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Minas digitais: Veja como implementar manutenções preditivas no setor minerador

26O setor de mineração enfrenta hoje uma realidade de mercado muito diferente daquela do passado. As empresas de mineração precisam agora definir como operar em um mercado caracterizado por constantes interrupções, volatilidade, aumento das demandas de stakeholders, uma crescente lacuna de talentos, redução do acesso a insumos essenciais – como energia e água. Por conta desse cenário, empresas de mineração têm baseado suas estratégias de planejamento na produção de maiores volumes de minério com os menores custos possíveis.  

E redução de custos necessariamente passa pela digitalização do setor minerador e uma eficiente gestão de ativos com a implantação de software de manutenções preditivas. Afinal, o setor de mineração depende de equipamentos extremamente sofisticados, como os que fazem medições nas minas, e também extremamente robustos, como caminhões fora de estrada.  

Nessas novas minas digitais, tudo está conectado e, com o uso de sensores, é possível avaliar o status do equipamento de transporte (temperatura do óleo e do motor, pressão dos freios e dos pneus etc.) e analisar o histórico de manutenção e, assim, prever falhas antes que aconteçam, reduzindo o tempo de parada já que os ajustes são realizados em menos tempo. Atuando de forma preditiva, também é possível reunir todas peças necessárias para a manutenção com antecedência, agilizando o processo. 

Os principais objetivos da implantação de uma estratégia de gestão de ativos com o uso de software de manutenções preditivas são: 

  • Determinar, antecipadamente, a necessidade de serviços de manutenção numa peça específica de um equipamento 
  • Eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção  
  • Aumentar o tempo de disponibilidade dos equipamentos 
  • Reduzir o trabalho de emergência não planejado 
  • Impedir o aumento dos danos 
  • Aproveitar a vida útil total dos componentes e de um equipamento 
  • Aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção 
  • Determinar previamente as interrupções de operação para cuidar dos equipamentos que precisam de manutenção 

E, entre as vantagens da digitalização do setor minerador e a implantação de um software de manutenções preditivas estão:  

  • aumento da vida útil do equipamento 
  • controle dos materiais (peças, componentes, partes etc.) 
  • melhor gerenciamento dos materiais 
  • diminuição dos custos nos reparos 
  • melhoria da produtividade da empresa 
  • diminuição dos estoques de produção 
  • limitação da quantidade de peças de reposição 
  • motivação do pessoal de manutenção 
  • melhoria da segurança da operação 
  • credibilidade da empresa no mercado 

Minas digitais: como implementar um programa de manutenção preditiva 

A manutenção preditiva é baseada em inteligência que permite a redução de custos de manutenção e o aumento da disponibilidade do equipamento e, assim, maior produção. Ou seja, menos custos de manutenção e maior capacidade produtiva. Veja agora os 4 principais passos para implementar uma eficiente estratégia de manutenção preditiva no setor minerador: 

1 – Capacidade de coletar dados 

O primeiro passo é implementar um software de manutenções preditivas que ofereça a capacidade de integrar todos os dados enviados pelos diversos sensores distribuídos em todos os equipamentos que fazem parte da operação, em tempo real. Plataformas para gestão de ativos como a OKTO, desenvolvida pela Atech, integram as informações de todos os sistemas produtivos, da mina ao porto, e aproveitam as ferramentas de Analytics para gerar insights que são distribuídos para todas as pessoas envolvidas na cadeia de produção. Esses dados são coletados tanto nos sensores embarcados em equipamentos quanto nos trabalhadores, munidos de diversas tecnologias wearables como smart glasses e smart watches.  

2 – Capacidade de contextualizar os dados 

Sem contexto e inteligência, os dados não geram valor. Todas essas informações, enviadas pelos sensores, é que vão permitir o monitoramento de ativos em ambientes adversos, como o interior de uma mina, em tempo real. Com técnicas de inteligência artificial, e possível predizer quando o equipamento irá falhar, com semanas ou meses de antecedência. Com o correto uso de ferramentas de Analytics e contextualização dos dados, é possível analisar os dados enviados e prever o momento exato para realizar ações de manutenção, substituindo operações baseadas no tempo de uso do equipamento. Com o monitoramento e análise das características dos sistemas, é possível prever o momento de uma falha e realizar somente a manutenção necessária para manter o bom funcionamento de determinado ativo, reduzindo o tempo de parada e reduzindo o custo. Assim, é possível evitar acidentes, reduzir paradas não programadas que acarretam perda de produtividade e também reduzir o custo da manutenção, deixando de lado ações corretivas, que são as mais caras. 

3 – Capacidade de avaliar condição e criticidade do ativo 

O software de manutenções preditivas deve oferecer a capacidade de usar esses dados para alinhar as atividades de manutenção às necessidades, riscos e criticidade de cada ativo, definindo prioridades e elaborando cronogramas com base em previsões altamente confiáveis. 

4 – Capacidade de automatizar a cadeia de manutenção 

Nas minas digitais, a informação é transformada em inteligência e automação, otimizando as operações. Modelos de manutenção preditiva determinam automaticamente padrões que podem levar a uma eventual falha e enviam alertas em tempo real. Com a digitalização do setor minerador, softwares de manutenções preditivas analisam os dados antigos e os atuais de um ativo e verificam a informação de que alguma coisa não está funcionando como deveria. A partir desse dado, o sistema identifica um possível problema futuro e permite planejar com antecedência a manutenção, antes que o equipamento pare por falha ou quebra. 

A jornada rumo à MineraçãoNxT vem sendo impulsionada por avançadas tecnologias de automatização e análise de dados, atendendo à necessidade de monitorar a condição dos ativos em tempo real e predizer falhas com antecedência. Para garantir uma jornada sem atrito, conte com os produtos e serviços altamente personalizados e integrados aos mais diversos sistemas de controle desenvolvidos pela Atech. Entre em contato e saiba como podemos contribuir para a transformação no setor minerador.  

CategoriesConexões Inteligentes,  Óleo e Gás,  Pro

Saiba como a conectividade pode dar mais competitividade ao setor de óleo e gás

A adoção de novas tecnologias pelas empresas é essencial para gerar mais produtividade, eficiência e redução de custos. E, nesse cenário desafiador, as indústrias avançam cada vez mais em direção à maturidade digital, e a adoção de robustas soluções de conectividade no setor de óleo e gás, com sua atuação em áreas remotas, que envolvem altos riscos, é fundamental nessa jornada.

