Gestão de ativos
CategoriesGestão de Ativos,  Pro

Saiba como implementar um plano de TPM

A implementação bem-sucedida e sustentável do sistema Total Productive Maintenance – Manutenção Produtiva Total (TPM) – deve ser uma preocupação constante para qualquer gerente de planta ou líder de produção consciente. O TPM reduz o tempo de inatividade, reduz paradas e falhas e oferece uma menor probabilidade de os produtos sofrerem defeitos de qualidade durante o processo de fabricação. 

Um programa eficaz de TPM pode capacitar os funcionários a tomar medidas proativas na manutenção de máquinas vitais; isso, por sua vez, permitirá que o equipamento de produção tenha uma vida útil mais longa e tempos de execução abaixo do ideal. 

As empresas que obtiveram sucesso geralmente seguem um plano de implementação que inclui as seguintes etapas: 

Etapa 1: Anúncio do TPM 

A alta gerência precisa criar um ambiente que suporte a sua adoção. Em muitos casos, a gerência deve superar a resistência às mudanças por parte dos operadores e outros funcionários e o ceticismo quanto aos méritos do TPM. Anunciar claramente as intenções da sua empresa e falar regularmente sobre os benefícios da implementação do TPM pode ajudar bastante a quebrar essas barreiras. 

Etapa 2: Lançar um programa de educação formal 

Este programa informará e educará a todos na organização sobre as atividades do TPM, benefícios e a importância da contribuição de todos. 

Etapa 3: Criar uma estrutura de suporte organizacional 

Este grupo promoverá e manterá as atividades do TPM assim que elas começarem. Atividades em equipe são essenciais para um esforço de TPM. Esse grupo precisa incluir membros de todos os níveis da organização – da gerência ao chão de fábrica. Essa estrutura promoverá a comunicação e garantirá que todos estejam trabalhando em direção aos mesmos objetivos. 

Etapa 4: Identifique uma área para um programa piloto do TPM 

Você pode se concentrar em um equipamento que seria mais fácil de melhorar ou em uma área de produção que provou ser problemática e que precisa ser corrigida para melhorar rapidamente a lucratividade. Nesse estágio inicial do processo do TPM, identifique metas  

SMART: SpecificMeasurableAttainableRealisticand Timed (INTELIGENTES: específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e baseadas em tempo). 

Etapa 5: Concentre-se na restauração de equipamentos para melhorar as condições de trabalho 

Depois que a área piloto for identificada, registre um padrão de linha de base para a produtividade atual. Organize e defina seu plano para a implementação do TPM. Use a metodologia 5Sbaseada em “cinco sensos”: de utilização, de organização, de limpeza, de normalização e de disciplina. Concentre-se primeiro na execução de um programa de manutenção autônomo e forneça treinamento aos operadores de equipamentos, conforme necessário. Assim como o proprietário de um carro pode economizar uma quantia significativa nos custos de reparo executando a manutenção como uma rotina básica, as empresas também podem estender a vida útil da máquina e identificar problemas mecânicos ainda no início, permitindo que seus operadores participem regularmente de procedimentos básicos de manutenção 

Etapa 6: Comece a medir a eficácia geral do equipamento (OEE) 

Quando você decide acompanhar o OEE, é imprescindível que os horários de parada não planejados sejam documentados e uma razão seja fornecida para cada ocorrência. Forneça uma categoria para “causa desconhecida” ou “tempo de parada não alocado” nos casos em que o operador não tiver certeza da causa de parada. Com o tempo, isso ajudará você a identificar as principais causas de falha, o que leva à etapa 7. 

Etapa 7: Abordar as principais causas de falha 

Nesta etapa, você precisará designar uma equipe multifuncional de cerca de 4 a 6 funcionários para investigar as principais causas de tempo de inatividade. Essa equipe criará um plano para eliminar a causa da falha e agendará o tempo de parada planejado para executar esta iniciativa. Essa equipe examinará os processos atuais do operador e as opções de reparo, criará um plano para interromper os gargalos e, em seguida, agendará um tempo para colocar o plano em ação. Depois que a ação designada for concluída, eles avaliarão o OEE dali para frente e reiniciarão o processo, se necessário. 

Etapa 8: Descreva um plano de implantação principal detalhado 

Esse plano identificará quais recursos serão necessários, a restauração e aprimoramento de equipamentos, sistemas de gerenciamento de manutenção e novas tecnologias. 

Etapa 9: Início do TPM 

A implementação começará nesta fase. 

Etapa 10: Melhorar a eficácia de cada peça de equipamento 

As equipes do projeto analisarão cada peça de equipamento e farão as melhorias necessárias. 

Etapa 11: Desenvolver um programa de manutenção autônoma para os operadores 

A limpeza e inspeção de rotina dos operadores ajudarão a estabilizar as condições e impedirão a deterioração acelerada. 

Etapa 12:Desenvolver um programa de manutenção preditiva ou preventiva 

Crie um cronograma para manutenção preventiva em cada peça de equipamento. 

Etapa 13: Realizar treinamento para melhorar as habilidades de operação e manutenção 

O departamento de manutenção assumirá o papel de professor e guia para fornecer treinamento, aconselhamento e informações sobre equipamentos às equipes. 

Etapa 14: Desenvolver um programa inicial de gerenciamento de equipamentos 

Aplique princípios de manutenção preventiva durante o processo de design do equipamento. 

Etapa 15: Melhoria contínua 

Como em qualquer iniciativa enxuta, a organização precisa desenvolver uma mentalidade de melhoria contínua. 

 

 

 

CategoriesImprensa

Atech integra comitiva presidencial em visita oficial à Índia

Empresa brasileira foi responsável pela implantação de sistema de gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo naquele país

A Atech S.A., empresa do Grupo Embraer, integra a delegação de empresários que acompanha a comitiva da Presidência da República em visita oficial à Índia. Além de encontros com entidades governamentais daquele país, os empresários participaram do Seminário “1º Brazil-India Defence Industry Dialogue”, realizado no dia 27 de janeiro.

