CategoriesTráfego Aéreo

SAGITARIO na vanguarda do controle do espaço aéreo brasileiro

O controle do espaço aéreo em todo o mundo requer alta precisão e tecnologia. Afinal, é preciso ter a certeza de que as aeronaves que estão voando ao mesmo tempo possam cruzar os céus em segurança.

De acordo com informações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), em 2018, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, houve, em média, 800 decolagens e pousos por dia entre aviões comerciais e militares de diferentes tamanhos.  No mesmo ano, foi registrada movimentação de mais de 42 milhões de passageiros, superando a marca alcançada em 2014, quando, com a Copa do Mundo no Brasil, o aeroporto teve 39,5 milhões de passageiros (fonte: agenciabrasil.ebc.com.br).

Todo o espaço aéreo brasileiro – 22 milhões de quilômetros quadrados, incluindo uma extensa área sobre o oceano – é controlado e vigiado por sistemas de controle de tráfego e de defesa aérea desenvolvidos pela Atech.

Uma dessas soluções é o SAGITARIO, sistema desenvolvido pela empresa, em parceria com o DECEA, que executa o gerenciamento de todas as aeronaves que estão no ar. Um dos pontos de destaque é o fato de o SAGITARIO ter sido criado com a participação dos profissionais que atuam na linha de frente do controle aéreo, proporcionando um conjunto de recursos operacionais de apoio à tomada de decisão, conforme recomendações dos organismos reguladores da aviação civil internacional, tais como ICAO (International Civil Aviation Organization) e EUROCONTROL (Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea).

O sistema atua desde o momento que antecede a decolagem até o estacionamento da aeronave no aeroporto de destino, e possibilita que todo foco de ação do controlador de tráfego aéreo seja voltado à sua área de trabalho, aumentando significantemente sua consciência situacional.

Apesar de o nome remeter a astronomia, o SAGITARIO é baseado em tecnologia. A nomenclatura vem da sigla para “Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional”. Criado com o objetivo de garantir a segurança durante o voo de aeronaves, o SAGITARIO é capaz de processar dados de diversas fontes de detecção de aeronaves, como radares e satélites, e consolidá-los em uma única apresentação visual para o controlador de voo.

O sistema monitora aviões e helicópteros quando eles estão em voo. Radares e satélites, entre outros sensores, detectam a posição da aeronave e mandam as informações para os centros de controle. O SAGITARIO trata esses dados da situação aérea e os fornece para os controladores de tráfego aéreo (ATCO). Estes, então, se comunicam com os pilotos por meio de enlace de rádio, e também repassam as informações para o centro de controle responsável pela próxima parte do voo.

Na prática, as ações decorrentes do sistema SAGITARIO permitem controlar maior demanda de tráfego aéreo, diminuir o tempo de voo, com consequente economia para as empresas aéreas, reduzir a emissão de gases – contribuindo de forma positiva para o meio ambiente -, e promover aumento da pontualidade das empresas. A concepção avançada privilegia também a interação, ao reduzir os comandos de teclado, permitir maior concentração ao controlador e diminuir a fadiga do ATCO. Se destaca a capacidade do sistema em permitir a sobreposição de imagens meteorológicas sobre a imagem do setor sob controle, aumentando a consciência situacional dos controladores e a evolução de mau tempo em determinada região do país. Os planos de voo também podem ser editados graficamente sobre o mapa, possibilitando a inserção, remoção e reposicionamento de pontos do plano e cancelamento de operações.

Outra característica é o CPDLC (Controller Pilot Data Link Communications), que permite a comunicação entre o órgão de controle e as aeronaves por meio de mensagens de textos enviadas por intermédio de um enlace de dados (data link) e que, em conjunto com a tecnologia ADS-C (Automatic Dependent Surveillance – Contract), o equipamento a bordo das aeronaves transmite informações sobre sua posição, nível de voo e meteorologia corrente  para o sistema instalado em terra. Dessa forma, o sistema possibilita maior agilidade no controle, além de evitar eventuais interpretações errôneas, muitas vezes causadas pelas barreiras linguísticas entre controlador e pilotos.

OPERAÇÕES MAIS SEGURAS E EFICIENTES

Ainda que no imaginário das pessoas o controle seja sempre pela torre, que é um dos ícones mais visíveis em um aeroporto, o SAGITARIO está instalado nos ACCs (sigla em inglês para Centro de Controle de Área) e APPs (Centro de Controle de Aproximação) – usualmente instalados fora do aeroporto e de onde cada um dos voos é gerenciado.

Controlador operando as consoles SAGITARIO do APP-Rio de Janeiro (Foto: Fábio Maciel) http://www.defesanet.com.br/

Detalhando: os APPs controlam a aeronave durante pousos e decolagens e são instalados em cidades do Brasil. Já os ACCs monitoram o voo em rota e estão localizados em quatro pontos do país, cobrindo todo o território nacional. Essas regiões também são atendidas pelos CINDACTA (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) I, II, III e IV, órgãos que atuam não só no gerenciamento como também na defesa aérea.

Esse monitoramento é essencial para o Brasil e, quando há aeronaves não reconhecidas pelos controladores de tráfego circulando no céu, o Centro de Operações Militares do CINDACTA é acionado. A equipe de Defesa, então, tenta entrar em contato com o piloto e, se não houver resposta, toma as providências necessárias para garantir a segurança aérea do país.

Fonte: https://journalofwonder.embraer.com/br/pt/102-quem-esta-voando-no-ceu-agora-o-sagitario-responde

O SAGITARIO cobre todo território brasileiro. Os CINDACTAs e os ACCs cobrem as regiões de Brasília, Curitiba, Recife, Manaus e uma parte do oceano Atlântico que está sob responsabilidade do Brasil. Atualmente, há 18 APPs com o SAGITARIO implantados no país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Vitória, Curitiba, Macaé, Pirassununga, Campo Grande, Porto Alegre, Porto Velho e Cuiabá.

Centro de controle de área instalado no Cindacta III, em Recife. Fonte: https://aeromagazine.uol.com.br/artigo/brasil-controla-maior-parte-do-trafego-aereo-no-atlantico-sul_4560.html

Durante a Copa do Mundo 2014 e dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o sistema SAGITARIO foi considerado um dos grandes aliados das autoridades brasileiras já que, com ele, foi possível conduzir com sucesso o transporte aéreo para os dois eventos, mantendo o nível de segurança e eficiência das operações, mesmo com o significativo aumento no fluxo de aeronaves no espaço aéreo brasileiro.

O SAGITARIO marca, em resumo, a evolução do sistema de controle aéreo no Brasil, trazendo avanços na comunicação, navegação e vigilância para o comando e o controle do espaço aéreo brasileiro. Com o SAGITARIO, os controladores dispõem, atualmente, de um dos mais avançados sistemas de controle e gerenciamento de tráfego aéreo do mundo, que coloca o Brasil dentre os poucos países com o domínio tecnológico para desenvolver e manter, de forma soberana, um sistema deste porte e significância estratégica.

