Conectividade no agronegócio: Saiba como a Rede Mesh integra dados do seu maquinário
CategoriesAgronegócios,  Conexões Inteligentes,  Pro

Conectividade no agronegócio: Saiba como a Rede Mesh integra dados do seu maquinário

Lançado em outubro de 2017, o Plano Nacional de IoT – Internet das Coisas: um Plano de Ação para o Brasil, estudo desenvolvido pelo MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), BNDES (Banco Nacional Econômico e Social), em parceria com a consultoria McKinsey, aponta o setor rural como um dos ambientes que deve ser priorizado nas iniciativas governamentais, aproveitando as inovações disponíveis para a conectividade no agronegócio.

Os objetivos estratégicos do Plano Nacional de IoT para a área rural são:

  • Uso eficiente de recursos naturais e insumos – aumentar a produtividade e qualidade da produção rural brasileira pelo uso de dados
  • Uso eficiente do maquinário – otimizar o uso de equipamentos no ambiente rural pelo uso de IoT
  • Segurança sanitária – aumentar o volume de informações e sua precisão no monitoramento de ativos biológicos
  • Inovação – promover a adoção de soluções desenvolvidas localmente para desafios do ambiente

Inteligência no campo

Sensores instalados em equipamentos agrícolas atualmente já não são uma novidade. A questão agora é como coletar e integrar em tempo real diferentes fontes de dados e inserir uma camada de inteligência nos negócios, reunindo em um mesmo repositório dados do plantio, da colheita, do clima, imagens de satélite, medições realizadas por drones e até mesmo o preço das commodities na Bolsa.

A primeira fase da agricultura de precisão foi baseada nas informações enviadas por sensores instalados em tratores e colheitadeiras, mas cada máquina tinha um sistema próprio e gerava um pedaço da informação.

Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, destaca que “a informação se transformou no principal insumo da agricultura moderna e, com a IoT, a agricultura de precisão muda do monitoramento do campo para a inteligência estratégica. Sensores instalados nos equipamentos e conectados em rede indicam que a agricultura do futuro deverá ser cada vez mais apoiada pelo conhecimento científico”.

O desafio está em integrar todas as informações e os transformar em dados úteis para os sistemas de apoio à decisão dos produtores.

A agricultura 4.0

A meta do Plano Nacional de IoT é aumentar a produtividade e a relevância do Brasil no comércio mundial de produtos agropecuários, com elevada qualidade e sustentabilidade social e ambiental, por meio do uso de IoT no campo. A meta também é posicionar o Brasil como o maior exportador de soluções de IoT para a agropecuária tropical.

Mas, segundo especialistas da Embrapa, tornar a agricultura cada vez mais digital é um objetivo que depende de diversos fatores que vão da criação de soluções, conectividade até a capacitação da mão de obra. As aplicações para a tomada mais assertiva de decisão pelo produtor rural envolvem coletas de milhares de dados por sensores e robôs ou máquinas automatizadas, alto processamento de informações e de imagens, e análises.

Para isso, é preciso criar interfaces para coletar, armazenar, visualizar, descrever, organizar e analisar esses dados, além de aperfeiçoar mecanismos para aumentar a resolução das imagens obtidas e transmitir as informações de forma mais rápida e em tempo real. Como integrar todas essas informações e ajudar o produtor a produzir mais com preservação ambiental é um dos grandes problemas para os pesquisadores que atuam com tecnologia da informação na agricultura.

Silvia Massruhá também destaca a necessidade de superar as dificuldades de infraestrutura e conectividade no agronegócio, além de adaptar aplicações para a realidade da agricultura tropical. A limitação da cobertura é apontada como um dos gargalos para o avanço da IoT na agricultura, opinião que é compartilhada pelo pesquisador do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), Fabrício Lira Figueiredo, que também afirma que a infraestrutura de conectividade é o maior entrave para a difusão da IoT no setor.

O desafio da infraestrutura de conectividade no agronegócio

A previsão do estudo desenvolvido pelo MCTIC é que a IoT gere um impacto de até US$ 21 bilhões na agricultura até 2025, usando todas as informações para melhorar desde o plantio até o armazenamento e a logística de toda a cadeia produtiva.