O Seminário foi aberto pelo secretário de Produtos de Defesa (Seprod), Marcos Degaut, ligado ao Ministério da Defesa, e pelo secretário de Defesa da Índia, Ajay Kumar. A Atech foi representada pelo Diretor de ATM, Marcos Resende, e por Vinicius Meng, responsável pelo Desenvolvimento de Negócios de Defesa na área Internacional, que reforçaram a importância da presença das empresas brasileiras para a conquista de novos mercados ou mesmo o fortalecimento da presença do Brasil, em sintonia com a cooperação Brasil-Índia.

“Principalmente na área de Defesa, contarmos com a chancela do governo federal para possíveis acordos bilaterais é fundamental”, destaca Resende.

A Atech já possui negócios na Índia e busca fortalecer ainda mais essa parceria. Em 2019, a empresa concluiu a implantação do SKYFLOW – sistema avançado de gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo (ATFM) de última geração com emprego de tecnologia 100% brasileira, para a Índia. Os testes finais, certificações e os aceites por parte do cliente foram concluídos em dezembro de 2019. Com isso, a Índia passa a ser a sétima região no mundo a contar com um sistema para gerenciar o tráfego aéreo. Além da Índia, somente Estados Unidos, Europa, Austrália, África do Sul, Brasil e Japão contam com sistemas exclusivos como o SKYFLOW.

O sistema SKYFLOW, da Atech, integra os dados de intenções de voos futuras das companhias aéreas, aeroportos e dados de órgãos de controle, incluindo dados de posicionamento das aeronaves, com informações de planos de voo e da situação operacional dos aeroportos e auxílios a navegação e comunicação, essenciais para a otimização do fluxo de tráfego aéreo. Com esta integração, o sistema permite que os órgãos de controle do tráfego aéreo atuem para equilibrar a demanda de voos com a capacidade operacional, a fim de garantir a segurança das operações, a regularidade e pontualidade dos voos.

Entre as vantagens do sistema estão: redução dos atrasos nos voos; melhorias na malha aeroviária da Índia; economia de combustível das aeronaves; melhor coordenação do tráfego aéreo; maior segurança e eficiência nos voos. Além disso, o SKYFLOW permite que o país atenda ao crescente aumento da demanda, que gira em torno de 187 milhões de passageiros, de acordo com dados de 2017-2018.

O SKYFLOW é a versão internacional do SIGMA (Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos) que já opera no Brasil desde 2012, no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), fruto de investimentos em pesquisa e desenvolvimento junto ao DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

 

CategoriesImprensa

FAB lança, em parceria com a Atech, novo módulo gratuito do aplicativo FPL-BR para consulta de informações aeronáuticas

A primeira versão do aplicativo permite o piloto consultar todas as cartas e publicações do DECEA de maneira ágil e segura, sobretudo em fases críticas do voo

A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou, no dia 28 de janeiro, o aplicativo gratuito FPL BR – EFB (Electronic Flight Bag), disponível somente para tablet e Ipad, um novo módulo para a consulta de informações aeronáuticas em formato digital, como cartas de aeródromos visuais e de rotas, publicações AIP e extratos do ROTAER.

O novo módulo FPL BR – EFB foi desenvolvido pela Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), em parceria com a Atech – Negócios em Tecnologia S/A, empresa do Grupo Embraer, e estará disponível gratuitamente para tablets e iPads nas lojas Google Play e Apple Store.

A primeira versão do aplicativo permite o piloto consultar todas as cartas e publicações do DECEA de maneira ágil e segura, sobretudo em fases críticas do voo.

Por meio deste módulo, será possível armazenar as informações aeronáuticas, possibilitando sua utilização em solo e em voo. Apresentado em 2017 para elaboração, validação, envio e atualização dos dados do plano de voo pela internet – o aplicativo FPL BR já teve mais de 15 mil downloads entre as plataformas IOS e Android.

Sua interface disponibiliza a consulta do plano de voo completo (PVC) e simplificado (PVS), além de mensagens de atualização relacionadas à modificação (CHG), cancelamento (CNL) e atraso (DLA). Nos últimos anos, o Sistema de Informações Aeronáuticas vem passando por grandes alterações.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), em julho de 2018, migrou os serviços de disponibilização das publicações aeronáuticas exclusivamente para o formato digital e, neste ano, publicará o aplicativo gratuito FPL BR – EFB, uma eficiente alternativa para a consulta das informações aeronáuticas.

Na segunda versão está previsto o planejamento do voo integrado à emissão do plano de voo, informações meteorológicas e NOTAM (notificação para os aeronavegantes, do inglês, Notice to Airmen). Em atendimento ao item 10, da Instrução Suplementar (IS) nº 91-002 – ANAC, o aplicativo FPL BR – EFB não está disponível para aparelho celular, somente para Tablet/Ipad.

Facilidades

O Diretor do Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA), Coronel Engenheiro Alessander de Andrade Santoro, esclarece que a disponibilidade desse aplicativo permitirá uma melhor familiarização dos usuários com os produtos elaborados pelo Instituto presentes no portal AISWEB, tendo em vista a possibilidade de utilização por parte da tripulação durante os processos de planejamento e realização do voo, acompanhando a navegação em tempo real e acessando com agilidade as informações ao longo da rota voada.

De acordo com a Gerente do Projeto e Chefe da Seção de Planejamento de Informação Aeronáutica do Subdepartamento de Operações (SDOP) do DECEA, Major Engenheira Cristiane de Barros Pereira, o aplicativo reunirá as principais informações utilizadas pelos pilotos, reduzindo o tempo com consultas e com atualização das cartas e publicações de informações aeronáuticas (AIS). “Futuramente, com a disponibilização da função de navegação em versões próximas, contribuirá para o incremento da consciência situacional do piloto”, esclarece a oficial.

“Esse módulo abre caminho a um conjunto de facilidades, tais como, informações meteorológicas, NOTAM e de georreferenciamento integrados no mesmo dispositivo, de forma que possibilite uma redução da carga de trabalho do usuário e uma maior confiabilidade da informação”, explica o Tenente-Coronel Marcelo Jorge Pessoa Cavalcante, da Divisão Operacional da CISCEA.

Para a Comissão, a utilização de recursos eletrônicos no lugar dos manuais e documentos impressos é ecologicamente correto e implica em cortes de gastos com a carga morta, chamada Operação Paperless.