CategoriesFarmacêutica,  Gestão de Ativos,  Senior

Da manutenção corretiva à manutenção preditiva: conheça os benefícios para a indústria farmacêutica

A indústria farmacêutica é um setor altamente regulado. E se outras indústrias dão o melhor de si para garantir a qualidade de seus produtos, a indústria farmacêutica é obrigada a garantir a segurança de seus produtos ao consumidor final. Nesse contexto, uma estratégia bem-sucedida de manutenção de equipamentos é o passo mais importante para uma planta de produção atingir o nível necessário de confiabilidade.

A manutenção é de importância crítica para a competitividade de uma organização. Embora as fábricas farmacêuticas sejam equipadas com máquinas e ferramentas de ponta, muitos trabalhadores ainda podem ter algo a aprender com seus colegas em termos de melhorar sua cultura de fabricação.

Um plano de manutenção eficaz garante o funcionamento contínuo de todo o ciclo de produção e reduz significativamente os custos operacionais.

Tradicionalmente, a manutenção está consertando algo que está quebrado – a chamada manutenção corretiva. Desde a correção do que está quebrado (corretivo), a manutenção foi desenvolvida para substituir as peças usáveis antes que elas falhem (preventivas), para medir o desempenho específico indicando uma possível falha futura (preditiva) e a substituição oportuna das peças usáveis.

As etapas da manutenção

Uma estratégia de manutenção é composta por 4 tipos de atividades cujo objetivo é manter cada ativo em um estado confiável, compatível e operacional: inspeção periódica, manutenção preventiva (rotina), manutenção preditiva (confiabilidade) e corretiva / reativa (quebra). Essas definições definem o modelo e a estrutura para uma função de manutenção completa, abrangente e compatível em um ambiente altamente regulamentado.

1. Inspeção Periódica

As inspeções fornecem os dados necessários para conhecer o estado do equipamento, o que nos permite fazer escolhas. A otimização do intervalo de tempo entre as inspeções de manutenção pode minimizar o custo das inspeções preventivas e da manutenção reativa. A frequência de inspeção deve ser definida de acordo com o período de desenvolvimento de falhas (Failure Developing Period – FDP), estimando o FDP e configurando a frequência de inspeção. Como exemplo, se estimarmos um PDE de quatro meses, definiremos a frequência de inspeção inicial em dois meses. Dados históricos precisos e precisos na fábrica são uma excelente primeira indicação para o FDP.

2. Manutenção preventiva

A manutenção preventiva implanta medidas preventivas e proativas contra o tempo de inatividade não programado do equipamento e outras falhas evitáveis. A manutenção preventiva evita quebras inesperadas na linha de produção.

3. Manutenção preditiva

A manutenção preditiva é um processo baseado em condições que prevê quando uma falha do equipamento pode ocorrer e fornece um aviso avançado sobre isso. Isso é realizado monitorando a condição do equipamento e executando a manutenção antes que a falha seja esperada.

Exemplos de métodos de monitoramento de equipamentos incluem: análise de vibração, termografia de temperatura / infravermelho, análise / audição acústica / acústica, inspeção visual, análise de fluidos (óleo), diferencial de pressão e sensores de movimento.

4. Manutenção corretiva / reativa

A manutenção corretiva e reativa é feita para que o equipamento possa executar a função pretendida. A manutenção corretiva é feita depois que uma falha é encontrada, enquanto a manutenção reativa é feita depois que ocorre uma falha. Quando usada, essa estratégia é recomendada apenas em equipamentos que não afetam a qualidade do produto.

Manutenção preditiva e redução de custos

A empresa que deseja aumentar a vida útil do seu equipamento e reduzir custos, precisa estar atualizada com a manutenção preditiva de suas máquinas. A avaliação das condições desses equipamentos requer um trabalho detalhado de coleta e análise dos dados do equipamento monitorado, inserindo neste contexto a manutenção preditiva como uma ferramenta essencial.

O foco da manutenção preditiva está sempre na redução de custos e no aumento da disponibilidade de equipamentos. As ferramentas que compõem o processo de manutenção preditiva, como análise de óleo. Eles ajudam a detectar anomalias no equipamento, como seu estado de atrito, além de informar a presença de qualquer substância contaminante em vários componentes. Dessa maneira, a previsão permite que algo seja feito antes que os defeitos piorem, evitando maiores perdas e paralisação da produção.

A manutenção preditiva permite que as ações sejam executadas no momento certo, evitando o desgaste ou a perda do equipamento de qualquer componente importante como resultado de qualquer falha não identificada ou evitada. Isso ainda significa que o maquinário está sempre pronto para ser usado e funcionando em plena capacidade, impulsionando a produtividade e desempenho, e aumentando a confiança nos equipamentos.

Cada manutenção tem seu objetivo. Com a preditiva, é possível antecipar as necessidades de intervenção em peças e equipamentos e evitar paralisações nas operações, o que reduz custos e traz benefícios para a indústria farmacêutica.

Portanto, é importante conhecer os objetivos e processos da manutenção preditiva. Com esse modelo de manutenção você pode aproveitar o melhor do seu equipamento, favorecendo sua produtividade.

CategoriesGestão de Ativos,  Óleo e Gás,  Senior

Saiba como resolver os principais problemas de produtividade na manutenção em óleo e gás

O setor de óleo e gás é uma indústria complexa, com demandas desafiadoras. Juntamente com o fato de profissionais e instalações operarem em ambientes remotos e hostis, está se tornando cada vez mais caro e difícil extrair energia. As organizações foram forçadas a procurar oportunidades para maximizar investimentos, reduzir custos e mitigar riscos.

As últimas tendências digitais em manutenção de equipamentos industriais permitem que os fabricantes simplifiquem essa tarefa. Graças aos dados de monitoramento de condições e análises preditivas, as falhas podem ser antecipadas e a manutenção agendada apenas quando necessário. Sem ter a opção de cometer erros relacionados aos acidentes de segurança e ambientais dos funcionários, o setor de óleo e gás (juntamente com geração de energia e aeroespacial) foi um dos primeiros a adotar a manutenção preditiva. O retorno financeiro é reduzido no tempo de inatividade não programado e no aumento da eficácia do equipamento, juntamente com tarefas automatizadas de alto custo e perigosas.

A era do campo de petróleo inteligente

Com o surgimento das mais recentes tecnologias, criar um campo de petróleo inteligente não é muito difícil. Novas tecnologias inovadoras podem ajudar as empresas a monitorar remotamente e automaticamente poços e campos e, consequentemente, tomar medidas preventivas para ajudar a evitar o tempo de inatividade da produção. Agora, grandes quantidades de dados provenientes de sensores instalados nos equipamentos podem ser armazenadas e pesquisadas usando a avançada tecnologia de visualização. Visualização, modelagem e análise estão facilitando aos tomadores de decisão o entendimento da riqueza de informações complexas, levando a um gerenciamento aprimorado do reservatório.

