CategoriesImprensa Corporativa – Conexões Inteligentes

Medição inteligente: como essa tecnologia vai auxiliar no combate a fraudes

Por Ricardo Hayashi, responsável por produtos para Conexões Inteligentes da Atech

O setor elétrico vem investindo em ações de fiscalização e combate a fraudes e furtos de energia, as chamadas perdas não técnicas, ou comerciais, que também incluem erro na medição de consumo e de faturamento. A boa notícia – ou seria uma má notícia? – é que, em média, para cada cinco fiscalizações realizadas, as equipes encontram uma fraude. Assim, essas ações, efetuadas por diversas distribuidoras em todo o Brasil, têm permitido recuperar a receita de milhões de kWh de energia fornecidos.

Para se ter uma ideia do volume furtado, em seis meses uma distribuidora de energia conseguiu recuperar a receita de 206 milhões de kWh em cinco estados, resultando, somente em tributos restituídos aos cofres públicos, em cerca de R$ 31 milhões em ICMS e PIS/Cofins. Nesse período, foram realizadas 239 mil inspeções técnicas, que identificaram 35 mil irregularidades.

Esse tipo de ação, realizada por diversas distribuidoras, também identificou um significativo aumento no número de “gatos” – nome popular das ligações clandestinas – que, entre 2017 e 2018, registraram uma alta de 67% em algumas regiões.

Um grande prejuízo tanto para as empresas – uma concessionária informou que as perdas com furto de energia chegaram a R$ 95 milhões em um ano – quanto para nós, consumidores, que pagamos mais caro por um serviço com menos qualidade devido ao aumento das falhas no fornecimento de energia provocadas por estas ligações clandestinas nas redes de distribuição, sem contar os riscos de segurança pois muitas destas ligações são realizadas sem seguir normas e procedimentos adequados e, consequentemente, vulneráveis a ponto de provocar incêndios que podem se estender e atingir casas e vilas inteiras.

Pontos suspeitos

A tecnologia é uma grande aliada no combate a fraudes e furtos, mapeando e detectando pontos suspeitos. Uma estratégia que vem sendo adotada pelo setor de energia é a troca dos medidores tradicionais – eletromecânicos – por medidores inteligentes, que geram dados sobre o consumo, demanda, corrente,  e tensão minuto a minuto e podem disponibilizá-los em tempo real. Além disso, contam com o recurso de interromper ou reestabelecer a energia do consumidor remotamente, dispensando o deslocamento de uma equipe de técnicos para realizar estas operações, tornando a operação de corte e religa muito mais rápida e barata.

Com os medidores inteligentes, as concessionárias tem acesso imediato às medições de energia e, assim, possibilita o mapeamento do perfil de consumo do cliente e identificar atitudes suspeitas, sem a necessidade de deslocamento de equipes para averiguações a partir de um sistema conectado que pode ser construído a partir de uma Rede MESH que envia os dados coletados pelos medidores em tempo real para os centros de medição das distribuidoras.

Ainda em relação as fraudes onde o cliente realiza algum tipo de adulteração no medidor instalado na sua residência ou empresa, de modo que o medidor registre apenas uma parcela do consumo, nestes casos, os medidores inteligentes são imunes a estas fraudes, entre elas a adulteração magnética, e cumprem com os requisitos do Regulamento Técnico Metrológico (RTM), aprovado pelo Inmetro. Além disso, o RTM também não permite que o software embarcado no medidor seja alterado sem a prévia aprovação do Inmetro, como uma maneira de garantir a idoneidade de uma nova versão, garantindo maior segurança contra fraudes.

Por isso, para aumentar suas receitas, a eficiência de sua rede, e a segurança da população em geral, e reduzir a inadimplência de seus clientes e as perdas comerciais devido a fraudes, as concessionárias estão, gradativamente, substituindo a tradicional leitura manual de consumo de energia por um sistema “inteligente, eletrônico e conectado”, com a instalação dos medidores inteligentes. No final, todos saem ganhando: as distribuidoras, os clientes, a população e o poder público.