“Dentre os diversos benefícios observados com o uso do FPL BR – EFB, podemos destacar a redução dos custos operacionais relacionados aos processos baseados em papel, aumento da velocidade de atualização dos dados, facilidade de leitura em qualquer nível de iluminação na cabine e o acesso online à base de dados”, afirma a Engenheira Gisele Lima de Oliveira Silva, da Divisão Operacional da CISCEA.

A interface disponibiliza, ainda, a consulta de cartas de aeródromos, bloqueio da interação com a tela, visualização das emendas futuras e seleção das cartas como favoritas.

O aplicativo representa um avanço tecnológico de comunicação intersistemas realizada dinamicamente entre a API-AISWEB e o FPL BR – EFB, disponibilizando informações dinâmicas e precisas a cada publicação de nova emenda pelo Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA).

O aplicativo foi elogiado pelo piloto do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), Capitão Aviador Gabriel Brandello de Oliveira Haguenauer Moura, que ressaltou as vantagens do uso do software. “Permite uma série de facilidades, como na consulta das cartas, facilitando a busca com diversos filtros, a mobilidade e a segurança das informações em tempo real”, afirma o oficial.

Cerimônia

A cerimônia de lançamento do aplicativo FPL BR-EFB ocorreu no salão nobre da CISCEA, no dia 28 de janeiro, com a presença do presidente da CISCEA, Major-Brigadeiro Engenheiro Fernando Cesar Pereira Santos, do chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino, do chefe do Subdepartamento de Administração do DECEA, Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Bastos Júnior, além de diversas autoridades do DECEA, CISCEA, ICA, GEIV e da empresa Atech.

O Major-Brigadeiro Fernando, presidente da CISCEA, fez a abertura do evento e destacou a dedicação e envolvimento de todos no desenvolvimento do projeto. Em seu discurso, o chefe da Divisão Operacional (DO) da CISCEA, Coronel Aviador Cyro Andé Cruz, agradeceu à equipe da DO e parabenizou todos os envolvidos pela integração.

“Ao DECEA, pela gestão do projeto, ao ICA que reviu processos, ao GEIV pelo empenho dos pilotos em testar o aplicativo e nos trazer o que precisava mudar, à Atech, pela parceria. Estamos no caminho de seguir os objetivos do DECEA, focando no usuário. Hoje é um dia muito especial para todos nós”, disse o Coronel Cyro.

A engenheira Gisele Lima de Oliveira Silva, da Divisão Operacional, fez uma apresentação sobre as principais funcionalidades do aplicativo FPL BR-EFB, e disponibilizou tablets e ipads para que todos pudessem navegar no aplicativo.

“A equipe se dedicou a esse projeto, que vem desde 2018 fazendo levantamento de requisitos e debates, para atingir o objetivo, que é a satisfação do usuário final”, disse a engenheira. O presidente da empresa Atech, Edson Mallaco, agradeceu pela confiança e afirmou estarem comprometidos para as próximas fases do projeto.

“Esse é um marco, gostaria de parabenizar à CISCEA pela inciativa, pelo desenvolvimento, pela parceria não só com a Atech, mas com o usuário, o que vai trazer um nível de qualidade muito grande para o aplicativo”, afirmou.

Para o chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino, esse era um trabalho prioritário do Subdepartamento.

“O DECEA vem procurado cada vez mais se aproximar e trabalhar em prol do usuário, entender suas necessidades. Hoje nós atingimos uma grande massa de usuários do DECEA, do Brasil que utilizam essa aplicação e eu fico muito feliz por isso, por que houve uma sinergia de todos nós envolvidos. Agradeço a todos pela dedicação e parceria”, agradeceu o oficial-general.

CategoriesImprensa Corporativa - Logística

Integração entre máquinas, processos e pessoas representa a nova Logística 4.0

A digitalização da Logística deve oferecer às empresas novas formas de se conectar em rede e automatizar sua cadeia de suprimento, extraindo mais valor. Neste cenário, automação e inteligência são peças fundamentais, e a Logística 4.0 integra e coordena de maneira otimizada máquinas, processos e também as pessoas.

Uma gestão eficiente, baseada em dados confiáveis, simplifica os processos relacionados à entrada e à saída de insumos e de produtos, além de criar uma nova forma de relacionamento das empresas com seus clientes e parceiros, fornecedores, agentes logísticos, varejistas e outros stakeholders que fazem parte dessa cadeia. Essa digitalização abrange todos os elos da cadeia logística, entrega cada vez mais dados em tempo real, gerando novos insights, oferecendo mais transparência, flexibilidade e confiabilidade.

É neste cenário que entram os sistemas de monitoramento e rastreamento conectados, capazes de realizar transações praticamente imediatas e transparentes, e as ferramentas alinhadas ao conceito de internet das coisas, que capturam, rastreiam e garantem fidelidade da informação desde a coleta de dados até sua entrega para os softwares de gestão, garantindo ainda mais visibilidade dos processos logísticos de forma integrada, com altos níveis de rastreabilidade – desde a produção até a entrega do produto final.

A gestão da cadeia logística das empresas fica mais fácil na medida em que aumentam a automação dos processos e a colaboração entre os diferentes elos da cadeia, e esse nível de integração de sistemas de ponta a ponta, entre soluções e processos de supply chain de todos os parceiros, além de agregar inteligência, é fundamental para garantir visibilidade total, minimizando os riscos de erro de processamento e maximizando o nível de produtividade, além de ampliar a disponibilidade de equipamentos, melhorar a programação do transporte de material, aperfeiçoar o uso das informações para o desenvolvimento de rotas mais inteligentes e garantir a conformidade com normas regulamentadoras.

Neste contexto, processos logísticos de alta performance vão se basear em estratégias de orquestração e manutenção, em que as máquinas vão fazer o trabalho pesado, orquestradas por plataformas de gestão logística poderosas, e a manutenção das máquinas também vai se basear em dados e inteligência por meio de poderosas plataformas de gestão de ativos.

Automação e inteligência: as tecnologias que estão transformando a logística

Tecnologias disruptivas estão transformando todos os setores da indústria e o relacionamento com as marcas – a Internet das Coisas é apenas o início.