O mau funcionamento ou a confiabilidade do equipamento é outro grande desafio que a indústria de óleo e gás está enfrentando. Qualquer desaceleração na fase de exploração ou produção resultará em uma grande perda de receita. Os empregadores não podem responder proativamente ao equipamento que mostra desgaste ou que foi relatado como apresentando um mau funcionamento. A manutenção pode demorar ou até ser desconsiderada. Por sua vez, isso pode afetar adversamente a segurança dos trabalhadores em campo. Negligência do fabricante ou defeitos de design e pode resultar em responsabilidade estrita. A falta de treinamento, procedimentos inseguros, pressão para cumprir as metas de produção e redução de custos de manutenção contribuem para a falha do equipamento. Em tempos de fornecimento restrito de produtos, esses problemas de manutenção tornam-se exacerbados ao ponto de uma quebra de segurança abrangente.

As operações de óleo e gás tornam-se mais complexas, especialmente em locais remotos no mar ou em águas profundas. Além disso, a inspeção de equipamentos em locais remotos é cara. Essa falta de visibilidade pode levar a manutenção não programada cara e tempo improdutivo ou derramamentos de óleo ou acidentes resultantes de falhas no equipamento. Muitas empresas usam sensores de campo petrolífero para monitorar dados em tempo real das operações, mas os dados não são frequentemente armazenados e analisados ​​para ajudar a prever possíveis problemas no equipamento. Além disso, eles não têm uma melhor política de rastreamento de ativos e manutenção preditiva.

Empresas que trabalham no segmento de óleo e gás têm o desafio de gerenciar cada ativo com eficiência – especialmente considerando que os ativos tendem a ser muito caros e altamente regulados, além de uma falha ser capaz de provocar desastres que podem custar muitas vidas e destruir o meio ambiente. Veja como aumentar a produtividade na manutenção:

Etapa 1. Coletando dados da Internet das Coisas (IoT)

A manutenção preditiva, que gera maior produtividade aos processos, começa com a coleta dos dados dos pontos de falha em potencial do equipamento (por exemplo, rolamentos de eixo de bombas de vácuo) com a ajuda de sensores. É bom ter um conjunto de dados que ilustre a saúde e o desempenho do equipamento durante toda a sua vida útil e mostre falhas identificáveis. Os cientistas de dados usarão esse conjunto de dados como base para criar modelos preditivos.

Etapa 2. Adicionando contexto

Para melhor confiabilidade e precisão de futuros modelos preditivos, os dados da IoT são combinados com os metadados do equipamento (modelo, configuração, configurações operacionais etc.), histórico de uso do equipamento e dados de manutenção. Esses dados podem ser buscados na plataforma de gestão de ativos OKTO, desenvolvida pela Atech, que ajudam a melhorar o uso dos recursos de manutenção por meio da integração de dados operacionais ao longo de toda a cadeia, oferecendo visibilidade e novas possibilidades de automação e ganho de confiabilidade.

Etapa 3. Procurando padrões

Os cientistas de dados examinam o conjunto de dados combinados de IoT e dados de contexto para identificar dependências e fazer suposições técnicas sobre os possíveis sinais de falha e padrões de uso que levam a falhas.

Etapa 4. Criando modelos preditivos

A essência do estágio se resume à execução do conjunto de dados combinado por meio de algoritmos de aprendizado de máquina para identificar padrões de falha do equipamento e, com base neles, criar modelos preditivos. Os modelos são testados quanto à precisão e, uma vez aprovados, usados ​​para prever a probabilidade de falha do equipamento. À medida que mais dados se tornam disponíveis, os modelos são atualizados, reciclados e testados novamente, para que sejam precisos e representativos da realidade.

CategoriesGestão de Ativos

Saiba como analytics avançado está promovendo a inovação na indústria automotiva

O uso de ferramentas de analytics avançado na indústria automotiva não é apenas sobre carros autônomos; as tecnologias de ciência de dados e aprendizado de máquina podem ajudar a manter as organizações automotivas competitivas, aprimorando tudo, desde a pesquisa, manutenção, até o design de fabricação e os processos de marketing.

A ciência de dados, o aprendizado de máquina e, em última análise, a Inteligência Artificial (IA) podem melhorar a eficiência em todos os estágios da produção automotiva, permitindo que as organizações reduzam custos, atendam melhor aos clientes e, talvez, o mais importante, desenvolvam produtos novos e inovadores.

Com a crescente Internet das Coisas (IoT), a grande maioria de nossos dispositivos estará conectada à Internet. Quando as pessoas pensam em IoT, relógios, telefones e outros pequenos dispositivos geralmente vêm à mente. Mas cada vez mais, os fabricantes estão sonhando alto. Grandes “gadgets”, como nossos automóveis, estão sendo sincronizados na Web e atualizados com as novas tecnologias.

Os veículos modernos contêm mais software do que um avião de caça. No painel, uma variedade de interruptores e ícones simplifica a tecnologia incrivelmente complexa capaz de levá-lo ao seu destino com segurança a 100 km / h, avisando quando você está prestes a sair da faixa e travando automaticamente para evitar um acidente iminente. E enquanto estão fazendo isso, esses “carros conectados” estão gerando gigabytes de dados a partir de funções cheias de sensores.

Como tantos veículos são efetivamente computadores sobre rodas, é inevitável que agora cerca de 90% da inovação na indústria automotiva venha de software, com os fabricantes introduzindo continuamente novos recursos. Ao criar esses controles complexos, uma parte inerente do processo é reduzir o risco de algo dar errado. À medida que o volume de eletrônicos nos veículos aumenta, aumenta inevitavelmente o risco de falha.

Mas, como dissemos anteriormente, analytics avançado não tem a ver apenas com carros conectados. Veja outras áreas onde os dados agregam muito valor e inovações:

  • Manutenção preditiva

Na indústria automotiva as fábricas estão cheias de equipamentos com sensores que geram dados que podem fornecer informações críticas. A manutenção preditiva é sobre a previsão da falha antes que ela ocorra com base nos dados coletados desses sensores. A manutenção do equipamento é um processo muito planejado, mas quando algo quebra quando não está planejado – causa estragos na cadeia de suprimentos. A capacidade de prever falhas antes que elas ocorram e, em seguida, planejar proativamente solucioná-las, é uma grande vitória para o fabricante.

A manutenção preditiva também está fornecendo uma vantagem importante para as empresas que gerenciam frotas de veículos para serviços de transporte compartilhado, melhorando o desempenho geral da frota, reduzindo os custos de manutenção e melhorando a experiência do cliente. Analytics avançada, IA e aprendizado de máquina são aplicados aos dados de telemetria do veículo para detectar alterações no subsistema do veículo, correlacionar esses dados, extrair a inteligência e prever e prevenir falhas. Atuar com essas informações pode reduzir drasticamente o tempo de inatividade do veículo e manter as operações funcionando sem problema.

