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Saiba como aplicar princípios Lean na mineração

O setor de mineração enfrenta diversos desafios, que vão desde a complexidade de suas operações, excesso de capacidade aos atuais baixos preços das commodities. Para prosperar no futuro, as mineradoras devem repensar suas estratégias corporativas, melhorar as abordagens de gestão de processos e de risco e o relacionamento com seus públicos de interesse, além de avançar rapidamente na transformação digital.

O setor vem enfrentando uma retração de suas receitas provocada pela queda nos preços das comodities minerais e também a queda de produtividade, provocada pela perda da eficiência da mão-de-obra, maior necessidade de investimento por tonelada produzida e aumento no custo operacional.

Por conta disso, as empresas mineradoras estão revendo seus processos em busca de mais eficiência e redução de custos, adotando princípios Lean na sua gestão – implantando a chamada mineração enxuta, aproveitando a experiência e a mentalidade da manufatura enxuta. Nessa busca por eficiência operacional, adaptando práticas de manufatura Lean à atividade mineradora, as empresas têm alcançado alta aderência a padrões de trabalho simples e a contínua eliminação de desperdícios.

Os dois setores – mineração e manufatura – têm diversos pontos em comum, compartilhando a necessidade de:

  • Contar com processos de negócios eficientes
  • Contar com eficiência no fluxo de produção
  • Maximizar a eficiência operacional
  • Otimizar a cadeia de suprimentos estendida
  • Contar com robustas políticas de segurança

A cadeia logística mineral, que começa com o estudo de viabilidade da mina, até a entrega aos consumidores finais de minerais processados, é mantida através de canais e nós logísticos que transportam, armazenam e entregam usando navios, caminhões, trens, armazéns e muitos outros modais e instalações logísticas. O seu fluxo de produção segue um roteiro de atividades que engloba extração, carga, transporte e descarga, que devem estar ajustados de modo a contribuir para o bom resultado da operação.

O objetivo final dessa transformação rumo à mineração enxuta é criar portfólios competitivos e robustos o suficiente para gerar valor em vários cenários.

Como adotar os princípios Lean na mineração

Com a adoção dos princípios Lean, o setor de mineração começa a perceber os ganhos em produtividade e na forma como as equipes são lideradas. Essa jornada deve seguir algumas etapas:

Identificar valor

A base da filosofia Lean está na geração de valor. Tudo que não agrega valor ao produto final é considerado como desperdício, e o cliente não quer pagar por isso. O desperdício deve ser eliminado para maximizar o valor.

Mapear a cadeia de valor

A sua cadeia de valor engloba todos os processos de negócios da sua cadeia de produção, e é a eficiência desses processos que vai gerar valor para o seu cliente. Para adotar os princípios Lean é preciso mapear cada um dos processos, independentemente de sua criticidade, e identificar como o mesmo pode ser otimizado. O desperdício pode ser facilmente identificado com esse mapeamento e deve ser eliminado, reduzindo custos e tempo. Esse procedimento deve ser refeito com frequência.

Engajar os funcionários

Os princípios Lean pressupõem a contínua eliminação de desperdício e sua efetiva implantação no setor de mineração, assim como em outras indústrias, depende muito do engajamento não apenas dos líderes, mas também de todos os funcionários operacionais e administrativos. Para que a jornada rumo à mineração enxuta seja bem-sucedida, é importante que todos estejam envolvidos no projeto de melhoria contínua.

Esses mesmos funcionários também devem ter mais autonomia para resolver problemas e tomar decisões operacionais, já que detêm o conhecimento necessário para fazer sugestões, eliminar desperdícios e otimizar processos. O gestor deve atuar como um mentor, oferecendo as ferramentas e recursos necessários para implantar uma cultura de melhoria contínua.

O objetivo é deixar de lado a cultura de “o supervisor manda e os funcionários obedecem”. As pessoas devem estar abertas a ouvir as outras e todos podem fazer uma apresentação ou manifestar uma opinião fundamentada. Todos podem ser “resolvedores de problemas”. Além disso, para agilizar a implantação dos princípios Lean, a empresa pode investir em treinamento de gestão de resolução de problemas.

Certamente os princípios Lean podem ser aplicados com sucesso na mineração, apesar de todos os desafios. O importante é ter sempre em mente que a filosofia Lean não requer apenas mudanças nos processos, mas também uma mudança na cultura corporativa. É um processo lento que requer total dedicação. Mas, quando implantado de forma correta, os impactos positivos começam logo a ser percebidos.

 

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Blockchain e manufatura: qual a conexão?

