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Atech é destaque na revista Air Traffic Technology

O setor de gerenciamento de tráfego aéreo foi um dos mais afetados durante a pandemia de Covid-19. A Atech, responsável pelo fornecimento do sistema que opera no Brasil e em outras partes do mundo, teve de encontrar formas alternativas de continuar entregando suas soluções, testes de aceitação e manutenção durante o lockdown. Por meio da tecnologia e de ações remotas, a empresa conseguiu transpor os desafios. Sua atuação ganhou destaque em uma das principais publicações do mercado do setor aéreo, a Air Traffic Technology. Confira abaixo.

CategoriesATM,  Tráfego Aéreo

A importância da autonomia do conhecimento em momentos de crise

por Marcos Resende, diretor de negócios da Atech

Não há dúvidas de que a crise causada pela pandemia do novo coronavírus tem muito a nos ensinar. Afinal, parece que são nas fases de maior dificuldade que nos deparamos com momentos mais reflexivos e atentamos para questões que envolvem não apenas o nosso cotidiano, o nosso universo particular, mas também o de outras pessoas. Parece óbvio dizer o quanto o coletivo impacta as nossas vidas, mas com o novo coronavírus realmente nos demos conta disso, de como nos afeta em diferentes esferas.

É comum também levarmos nossas memórias para eventos passados e traçar paralelos entre a crise corrente e outros momentos críticos, como guerra ou épocas de escassez aguda de um recurso.

No presente momento, as principais dificuldade encontradas têm sido a falta de recursos em diferentes segmentos. Da mesma forma que ocorre em situações de guerra, tem-se notado a insuficiência de profissionais da área da saúde para suportar as atividades do dia a dia, assim como a carência de materiais de proteção individual para aqueles que estão trabalhando na linha de frente e a ausência de equipamentos médico hospitalares.

Um caso que ganhou notoriedade nos noticiários brasileiros foi o dos respiradores artificiais adquiridos por diversos estados e que ficaram retidos no exterior. Segundo informações publicadas pelos veículos de comunicação, a empresa que vendeu os produtos para o Brasil cancelou a compra sem motivo aparente e que os mesmos acabaram sendo utilizados no combate ao novo coronavírus em outro país, que teria acertado pagar um valor maior à empresa que vendeu os equipamentos. O ocorrido causou uma distensão não imaginada na sociedade e nas relações entre os países envolvidos.

Diante desse ocorrido, há um questionamento que certamente passou pela cabeça de muitos brasileiros: por que nosso país é tão dependente de insumos de tecnologias vindas de fora?

Em situações como a que ocorreu com o Brasil é que percebemos a importância do conhecimento e das técnicas produtivas para o desenvolvimento dos recursos necessários para o enfrentamento da pandemia, ou de qualquer outro episódio que condicione o país a uma situação de evento não preditivo.

Mesmo para os países que possuem autonomia do conhecimento, a situação não é das mais favoráveis. Imagine para aqueles que dependem quase que totalmente dos insumos vindos do exterior. O estado se vê obrigado a desenvolver ou criar formas alternativas de suprir esta negação e buscar alternativas de produção a qualquer preço, sob pena de perder vidas durante os momentos mais graves.

No entanto, o desenvolvimento do conhecimento e de tecnologias críticas para uma nação é, geralmente, difícil e demorado e envolve questões como geração, transferência, absorção/adaptação e utilização. Para que isso saia do papel, é necessário consolidar uma visão estratégica em momentos de calmaria e prosperidade.

A visão estratégica da Força Aérea Brasileira (FAB) na consolidação de conhecimentos críticos para operação dos sistemas de gerenciamento de tráfego aéreo e de defesa aérea é um bom exemplo de autonomia tecnológica no país. E, desde os anos 1990, a organização vem investindo amplamente neste segmento. Primeiro com o sistema X-4000 de controle de tráfego aéreo, que permitiu a independência tecnológica e a sedimentação de conhecimento no país, e, a partir de 2011, com o Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITARIO), ambos desenvolvidos pela Atech, empresa nacional e pertencente ao Grupo Embraer. Antes do X-4000 e do SAGITARIO, o sistema utilizado era importado e a cada atualização ou necessidade de manutenção o Brasil ficava refém do país desenvolvedor da solução. O SAGITARIO trouxe autonomia, modernidade, flexibilidade e melhor aproveitamento dos profissionais brasileiros para o gerenciamento do espaço aéreo nacional, para além dos benefícios relacionados diretamente à nossa economia, tendo se tornado um produto tipo exportação.

Embora estivesse há muitos anos utilizando os sistemas vindos do exterior no segmento de tráfego aéreo, a FAB se planejou e deu início à sua jornada de independência muito antes de 2011, reforçando o real valor do investimento na formação, desenvolvimento e manutenção de tecnologias próprias. Esse projeto não teria ganhado vida sem visão estratégica, planejamento, defesa da indústria e da capacitação nacional.

Na globalização, o vínculo entre conhecimento, poder, desenvolvimento e tecnologia é responsável pelo estabelecimento de diferenças econômicas e posições comerciais. Países como o Brasil, que estão em desenvolvimento e almejam ser menos dependentes devem se concentrar no estabelecimento de estratégias que elevem sua autonomia tecnológica, investindo em soluções próprias para problemas específicos, essencialmente os que tenham ligação estreita com setores-chave da economia, além de empregar esforços efetivos e contínuos em programas de pesquisa e inovação, incentivos ao desenvolvimento nacional, manutenção de conhecimentos críticos, desenvolvimento da indústria e preservação de empregos.