A infraestrutura de telecomunicações é incipiente nas áreas rurais e remotas do Brasil. Isso dificulta a oferta de conectividade em larga escala nessas regiões. As redes móveis públicas, por exemplo, estão concentradas majoritariamente em áreas urbanas e ao longo de grandes rodovias. Por isso, são poucas as opções de acesso disponíveis para as vastas áreas de plantio, com níveis de cobertura e desempenho adequados e custos viáveis.

E o investimento em conectividade pode ser alto quando pensamos nas redes mais tradicionais, que exigem a implementação de concentradores, roteadores e repetidores, além de uma configuração com alto nível de complexidade, principalmente no caso das áreas mais afastadas.

A tecnologia de Redes Mesh aparece então como a melhor alternativa para superar os obstáculos da conectividade no agronegócio por se tratar de uma tecnologia de fácil implementação e de custo baixo, além de atender a todos os requisitos de disponibilidade e confiabilidade exigidos para a implantação de IoT no campo.

A Rede Mesh é uma solução de conectividade abrangente e flexível capaz de atender a locais que ainda não possuem qualquer infraestrutura de rede de comunicação, por mais remota e incipiente que seja, e com a vantagem de permitir o gerenciamento e configuração remota da rede.

A Atech oferece soluções de Conexões Inteligentes que incluem a solução de Redes Mesh, capaz de apoiar a transformação digital no campo, atendendo toda a demanda de conectividade no agronegócio necessária para suportar as aplicações de IoT.

Plantio inteligente: Tecnologias que vão dar mais segurança e agilidade ao setor sucroalcooleiro
CategoriesAgronegócios,  Conexões Inteligentes,  Senior

Plantio inteligente: Tecnologias que vão dar mais segurança e agilidade ao setor sucroalcooleiro

Solo, semente, plantio, colheita. Atualmente, o agronegócio é muito mais do que isso, e o plantio inteligente, conhecido também como smart agriculture, ou ainda Agricultura 4.0, é feito com automação e conectividade por meio de tecnologias inovadoras, como Internet das Coisas (IoT) e seus sensores, equipamentos, medidores, máquinas e câmeras que facilitam o controle de toda a produção e permitem a tomada de decisão mais rápida. Segundo a consultoria Bain & Company, a digitalização das fazendas aumenta em cerca de 10% a produtividade e reduz custos de insumos.

Herlon Oliveira, Diretor de Relações Institucionais da Abinc (Associação Brasileira de Internet das Coisas), destaca que o processo de digitalização de uma fazenda envolve instalação de sensores para coleta de dados no solo, maquinários e silos, por exemplo. As informações são transferidas para um banco de dados em nuvem, processadas e transformadas em recomendações específicas para o agricultor ou gestor daquela fazenda.

Todas as informações necessárias sobre clima, plantas, solo e capacidade de armazenagem, por exemplo, são apresentadas um uma única tela, e tudo o que é coletado vai para a nuvem, gerando um valioso banco de dados que garante tomadas de decisão mais assertivas. Assim, o agricultor sabe quanto insumo deve aplicar, em qual horário e em qual talhão (Porção de terreno entre dois sulcos destinado a cultivo); se deve acelerar ou parar a colheita; se deve ligar ou desligar o sistema de irrigação; se o silo está cheio ou, ainda, se precisa reorganizar o fluxo de caminhões para retirada da safra.

Soluções de conectividade, como Redes MESH e redes de sensores de longo alcance, é que permitirão essa troca de dados no campo em tempo real, solucionando o problema da falta de cobertura de sinal de telefonia celular em áreas agrícolas, com valores bastante atrativos e de fácil implantação.

Tecnologia conectada reduz perdas

Líderes de negócios do setor sucroalcooleiro identificaram um problema que vinha afetando a produção: depois de horas de trabalho, e em especial durante a noite, os motoristas dos caminhões – que acompanham lado a lado as máquinas colheitadeiras que cortam a cana, coletando e armazenando a matéria-prima antes de transportá-la para ser processada – não conseguiam manter uma linha reta próxima da perfeição. Com isso, não evitavam passar por cima dos brotos remanescentes, causando um prejuízo futuro. Cada planta de cana de açúcar é capaz de dar cinco safras. Mas o chamado “pisoteio” danificava 20% dos brotos. Ou seja, a cada cinco safras, uma era perdida por conta dos caminhões.