A automação na logística não é algo novo, já na década de 60 falávamos de Automated Storage and Retrieval System – AS/RS, os famosos armazéns automatizados. O que muda agora é que a automação está muito conectada com a robotização, que, junto aos veículos autônomos, transformam processos e geram mais agilidade, visibilidade e confiabilidade em toda a cadeia. Nos armazéns e Centros de Distribuição, por exemplo, empilhadeiras e AVGs são “dirigidos” por sistemas que contam também com Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina para operar com segurança em ambientes com muitas pessoas e onde a origem e o destino das movimentações são variáveis, uma operação mais complexa e que já vai além do processo apenas de armazenagem e que conecta diferentes máquinas e sistemas.

Com mais automação e mais dados do processo, caberá a nós tomarmos decisões com base em dados, e contaremos com soluções de Advanced Analytics com insights em tempo real baseados nos dados produzidos ao longo da cadeia, avaliando os cenários de demanda e confiabilidade dos ativos, uma vez que estas serão as nossas principais funções: orquestrar a cadeia para evitar rupturas e garantir o desempenho das máquinas.

Orquestração de máquinas, processos e decisões suportados por inteligência artificia, oferecendo uma capacidade mais ampla de automação: esses avanços são apenas o início, e apenas a integração de sistemas logísticos de ponta a ponta vão garantir que os negócios estejam preparados para suportar essa e as próximas gerações da indústria na governança de processos logísticos globais, em que transações praticamente imediatas e transparentes de ponta a ponta vão ser itens básicos para garantir a competitividade.

CategoriesImprensa Corporativa – Excelência Operacional

Monitoramento de condição: saiba como esse recurso pode impulsionar a transformação digital

A jornada de transformação digital rumo à IndustryNxT começa com o investimento em infraestrutura e conectividade – e ganha impulso com soluções que ofereçam maior capacidade de integração e processamento dos dados enviados pelos sensores embarcados nos equipamentos ao longo de toda a cadeia produtiva que permitam, assim, implantar uma eficiente estratégia de monitoramento de condição de ativos.

Na verdade, a estratégia de monitoramento de condição baseada em dados enviados pelos sensores e soluções de IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) é um perfeito ponto de partida para a transformação digital, já que é um processo iterativo e seu valor pode ser percebido de forma imediata.

Temos acompanhado a jornada digital de diversos clientes e nossa experiência aponta que com uma correta abordagem de implementação, a adoção de soluções de IoT e de monitoramento de condição abre caminho para novas iniciativas, promovendo melhorias em todos os processos, que vão desde a redução dos custos de manutenção, o aumento do ciclo de vida dos equipamentos e, finalmente, a entrega de melhores produtos em um prazo mais curto.

O monitoramento de condição de ativos gera valor principalmente de três maneiras: entrega uma visão em tempo real da disponibilidade e condição das máquinas e equipamentos, facilita a adoção de estratégias de manutenção preditiva e permite tomar decisões baseadas em dados que resultam em mais qualidade. Com os dados adquiridos a partir das soluções de IoT integradas e analisadas em uma plataforma de gestão de ativos, é possível avaliar se todos os equipamentos estão funcionando de forma eficiente, prevenindo falhas e paradas que poderiam ocorrer no processo.

O controle de qualidade dos produtos também ganha com um monitoramento de condição moderno, pois permite que estratégias de manutenção preditiva impulsionem o uso de soluções de monitoramento de condição com essas funcionalidades. Logo, além de reduzir custos com a manutenção de equipamentos e aumentar o ciclo de vida dos ativos, um monitoramento de condição impulsionando a transformação digital oferece dados mais precisos para otimizar a qualidade da produção.

Para isso, as empresas devem ter uma percepção clara de como as novas tecnologias podem alavancar os resultados dos negócios, integrando inovação, flexibilidade, automação, controle, customização e agilidade aos processos produtivos. Assim, é possível capturar todas as vantagens oferecidas pelas inovações tecnológicas para a melhoria dos processos produtivos e operacionais, gerando novos modelos de negócio e o surgimento de novos produtos.

Nesse novo cenário, as atividades humanas e os processos industriais, como o monitoramento de condição de ativos, são aprimorados, criados e recriados com base em um crescente volume de dados gerados pelas soluções de IoT. Com a transformação digital, esses dados, compartilhados por pessoas, sensores e máquinas, passam a ser um novo fator de produção, ao lado dos bens materiais e do capital humano. A jornada está apenas começando, e devemos estar alinhados a essa nova forma de produção baseada em dados.

CategoriesExcelência Operacional,  Melhoria Contínua

Benefícios de um produto com arquitetura escalável

Um software com arquitetura escalável, alta disponibilidade, e conceito de micro serviços é bem recebido por empresas e desenvolvedores de software. Mas a primeira pergunta que fica é, o que seria um produto com arquitetura escalável?

Para responder essa pergunta, é preciso pensar inicialmente o que é importante para o cliente que necessita de funcionalidades em um software, e quais são suas necessidades para poder atendê-las. A expectativa do cliente em relação ao software se baseia em:

  • Atender às funcionalidades desejadas
  • Baixo custo do sistema / produto
  • Tempo estimado para entrega

Um produto escalável visa otimizar o desenvolvimento de software, facilitar a implantação dessa aplicação e ser totalmente independente dos outros serviços do sistema, possibilitando a criação de novas funcionalidades de maneira prática e rápida, além de facilitar a manutenção das funcionalidades de maneira pontual e separada.

Antes de listar os benefícios da escalabilidade e suas particularidades, é necessário entender o conceito de micro serviços, que é implantado como base para uma arquitetura de projeto de software. O conceito de micro serviços é baseado na criação de componentes menores e com baixo acoplamento entre eles, como o nome já diz, fazer a divisão do software em pequenos serviços. Antes da criação de software com arquitetura de micro serviços, os softwares eram desenvolvidos de maneira monolítica. Neste tipo de aplicação toda a base de código está contida em um só lugar, ou seja, todas as funcionalidades estão definidas no mesmo bloco.

É preciso entender que cada estrutura tem sua vantagem e sua particularidade, e que deve ser empregada de acordo com a necessidade. No caso de um produto, em que o cliente visa funcionalidades distintas, rapidez no desenvolvimento e facilidade na manutenção, a arquitetura criada no conceito de micro serviços é relativamente mais vantajosa em relação ao conceito monolítico.