A tecnologia blockchain não faz mais somente parte do sistema financeiro e já ocupa lugar de destaque em projetos na área de manufatura, na sua cadeia de suprimentos e na logística. O blockchain cria um rastro digital de todas as operações relativas a qualquer tipo de transação e a informação é distribuída de forma igual por todas as partes e não pode ser alterada, o que justifica que haja tantas empresas interessadas em aplicar a tecnologia aos seus negócios.

No setor de manufatura, é extremamente importante oferecer uma experiência única, com produtos de qualidade, ao consumidor final. E nessa imensa cadeia de suprimentos, a empresa produtora depende de inúmeros fornecedores, distribuidores, transportadores… É a chamada cadeia de valor estendida – as extensas cadeias de suprimentos existentes atualmente, compostas por inúmeras camadas de partes interessadas (como fornecedores, distribuidores e clientes), que elevam significativamente os riscos de instabilidade na cadeia de suprimentos.

Assim, a complexidade e a não integração dessas cadeias de suprimentos não permitem a visibilidade e rastreabilidade de ponta a ponta, bem como a fiscalização ao longo da cadeia, expondo a empresa a diferentes tipos de riscos como fraudes, avarias nos produtos, entre outros.

Na manufatura, com o blockchain, uma fábrica pode registrar dados de projeto e produção, uma empresa de logística pode registrar dados de transporte e armazenamento, clientes podem registrar dados de utilização, empresas de manutenção podem registrar dados das atividades de suporte (corretivas e preventivas) e, por fim, empresas de descarte e reciclagem podem registrar o destino final de um produto.

Garantindo a segurança do produto final

Com a tecnologia blockchain é possível rastrear um produto desde o início da linha de produção até a sua entrega ao consumidor final. Quando usado pelas indústrias alimentícia e farmacêutica, por exemplo, aumenta a credibilidade dos produtores e varejistas e também a experiência e confiança do consumidor.

Na indústria farmacêutica, as questões relacionadas à segurança de medicamentos na cadeia de suprimentos são um desafio e a rastreabilidade de ingredientes usados na fabricação de medicamentos é fundamental para garantir a qualidade e segurança do produto. A falha na identificação de medicamentos que não contêm os ingredientes ativos pode, em última instância, causar danos ao paciente ou até mesmo a sua morte.

Daí a importância do desenvolvimento de aplicações em blockchain, capazes de fornecer uma base para a rastreabilidade completa de medicamentos, desde o fabricante até o consumidor final, e a capacidade de identificar exatamente onde a cadeia de suprimentos se rompe durante um problema.

Com o uso da tecnologia blockchain na manufatura, a qualidade em toda a cadeia de suprimentos é garantida pela:

Alta qualidade de dados

Os dados do blockchain são completos, consistentes, datados, precisos e amplamente disponíveis.

Durabilidade, confiabilidade e longevidade

Como as redes são descentralizadas, o blockchain não tem um ponto central de falha e é mais resistente a ataques maliciosos.

Integridade de processo

Usuários podem confiar que suas transações serão executadas exatamente como o protocolo determina, removendo a necessidade de uma terceira parte.

Transparência e imutabilidade

Mudanças no blockchain são visíveis publicamente por todas as partes, criando transparência, e todas as transações são imutáveis, isto é, elas não podem ser alteradas ou deletadas.

Simplificação de ecossistema

Com todas as transações sendo adicionadas a um único livro-razão público, isso reduz a desordem e complicações geradas por múltiplos livros-razões.

Como avaliar o valor da tecnologia blockchain

Em todos os setores, antes de iniciar um projeto de implantação do blockchain, é preciso avaliar a existência de três necessidades:

  • O problema que quero resolver envolve múltiplos agentes que devem compartilhar decisões e/ou informações?
  • Deve existir algum tipo de transação entre esses agentes que torna importante o registro do histórico?
  • Essa transação deve ser registrada segundo uma determinada regra de consenso?

Na manufatura, cadeia de suprimentos e logística, a resposta para as três perguntas acima é um SIM.

E não podemos deixar de lado a questão da segurança da informação:  com o desenvolvimento da manufatura avançada, o chão de fábrica se tornará mais conectado, com cada ativo emitindo dados sobre a produção em tempo real.

Como o blockchain é construído para o controle descentralizado, um esquema de segurança baseado nele é escalável o suficiente para cobrir o rápido crescimento da IoT. Além disso, a forte proteção do blockchain contra a manipulação de dados ajuda a impedir que um hacker, usando um dispositivo desonesto, transmita informações maliciosas.