A solução para o problema foi o uso de caminhões autônomos, que são dirigidos por computador, para manter uma linha reta perfeita, evitando “pisotear” a cana de açúcar mesmo de noite ou quando a visão do solo está encoberta por palha. O projeto exigiu o desenvolvimento de uma tecnologia para manter o veículo com margem de erro de apenas 2,5 centímetros. É o suficiente para diminuir a perda de 20% para 16% dos brotos.

O plantio inteligente

Segundo analistas da consultoria Bain & Company, essas são algumas das tecnologias necessárias para o desenvolvimento do plantio inteligente:

  • Mapeamento via satélite mais eficiente e barato, aprimorado por algoritmos precisos de identificação e monitoramento do desenvolvimento das culturas
  • Sensores de campo coletando dados sobre a qualidade dos nutrientes, umidade, clima e outros fatores que influenciam no crescimento da lavoura
  • Mapas de rendimento super precisos que determinam com precisão os cronogramas de adubação e plantio em cada área e micro área
  • Máquinas automatizadas de semeadura e aplicação de defensivos capazes de identificar a quantidade exata para cada área da plantação
  • Equipamentos autônomos que naveguem com pouco ou nenhuma supervisão
  • Uso de drones para monitorar a incidência de pragas, doenças e plantas daninhas, além de monitorar a produção e qualidade do solo
  • Uso de drones de pulverização que, por meio de sensores, identifiquem áreas atingidas por pragas e doenças e façam a aplicação pontual de defensivos
  • Aplicativos móveis que permitam a inserção de dados e análises visuais em tempo real, agilizando a tomada de decisões
  • Armazenagem dos dados em um repositório central e na nuvem, podendo ser acessados a qualquer hora, em qualquer lugar
  • Os agricultores passam a ter acesso 24/7 aos dados coletados e analisados pela sua equipe e, também, por empresas terceirizadas
  • Monitoramento em tempo real do desempenho das máquinas agrícolas, permitindo análises preditivas que serão usadas no planejamento da manutenção, reduzindo o tempo de paradas e aumentando a vida útil do equipamento

Sem rede, sem conexão e sem plantio inteligente

Todas as tecnologias que permitem o plantio inteligente necessitam, em primeiro lugar, de conexão rápida e segura, o que pode ser desafio em áreas remotas. E a demanda por conectividade no campo é cada vez maior, como aponta a sétima edição da pesquisa Hábitos do Produtor Rural, feita pela ABMRA (Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio).

O estudo ouviu 2.835 agricultores e pecuaristas de 15 Estados de todas as regiões do Brasil e mostrou o perfil desses produtores em relação ao seu envolvimento com novas tecnologias e mídias, dados demográficos, hábitos de compra, fontes de informação, compra e uso de insumos.

A idade média dos produtores hoje é de 46,5 anos, número 3,1% menor em relação ao estudo feito em 2013, o que, segundo os analistas, demonstra a modernidade da produção agrícola, permeada por drones, GPS, aplicativos de celular e máquinas operadas sem a necessidade da mão de obra humana. Outra mudança apontada foi o uso de smartphones, que no levantamento anterior somou 17% dos produtores usando a tecnologia – hoje este número chega a 61%.

A próxima etapa dessa evolução, a Agricultura 5.0, deve incluir tecnologias ainda mais avançadas, como o uso de robotização para a gestão de sistemas, incluindo o uso de piloto automático na operação das máquinas.

E todas essas tecnologias envolvidas no plantio inteligente demandam conexão. A Atech aproveita toda a sua experiência e conhecimento estratégico para criar soluções inteligentes de conectividade por meio de Redes MESH com foco em áreas de difícil acesso e baixa cobertura de telecomunicações, com gerenciamento e configuração remotos e diagnósticos em tempo real.