gestão de ativos
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Entenda o que a gestão de ativos significa para a otimização dos processos produtivos

Na Indústria 4.0, a gestão de ativos precisa estar integrada ao processo produtivo, contribuindo para que a empresa atinja um patamar de excelência. A integração entre a gestão de ativos e a produção têm influência direta na qualidade, na otimização dos processos produtivos e nos resultados operacionais e financeiros do negócio.

Um eficiente planejamento de gestão de ativos é que vai manter a planta em condições ideais, garantindo a confiabilidade e disponibilidade dos equipamentos e, consequentemente, contribuir para a otimização dos processos produtivos em toda a cadeia e assegurar a qualidade dos produtos finais.

Mas o desafio é grande. A engenheira de produção Mariana de Almeida Costa, em seu trabalho de conclusão de curso apresentado na Faculdade de Engenharia da Universidade Federal de Juiz de Fora, ressalta que a gestão de ativos envolve o conhecimento integrado da empresa, de cada setor e de cada equipamento, decidindo onde, quando e por que aplicar cada tipo de manutenção. “O aumento da complexidade e a diversidade de ativos físicos dentro de uma organização aumenta ainda mais a demanda por sistemas de manutenção eficientes e economicamente viáveis”.

Ela também destaca que a gestão de ativos deve ter um papel cada vez mais participativo nos resultados e objetivos estratégicos. “É preciso que a atividade de gestão de ativos se integre de maneira eficaz ao processo produtivo e também deve se configurar como agente proativo dentro da organização, contribuindo para que a empresa caminhe rumo à excelência”, diz Mariana.

Processos da gestão de ativos

Uma eficiente estratégia de gestão de ativos não pode estar baseada na premissa “redução de custo a qualquer custo”. É preciso seguir etapas para garantir o aumento do ciclo de vida do equipamento.

Essa prática de gestão é que vai alavancar os melhores resultados e garantir que a empresa tenha mais competitividade.

Veja abaixo os processos básicos da gestão de ativos:

  • Definição dos objetivos da gestão de ativos
  • Priorização de ativos – central de despesas
  • Modelagem de gestão de cada ativo (criticidade)
  • Indicadores de desempenho para análise
  • Projeto de infraestrutura e de implantação
  • Medição, coleta, gravação e análise
  • Plano de ação – procedimento padrão

Automação e eficiência

Soluções automatizadas e integradas para a gestão de ativos, como a plataforma OKTO, desenvolvida pela Atech, atendem aos requisitos da Indústria 4.0, que tem como características “ser colaborativa, preditiva e inteligente”, segundo Márcio Venturelli, especialista em automação industrial. “Para isso”, diz ele, “sua arquitetura de produção deve ser interoperável, flexível e descentralizada, com impactos diretos na escala produtiva, mão de obra e tomada de decisões”.

Com ferramentas de coleta e análise dos dados, visualizados em tempo real, a qualquer hora, em qualquer lugar, é possível implantar eficientes estratégias de gestão de ativos, com ações de manutenção preditiva que vão evitar paradas e reduzir custos com imprevistos, contribuindo para a otimização dos processos produtivos e, consequentemente, no aumento do faturamento e lucros relativos de cada produto.

“Tornar a fábrica mais inteligente e autônoma permite aumentar o ritmo de produção e evitar custos desnecessários, além de possibilitar a customização de produtos e, assim, atender consumidores cada vez mais exigentes. Mas é preciso garantir que você tenha à disposição plataformas confiáveis e de fácil integração para que as informações não sejam perdidas ou cheguem de maneira equivocada”, ressalta Venturelli.

A evolução do processo de gestão de ativos

Alan Kardec, coordenador da Comissão de Gestão de Ativos da Abraman (Associação Brasileira de Manutenção), lembra a evolução na busca pela excelência na gestão de ativos, que engloba todo o ciclo de vida dos equipamentos, desde a aquisição até o descarte:

1 – Primeira etapa

Vigorou até meados da década de 1990 e tinha como direcionador que a capacitação das pessoas e a modernização dos ativos seriam suficientes para alcançar a excelência, tanto empresarial como pessoal.

2 – Segunda etapa

Iniciou em meados da década de 1990 e tinha como direcionador o reconhecimento de que a primeira etapa é imprescindível, mas não suficiente, para alcançar a excelência. Era preciso incorporar a gestão nos diversos processos da organização, entendendo como os diversos tipos de manutenção influenciam os indicadores estratégicos da organização. Mas ainda existia uma lacuna: a otimização dos diversos processos presentes em uma organização não significa, necessariamente, em alguns casos, a otimização do seu processo macro.

3 – Terceira etapa

Chegamos então à gestão de ativos, que surgiu em meados da década de 2000, como consequência da lacuna observada na segunda etapa – é preciso ter um processo global de gestão em que o mais importante é a busca da excelência para os resultados empresariais da organização.

O que é a IIoT

A IIoT é a Internet das Coisas aplicada ao setor industrial, conectando máquinas à Internet e a plataformas de análises avançadas que processam os dados coletados e enviados pelas máquinas.

