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Saiba como um software de gestão de ativos melhora a estratégia de manutenção no agronegócio

A digitalização tem avançado a passos largos no agronegócio e os investimentos em infraestrutura e em tecnologias como um software de gestão de ativos são apontados como fundamentais para atingir o patamar da agricultura 4.0 – a fazenda digital 

As fazendas digitais contam com dados integrados, em que as próprias máquinas e/ou equipamentos enviam informações via internet para um banco de dados central que fornece uma base de dados que, analisados, entregam insights valiosos para a tomada de decisões em todo o negócio, inclusive para uma eficiente estratégia de manutenção no agronegócio. 

O conceito 4.0, que em primeiro lugar foi adotado pelo setor de manufatura, leva para o campo um novo modelo de maquinário com diversas tecnologias de Internet das Coisas embarcadas, que demandam novos modelos de gestão e de manutenção, baseados na análise dos dados enviados em tempo real sobre o seu desempenho e condição. Essa inteligência é fundamental para que os especialistas possam implantar eficientes estratégias de manutenção no agronegócio.  

A importância da tecnologia para alcançar a AgriculturaNxT 

Durante o Fórum Atech, realizado no final de outubro, Walter Maccheroni, head de Inovação do Grupo São Martinho, uma das maiores empresas do setor sucroenergético, destacou que a tecnologia no agronegócio é fundamental para manter a competitividade, já que “muitas vezes temos um aumento no custo dos insumos que não é acompanhado por um aumento na produtividade”.  

E Fabio Vieira, gerente de desenvolvimento e produto da Atech, em entrevista ao programa “Bem da Terra”, ressaltou que com a alta mecanização no campo, surge a necessidade de cuidar desses ativos. “Desenvolvemos as mais inovadoras soluções e software de gestão de ativos, que atendem a negócios de todos os portes”. 

Os gestores atualmente precisam cumprir três etapas para manter a confiabilidade e disponibilidade de seus ativos: 

  • Monitorar muito bem esses ativos 
  • Gerenciar as atividades para cuidar desses ativos 
  • Definir estratégias para cuidar desses ativos 

“Tudo isso vem ao encontro da tecnologia que oferecemos ao mercado”, diz Fabio. “Cuidar dos ativos é primordial. A dependência dos ativos é tão grande que é preciso implantar eficientes estratégias para manter tudo funcionando”. 

Dados transformados em inteligência 

Com a adoção de tecnologias de IoT, os gestores do agronegócio esperam minimizar perdas, ajustar processos e maximizar resultados. Com a Internet das Coisas e um software de gestão de ativosé possível corrigir processos e evitar perdas, assim como garantir a confiabilidade e a disponibilidade do maquinário. 

Para crescer em um ambiente tão sujeito a variações como o setor agrícola, a informação é o principal insumo e mais do que nunca são os dados dos sensores embarcados em máquinas e equipamentos que vão permitir ao gestor tomar decisões mais assertivas sobre a estratégia de operação no campo, manutenção e também sobre as necessidades do negócio. 

“Mas o dado, por si só, não traz o poder de decisão que o gestor precisa”, ressalta Fabio. “É preciso trabalhar aquele dado para gerar informação e, então, tomar uma decisão. Quando o gestor recebe um grande volume de dados provenientes dos sensores embarcados nos equipamentos, é preciso ter na outra ponta a inteligência para trabalhar com esses dados”. 

Essa inteligência vem de um software de gestão de ativos, como a plataforma OKTO desenvolvida pela Atech, com tecnologias que dão controle de ponta a ponta dos processos de manutenção no agronegócio de forma simples e integrada.  

Inclusive, a usabilidade do sistema está sempre no radar dos especialistas da Atech. “Trabalhamos constantemente a questão da usabilidade. A tecnologia tem que ser simples e acessível. A nossa intenção é que qualquer pessoa que tenha contato com o nosso sistema tenha uma ótima experiência e consiga interagir com a tecnologia de uma forma tranquila, sem precisar consultar técnicos. Tudo deve ser realizado de forma intuitiva e amigável, de modo a que o gestor possa tomar a melhor decisão. O nosso objetivo é que o gestor vá além da informação, e tenha uma verdadeira experiência, um olhar holístico”, diz Fabio. 

A transformação digital no agronegócio 

Tecnologias para automação de processos vêm continuamente impactando o cenário geral de produção de bens, por meio do aumento específico de produtividade, da diminuição de falhas associadas a erro humano, da redução do trabalho repetitivo e de riscos operacionais, entre outros impactos gerais. No setor agropecuário, a automação de alguns processos específicos – como a gestão de ativos – vem aumentando, com perspectivas de intensificação e expansão no mundo e no Brasil nas próximas duas décadas. 

Essa intensificação da automação das atividades agrícolas, atrelada a outros aspectos da denominada AgriculturaNxT – como a utilização de sensores, melhores soluções de conectividade –, resultará em um aumento da produtividade e sistemas de produção mais eficientes e, também, na maior eficiência da manutenção no agronegócio, reduzindo custos, já que a gestão de ativos é um dos principais centros de custo do setor, composto basicamente por: 

  • Materiais e insumos – materiais brutos ou trabalhados e anteriormente produzidos, que são necessários para, através de determinado processo, obter um novo produto (ex. fertilizantes, sementes etc.) 
  • Mão de obra direta – salários, encargos sociais e benefícios do pessoal empregado diretamente na produção (ex. tratorista, tratador etc.) 
  • Mão de obra indireta – idem, do pessoal empregado indiretamente na produção (ex. técnico agrícola, veterinário etc.) 
  • Manutenção de máquinas e equipamentos – gastos com peças e serviços de reparos de tratores e outras máquinas e equipamentos utilizados na produção 
  • Depreciação de máquinas e equipamentos – parcela que corresponde à taxa de depreciação pelo uso das máquinas e equipamentos 
  • Combustíveis e lubrificantes – utilizados pelas máquinas de produção agropecuária 

Estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) apontam que o crescimento populacional das próximas décadas vai demandar aumento de 70% na produção de alimentos. O Brasil seria responsável por 40% desse incremento e teria que dobrar tudo o que produz atualmente para atender à nova demanda. 