  • Pesquisa e desenvolvimento

No futuro, a Analytics avançada desempenhará um papel enorme na produtividade de P&D, impedindo que projetos caros de P&D destinados à falha sejam totalmente realizados. Isso se traduz em empresas automotivas que economizam tempo e dinheiro, que podem se concentrar em projetos com mais potencial, além de outras iniciativas de aprendizado de máquina e IA fora da área de pesquisa e desenvolvimento.

  • Cadeia de suprimentos

O uso de analytics avançado de dados da cadeia de suprimentos na indústria automotiva não é nova, mas o que pode trazer é a introdução de fontes de dados novas e inovadoras que ajudam a apoiar decisões prudentes de remessa e minimizar os riscos. Com os sistemas orientados ao aprendizado de máquina, também é possível analisar grandes conjuntos de dados para classificar os fornecedores de acordo com o desempenho da entrega dentro do prazo, sua pontuação de crédito e avaliações que permitem aos fabricantes obter maior controle sobre suas cadeias de suprimentos, incluindo logística e gerenciamento.

  • Relacionamento com o cliente

Com Analytics avançado, é possível ter uma visão 360º. do cliente análise do cliente é mais do que apenas entender as preferências, sentimentos e experiências que o cliente está tendo e teve. Ele se estende por vários canais – o cliente pode estar interagindo com a marca on-line, verificando novos produtos ou comprando preços. Ou os clientes podem estar visitando uma concessionária, testando e interagindo com os centros de serviço onde estão trazendo seus carros para manutenção, reparos ou garantia. É essencial poder aproveitar todos esses dados e aproveitá-los de maneira significativa.

O analytics também pode ser usado, por exemplo, para medir se uma campanha de vendas é ou não eficaz. É importante saber como os clientes estão percebendo uma campanha e, em seguida, segmentá-los com mensagens específicas que os induzirão a se envolver com a marca de uma maneira mais significativa. A análise do cliente também pode ser usada para lidar com problemas de garantia, detectando problemas específicos em um novo modelo rapidamente, antes que as pessoas comecem a trazê-lo para as concessionárias.

CategoriesAgronegócios,  Logística,  NXT

Saiba como o blockchain pode otimizar a logística no agronegócio

O interesse do agronegócio na tecnologia blockchain está crescendo rapidamente. Cada vez mais as empresas estão reconhecendo como os dados aprimorados da tecnologia emergente e a oferta de recursos de gerenciamento podem criar eficiências da cadeia logística e reduzir o atrito entre as transações. O setor agrícola se beneficia do potencial do blockchain para reduzir custos de transação, otimizar a logística, aumentar a rastreabilidade e aprimorar os protocolos de segurança alimentar.

No cenário atual, o agronegócio precisa passar por transformação tecnológica para:

  • Satisfazer a crescente demanda por alimentos mais de alta qualidade
  • Implantar soluções tecnológicas avançadas para atender às necessidades dos consumidores
  • Incentivar práticas agrícolas sustentáveis ​​e reduzir pegadas ambientais
  • Diminuir os custos da cadeia de suprimentos agrícolas
  • Estabelecer e seguir padrões sanitários e fitossanitários
  • Sustentar operações lucrativas de terras agrícolas e agronegócios
  • Aumentar a renda de pequenas fazendas, agricultores privados e produtores de alimentos

Problemas da agricultura tradicional

É do conhecimento geral que, antes de qualquer colheita passar de semente para planta, da prateleira do varejista até a casa do consumidor, ela será gerenciada por vários agentes independentes. Entre esses agentes estão fazendas, distribuidores, fornecedores, fabricantes e varejistas, realizando inúmeras escalas em inúmeros armazéns e transportados por diversos meios. Considerando tudo, muita coisa pode dar errado em uma determinada etapa devido a um erro causado por qualquer um dos envolvidos nessa cadeia logística.

A maioria dos problemas é causada pela falta de comunicação e de colaboração entre essas cadeias logísticas. Cada agente pode utilizar sua própria tecnologia, métodos e meios para realizar suas tarefas. Por si só, isso não afeta drasticamente o resultado final, mas também cria uma série de processos díspares que deveriam funcionar como uma máquina bem lubrificada. Como você pode imaginar, esse nem sempre é o caso.

Além disso, devido aos preços de venda determinados pelos grandes players do setor, há uma falta de envolvimento, ou melhor, uma falta de oportunidade para os agricultores independentes ingressarem no mercado.

E como a tecnologia blockchain vai otimizar a logística no agronegócio? Oferecendo as seguintes capacidades:

  • Gerenciamento de inventário e rastreabilidade

Produtores negociam diversos tipos de alimentos – verduras, legumes, frutas – que demandam armazenamentos diferentes. Por isso, os agricultores recorrem a inúmeras técnicas para garantir que suas culturas não estraguem enquanto armazenadas. Com instalações de armazenamento com temperatura e umidade controladas por sensores, eles podem impedir a ocorrência de mofo e manter as colheitas em condições favoráveis ​​antes de serem enviadas.

Embora as tecnologias atuais possam ajudar a manter os alimentos frescos, elas fazem pouco no sentido de fornecer números exatos para calcular o rendimento total. Naturalmente, é aqui que os aplicativos blockchain no agronegócio podem ajudar. Mantendo uma guia virtual sobre o tipo de colheita e seu período de vencimento, os agricultores podem otimizar o gerenciamento de seus recursos e planejar sua venda de acordo.

Depois que as culturas se tornam uma mercadoria negociável, usando uma única cadeia blockchain, qualquer pessoa com a autorização certa pode acessar a localização das mercadorias e acompanhar seu status. Para os consumidores, isso também significa rastreabilidade clara da proveniência de alimentos.

  • Custos de transação reduzidos

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, cerca de 1,3 bilhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas a cada ano. Grande parte dos alimentos que são desperdiçados é produzida por agricultores independentes, que não têm como chegar ao grande mercado.

A implementação de uma plataforma aberta na qual fornecedores e compradores possam negociar e determinar o custo de mercadorias, sem intermediários, pode otimizar a cadeia logística de uma maneira que também crie condições financeiras equitativas para todos os agricultores. Com menos agentes e intermediários, os agricultores podem se beneficiar de margens maiores e promover práticas agrícolas sustentáveis.

  • Conformidade e controle de qualidade

O blockchain já se tornou sinônimo de transparência e pode garantir a conformidade também no agronegócio. As transportadoras de alimentos podem ser informadas de todos os avisos de conformidade relevantes ao manusear mercadorias em nível nacional e internacional.