A digitalização do setor, onde a geografia de cada ponto de exploração requer adaptações e atenção especial, está baseada no acesso a informações confiáveis e em tempo real para agilizar a tomada de decisão, o que pode representar a economia ou ganho de milhões de dólares em investimentos. Ou em grandes desastres ambientais, caso os gestores não tenham acesso a esses dados.

Esses dados, que são transformados em inteligência, são entregues pelos milhares de sensores embarcados em equipamentos e em soluções de IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) que acompanham, por exemplo, o funcionamento de válvulas, e identificam se elas foram abertas, fechadas, se estão vazando, se a temperatura e o volume de processamento estão adequados, entre outros dados.

Na base de todo esse ambiente digital está uma solução de conectividade robusta e confiável, como a oferecida pelas Redes Mesh, transmitindo, em tempo real, informações disponibilizadas em instalações geograficamente dispersas, tanto acima quanto abaixo do nível do mar. Essa capacidade potencializa a geração de valor a partir da análise e da correlação de dados gerados a partir das mais diversas fontes, como nos sensores em equipamentos operacionais, mas também nos processos corporativos informatizados e mesmo em fontes de informações públicas. Além de acelerar a convergência do mundo real com o mundo virtual, essa capacidade também permite a tomada de decisão mais assertiva, baseada em dados preditivos, ou até mesmo prescritivos.

Segundo analistas da FGV (Fundação Getulio Vargas), o mercado de energia passa por desafios relevantes e de diferentes ordens, sofrendo ataques por dois lados. Ele é atacado pelo lado da oferta, representado pela indústria de não convencionais (que tem uma velocidade de descoberta e produção muito mais rápida do que a indústria tradicional), mudanças geopolíticas importantes, maior difusão e estímulo, assim como demanda da sociedade por energias renováveis. E pelo lado da demanda, onde tem-se mudança de padrões de comportamento em relação a uma economia de baixo carbono, avanços tecnológicos, e aumento de veículos elétricos. Enfim, uma série de questões que levam à rediscussão e modernização do setor petróleo e trazem à tona uma discussão sobre o novo paradigma dessa indústria.

Dados transformados em inteligência

A possibilidade de contar com uma solução de conectividade robusta é que permitiu à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) implantar um grande projeto – Hermes – de armazenamento de todos os dados gerados pela indústria do petróleo no Brasil, desde dados de sísmica e tomografias computadorizadas de amostras a dados digitais de poços e de métodos não sísmicos das fases exploratórias e de produção nas bacias do Brasil. Esses dados permitirão reduzir ciclos de projeto, custos operacionais e também para prolongar a viabilidade dos campos.

Outra inovação que vai garantir mais competitividade ao setor de óleo e gás é a conhecida como Gêmeos Digitais, uma réplica virtual de um objeto físico ou modelo digital capaz de fornecer todas as perspectivas e dados de um ativo real. O digital twin replica exatamente o que está acontecendo com um equipamento onde ele estiver como, por exemplo, em um poço de petróleo a centenas de quilômetros e em altas profundidades nos campos offshore de petróleo.

Pierce Riemer, diretor-geral do WPC (World Petroleum Council), destacou durante a última edição da O&G TechWeek, promovida pelo IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), que a transformação digital está gerando novos modelos de negócios, acelerando a inovação e oferecendo ganhos em eficiência operacional, design de produto, desenvolvimento e entrega, e ainda no relacionamento com o cliente.

Para Riemer, não existem tecnologias disruptivas, e sem tecnologias capacitadoras. “Se você disser que algo é disruptivo, é quase como dizer que você não quer mudar. Deveríamos usar o termo tecnologia capacitadora. Com ela temos sensores baratos, ampliando a conectividade e o poder de computação, impulsionando o volume de dados coletados. As modernas plataformas offshore podem ter cerca de 90 mil sensores com capacidade para gerar muitos petabytes de dados durante a vida útil de um ativo. E a maioria das empresas de petróleo e gás já está investindo em soluções de Big Data e Analytics, que possibilitarão que as corporações ‘naveguem’ por essa enorme quantidade de dados”.

Parcerias mais conectadas

A digitalização do setor de óleo e gás e a implementação de uma eficiente solução de conectividade não está ligada somente à produtividade nas áreas de upstream (atividades de exploração, perfuração e produção) e midstream (atividades de refino). Quando pensamos em estratégias para a área de downstream (atividades de transporte, distribuição e comercialização dos derivados de petróleo), é preciso também levar em consideração a nova relação entre produtor e distribuidores, que também está baseada na conectividade no setor de óleo e gás.

Os canais de distribuição estão embarcando em suas jornadas digitais e querem construir parcerias onde a empresa de óleo e gás:

  • Forneça conhecimento, recursos ou soluções necessárias para desenvolver maior conhecimento digital e serem mais proativos e preditivos
  • Ajude a aproveitar o marketing digital e análises para crescer, fidelizar clientes e aumentar a sua rentabilidade
  • Seja mais transparente e implante um ambiente de confiança, compartilhando dados
  • Ajude a desenvolver habilidades digitais de sua equipe
  • Trabalhe em conjunto para entender o futuro do negócio no ambiente digital

Investindo na comunicação com Redes Mesh

Está mais do que claro que a transformação digital no setor de óleo e gás está baseada em comunicação e depende de uma robusta, confiável e escalável solução de conectividade de modo a que haja coleta, integração e análise dos dados de diversos equipamentos, reunindo as informações de toda a cadeia produtiva, laboratórios, logística, planejamento, operação.

O objetivo de implantar uma infraestrutura de comunicação deve ser:

  • Obter o máximo de dados de ativos e sistemas para criar um ecossistema de informações
  • Conectar sensores e sistemas com diversos padrões e protocolos, além de sistemas legados
  • Montar uma infraestrutura de conexão que permita escalabilidade e simplicidade de crescimento

E toda essa infraestrutura necessita de uma tecnologia capaz de suportar todas as novas demandas de conectividade no setor de óleo e gás. As Redes Mesh oferecem a capacidade de conectar dezenas ou centenas de pontos em instalações que “conversam” entre si e estendem a conexão da rede para áreas maiores.

Os pontos, ou nós, das Redes Mesh são pequenos radiotransmissores que funcionam como um roteador wireless, se comunicando com os dispositivos e sensores e entre si. Nas Redes Mesh, somente um ponto precisa estar fisicamente ligado a uma conexão de rede com a Internet, que compartilha a sua conexão com os pontos ao seu redor e assim sucessivamente, por meio da característica de saltos (hops em inglês) exclusivo da topologia de Redes Mesh, aumentando de maneira simples a área coberta.