Segundo o diretor do Departamento de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Cláudio França, “o Brasil tem 210 milhões de habitantes e nós produzimos alimentos para 1,3 bilhão. A possibilidade de alcançar o que foi colocado pela FAO é com inovação e mais tecnologia no campo. É melhorar realmente toda a produtividade sem aumento de área”, disse. 

“Se nós conseguimos produzir muito nos últimos 30, 40 anos, por causa da tecnologia, nós podemos produzir muito mais se tudo isso estiver conectado. Precisamos manter a liderança e ser cada vez mais produtivos”, destacou França. 

E esse objetivo só será alcançado com a introdução de inovadoras tecnologias, como as soluções para gestão de ativos da plataforma OKTO e também soluções de conectividade como as Redes Mesh, que levam inteligência para as operações de manutenção no agronegócio.  

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Entenda como IoT pode ser aplicado no setor de agribusiness

A Internet das Coisas pode mudar radicalmente o mundo que vivemos: indústrias avançadas, veículos conectados e cidades mais inteligentes são todos componentes da equação IoT. No entanto, aplicar tecnologia como IoT à indústria agrícola pode gerar um impacto razoável.

A população global deve atingir 9,6 bilhões até 2050 . Então, para alimentar essa quantidade de população, a indústria agrícola deve adotar a IoT. Contra os desafios como condições climáticas extremas e aumento das mudanças climáticas, e o impacto ambiental resultante de práticas agrícolas intensivas, a demanda por mais alimentos tem que ser atendida.

A agricultura inteligente, baseada nas tecnologias de IoT, permitirá que produtores e agricultores reduzam o desperdício e aumentem a produtividade, desde a quantidade de fertilizante utilizada até o número de viagens que os veículos agrícolas produziram.

Então, o que é agricultura inteligente?

A agricultura inteligente é um sistema intensivo em capital e de alta tecnologia para cultivar alimentos de forma limpa e sustentável. É a aplicação das modernas TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) na agricultura.

Na agricultura inteligente baseada em IoT, um sistema é construído para monitorar o campo de cultivo com a ajuda de sensores (luz, umidade, temperatura, umidade do solo, etc.) e automatizar o sistema de irrigação. Os agricultores podem monitorar as condições de campo de qualquer lugar. A agricultura inteligente baseada em IoT é altamente eficiente quando comparada com a abordagem convencional.

As aplicações da agricultura inteligente baseada em IoT não apenas visam operações agrícolas convencionais, mas também podem ser novas alavancas para elevar outras tendências comuns ou crescentes em agricultura como agricultura orgânica, agricultura familiar (espaços complexos ou pequenos, gado particular e / ou culturas , preservação de variedades particulares ou de alta qualidade etc.), e melhorar a agricultura altamente transparente.

Em termos de questões ambientais, a agricultura inteligente baseada em IoT pode oferecer grandes benefícios, incluindo uso mais eficiente da água ou otimização de insumos e tratamentos. Agora, vamos discutir as principais aplicações da agricultura inteligente baseada em IoT que estão revolucionando a agricultura.

Aplicações de IoT na Agricultura

Agricultura de precisão

A agricultura de precisão pode ser considerada como algo que torna a prática agrícola mais controlada e precisa quando se trata de criação de gado e cultivo de culturas. Nessa abordagem de gerenciamento de fazendas, um componente-chave é o uso de TI e vários itens como sensores, sistemas de controle, robótica, veículos autônomos, hardware automatizado, tecnologia de taxa variável e assim por diante.

A adoção de acesso à Internet de alta velocidade, dispositivos móveis e satélites confiáveis ​​e de baixo custo (para imagens e posicionamento) pelo fabricante são poucas tecnologias-chave que caracterizam a tendência da agricultura de precisão.

Drones Agrícolas

A tecnologia mudou ao longo do tempo e os drones agrícolas são um bom exemplo disso. Hoje, a agricultura é uma das principais indústrias a incorporar drones. Os drones estão sendo usados ​​na agricultura para melhorar várias práticas agrícolas. As formas como os drones terrestres e aéreos estão sendo usados ​​na agricultura são a avaliação da saúde das culturas, irrigação, monitoramento de culturas, pulverização de culturas, plantio e análise de solo e campo.

Os principais benefícios do uso de drones incluem imagens de saúde da lavoura, mapeamento integrado de GIS, facilidade de uso, economia de tempo e o potencial para aumentar os rendimentos. Com estratégia e planejamento baseados em coleta e processamento de dados em tempo real, a tecnologia de drones proporcionará uma transformação de alta tecnologia para a indústria agrícola.

Monitoramento Pecuário

Os proprietários de grandes fazendas podem utilizar aplicativos IoT sem fio para coletar dados sobre o local, o bem-estar e a saúde de seu gado. Esta informação ajuda-os a identificar os animais que estão doentes, para que possam ser separados do rebanho, prevenindo assim a propagação da doença. Também reduz os custos de mão-de-obra, pois os pecuaristas podem localizar seu gado com a ajuda de sensores baseados em IoT.

Estufas Inteligentes

A agricultura com efeito de estufa é uma metodologia que ajuda a aumentar o rendimento de vegetais, frutos, culturas etc. As estufas controlam os parâmetros ambientais através de intervenção manual ou de um mecanismo de controlo proporcional. Como a intervenção manual resulta em perda de produção, perda de energia e custo de mão-de-obra, esses métodos são menos eficazes. Uma estufa inteligente pode ser projetada com a ajuda da IoT. Este projeto monitora de forma inteligente, bem como controla o clima, eliminando a necessidade de intervenção manual.

Para controlar o ambiente em uma estufa inteligente, são usados ​​diferentes sensores que medem os parâmetros ambientais de acordo com a necessidade da planta. Podemos criar um servidor de nuvem para acessar remotamente o sistema quando ele estiver conectado usando IoT.

Assim, as aplicações agrícolas da IoT estão possibilitando que fazendeiros e agricultores coletem dados significativos. Grandes proprietários de terras e pequenos agricultores devem entender o potencial do mercado de IoT para a agricultura, instalando tecnologias inteligentes para aumentar a competitividade e a sustentabilidade em suas produções. Com a população crescendo rapidamente, a demanda pode ser atendida com sucesso se os fazendeiros, assim como os pequenos agricultores, implementarem soluções agrícolas de IoT de maneira próspera.