CategoriesImprensa Corporativa - Logística

Saiba como a economia compartilhada está impactando a cadeia de suprimentos

Por Jefferson Castro, gerente de produto da Atech

O conceito de economia compartilhada está impactando diversos modelos tradicionais de negócios, proporcionando maior agilidade, redução de custos e melhor atendimento ao cliente, a partir do compartilhamento de recursos e de ativos físicos, além, claro, da troca de informações. Essa nova forma de pensar os processos produtivos vem transformando, inclusive, o setor de logística, que vem se aproveitando da digitalização para criar uma nova cadeia de suprimentos, maximizando, por exemplo, a utilização dos armazéns e dos meios de transporte com informações em tempo real.

A economia compartilhada está baseada em três princípios: existência de capacidade ociosa de quem detém o recurso ou o ativo; adoção de uma cultura de compartilhamento e avaliação dos benefícios, como redução de custos e de riscos

Seria essa a saída para enfrentar os gargalos da logística? Certamente a economia compartilhada permite otimizar o armazenamento, por exemplo, compartilhando espaço nos armazéns e centros de distribuição. E também otimizar a movimentação de materiais, estoque e transporte, um dos custos logísticos mais altos.

Para se ter uma ideia, um estudo da Fundação Dom Cabral aponta que as empresas gastaram, entre 2015 e 2018, em média, 12,37% do seu faturamento bruto com custos logísticos. Ou seja, tiveram de desembolsar R$ 15,5 bilhões no final desse período, já que em 2015 o percentual era de 11,73%. E o transporte responde por 63,5% do custo logístico total.

Essa nova cadeia de suprimentos tem como base a colaboração entre produtores, fornecedores, distribuidores, representantes e prestadores de serviços, que se unem para trocar melhores práticas e informações estratégicas que irão gerar mais vantagem competitiva para todos os envolvidos. A ideia é compartilhar recursos ociosos a fim de otimizar a sua capacidade, chegando a eliminar a necessidade da propriedade.

Com o uso de soluções para gestão destes serviços compartilhados, além de compartilhar recursos como caminhões para reduzir os custos de combustível e acelerar entregas, principalmente em áreas urbanas congestionadas, os armazéns também estão se adaptando para atender às necessidades de diferentes indústrias e segmentos, com operadores logísticos encarregados de controlar rotinas como recebimento, armazenagem e expedição.

No modelo tradicional, estima-se que a parcela de veículos rodando sem carga chegue a 43%, uma porcentagem alta considerando a importância do transporte rodoviário no país – segundo os dados da Confederação Nacional de Transporte (CNT), mais de 60% do transporte de cargas no Brasil é feito por rodovias. Em um cenário de economia compartilhada, este recurso mostra, portanto, um grande potencial para redução de custos e aumento de eficiência.

Mais competitividade e visibilidade

A troca de informações e a adoção dos princípios da economia compartilhada têm proporcionado maior competitividade a todos os envolvidos na cadeia de suprimentos. A pressão pela redução do custo está cada vez mais acirrada e o profissional de SCM (Supply Chain Management) precisa avaliar de que forma os custos podem ser otimizados em toda a cadeia de suprimentos.

Mesmo em um cenário em que o compartilhamento de dados e a ampla colaboração ainda são coisas restritas a empresas inovadoras, com o apoio de uma cultura de melhoria contínua, as empresas podem promover a transparência na cadeia de suprimentos, permitindo que negócios dos mais diferentes segmentos ganhem por meio de processos mais integrados, ágeis e sustentáveis.

A ampliação do cenário de economia compartilhada exigirá que as empresas reavaliem as suas estratégias de rede, digitalizando informações e ativos, o que traz mais visibilidade para todos os envolvidos na cadeia de suprimentos. Inovadoras soluções fornecem visibilidade e integração no gerenciamento das informações e análise dos resultados, por meio de dashboards customizados, oferecendo insights para a tomada de decisões estratégicas.

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Atech participa do Painel ATFM, durante o GATM 2019, em Dubai

O painel irá abordar inovações na área de ATFM, tais como “Regional ATFM” e “Long-Range ATFM”

Especializada em desenvolver soluções tecnológicas para a gestão do fluxo de tráfego aéreo (ATFM), a Atech, empresa brasileira do Grupo Embraer, é reconhecida mundialmente no setor, tendo um portfólio completo de soluções integradas. Devido a tal protagonismo, a empresa participará do Global Air Traffic Management (GATM), que acontece nos dias 19 e 20 de novembro, durante o Dubai Air Show.

