Já o esperado aumento na adoção de veículos elétricos irá demandar uma grande flexibilidade da rede na forma de armazenamento, mas também pode representar desafios de congestionamento no local, por exemplo, se um grande número de veículos elétricos demandarem pontos de recarga em uma determinada região ao mesmo tempo.

Eletrificação, descentralização e digitalização

Assim como em diversos outros setores, o setor elétrico está no meio de uma transformação, onde a tecnologia e a inovação transformam modelos tradicionais de geração para além do medidor.

Três tendências em particular estão convergindo para impulsionar transformações no futuro da eletricidade:

  • Eletrificação de grandes setores da economia, como transporte e aquecimento
  • Descentralização, estimulada pela forte queda nos custos dos recursos energéticos distribuídos, como armazenamento distribuído, geração distribuída, flexibilidade de demanda e eficiência energética
  • Digitalização da rede, com medição inteligente, sensores inteligentes, automação e outros dispositivos digitais, tecnologias de rede e além do medidor, com soluções de Internet das Coisas (IoT) e de conexão inteligente, e uma onda de dispositivos conectados que consomem energia

Essas três tendências atuam em um ciclo contínuo, possibilitando, amplificando e reforçando melhorias e desenvolvimentos que vão além de suas contribuições individuais. A eletrificação é fundamental para redução de carbono a longo prazo e representará uma parcela cada vez mais relevante de energia renovável. Enquanto isso, a descentralização torna os clientes elementos ativos do sistema e requer uma maior coordenação entre concessionárias, distribuidoras e usuários. Por fim, a digitalização suporta as outras tendências, permitindo mais controle, incluindo otimização automática em tempo real de consumo e produção e interação com os clientes.

Atendendo a um novo usuário

O papel da rede elétrica, aliada a sistemas de conexão inteligentes, está evoluindo além do fornecimento de eletricidade e está se tornando uma plataforma que também maximize o valor dos recursos de energia distribuídos.

A distribuição de energia gerada centralmente representará uma parcela menor nos modelos de negócios, mas poderia ser compensada pela receita de novos serviços de distribuição e varejo. Clientes individuais serão capazes de selecionar as tecnologias de sua escolha, conectá-las à rede e, eventualmente, fazer transações com outros recursos distribuídos e descentralizados.

Esse sistema elétrico mais inteligente, mais descentralizado e ainda mais conectado pode aumentar a confiabilidade, segurança, sustentabilidade ambiental, utilização de ativos e abrir novas oportunidades para serviços e modelos de negócio, aumentando a eficiência do sistema geral, otimizando a alocação de capital e criando novos serviços.

Novas fontes de energia

Novas fontes de energia emergentes, como solar e eólica, estão mudando a maneira como armazenamos e distribuímos energia. De um sistema centralizado tradicional que contava com fontes simples de energia, a nova onda de energias renováveis é um desafio potencialmente desestabilizador para a rede elétrica tradicional.

A abordagem do tamanho único para o fornecimento de energia não se ajusta mais à variação do consumo público. A rigidez formal da configuração atual não foi projetada para lidar com a entrada de fontes de energia novas e inovadoras. Portanto, é preciso contar com uma nova infraestrutura rapidamente.

 

Conexões inteligentes
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Além de P&D: saiba como impulsionar a inovação no setor elétrico

Uma crença comum nos negócios é que o investimento em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) obrigatoriamente leva à inovação. Por esse padrão, uma empresa que investe pesadamente em P&D deve ter processos inovadores que resultam em aumento de vendas, e provavelmente sucesso no mercado. Empresa sem inovação? Elas provavelmente precisam dobrar seus esforços de pesquisa e desenvolvimento.

Mas não é assim tão simples. O setor elétrico, assim como outros setores e indústrias, são extremamente complexos. Dados mostram que investir em P&D não garante a inovação. E, em muitos casos, a inovação não vem de dentro da empresa, e sim de um parceiro, cuja oferta é o que falta para a empresa alcançar os seus objetivos de negócio. No setor elétrico, por exemplo, o foco não é investir em P&D na área de conectividade. O core business é geração e distribuição de energia. É muito mais produtivo procurar um parceiro que tenha a expertise necessária para impulsionar a inovação no setor elétrico, entre outros.

Ainda assim, as empresas buscam alguma combinação de P&D e inovação – o mercado exige. Compreender como a P&D e a inovação funcionam, conceitual e praticamente, e como financiar as duas coisas, pode ajudar a melhorar seus resultados.

P&D e inovação são a mesma coisa?