Além disso, informações relevantes sobre o tipo de colheita, datas de validade, condições de armazenamento e fatores externos garantem que a perda de colheita seja evitada ou minimizada. A sobrevivência dos alimentos é altamente dependente da sazonalidade. Condições climáticas adversas ou pragas podem ter um grande impacto severo na produção e na rentabilidade financeira geral dos agricultores.

  • Transparência e eficiência geral

Acessibilidade à origem de uma mercadoria, condições de transporte e armazenamento, conformidade e controle de qualidade – tudo isso fornece a transparência necessária de processos e agentes no agronegócio. Isso ajuda a diminuir a chance de abuso intencional e não intencional nas formas de fraude e erro humano, respectivamente. Ao otimizar o sistema existente por meio de um registro unificado, todas as partes podem obter produtividade máxima, ganhos financeiros justos e reduzir os riscos de um setor que precisa lidar com diversas instabilidades, entre elas as climáticas.

CategoriesConexões Inteligentes,  Energia,  Pro

Tecnologias emergentes que estão transformando as redes elétricas

Nas próximas décadas, as tecnologias digitais farão com que os sistemas de energia em todo o mundo fiquem mais conectados, inteligentes, eficientes, confiáveis ​​e sustentáveis. Avanços na coleta de dados, análises e conectividade estão permitindo uma variedade de novos aplicativos digitais, como dispositivos inteligentes, medição inteligente, manutenção preditiva. Os sistemas de energia digitalizados podem identificar quem precisa de energia e fornecê-la no momento certo, no lugar certo e com o menor custo. Mas acertar tudo não será fácil.

A digitalização também está trazendo novos riscos de segurança e privacidade. Também está mudando mercados, negócios e emprego. Novos modelos de negócios estão surgindo, enquanto alguns modelos centenários podem estar saindo de cena.

Potencial impacto da Smart Grid nas concessionárias

Smart Grid é a terminologia usada para se referir a uma série de tecnologias que eventualmente se juntam para adicionar uma camada de inteligência, aproveitando as tecnologias de rede. Isso é obtido reunindo dados de vários componentes da rede em tempo quase real e colocando essas informações nas mãos dos usuários finais para que eles possam tomar melhores decisões. A concretização desse ambiente operacional dinâmico e flexível exige que as concessionárias:

  • Implantem medidores inteligentes que possam medir o consumo de eletricidade com precisão e fornecer esses dados de volta aos operadores das concessionárias por meio de conexões inteligentes de rede, como as Redes MESH
  • Implantem dispositivos de monitoramento em toda a rede que notifiquem os usuários quando o equipamento estiver danificado, quebrado ou sendo impactado por condições ambientais adversas
  • Estabeleçam linhas de comunicação entre esses diferentes dispositivos
  • Implemente dispositivos e máquinas automatizadas que possam analisar dados reunidos em toda as redes elétricas em tempo real e aprovar procedimentos automaticamente em resposta.

Como funciona uma Smart Grid?

A Smart Grid representa uma oportunidade sem precedentes de impulsionar o setor de energia para uma nova era de confiabilidade, disponibilidade e eficiência que contribuirá para nossa saúde econômica e ambiental. Durante o período de transição, será essencial investir em testes, melhorias tecnológicas, educação do consumidor, desenvolvimento de normas e regulamentos e compartilhamento de informações entre projetos para garantir que os benefícios se tornem realidade. Os benefícios associados à Smart Grid incluem:

  • Transmissão nas redes elétricas mais eficiente
  • Restauração mais rápida da eletricidade após falhas na distribuição
  • Custos operacionais e de gerenciamento reduzidos para empresas de serviços públicos e, finalmente, custos de energia mais baixos para os consumidores
  • Menor demanda de pico, o que também ajudará a reduzir as tarifas de eletricidade
  • Maior integração de sistemas de energia renovável em larga escala
  • Melhor integração dos sistemas de geração de energia do proprietário do cliente, incluindo sistemas de energia renovável
  • Segurança aprimorada.

Vamos agora identificar cinco áreas de tecnologias emergentes que podem ajudar as concessionárias a superar os desafios:

  • Colocando a IoT nas redes elétricas

A IoT (Internet das Coisas) desempenha um papel crescente nas configurações de rede inteligente, pois os dispositivos conectados, APIs e outras arquiteturas subjacentes à IoT podem ajudar os operadores de rede a integrar com êxito os dados nas operações diárias. As ferramentas de IoT usadas no setor de serviços públicos podem oferecer aos operadores amplos dispositivos para rastrear operações em toda a rede. Soluções especializadas provavelmente serão necessárias para uma ampla gama de aplicações, mas a crescente variedade de sistemas de IoT já existente no mercado pode ajudar as concessionárias a estabelecer uma base mais sólida para os sistemas de rede inteligente.

  • Tecnologias de redes de comunicação

Como as redes de comunicação são geralmente definidas pelo fornecedor e de natureza privada, a maioria das empresas de serviços públicos exige um grande investimento inicial para implantar dispositivos digitais de uma rede de fornecedores privada que não pode ser facilmente aproveitada para dispositivos de outros fornecedores. No setor elétrico, as redes MESH se encaixam com perfeição no ambiente desafiador, já que as áreas a serem cobertas são muito grandes e caras para se conectar à infraestrutura tradicional.

  • Tecnologias de gerenciamento de força de trabalho e de campo

Atualmente, a maior parte da automação presente do processo de restauração da entrega da energia elétrica está focada no envio de uma equipe e na identificação de ativos elétricos com falha. Não está bem integrado a outras dimensões das falhas no fornecimento, como a comunicação com o cliente e a execução do trabalho de campo. A integração de tecnologias como computação no veículo, dispositivos vestíveis, mobilidade da equipe, operações remotas e colaboração, proporcionará uma oportunidade única para permitir uma visão 360º. do processo de restauração.

  • A chegada da Inteligência Artificial

A integração de sistemas de análise de dados e Inteligência Artificial (IA) ajudará a interpretar, correlacionar e identificar o tipo de interrupção com informações precisas de localização, contribuindo para uma análise preditiva de problemas em evolução, detalhando a extensão do impacto e permitindo a manutenção antecipada. Os sistemas de IA são suportados por processamento massivo de dados e tecnologias analíticas, que ajudam na identificação proativa de problemas.

  • Tecnologias personalizadas de comunicação com o cliente

No mundo digital de hoje, os clientes esperam uma comunicação multicanal que ofereça um relacionamento transparente e sem atrito, em vez de receber mensagens desarticuladas através de vários canais tradicionais.

CategoriesLogística,  NXT

Demanda por visibilidade em tempo real deve impulsionar digitalização no setor de transporte

Os dados da cadeia de suprimentos já permaneceram em silos de informações por muito tempo. Quando os dados não são compartilhados, a cadeia de suprimentos e o setor de transporte não podem acessar informações críticas de negócios e somam ineficiências, já que os processos não são otimizados.