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Maquinário conectado melhora estratégias de manutenção do maquinário agrícola

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech

O setor de agronegócio no Brasil vem apresentando um crescimento constante e, após a previsão de que a safra de soja no período de 2018/2019 deverá ser superior à dos Estados Unidos, até então líder mundial, agora a grande notícia é de que produção de café deve ser a maior da história, com uma colheita de quase 60 milhões de sacas beneficiadas de 60 quilos.

A estimativa sobre a produção de soja foi divulgada em maio pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, dando conta de que o Brasil deve produzir cerca de 117 milhões de toneladas, um pouco acima dos 116 milhões dos norte-americanos. Já a estimativa sobre a colheita de café foi divulgada em dezembro pelo IBGE, apontando um crescimento de mais de 33% em relação à safra passada.

Para alcançar esses números, o setor de agronegócio investe alto em tecnologia e no desempenho do maquinário. Grandes produtores já perceberam a importância de contar com máquinas modernas e desenvolvidas para atender as necessidades e particularidades de cada tipo de solo e de clima, que variam conforme a região do Brasil, requerendo estratégias diferenciadas de manutenção.

Somente o setor de máquinas agrícolas, usadas no preparo do solo, plantio, aplicação de defensivos e colheita, junto com máquinas rodoviárias, deve movimentar US$ 16,7 bilhões em 2018, segundo a Anfavea (Associação Nacional de Veículos Automotores). E não podemos deixar de lado outros maquinários que compõem a cadeia do agronegócio, como os usados no processamento de leite, por exemplo.

A agricultura 4.0

O conceito 4.0, que em primeiro lugar foi adotado pelo setor de manufatura, leva para o campo um novo modelo de maquinário com diversas tecnologias de Internet das Coisas embarcadas, que demandam novos modelos de gestão e de manutenção, baseados na análise dos dados enviados em tempo real sobre o seu desempenho. Essa inteligência é fundamental para que os especialistas possam implantar sistemas de agricultura de precisão, conectando máquinas e serviços.

Com a adoção de tecnologias de IoT, os gestores do agronegócio esperam minimizar perdas, ajustar processos e maximizar resultados. Com a Internet das Coisas, a descoberta antecipada de um ataque de praga, por exemplo, permite atuar com defensivos em áreas pontuais, corrigir processos e evitar perdas, assim como garantir a confiabilidade e a disponibilidade do maquinário, estratégia fundamental para garantir mais segurança e eficiência na gestão de ativos.

Para crescer em um ambiente tão sujeito a variações como o setor agrícola, a informação é o principal insumo e mais do que nunca são os dados dos sensores embarcados em máquinas e equipamentos que vão permitir ao gestor tomar decisões mais assertivas sobre a estratégia de operação no campo, manutenção e também sobre as necessidades do negócio.

Conectividade garante uma melhor estratégia de manutenção

O uso de inovadoras tecnologias no agronegócio depende de conectividade, em que as Redes MESH aparecem como a melhor opção para garantir a troca de informações. Afinal, de que adianta investir em sensores e máquinas inteligentes que produzem um grande volume de dados que poderiam ser usados para melhorar a estratégia de manutenção e, também, de produção, se não há como extrair e analisar em tempo real essas informações? Sem conectividade, todos os dados precisam ser extraídos, cruzados e analisados manualmente, perdendo toda a agilidade necessária para manter a competitividade, a redução das perdas nas lavouras, e o aumento da eficiência operacional de seus ativos.

Em locais remotos, longe dos grandes centros urbanos, as Redes MESH aparecem como a melhor opção para garantir a troca de informações entre os dispositivos e os softwares de monitoramento e análise. Essa tecnologia de conexão consiste em nós (pontos) de rádio organizados em uma topologia MESH (em malha), que se conectam sem fios, e sem envolver uma operadora de telecom ou um provedor de serviços de internet, entregando um alto grau de escalabilidade, simplicidade, caráter colaborativo e com baixo custo de implantação, operação e manutenção.

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Saiba mais sobre a importância do Analytics para o monitoramento de ativos em ambientes adversos

Se o monitoramento de ativos ainda não alcançou a sua capacidade máxima dentro das plantas industriais, imagine o monitoramento de ativos em ambientes adversos, como os que fazem parte do dia a dia dos setores de óleo e gás, mineração e, por que não dizer, da criação de rebanhos?

Mas com o uso de ferramentas de Analytics é possível aproveitar a enorme quantidade de dados gerados por sensores de IIoT (Industrial Internet of Things – Internet das Coisas Industrial), com suas máquinas conectadas à Internet e a plataformas de análises avançadas que processam os dados produzidos pelos equipamentos.

Com o monitoramento de ativos em ambientes adversos, as empresas ganham a capacidade de usar esses dados para alinhar as atividades de manutenção às necessidades, riscos e criticidade de cada ativo, definindo prioridades e elaborando cronogramas com base em previsões altamente confiáveis – a chamada manutenção preditiva.

A mina do futuro

A tendência é que operações e pessoas estejam conectadas no setor de mineração – connected mine e connected workers – convergindo os sistemas de TI com os sistemas de operação.

As soluções de mina conectada integram as informações de todos os sistemas produtivos, da mina ao porto, e aproveitam as ferramentas de Analytics para gerar insights que são distribuídos para todas as pessoas envolvidas na cadeia de produção. Esses dados são coletados tanto nos sensores embarcados em equipamentos quanto nos trabalhadores, munidos de diversas tecnologias wearables como smart glasses e smart watches.

Todas essas informações, enviadas pelos sensores, é que vão permitir o monitoramento de ativos em ambientes adversos, como o interior de uma mina, em tempo real. Com técnicas de Inteligência Artificial, e possível predizer quando o equipamento irá falhar, com semanas ou meses de antecedência.

Assim, é possível evitar acidentes, reduzir paradas não programadas que acarretam perda de produtividade e também reduzir o custo da manutenção, deixando de lado ações corretivas, que são as mais caras.