Não, P&D não é o mesmo que inovação. Algumas vertentes defendem que a P&D é um componente inicial da inovação, um termo genérico para comercializar descobertas. Já outros definem a P&D como um objetivo de longo prazo enquanto a inovação pode ser posta em prática, em uma variedade de necessidades de negócios, no curto prazo. Essas várias definições indicam que os conceitos de P&D e de inovação estão mudando no mercado interconectado de hoje, baseado em resultados.

Na maioria das empresas, são três os principais objetivos da P&D:

  • Desenvolvimento de conhecimentos fundamentais. Isso geralmente significa explorar certas tecnologias com potencial de grande impacto no setor, mas nem seu valor intrínseco nem sua aplicação prática ainda são conhecidos. O financiamento para esse fim é uma fração do todo, mas é estratégico, com pouca expectativa de crescimento ou desenvolvimento no curto prazo.
  • Suporte a áreas de negócios como gerenciamento de negócios, manufatura e satisfação do cliente. As funções são mais tangíveis, como procurar pontos fortes e fracos ou tendências futuras que permitam à empresa criar novas oportunidades de negócios. Este trabalho não está necessariamente em andamento todo o tempo, mas talvez se concentre em uma determinada linha do tempo ou área de negócios.
  • Criando e implementando novas tecnologias. O resultado dessa área de pesquisa e desenvolvimento pode ser qualquer “invenção” – um equipamento, um processo. As empresas tendem a ver essa área de P&D como um investimento, e não como um custo operacional necessário, especialmente para projetos de curto prazo, mais fáceis de medir e avaliar.

Nessa visão multifuncional de P&D, a inovação pode vir de qualquer área, mas quando as empresas reconhecem e agem de acordo com os três propósitos, a P&D pode estar mais diretamente ligada a um resultado inovador que realmente gere valor.

Financiando a inovação

Se a P&D é impulsionada pela necessidade de criar soluções melhores ou mais inovadoras, a inovação é impulsionada pelo valor. A P&D pode gerar descobertas interessantes ou importantes, mas sem um processo que resulte em valor, pode parecer supérflua, mesmo se concordarmos que é essencial.

A verdadeira inovação, então, não é simplesmente um produto “melhor”, mas a que oferece novo valor ao cliente. No setor elétrico, por exemplo, são as smart grids que permitem a entrega de serviço com mais qualidade, são os medidores inteligentes possíveis de serem implantados com a chegada de uma solução de conectividade com alta confiabilidade e escalabilidade – as redes MESH, que mudam todo o relacionamento entre consumidores e distribuidoras de energia.

Talvez, em vez de considerar a inovação como o resultado natural de P&D, vale reformular o que significa inovação:

invenção (via P&D) + valor do cliente + um modelo de negócios = inovação

Dados não são commodity

A energia que corre pelos fios pode até ser considerada uma commodity, mas não os dados. Quando se adiciona inteligência a esse processo, a energia passa a ser um serviço, voltado para entregar a melhor experiência ao cliente.

O futuro da inovação no setor elétrico certamente passa pela adoção de inovadoras tecnologias, como Internet das Coisas, Big Data, redes inteligentes, medidores inteligentes, processamento na nuvem. E essa transformação é fundamental para a implantação de redes elétricas inteligentes e automatizadas, controle da distribuição e redução dos tempos de falhas.

O futuro da energia está na mudança de um modelo único de alimentação centralizada, que atualmente ainda predomina no setor brasileiro, para modelos descentralizados, baseados em redes bidirecionais entre consumidores e fornecedores. Atualmente, quando a distribuição energética de uma fonte centralizada falha, ela prejudica o abastecimento de toda a rede. Por isso, as empresas de distribuição de energia têm investido cada vez mais em tecnologias que permitem medir em tempo real o consumo de energia para gerir e otimizar suas fontes de geração e também suas estratégias de distribuição, adotando medidores inteligentes e soluções para análise de dados.

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Setor elétrico: Conectividade é grande preocupação para tirar proveito da IoT

A Internet das Coisas (IoT) promete transformar o setor elétrico, permitindo que as concessionárias de energia monitorem constantemente suas instalações remotas, como smart grids e medidores inteligentes, plantas solares e turbinas eólicas. Com isso, as empresas podem coletar dados em tempo real sobre geração e distribuição de energia e automatizar processos, otimizando a manutenção, reduzindo a necessidade de deslocamento de equipes e, principalmente, conseguindo restabelecer com mais agilidade a energia em caso de alguma falha.

O setor elétrico está lutando para obter o valor máximo da IoT e buscam soluções de conectividade confiáveis e de alta velocidade. Embora a maioria das empresas do setor elétrico esteja modernizando suas operações e implantando soluções de IoT, baixas taxas de conectividade podem impedir o setor de obter todos os benefícios que a IoT pode oferecer.