Inovadoras tecnologias da Indústria 4.0 que interagem, se comunicam e geram dados vitais sobre o setor de transporte agora estão sendo adotadas e serão fundamentais para a criação da cadeia de suprimentos inteligente e com visibilidade em tempo real. Vamos conferir algumas dessas inovações:

  • Evolução da cadeia de suprimentos inteligente

A evolução da cadeia de suprimentos inteligente e a digitalização do setor de transporte ganhou força há cerca de 3 anos, quando os clientes de frete começaram a exigir visibilidade em tempo real para seus pedidos e remessas. Naquela época, as empresas não conseguiam entender por que não conseguiam rastrear cargas valiosas de caminhões e obter informações de trânsito mais precisas e confiáveis ​​para suas remessas. Mas o setor avançou e inovadoras plataformas de gestão logística, como a OKTO, oferecem ferramentas inteligentes para visibilidade dos dados em tempo real das cargas e suas condições desde o momento em que são coletadas até a entrega.

  • Todos os tipos de dados

O setor de transporte cada vez mais exigirá dados inteligentes e acionáveis. Seu foco não será apenas a obtenção de dados de posição dos caminhões e temperatura, mas outros tipos de dados, como pressão dos pneus, peso do sensor da porta e similares, e se estenderá também à análise e manutenção preditiva. Combinar e analisar dados telemáticos de todas as formas levará a novos modelos de negócios e novos serviços. A automação do processo de integração de novas transportadoras nos sistemas de dados permite que o transporte entre na era inteligente de visibilidade de dados em tempo real.

  • Redes crescentes de parcerias e construção de ecossistemas

Cada vez mais a digitalização do setor de transporte irá proporcionar a visibilidade em tempo real e maior colaboração entre todos os modais. Com dados acionáveis, as empresas de transporte podem firmar parcerias e ter interoperabilidade contínua. As plataformas de visibilidade de dados começarão a compartilhar dados sobre ecossistemas descentralizados usando a tecnologia blockchain. Isso permitirá a coleta e o compartilhamento de dados de acordo com regulamentos como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), da maneira legal correta. Os dados nesses ecossistemas serão disponibilizados para as partes interessadas acordadas (autoridades, remetentes, transportadoras, por exemplo) com base no conhecimento das regras, formato e termos acordados.

  • Desenvolvimento de novos modelos de negócios

Novas plataformas digitais ajudarão a remover as ineficiências do setor de transporte, resolvendo problemas associados à subutilização de ativos, gerando melhor correspondência entre demanda e suprimento e aumentando a visibilidade e a conectividade entre os sistemas. O uso plataformas únicas e integradas, que melhoram a clareza operacional e a conectividade entre sistemas previamente isolados, permite que as partes interessadas se conectem em toda a cadeia de suprimentos.

  • Digitalização de operações

A análise avançada é aplicada para otimizar as operações de precificação, roteamento e consolidação da remessa de carga parcial. Quanto à experiência do cliente, o front-end digital oferece aos clientes uma experiência livre de problemas e melhora a visibilidade operacional interna, automatizando processos anteriormente manuais. A automação dos principais processos internos de negócios certamente simplificará as operações de logística que demandam muito trabalho.

A era da logística e do transporte preditivo

A logística inteligente está começando a moldar uma concepção mais avançada do fluxo de valor logístico, com as plataformas de entrega preditiva sendo integradas aos sistemas de gerenciamento de tráfego. Ela marca o início da era da logística e do transporte preditivo, em que o gerenciamento da cadeia de suprimentos e a tecnologia inteligente preveem antecipadamente atrasos nas remessas em trânsito, permitindo que máquinas autônomas ajustem processos de cronograma de produção e de envio para atender às mudanças nos cronogramas de entrega.

À medida que as remessas preditivas se acelerarem, a cadeia de valor global se tornará mais complexa, contando com algoritmos preditivos avançados e a integração de elementos mais conectados. O setor de transporte se tornará mais inteligente e enxuto, oferecendo um ambiente mais adaptável e ágil.

A era da logística preditiva permitirá que mais dados circulem mais rapidamente pelas redes. Para impulsionar esse nova cenário, será indispensável contar com veículos autônomos, Internet das Coisas (IoT) em larga escala, conexões inteligentes e drones. Outras aplicações específicas da logística, como gerenciamento de frota e manutenção preditiva, serão beneficiadas e impulsionarão maior eficiência na cadeia de suprimentos com maior monitoramento de infraestrutura, automação de processos, medição inteligente e gerenciamento de frota em tempo real.

Grandes transportadoras serão as primeiras a se beneficiar da digitalização e das tecnologias preditivas de logística, permitindo rastrear ativos em tempo real, tomar decisões informadas por meio de fluxos de dados detalhados e se envolver melhor com os clientes. Enfim, é a hora de um setor de transporte mais inteligente.

CategoriesGestão de Ativos,  Logística,  Mineração

Conheça os benefícios de contar com soluções para gestão de processos globais no setor minerador

Os desafios logísticos das empresas de mineração são únicos e complexos. Apesar disso, os investimentos em pessoas, processos e sistemas de logística costumam ficar atrás do núcleo de investimentos em pesquisa, extração e processamento de minerais. Os custos de logística, como um todo, dentro das operações do setor minerador, são uma grande parte dos custos operacionais totais e as empresas podem descobrir literalmente milhões de dólares em lucros ocultos, reexaminando como lidam com os desafios da logística.

Na verdade, a gestão de processos de transporte e logística da mineração pode ser um dos maiores custos de uma operação. Soluções para gestão de processos globais de gerenciamento de ativos e logística ajudam a melhorar o uso dos recursos de manutenção e transporte por meio da integração de dados operacionais ao longo de toda a cadeia, oferecendo visibilidade e novas possibilidades de automação e ganho de confiabilidade. Isso proporciona ao setor sistemas mais enxutos e simplificados, com menos custos indiretos e, portanto, pode significar melhores margens de lucro.

Otimizando a gestão de processos

O setor minerador enfrenta uma grande pressão para atender à crescente demanda por qualidade e entrega pontual de produtos. A solução para isso está na otimização do gerenciamento completo da cadeia de suprimentos, integrando e automatizando as operações, logística e funções de marketing de empresas de mineração. No entanto, entender a cadeia de suprimentos na sua totalidade é a maior necessidade no setor de mineração, especialmente nos países em desenvolvimento.

No contexto da mineração, a cadeia de suprimentos se estende da seleção do local da mina à venda ao usuário final. Com soluções para gestão de processos globais é possível automatizar o processo de planejamento, implementação e monitoramento das operações diárias, a partir da aquisição de matérias-primas, gerenciamento e disponibilidade para produção e, finalmente, a distribuição de produtos acabados. O objetivo de otimizar os processos é proporcionar o mais alto nível de satisfação ao cliente, por meio de produtos de qualidade e gerenciamento de tempo, além de reduzir custos e aumentar a produtividade e segurança.