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Interlocução entre governo, setor privado e cidadãos forma a tríade que torna possível o desenvolvimento de cidades inteligentes

Na última sexta-feira (07), a Atech esteve presente na live “Smart Cities – Planejamento Urbano e Inovação para uma vida saudável”, promovida pela aceleradora B2Mamy e pelo centro de inovação e economia criativa STATE.

Com mediação de Jaqueline Lamente, mentora da B2Mamy, o encontro contou com a participação do nosso diretor de TI e Inovação, Mauro Junior, da arquiteta e urbanista e gestora de master plann e intervenção urbana do InvestSP, Daniela Rebouças, e do empreendedor, fundador e CEO do STATE, Jorge Pacheco.

Mais do que falar sobre o que define o conceito de cidades inteligentes, os participantes debateram quais elementos contribuem para essa realidade e qual o papel de cada ator nesse sistema: governo, setor privado, sociedade e cidadãos.

Segundo o estudo World Urbanization Prospects 2018, produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU), até 2050 as áreas urbanas devem concentrar 68% da população mundial. Como promover saúde e qualidade de vida nas grandes cidades? A sustentabilidade tem ganhado papel de destaque em discussões que envolvem o tema smart cities. E qual o papel da tecnologia nisso tudo?

Participantes da Live promovida pela B2Mamy e STATE

Para Mauro Junior, é difícil imaginar qualquer coisa sem tecnologia hoje em dia, mas segundo o diretor da Atech, quando falamos de smart cities e pensamos apenas nessa vertente, fica faltando algo. “Sem dúvida, a tecnologia é um pilar importante, mas é preciso ter a capacidade de pegar a tecnologia e a modernidade já desenvolvidas e aplicar em benefício dos cidadãos. Cidade inteligente é aquela que provê sustentabilidade para a sociedade, melhor utilização dos recursos. Ou seja, que inclui as pessoas”.

O uso estratégico de infraestrutura e a integração de serviços tecnológicos de informação e de comunicação dentro da gestão urbana, respondendo às necessidades sociais da localidade, é o que, na opinião de Daniela Rebouças, faz uma cidade inteligente. “Esse é um mercado global que movimenta mais de US$ 400 bilhões anualmente. Dentro desse tema, é preciso pensar na ecologia e no planeta em que vivemos. O quão as cidades estão impactando o meio ambiente e como reverter isso”.

De acordo com Jorge Pacheco, o Brasil possui tecnologias para o desenvolvimento das smart cities, além de capital privado para investir neste segmento, em formato de parceria púbico privada, mas “falta estímulo e colaboração de todos os atores. É preciso melhorar a interlocução com a população e sua experiência, facilitando a participação cidadã, e também estimular a iniciativa privada a investir na melhoria da cidade. E o governo tem um papel importante nisso”.

Os três falaram ainda sobre gestão, como uma política de estado contínua pode contribuir neste caminho e o que a pandemia trouxe de ensinamentos para este tema.

Não conseguiu acompanhar ao vivo? Clique aqui para conferir a live na íntegra.

CategoriesImprensa

CISCEA E Atech realizam testes de aceitação em fábrica 100% remoto 

por 1o Ten. REP Camille Barroso/CISCEA

Em tempos de pandemia, a Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), encontrou uma forma inovadora de dar continuidade às
suas atividades e manter o cronograma dos projetos previstos para este ano, minimizando os impactos nos compromissos contratuais pré-estabelecidos.

Pela primeira vez, a CISCEA conduziu o evento de FAT (Teste de Aceitação em Fábrica, do inglês Factory Acceptance Testing) do SAGITARIO (Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional) inteiramente remoto. O teste tem como objetivo garantir a qualidade e eficácia das novas funcionalidades do Sistema através de um ambiente simulado, retratando o cenário mais fidedigno possível da realidade operacional. O SAGITARIO é um sistema que passa por constantes atualizações, para aperfeiçoamento de suas funcionalidades e melhorias, com intuito de adap- tar-se às características específicas de cada Centro, mantendo-se sempre compatível com os demais sistemas integrados e implantados no Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab).

Leia a matéria publicada pela revista Asas, na íntegra, abaixo ou clicando em: noticias atech (1)

Publicação na Revista Asas

 

 

CategoriesManutenção

Indústria 4.0: curva de adoção tem que acontecer agora

Líderes de negócios de todo o mundo estão correndo contra o tempo para ganhar vantagem competitiva a partir dos seus investimentos nas tecnologias e soluções que fazem parte do conceito de Indústria 4.0 antes do “ponto de inflexão” da curva de adoção, já pensando na retomada da economia após a pandemia.

O sociólogo Everett Rogers, em seu livro “Teoria de Difusão da Inovação”, identificou cinco personas conforme o seu estágio na curva de adoção de inovação: Innovators, Early Adopters, Early Majority, Late Majority, and Laggards.

Os Early Adopters da Indústria 4.0 podem esperar obter uma maior vantagem competitiva da transformação digital, em contraste com os que fazem parte dos grupos Late Majority e Laggards que simplesmente parecem estar presos ao passado. A maioria dos fabricantes líderes, grandes e pequenos, está atualmente procurando etapas práticas e maneiras sustentáveis ​​de investir em digital transformação para que possa obter os benefícios competitivos de estar na primeira parte da curva de adoção.