Com isso, as operações digitais mediadas pelo blockchain poderão tornar os processos mais seguros, aumentando a eficiência operacional da planta industrial. E também tornam mais eficientes as transações entre parceiros, com contratos inteligentes e o compartilhamento de dados em tempo real, gerando mais confiança e relações duradouras.

Para garantir o sucesso nessa jornada, a implantação da tecnologia blockchain deve estar associada a um parceiro que tenha expertise, acelerando o processo de adoção, reduzindo custos com aprendizado e garantindo a qualidade na escolha do processo a ser automatizado.

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O futuro da energia está na tecnologia

A adoção de tecnologias digitais, como em diversos outros setores, representa o futuro da energia, entregando mais eficiência e resiliência com redes inteligentes e também novas formas de relacionamento com os clientes. Estudos da IEA (International Energy Agency), organização que reúne 38 países, inclusive o Brasil, apontam que a adoção das tecnologias digitais no setor elétrico poderá poupar cerca de US$ 80 bilhões por ano, melhorando a eficiência de redes e estações e reduzindo desligamentos.

O futuro da energia certamente passa pela adoção de inovadoras tecnologias, como Internet das Coisas, Big Data, redes inteligentes, medidores inteligentes, processamento na nuvem. E essa transformação é fundamental para a implantação de cidades inteligentes, com redes elétricas inteligentes e automatizadas, controle da distribuição e redução dos tempos de falhas.

O futuro da energia está na mudança de um modelo único de alimentação centralizada, que ainda predomina atualmente no setor brasileiro, para modelos descentralizados, baseados em redes bidirecionais entre consumidores e fornecedores. Atualmente, quando a distribuição energética de uma fonte centralizada falha, ela prejudica o abastecimento de toda a rede.

Como a tecnologia irá definir o futuro da energia 

O setor de energia enfrenta dificuldades típicas da gestão de projetos longos e complexos, especialmente relacionadas com altos investimentos, uso de tecnologia avançada, gestão de riscos, requisitos regulatórios, infraestrutura, logística, além da preocupação com impactos ambientais.

Mas a implantação de inovadoras tecnologias permite otimizar todos os processos, como:

  • Construção de redes mais eficientes e inteligentes;
  • Apoio no processo de operação das redes de distribuição;
  • Gestão de ativos;
  • Engajamento da força de trabalho;
  • Redefinição do relacionamento com clientes;
  • Fortalecimento da segurança e privacidade de sistemas e das informações de clientes;
  • Saneamento de inconsistências nos cadastros técnicos e comerciais das distribuidoras;
  • Direcionamento e refinamento de ações de recuperação de receitas nas distribuidoras;
  • Conformidade com aspectos regulatórios;
  • Maior sustentabilidade no fornecimento de energia;

Medidores inteligentes e análise de dados: mais eficiência

As empresas de distribuição de energia têm investido cada vez mais em tecnologias que permitem medir em tempo real o consumo de energia para gerir e otimizar suas fontes de geração e também suas estratégias de distribuição, adotando medidores inteligentes e soluções para análise de dados.

Ao adotar os medidores inteligentes, a distribuidora de energia terá como primeiro benefício a eliminação da “perda de receita”, que geralmente é causada pela impossibilidade de medir regularmente o consumo de energia em determinadas localidades, principalmente nas áreas rurais, nas quais há dificuldade de estar presente todos os meses para a leitura manual da medição.

As cobranças então são feitas a partir de cálculo baseado no “consumo médio” dos últimos meses em que houve a medição. Além disso, quando a distribuidora não consegue realizar a medição por três meses consecutivos, a cobrança deve ser efetuada com o valor mínimo. Nestes dois cenários se configura a “perda de receita”. A partir da implantação de um sistema de automação da medição, não existe mais perda, pois o monitoramento do consumo de energia é remoto e online – algo impossível por meio da leitura de medição tradicional -, sem a necessidade da “presença física” para esta atividade. A automação da medição garante que a distribuidora faça a cobrança correta e tenha receita sem perdas.

O segundo benefício é o combate a fraudes a partir dos registros minuto a minuto de consumo e de demanda de energia disponíveis nos medidores inteligentes, possibilitando assim o levantamento do perfil de consumo, a análise e comparação que podem denotar atitudes suspeitas por parte do cliente. Consequentemente, é possível obter redução de despesas ao eliminar deslocamentos desnecessários de equipes para o trabalho de inspeção de fraudes.