Segundo Eduardo Prado, especialista em tendências em mobilidade e convergência, o setor de mineração é uma área “fértil” para IIoT já que essa tecnologia está evoluindo muito, o segmento está atrasado décadas em termos de tecnologia e “a nova geração dos executivos das mineradoras está ansiosa para apostar em tecnologias diferenciadas nas minas, como conectividade, wearables, manutenção preditiva, controle de ativos, sensores e Big Data, entre outras, para expandir-se, aumentar produtividade e reduzir custos”.

A digitalização no setor de óleo e gás

Segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), as reservas de petróleo brasileiras comprovadas já somam quase 14 bilhões de barris do óleo. Especialistas do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) da UFRJ, no Rio de Janeiro, apontam uma expansão de 55 milhões de barris de petróleo em razão das reservas do pré-sal. Caso esse cenário se confirme, o Brasil saltará da 14ª para a 8ª posição no ranking global de reservas de petróleo até 2020.

Mas, para manter a sua competitividade, um dos grandes desafios do setor é encontrar soluções de monitoramento de ativos em ambientes adversos, garantindo tanto a segurança dos equipamentos quanto dos seus operadores.

Isso só será possível com o correto uso de ferramentas de Analytics, coletando a analisando dados enviados e prevendo o momento exato para realizar ações de manutenção, substituindo operações baseadas no tempo de uso do equipamento. Com o monitoramento e análise das características dos sistemas, é possível prever o momento de uma falha e realizar somente a manutenção necessária para manter o bom funcionamento de determinado ativo, reduzindo o tempo de parada e reduzindo o custo.

Em um setor que se caracteriza por operar em ambientes adversos como o subsolo marinho, onde não há possibilidade de contar com pessoas nas operações, é necessário ter a certeza da total confiabilidade e disponibilidade dos equipamentos. Ferramentas de análise e gestão de dados, incorporadas a sistemas de monitoramento de ativos em ambientes adversos, é que vão transformar os dados em informações relevantes, com ganhos nas áreas de manutenção de instalações e gerenciamento de dados operacionais.

Segundo José Firmo, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, as novas tecnologias “estão levando o setor a uma evolução mais preditiva e não preventiva, o que pode trazer excelentes resultados no futuro”.

Rebanho bovino seria um ativo?

Para o setor de agronegócio, sim, o rebanho bovino é um ativo e a sua criação requer ferramentas de monitoramento de ativos em ambientes adversos tanto quanto os setores de óleo e gás ou de mineração. Afinal, rebanhos são criados em locais remotos e difícil acesso por conta de sua extensão, e enfrentam secas, enchentes, e outras situações adversas nos pastos.

E como a Internet das Coisas e sistemas de Analytics se encaixam na criação de rebanhos? Em uma grande fazenda, milhares de cabeças de gado precisam ser monitoradas constantemente. Em muitas delas, a alimentação é individualizada, de modo a resultar na engorda no tempo certo, em animais com melhor saúde e, consequentemente, em um produto de melhor qualidade.

A união de sensores e soluções de Analytics pode monitorar os sinais de saúde dos animais. Especialistas afirmam que pela forma como um boi caminha é possível avaliar a sua saúde, e que um sensor pode detectar o nível de acidez do estômago ou informar a quantidade de água ingerida pelo animal. Os dados consolidados são enviados para veterinários e nutricionistas, que regulam a dieta de cada animal.

Uma empresa global de nutrição animal, inclusive, vem investindo para entregar o que se chama de nutrição holística e serviços de saúde animal. Por meio do monitoramento de ativos em ambientes adversos, ao invés de produzirem quantidades padronizadas de alimentos, a empresa os produz de forma personalizada para cada animal do rebanho de seus clientes – uma alimentação mais rica em minerais ou proteínas, por exemplo.

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Veja como melhorar o controle de frotas e transporte de mercadorias no agronegócio

Entre as principais economias mundiais, o Brasil é o País que tem a maior concentração rodoviária de transporte de cargas e passageiros, o que exige um rigoroso controle de frotas para manter a competividade da economia. No País, 58% do transporte é feito por rodovias – contra 53% da Austrália, 50% da China, 43% da Rússia, 32% da Rússia e 8% do Canadá, segundo dados do Banco Mundial.

A malha rodoviária é utilizada para o escoamento de 75% da produção no País, seguida da marítima (9,2%), aérea (5,8%), ferroviária (5,4%), cabotagem (3%) e hidroviária (0,7%), de acordo com a pesquisa “Custos Logísticos no Brasil”, da Fundação Dom Cabral.

Responsável por 21% do PIB nacional, o agronegócio, segundo um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) – “Sondagem de Eficiência Energética no Transporte Rodoviário de Cargas” – é responsável pela maior parte das cargas transportadas no Brasil. De acordo com a pesquisa, 39,7% são classificadas como granel sólido, o que engloba cereaisfertilizantes, além de produtos britados ou em pó. A carga fracionada – mercadorias variadas de diferentes clientes – ocupa a segunda colocação com 35,3% do total transportado no País.

Para os analistas da CNT, o custo com diesel, principal insumo do transporte rodoviário de cargas, responde por cerca de 30% a 40% de seu custo operacional. O estudo sugere que, somente o treinamento de motoristas de caminhão poderia proporcionar 12% ou mais de economia de óleo diesel.

 

Greve de caminhoneiros provoca alta de custo com frete

Aliada à dependência do modal rodoviário, o agronegócio enfrenta mais um desafio: a tabela de preços mínimos para o frete estabelecida pelo governo após a paralisação dos caminhoneiros no final de maio de 2018, a qual terá um grande impacto no custo das exportações de produtos agrícolas.

Um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log/USP) aponta que o aumento mínimo de custos esperado em 2018 para o transporte de produtos até os portos, com a imposição da tabela, é de 70% (R$ 11 bilhões). Mas a alta pode chegar a 154% (R$ 25,1 bilhões) se o contratante também pagar o frete de retorno do caminhão vazio após o desembarque nos portos.

 

Abralog defende o uso de tecnologia

Pedro Moreira, presidente da Associação Brasileira de Logística (Abralog) defende que, atualmente, é muito difícil pensar em logística de alta performance sem investir em tecnologia, roteirizadores, rastreadores, softwares e aplicativos de gerenciamento, que levam ao aumento da produtividade e ajudam a reduzir ineficiências.