Antecipando o ROI

Mas os casos de uso da Indústria 4.0 geralmente exigem investimentos em novas tecnologias, que não são amortizados no mesmo ano. No entanto, os investimentos iniciais podem muitas vezes ser minimizados aplicando a abordagem de MVP (Mínimo Produto Viável), ou seja, pensando em um lançamento no menor prazo possível enquanto ainda fornece um valor comercial relevante em uma determinada área.

O ROI (Return on Investment) do MVP geralmente chega em meses e permite que as empresas provem o potencial econômico do caso de uso e implantem ciclos que maximizem a lucratividade. Com essa abordagem, o lançamento em grande escala pode ser feito por um caso de negócio claro, geralmente com cronogramas de ROI e investimentos mais direcionados do que o inicialmente previsto.

O ecossistema de produção

A Indústria 4.0 é que vai capacitar a implantação da “fábrica inteligente”, um ambiente verdadeiramente produtivo, com benefícios para os fabricantes e para os consumidores, como comunicação aprimorada, monitoramento em tempo real, análise avançada de dados e autodiagnóstico.

Quando pensamos no cenário ideal, uma fábrica inteligente, onde as tecnologias fazem parte do topo da curva de adoção da inovação, é automatizada e automonitorada de forma flexível, onde máquinas, insumos e humanos se comunicam, poupando os colaboradores para outras tarefas produtivas e, finalmente, otimizando os processos de design e produção para aumentar a eficiência operacional.

Sob as camadas, no entanto, existem desafios críticos para fabricantes, como gerenciamento de dados, funcionários com mais qualificação e o risco de incidentes cibernéticos, para os quais felizmente existem etapas e medidas preventivas.

Flexibilidade e eficiência

A implantação do conceito e tecnologias da Indústria 4.0 estão revolucionando as linhas de produção, digitalizando processos, e otimizando a qualidade, manutenção, planejamento, previsão, inovação e descoberta, tempo de colocação no mercado, a eficiência da cadeia de suprimentos e muitos outros aspectos do ecossistema de produção. A captura de dados digitais e fluxo de dados estão permitindo um grau de flexibilidade e eficiência que irá gerar custos de produção significativamente menores, por conta do aumento de escala, agilidade e lucratividade.

A questão sobre a transformação digital na manufatura não é mais “se” investir nela, mas “quando” fazê-lo. Na maioria dos mercados, os Early Adopters que investem em novas tecnologias ou modelos de negócios obtêm uma vantagem competitiva – às custas de

concorrentes que não adotaram. Para os Late Adopters do mercado, o investimento em novas tecnologias ou modelos continua sendo necessário, mas a possibilidade de ganhar competitividade e vantagem desaparece, e eles passam a ser um Laggard, simplesmente alinhados à nova norma do mercado.

Líderes de negócio na área de manufatura estão, portanto, reconhecendo a importância de estar na faixa dos Early Adopters para ficar à frente da concorrência. O mercado está chegando rapidamente ao ponto de inflexão, quando a maioria dos mercados terá adotado a nova tecnologia e modelo de negócios. Esse prazo é ainda mais urgente pela percepção de que esses Late Adopters provavelmente não vão conseguir alcançar a eficiência e lucratividade obtida pelos Early Adopters, independentemente de quando os Late Adopters conseguirem chegar ao topo da curva.

O “novo normal”

As organizações devem considerar uma visão holística da Quarta Revolução Industrial e as maneiras pelas quais ela muda o negócio. A Indústria 4.0 é mais do que apenas tecnologias avançadas: trata-se das maneiras pelas quais essas tecnologias são reunidas e como as organizações podem aproveitá-las para impulsionar as operações e o crescimento.

Provavelmente, a Indústria 4.0 é a razão pela qual não apenas sairemos dessa crise do Covid-19, mas também porque nosso comportamento profissional inevitavelmente mudará no futuro.

São as tecnologias da Indústria 4.0 que estão permitindo às empresas manterem seus negócios em tempo de pandemia, simplificando nossa capacidade de realizar várias tarefas e contribuindo para o trabalho sem estar acorrentado aos limites de um espaço de trabalho centralizado. Nas últimas décadas, a Indústria 4.0 vem otimizando os benefícios da computação móvel e, portanto, os benefícios do trabalho móvel, agora só precisamos começar a adotá-lo ativamente como o “novo normal”.

CategoriesImprensa

MD, MRE e Atech falam sobre oportunidades e processos de internacionalização para a BID em live no DAN TV

Na noite da última sexta (17), a Atech esteve ao lado dos Ministérios da Defesa (MD) e das Relações Exteriores (MRE), na live “Desenvolvimento de Negócios Internacionais na Área de Defesa no Novo Cenário Mundial”, promovida pelo canal Defesa Aérea & Naval, o DAN TV.

O objetivo do encontro, que reuniu o General de Divisão Luis Antonio Duizit Brito, Diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério da Defesa, Thiago Carneiro, Chefe da Divisão de Produtos de Defesa do MRE e Vinicius Meng, Responsável pelo Desenvolvimento de Negócios Internacionais na Área de Defesa da Atech, foi trazer luz para as empresas da Base Industrial de Defesa (BID) sobre processos de internacionalização e como funciona o passo a passo para quem deseja começar a exportar.