O uso de Redes Mesh oferece uma solução de conectividade abrangente, flexível e escalável, permitindo o acesso a locais remotos sem nenhuma infraestrutura de rede de comunicação, por mais remota e incipiente que seja, como é usual na indústria de óleo de gás. Conheça as soluções de conexões inteligentes oferecidas pela Atech e casos de sucesso.

CategoriesImprensa Corporativa – Conexões Inteligentes

Medição inteligente: como essa tecnologia vai auxiliar no combate a fraudes

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech

O setor elétrico vem investindo em ações de fiscalização e combate a fraudes e furtos de energia, as chamadas perdas não técnicas, ou comerciais, que também incluem erro na medição de consumo e de faturamento. A boa notícia – ou seria uma má notícia? – é que, em média, para cada cinco fiscalizações realizadas, as equipes encontram uma fraude. Assim, essas ações, efetuadas por diversas distribuidoras em todo o Brasil, têm permitido recuperar a receita de milhões de kWh de energia fornecidos.

Para se ter uma ideia do volume furtado, em seis meses uma distribuidora de energia conseguiu recuperar a receita de 206 milhões de kWh em cinco estados, resultando, somente em tributos restituídos aos cofres públicos, em cerca de R$ 31 milhões em ICMS e PIS/Cofins. Nesse período, foram realizadas 239 mil inspeções técnicas, que identificaram 35 mil irregularidades.

Esse tipo de ação, realizada por diversas distribuidoras, também identificou um significativo aumento no número de “gatos” – nome popular das ligações clandestinas – que, entre 2017 e 2018, registraram uma alta de 67% em algumas regiões.

Um grande prejuízo tanto para as empresas – uma concessionária informou que as perdas com furto de energia chegaram a R$ 95 milhões em um ano – quanto para nós, consumidores, que pagamos mais caro por um serviço com menos qualidade devido ao aumento das falhas no fornecimento de energia provocadas por estas ligações clandestinas nas redes de distribuição, sem contar os riscos de segurança pois muitas destas ligações são realizadas sem seguir normas e procedimentos adequados e, consequentemente, vulneráveis a ponto de provocar incêndios que podem se estender e atingir casas e vilas inteiras.

Pontos suspeitos

A tecnologia é uma grande aliada no combate a fraudes e furtos, mapeando e detectando pontos suspeitos. Uma estratégia que vem sendo adotada pelo setor de energia é a troca dos medidores tradicionais – eletromecânicos – por medidores inteligentes, que geram dados sobre o consumo, demanda, corrente,  e tensão minuto a minuto e podem disponibilizá-los em tempo real. Além disso, contam com o recurso de interromper ou reestabelecer a energia do consumidor remotamente, dispensando o deslocamento de uma equipe de técnicos para realizar estas operações, tornando a operação de corte e religa muito mais rápida e barata.

Com os medidores inteligentes, as concessionárias tem acesso imediato às medições de energia e, assim, possibilita o mapeamento do perfil de consumo do cliente e identificar atitudes suspeitas, sem a necessidade de deslocamento de equipes para averiguações a partir de um sistema conectado que pode ser construído a partir de uma Rede MESH que envia os dados coletados pelos medidores em tempo real para os centros de medição das distribuidoras.

Ainda em relação as fraudes onde o cliente realiza algum tipo de adulteração no medidor instalado na sua residência ou empresa, de modo que o medidor registre apenas uma parcela do consumo, nestes casos, os medidores inteligentes são imunes a estas fraudes, entre elas a adulteração magnética, e cumprem com os requisitos do Regulamento Técnico Metrológico (RTM), aprovado pelo Inmetro. Além disso, o RTM também não permite que o software embarcado no medidor seja alterado sem a prévia aprovação do Inmetro, como uma maneira de garantir a idoneidade de uma nova versão, garantindo maior segurança contra fraudes.

Por isso, para aumentar suas receitas, a eficiência de sua rede, e a segurança da população em geral, e reduzir a inadimplência de seus clientes e as perdas comerciais devido a fraudes, as concessionárias estão, gradativamente, substituindo a tradicional leitura manual de consumo de energia por um sistema “inteligente, eletrônico e conectado”, com a instalação dos medidores inteligentes. No final, todos saem ganhando: as distribuidoras, os clientes, a população e o poder público.

CategoriesLogística,  Mineração,  Pro

Saiba como dar mais eficiência à logística no setor minerador

A logística no setor minerador geralmente envolve diversos modais, integrando minas, rodovias, ferrovias, navios e portos. E, no caso do transporte do minério de ferro, que é o mais importante produto do setor no Brasil, a complexidade da logística começa com o seu baixo valor específico – razão do valor do produto pelo seu peso – já que o preço obtido por quilograma do produto é baixo quando comparado com o preço por quilograma de outros produtos como equipamentos eletrônicos, por exemplo.

Produtos de baixo valor específico têm elevado custo de transporte, já que esse é crescente em função do peso da mercadoria. Por conta disso e de outros fatores, a cadeia logística no setor minerador representa uma parcela relevante no custo total do minério de ferro, o que faz com que, para manter a competitividade, as empresas busquem maior eficiência com a adoção de inovadoras tecnologias, sistemas de gestão logística e soluções de IoT (Internet das Coisas).

O caminho da mina até o navio

Das minas até o trem, o carregamento do minério de ferro pode ser feito de três formas. Na primeira, os minérios estocados nos pátios das minas são levados pela correia transportadora até os silos, operados por um profissional para abrir e fechar as portas até encher os vagões com a quantidade de minério adequada. A segunda opção é fazer o carregamento com o auxílio de pás-carregadeiras. O equipamento pega o minério empilhado e descarrega diretamente em um vagão. A terceira forma de se colocar os minérios nos vagões é por meio dos chamados muros de carregamento: o caminhão se posiciona na beirada de um muro ou doca, bascula a caçamba para que o minério escoe diretamente no vagão vazio posicionado na linha logo abaixo do muro.

Para dimensionar o tamanho adequado de uma frota que percorrerá uma determinada ferrovia, os especialistas em logística ferroviária levam em consideração uma série de fatores. Depois de analisarem o volume de carga a ser transportado diariamente, os profissionais da ferrovia calculam uma média de tempo para cada etapa existente no transporte do minério da mina até o porto: carregamento do produto, viagem, descarga do minério no virador de vagões e, ainda, a formação novamente da composição – vagões e locomotivas – no pátio de manobras.