A IoT tem o potencial de mudar fundamentalmente a maneira como interagimos com o mundo ao nosso redor. Os sistemas de IoT, que definimos como sensores e dispositivos conectados por redes a softwares, podem monitorar e gerenciar objetos, máquinas e até objetos vivos conectados. Os sistemas de IoT podem permitir que as empresas tirem muito mais proveito de seus ativos físicos, revolucionando a maneira como administramos nossos equipamentos e negócios.

Desafios para a IoT no setor de energia

Apesar do número de vantagens inegáveis, as soluções inteligentes de energia têm seus desafios. Veja alguns dos “perigos” que você precisa levar em consideração ao implantar o uso de tecnologias de IoT no setor de energia.

Segurança é uma ameaça comum a todas as soluções de IoT. Sistemas que conectam seus dispositivos a uma rede unificada podem ser utilizadas como ponto de entrada para ataques direcionados.

Conectividade e tomada de decisão: seu sistema precisa estar sempre ativado, com um atraso mínimo para processamento e feedback de dados. Com tantos dispositivos, tantos dados, tantas opiniões e tantas decisões possíveis, determinar como avançar pode ser difícil. Para ter sucesso com a IoT, você precisa considerar como usar seu ecossistema completo para criar novos níveis de valor comercial. Observando esse incrível aumento de dados globais de dispositivos IoT, várias perguntas devem estar nas mentes dos tomadores de decisão em TI e de líderes de negócios:

  • Como podem todos esses dados, gerados por sensores conectados a “coisas”, serem transferidos eficientemente para aplicativos de Analytics e transformados em inteligência para a tomada de decisões?
  • Qual é a solução de conectividade mais barata / mais rápida / mais confiável?
  • Qual a melhor abordagem de conexões inteligentes para aproveitar o potencial da IoT em nosso ambiente?
  • Quais dados as empresas transferem e quais podem ser processados localmente?

Devido à variedade aparentemente interminável de aplicativos de IoT disponíveis, as empresas enfrentam esses desafios quando se trata do processo de seleção da solução de conectividade mais adequada para cada uso comercial.

Redes MESH e IoT

Como não há autoridade central em uma rede MESH essa oportunidade de descentralização abre a possibilidade de centenas de novas formas de tecnologias e modelos de negócios que transformarão os mercados. Especialmente com o campo promissor da Internet das Coisas, as redes MESH são apontadas como uma solução com baixo custo e alto benefício.

Especialistas também preveem que as redes MESH serão encontradas em setores em que as implementações de regras de segurança robustas estão aumentando. Por exemplo, nos setores elétrico, logística, mineração, petróleo e gás, entre outros.

No setor elétrico, as redes MESH se encaixam com perfeição no ambiente desafiador, já que as áreas a serem cobertas são muito grandes e caras para se conectar à infraestrutura tradicional.

Desafios da IoT

Podem surgir desafios de integração quando você precisar conectar sua nova rede de IoT aos sistemas legados existentes, que geralmente dependem de tecnologias desatualizadas. Nesse caso, você precisará começar modernizando a infraestrutura atual.

Garantir a interoperabilidade pode ser o maior fator de sucesso em qualquer implementação de IoT. Grande parte do valor das iniciativas de IoT depende de vários sistemas de IoT trabalhando juntos e da capacidade de integrar e analisar dados de vários sistemas de IoT.

Além disso, uma solução de IoT não é aquela que simplesmente coleta e transmite dados, mas uma capacidade para analisar os dados, permitindo resolver problemas ou criar novas oportunidades. As empresas podem criar vantagem competitiva com a tecnologia da Internet das Coisas a partir do momento em que contam com conexões inteligentes que entreguem os dados em tempo real e ferramentas que os transformem em inteligência.

As tecnologias de conectividade estão desempenhando um papel importante neste cenário, garantindo flexibilidade de entrega e eficiência no controle. Porém, qual é o melhor caminho para a implementação das soluções de IoT e de Analytics? Por meio de soluções de conectividade altamente personalizadas e integradas aos mais diversos sistemas de controle, que é como a Atech colabora com a transformação no setor elétrico.

Internet das Coisas
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Saiba quais são os requisitos para tirar valor da Internet das Coisas na indústria

As soluções de Internet das Coisas (IoT) certamente podem ajudá-lo a melhorar a eficiência, possibilitar a inovação e estimular a transformação digital nas empresas – se implementadas adequadamente. Isso requer muito mais do que dispositivos IoT e extração de dados. Se a sua solução de IoT apenas coleta grandes quantidades de dados operacionais dos dispositivos, provavelmente causará mais problema do que eficiência operacional para a sua empresa, enquanto você fica olhando para um “monte de dados”.