A empresa participará do Painel “A Evolução do Gerenciamento do Fluxo de Tráfego Aéreo (ATFM)”, que acontece no dia 20 de novembro, às 13h10. Durante o painel, serão abordados temas como a colaboração com diferentes capacidades dos sistemas existentes no mundo, como explorar os benefícios do “Long-Range” no gerenciamento do tráfego aéreo e como melhorar a segurança do tráfego aéreo com a integração de diversos sistemas ATFM.

Contando com a Família Makron de soluções de integração de ATM e ATFM, a Atech apresentará as pesquisas, análises e conclusões sobre a implantação de conceitos de “Regional ATFM”, “Long-Range ATFM”, e “ATFM in a cloud”. Tal conhecimento baseia-se na experiência da empresa no desenvolvimento e implantação do SKYFLOW na Índia e do SIGMA (Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos), no Brasil – ambos sistemas de gestão de fluxo de tráfego aéreo.

Na área de “Regional ATFM”, a Atech, juntamente com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e com o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), ambos ligados à Força Aérea Brasileira (FAB), está implementado no SIGMA um conceito de múltiplas instâncias, para tratar múltiplos países, com o objetivo de integrar os dados de fluxo aéreo de outros países da América do Sul. A colaboração entre os países vizinhos permitirá que todos tenham a consciência situacional em tempo real do fluxo de tráfego aéreo.

Dentro do conceito de “Long-Range ATFM”, a Atech assinou recentemente um MoU com a empresa Aireon para a integração do serviço de ADS-B satelital, fornecido pela Aireon, nos sistemas SIGMA e SKYFLOW. A expectativa é que essa integração aumente consideravelmente o nível de consciência situacional nas tomadas de decisões colaborativas, além do aumento considerável de acuracidade em aplicações de medidas de gerenciamento de fluxo.

SIGMA

A Atech, em parceria com o DECEA, vem desenvolvendo um projeto de expansão do SIGMA – a versão brasileira do SKYFLOW – para modernizar o parque de “hardware” do sistema, além de incorporar novas funções, novos algoritmos de medidas de gerenciamento de fluxos. A versão atual do SIGMA foi primordial para o planejamento estratégico do uso do espaço aéreo para os eventos da Copa do Mundo de Futebol FIFA/2014 e Jogos Olímpicos do Rio do Janeiro, em 2016. Em função desse planejamento, a pontualidade na Copa do Mundo 2014 foi de 93,4 % e nos Jogos Olímpicos 2016 a pontualidade foi de 91,2%, segundo o DECEA.

SKYFLOW

O SKYFLOW integra os dados de intenções de voos futuras das companhias aéreas, aeroportos e dados de órgãos de controle, incluindo dados de posicionamento das aeronaves, com informações de planos de voo e da situação operacional dos aeroportos e auxílios a navegação e comunicação, essenciais para a otimização do fluxo de tráfego aéreo. Com esta integração, o sistema permite que os órgãos de controle do tráfego aéreo atuem para equilibrar a demanda de voos com a capacidade operacional, a fim de garantir a segurança das operações, a regularidade e pontualidade dos voos. O SKYFLOW está em operação no Centro de Comando e Controle de Gestão de Fluxo de Tráfego Aéreo em Nova Deli, desde janeiro de 2017, suportando a gestão do fluxo nos seis principais aeroportos do país.

Sobre a Atech (www.atech.com.br) – Reconhecida como uma “System House” brasileira, a Atech sempre se pautou pela inovação com o objetivo de ajudar a transformar o país. Com uma expertise única em engenharia de sistemas e tecnologias de consciência situacional e apoio a tomada de decisão, a Atech trabalha no desenvolvimento de soluções inovadoras com aplicações nas áreas de tráfego aéreo, sistemas de comando e controle, segurança cibernética, sistemas de instrumentação e controle, sistemas embarcados, simuladores e logística. A empresa é responsável pelo desenvolvimento e modernização de todo o sistema para o gerenciamento e defesa do espaço aéreo brasileiro. Pela sua atuação, a companhia é reconhecida e foi certificada como Empresa Estratégica de Defesa pelo Ministério da Defesa do Brasil.