Segundo a análise de Martim Fowler (especialista em arquitetura de software), o custo de manutenção de um software complexo é menor em uma arquitetura de micro serviços, comparada a uma arquitetura monolítica. (gráfico de complexidade acima). Esta análise apresenta duas ideias:

  • É possível ter uma aplicação com diversas tecnologias e soluções, onde também pode ser estruturada com mais de uma linguagem de programação.
  • Também é possível ter uma evolução tecnológica do produto de maneira mais controlada, ou mais leve através da divisão de processos e fluxos rápidos, integrado, com informações.

Fazendo um exercício em um raciocínio rápido: uma empresa de grande porte com diversos sistemas, e cada um deles com uma linguagem de programação diferente. Agora, imaginem se essa empresa decidir unificar todos os sistemas para utilizar uma única plataforma. O custo e o esforço para fazer a unificação de cada uma dessas aplicações seria enorme, visto que cada uma dessas aplicações poderia se tornar uma estação de serviço acessível, podendo ser modificada e ajustada independentemente de todo o contexto dos outros serviços no sistema.

Esse conceito de micro serviço, também conhecido como SaaS (Software como Serviço), oferece maior segurança contra a perda parcial ou total de dados e acessos não autorizados.

Voltando ao conceito  e a importância da escalabilidade, a definição entre arquitetura de micro serviços e monolítica traz diversos fatores a serem analisados, e a utilização de escalabilidade horizontal ou vertical é uma delas.

  • Escalabilidade Vertical

Este é um padrão de escalabilidade viável e amplamente utilizado para determinadas aplicações, mas tem como limitação de escalabilidade o próprio hardware.

  • Escalabilidade Horizontal

Em vez de aumentar a escala adicionando mais capacidade de hardware individual, a aplicação é arquitetada para que seja escalada adicionando mais instâncias da aplicação. Não é necessário hardware caro e pesado para escalabilidade horizontal, pode ser feito com máquinas menores e adicionando muitas delas. No entanto, esse padrão de escalabilidade geralmente requer aplicações que sejam arquitetadas ou ajustadas para funcionarem distribuidamente (micro serviços).

Em uma situação em que um gestor queira realizar um upgrade de um produto, adicionar novas funcionalidades, deixar a aplicação mais rápida, deixar a aplicação integrada com redes sociais e outros sistemas, a arquitetura monolítica pode ser escalável adicionando hardwares mais potentes, e desenvolvendo novas funcionalidades, porém é custoso e pouco produtiva. Em comparação com arquitetura de micro serviços, criar um serviço novo, com configurações de hardware potentes e alto grau de complexidade é bem mais vantajoso e eficaz.

  • Maior flexibilidade dos processos

Um software escalável pode ser reproduzido facilmente, independentemente de suas proporções. Com flexibilidade haverá menos peso de investimento em novos softwares.

  • Aumento de produtividade

Replicar algo é muito mais simples do que criar uma nova estrutura do zero.

  • Otimização de custos

Alta lucratividade, onde a empresa torna-se capaz de aumentar seu processo produtivo sem injetar muito dinheiro por isso.

  • Menor probabilidade de estagnação

Um produto escalável não tem dificuldades de se adaptar a mudanças, e sempre está preparado para uma atualização de ferramenta nova ou novas demandas.

  • Customização e Integração

A integração se refere à unificação dos sistemas, diminuindo a chance de erros causados pelo uso de softwares incompatíveis entre si. É possível integrar o SaaS a ferramentas de monitoramento e armazenamento de arquivos, etc.

Assim como o software, a escalabilidade em um banco de dados relacional pode ocorrer de duas formas: horizontal e vertical.

  • A forma horizontal ocorre pela utilização de mais equipamentos e particiona a estrutura de dados de acordo com critérios estabelecidos.
  • A forma vertical ocorre pelo aumento da capacidade do equipamento em que o sistema gerenciador de banco de dados está instalado.

Bases de dados NoSQL (não relacionais) têm como um de seus motivadores o baixo custo para realizar uma escalabilidade horizontal, o que torna possível o uso de equipamentos mais acessíveis, e proporciona um modelo de particionamento nativo.

A frequente utilização de bancos de dados NoSQL estão ligadas as questões de escalabilidade de armazenamento e processamento de um enorme volume de dados que cresce em ritmo acelerado diariamente. De forma que todos os canais utilizados para captação de informações disponíveis no mundo digital, são responsáveis por compor e ditar a velocidade na qual a grande massa de dados deve ser absorvida, gerida e compartilhada. A importância de se obter um alto grau de paralelismo e a distribuição de sistemas em uma escala global, conduz à adoção de soluções robustas com grande potencial de desempenho.

Em resumo, é necessário entender que a importância da escalabilidade de um produto vem da necessidade de o cliente modificar seu produto, aumentando ou diminuindo, buscando sua necessidade de momento. O papel da escalabilidade é poder atender as mudanças aplicando de acordo com suas características, sendo horizontal ou vertical, dando a possibilidade ao cliente em poder realizar alterações e customizar de maneira produtiva e eficaz o produto.

cultura da qualidade
CategoriesExcelência Operacional,  Melhoria Contínua

O MVP e a cultura da qualidade

MVP, do inglês Minimum Viable Product é o produto mínimo viável, e consiste na prática de lançar um produto com as principais funcionalidades e com investimento mínimo. Essa prática permite testar o negócio antes de realizar investimentos maiores, validando a eficiência do produto, sua usabilidade e aceitação no mercado. Esse conceito foi popularizado por Eric Ries, consultor e escritor sobre startups, no livro The Lean Startup.

Já a definição de qualidade de software é um pouco mais complexa e tem na literatura diferentes interpretações de variados autores. O glossário do IEEE define qualidade como “Grau de conformidade de um sistema, componente ou processo com os respectivos requisitos”, ou como “Grau de conformidade de um sistema, componente ou processo com as necessidades e expectativas de clientes ou usuários”.

Apesar do conceito de MVP ser aplicado ao produto, a filosofia de se entregar o máximo de valor com o mínimo de recursos pode ser aplicada a quase tudo, em qualquer área de conhecimento.