Com tantos dispositivos, tantos dados, tantas opiniões e tantas decisões possíveis, determinar como avançar pode ser difícil. Para ter sucesso com a IoT, você precisa considerar como usar seu ecossistema completo para criar novos níveis de valor comercial.

Atualmente, a Internet das Coisas é considerada o principal fator que possibilitará a verdadeira estrutura para a indústria 4.0. Embora o hype tenha sido ótimo, o valor comercial pode ser maior. As organizações que usam sistemas de IoT enfrentam uma infinidade de desafios, mas também existem muitas oportunidades.

Os dois principais pontos de melhoria que irão contribuir para tirar valor da Internet das Coisas na indústria estão relacionados aos modelos de negócio e operações.

Nos modelos de negócio, a IoT agrega valor ao:

1 – Otimizar os atuais modelos de negócios

  • Identificar e priorizar oportunidades
  • Uso de grande volume de dados e Analytics
  • Interoperabilidade é fundamental

2 – Criar novos modelos de negócios

  • Novos modelos de precificação, baseados nas preferências do consumidor
  • Modelo baseado em serviços, permitindo que as empresas vendam novas experiências baseadas em seus produtos
  • Monetização dos dados provenientes da IoT

3 – Criar novos modelos de governança

  • As organizações devem adotar um modelo tomada de decisões baseado em dados

Já na área de operações, a maior oportunidade de tirar valor da Internet das Coisas na indústria certamente é a possibilidade de aumentar a eficiência, com impacto direto, por exemplo, na estratégia de manutenção, assim como em todo o processo produtivo.

Requisitos para tirar valor da Internet das Coisas na indústria

 Para entender como a IoT está sendo implantada hoje pelas empresas, é crucial ter em mente que o mercado atual é fortemente impulsionado por cenários de casos de uso e provas de conceito. As empresas precisam saber quais aplicações de IoT têm o potencial de agregar mais valor.

Os requisitos necessários são:

Dados consistentes e contextualizados: os dados coletados nas diversas soluções de Internet das Coisas embarcadas nos equipamentos devem ser agrupados em uma plataforma única, formando uma série temporal onde são disponibilizados e contextualizados para análise e uso exploratório e operacional.

Algoritmos: as empresas podem transformar dados em inteligência acionável identificando, por exemplo, fatores físicos que contribuem para a deterioração de uma máquina, e análise avançada, como a detecção de anormalidades. Os algoritmos então devem ser ajustados periodicamente para oferecer a possibilidade de melhoria contínua na precisão e relevância dos resultados e garantir adaptação contínua às condições em evolução de seu ambiente.

Integrando tecnologias operacionais e de informação

A IoT criará muitas oportunidades que afetarão principalmente três áreas importantes -aplicativos B2B, processos de negócios e modelos de negócios – e levará em conta os principais desafios a serem enfrentados, como interoperabilidade. As empresas devem prestar atenção especial ao fato de que soluções eficazes de IoT exigem a definição de modelos de negócios para direcionar necessidades em tempo real de maneira preditiva e garantir a interoperabilidade em termos de convergência tecnológica e integração de diferentes fontes de dados.

Um dos principais direcionadores do valor comercial é a integração entre as tecnologias operacionais (Operational Technologies – OT) e as tecnologias da informação (Information Technologies – TI), que muitas vezes são separadas e executadas por diferentes partes da organização, de acordo com seus diferentes sistemas e métodos.

Atualmente, TI e OT são na sua maioria separadas por:

  • Tecnologias diferentes
  • Diferentes setores e responsabilidades
  • Diferentes habilidades e perfis profissionais
  • Muitas vezes até com códigos e padrões diferentes

Os ambientes de OT e TI segregados são ineficientes e dispendiosos e essa limitação tecnológica e financeira pode ser um grande empecilho à inovação, por conta de:

  • A falta de comunicação entre os sistemas de TI e OT impede que as empresas usem dados de controle em aplicativos de inteligência de negócios
  • Os sistemas de OT não podem tirar proveito dos rápidos avanços em TI
  • Os sistemas de OT não podem tirar proveito da economia de custos de soluções baseadas em padrões

Mas podemos melhorar a automação e acelerar a inovação convergindo esses dois mundos em um ambiente de IoT. Para alcançar o potencial valor e as oportunidades da Internet das Coisas, a integração de dados de OT e TI é um dos desafios mais importantes para as empresas, especificamente para organizações com uso intensivo de ativos. A integração de processos e fluxos de informações permite que eles superem os obstáculos existentes e obtenham algumas vantagens importantes, como:

  • Decisões críticas baseadas em dados, em vez de informações aproximadas
  • Maior agilidade no processo de análise de dados, decisões e reações
  • Otimização holística de sistemas
  • Melhor tomada de decisão
  • Redução das despesas operacionais (OpEx) minimizando a sobrecarga organizacional e tecnológica
  • Resultados de negócios acelerados, simplificando projetos de desenvolvimento
  • Riscos reduzidos
Redes MESH 
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Conheça 2 coisas que você precisa saber sobre redes MESH

Mesmo que cada vez mais a tecnologia de redes MESH sejam destaque entre técnicosela já existe há algum tempo e não é são um hype tecnológico temporário. As redes MESH oferecem benefícios consideráveis que impulsionam um cenário perfeitamente conectado de pessoas e coisas. 

O conceito de redes MESH surgiu pela primeira vez na década de 1980 no ambiente militar e tornou-se disponível comercialmente na década de 1990. Se essa tecnologia existe há algum tempo, então por que só agora estamos começando a ouvir mais sobre isso? Isso ocorre porque, no passado, as redes MESH precisavaser conectadas. A topologia podia ser cara e complexa para configurar em grande escala, pois cada nó precisava estar fisicamente conectado aos outros nós.  

Hoje, houve avanços consideráveis nas comunicações sem fio. Isso significa que os fios não são mais necessários. Além disso, as especificações de rede pessoal sem fio de curto alcance (WPAN) removeram barreiras físicas e financeiras que estavam presentes no passado. No entanto, a maior parte são requisitos de hardware, rádio e espectro. E com menos custo e maior disponibilidade, se tornou viável comercializar redes MESH. Essas são as razões pelas quais estamos vendo um boom na comercialização dessa tecnologia. 

Como funcionam as redes MESH 

As redes MESH são um tipo de rede na qual a infraestrutura é transportada por nós que se conectam direta e dinamicamente e cooperam entre si para rotear pacotes de dados com eficiência. 

Os nós são pequenos transmissores de rádio que servem como roteador sem fio em uma solução de rede WiFi tradicional com pontos de acesso e roteadores. Ao contrário das redes com ou sem fio que usam dispositivos WiFi para se comunicar e transferir informações, esses nós são programados para interagir ou “conversar” entre si em redes MESH. Eles transmitem informações saltando sem fio de um nó para o próximo em um caminho rápido e seguro através de um processo conhecido como roteamento dinâmico. 

Confira algumas vantagens das redes MESH: 

  • As redes MESH são resilientes, autoconfiguráveis e eficientes;
  • Não há mais problema de ponto único de falha, que é o problema nas topologias em estrela (e ainda pior nas topologias de barramento). Se um nó não puder mais operar, a rede poderá redirecionar o sinAL, o que permitirá que ela ainda se comunique entre os nós restantes;
  • Desativar a rede é impossível, a menos que haja algum tipo de catástrofe mundial que destrua todos os dispositivos eletrônicos do mundo;
  • A rede trabalha com infraestrutura mínima e, portanto, pode ser implantada mais rapidamente a um custo menor do que a infraestrutura tradicional;
  • Os dispositivos em uma rede MESH têm a capacidade de retransmitir sinais e de conectar milhares de sensores em grandes áreas (por exemplo, cidades);
  • Outras aplicações incluem operar em áreas com grandes multidões (ex: shows, festivais etc.) ou conectar dispositivos em áreas remotas (ex: em áreas de agricultura, sistemas de transmissão elétrica, minas, plataformas de petróleo) e muitos, muitos mais;
  • Não há autoridade centralizada em redes MESH. Por esse motivo, algumas pessoas comparam como a Internet era antigamente: comunicação segura, localizada, anônima, baseada no cidadão 

Áreas de aplicação das redes MESH 

Como não há autoridade central em uma rede MESH essa oportunidade de descentralização abre a possibilidade de centenas de novas formas de tecnologias e modelos de negócios que transformarão os mercados. Especialmente com o campo promissor da Internet das Coisas (IoT), as redes MESH começarão a tomar enormes dimensões. Os casos de uso variam de medição inteligente a cluster de objetos.  

Especialistas também preveem que as redes MESH serão encontradas em setores em que as implementações de regras de segurança robustas estão aumentando. Por exemplo, em logística, mineração, petróleo e gás, serviços públicos e energia. Também é esperado um aumento no uso de redes MESH em aplicações comerciais. Exemplos incluem grandes armazéns, agricultura, centros de distribuição, mas também conexões veículo a veículo etc.  