“A tecnologia permite fazer mais com menos e reduzir consideravelmente os custos. Ou seja, com sistemas de roteirização há um melhor aproveitamento do espaço dos caminhões. Por outro lado, a telemetria interligada ao GPS gera acompanhamento da condução do veículo; útil não apenas em termos de segurança, mas também por enxergar as entregas em tempo real, corrigindo assim eventuais problemas e, principalmente, o controle dos tempos ociosos”.

Além da implantação de soluções para o gerenciamento de logística e controle de frotas, Moreira também destaca a necessidade de renovar a frota, apontada como um fator bastante positivo para o aumento da eficiência do setor, já que leva a ganhos substanciais em itens como consumo de combustível, troca de pneus e manutenção veicular. “Caminhões modernos, além de automáticos e menos poluentes, permitem troca rápida de informações através de sensores, e isso torna possível uma melhor gestão”, ressalta Moreira.

 

A importância de investir em logística

Com a crescente importância do agronegócio para a economia brasileira, todos os envolvidos no setor estão buscando reduzir os custos com armazenagem e transporte dos produtos. Objetivo que só poderá ser alcançado com maior visibilidade e rastreabilidade de todos os processos que envolvem o fluxo das mercadorias.

Melhorar o controle de frotas, otimizando o transporte de mercadorias, traz diversos desafios para os gestores, os quais precisam identificar os principais custos e encontrar oportunidades para controlar e reduzir as despesas.

Especialistas indicam que os maiores custos relacionados ao controle de frotas são:

  • Manutenções da frota
  • Consumo de combustível
  • Treinamento dos motoristas
  • Seguro para a frota
  • Documentação e impostos
  • Depreciação da frota
  • Frota ociosa
  • Roteirização ineficiente

A melhor saída para reduzir esses custos e garantir o controle de frotas para o transporte de mercadorias no agronegócio, está na implantação de inovadoras soluções para a gestão e governança dos processos logísticos, de maneira confiável, segura e com alto desempenho, integrando todas as áreas envolvidas. O conjunto de soluções OKTO, desenvolvido pela Atech, atende a todos esses requisitos. Saiba mais como gerenciar toda a sua operação logística com mais eficiência.

 

 

Rádio modem, redes 3G/4G e Redes Mesh: Conheça as vantagens de cada tipo de conexão
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Rádio modem, redes 3G/4G e Redes Mesh: Conheça as vantagens de cada tipo de conexão

Para cada necessidade de conexão, existem diversas soluções, como a implementação de rádio modem, redes 3G/4G ou Redes Mesh. Mas será que algumas dessas três é capaz de atender com confiabilidade, escalabilidade e velocidade as mais variadas necessidades de conexão? Quando falamos de conexões inteligentes, as vantagens das Redes Mesh sobre as outras tecnologias são inúmeras.

As Redes Mesh oferecem a possiblidade de conectar facilmente tanto cidades como também levar conexão rápida e confiável a áreas remotas, atendendo a setores como: agronegócio, mineração, entre outros. Enquanto as redes 3G e 4G precisam de vários pontos de acesso sem fio e a tecnologia de rádio modem requer a instalação de diversas torres, as Redes Mesh proporcionam que a conexão da rede seja distribuída entre dezenas, ou até centenas de pontos que “conversam” entre si, compartilhando a conexão por grandes áreas.

Os pontos Mesh são pequenos radiotransmissores que funcionam como roteadores sem fio, interagindo entre si dentro de uma ampla rede que funciona a partir de configurações remotas. As informações percorrem a rede do ponto A ao ponto B, sem o uso de fios, e o sistema seleciona automaticamente o caminho mais seguro e rápido – processo conhecido como roteamento dinâmico.

Um ponto Mesh ligado compartilha sua conexão de Internet, sem o uso de fios, com todos os outros pontos ao seu redor. Esses pontos, então, compartilham a conexão sem fio com os pontos mais próximos a eles. Quanto mais pontos, mais a conexão se espalha, criando uma espécie de “nuvem de conectividade” sem fio, que pode atender desde um pequeno escritório a uma cidade com milhões de pessoas ou até grandes fazendas localizadas em áreas remotas.

Confira abaixo os pontos fortes e pontos fracos de cada tecnologia de conexão:

 

Avaliando as soluções de conexão

 

 

Redes Mesh

 

 

Pontos fortes

 

Pontos fracos
 

Ideal tanto para áreas urbanas quanto para áreas rurais

Atende a áreas onde não existe cobertura 3G/4G

Alta escalabilidade

Baixo custo de implementação em comparação à tecnologia de rádio modem

Menor custo operacional quando comparado à rede de rádio modem

Implementação simples

Baixo custo de manutenção

Baixo custo operacional dos equipamentos

Não requer mão de obra altamente especializada

Oferece maior confiabilidade do que a rede celular

Requer apenas um único equipamento para cada ponto de Rede Mesh

Gerenciamento e configuração remota

Suporta aplicações de IoT

 

 

 

Custo de implementação mais alto do que a rede celular

 

Rádio Modem

 

 

Pontos Fortes

 

Pontos fracos
 

Confiabilidade

Atende a áreas onde não existe cobertura 3G/4G

 

 

Alto custo de implementação

Exige a instalação de torres, chamadas tecnicamente de POPs, por toda a região onde o serviço será oferecido

Alto custo de manutenção

Requer dois equipamentos para atender a um único enlace

Obstáculos entre a torre e a antena prejudicam a conexão

Tempestades, ventos muito fortes ou raios podem tanto bloquear o sinal quanto danificar as antenas. Isso faz com que a internet caia ou fique mais lenta

 

 

Redes 3G e 4G

 

 

Pontos fortes

 

Pontos fracos
 

Implantação mais barata

 

 

Baixa confiabilidade

Constantes falhas de conexão

Necessidade de deslocamento de equipe técnica para efetuar reparos

 

Sendo assim, as vantagens das Redes Mesh estão mais do que claras; essa tecnologia é capaz de atender as necessidades de conexão inteligente para suportar as demandas da transformação digital que afeta todos os setores da economia, permitindo o amplo uso da Internet das Coisas (Internet of Things – IoT).