Desafios globais

O objetivo principal do setor minerador, claro, é encontrar, extrair, processar e vender minerais e seus derivados. Mas, sem contar com soluções para gestão de processos globais, especialmente na área de logística, podem ocorrer os seguintes problemas, entre outros:

  • As decisões de frete são transferidas para os gerentes de localidade, eliminando a alavancagem de compra da organização mais ampla
  • Falta visibilidade e controle e menos confiança do cliente na sua cadeia de suprimentos
  • A dependência de transportadores pode resultar em serviço inconsistente, agendas imprevisíveis e um acúmulo de inventário

E quais são os maiores desafios da logística no setor minerador?

  • Desafio 1: Gerenciando a logística em locais remotos

Geralmente localizadas em áreas remotas, de difícil acesso, o acesso às minas, por si só, já é um desafio. Por outro lado, não é incomum que que a sede da transportadora esteja a quilômetros da mina, a menos que esse serviço seja próprio.

Essa falta de capacidade da transportadora estar próxima cria problemas como:

Capacidade insuficiente. Se você não conseguir encontrar transportadoras para mover o frete em sua programação, pode resultar em atrasos que aumentam o tempo do ciclo e os custos de manutenção de estoque.

Maiores custos de frete. Uma base limitada de transportadoras cria uma dependência maior de corretores de frete e as respectivas marcações. A distância da transportadora também pode fazer o seu frete mais caro. Digamos que um caminhoneiro percorra 150 milhas para fazer uma entrega no seu local remoto. Você pagará não apenas pela movimentação de ida, mas também pelo custo do caminhão vazio na sua viagem de volta.

Serviço inconsistente. A confiança dos corretores também afeta os níveis de serviço, uma vez que os corretores se concentram em capacidade de mercado à vista para movimentos individuais, não na criação de uma solução de longo prazo para serviço de frete. Essa falta de confiabilidade dificulta o planejamento – carregamento, descarregamento, movimentos subsequentes de frete, processamento – criando ineficiência no suprimento da cadeia.

  • Desafio 2: Gerenciamento de frete complexo e multimodal

Desde a extração até a entrega, as empresas de mineração utilizam diversos modais de transporte, com requisitos e conhecimentos especializados. Coordenar e sincronizar esses movimentos é difícil e requer conhecimento em todos os modais. É difícil obter esse conhecimento, principalmente se o gerenciamento de logística não contar com soluções para gestão de processos globais.

  • Desafio 3: Desorganização de processos

Coleta de documentos, revisões detalhadas de contratos, frete complexo, processos de resolução de reclamações. Sem equipe focada no gerenciamento de frete, é fácil perder detalhes que podem levar a resultados financeiramente devastadores. Políticas de seguro, por exemplo, com muitos documentos legais, podem ser bem confusas.

Esses desafios parecem intransponíveis? Saiba como a plataforma OKTO atende empresas do setor minerador com uma solução dinâmica, capaz de operar em nível global, gerindo seus ativos e a logística de maneira eficiente e confiável, reduzindo os ciclos dos processos, fornecendo rastreabilidade e agregando valor às operações.

CategoriesExcelência Operacional,  Mineração,  Senior

Inovação digital aumenta a produtividade no setor minerador

As tecnologias que chegam com a Indústria 4.0 e a inovação digital – como análises avançadas, Internet das Coisas (IoT), automação, Aprendizado de Máquina, robótica, entre outras – proporcionam economias significativas no setor minerador. O aumento da quantidade de dados, a computação mais barata e a disseminação de dispositivos conectados tornam seus benefícios mais disponíveis para as empresas.

O setor minerador está mudando suas estratégias e adotando novos modelos de negócios e operação para incluir a inovação digital. E está fazendo isso de maneira mais rápida e global do que nunca. Uma combinação de volatilidade do mercado, mudança na demanda global, economia de insumos radicalmente diferente, novos locais em busca de mais reservas, foco em um ciclo de vida mais longo dos ativos e um compromisso com a excelência operacional, bem como mudanças de políticas em todo o mundo, estão contribuindo para essa mudança no setor.

Décadas de redução de custos e o envelhecimento da força de trabalho deixaram as empresas de mineração com recursos limitados para se ajustarem. Agora, um conjunto de novas tecnologias em rápida evolução – a inovação digital – abre novas possibilidades para melhorar a eficiência operacional, desenvolver um planejamento mais preciso e ágil, aumentar a conscientização do fornecedor e colaborar com parceiros de negócios em toda a cadeia de valor.

A automação das minas, novos recursos analíticos, trabalhadores digitais, operação remota e autônoma são apenas alguns dos exemplos em que as tecnologias estão beneficiando atualmente o setor minerador, gerando considerável diferenciação e vantagem competitiva. Tudo isso precisa ser analisado com muita atenção para impulsionar o crescimento e aumentar a eficiência.

É fundamental que as empresas de mineração compreendam a inovação digital e suas oportunidades e riscos associados. As possibilidades de novos modelos operacionais e novos níveis de otimização criarão a próxima onda de diferenciação no setor. E quais tecnologias irão realmente fazer a diferença?

  • Operações autônomas

A operação autônoma é uma das inovações digitais que vem sendo utilizada no setor de mineração, empresas que agora operam enormes equipamentos pesados, como caminhões fora de estrada, perfuradoras e recuperadoras, sem a presença de operadores. A segurança é novamente um benefício, pois menos pessoas – os operadores – precisam permanecer em locais industriais perigosos. O grande impacto, no entanto, pode ser verificado pela diminuição da variabilidade nos resultados da produção, o que leva a uma operação mais consistente e eficiente.

  • Mobilidade

Um dos grandes usos dos aplicativos de mobilidade está relacionado à utilização de dispositivos de posição geográfica que permitem rastrear e localização de pessoas, equipamentos e outros ativos. Com isso é possível obter níveis mais altos de segurança, pois a localização das pessoas pode ser controlada, delimitando lugares perigosos. O controle da posição de ativos e pessoas em relação às atividades programadas também leva a melhor produtividade. Uma empresa de mineração, por exemplo, pode utilizar dispositivos de identificação geográfica para controlar os movimentos dos funcionários, equipamentos e ativos dentro de suas instalações durante a execução de uma grande recuperação em uma de suas plantas.

  • Análise de dados

O setor de mineração ainda tem muito a ganhar com tecnologias de análise de dados para melhorar seu processo de tomada de decisão. Muitas empresas efetivamente agregam parte das informações operacionais disponíveis e, através de sofisticados processos de análise, otimizam a produtividade. Uma empresa pode, por exemplo, utilizar informações de telemetria enviadas por caminhões em modelos analíticos para prever falhas. A análise em tempo real permitirá o contínuo e rápido ajuste nos processos de produção, proporcionando mudanças nos níveis de produtividade.