Recursos Energéticos Distribuídos: tendência no setor de energia

Recursos Energéticos Distribuídos (RED – Distributed Energy Resources) são tecnologias de geração e/ou armazenamento de energia elétrica, implantadas junto a unidades consumidoras, atrás do medidor. Para o setor residencial e de PME, estudos apontam o uso de painéis solares como predominantes. Já nos setores comerciais e industriais a tendência é que a geração distribuída consistirá principalmente de fontes de cogeração (Combined Heat and Power – CGH).

A geração distribuída, a eficiência energética, o gerenciamento de demanda e o armazenamento de energia são os recursos que, atuando proximamente ao uso final da energia, são capazes de oferecer soluções – tanto do lado da oferta quanto do lado da demanda – que contribuam para o equilíbrio no atendimento energético.

Os REDs, que permitem maior participação do consumidor tanto na geração quanto na gestão do consumo da sua própria energia, contemplam:

  • Geração distribuída (GD);
  • Armazenamento de energia;
  • Veículos elétricos (VE) e estrutura de recarga;
  • Eficiência energética;
  • Gerenciamento pelo lado da demanda (GLD);

Essa nova forma de lidar com o consumo de energia, onde usuários podem vender energia para uma distribuidora local e também comercializar energia entre si, possível com a implantação de medidores inteligentes e soluções de conexões inteligentes, certamente vão transformar os sistemas elétricos, predominantemente operados com recursos de maior porte e gerenciados de forma centralizada.

CategoriesLogística,  NXT

Como IoT e AI podem realmente ajudar processos logísticos?

Na Indústria 4.0, gerenciar as cadeias de suprimentos nos processos logísticos, desde a entrega da matéria prima até a entrega do produto ao cliente final, é um grande desafio, com diversas etapas e localizações geográficas, integrando uma série de fornecedores. Gerenciar essa cadeia envolve coordenar movimento, entregas, recebimentos, alocação, armazenagem e entrega, otimizando relações e processos.

E como a IoT (Internet of Things – Internet das Coisas) e a AI (Artificial Intelligence – Inteligência Artificial) podem contribuir para otimizar os processos logísticos? Em primeiro lugar, é importante conhecer as possibilidades proporcionadas por essas novas tecnologias, as implantando em um conjunto de soluções que integrem sistemas industriais, administrativos e logísticos da organização, suas filiadas, parceiros e operadores.

A chamada Logística 4.0, que integra IoT, IA e outras tecnologias nos seus processos, é caracterizada principalmente por:

  • Redução de estoques
  • Redução no tempo de produção até a entrega do produto para o cliente final
  • Processos altamente conectados
  • Informações em tempo real
  • Monitoramento virtual dos processos, operações e transporte
  • Visão integrada da cadeia de suprimentos

E quais são os principais benefícios que a IoT e a AI podem agregar aos processos logísticos?

Aumento da produtividade

A coleta e análise de dados em todas as etapas da cadeia de suprimentos permite identificar falhas que podem ser corrigidas com mais agilidade e determinar ações para eliminar futuros problemas. Com a constante geração de dados e informação, a empresa vai poder prevenir antes de remediar. Isso vai permitir, por exemplo, o agendamento de manutenções preventivas de equipamentos e a consequente redução de tempo de máquinas paradas.

Monitoramento de estoques

O uso de etiquetas de identificação por radiofrequência (RIFD) permite coletar dados de toda a cadeia de produção. Assim, é possível automatizar o rastreio de produtos — do processo de fabricação à saída para lojas e clientes.

Otimização de rotas

IoT e AI permitem planejar as melhores rotas para operações de entrega de insumos e produtos, otimizando a entrada e saída nos fornecedores e nos armazéns, com informações em tempo real sobre as condições do trânsito, horários permitidos para embarque e desembarque, condições meteorológicas, entre outras.

Qualidade na entrega

A avaria ou extravio de mercadorias estão entre os maiores problemas enfrentados nos processos logísticos. Sistemas de monitoramento e etiquetas inteligentes podem, por exemplo, rastrear as mercadorias. Ou então controlar a logística de cadeias frias, garantindo a qualidade e segurança do produto até a entrega.