O General Duizit reforçou que para que isso ocorra, é necessário primeiro que o Brasil queira se internacionalizar e que o Departamento de Promoção Comercial do MD tem como intuito fazer com que a estrutura industrial de defesa do Brasil seja forte para gerar as capacidades que o setor precisa, dentro da normativa da Estratégia Nacional de Defesa, e, assim, contribuir para a soberania tecnológica do país.

Para que essa promoção a indústria brasileira ocorra de forma efetiva e eficaz em outros países, o governo investe em missões técnicas e também no apoio a levar a BID para participar de feiras e eventos internacionais, além de haver um departamento de inteligência comercial dentro dos Ministérios com foco na promoção das companhias nacionais no mercado externo. O MD também está preparando um curso EAD para as empresas saberem como se relacionar com o governo frente a essas oportunidades internacionais. Como iniciar o contato, por quais canais, especificações que a empresas precisa ter para criar oportunidades nesse cenário, entre outros.

“Neste momento de pandemia, estamos trabalhando com ações dentro do Pró-Brasil para estimular a indústria nacional, buscando melhorar nossos estoques, fazendo a cadeia produtiva girar mais rápido e promovendo intensa negociação por vídeo conferência com os principais mercados brasileiros para abrir mais oportunidades. A qualidade dos produtos faz com o que o Brasil vire um parceiro comercial. e a Atech é dessas empresas que abrem espaço para o país”, comenta o Genral Duizit.

De acordo com o Secretário Thiago, para que as empresas brasileiras sigam para o mercado externo, primeiro há um controle das exportações feito pelo Itamaraty e pelo Ministério da Defesa. Além disso, é preciso entender a situação geopolítica global para se inserir em determinados mercados. “A venda de produtos de defesa é puramente polícia. Isso ocorre de maneira constante. É importante ter uma inteligência comercial que permita saber se aquele local em que a empresa quer atuar é viável e o MRE faz todo esse estudo”.

Para o executivo do MRE, o Brasil tem capacidade para produzir material de defesa em amplos setores. De mísseis a radares, passando por armas não letais, criptografia, sistemas de combate até biossegurança. “Uma forma de valorizar nossa BID é mostrar como o próprio país é cliente de seus produtos, serviços e tecnologia. É um prazer e uma honra trazer uma delegação estrangeira e mostrar o que a Atech fez para o Brasil, por exemplo”.

Para seguir rumo a internacionalização, a empresa também precisa ter a sua área de inteligência comercial. E foi assim que a Atech seguiu para esse caminho, se preparando e criando todas as possibilidades para investir neste segmento, sempre em coordenação com o MD e o MRE.

Segundo Vinicius Meng, o Brasil é considerado uma alternativa frente aos grandes players em razão de da flexibilização de algumas questões. “Além disso, há uma real transferência de tecnologia e de conhecimento quando exportamos. Temos parcerias estratégicas estabelecidas e conseguimos levar um aprofundamento doutrinário. Já o grande player entrega um treinamento baseado na cadeia de produto dele e, às vezes, não é o que o cliente precisa. Não oferecemos caixa preta”.

Para aqueles que desejam exportar, o executivo da Atech reforça que a BID é um diferencial no mundo. “Quando viajamos e nos apresentamos com o MD e o MRE vemos que temos produtos que fazem frente aos que estão acima da linha do Equador, somos verdadeiramente uma alternativa que é considerada por muitos players”.

Confira a Live completa aqui.

CategoriesManutenção

Um Guia Inicial para Manutenção Preditiva

A manutenção preditiva se aproveita dos dados enviados por sensores embarcados nos ativos, ajudando as empresas a ampliar o seu ciclo de vida e reduzir custos operacionais. Esses ativos podem variar de motores de aeronaves, turbinas, elevadores, tratores ou resfriadores industriais – que custam milhões – até aparelhos comuns, como fotocopiadoras, máquinas de café ou refrigeradores de água.

A maioria das empresas ainda depende de manutenção corretiva, onde as peças são substituídas quando elas falham. A manutenção corretiva garante que as peças sejam usadas completamente (portanto, não desperdiça a vida útil dos componentes), mas custa aos negócios maior tempo de inatividade, mão-de-obra e requisitos de manutenção não programada (horas de folga ou locais inconvenientes).

No próximo nível, as empresas praticam manutenção preventiva, onde determinam a vida útil de uma peça e a mantém ou substitui antes de uma falha. A manutenção preventiva evita falhas não programadas e que podem resultar em gandes paradas. Mas os altos custos do tempo de inatividade programado, subutilização do componente durante sua vida útil e mão-de-obra ainda permanecem.

Já o o objetivo da manutenção preditiva é otimizar o equilíbrio entre manutenção corretiva e preventiva, permitindo a substituição pontual dos componentes. Essa abordagem somente substitui esses componentes quando eles estão próximos de uma falha. Ao estender a vida útil dos componentes (em comparação com a manutenção preventiva) e reduzir os custos não programados de manutenção e mão-de-obra (comparado com a manutenção corretiva), as empresas podem obter economia de custos e vantagens competitivas.

A manutenção preditiva depende de testes e monitoramento de equipamentos durante a operação – também chamados de monitoramento de condições do ativo – para fornecer dados sobre o desempenho atual da máquina, a fim de prever problemas e evitar falhas com o monitoramento e análise em tempo real executado em uma plataforma única de gestão de ativos, como a OKTO.