Especialistas indicam que a IIoT é baseada em três pilares:

Sensores – colocados nas máquinas e conectados à Internet, gerando dados em tempo real;

Softwares de análise – soluções que coletam e analisam os dados gerados em toda a cadeia logística, por exemplo, e os transformam em inteligência de negócio e insights;

Pessoas – ao final, a tecnologia permite que as pessoas executem as suas tarefas com informações em tempo real, antecipando problemas e levando mais eficiência aos processos.

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Saiba como Big Data e IoT estão acelerando a cadeia de suprimentos

Você com certeza já se deu conta de que cada vez mais a digitalização está presente em todos os setores da indústria e, com essa transformação, chegam dados e mais dados provenientes dos sensores embarcados em equipamentos. Tecnologias de IoT e ferramentas de Big Data deixaram de ser futurologia e oferecem a capacidade de uma melhor tomada de decisão em todas as áreas.

No setor de manufatura, por exemplo, a transformação digital tem levado agilidade, visibilidade, flexibilidade, rastreabilidade e redução de custos para a cadeia de suprimentos, integrando parceiros, fornecedores e clientes.

Se antes a cadeia de suprimentos tinha uma função operacional de logística, cujo foco era assegurar o abastecimento das linhas de produção e entrega para os clientes, hoje se concentra nos processos avançados de planejamento e previsão, como análises preditivas de dados internos – demanda – e externos – tendências de mercado, sazonalidade. Ao mesmo tempo, a logística operacional é muitas vezes terceirizada.

Gargalos e visibilidade

O processo de gerenciamento da cadeia de suprimentos é complexo, envolvendo o controle e monitoramento do fluxo de um produto desde a aquisição de matérias-primas até a distribuição do produto final ao cliente.

Mas, apesar da crescente importância da cadeia de suprimentos, e maior oferta de tecnologias de IoT e de ferramentas de Big Data, muitas empresas ainda enfrentam gargalos, causados principalmente por uma comunicação ineficiente entre as partes, baseada em e-mails e telefone.

Muitos gerentes de supply chain não conseguem ter visibilidade ponta a ponta da cadeia de suprimentos, problema muitas vezes causado pela existência de silos entre pessoas, processos e tecnologia. E sem visibilidade a tarefa de quebrar silos organizacionais é muito difícil, o que cria uma dificuldade natural em conectar fornecedores e negócios para entender a demanda, ter respostas rápidas sobre riscos, imprevistos e disrupções, e, por fim, orquestrar partes móveis de toda cadeia de suprimentos.

Ana Paula Blanco, Mestre em Gerenciamento de Tecnologia pelo Massachusetts Institute of Technology, ressalta que “para se ter sucesso nesse novo ambiente, um processo de planejamento diferente será necessário. Para construir uma rede de fornecimento digital, as organizações serão obrigadas a adotar uma cultura de inovação e experimentação, capaz de entregar uma operação mais rápida, mais flexível, mais granular, mais precisa e mais eficiente”.

A era da hiperconectividade

A IOT e o Big Data estão reestruturando todos os processos que compõem a cadeia de suprimentos, reunindo integração, automação e análise de dados. O poder da IoT está em conectar pessoas, processos, dados e “coisas” de forma inteligente, por meio de dispositivos e sensores, criando um ecossistema em rede que mensura, coleta e troca dados ininterruptamente, em tempo real.

A cadeia de suprimentos aproveita essa capacidade, com total visibilidade em todos os processos e transações. Mas também traz desafios, como aponta Ana Paula: “Em um universo em que as informações estão amplamente disponíveis e podem ser compartilhadas, serão exigidas técnicas avançadas de previsão de demanda, menos dependentes da experiência das pessoas, mais fundamentadas na análise de dados e com períodos de planejamento mais curtos. A tradicional reunião mensal de vendas e operações (S&OP, sigla para Sales and Operations Planning) com horizonte de congelamento de um a três meses, utilizada no passado por várias empresas, será substituída por um processo fluido e dinâmico, capaz de reagir rapidamente às mudanças.

“Não haverá necessidade de se esperar por informações e não haverá nenhum filtro entre um nível da cadeia de suprimento e o outro. O planejamento em tempo real permitirá que as empresas aumentem sua flexibilidade para responder às variações da demanda. Ao mesmo tempo, diminuirá a necessidade de estoque para cobrir variações imprevistas e atrasos na informação, impulsionados pelo efeito chicote comum nas cadeias de fornecimento tradicionais”.

Com a inteligência proveniente da análise de Big Data, em vez de manter estoques de segurança fixos, os gestores poderão reduzir o nível de incerteza (o desvio padrão de erros de demanda / oferta ou de previsão), acabando com a necessidade de manter um estoque de segurança.

A nova cadeia de suprimentos, que incorpora a IoT e o Big Data, é mais integrada, dos fornecedores aos clientes, e as decisões sobre custo, estoque e atendimento passam a ser tomadas em uma perspectiva de ponta a ponta, e não isoladamente por função. Com isso, a cadeia de suprimentos torna-se mais rápida, detalhada, precisa e eficiente.