Logicamente todos nós desejamos o estado da arte, mas na grande maioria das vezes é extremamente difícil atingí-lo, pelos mais diferentes motivos.

Em qualidade, mais especificamente na qualidade de software e na qualidade de software dentro de metodologias ágeis, o estado da arte poderia ser algo como:

“Times multidisciplinares maduros, com Product Owners (PO’s) escrevendo histórias ‘INVEST’, UX’s criando wireframes assertivos para cada história, desenvolvedores realizando testes unitários/integração automatizados, code review independente, versionamento com ferramenta e processos bem definidos, interagindo por meio de uma boa comunicação com os testers, que documentam os casos de testes em uma boa ferramenta que seja integrada à ferramenta de requisitos, mantendo assim a rastreabilidade entre as execuções dos testes funcionais, as histórias e os bugs. Além disso, as principais funcionalidades são automatizadas, a automação dos testes funcionais e unitários roda em um ambiente de integração contínua, gerando relatórios diários para a gerência.

Por falar em ambiente, no mínimo 4 estão disponíveis: DEV, QAS, STG e PROD.” O ambiente de QA permite a execução da automação diariamente, em que o dump da base de dados também é realizado de forma automática, mantendo a massa de dados do QA sempre atual e funcional. O ambiente de Stage permite a realização dos testes de carga, stress, performance e segurança. Tudo isso acontecendo em um ambiente no qual os times de desenvolvimento seguem as diretrizes do manifesto ágil, a comunicação é eficaz, a gerência motiva o time por meio da confiança, autonomia e a organização valoriza a cultura de qualidade, tanto dos produtos quanto dos processos. Ah, faltou dizer que o processo de melhoria contínua também funciona.

UFA! O último parágrafo estava entrando no assunto Devops, mas vamos manter o foco: O MVP da qualidade. Vamos chamá-lo de MVQ!

O cenário descrito acima não é uma utopia. Empresas com grande maturidade no desenvolvimento e na qualidade de software possuem até mais que isso. Mas vamos a um cenário encontrado recentemente, que se assemelha a maioria dos cenários encontrados na maioria dos projetos:

“Um projeto em desenvolvimento há um ano, sem tester no time, em que os testes funcionais foram executados pelo Product Owner. O Scrum, que pode ser considerado um “template”, foi adaptado à realidade, na qual a Review por exemplo foi substituída por uma “Demo” interna.

Nenhum caso de teste registrado. Sem ferramentas, muito menos automação. Carga e Stress: o que é isso? A qualidade se restringia a testes unitários e code review, por parte dos desenvolvedores.”

Então, um analista de testes foi alocado ao projeto. Vindo de um projeto rodando corretamente, com testes funcionais sendo executados e documentados, os bugs registrados, a rastreabilidade mantida entre histórias -> casos de testes -> bugs e a automação sendo entregue para as histórias da sprint anterior, seria natural que ele tentasse implantar o mesmo processo nesse time.

O resultado não foi satisfatório. Existe um fator muito importante que muita gente esquece e deixa de trabalhar: A cultura! E esta, geralmente está acravada em uma área ou dentro de um time. Hoje é comum encontrar diversas culturas distribuídas dentro de uma mesma organização.

E esse foi o fator a ser trabalhado nesse time. Não existia QA, e agora existe. O que fazer? O MVQ. O menor valor de qualidade possível, entregue pouco a pouco, um pouquinho a mais a cada sprint.

E esse pouquinho adicional vai sendo embutido na mentalidade de desenvolvedores, P.O’s, gerentes etc. Pode-se dizer que o MVQ é composto por pequenos objetivos a serem atingidos o mais rápido possível e então incrementados. Nunca deixando de ter em mente que cultura não se impõe, deve ser trabalhada!

Como aplicar o MVQ

O primeiro passo, já implantado e executado pela primeira analista, foi a criação de casos de testes de regressão. Esses testes foram executados e dezenas de bugs foram abertos e registrados. A cada sprint, o time ia “matando” os bugs abertos, ao passo em que as novas features eram desenvolvidas. E claro, os casos de testes eram registrados em uma ferramenta e executados (não necessariamente dentro do sprint atual). Alguns sprints rodaram dessa forma, até que todos os bugs (da regressão) foram exterminados.

Os próximos objetivos dentro de um MVQ

Bom, é comum que dentro do Definition of Done das histórias estejam os casos de testes escritos e executados, evidências coletadas, bugs corrigidos e as histórias sejam aprovadas pelo QA. Percebeu-se também que os critérios de aceite das histórias precisavam melhorar, então o QA  passou a ajustar os critérios de aceite com o P.O.

Alguns sprints quase tiveram 100% das histórias entregues com o DoD completo, mas até o momento ainda não atingimos esse objetivo. E aqui entra um fator importante na busca pela transformação da cultura da qualidade: O MVQ é incremental, mas não é necessário que se atinja 100% de um ou mais objetivos antes de se iniciar outros.

Iniciou-se então a inclusão de um novo objetivo dentro do MVQ: A automação de testes!

Com o processo de desenvolvimento ágil rolando mais “redondo”, foi possível que os QA’s tivessem tempo para criar um backlog de automação, para as features mais críticas

do sistema. Esse backlog vem sendo trabalhado, e atualmente, em alguns sprints, é possível atingir o target de automatizar as histórias do sprint anterior.

Dentre os próximos objetivos dentro do nosso MVQ, podemos citar:

  • atingir o objetivo de entregas de sprints com 100% de aprovação do QA;
  • automatização da automação, colocando nossos testes pra rodar em um ambiente cloud e integrado;
  • dump automático com a base de dados original antes de rodar a automação e;
  • talvez o mais importante objetivo de TODOS: Disseminar a cultura de qualidade para todos os times, áreas e empresa.

E assim, de MVQ em MVQ, é possível construir o caminho para o estado da arte. O importante é que nessa caminhada a cultura da qualidade seja incorporada na cabeça de todos, pois o VALOR da qualidade vai sendo demonstrado e absorvido a cada entrega, a cada interação.