CategoriesAgronegócios,  Gestão de Ativos,  Pro

Saiba como um software de gestão de ativos melhora a estratégia de manutenção no agronegócio

A digitalização tem avançado a passos largos no agronegócio e os investimentos em infraestrutura e em tecnologias como um software de gestão de ativos são apontados como fundamentais para atingir o patamar da agricultura 4.0 – a fazenda digital 

As fazendas digitais contam com dados integrados, em que as próprias máquinas e/ou equipamentos enviam informações via internet para um banco de dados central que fornece uma base de dados que, analisados, entregam insights valiosos para a tomada de decisões em todo o negócio, inclusive para uma eficiente estratégia de manutenção no agronegócio. 

O conceito 4.0, que em primeiro lugar foi adotado pelo setor de manufatura, leva para o campo um novo modelo de maquinário com diversas tecnologias de Internet das Coisas embarcadas, que demandam novos modelos de gestão e de manutenção, baseados na análise dos dados enviados em tempo real sobre o seu desempenho e condição. Essa inteligência é fundamental para que os especialistas possam implantar eficientes estratégias de manutenção no agronegócio.  

A importância da tecnologia para alcançar a AgriculturaNxT 

Durante o Fórum Atech, realizado no final de outubro, Walter Maccheroni, head de Inovação do Grupo São Martinho, uma das maiores empresas do setor sucroenergético, destacou que a tecnologia no agronegócio é fundamental para manter a competitividade, já que “muitas vezes temos um aumento no custo dos insumos que não é acompanhado por um aumento na produtividade”.  

E Fabio Vieira, gerente de desenvolvimento e produto da Atech, em entrevista ao programa “Bem da Terra”, ressaltou que com a alta mecanização no campo, surge a necessidade de cuidar desses ativos. “Desenvolvemos as mais inovadoras soluções e software de gestão de ativos, que atendem a negócios de todos os portes”. 

Os gestores atualmente precisam cumprir três etapas para manter a confiabilidade e disponibilidade de seus ativos: 

  • Monitorar muito bem esses ativos 
  • Gerenciar as atividades para cuidar desses ativos 
  • Definir estratégias para cuidar desses ativos 

“Tudo isso vem ao encontro da tecnologia que oferecemos ao mercado”, diz Fabio. “Cuidar dos ativos é primordial. A dependência dos ativos é tão grande que é preciso implantar eficientes estratégias para manter tudo funcionando”. 

Dados transformados em inteligência 

Com a adoção de tecnologias de IoT, os gestores do agronegócio esperam minimizar perdas, ajustar processos e maximizar resultados. Com a Internet das Coisas e um software de gestão de ativosé possível corrigir processos e evitar perdas, assim como garantir a confiabilidade e a disponibilidade do maquinário. 

Para crescer em um ambiente tão sujeito a variações como o setor agrícola, a informação é o principal insumo e mais do que nunca são os dados dos sensores embarcados em máquinas e equipamentos que vão permitir ao gestor tomar decisões mais assertivas sobre a estratégia de operação no campo, manutenção e também sobre as necessidades do negócio. 

“Mas o dado, por si só, não traz o poder de decisão que o gestor precisa”, ressalta Fabio. “É preciso trabalhar aquele dado para gerar informação e, então, tomar uma decisão. Quando o gestor recebe um grande volume de dados provenientes dos sensores embarcados nos equipamentos, é preciso ter na outra ponta a inteligência para trabalhar com esses dados”. 

Essa inteligência vem de um software de gestão de ativos, como a plataforma OKTO desenvolvida pela Atech, com tecnologias que dão controle de ponta a ponta dos processos de manutenção no agronegócio de forma simples e integrada.  