Carregamento, viagem e descarga formam um ciclo que, analisado juntamente com o peso médio de carga, os indicadores de disponibilidade de vagões e locomotivas, a utilização das locomotivas e a disponibilidade da via permanente, (incluindo-se a sinalização), permitem o correto dimensionamento das frotas e da via.

Quando chega no porto, começam as operações de descarga, pátio e embarque, onde, em primeiro lugar, o minério de ferro é descarregado pelos viradores de vagões, que trabalham virando uma dupla de vagões por vez e têm o papel de, como o próprio nome já diz, virar os vagões dos trens para descarregar o minério. Depois de passar pelos viradores, os minérios podem seguir para quatro caminhos diferentes, pré-estabelecidos ainda na saída da mina.

Essa etapa é chamada de “direcionamento” e geralmente segue uma dessas quatro direções:

  • Ir diretamente para o navio. É uma operação eventual, não costuma ser praxe
  • Seguir para o sistema de classificação
  • Ser enviado para o pátio de estocagem, onde será “blendado” (misturado) com minérios de outras origens. O objetivo é chegar ao produto final contratado pelo cliente e é o procedimento mais comum
  • Enviar o minério para a pelotização – processo aplicado para aglutinar as partículas de um minério que facilita as operações metalúrgicas posteriores

 E, do pátio de estocagem, o minério é colocado em transportadores de correia pelas empilhadeiras recuperadoras, até chegar aos carregadores de navios.

O desafio da logística no setor minerador

Como visto acima, em linhas gerais, a cadeia logística no setor minerador envolve diversas etapas, com o uso de equipamentos pesados e a necessidade de pessoal especializado desde a fase de extração, movimentação, armazenagem até a entrega do produto.

A implantação de um sistema logístico acontece corretamente quando alguns pré-requisitos são observados, entre eles:

  • O sistema foi planejado para atender as necessidades dos clientes
  • O pessoal envolvido recebeu os treinamentos necessários
  • Foram definidos os níveis de serviços que serão oferecidos
  • Segmentação dos serviços, de acordo com os requisitos de serviço dos clientes e com a lucratividade de cada segmento bem definida
  • Utilização de tecnologia de informação na integração de operações, como a plataforma OKTO, desenvolvida pela Atech
  • Previsões de demanda e estudos de comportamento do mercado confiáveis
  • Adoção de indicadores de desempenho que garantem o alcance dos objetivos

E cada vez mais todas as operações são baseadas nos dados enviados pelos sensores embarcados em diversos equipamentos em todas as etapas da cadeia logística no setor minerador – a chamada mina digital. Esses dados, integrados, contextualizados e entregues em tempo real, é que vão levar mais eficiência aos processos logísticos.

Sem o uso de soluções inovadoras, é impossível lidar com a complexidade da cadeia logística do setor minerador, que demanda a integração e análise de uma quantidade cada vez maior de informações, coletadas em diversas fontes e em formatos diversos.

Somente com a adoção de inovadoras soluções de gestão logística, como a plataforma OKTO, é possível implantar um eficiente planejamento e execução das operações, integrando toda a cadeia de suprimentos e compartilhando informações que são transformadas em inteligência e insights para os tomadores de decisão. Saiba mais sobre as soluções desenvolvidas pela Atech especialmente para o setor de mineração.

CategoriesImprensa Corporativa - Logística

Saiba como a economia compartilhada está impactando a cadeia de suprimentos

Por Jefferson Castro, gerente de produto da Atech

O conceito de economia compartilhada está impactando diversos modelos tradicionais de negócios, proporcionando maior agilidade, redução de custos e melhor atendimento ao cliente, a partir do compartilhamento de recursos e de ativos físicos, além, claro, da troca de informações. Essa nova forma de pensar os processos produtivos vem transformando, inclusive, o setor de logística, que vem se aproveitando da digitalização para criar uma nova cadeia de suprimentos, maximizando, por exemplo, a utilização dos armazéns e dos meios de transporte com informações em tempo real.

A economia compartilhada está baseada em três princípios: existência de capacidade ociosa de quem detém o recurso ou o ativo; adoção de uma cultura de compartilhamento e avaliação dos benefícios, como redução de custos e de riscos

Seria essa a saída para enfrentar os gargalos da logística? Certamente a economia compartilhada permite otimizar o armazenamento, por exemplo, compartilhando espaço nos armazéns e centros de distribuição. E também otimizar a movimentação de materiais, estoque e transporte, um dos custos logísticos mais altos.

Para se ter uma ideia, um estudo da Fundação Dom Cabral aponta que as empresas gastaram, entre 2015 e 2018, em média, 12,37% do seu faturamento bruto com custos logísticos. Ou seja, tiveram de desembolsar R$ 15,5 bilhões no final desse período, já que em 2015 o percentual era de 11,73%. E o transporte responde por 63,5% do custo logístico total.

Essa nova cadeia de suprimentos tem como base a colaboração entre produtores, fornecedores, distribuidores, representantes e prestadores de serviços, que se unem para trocar melhores práticas e informações estratégicas que irão gerar mais vantagem competitiva para todos os envolvidos. A ideia é compartilhar recursos ociosos a fim de otimizar a sua capacidade, chegando a eliminar a necessidade da propriedade.

Com o uso de soluções para gestão destes serviços compartilhados, além de compartilhar recursos como caminhões para reduzir os custos de combustível e acelerar entregas, principalmente em áreas urbanas congestionadas, os armazéns também estão se adaptando para atender às necessidades de diferentes indústrias e segmentos, com operadores logísticos encarregados de controlar rotinas como recebimento, armazenagem e expedição.

No modelo tradicional, estima-se que a parcela de veículos rodando sem carga chegue a 43%, uma porcentagem alta considerando a importância do transporte rodoviário no país – segundo os dados da Confederação Nacional de Transporte (CNT), mais de 60% do transporte de cargas no Brasil é feito por rodovias. Em um cenário de economia compartilhada, este recurso mostra, portanto, um grande potencial para redução de custos e aumento de eficiência.

Mais competitividade e visibilidade

A troca de informações e a adoção dos princípios da economia compartilhada têm proporcionado maior competitividade a todos os envolvidos na cadeia de suprimentos. A pressão pela redução do custo está cada vez mais acirrada e o profissional de SCM (Supply Chain Management) precisa avaliar de que forma os custos podem ser otimizados em toda a cadeia de suprimentos.