E os executivos brasileiros estão atentos às vantagens que a transformação digital pode representar para os negócios. Segundo uma pesquisa da consultoria Deloitte – “Indústria 4.0 – Brasil” – 39% dos entrevistados consideram a tecnologia um diferencial competitivo, comparado com 20% obtidos nas respostas da pesquisa global. Os executivos brasileiros também estão mais dispostos a abraçar a transformação digital, 22% afirmaram já usar avançadas tecnologias para resolver desafios urgentes em suas empresas (contra 20% dos respondentes globais).

Toda essa transformação está baseada na IoT e na necessidade de conexão confiável, resiliente e escalável, algumas das vantagens das Redes Mesh frente a outras tecnologias. Saiba como a Atech pode ajudar o seu negócio a aproveitar todas os benefícios da transformação digital com a implantação de conexões inteligentes.

Conheças as principais tendências em gestão de ativos para o agronegócio
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Conheças as principais tendências em gestão de ativos para o agronegócio

O agronegócio no Brasil fechou 2017 registrando um aumento de 13% nas exportações em relação ao ano anterior, somando US$ 96,01 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além das condições climáticas e geográficas brasileiras, analistas apontam que a inovação é que tem alavancado o desenvolvimento do negócio, com recursos que incorporam soluções tecnológicas, como as de gestão de ativos para o agronegócio, imprescindíveis para o ganho de produtividade.

Segundo a Secretaria Executiva da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão cerca de 67% das propriedades agrícolas do País já usam ferramentas tecnológicas, seja nos negócios, no cultivo ou na colheita.

Mas, segundo analistas da consultoria KPMG, apesar desse cenário promissor, ainda é preciso ampliar o acesso do campo às tecnologias, como as de gestão de ativos para o agronegócio, assim como a soluções de conectividade que vão permitir a coleta e análise de dados em tempo real.

Para se ter uma ideia do espaço que ainda existe para melhorias nesse ambiente altamente competitivo, o setor de agronegócio representa mais de 23% do Produto Interno Bruto – a maior participação no PIB brasileiro em 13 anos -, mas responde por apenas 2% do mercado brasileiro de tecnologia da informação.

Pequenos produtores também aderem à tecnologia

Pesquisa do Sebrae Agronegócios aponta que o pequeno produtor rural também está atento à oferta de novas tecnologias para a gestão de ativos de ativos para o agronegócio, conectividade e outros processos de digitalização dentro da fazenda que resultam em melhorias e em ganhos de produtividade.

O estudo “Tecnologia da Informação no Agronegócio”, realizado em 2017, entrevistou mais 4.500 micros e pequenos produtores rurais de todas as regiões do País e identificou que “esses produtores têm a percepção de que quanto mais informados e conectados estiverem, mais rentável e competitivo será seu negócio”, destaca Andrea Restrepo Ramirez, analista técnica da Unidade de Agronegócios do Sebrae Nacional.

A adoção de novas tecnologias nesse segmento do agronegócio também tem sido motivada pelo processo de sucessão familiar, com a entrada dos mais jovens na atividade, seja ajudando os pais ou até mesmo assumindo o negócio, o que tem contribuído para a adesão às novas ferramentas de gestão de ativos para o agronegócio e outras soluções.

Expectativas altas na venda de máquinas agrícolas

Dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que reúne sete fabricantes de máquinas agrícolas, apontam que no primeiro trimestre de 2018 a produção no setor atingiu 12 mil unidades, um leve aumento de 0,9% frente as 11,9 mil dos três primeiros meses de 2017. No âmbito das exportações, 2,9 mil produtos foram enviados para outros países – crescimento de 31,7% ante os 2,2 mil de igual período do ano passado.

As projeções do setor para o encerramento de 2018 indicam altas de 11,8% na produção, acima de 61 mil unidades, 9,9% nas exportações, que devem registrar 15,5 mil máquinas, e 3,7% nas vendas internas, chegando a 46 mil unidades.

Todas essas máquinas agrícolas trazem diversas novas tecnologias embarcadas, que demandam novos modelos de gestão e de manutenção, baseados na análise dos dados enviados em tempo real sobre o seu desempenho.

Algumas dessas tecnologias estão sendo implantadas para atender a normas governamentais, como a PROCONVE (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), lei similar à norte-americana Tier 3 ou à europeia Stage IIA. Para que sejam atendidos os novos limites de emissões de gases poluentes para máquinas agrícolas com mais de 100cv, a norma conhecida como MAR-1 exige até 2019, além de modificações nos motores, a utilização de diesel com teor de enxofre reduzido.

Quando falamos em manutenção, as novas máquinas, com transmissões, motores, eixos motrizes e sistemas de refrigeração mais eficientes, além de mapas dos sistemas de regulagem eletrônica dos motores adequadamente calibrados para a nova tecnologia, exigem novos modelos de gestão de ativos para o agronegócio, com novos parâmetros que serão informados por cada fabricante.

Então, a solução de gestão de ativos para agronegócio que você está usando ou pretende usar na sua propriedade atende a esses requisitos? E a sua propriedade conta com uma Rede Mesh, a solução mais eficiente para levar conectividade ao campo e outras áreas remotas e de grande extensão? Só assim é possível aproveitar todas as vantagens que podem ser obtidas com o uso de soluções de gestão de ativos para o agronegócio e outras ferramentas que permitem a adoção da agricultura de precisão, com a entrega em tempo real dos dados coletados por sensores embarcados em equipamentos ou enviados por drones.

Conheça as soluções da plataforma OKTO para Gestão de Ativos e saiba como é possível aumentar a produtividade e manter a competitividade com as soluções de conexões inteligentes da Atech.

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Saiba como obter uma gestão integrada da manutenção de equipamentos no agronegócio

O agronegócio brasileiro busca cada vez mais profissionalização, governança, gestão, eficiência e produtividade para gerar mais valor para o negócio e cada vez mais bater recordes de produção, como em 2017, com a supersafra de 238 milhões de toneladas de grãos. A incorporação de tecnologias de agricultura de precisão, com a conexão entre máquinas e serviços, estão transformando o cenário do campo, desde rotinas, processos até a manutenção de equipamentos no agronegócio.