As redes MESH se encaixam com perfeição nesse cenário porque as áreas a serem cobertas com o Wi-Fi tradicional são muito grandes e caras para se conectar à infraestrutura tradicional.  

Mas não podemos deixar de lado o aspecto de que essa tecnologia tem um enorme potencial para fins humanitários. No caso de tempestades ou terremotos, as infraestruturas locais geralmente são danificadas, o que faz com que as pessoas percam os meios de comunicação. As redes MESH permitem que a conectividade não seja afetada nessas situações. Outro exemplo são as bombas manuais para água. Quando são danificadas, as pessoas podem passar meses sem acesso à água. Com as redes IoT e MESH, as comunidades locais podem reparar a bomba em apenas alguns dias. 

Saiba mais sobre como a tecnologia de redes MESH pode alavancar o seu negócio: confira os nossos casos de sucesso em parceria com a EDP e a Energisa 

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Como as empresas estão acelerando a revolução da Internet das Coisas

Com a expansão da Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) em todos os setores, os dados estão se tornando a moeda da inovação. As organizações têm quase que uma obrigação de adotar tecnologias rapidamente, desenvolver competências digitais e oferecer novos serviços de valor agregado que atendam a seu ecossistema mais amplo. A manufatura é um setor em que a IoT tem um impacto transformador, mas também exige que muitas empresas se unam para que a tecnologia seja eficaz. 

Para garantir uma manufatura baseada em conexões inteligentes é preciso entender que a responsabilidade por essa transformação é de todas as frentes de uma organização, e não apenas da equipe de TI, manufatura ou da Diretoria/Presidência. Todas as áreas devem ser envolvidas para identificar as reais necessidades e viabilidade para a transformação.  

Muitas vezes é necessário começar pequeno e escalar as soluções aos poucos, buscar parcerias e alianças estratégicas, se espelhar em cases de sucesso, identificar as camadas e profundidade do controle das operações e realizar testes para corrigir os erros com rapidez. O conjunto de tecnologias envolvidas na IoT permitirá às empresas uma visão granular de objetos, pessoas e operações, bem como gerar ações com maior valor agregado. 

Líderes de negócios enfrentam hoje diversos desafios: economizar recursos, aumentar a lucratividade, reduzir o desperdício, automatizar para prever erros e atrasos, acelerar a produção para trabalhar em função da cadeia de valor, digitalizar fluxos que eram feitos no papel, conseguir intervir rapidamente em casos de problemas da produção, e muito mais. A necessidade é tão grande que a maior parte dos investimentos feitos em IoT pela indústria são relacionados a operação, dos processos à logística, e gestão do inventário. 

E como as empresas estão acelerando essa revolução? Aproveitando as capacidades de: 

Conexões inteligentes  

Permitem a conectividade e comunicação segura entre máquinas e equipamentos nos processos produtivos que trazem transparência e controle na produção jamais imaginados, dados reais a todo momento, facilitando planejamentos e tomadas de decisão. 

Troca de dados 

Clientes e fornecedores podem trocar informações em tempo real para antecipar demandas e proporcionar equilíbrio aos processos produtivos. 

Sensoriamento remoto e manutenção 

Sistemas com sensores ligados a conexões inteligentes conseguem monitorar e detectar pequenos desvios de funcionamento do maquinário, permitindo que o profissional antecipe suas ações. Se todo o sistema industrial está conectado e pode ser monitorado, é possível programar alertas, dar o suporte às máquinas antes de falharem e, ainda, monitorar em tempo real e diagnosticar de forma mais rápida os problemas, mesmo que os engenheiros não estejam no chão da fábrica. Com essa visão, abre-se uma oportunidade para os empreendedores na criação de serviços de manutenção inteligente e prevenção de falhas na linha de produção. Agora, com os sensores instalados nas fábricas e as análises feitas praticamente em tempo real, é possível fazer a manutenção preditiva dos aparelhos. 

Customização 

A IoT oferece opções de customização, onde o consumidor pode interagir com aplicativos e escolher opções mais adequadas, resultando em personalização de produtos e embalagens. O alto grau de personalização, em uma escala de produção, também é uma das mudanças que vai impactar diretamente a indústria nos próximos anos. Durante um tempo, ter algumas cores disponíveis do mesmo tênis já era o suficiente; agora nós queremos customizá-los do nosso jeito. Uma evolução disso é a capacidade do consumidor interagir com a marca e sua linha de produção por meio de plataformas digitais que personalizam os produtos, diminuem a distância entre produção e entrega e possibilitam a cocriação. Em várias indústrias, isso já acontece, mas a capacidade de escalar e personalizar no mesmo nível de uma produção massiva ainda é um desafio que a automação industrial se propõe a resolver. 