Como criar um programa de manutenção preditiva

Adicionar um programa de manutenção preditiva às atividades de uma organização não é tão fácil quanto parece. Vamos avaliar as etapas necessárias para uma transição bem-sucedida.

1. Estabelecer uma estratégia

Migrar para manutenção preditiva é um processo, não um evento. Envolve alterações de hardware, alterações de software e, acima de tudo, alterações na cultura de fabricação e de manutenção. O sucesso começa com o planejamento estratégico.

Especialmente em ambientes complexos de manufatura, tentar implantar a manutenção preditiva em todos os ativos simultaneamente é um caminho rápido para a fracasso, geralmente com entrega de dados provenientes de diversas fontes, mais do que a equipe está pronta para transformar em inteligência.

A melhor abordagem é começar pequeno, com um programa piloto focado. Escolha um único problema para resolver. Seja paciente – o objetivo é estabelecer um processo robusto e registrar um sucesso.

2. Escolha o ativo certo para testar

Fazer uma transição suave para a manutenção preditiva depende do sucesso do programa piloto. Isso começa com a escolha do ativo certo a ser monitorado. Existem várias classes básicas que se prestam à manutenção preditiva e a resultados rápidos, como ativos com histórico de falhas, criticidade, entre outros parâmetros.

3. Desenvolva um programa piloto de manutenção preditiva para provar o sucesso

A manutenção preditiva utiliza uma variedade de tecnologias para monitorar a condição do ativo. É importante corresponder o prazo às necessidades do aplicativo. Alguns métodos permitem detectar problemas antes da falha do equipamento, mas você deve considerar a quantidade de aviso prévio necessário para agir.

4. Defina um procedimento de resposta

O próximo passo de um plano de manutenção preditiva é estabelecer um procedimento para responder a anomalias. Se o plano se basear no monitoramento contínuo das condições on-line, o procedimento é tão simples quanto aguardar instruções do técnico. Com base em suas análises, ele provavelmente indicará uma das três direções:

  • Desligar imediatamente.
  • Executar por um tempo limitado, se necessário, para atingir a meta de produção.
  • Executar indefinidamente e continuar monitorando até o tempo de inatividade programado regularmente. Nesse caso, os parâmetros devem ser definidos em relação a qualquer comportamento que exija o desligamento imediato da máquina.

5. Crie uma estratégia de análise de dados

Antes de escalar para vários ativos, uma estratégia de análise de dados deve ser estabelecida. Isso é particularmente importante para o monitoramento on-line contínuo. Os volumes de dados são grandes o suficiente para consumir quantidades significativas de espaço de armazenamento e largura de banda, além de todo a expertise para os coletar e analisar.

E como o core da sua empresa provavelmente não é o desenvolvimento de tecnologia, a melhor estratégia é contar com a parceria de uma empresa capaz de não só entregar as soluções necessárias para a implantar a manutenção preditiva, como a OKTO, como também contribuir para o sucesso da estratégia.

6. Escale a manutenção preditiva para mais ativos

Depois de provar o sucesso do programa piloto e identificar os recursos necessários para monitorar os dados, retorne à lista de ativos identificados como candidatos ao programa piloto. Isso pode incluir ativos críticos, problemáticos, difíceis de obter ou difíceis de substituir, bem como ativos em locais remotos e aqueles com histórico de falhas. Embora seja ideal desenvolver programas de manutenção preditiva para todos os ativos acima, considere o custo do tempo de inatividade e o potencial retorno do investimento para cada ativo e priorize a partir daí.

CategoriesMineração

Um raio-x da Transformação Digital da Indústria Mineradora em 2020

A indústria mineradora amadureceu significativamente no último século. Não estamos mais trabalhando com homens e cavalos, extraindo recursos com picareta e lanterna a óleo. As minas modernas agora são ambientes sofisticados, com uso intenso de máquinas, que colocam equipamentos pesados ​​e tecnologia dirigida por computador em estreita proximidade com os humanos que precisam operá-las.

Seja extraindo minerais, como cobre, ferro, ouro ou depósitos ricos em energia, como carvão, petróleo ou gás, são necessárias máquinas para extrair os recursos da terra, transportá-los para a superfície e prepará-los para refinar ou transportar e movê-los para os destinos onde possam ser transformados. Devido à nossa dependência desses recursos naturais, as operações por trás da mineração tornaram-se bastante complexas.

A transformação digital oferece um grande potencial para entregar um valor excepcional para os acionistas, clientes e meio ambiente, em um setor altamente intensivo em ativos, tornando o gerenciamento da condição desses ativos essencial para alcançar operações rentáveis ​​e ótimas.

Em particular, há quatro temas centrais para a transformação digital na indústria mineradora em 2020:

1. Automação, robótica e hardware operacional

Implantação de ferramentas de hardware ativadas digitalmente para executar ou melhorar atividades tradicionalmente realizadas manualmente ou com máquinas controladas por humanos. As principais iniciativas no escopo são sensores, robôs e impressão 3D.

2. Força de trabalho ativada digitalmente

Usando mobilidade conectada e realidade virtual e aumentada para capacitar trabalhadores de campo, remotos e centralizados em tempo real. As principais iniciativas no escopo são trabalhadores conectados e centros operacionais remotos.