Aumento na satisfação dos clientes

A partir do total controle dos processos logísticos, o cliente passa a receber informações em tempo real sobre a sua entrega, com mensagens por e-mail ou por redes sociais. Para empresas de e-commerce, por exemplo, essa capacidade é fundamental para fidelizar o cliente. Essa melhoria na qualidade da entrega se reflete em aspectos como:

  • Prazos de entrega menores
  • Status dos pedidos sempre atualizados
  • Redução de falhas
  • Preços competitivos

Outras tecnologias que impulsionam os processos logísticos

Além das soluções de IoT e das ferramentas de AI, outras tecnologias vem transformando os processos logísticos, levando mais agilidade e inteligência para toda a cadeia de suprimentos. Entre elas estão:

  • Fábrica Inteligente – Integração em tempo real com as demandas e a flexibilidade para responder de forma ágil e eficiente marcam esta revolução, combinando recursos de automação industrial com os avanços dos sistemas de computação, informação e comunicação via Internet. Assim, as linhas de montagem trocam informações entre si ao longo do processo, ao mesmo tempo em que as unidades fabris tomam decisões sobre produção, compras e estoques de forma automatizada.
  • Manufatura Aditiva – Impressora 3D – Equipamentos que possibilitarão a impressão de peças, partes e até produtos inteiros, no local desejado pelo consumidor, reduzindo custos com transporte e armazenamento de peças ou ferramentas. Funcionam quase como microfábricas próximas ao cliente final.
  • Big Data – Tecnologias e sua capacidade de coletar e analisar grande volume de dados, que podem ser aplicadas nos mais variados tipos de negócios e auxiliar empresas, de todos os portes, com informações importantes sobre seus negócios, sobre seus consumidores e, inclusive, na tomada de decisões de mercado.
  • Autoconexão e Automação – A chave para mais eficiência e competitividade logísticas. Contêineres movimentados por equipamentos e com extremada sincronia e máxima eficiência, em qualquer horário e clima, sem fadiga. Ter utilização máxima e mínimo de ociosidade é o foco do novo comércio global e a condição para ser competitivo.
  • Digital twins – Todos os ativos e processos na fábrica têm um irmão gêmeo digital, o digital twin. Essas simulações virtuais podem redesenhar toda a linha de produção em minutos e facilitar o planejamento das fábricas, com total controle e garantindo qualidade, flexibilidade e produtividade. Com os digital twins, todas as etapas são computadorizadas e softwares de análise simulam mudanças na produção e preveem como seriam os resultados no mundo real.
  • Redes Mesh – A solução de Redes Mesh garante conectividade segura, confiável, escalável e com fácil implantação e melhor custo benefício, atendendo parques fabris localizados em áreas afastadas dos grandes centros.
CategoriesImprensa

Atech participa do Workshop ITA-MIT sobre transporte aéreo

Especializada em desenvolver sistemas de gerenciamento e controle do tráfego aéreo, empresa abordará os desafios do uso de big data no setor

 

A Atech, empresa do Grupo Embraer, participa do Workshop ITA-MIT On Big Data Analytics For Air Transportation (Análises de Big Data para o Transporte Aéreo), que acontece nos dias 20 e 21 de agosto, quando especialistas do setor, entre acadêmicos, profissionais de empresas aéreas e fabricantes de aeronaves, entre outros, vão debater diversos assuntos relacionados ao tema.

O Diretor de Negócios ATM da Atech, Marcos Resende, abre o segundo dia de debates com a palestra “The challenges and opportunities of big data analytics in Air Traffic Management (Os desafios e oportunidades na análise de big data no gerenciamento do tráfego aéreo)”.

O tema, segundo Resende, é uma contribuição da indústria no estímulo e direção de temas para a pesquisa da academia. De acordo com o Diretor da Atech, o volume de informações gerado pelos diversos sistemas que atuam no gerenciamento do tráfego aéreo é enorme e pode contribuir para a melhoria de todo o sistema com o uso de big data para o cruzamento e análise de mais dados.

“Será que ao cruzar dados das redes sociais com dados do espaço aéreo, por exemplo, seria possível predizer eventos ou acontecimentos de interesse para a gestão do tráfego aéreo? E analisar as rotas atuais para identificar oportunidades de melhoria, que vão reduzir consumo de combustível e tempo de voo? Quero aproveitar o momento para jogar luz sobre alguns temas que podem ser interessantes para avançarmos ainda mais no gerenciamento do tráfego aéreo, em busca de maior eficiência e excelência nos sistemas oferecidos”, destaca Resende.

A Atech é referência internacional quando o assunto é gerenciamento e controle de tráfego aéreo. Uma das principais parceiras do DECEA (Departamento de Controle do Espação Aéreo), a Atech é responsável por desenvolver e modernizar a tecnologia empregada no sistema de gerenciamento e controle do tráfego aéreo (ATM/ ATFM) presente em 100% do espaço aéreo brasileiro. Os sistemas são diferenciados e empregam tecnologia crítica, chamando a atenção de diversos países, o que permitiu a empresa exportar para países da América do Sul e também para a Índia.