Integração 

Permite a integração entre pessoas e máquinas em trabalhos mais complexos, em que o robô executa a parte mais difícil, enquanto o funcionário atua em complemento. 

Impressão 3D 

A manufatura aditiva possibilita a produção de peças via impressoras 3D, que moldam o produto por meio de adição de matéria-prima, sem o uso de moldes físicos. 

Simulação 

Por meio de simulação, os operadores testam e otimizam o processo e produtos ainda na fase de concepção, diminuindo os custos e o tempo de criação. 

Cloud 

O recurso da computação na nuvem proporciona a digitalização de produtos e processos produtivos. 

Big Data 

Por meio do Big Data e ferramentas de Analytics o sistema identifica falhas nos processos, ajuda a otimizar a qualidade da produção, economiza energia e torna mais eficiente a utilização de recursos. 

TI + Manufatura 

Os sistemas de tecnologia da informação (TI), juntas com as tecnologias operacionais (TO), integram uma cadeia de valor automatizada, por meio da digitalização de dados. 

Realidade Virtual / Realidade Aumentada 

Integração simultânea do ambiente real e virtual por meio da realidade aumentada, tecnologia que proporciona a exibição de imagens virtuais no ambiente real. 

Segurança de dados 

Com a implementações de mais soluções de IoT, é preciso investir em cibersegurança, pois como há muitos equipamentos conectados e a internet é um ambiente aberto, são necessários não só procedimentos de governança de TI, mas de padrões que garantam uma rede segura. 

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Saiba como a conectividade pode dar mais competitividade ao setor de óleo e gás

A adoção de novas tecnologias pelas empresas é essencial para gerar mais produtividade, eficiência e redução de custos. E, nesse cenário desafiador, as indústrias avançam cada vez mais em direção à maturidade digital, e a adoção de robustas soluções de conectividade no setor de óleo e gás, com sua atuação em áreas remotas, que envolvem altos riscos, é fundamental nessa jornada.

A digitalização do setor, onde a geografia de cada ponto de exploração requer adaptações e atenção especial, está baseada no acesso a informações confiáveis e em tempo real para agilizar a tomada de decisão, o que pode representar a economia ou ganho de milhões de dólares em investimentos. Ou em grandes desastres ambientais, caso os gestores não tenham acesso a esses dados.

Esses dados, que são transformados em inteligência, são entregues pelos milhares de sensores embarcados em equipamentos e em soluções de IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) que acompanham, por exemplo, o funcionamento de válvulas, e identificam se elas foram abertas, fechadas, se estão vazando, se a temperatura e o volume de processamento estão adequados, entre outros dados.

Na base de todo esse ambiente digital está uma solução de conectividade robusta e confiável, como a oferecida pelas Redes Mesh, transmitindo, em tempo real, informações disponibilizadas em instalações geograficamente dispersas, tanto acima quanto abaixo do nível do mar. Essa capacidade potencializa a geração de valor a partir da análise e da correlação de dados gerados a partir das mais diversas fontes, como nos sensores em equipamentos operacionais, mas também nos processos corporativos informatizados e mesmo em fontes de informações públicas. Além de acelerar a convergência do mundo real com o mundo virtual, essa capacidade também permite a tomada de decisão mais assertiva, baseada em dados preditivos, ou até mesmo prescritivos.

Segundo analistas da FGV (Fundação Getulio Vargas), o mercado de energia passa por desafios relevantes e de diferentes ordens, sofrendo ataques por dois lados. Ele é atacado pelo lado da oferta, representado pela indústria de não convencionais (que tem uma velocidade de descoberta e produção muito mais rápida do que a indústria tradicional), mudanças geopolíticas importantes, maior difusão e estímulo, assim como demanda da sociedade por energias renováveis. E pelo lado da demanda, onde tem-se mudança de padrões de comportamento em relação a uma economia de baixo carbono, avanços tecnológicos, e aumento de veículos elétricos. Enfim, uma série de questões que levam à rediscussão e modernização do setor petróleo e trazem à tona uma discussão sobre o novo paradigma dessa indústria.

Dados transformados em inteligência

A possibilidade de contar com uma solução de conectividade robusta é que permitiu à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) implantar um grande projeto – Hermes – de armazenamento de todos os dados gerados pela indústria do petróleo no Brasil, desde dados de sísmica e tomografias computadorizadas de amostras a dados digitais de poços e de métodos não sísmicos das fases exploratórias e de produção nas bacias do Brasil. Esses dados permitirão reduzir ciclos de projeto, custos operacionais e também para prolongar a viabilidade dos campos.