Inclusive, a usabilidade do sistema está sempre no radar dos especialistas da Atech. “Trabalhamos constantemente a questão da usabilidade. A tecnologia tem que ser simples e acessível. A nossa intenção é que qualquer pessoa que tenha contato com o nosso sistema tenha uma ótima experiência e consiga interagir com a tecnologia de uma forma tranquila, sem precisar consultar técnicos. Tudo deve ser realizado de forma intuitiva e amigável, de modo a que o gestor possa tomar a melhor decisão. O nosso objetivo é que o gestor vá além da informação, e tenha uma verdadeira experiência, um olhar holístico”, diz Fabio. 

A transformação digital no agronegócio 

Tecnologias para automação de processos vêm continuamente impactando o cenário geral de produção de bens, por meio do aumento específico de produtividade, da diminuição de falhas associadas a erro humano, da redução do trabalho repetitivo e de riscos operacionais, entre outros impactos gerais. No setor agropecuário, a automação de alguns processos específicos – como a gestão de ativos – vem aumentando, com perspectivas de intensificação e expansão no mundo e no Brasil nas próximas duas décadas. 

Essa intensificação da automação das atividades agrícolas, atrelada a outros aspectos da denominada AgriculturaNxT – como a utilização de sensores, melhores soluções de conectividade –, resultará em um aumento da produtividade e sistemas de produção mais eficientes e, também, na maior eficiência da manutenção no agronegócio, reduzindo custos, já que a gestão de ativos é um dos principais centros de custo do setor, composto basicamente por: 

  • Materiais e insumos – materiais brutos ou trabalhados e anteriormente produzidos, que são necessários para, através de determinado processo, obter um novo produto (ex. fertilizantes, sementes etc.) 
  • Mão de obra direta – salários, encargos sociais e benefícios do pessoal empregado diretamente na produção (ex. tratorista, tratador etc.) 
  • Mão de obra indireta – idem, do pessoal empregado indiretamente na produção (ex. técnico agrícola, veterinário etc.) 
  • Manutenção de máquinas e equipamentos – gastos com peças e serviços de reparos de tratores e outras máquinas e equipamentos utilizados na produção 
  • Depreciação de máquinas e equipamentos – parcela que corresponde à taxa de depreciação pelo uso das máquinas e equipamentos 
  • Combustíveis e lubrificantes – utilizados pelas máquinas de produção agropecuária 

Estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) apontam que o crescimento populacional das próximas décadas vai demandar aumento de 70% na produção de alimentos. O Brasil seria responsável por 40% desse incremento e teria que dobrar tudo o que produz atualmente para atender à nova demanda. 

Segundo o diretor do Departamento de Apoio à Inovação para a Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Cláudio França, “o Brasil tem 210 milhões de habitantes e nós produzimos alimentos para 1,3 bilhão. A possibilidade de alcançar o que foi colocado pela FAO é com inovação e mais tecnologia no campo. É melhorar realmente toda a produtividade sem aumento de área”, disse. 

“Se nós conseguimos produzir muito nos últimos 30, 40 anos, por causa da tecnologia, nós podemos produzir muito mais se tudo isso estiver conectado. Precisamos manter a liderança e ser cada vez mais produtivos”, destacou França. 

E esse objetivo só será alcançado com a introdução de inovadoras tecnologias, como as soluções para gestão de ativos da plataforma OKTO e também soluções de conectividade como as Redes Mesh, que levam inteligência para as operações de manutenção no agronegócio.  

CategoriesExcelência Operacional

Clínica de Melhoria

As empresas estão sempre em busca da excelência em seus processos e utilizam diversas técnicas para melhorar o desempenho de suas atividades, buscando entregar maior valor ao cliente.

A Clínica de Melhoria foi criada com o objetivo de tratar, de forma sistêmica, as não conformidades, analisar com visão holística os indicadores de processo e as oportunidades de melhoria, bem como mapear e monitorar os riscos empresariais da célula. (Saiba mais aqui)

Na Atech, a Clínica de Melhoria adota um formato de reuniões rápidas, com periodicidade mínima de duas vezes ao mês e são abertas a todos os membros da célula, o que possibilita uma maior geração de ideias e participação na tomada de decisões, fazendo com que todos tenham o sentimento de donos do processo.