3. Empresa, plataformas e ecossistemas integrados

Vinculando operações, camadas de Tecnologia da Informação (TI) e dispositivos ou sistemas atualmente separados. As principais iniciativas no escopo são integração de Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia Operacional (TO), segurança cibernética de ativos, plataformas integradas e troca de dados.

4. Análise de próxima geração e suporte a decisões

Alavancando algoritmos e Inteligência Artificial para processar dados de fontes dentro e fora da cadeia de valor tradicional para fornecer suporte a decisões em tempo real e projeções futuras. As principais iniciativas no escopo são análises avançadas, modelagem de simulação e Inteligência Artificial.

Melhorando a descoberta e o planejamento de recursos com a IA

A indústria mineradora é um setor onde os ativos têm um alto custo de aquisição e de manutenção. Para minimizar o investimento inicial, as empresas de mineração precisam ser muito precisas sobre onde e como cavam. Uma das maneiras pelas quais a indústria de mineração está utilizando a Inteligência Artificial (IA) é para aprender mais sobre o terreno em que estão trabalhando. O computador é capaz de mapear e prever com muito mais precisão o terreno que um humano. Na maioria das vezes, é preciso cavar para alcançar os recursos minerais. Isso requer investimento significativo. Um erro na mineração no local errado pode custar milhões ou bilhões de dólares. A IA pode ajudar a prevenir melhor esses erros.

A Inteligência Artificial também está sendo usada para identificar áreas novas e potencialmente valiosas para mineração ou perfuração. Através do uso de correspondência de padrões, análise preditiva e até sistemas de visão computacional que podem processar dados geográficos e de mapas, a IA é capaz de analisar grandes quantidades de dados para prever melhor onde encontrar melhores recursos. Com melhores previsões, vem um melhor planejamento e um melhor retorno do investimento.

A IA também impulsiona a implantação da manutenção preditiva, analisando todos os dados enviados pelos sensores embarcados nos equipamentos e indicando o estado de cada ativo, garantindo mais segurança às operações e redução de custos.

Drones inteligentes e máquinas autônomas

Drones também estão cada vez mais sendo usados ​​na indústria de mineração, tornando-se uma ferramenta muito poderosa para uma ampla gama de aplicações. As mineradoras estão usando drones para escanear suas operações de mineração, observando as pedreiras e as pilhas de resíduos, questões ambientais, lagoas de retenção e lixiviação e infraestrutura de dutos. Muito do que pode ser visto com um drone não pode ser visto com nossos olhos no chão. Do céu, o progresso pode ser monitorado, bem como o impacto da mina no ecossistema ao seu redor. Usando sistemas de visão computacional baseados em Aprendizado de Máquina, esses drones podem analisar dados coletados a partir das imagens. Isso proporciona às empresas de mineração acesso e monitoramento contínuo às suas instalações de maneiras que não são possíveis com a operação humana.

Minas sempre foram lugares perigosos para se trabalhar e para extrair os recursos de que precisamos, estamos migrando para ambientes cada vez mais hostis para obtê-los. Quer seja extraindo carvão ou minerais a quilômetros sob a terra, ou petróleo e gás de perfurações no fundo do mar ou escavando terras em zonas árticas, estamos cada vez mais colocando as pessoas em ambientes agressivos.

É muito mais sensato colocar máquinas e equipamentos no interior das minas e minimizar ou eliminar muito o trabalho humano dessas condições adversas. Por meio do uso de sistemas autônomos movidos a IA, as empresas de mineração e energia estão fazendo maior uso de máquinas autônomas em ambientes agressivos. Este equipamento é capaz de trabalhar sem a presença de um ser humano. Também é capaz de ir a muitos lugares que os humanos simplesmente não podem ir fisicamente. Esses são alguns dos caminhos que a transformação digital está levando para a indústria de mineração, impulsionando a produtividade, eficiência, segurança e preservação do meio ambiente.

CategoriesAgronegócios

A era da Digital Farming: como a agricultura pode se tornar mais sustentável com a tecnologia

O agronegócio enfrenta muitos desafios, alguns de longa data e outros ainda por vir. Isso inclui os efeitos de mudanças climáticas, a redução de terras aráveis disponíveis para cultivo, grandes flutuações nos mercados de commodities e uma população mundial cada vez maior, mesmo com a pandemia do Coronavírus. Além disso, há crescentes demandas regulatórias e sociais para que a agricultura se torne mais ambientalmente sustentável.

A produção sustentável será alcançada não apenas gerenciando a economia, mas também fatores como fertilidade do solo, erosão do solo, uso da água, uso da terra e produtos químicos de proteção de culturas para minimizar o impacto ambiental. Nesse cenário, as tecnologias da digital farming surgiu como uma opção promissora para ajudar a alcançar esses objetivos.

O aumento das tecnologias agrícolas digitais traz uma grande quantidade de novos dados para os agricultores. Sensores remotos, satélites e drones podem monitorar a saúde das plantas, as condições do solo, a temperatura, a utilização de fertilizantes e muito mais – 24/7. As ferramentas baseadas em Inteligência Artificial podem analisar essa enorme quantidade de dados em alta velocidade e canalizá-los de volta aos agricultores na forma de informações úteis, ajudando-os a tomar decisões críticas, oportunas e em tempo real.

Como a agricultura inteligente promove a agricultura sustentável?