Mesmo em um cenário em que o compartilhamento de dados e a ampla colaboração ainda são coisas restritas a empresas inovadoras, com o apoio de uma cultura de melhoria contínua, as empresas podem promover a transparência na cadeia de suprimentos, permitindo que negócios dos mais diferentes segmentos ganhem por meio de processos mais integrados, ágeis e sustentáveis.

A ampliação do cenário de economia compartilhada exigirá que as empresas reavaliem as suas estratégias de rede, digitalizando informações e ativos, o que traz mais visibilidade para todos os envolvidos na cadeia de suprimentos. Inovadoras soluções fornecem visibilidade e integração no gerenciamento das informações e análise dos resultados, por meio de dashboards customizados, oferecendo insights para a tomada de decisões estratégicas.

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Logística e supply chain atingem um novo patamar com a inteligência artificial

A adoção da inteligência artificial em logística certamente irá mudar completamente o seu modelo operacional, passando de reativo para proativo e preditivo, gerando novas capacidades, junto com redução de custo e maior eficiência, e foco no cliente com prazos de entrega menores; status de pedidos sempre atualizados, redução de falhas e preços competitivos. Inclusive, hoje até se já fala em AIoT (Inteligência Artificial das Coisas), uma cultura orientada a dados e centrada em análises.

Essa é a base da LogísticaNxT e, segundo Jefferson Castro, gerente de produto da Atech, “a tendência é que a inteligência artificial contribua dando suporte à tomada de decisão, aproveitando o grande volume de informação gerada em toda a cadeia, garantindo maior visibilidade e, consequentemente, mais resiliência”.

Com a inteligência artificial (IA) as empresas podem utilizar o reconhecimento de imagem avançado para rastrear a condição das remessas e ativos, possibilitar autonomia completa ao transporte, ou prever flutuações dos volumes de remessa mundiais antes que aconteçam. E também contar com uma nova força de trabalho, livre de atividades rotineiras, e que pode focar em tarefas estratégicas e que gerem mais valor para o negócio.

Os gestores, por exemplo, poderão aproveitar os insights entregues por uma solução de gestão de logística com sistemas de monitoramento e rastreamento conectados e velozes para transações praticamente imediatas e transparentes, como a plataforma OKTO, desenvolvida pela Atech, que possibilita a gestão de uma cadeia segura por meio da integração de ponta a ponta dos seus processos logísticos.

E, com a integração do hunter IoT Visibility Manager, uma plataforma de automação que identifica, captura, rastreia e garante fidelidade da informação desde a coleta dos dados até a sua entrega para os softwares de gestão, desenvolvido pela GTP, é possível garantir ainda mais visibilidade aos processos logísticos de forma integrada e com altos níveis de rastreabilidade– desde a produção até a entrega do produto final.

A coleta e análise de dados, os transformando em inteligência, é fundamental para o gerenciamento eficaz do supply chain e quanto maior o número de informações registradas, maiores são as chances de estar preparado para possíveis eventualidades. Plataformas inteligentes estão cada vez mais aptas a produzir previsões ​​para ajudar as empresas em todas as etapas da cadeia, desde o auxílio no gerenciamento do inventário diário ao planejamento de cenários hipotéticos por um ano ou até dois anos depois.

A análise de Big Data preditiva possibilita aos gestores mapear os possíveis futuros e estabelecer um prognóstico mais concreto, a partir da identificação de padrões estabelecidos pelas informações registradas na base de dados das empresas.

Assim, o uso de soluções de inteligência artificial em logística permite responder com assertividade a situações pontuais no supply chain como mudanças no cronograma e no planejamento de materiais, em resposta a novas demandas dos clientes, com uma operação sincronizada e automatizada.

A jornada rumo à LogísticaNxT

Investir em inteligência artificial em logística está deixando de ser um diferencial e se tornando uma necessidade básica para as empresas que pretendem se manter competitivas no mercado. Com inovadoras tecnologias, o gestor pode aumentar a eficiência dos processos, utilizando a análise avançada dos dados das operações.

Com um modelo proativo, que “aprende” e melhora com o tempo, a logística passa a ser auto adaptativa, abrangente e altamente flexível, calculando em tempo real a movimentação do fluxo de trabalho para reconhecer mudanças de padrões. Mesmo antes de um problema aparecer, o sistema sabe que algo não está certo e determina se a ação é necessária. Em caso afirmativo, identifica a medida a ser tomada e mede os resultados para aprender e melhorar ao longo do tempo.

E, em se tratando de gestão de frotas, a inteligência artificial em logística também pode ser aplicada de diversas maneiras. Quando fazer manutenção de forma a gastar o menos possível? Qual é o melhor veículo para a sua operação? Quanto dinheiro é desperdiçado com combustível e pneu devido à má condução?

Se antes uma das grandes dificuldades da logística era o acompanhamento real do trajeto dos caminhões, já que a maior parte do contato entre o motorista e a empresa só acontecia nos pontos estratégicos de parada, hoje sensores embarcados na frota enviam dados em tempo real que permitem otimizar rotas, manutenção e produtividade. Por meio de algoritmos de IA é possível, de maneira rápida e automática, construir modelos que conseguem avaliar dados maiores e mais complexos, gerando resultados com agilidade e precisão, mesmo em uma grande escala.

O uso da inteligência artificial em logística, com a proposta de integrar toda o supply chain, é um dos primeiros passos – e você está pronto para a próxima geração da governança em processos logísticos globais? Prepare-se para a LogísticaNXT com a plataforma OKTO. Entre em contato e saiba como ter uma gestão integrada ponta a ponta, com transparência e controle.

CategoriesImprensa

Atech participa do Painel ATFM, durante o GATM 2019, em Dubai

O painel irá abordar inovações na área de ATFM, tais como “Regional ATFM” e “Long-Range ATFM”

Especializada em desenvolver soluções tecnológicas para a gestão do fluxo de tráfego aéreo (ATFM), a Atech, empresa brasileira do Grupo Embraer, é reconhecida mundialmente no setor, tendo um portfólio completo de soluções integradas. Devido a tal protagonismo, a empresa participará do Global Air Traffic Management (GATM), que acontece nos dias 19 e 20 de novembro, durante o Dubai Air Show.

A empresa participará do Painel “A Evolução do Gerenciamento do Fluxo de Tráfego Aéreo (ATFM)”, que acontece no dia 20 de novembro, às 13h10. Durante o painel, serão abordados temas como a colaboração com diferentes capacidades dos sistemas existentes no mundo, como explorar os benefícios do “Long-Range” no gerenciamento do tráfego aéreo e como melhorar a segurança do tráfego aéreo com a integração de diversos sistemas ATFM.