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Seis razões pelas quais o seu projeto de IoT não “sai do purgatório”

A implantação de soluções de IoT (Internet of Things) oferece às empresas a capacidade de monitorar e gerenciar de forma inovadora seus ativos, enquanto fluxos maciços de dados oferecem inteligência para a melhor tomada de decisão. Mas essa jornada envolve tanto tecnologia quanto processos e, ao final, o projeto de IoT pode não apresentar o resultado esperado – pelo menos não no prazo esperado.

O não envolvimento ou definição dos itens abaixo são os pontos que geralmente impactam negativamente um projeto de IoT:

  • Partes interessadas
  • Recursos
  • Escopo
  • Risco
  • Custos e prazos
  • Conformidade

E quais são os principais cenários onde esses pontos podem fazer com o projeto de IoT não entregue o valor esperado?

Não conduzir projetos pilotos

Antes dos projetos ganharem proporções de operação real, é preciso construir business cases que comprovem os benefícios. Testes limitados e isolados no ambiente macro da empresa e de seus parceiros não costumam provar a eficiência das soluções de IoT. A conexão de ativos, processos e pessoas, tanto no ambiente interno quanto no externo da empresa, é que vai permitir a captura de dados e de eventos a partir do qual todos vão adquirir inteligência sobre comportamentos e usos e agir proativamente.

Não avaliar processos

Definir um projeto de IoT simplesmente como uma questão de tecnologia é arriscado, já que as empresas podem ignorar o valor que podem agregar avaliando e redesenhando processos e, assim, aproveitarem todo o potencial dos sistemas conectados. Para obter reais ganhos de negócio com a IoT é preciso mudar os processos. Conectar equipamentos à Internet permitirá, por exemplo, que uma empresa gerencie o ciclo de vida dos equipamentos com mais eficiência e adote modelos de manutenção preditiva. Mas se os processos operacionais não forem modificados e otimizados, o valor não será maximizado.

Não contar com dados de qualidade

Um projeto de IoT é baseado em compartilhamento de dados, atendendo a três requisitos:

  • Coleta de dados digitais vindos de sensores e/ou indo para atuadores (um display que exibe a temperatura de um motor, uma lâmpada de LED que alerta uma falha em uma esteira de linha de montagem, por exemplo)
  • Conexão com uma rede fora do equipamento
  • Capacidade de processar dados de forma automatizada

Sensores são um dos pilares da IoT e, como dos dados são “o novo petróleo”, eles é que vão gerar valor para o negócio. Por isso um ponto importante sobre os sensores está relacionado com a sua precisão. Quanto mais preciso, melhor a qualidade do dado que é capturado. Como consequência, melhor poderá ser a geração de informação analítica a partir dele.

Não investir em segurança e continuidade de negócios

Dispositivos de IoT geram uma quantidade de dados sem precedentes, tanto críticos para os negócios quanto dados pessoais sensíveis. E cada dispositivo de IoT pode ser um ponto de vulnerabilidade no ambiente tecnológico da empresa. Além disso, com as soluções de Internet das Coisas, a tecnologia passa a integrar elos da cadeia (interna e externa) que podem ainda contar com pouco suporte tecnológico. Com isso, o escopo de continuidade de negócios tende a se ampliar de maneira significativa. A cobertura da tecnologia se amplia e, proporcionalmente, a necessidade de uma gestão de riscos relacionados à segurança e à continuidade das operações.

Não criar um ecossistema de negócio

Interconectividade é a chave para o sucesso de um projeto, e é mais do que conectar dispositivos – é conectar processos internos, clientes, parceiros e fornecedores. Isso requer mudanças estruturais nas empresas, que devem abandonar modelos tradicionais de sistemas proprietários e processos rígidos, e adotar modelos colaborativos, com estruturas abertas e flexíveis onde os parceiros podem avaliar e otimizar toda a cadeia. Nenhuma empresa, implantando apenas seus próprios produtos ou serviços, pode capturar o valor da IoT por si só e certamente não com a velocidade exigida no mercado digital de hoje.

Não contar com parceiros confiáveis

Encontrar um parceiro confiável antes mesmo de iniciar seu projeto de IoT é um ponto crítico, e permite que o CIO se concentre no desenvolvimento de um roteiro detalhado, em vez de perder tempo procurando as melhores soluções e equipes. Com a presença de um parceiro, o CIO ganha uma visão 360º., com colaboradores de diversas especialidades e a expertise necessária para o desenvolvimento da nova estratégia. A implantação de projetos de IoT exige habilidades técnicas, que vão desde ciência de dados e arquitetura de sistemas, até a segurança cibernética. Mas esses especialistas também precisam ter habilidades de negócios, entendendo as necessidades e a cultura da empresa.