Fabiano Pereira

 

gestão de ativos
CategoriesGestão de Ativos,  Melhoria Contínua

Conheça a importância da usabilidade para a gestão de ativos

Um ativo pode ser todo objeto físico sob o controle de uma empresa, o qual é parte primordial no processo produtivo e o processo de gerenciamento deve contemplar todo o ciclo de vida: da aquisição ao descarte de um ativo. Este processo envolve a utilização de dados para maximizar retorno sobre investimento (ROI), minimizar riscos e agregar valor ao negócio. Ao evitar compras desnecessárias de ativos e fazer o melhor uso dos recursos atuais, um gestor reduz custos, elimina desperdícios e aumenta a eficiência e pode ser iniciado com a usabilidade eficaz das ferramentas para a gestão de ativos.

A aplicação da gestão de ativos na indústria é baseada em cálculos de simulação do desempenho técnico e econômico em diversas problemáticas e cenários operacionais. A gestão conta com o apoio de softwares que permitem a tomada de decisões técnicas coerentes com os objetivos e decisões econômicas que preservam o desempenho do equipamento, garantindo maior rentabilidade e disponibilidade do equipamento ao longo de todo o ciclo de vida.

Para alcançar os melhores resultados com estas ferramentas é necessário contar com uma boa usabilidade que habilite o usuário a realizar suas tarefas mais rapidamente, com menos erros, com aprendizado menor, com qualidade resultante e satisfação maiores.

No caso de gestão de ativos, uma má usabilidade pode afetar a efetividade do processo e gerar prejuízos financeiros, falhas de execução e outros problemas que podem envolver vidas e a reputação da organização. Por exemplo: um gestor de uma grande empresa precisa registrar adequadamente as manutenções e paradas dos equipamentos, durante este processo, uma informação importante não foi destacada, o usuário não foi informado da falta de preenchimento e acabou deixando o campo em branco.  O fato de a informação não ter sido preenchida ocasionou a ausência de um dado relevante e fez com que os custos de uso, operação e manutenção dos equipamentos tenham sido distorcidos e a de análise crítica de uso prejudicada.

Apenas um “detalhe” pode afetar totalmente o processo de gestão de ativos. A usabilidade tem grande impacto em um software, pois contribui para escolhas que podem ajudar o usuário a ser mais produtivo e efetivo e más escolhas podem prejudicar a utilização do sistema e/ou a execução do processo.

Redes MESH 
CategoriesConexões Inteligentes,  Pro

Conheça 2 coisas que você precisa saber sobre redes MESH

Mesmo que cada vez mais a tecnologia de redes MESH sejam destaque entre técnicosela já existe há algum tempo e não é são um hype tecnológico temporário. As redes MESH oferecem benefícios consideráveis que impulsionam um cenário perfeitamente conectado de pessoas e coisas. 

O conceito de redes MESH surgiu pela primeira vez na década de 1980 no ambiente militar e tornou-se disponível comercialmente na década de 1990. Se essa tecnologia existe há algum tempo, então por que só agora estamos começando a ouvir mais sobre isso? Isso ocorre porque, no passado, as redes MESH precisavaser conectadas. A topologia podia ser cara e complexa para configurar em grande escala, pois cada nó precisava estar fisicamente conectado aos outros nós.  

Hoje, houve avanços consideráveis nas comunicações sem fio. Isso significa que os fios não são mais necessários. Além disso, as especificações de rede pessoal sem fio de curto alcance (WPAN) removeram barreiras físicas e financeiras que estavam presentes no passado. No entanto, a maior parte são requisitos de hardware, rádio e espectro. E com menos custo e maior disponibilidade, se tornou viável comercializar redes MESH. Essas são as razões pelas quais estamos vendo um boom na comercialização dessa tecnologia. 

Como funcionam as redes MESH 

As redes MESH são um tipo de rede na qual a infraestrutura é transportada por nós que se conectam direta e dinamicamente e cooperam entre si para rotear pacotes de dados com eficiência. 

Os nós são pequenos transmissores de rádio que servem como roteador sem fio em uma solução de rede WiFi tradicional com pontos de acesso e roteadores. Ao contrário das redes com ou sem fio que usam dispositivos WiFi para se comunicar e transferir informações, esses nós são programados para interagir ou “conversar” entre si em redes MESH. Eles transmitem informações saltando sem fio de um nó para o próximo em um caminho rápido e seguro através de um processo conhecido como roteamento dinâmico. 

Confira algumas vantagens das redes MESH: 

  • As redes MESH são resilientes, autoconfiguráveis e eficientes;
  • Não há mais problema de ponto único de falha, que é o problema nas topologias em estrela (e ainda pior nas topologias de barramento). Se um nó não puder mais operar, a rede poderá redirecionar o sinAL, o que permitirá que ela ainda se comunique entre os nós restantes;
  • Desativar a rede é impossível, a menos que haja algum tipo de catástrofe mundial que destrua todos os dispositivos eletrônicos do mundo;
  • A rede trabalha com infraestrutura mínima e, portanto, pode ser implantada mais rapidamente a um custo menor do que a infraestrutura tradicional;
  • Os dispositivos em uma rede MESH têm a capacidade de retransmitir sinais e de conectar milhares de sensores em grandes áreas (por exemplo, cidades);
  • Outras aplicações incluem operar em áreas com grandes multidões (ex: shows, festivais etc.) ou conectar dispositivos em áreas remotas (ex: em áreas de agricultura, sistemas de transmissão elétrica, minas, plataformas de petróleo) e muitos, muitos mais;
  • Não há autoridade centralizada em redes MESH. Por esse motivo, algumas pessoas comparam como a Internet era antigamente: comunicação segura, localizada, anônima, baseada no cidadão 

Áreas de aplicação das redes MESH 

Como não há autoridade central em uma rede MESH essa oportunidade de descentralização abre a possibilidade de centenas de novas formas de tecnologias e modelos de negócios que transformarão os mercados. Especialmente com o campo promissor da Internet das Coisas (IoT), as redes MESH começarão a tomar enormes dimensões. Os casos de uso variam de medição inteligente a cluster de objetos.  

Especialistas também preveem que as redes MESH serão encontradas em setores em que as implementações de regras de segurança robustas estão aumentando. Por exemplo, em logística, mineração, petróleo e gás, serviços públicos e energia. Também é esperado um aumento no uso de redes MESH em aplicações comerciais. Exemplos incluem grandes armazéns, agricultura, centros de distribuição, mas também conexões veículo a veículo etc.  