A digital farming e agricultura sustentável dependem da disponibilidade de dados. A digital farming apoia a agricultura sustentável e econômica, através da combinação de soluções de Internet das Coisas (IoT) e de Analytics para facilitar a tomada de decisões dos agricultores durante o cultivo. Por exemplo, o uso de sensores ajuda os agricultores a tomar decisões sobre como, onde e quando alocar certos recursos para melhores resultados ecológicos e econômicos.

Além da modificação genética e da seleção de culturas, a digital farming segue o caminho da revolução verde através do uso de técnicas e ferramentas agrícolas inovadoras. Por exemplo, os agricultores agora podem usar drones, geolocalizadores e sensores para melhorar suas práticas agrícolas. Geralmente, essa abordagem envolve o uso de tecnologia em rede para atingir certas metas de produção e, no processo, apoiar a agricultura sustentável. As tendências indicam que a implementação contínua das tecnologias da digital farming na agricultura ajudará a minimizar alguns dos problemas de segurança alimentar enfrentados em diferentes partes do mundo atualmente.

Dados para a tomada de decisão

A sustentabilidade na agricultura pode ser alcançada através do uso adequado de dados na tomada de decisões. De fato, a digital farming é considerada uma ramificação da análise de dados e da matemática. A cada dia, os agricultores enfrentam uma série de variáveis ​​que vão da diversidade na composição do solo à mudança no clima. Tais variações precisam de uma análise adequada para que a prática agrícola correta seja implementada. A agricultura inteligente, que enfatiza o uso de Big Data na tomada de decisões, pode ajudar a lidar com alguns desses problemas de maneira adequada e a alcançar quaisquer metas de produção definidas.

Diferentemente do passado, hoje em dia os agricultores podem usar abordagens inteligentes de agricultura para coletar dados e tomar decisões fundamentadas. Existem diversas técnicas de análise de dados que os agricultores podem usar, como as oferecidas pela plataforma OKTO, desenvolvida pela Atech, que permite unir eficiência operacional a tecnologias inovadoras de digitalização e análise.

Assim, com as tecnologias da digital farming aliadas a ferramentas de Analytics, é fácil medir variáveis ​​e processar dados com precisão. O objetivo é garantir que as tarefas sejam muito mais simples, melhorar a produtividade, reduzir custos e avançar para uma agricultura sustentável. Por exemplo, práticas agrícolas inteligentes podem ser vistas no uso da tecnologia GPS aplicada nos tratores. Com essas abordagens, os agricultores podem transmitir dados sobre a posição do veículo e cultivar a terra de maneira uniforme, permitindo economizar muito combustível.

Processos e sustentabilidade

A digital farming otimiza diversos processos que impulsionam a sustentabilidade. O uso de insumos específicos para o local ou o uso mínimo de recursos, como pesticidas e fertilizantes, pode ajudar na mitigação de problemas de lixiviação e na liberação de gases de efeito estufa prejudiciais ao meio ambiente. O aprimoramento tecnologias de IoT e de conexões inteligentes agora permite a criação de uma rede de sensores em que os agricultores podem interconectar e visualizar o status dos solos, animais e plantas e alinhá-lo às necessidades dos insumos de produção, como medicamentos, fertilizantes e água.

Com soluções de conexões inteligentes, como as Redes MESH, não existem obstáculos para a adoção e a implementação da digital farming. O que a maioria dos envolvidos no agronegócio deve adotar é o conhecimento e a compreensão de como esse conceito funciona. A digital farming tem muito potencial para tornar a agricultura lucrativa e sustentável, aumentando a aceitação do consumidor, reduzindo o uso de fertilizantes e defensivos agrícolas e, consequentemente, os custos.

CategoriesTráfego Aéreo

SAGITARIO na vanguarda do controle do espaço aéreo brasileiro

O controle do espaço aéreo em todo o mundo requer alta precisão e tecnologia. Afinal, é preciso ter a certeza de que as aeronaves que estão voando ao mesmo tempo possam cruzar os céus em segurança.

De acordo com informações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), em 2018, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, houve, em média, 800 decolagens e pousos por dia entre aviões comerciais e militares de diferentes tamanhos.  No mesmo ano, foi registrada movimentação de mais de 42 milhões de passageiros, superando a marca alcançada em 2014, quando, com a Copa do Mundo no Brasil, o aeroporto teve 39,5 milhões de passageiros (fonte: agenciabrasil.ebc.com.br).

Todo o espaço aéreo brasileiro – 22 milhões de quilômetros quadrados, incluindo uma extensa área sobre o oceano – é controlado e vigiado por sistemas de controle de tráfego e de defesa aérea desenvolvidos pela Atech.

Uma dessas soluções é o SAGITARIO, sistema desenvolvido pela empresa, em parceria com o DECEA, que executa o gerenciamento de todas as aeronaves que estão no ar. Um dos pontos de destaque é o fato de o SAGITARIO ter sido criado com a participação dos profissionais que atuam na linha de frente do controle aéreo, proporcionando um conjunto de recursos operacionais de apoio à tomada de decisão, conforme recomendações dos organismos reguladores da aviação civil internacional, tais como ICAO (International Civil Aviation Organization) e EUROCONTROL (Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea).

O sistema atua desde o momento que antecede a decolagem até o estacionamento da aeronave no aeroporto de destino, e possibilita que todo foco de ação do controlador de tráfego aéreo seja voltado à sua área de trabalho, aumentando significantemente sua consciência situacional.