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Qual é a diferença entre ágil e Lean?

A área de manufatura talvez seja a que mais vem se transformando ao longo do tempo, incorporando diversos processos técnicos e organizacionais em busca de mais eficiência. Atualmente, a aplicação dos conceitos de manufatura ágil e manufatura Lean, também chamada de manufatura enxuta, têm levado maior competitividade às organizações, com pontos em comum: satisfação do cliente, redução de perdas, redução de custos e, ao final, geração de mais valor.

E como cada modelo cria valor? A manufatura ágil cria valor respondendo com agilidade a mudanças para atender as necessidades dos clientes, enquanto a manufatura Lean cria valor reduzindo desperdícios e com a melhoria de processos, o que permite reduzir o tempo de entrega e melhorar a qualidade do produto.

E essas etapas determinam as diferenças no modelo de produção, configuração da produção, níveis de estoque e possibilidades de customização.

Vamos tomar como exemplo o lançamento de um produto: o modelo ágil visa entregar o produto rapidamente e fazer aprimorações segundo o feedback dos clientes. Já no modelo Lean, se leva em consideração a demanda pontual do mercado e se elimina do processo tudo que não agregue qualidade e leve a um produto sem defeito.

Na manufatura ágil, o objetivo é responder de maneira rápida e precisa às demandas do mercado, entendendo que essas demandas variam muito e em pouco tempo, automatizando a produção e personalizando produtos. Na verdade, a proposta ágil é fazer o mínimo necessário com o máximo de resultados, o que aponta uma clara influência do pensamento Lean.

Por outro lado, a manufatura Lean pode ser definida como uma abordagem sistemática para identificar e eliminar perdas através de melhoria contínua desde a concepção do produto até a entrega ao cliente, sempre analisando a cadeia de valor. O objetivo é utilizar menos recursos comparados aos sistemas tradicionais de produção por meio da eliminação de desperdícios – qualquer coisa que não agrega valor ao produto, como, por exemplo, inventário, transporte e movimentos desnecessários. Mas não oferece flexibilidade para customizar produtos.

Princípios básicos da manufatura ágil

A manufatura ágil deve oferecer a capacidade de responder a:

  • Mudanças rápidas dos mercados
  • Pressões competitivas globais
  • Redução do tempo de resposta de novos produtos ao mercado
  • Aumento de cooperação entre empresas
  • Relações interativas da cadeia de valores
  • Aquisição, marketing e distribuição global
  • Aumento do valor da informação/serviço e de todas as áreas da empresa de manufatura
  • Customização de produtos ou serviços

Princípios básicos da manufatura Lean

A manufatura Lean deve oferecer a capacidade de:

  • Analisar e especificar o que agrega valor ao cliente ou ao processo
  • Identificar todos os principais processos, verificar os pontos que se repetem ou que nada agregam
  • Otimizar todo o processo com uma cultura de melhoria contínua, onde cada pessoa que trabalha no projeto fornece subsídios para essa melhoria
  • Eliminar o desperdício eliminando tarefas que não agregam valor
  • Realizar ações que criam valor ao processo ou ao cliente, e não aumento de custos
  • Verificar as necessidades do cliente, o que ele espera e qual a expectativa de qualidade
  • Entregar produtos ou serviços sem defeitos, evitando retrabalho
  • Procurar a perfeição em cada processo

E qual será a melhor estratégia? Ágil ou Lean? Depende do cenário. Em um cenário de incerteza, com muitos competidores e onde não se conheça o comportamento do consumidor, a resposta é a metodologia ágil, que vai entregar flexibilidade para enfrentar mudanças. Já em um cenário de baixa variabilidade e alta previsibilidade, a filosofia Lean é a mais apropriada. Compreender os pontos fortes de cada modelo permitirá que a manufatura aproveite o que há de melhor em cada método.

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Gestão de Processos por Células – foco na satisfação dos stakeholders

Por: Denise Machado Silva

Fala-se muito na busca da excelência no ambiente empresarial. Isso pode ser muito efêmero se não for traduzido em processos claros, que levem a equipe a adotar padrões de excelência.

Ao criar o Programa Atech de Cultura de Excelência (ACE) (saiba mais aqui), foram definidos processos estruturados, que representam partes do Fluxo de Valor da Atech e são geridos pelas Células.

A Gestão de Processos por Células visa a integração entre todas as funções desempenhadas pela organização, garantindo o foco na entrega do valor esperado pelos stakeholders.