Os itens pautados nas reuniões são abordados de forma estruturada, considerando algumas técnicas que auxiliam na busca do melhor resultado, tais como:

Não conformidade:

Para a tratativa dos problemas são utilizadas metodologias para análise de causa e ações corretivas:

  • Genba: Ver por si mesmo, no ambiente de trabalho, para compreender completamente a situação;
  • Brainstorming: Fomentar ideias, estimular a imaginação dos participantes, deixando-os à vontade para expressarem suas ideais;
  • Ishikawa: O diagrama de causa e efeito auxilia a pensar sobre as causas de um problema de forma completa. Seu maior benefício é que incentiva você a considerar todas as variáveis;
  • 5 Porquês: Técnica para investigação dos porquês do problema até que se chegue na causa raiz.

Indicadores de processo:

Cabe aos responsáveis pela disponibilização dos resultados de cada indicador informar causas que levaram a uma variação atípica dos dados, tais como eventuais mudanças do processo, eventos externos que impactaram nas atividades, etc.

Oportunidade de Melhoria:

Cabe ao líder do processo, antes de validar a implementação, analisar a viabilidade da aplicação das ações.

Riscos Empresariais:

O monitoramento dos riscos é fundamental para identificar novas condições, executar planos de respostas e verificar a eficácia das ações tomadas. Esta atividade é um processo cíclico que deve ser considerada sempre que houver mudanças nos processos.

A Clínica de Melhoria é uma ferramenta essencial para garantir a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade na Atech!

Anderson do Nascimento Carvalho

CategoriesImprensa Corporativa – Gestão de Ativos

A importância do uso de tecnologias de análise de dados no FMEA

Por Fábio Vieira, responsável pelos produtos de Gestão de Ativos da Atech

Com a possibilidade de transformar dados em inteligência, muitas empresas estão adotando a ferramenta de Análise de Modos de Falhas e Efeitos – FMEA (Failure Mode and Effect Analysis) como principal estratégia de manutenção de ativos. Essa tecnologia é qualitativa e associada a um estudo da análise de probabilidade de falhas em um determinado ativo, transforma as informações em dados quantitativos, usados em ações de melhoria contínua.

Aplicado inicialmente na área militar norte-americana, no final dos anos 1940, e depois adotado pela NASA, o FMEA ganhou espaço nas empresas pela montadora Ford e, hoje, diversos segmentos da indústria fazem uso dessa ferramenta, envolvendo equipes multidisciplinares, com técnicos e engenheiros de manutenção, operação, segurança e meio ambiente, alinhados às definições de funções e padrões de desempenho esperados pelo ativo em análise.

Sem o uso de tecnologias para aplicação destes dados, essas informações não geram inteligência. Entretanto, a partir do momento em que o gestor passa a ter controle do processo de engenharia de manutenção, com soluções para monitoramento de condição, planejamento e programação de ordens de manutenção, todas as informações recolhidas nos processos de FMEA ganham sentido, identificando potenciais falhas que podem ocorrer em qualquer etapa do processo industrial e determinando o provável efeito de cada uma das falhas sobre as outras, até a entrega do produto final.

Assim, equipes de gestão de manutenção ganham a capacidade de analisar proativamente as possíveis falhas que podem ocorrer em componentes e analisar os efeitos sobre a função de todo o conjunto, reunindo dados históricos da condição do ativo e de revisões e também automatizando a gestão da execução da manutenção, que gera a constante atualização destas informações.

Essa multidisciplinaridade da equipe contribui para que as decisões tomadas englobem todas as áreas que podem ser afetadas por possíveis falhas. O principal é contar com tecnologias que suportem a análise de dados, que são a resposta para evoluir rumo ao próximo nível em inteligência e gestão estratégica, garantindo o melhor uso dos recursos por meio de capacidades de manutenção preditivas.

Com uma solução de gestão de ativos única e integrada a todo o ambiente tecnológico da empresa, capaz de contextualizar o histórico de informações de todos os departamentos e analisar as funções e potenciais falhas de um equipamento, é possível desenvolver um planejamento de manutenção que garanta a eficiência de toda a operação, com uma estratégia de gestão de ativos tecnicamente viável e com melhor custo-benefício.