As redes MESH se encaixam com perfeição nesse cenário porque as áreas a serem cobertas com o Wi-Fi tradicional são muito grandes e caras para se conectar à infraestrutura tradicional.  

Mas não podemos deixar de lado o aspecto de que essa tecnologia tem um enorme potencial para fins humanitários. No caso de tempestades ou terremotos, as infraestruturas locais geralmente são danificadas, o que faz com que as pessoas percam os meios de comunicação. As redes MESH permitem que a conectividade não seja afetada nessas situações. Outro exemplo são as bombas manuais para água. Quando são danificadas, as pessoas podem passar meses sem acesso à água. Com as redes IoT e MESH, as comunidades locais podem reparar a bomba em apenas alguns dias. 

Saiba mais sobre como a tecnologia de redes MESH pode alavancar o seu negócio: confira os nossos casos de sucesso em parceria com a EDP e a Energisa 

Indústria 4.0
CategoriesGestão de Ativos,  NXT

Conheça as principais tendências da Indústria 4.0 para ficar de olho em 2020

Uma grande revolução vem ocorrendo em todos os setores da indústria, conectando tecnologias digitais a processos, produtos e logística. Com isso, a manufatura está passando por uma grande mudança – a Indústria 4.0, abrindo oportunidades para processos de produção mais inteligentes, mais enxutos e mais inovadores. Mas como a Indústria 4.0 impacta o setor de manufatura e seus processos e quais são as principais tendências que você deve ficar de olho em 2020?  

Manutenção preditiva 

A manutenção preditiva é uma técnica usada para determinar as condições dos equipamentos ou máquinas em serviço, a fim de prever quando a manutenção / serviço deve ser executada. Isso significa simplesmente que uma máquina não deve ser reparada muito tarde (depois de falhar), nem muito cedo (quando ainda está em boas condições). Em outras palavras, a manutenção preditiva garante que uma máquina seja reparada quando for realmente necessário 

O momento certo é quando a falha está próxima ou, em outras palavras, quando a falha começa a afetar a máquina, mas ainda é seguro manter a máquina funcionando até que chegue um momento adequado para o reparo. Para aumentar a produtividade e reduzir os custos de manutenção, sensores podem ser integrados às máquinas para monitorar constantemente as máquinas de produção. A condição do ativo e os dados da produção podem ser registrados e transmitidos em tempo real para a nuvem para análise de manutenção preditiva. 

Previsibilidade da simulação 

As ferramentas de simulação e de realidade aumentada agora estão permitindo que os fabricantes simulem os processos de design e produção do produto. Essa visão gera um imenso potencial de corte de custos, permitindo que as plantas realizem operações virtuais e lidem com vulnerabilidades antes de comprometer o capital. 

Tanto a realidade aumentada quanto a realidade virtual na Indústria 4.0 preenchem a lacuna entre o mundo digital / cibernético / virtual e o mundo físico. A realidade aumentada e a virtual impulsionam os esforços para a transformação digital da manufatura e de seus componentes – usinagem e produção, planejamento de fábrica, montagem, segurança, testes e prototipagem digital, a impressão 3D. Veja como: 

A realidade virtual e a tecnologia de realidade aumentada, quando integradas no ambiente e nos equipamentos da fábrica por meio de dispositivos e sensores, podem ajudar a acompanhar os processos de fabricação e produção. Isso ajuda a otimizar e aprimorar a produtividade da máquina (quantidade, qualidade, velocidade e flexibilidade), melhorando o ROI (Return on Investment) geral da empresa. 

A realidade aumentada pode ser vista como um aprimoramento da exibição em tempo real geradas por computador, com vídeo, imagens e gráficos, som ou dados de GPS. O uso da realidade aumentada, juntamente com os modelos de simulação, pode acelerar toda a cadeia de produção – desde uma consulta inicial do cliente até o desenvolvimento, produção e entrega do produto com a disponibilidade de dados em tempo real da fábrica e do ambiente industrial. 

A equipe da fábrica e o pessoal de serviço podem ter um desempenho melhor se tiverem informações e dados importantes diante de seus olhos, com displays montados na cabeça, liberando as duas mãos para processos e trabalhos mais suaves. 

Analytics é a vantagem competitiva 

As empresas que ainda não estiverem investindo pesadamente em Analytics em 2020 provavelmente não estarão no mercado em 2021. Há muitos dados valiosos para serem coletados, processados e transformados em insights em qualquer empresa. Não é mais possível permanecer competitivo sem fazer pleno uso das modernas ferramentas de análise. Voar às cegas e seguir seu instinto não são mais opções viáveis quando todos os outros negócios estão utilizando ferramentas sofisticadas de Analytics para identificar problemas, oportunidades e soluções. 

IA e o Machine Learning tornam-se multiplicadores  

Para investir em Analytics também é preciso investir em Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning, ou aprendizado de máquina, para poder navegar pelo “oceano” de informações e dados que pretende usar.  

O valor da IA ​​e do aprendizado de máquina para análise de dados pode ser separado em três proposições de valor separadas: velocidade, escala e conveniência. A velocidade e a escala falam da vantagem de automatizar a análise de conjuntos de dados massivos, em vez de designar analistas de dados humanos para a tarefa.  

Graças à IA e ao aprendizado de máquina, conjuntos de dados complexos agora podem ser analisados ​​em uma fração do tempo que costumava levar apenas dois anos atrás. Isso não ocorre porque os computadores se tornaram mais rápidos ou melhores, mas porque os algoritmos de IA e de aprendizado de máquina tornaram-se extremamente assertivos na análise de dados e porque essa análise pode ser facilmente dimensionada na nuvem.  

No lado da conveniência, diferentemente das ferramentas de análise de dados de outrora, a adição de IA e aprendizado de máquina às ferramentas de Analytics as tornou intuitivas, fáceis de usar e muito mais confiáveis. 

FUTURE, NXT: O PAPEL DA TECNOLOGIA E DA INOVAÇÃO
PARA GOVERNOS, PESSOAS E ORGANIZAÇÕES