  • Trabalhador digital

A produtividade do trabalhador digital, alimentado por dispositivos vestíveis e realidade aumentada, proporcionará ganhos incríveis nas atividades de manutenção de ativos, reduzindo drasticamente o tempo de inatividade de ativos críticos na linha de produção.

  • Drones

A inspeção de transportadores de correia ou linhas de transmissão aérea cobrindo milhares de quilômetros será possível em períodos mais curtos e com maior eficácia devido à combinação de VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) com câmeras especiais.

  • Sensores inteligentes

Os sensores se tornarão cada vez mais poderosos e inteligentes. Um bom exemplo é a utilização de câmeras com análise de vídeo. A capacidade de processar um fluxo de imagens em tempo real já permite uma infinidade de controles que vão desde a detecção de anomalias (por exemplo, incêndio, poluição, resíduos em vagões, áreas de aquecimento em linhas de energia) a métodos sofisticados de contagem, rastreamento e identificação de pessoas e objetos.

O valor da inovação digital

O valor intrínseco da inovação digital permite que o setor minerador otimize seus processos e, a partir dos exemplos vistos acima, podemos perceber os seguintes benefícios:

  • Uso eficaz de dados para tomadas de decisão em tempo real e baseadas em insights e otimização contínua
  • Possibilidades sem precedentes de operação autônoma, controle remoto de ativos e rastreamento de equipamentos e pessoas
  • Maior colaboração e compartilhamento de conhecimento entre as equipes de operações dentro e fora da organização
  • Entrega de soluções muito mais flexíveis e responsivas às novas demandas de negócios
  • Gestão de ativos preditiva e baseada em condição e gestão otimizada de frotas
  • Melhor controle de meio ambiente e segurança
  • Menores custos operacionais
  • Maior rendimento e produtividade
CategoriesGestão de Ativos,  Mineração,  NXT,  Siderurgia

Conheça os principais riscos de negócio para as indústrias siderúrgica e mineradora nos próximos anos

A inovação digital e tecnológica tem o potencial de melhorar a produtividade, a segurança e o gerenciamento ambiental nas indústrias siderúrgica e mineradora nos próximos anos, e as empresas estão tentando entender como serão os novos processos e como será a força de trabalho no futuro e onde elas podem obter essas habilidades.

Dado o mercado competitivo de habilidades digitais e relacionadas a dados, pode ser difícil encontrar os recursos mais adequados para essa nova realidade e você deve levar em consideração algumas perguntas sobre essa nova força de trabalho:

  • Como você vai construir, recrutar ou adicionar as habilidades e recursos certos em toda a organização?
  • Como você reterá funcionários seniores para minimizar o impacto negativo do atrito?
  • Como você cria uma proposta de valor atraente para o funcionário?
  • Como você equipará os futuros líderes com as habilidades necessárias para gerenciar equipes na era digital?
  • Que estratégias criativas você pode empregar para preparar sua força de trabalho para o futuro?
  • Você deveria procurar comparações para trabalhar em direção às melhores práticas como um setor?

Em busca de eficiência digital

A eficácia digital permanece entre os principais riscos e oportunidades para as indústrias siderúrgica e mineradora e continua sendo um tópico que os executivos precisam discutir.

Embora a aplicação da tecnologia tenha se tornado parte integrante e essencial de todo negócio, como sempre é preciso entender como realmente aplicar esse recurso com eficiência e gerar valor. Isso é mais uma oportunidade do que um risco, e o único problema que esses setores enfrentam é como gerenciar melhor os dados para extrair valor deles.

A verdade é que aderir ao digital de ponta a ponta não é mais uma opção para as indústrias siderúrgica e mineradora e agora é um diferencial importante para alcançar produtividade sustentável e melhoria de margem. Em vez de entender o digital como uma ameaça, as empresas devem vê-lo como uma grande oportunidade para inovar, colaborar, evoluir e prosperar.

Obter os dados corretos e torná-los acionáveis são componentes críticos para liberar o valor dos investimentos digitais. A otimização de dados é uma grande oportunidade inexplorada para as indústrias siderúrgica e mineradora. No entanto, isso requer uma visão clara dos problemas e resultados para que as ações apropriadas possam ser tomadas e o valor real possa ser alcançado.

O valor dos dados

Os dados são a chave para aumentar a produtividade e minimizar custos, permitindo que a automação de decisões minimize a perda em toda a cadeia de valor. Mas dados são alvo de hackers, e a cibersegurança é um dos riscos que as indústrias siderúrgica e mineradora precisam enfrentar. À medida que o digital se torna o novo normal, a superfície de ameaças que pode ser atacada aumenta exponencialmente. Isso se deve principalmente a fatores como convergência de Tecnologia da Informação (TI) / Tecnologia Operacional (OT), sensores da Internet das Coisas (IOT), análise de dados e Inteligência Artificial.

Toda transformação de cibersegurança deve promover três princípios fundamentais em cultura, governança e recursos:

  • Excelência em fundamentos de segurança
  • Forte programa de governança e uma cultura de responsabilidade
  • Melhoria contínua

A inovação traz uma mudança necessária

A plataforma de inovação é clara – algumas indústrias siderúrgica e mineradora podem precisar inovar para sobreviver, enquanto outras podem estar buscando a inovação para prosperar no ambiente de rápida mudança de hoje e melhorar o retorno de capital. Certamente há um claro reconhecimento de que ganhos de produtividade significativos podem ser possíveis repensando a maneira como o trabalho está sendo feito e estando preparado para inovar.

A inovação poderia trazer uma mudança de cultura muito necessária para abordar questões estruturais importantes no setor de mineração e de siderurgia, a saber:

  • Declínio do teor de minério
  • Maior mineração em locais remotos e difíceis
  • Acesso e custo de energia e infraestrutura
  • Aumento da complexidade operacional
  • Melhor gestão da água

Investindo na automação

 A automação e o aumento da maturidade no uso de dados estão entregando benefícios

significativos para as grandes operações das indústrias siderúrgica e mineradora, em termos de aumento da produtividade e, portanto, redução dos custos de produção por tonelada.

Além destes, a indústria siderúrgica e mineradora também enfrentam os seguintes riscos, que não estavam no radar dos líderes de negócio:

  • Reduzindo o custo do carbono: a transição para uma economia de baixo carbono está em andamento e a pressão para acelerar essa transição parece aumentar a cada dia.
  • Riscos de alto impacto: os riscos de destruição da empresa que podem ser de baixa frequência e menos visíveis tendem a ser raros e, como resultado, podem não ser examinados. No entanto, alguns desses riscos podem ser catastróficos em termos de destruição de valor.
  • Substituição da produção: Os mineradores se esforçam para atender à demanda futura, tendo em vista os desafios de abrir novas minas e esgotar os recursos.
  • Inovação: Dada a falta de gastos em P&D em todo o setor, a inovação pode ser uma grande oportunidade para os primeiros que investirem na inovação.