E as tecnologias preconizadas pela Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) que estão possibilitando essas mudanças, permitindo a coleta e a análise, em tempo de real, de uma grande quantidade de dados por meio de sensores instalados em máquinas e equipamentos. A adoção da IoT conta com apoio do governo brasileiro, que lançou no final de 2017 o Plano Nacional de Internet das Coisas, que visa acelerar sua implementação inicialmente em quatro áreas prioritárias – cidades inteligentes, saúde, agricultura e indústria.

No agronegócio, a previsão do governo é que o Plano Nacional de Internet das Coisas gere um impacto de até US$ 21 bilhões até 2025. Em todos os setores, segundo a consultoria IDC, a IoT deve movimentar, até o final de 2018, US$ 8 bilhões.

Segundo o diretor executivo da ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio) Luiz Cornacchioni, a implementação das tecnologias de IoT, com acesso a dados em tempo real, é um grande salto para o setor. “Sejam nas máquinas e equipamentos, no monitoramento ou na agricultura de precisão, as tecnologias de IoT estão cada dia mais presentes para minimizar perdas, ajustar processos e maximizar resultados”.

O agronegócio é um setor que pode ser muito influenciado por variáveis climáticas e biológicas. Com a Internet das Coisas, a descoberta antecipada de um ataque de praga, por exemplo, pode corrigir processos e evitar perdas. “Os dados coletados pelos sensores permitem mais agilidade na tomada de decisão”, ressalta Cornacchioni.

Com os sensores instalados em máquinas agrícolas, também é possível obter uma série de informações do solo que podem orientar as ações de correção de acidez, irrigação e plantio. A IoT também é fundamental para uma melhor gestão da manutenção de equipamentos no agronegócio, transmitindo, em tempo real, dados sobre as condições de seu funcionamento e antecipando problemas e necessidade de reparos.

O futuro da agricultura brasileira

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) acaba de lançar um amplo estudo intitulado “Visão 2030 – o futuro da agricultura brasileira”, onde destaca a importância de inovadoras tecnologias para o aumento da produção com sustentabilidade ambiental e financeira, também necessárias para a implantação de estratégias de manutenção de equipamentos no agronegócio, fundamental para manter a segurança e lucratividade no campo.

Segundo os especialistas, “o aperfeiçoamento de técnicas de aquisições de dados e processamento de informações e construção de modelos para simulação de risco e avaliação da vulnerabilidade de sistemas agrícolas deve ser priorizada. Um sistema de análise de metadados terá importante impacto no apoio ao processo de tomada de decisão e será viabilizado com o uso de modernas ferramentas computacionais destinadas à interoperabilidade analítica (Analytics) de diferentes bancos de dados”.

Mas esse novo cenário, segundo a Embrapa, depende do avanço no fornecimento de tecnologia de comunicação sem fio nas propriedades rurais, o que possibilitará ao produtor enviar imagens bi/tridimensionais e dados variados, que poderão ser analisados e conferidos em tempo real.

Comunicação sem fio robusta e confiável

Em áreas remotas e de grande extensão, como é comum no agronegócio, o fornecimento de uma tecnologia de comunicação sem fio robusta, confiável, resiliente e de alta velocidade pode ser um entrave à adoção da IoT.

Sem a conectividade, não será possível ampliar o uso de inteligência no campo, já que o processo de coleta e análise dos dados será trabalhoso e os benefícios ocorrerão em ciclos mais longos.

Segundo a Embrapa, o número de aplicativos voltados para a gestão de áreas agrícolas tem se multiplicado a cada ano e, com dados mais detalhados, os agricultores ganham maior capacidade de planejamento, de produção, de garantia de qualidade e de manutenção de equipamentos no agronegócio.

E a demanda por conectividade de qualidade vem crescendo: segundo a 7ª. pesquisa de Hábitos de Mídia do Produtor Rural, realizada pela ABMRA (Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio), 61% dos agricultores já possuem smartphones mas apenas 33% desse público utiliza tecnologias de agricultura de precisão, baseada em dados, para atividades como preparação do solo, plantio, análise do solo, pulverização e manutenção de equipamentos no agronegócio, entre outras aplicações.

Mas se antes a instalação de um simples ponto de conexão requeria um alto investimento em hardware e software para conectar um ponto a outro – e nem sempre é possível instalar redes convencionais – hoje as soluções de Rede Mesh conectam pontos separados por grandes distâncias com implementação rápida e fácil, ideal para aproveitar todos os benefícios que podem ser obtidos com a IoT, criando uma rede por onde todos os sensores embarcados em equipamentos e maquinários agrícolas podem compartilhar dados sobre clima, solo e estado do ativo.

Monitoramento em tempo real: conheça tecnologias que vão dar mais visibilidade ao agronegócio
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Monitoramento em tempo real: conheça tecnologias que vão dar mais visibilidade ao agronegócio

O volume de informação gerada no mundo dobra a cada um ano e meio e o mesmo acontece no agronegócio. Segundo Mário Lemos, analista da consultoria Deloitte, a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT), e o consequente monitoramento no agronegócio, abrirá novas oportunidades de negócios na agricultura digital, abrangendo mais elos da cadeia produtiva – não se limitando apenas à produção física nas fazendas -, mas também promovendo mudanças nos serviços que serão ofertados.

Ele ressalta que com o avanço da IoT e do monitoramento no agronegócio, coletando e analisando dados, o conhecimento obtido não servirá apenas, por exemplo, para indicar onde e quando o insumo deve ser aplicado na terra, mas também será útil para tomada de decisão relacionada a financiamento, seguro, logística, marketing, entre outras áreas fundamentais do agronegócio.

Será possível também avaliar também falhas de plantio no estande das sementes, ou nas coberturas inadequadas de fertilizantes, além de proporcionarem uma oferta de decisões sobre logística, armazenamento e perspectivas de mercado para cada cultura.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, somente na produção de grãos deverá ocorrer um aumento de 17,3% até 2026. Com o desenvolvimento do agronegócio nos últimos anos, o setor passou a contar com uma série de informações valiosas e que podem impactar nos processos tanto da agricultura quanto da pecuária – desde variações climáticas e características do solo até dados sobre o uso de rações e ocorrência de doenças, gestão de insumos, previsão de demandas e até mesmo o monitoramento do mercado de commodities, entre outros fatores que possam gerar alguma influência na produção.