Outra inovação que vai garantir mais competitividade ao setor de óleo e gás é a conhecida como Gêmeos Digitais, uma réplica virtual de um objeto físico ou modelo digital capaz de fornecer todas as perspectivas e dados de um ativo real. O digital twin replica exatamente o que está acontecendo com um equipamento onde ele estiver como, por exemplo, em um poço de petróleo a centenas de quilômetros e em altas profundidades nos campos offshore de petróleo.

Pierce Riemer, diretor-geral do WPC (World Petroleum Council), destacou durante a última edição da O&G TechWeek, promovida pelo IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), que a transformação digital está gerando novos modelos de negócios, acelerando a inovação e oferecendo ganhos em eficiência operacional, design de produto, desenvolvimento e entrega, e ainda no relacionamento com o cliente.

Para Riemer, não existem tecnologias disruptivas, e sem tecnologias capacitadoras. “Se você disser que algo é disruptivo, é quase como dizer que você não quer mudar. Deveríamos usar o termo tecnologia capacitadora. Com ela temos sensores baratos, ampliando a conectividade e o poder de computação, impulsionando o volume de dados coletados. As modernas plataformas offshore podem ter cerca de 90 mil sensores com capacidade para gerar muitos petabytes de dados durante a vida útil de um ativo. E a maioria das empresas de petróleo e gás já está investindo em soluções de Big Data e Analytics, que possibilitarão que as corporações ‘naveguem’ por essa enorme quantidade de dados”.

Parcerias mais conectadas

A digitalização do setor de óleo e gás e a implementação de uma eficiente solução de conectividade não está ligada somente à produtividade nas áreas de upstream (atividades de exploração, perfuração e produção) e midstream (atividades de refino). Quando pensamos em estratégias para a área de downstream (atividades de transporte, distribuição e comercialização dos derivados de petróleo), é preciso também levar em consideração a nova relação entre produtor e distribuidores, que também está baseada na conectividade no setor de óleo e gás.

Os canais de distribuição estão embarcando em suas jornadas digitais e querem construir parcerias onde a empresa de óleo e gás:

  • Forneça conhecimento, recursos ou soluções necessárias para desenvolver maior conhecimento digital e serem mais proativos e preditivos
  • Ajude a aproveitar o marketing digital e análises para crescer, fidelizar clientes e aumentar a sua rentabilidade
  • Seja mais transparente e implante um ambiente de confiança, compartilhando dados
  • Ajude a desenvolver habilidades digitais de sua equipe
  • Trabalhe em conjunto para entender o futuro do negócio no ambiente digital

Investindo na comunicação com Redes Mesh

Está mais do que claro que a transformação digital no setor de óleo e gás está baseada em comunicação e depende de uma robusta, confiável e escalável solução de conectividade de modo a que haja coleta, integração e análise dos dados de diversos equipamentos, reunindo as informações de toda a cadeia produtiva, laboratórios, logística, planejamento, operação.

O objetivo de implantar uma infraestrutura de comunicação deve ser:

  • Obter o máximo de dados de ativos e sistemas para criar um ecossistema de informações
  • Conectar sensores e sistemas com diversos padrões e protocolos, além de sistemas legados
  • Montar uma infraestrutura de conexão que permita escalabilidade e simplicidade de crescimento

E toda essa infraestrutura necessita de uma tecnologia capaz de suportar todas as novas demandas de conectividade no setor de óleo e gás. As Redes Mesh oferecem a capacidade de conectar dezenas ou centenas de pontos em instalações que “conversam” entre si e estendem a conexão da rede para áreas maiores.

Os pontos, ou nós, das Redes Mesh são pequenos radiotransmissores que funcionam como um roteador wireless, se comunicando com os dispositivos e sensores e entre si. Nas Redes Mesh, somente um ponto precisa estar fisicamente ligado a uma conexão de rede com a Internet, que compartilha a sua conexão com os pontos ao seu redor e assim sucessivamente, por meio da característica de saltos (hops em inglês) exclusivo da topologia de Redes Mesh, aumentando de maneira simples a área coberta.

O uso de Redes Mesh oferece uma solução de conectividade abrangente, flexível e escalável, permitindo o acesso a locais remotos sem nenhuma infraestrutura de rede de comunicação, por mais remota e incipiente que seja, como é usual na indústria de óleo de gás. Conheça as soluções de conexões inteligentes oferecidas pela Atech e casos de sucesso.

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