Contando com a Família Makron de soluções de integração de ATM e ATFM, a Atech apresentará as pesquisas, análises e conclusões sobre a implantação de conceitos de “Regional ATFM”, “Long-Range ATFM”, e “ATFM in a cloud”. Tal conhecimento baseia-se na experiência da empresa no desenvolvimento e implantação do SKYFLOW na Índia e do SIGMA (Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos), no Brasil – ambos sistemas de gestão de fluxo de tráfego aéreo.

Na área de “Regional ATFM”, a Atech, juntamente com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e com o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), ambos ligados à Força Aérea Brasileira (FAB), está implementado no SIGMA um conceito de múltiplas instâncias, para tratar múltiplos países, com o objetivo de integrar os dados de fluxo aéreo de outros países da América do Sul. A colaboração entre os países vizinhos permitirá que todos tenham a consciência situacional em tempo real do fluxo de tráfego aéreo.

Dentro do conceito de “Long-Range ATFM”, a Atech assinou recentemente um MoU com a empresa Aireon para a integração do serviço de ADS-B satelital, fornecido pela Aireon, nos sistemas SIGMA e SKYFLOW. A expectativa é que essa integração aumente consideravelmente o nível de consciência situacional nas tomadas de decisões colaborativas, além do aumento considerável de acuracidade em aplicações de medidas de gerenciamento de fluxo.

SIGMA

A Atech, em parceria com o DECEA, vem desenvolvendo um projeto de expansão do SIGMA – a versão brasileira do SKYFLOW – para modernizar o parque de “hardware” do sistema, além de incorporar novas funções, novos algoritmos de medidas de gerenciamento de fluxos. A versão atual do SIGMA foi primordial para o planejamento estratégico do uso do espaço aéreo para os eventos da Copa do Mundo de Futebol FIFA/2014 e Jogos Olímpicos do Rio do Janeiro, em 2016. Em função desse planejamento, a pontualidade na Copa do Mundo 2014 foi de 93,4 % e nos Jogos Olímpicos 2016 a pontualidade foi de 91,2%, segundo o DECEA.

SKYFLOW

O SKYFLOW integra os dados de intenções de voos futuras das companhias aéreas, aeroportos e dados de órgãos de controle, incluindo dados de posicionamento das aeronaves, com informações de planos de voo e da situação operacional dos aeroportos e auxílios a navegação e comunicação, essenciais para a otimização do fluxo de tráfego aéreo. Com esta integração, o sistema permite que os órgãos de controle do tráfego aéreo atuem para equilibrar a demanda de voos com a capacidade operacional, a fim de garantir a segurança das operações, a regularidade e pontualidade dos voos. O SKYFLOW está em operação no Centro de Comando e Controle de Gestão de Fluxo de Tráfego Aéreo em Nova Deli, desde janeiro de 2017, suportando a gestão do fluxo nos seis principais aeroportos do país.

Sobre a Atech (www.atech.com.br) – Reconhecida como uma “System House” brasileira, a Atech sempre se pautou pela inovação com o objetivo de ajudar a transformar o país. Com uma expertise única em engenharia de sistemas e tecnologias de consciência situacional e apoio a tomada de decisão, a Atech trabalha no desenvolvimento de soluções inovadoras com aplicações nas áreas de tráfego aéreo, sistemas de comando e controle, segurança cibernética, sistemas de instrumentação e controle, sistemas embarcados, simuladores e logística. A empresa é responsável pelo desenvolvimento e modernização de todo o sistema para o gerenciamento e defesa do espaço aéreo brasileiro. Pela sua atuação, a companhia é reconhecida e foi certificada como Empresa Estratégica de Defesa pelo Ministério da Defesa do Brasil.

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Lean e logística: conheça cinco formas de otimizar o transporte

Atualmente, os líderes de logística, assim como todos os líderes de negócio, estão sendo pressionados a reduzirem custos e geralmente a primeira estratégia é negociar preços com as transportadoras e fornecedores de logística. Mas, além dessa negociação, é possível reduzir custos, e muito, adotando uma filosofia de logística Lean, identificando e eliminando desperdícios em toda a cadeia.

A filosofia Lean busca eliminar desperdícios de tempo, alterar processos ineficientes – que resultam em retrabalhos e movimentações desnecessárias –, melhorar a gestão de estoques e armazéns e otimizar o transporte de mercadorias, tornando a logística mais ágil, produtiva e competitiva.

Para se trabalhar com uma logística Lean, ou logística enxuta, é preciso que a empresa entenda a necessidade de adotar uma série de ações, entre elas:

  • Mapear e otimizar os processos
  • Eliminar as principais falhas
  • Reduzir (ou eliminar) os estoques
  • Diminuir a movimentação dos materiais
  • Mudar o layout (se necessário)
  • Agregar soluções para os clientes (por meio do atendimento das necessidades)
  • Otimizar e adequar os fluxos de entrega
  • Investir em métodos e tecnologias

O objetivo dessas ações é evitar desperdícios como, por exemplo:

  • Estoques de segurança e pulmão devido à ineficiência, falta de confiabilidade nos processos, variação errática e artificial da demanda
  • Transportes a longas distâncias devido à falta de planejamento de rotas, equipamentos subutilizados na planta pela inexistência de uma adequada engenharia de processos, pagamento de taxas por atraso de entrega devido a não utilização de janelas de entregas programadas
  • Áreas de estoques desnecessários, investimento em sistemas de armazenagem caros devido aos níveis elevados de estoque
  • Esperas com subutilização da mão de obra, equipamentos, materiais parados
  • Embalagens sendo solicitadas além da necessidade, ou transportando simplesmente “ar”, além de desperdícios por embalagens danificadas
  • Retrabalhos

Como otimizar o transporte

Segundo um estudo da Fundação Dom Cabral, as organizações brasileiras chegam a gastar mais de 12% dos seus faturamentos brutos com custos logísticos. Então, para manter a competitividade, é cada vez mais fundamental otimizar o transporte, o que é possível com a adoção da logística Lean.

Veja como a filosofia Lean pode ajudar a reduzir esses custos:

1 – Eliminando desperdícios e erros

 A primeira atitude a ser tomada é eliminar desperdícios e erros. Na logística, é comum haver falhas, e elas têm um custo. Para evitar desperdícios como tempo de espera, falta de manutenção de ativos ou até mesmo por não contar com sistemas de gestão ou pessoal especializado, os líderes devem identificar a fonte dos problemas e melhorar continuamente suas operações.