Os dados também servem como alicerce para oferecer ao setor informações precisas sobre o que o mercado consumidor deseja de uma marca. Isso faz com que os profissionais do agronegócio busquem apoio cada vez maior nas ferramentas de coleta e automação de análise de dados, entre as quais aquelas baseadas em técnicas de machine learning, impactando também a cadeia de vendas.

Sensores e conectividade

Mas como reunir todos esses dados em tempo real, fazendo com que o monitoramento no agronegócio possa realmente ser um divisor na produtividade? Com conectividade robusta capaz de suportar as aplicações de coleta e de análise. Sem essa rede de comunicação, que tem nas soluções de rede mesh a melhor opção para conectar grandes áreas remotas com agilidade e resiliência, a agricultura não teria como fazer uso eficiente de drones, por exemplo, que realizam o monitoramento e diversas análises a custo inferior ao do oferecido por satélites e aviões.

Os drones são úteis para o monitoramento no agronegócio analisando a plantação; a demarcação de plantio; no acompanhamento da safra e pastagem; no calendário de pulverização; no monitoramento de desmatamento; na localização de focos de incêndio, de nascentes de água e de pontos para abrir estradas em matas fechadas; na vigilância da propriedade, na contagem do rebanho e no resgate de animais perdidos, entre outros.

Além de drones, a IoT, aliada a redes mesh, permite o monitoramento em tempo real da frota, tanto do maquinário agrícola como do transporte da produção até os centros, otimizando desde a manutenção até a roteirização, reduzindo custos, aumentando a produtividade e a satisfação do cliente.

Toda essa tecnologia compõe a chamada agricultura de precisão, indispensável para a competitividade e sustentabilidade do setor. A Atech oferece soluções de conexões inteligentes especialmente desenvolvidas para o monitoramento no agronegócio com redes mesh robustas e resilientes.

 

Redes Mesh no agronegócio: saiba como dar mais conectividade ao seu maquinário
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Redes Mesh no agronegócio: saiba como dar mais conectividade ao seu maquinário

Um estudo do McKinsey Global Institute estima que as tecnologias digitais, como Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) e Big Data, têm o potencial de alavancar o PIB do Brasil em até US$ 200 bilhões ao ano até 2025. E o agronegócio certamente terá um grande papel nesse crescimento, em se mantendo os índices divulgados pelo IBGE, que apontam recordes da produção agropecuária, que contribuiu com 60% do crescimento da economia brasileira como um todo entre 2016 e 2017. Além disso, esse crescimento aumentou as exportações, registrando o maior saldo comercial da história do País, de US$ 67 bilhões.

De acordo com um recente levantamento da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão (CBAP), 67% das propriedades agrícolas no país já adotaram algum tipo de inovação tecnológica, dentro ou fora do campo. E toda essa tecnologia depende de conectividade, onde as redes mesh no agronegócio aparecem como a melhor opção para garantir a troca de informações. Afinal, de que adianta investir em sensores e máquinas inteligentes que produzem uma série de dados que poderiam ser usados para melhorar a estratégia de manutenção e, também, a produção, se não há como extrair e analisar em tempo real essas informações? Sem conectividade, todos os dados precisam ser extraídos, cruzados e analisados manualmente, perdendo toda a agilidade necessária para manter a competitividade.

Como funciona uma rede mesh

A rede mesh sem fio consiste em nós (pontos) de rádio organizados em uma topologia mesh (em malha), que se conectam sem fios, e sem envolver uma companhia telefônica ou um provedor de serviços de internet.

Analistas indicam que essa tecnologia deve predominar no futuro devido ao seu alto grau de escalabilidade, caráter colaborativo e baixo custo.  Redes do tipo mesh trabalham com a união de dois formatos sem fio já consagrados — Access Point, ou ponto de acesso (que distribui os dados a partir uma fonte central), e Ad-hoc (na qual cada equipamento controla sua comunicação com os demais). Na rede mesh, cada computador ou rádio ajuda a propagar os dados (funcionando como estações repetidoras), ampliando o alcance limitado do Access Point.

Em tese, não há limite para o tamanho da cobertura de uma rede de dados; ela será do tamanho do número de máquinas, terá a forma de sua distribuição geográfica e sua força será diretamente proporcional à densidade de equipamentos conectados, fazendo com que o uso das redes mesh no agronegócio seja uma vantajosa solução para garantir a conectividade.

Principais vantagens das redes mesh no agronegócio

  • Uma rede mesh não necessita de pontos de acesso ou de cabos para fazer a interconexão entre roteadores e clientes. Desta forma, seu custo de implementação e manutenção é consideravelmente baixo, principalmente em áreas de grande cobertura
  • Uma rede mesh é tolerante a falhas, ou seja, caso algum nó venha a falhar ou enfrentar algum problema, o pacote poderá passar por uma rota alternativa sem maiores problemas.  Como a rede em questão é em malha, a robustez da rede é garantida, já que o sistema encontra novas rotas dinamicamente
  • A rede é auto-organizável e, dessa forma, os novos nós podem ser adicionados à rede de acordo com a necessidade, sem precisar de reconfiguração ou da intervenção de um administrador de rede
  • É ideal para ambientes onde há falta de cabos ethernet, pois na rede mesh são utilizados múltiplos saltos e desta forma basta que um dos roteadores mesh estejam conectados à internet para que a conexão seja compartilhada e transmitida para os demais nós
  • As funcionalidades de gateway e bridge nos roteadores mesh permitem a integração das redes em malha sem fio com diversas outras redes sem fio, tais como redes de aparelhos celulares, sensores wireless, Wi-Fi, Wi-Max etc. Isso permite a integração de diversas redes através da utilização de redes mesh

Além dessas vantagens, as soluções de redes mesh desenvolvidas e implantadas pela Atech oferecem:

  • Gerenciamento e configuração remota
  • Diagnóstico em tempo real
    • Apresentação de alarmes e eventos para uma rápida identificação de falhas na rede
    • Monitoramento da saúde de toda estrutura de rede;
    • Autorrecuperação da rede em caso de perda de algum equipamento