Para isso, além do organograma funcional da empresa, a Atech conta com uma estrutura por processos. No organograma convencional, as funções e hierarquias são apresentadas de acordo com cada área de atuação. Já na organização por processos, as funções são definidas de acordo com as células. Assim, os dois organogramas caminham lado a lado.

Confuso? Nem um pouco quando percebemos o quanto isso faz sentido dentro de uma organização que atua em projetos complexos e que podem ou devem conversar entre si, complementarem-se.

SISTEMÁTICA DE UTILIZAÇÃO DE CÉLULAS

As Células são unidades compostas por profissionais que podem ser de diferentes áreas, unidades de negócio, localizações geográficas e hierarquias, que compartilham um mesmo resultado. O objetivo principal das Células é garantir a produção de produtos e serviços que atendam às necessidades de todos os stakeholders, trabalhando em um sistema de “fornecedor e cliente”. São atividades vinculadas a cada uma das Células existentes:

  • Identificação, conhecimento e gerenciamento dos processos;
  • Gerenciamento de seus indicadores de resultados;
  • Promoção da melhoria contínua.

Para que a Célula possa alcançar seus objetivos, o Programa Atech Cultura de Excelência (ACE) conta com uma equipe de profissionais que promovem ações visando garantir a satisfação dos stakeholders, alinhado aos objetivos da organização de entregas sustentáveis, busca da melhoria contínua e perpetuidade dos negócios.

As Células são, necessariamente, formadas por um líder, um consultor ACE e membros que atuam em atividades vinculadas aos seus processos. Todos os colaboradores da Atech pertencem, necessariamente, a uma ou mais Células.

Cabem aos participantes de cada Célula:

  • Conhecer e apoiar o mapeamento dos processos organizacionais e disponibilizar as informações sobre eles, promovendo a sua uniformização e descrição em políticas, manuais e procedimentos;
  • Identificar, desenvolver e difundir internamente metodologias e melhores práticas da gestão de processos;
  • Promover o monitoramento e a avaliação de desempenho dos processos, de forma contínua, mediante a construção de indicadores apropriados;
  • Implantar melhorias nos processos, visando alcançar maior eficiência e eficácia no seu desempenho;
  • Minimizar riscos;
  • Reportar questões da qualidade, bem como tendências adversas à equipe envolvida.

São ferramentas utilizadas sistematicamente pelas Células:

  1. SIPOC: uma ferramenta para explicar processos de maneira macro, que identifica entradas e saídas, processos, fornecedores e clientes.
  2. Trabalho padrão: com o objetivo de gerenciar os processos, diminuir a variabilidade e aumentar a confiabilidade, é realizada a padronização dos processos das células em procedimentos e instruções de trabalho, que também servem de apoio na disseminação de informações e entrada para treinamentos e análise de melhorias.
  3. Riscos empresariais: os riscos internos ou externos relacionados aos objetivos estratégicos da Atech são mapeados e monitorados nas planilhas de riscos das células, definindo seus responsáveis e suas tratativas para assegurar que quaisquer materializações ou evoluções que venham a ocorrer sejam conhecidas e geridas em um nível aceitável.
  4. Torres de controle: representa os resultados de uma Célula permitindo que se realizem controle e análise dos resultados dos processos.  Nelas pode-se visualizar o atingimento dos resultados e usar estes dados para a tomada de decisão. Tem por base os indicadores de negócio alinhados à visão de excelência e à estratégia da Empresa e que meçam os resultados dos processos, como prazo, custo e qualidade dos produtos e serviços identificados no SIPOC das células.
  5. Clínica de melhorias: funciona por meio de reuniões rápidas, direcionadas para decisões. Nela são tratadas as reclamações de clientes, Indicadores do Processo e registros de oportunidades de melhorias. As clínicas ocorrem pelo menos duas vezes ao mês e possuem como pauta os desvios, oportunidades de melhoria e não conformidades. Ações devem ser definidas e formalizadas utilizando a sistemática, quando aplicável, da análise de causa e ações corretivas.
  6. Kaizen: método de gestão que tem como objetivo realizar a análise e eliminação de desperdícios com ações que resultam em melhoria na forma de realizar as atividades ou processos, ou do desempenho e recomendações para atividades/rotinas que demonstram alguma fragilidade, ou possam ser melhoradas.
  7. 5S (saiba mais aqui): ferramenta que permite o planejamento sistemático de utilização, ordenação, limpeza, padronização e disciplina no ambiente de trabalho, gerando assim, a melhoria contínua dos processos, maior produtividade, segurança e motivação dos funcionários.