Uma vez identificados desperdícios no fluxo de valor atual, é preciso adotar a criação de fluxos contínuos como um princípio fundamental para a proposição de melhorias num estado futuro. E, se os desperdícios continuam acontecendo, provavelmente há um problema sistêmico no processo e a metodologia Lean é uma ótima ferramenta para detectar e eliminar esses problemas – e para otimizar custos.

2 – Oferecendo uma visão centrada no cliente

É importante pensar nas necessidades e demandas dos clientes no momento de criar e implantar uma estratégia de transporte, que deve ser entendida por todos os envolvidos e atender às expectativas da empresa e do cliente, com um sistema puxado que trabalhe de forma mais sincronizada possível com o consumo real. Afinal, os clientes não aceitam mais pagar pelas ineficiências e pelos custos desnecessários nos produtos ou serviços, independentemente de qual segmento a empresa atue.

Assim, a empresa deve buscar reduzir seu lead time, os estoques, as filas e esperas de caminhões, ao integrar, de forma Lean, fornecedores, produção e centros de distribuição. E, finalmente, é fundamental escutar o que os clientes têm a dizer após cada serviço realizado. Quando o feedback for positivo, mantenha a estratégia e encontre pontos de melhoria. Se for negativo, aproveite para aprender com os erros e evitar desperdícios.

3 – Estabelecendo métricas de desempenho

Os fornecedores de transporte certamente devem ser considerados como parceiros estratégicos já que, para implantar a filosofia Lean, é preciso construir relacionamentos de longo prazo, baseados na busca de melhoria contínua. Quando as organizações constroem relacionamentos positivos e duradouros, o resultado certamente será igualmente positivo e benéfico, resultando em uma estratégia de transporte mais enxuta.

4 – Entendendo a estrutura de custos do transporte

Para conhecer e mensurar corretamente os custos envolvidos no transporte de uma mercadoria, é preciso analisar todo o processo de produção esse serviço, identificando as suas etapas e os seus fluxos operacionais.

As etapas do processo de transporte, em linhas gerais, são:

Etapa 1 – Serviços de coleta de mercadorias

Etapa 2 – Serviços de terminal de cargas (armazenagem)

Etapa 3 – Transferência de mercadorias

Etapa 4 – Distribuição ou entrega de mercadorias

Avaliando a complexidade e a produtividade em cada uma dessas etapas, é possível eliminar desperdícios e reduzir custos. Quanto mais complexo o esquema operacional para movimentar a carga, maior será o número de atividades dentro de cada etapa (carregamento, descarregamento, manuseios, conferências, processamento de documentos etc.), realizadas para completar a operação.

Além desses custos embutidos no processo, também temos custos relacionados ao controle da frota de transporte, como:

  • Manutenções da frota
  • Consumo de combustível
  • Treinamento dos motoristas
  • Seguro para a frota
  • Documentação e impostos
  • Depreciação da frota
  • Frota ociosa
  • Roteirização ineficiente

5 – Implantando uma eficiente gestão de logística

Para implantar uma estratégia de logística Lean, é preciso ter visibilidade total da cadeia logística, desde a produção até a gestão do transporte das mercadorias, com agendamento de entregas e coletas de forma autônoma, capacidades, entre outras, oferecidas pela solução OKTO para logística desenvolvida pela Atech.

Em uma economia cada vez mais competitiva, todos os envolvidos no setor estão buscando reduzir os custos com armazenagem e transporte dos produtos. Objetivo que só poderá ser alcançado com maior visibilidade e rastreabilidade de todos os processos que envolvem o fluxo das mercadorias com a implementação de inovadoras soluções para a gestão e governança, que vão permitir adotar a logística Lean.

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Saiba como um software de gestão de ativos melhora a estratégia de manutenção no agronegócio

A digitalização tem avançado a passos largos no agronegócio e os investimentos em infraestrutura e em tecnologias como um software de gestão de ativos são apontados como fundamentais para atingir o patamar da agricultura 4.0 – a fazenda digital 

As fazendas digitais contam com dados integrados, em que as próprias máquinas e/ou equipamentos enviam informações via internet para um banco de dados central que fornece uma base de dados que, analisados, entregam insights valiosos para a tomada de decisões em todo o negócio, inclusive para uma eficiente estratégia de manutenção no agronegócio. 

O conceito 4.0, que em primeiro lugar foi adotado pelo setor de manufatura, leva para o campo um novo modelo de maquinário com diversas tecnologias de Internet das Coisas embarcadas, que demandam novos modelos de gestão e de manutenção, baseados na análise dos dados enviados em tempo real sobre o seu desempenho e condição. Essa inteligência é fundamental para que os especialistas possam implantar eficientes estratégias de manutenção no agronegócio.  

A importância da tecnologia para alcançar a AgriculturaNxT 

Durante o Fórum Atech, realizado no final de outubro, Walter Maccheroni, head de Inovação do Grupo São Martinho, uma das maiores empresas do setor sucroenergético, destacou que a tecnologia no agronegócio é fundamental para manter a competitividade, já que “muitas vezes temos um aumento no custo dos insumos que não é acompanhado por um aumento na produtividade”.  

E Fabio Vieira, gerente de desenvolvimento e produto da Atech, em entrevista ao programa “Bem da Terra”, ressaltou que com a alta mecanização no campo, surge a necessidade de cuidar desses ativos. “Desenvolvemos as mais inovadoras soluções e software de gestão de ativos, que atendem a negócios de todos os portes”. 

Os gestores atualmente precisam cumprir três etapas para manter a confiabilidade e disponibilidade de seus ativos: 

  • Monitorar muito bem esses ativos 
  • Gerenciar as atividades para cuidar desses ativos 
  • Definir estratégias para cuidar desses ativos 

“Tudo isso vem ao encontro da tecnologia que oferecemos ao mercado”, diz Fabio. “Cuidar dos ativos é primordial. A dependência dos ativos é tão grande que é preciso implantar eficientes estratégias para manter tudo funcionando”. 

Dados transformados em inteligência 

Com a adoção de tecnologias de IoT, os gestores do agronegócio esperam minimizar perdas, ajustar processos e maximizar resultados. Com a Internet das Coisas e um software de gestão de ativosé possível corrigir processos e evitar perdas, assim como garantir a confiabilidade e a disponibilidade do maquinário. 