Apesar de o nome remeter a astronomia, o SAGITARIO é baseado em tecnologia. A nomenclatura vem da sigla para “Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional”. Criado com o objetivo de garantir a segurança durante o voo de aeronaves, o SAGITARIO é capaz de processar dados de diversas fontes de detecção de aeronaves, como radares e satélites, e consolidá-los em uma única apresentação visual para o controlador de voo.

O sistema monitora aviões e helicópteros quando eles estão em voo. Radares e satélites, entre outros sensores, detectam a posição da aeronave e mandam as informações para os centros de controle. O SAGITARIO trata esses dados da situação aérea e os fornece para os controladores de tráfego aéreo (ATCO). Estes, então, se comunicam com os pilotos por meio de enlace de rádio, e também repassam as informações para o centro de controle responsável pela próxima parte do voo.

Na prática, as ações decorrentes do sistema SAGITARIO permitem controlar maior demanda de tráfego aéreo, diminuir o tempo de voo, com consequente economia para as empresas aéreas, reduzir a emissão de gases – contribuindo de forma positiva para o meio ambiente -, e promover aumento da pontualidade das empresas. A concepção avançada privilegia também a interação, ao reduzir os comandos de teclado, permitir maior concentração ao controlador e diminuir a fadiga do ATCO. Se destaca a capacidade do sistema em permitir a sobreposição de imagens meteorológicas sobre a imagem do setor sob controle, aumentando a consciência situacional dos controladores e a evolução de mau tempo em determinada região do país. Os planos de voo também podem ser editados graficamente sobre o mapa, possibilitando a inserção, remoção e reposicionamento de pontos do plano e cancelamento de operações.

Outra característica é o CPDLC (Controller Pilot Data Link Communications), que permite a comunicação entre o órgão de controle e as aeronaves por meio de mensagens de textos enviadas por intermédio de um enlace de dados (data link) e que, em conjunto com a tecnologia ADS-C (Automatic Dependent Surveillance – Contract), o equipamento a bordo das aeronaves transmite informações sobre sua posição, nível de voo e meteorologia corrente  para o sistema instalado em terra. Dessa forma, o sistema possibilita maior agilidade no controle, além de evitar eventuais interpretações errôneas, muitas vezes causadas pelas barreiras linguísticas entre controlador e pilotos.

OPERAÇÕES MAIS SEGURAS E EFICIENTES

Ainda que no imaginário das pessoas o controle seja sempre pela torre, que é um dos ícones mais visíveis em um aeroporto, o SAGITARIO está instalado nos ACCs (sigla em inglês para Centro de Controle de Área) e APPs (Centro de Controle de Aproximação) – usualmente instalados fora do aeroporto e de onde cada um dos voos é gerenciado.

Controlador operando as consoles SAGITARIO do APP-Rio de Janeiro (Foto: Fábio Maciel) http://www.defesanet.com.br/

Detalhando: os APPs controlam a aeronave durante pousos e decolagens e são instalados em cidades do Brasil. Já os ACCs monitoram o voo em rota e estão localizados em quatro pontos do país, cobrindo todo o território nacional. Essas regiões também são atendidas pelos CINDACTA (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) I, II, III e IV, órgãos que atuam não só no gerenciamento como também na defesa aérea.

Esse monitoramento é essencial para o Brasil e, quando há aeronaves não reconhecidas pelos controladores de tráfego circulando no céu, o Centro de Operações Militares do CINDACTA é acionado. A equipe de Defesa, então, tenta entrar em contato com o piloto e, se não houver resposta, toma as providências necessárias para garantir a segurança aérea do país.

Fonte: https://journalofwonder.embraer.com/br/pt/102-quem-esta-voando-no-ceu-agora-o-sagitario-responde

O SAGITARIO cobre todo território brasileiro. Os CINDACTAs e os ACCs cobrem as regiões de Brasília, Curitiba, Recife, Manaus e uma parte do oceano Atlântico que está sob responsabilidade do Brasil. Atualmente, há 18 APPs com o SAGITARIO implantados no país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Vitória, Curitiba, Macaé, Pirassununga, Campo Grande, Porto Alegre, Porto Velho e Cuiabá.

Centro de controle de área instalado no Cindacta III, em Recife. Fonte: https://aeromagazine.uol.com.br/artigo/brasil-controla-maior-parte-do-trafego-aereo-no-atlantico-sul_4560.html

Durante a Copa do Mundo 2014 e dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o sistema SAGITARIO foi considerado um dos grandes aliados das autoridades brasileiras já que, com ele, foi possível conduzir com sucesso o transporte aéreo para os dois eventos, mantendo o nível de segurança e eficiência das operações, mesmo com o significativo aumento no fluxo de aeronaves no espaço aéreo brasileiro.

O SAGITARIO marca, em resumo, a evolução do sistema de controle aéreo no Brasil, trazendo avanços na comunicação, navegação e vigilância para o comando e o controle do espaço aéreo brasileiro. Com o SAGITARIO, os controladores dispõem, atualmente, de um dos mais avançados sistemas de controle e gerenciamento de tráfego aéreo do mundo, que coloca o Brasil dentre os poucos países com o domínio tecnológico para desenvolver e manter, de forma soberana, um sistema deste porte e significância estratégica.

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