Para crescer em um ambiente tão sujeito a variações como o setor agrícola, a informação é o principal insumo e mais do que nunca são os dados dos sensores embarcados em máquinas e equipamentos que vão permitir ao gestor tomar decisões mais assertivas sobre a estratégia de operação no campo, manutenção e também sobre as necessidades do negócio. 

“Mas o dado, por si só, não traz o poder de decisão que o gestor precisa”, ressalta Fabio. “É preciso trabalhar aquele dado para gerar informação e, então, tomar uma decisão. Quando o gestor recebe um grande volume de dados provenientes dos sensores embarcados nos equipamentos, é preciso ter na outra ponta a inteligência para trabalhar com esses dados”. 

Essa inteligência vem de um software de gestão de ativos, como a plataforma OKTO desenvolvida pela Atech, com tecnologias que dão controle de ponta a ponta dos processos de manutenção no agronegócio de forma simples e integrada.  

Inclusive, a usabilidade do sistema está sempre no radar dos especialistas da Atech. “Trabalhamos constantemente a questão da usabilidade. A tecnologia tem que ser simples e acessível. A nossa intenção é que qualquer pessoa que tenha contato com o nosso sistema tenha uma ótima experiência e consiga interagir com a tecnologia de uma forma tranquila, sem precisar consultar técnicos. Tudo deve ser realizado de forma intuitiva e amigável, de modo a que o gestor possa tomar a melhor decisão. O nosso objetivo é que o gestor vá além da informação, e tenha uma verdadeira experiência, um olhar holístico”, diz Fabio. 

A transformação digital no agronegócio 

Tecnologias para automação de processos vêm continuamente impactando o cenário geral de produção de bens, por meio do aumento específico de produtividade, da diminuição de falhas associadas a erro humano, da redução do trabalho repetitivo e de riscos operacionais, entre outros impactos gerais. No setor agropecuário, a automação de alguns processos específicos – como a gestão de ativos – vem aumentando, com perspectivas de intensificação e expansão no mundo e no Brasil nas próximas duas décadas. 

Essa intensificação da automação das atividades agrícolas, atrelada a outros aspectos da denominada AgriculturaNxT – como a utilização de sensores, melhores soluções de conectividade –, resultará em um aumento da produtividade e sistemas de produção mais eficientes e, também, na maior eficiência da manutenção no agronegócio, reduzindo custos, já que a gestão de ativos é um dos principais centros de custo do setor, composto basicamente por: 

  • Materiais e insumos – materiais brutos ou trabalhados e anteriormente produzidos, que são necessários para, através de determinado processo, obter um novo produto (ex. fertilizantes, sementes etc.) 
  • Mão de obra direta – salários, encargos sociais e benefícios do pessoal empregado diretamente na produção (ex. tratorista, tratador etc.) 
  • Mão de obra indireta – idem, do pessoal empregado indiretamente na produção (ex. técnico agrícola, veterinário etc.) 
  • Manutenção de máquinas e equipamentos – gastos com peças e serviços de reparos de tratores e outras máquinas e equipamentos utilizados na produção 
  • Depreciação de máquinas e equipamentos – parcela que corresponde à taxa de depreciação pelo uso das máquinas e equipamentos 
  • Combustíveis e lubrificantes – utilizados pelas máquinas de produção agropecuária 

Estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) apontam que o crescimento populacional das próximas décadas vai demandar aumento de 70% na produção de alimentos. O Brasil seria responsável por 40% desse incremento e teria que dobrar tudo o que produz atualmente para atender à nova demanda. 

Segundo o diretor do Departamento de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Cláudio França, “o Brasil tem 210 milhões de habitantes e nós produzimos alimentos para 1,3 bilhão. A possibilidade de alcançar o que foi colocado pela FAO é com inovação e mais tecnologia no campo. É melhorar realmente toda a produtividade sem aumento de área”, disse. 

“Se nós conseguimos produzir muito nos últimos 30, 40 anos, por causa da tecnologia, nós podemos produzir muito mais se tudo isso estiver conectado. Precisamos manter a liderança e ser cada vez mais produtivos”, destacou França. 

E esse objetivo só será alcançado com a introdução de inovadoras tecnologias, como as soluções para gestão de ativos da plataforma OKTO e também soluções de conectividade como as Redes Mesh, que levam inteligência para as operações de manutenção no agronegócio.  

CategoriesExcelência Operacional

Clínica de Melhoria

As empresas estão sempre em busca da excelência em seus processos e utilizam diversas técnicas para melhorar o desempenho de suas atividades, buscando entregar maior valor ao cliente.

A Clínica de Melhoria foi criada com o objetivo de tratar, de forma sistêmica, as não conformidades, analisar com visão holística os indicadores de processo e as oportunidades de melhoria, bem como mapear e monitorar os riscos empresariais da célula. (Saiba mais aqui)

Na Atech, a Clínica de Melhoria adota um formato de reuniões rápidas, com periodicidade mínima de duas vezes ao mês e são abertas a todos os membros da célula, o que possibilita uma maior geração de ideias e participação na tomada de decisões, fazendo com que todos tenham o sentimento de donos do processo.

Os itens pautados nas reuniões são abordados de forma estruturada, considerando algumas técnicas que auxiliam na busca do melhor resultado, tais como:

Não conformidade:

Para a tratativa dos problemas são utilizadas metodologias para análise de causa e ações corretivas:

  • Genba: Ver por si mesmo, no ambiente de trabalho, para compreender completamente a situação;
  • Brainstorming: Fomentar ideias, estimular a imaginação dos participantes, deixando-os à vontade para expressarem suas ideais;
  • Ishikawa: O diagrama de causa e efeito auxilia a pensar sobre as causas de um problema de forma completa. Seu maior benefício é que incentiva você a considerar todas as variáveis;
  • 5 Porquês: Técnica para investigação dos porquês do problema até que se chegue na causa raiz.

Indicadores de processo:

Cabe aos responsáveis pela disponibilização dos resultados de cada indicador informar causas que levaram a uma variação atípica dos dados, tais como eventuais mudanças do processo, eventos externos que impactaram nas atividades, etc.

Oportunidade de Melhoria:

Cabe ao líder do processo, antes de validar a implementação, analisar a viabilidade da aplicação das ações.

Riscos Empresariais:

O monitoramento dos riscos é fundamental para identificar novas condições, executar planos de respostas e verificar a eficácia das ações tomadas. Esta atividade é um processo cíclico que deve ser considerada sempre que houver mudanças nos processos.

A Clínica de Melhoria é uma ferramenta essencial para garantir a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade na Atech!

Anderson do Nascimento Carvalho