desafios para as organizações
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Conheça os desafios que as organizações enfrentam ao fazer a transição para o Scrum

Entregar produtos e serviços de forma rápida e eficiente é um dos grandes desafios para as organizações, que buscam inovadoras formas de atender às novas demandas do mercado e dos clientes. Uma das estratégias que vem recebendo atenção dos gestores para enfrentar o atual complexo ambiente de negócios é a implantação do Scrum, uma metodologia ágil voltada para gestão e planejamento de projetos.

Mas diversos fatores podem impedir a implantação bem-sucedida do Scrum. A conscientização dos funcionários, o apoio da gestão e clara definição dos papeis dos membros do processo são fundamentais para o sucesso da transição para o Scrum. Veja abaixo alguns dos maiores desafios enfrentados pelas organizações:

Desafio 1 – Resistência a mudanças

A resistência a mudanças é um grande desafio para as organizações que não estão adaptadas ao uso de metodologias ágeis, entre elas o Scrum. Funcionários reativos incorporam mecanismos para identificar e reagir a mudanças, o que pode ser contornado com um gerenciamento preventivo da resistência, onde os patrocinadores identificam os pontos esperados de resistência e os abordam antes que eles tenham consequências.

Transformar a cultura organizacional é um processo complicado e é necessário exercitar os novos princípios – a cultura ágil – todos os dias, até que virem um hábito, motivando as pessoas e apresentando de forma clara quais são os benefícios dessa transformação, tanto no âmbito pessoal quanto profissional.

Desafio 2 – Entender o novo ambiente

Como são formados por pessoas com diferentes níveis de experiência e pontos de vista, o time de desenvolvimento Scrum deve se esforçar para funcionar como uma unidade, alinhado aos requisitos do cliente para desenvolver com sucesso o produto e satisfazer as suas expectativas. Além disso, a equipe deve criar um ambiente colaborativo, compartilhando proativamente pensamentos, ideias e conhecimento para superar desafios e entregar produtos de alta qualidade em menor tempo.

Desafio 3 – Lidar com os novos papeis

A transição para o Scrum transforma as funções em todas as equipes, departamentos e até mesmo em toda a empresa, o que pode ser muito assustador. Os gerentes, por exemplo, temem perder sua autoridade ou poder de controle, enquanto os membros da equipe podem ter dificuldade em trabalhar com mais autonomia, gerenciando seus processos e tomada de decisão.

Por isso, durante as reuniões diárias, cada membro deve responder as seguintes perguntas, visando formar um todo harmônico:

  • O que eu fiz ontem que ajudou o time de desenvolvimento a atingir a meta do Sprint (ciclo de atividades)?
  • O que eu farei hoje para ajudar o time de desenvolvimento a atingir a meta do Sprint?
  • Eu vejo algum obstáculo que impeça a mim ou ao time de desenvolvimento de atingir a meta do Sprint?

O passo a passo do Scrum

Ken Schwaber e Jeff Sutherland, no Guia Oficial do Scrum, definem a metodologia como um framework dentro do qual as pessoas podem tratar e resolver problemas complexos e adaptativos, enquanto produtiva e criativamente entregam produtos com o mais alto valor possível.

Segundo seus criadores, o Scrum está baseado em 3 pilares:

1 – Transparência –  Todas as características do projeto em desenvolvimento devem ter definições claras e objetivas, comuns a todos os participantes, para que estes “falem a mesma língua” durante a execução de suas tarefas. Além disso, essas informações e definições devem ser facilmente acessíveis por todos e compartilhadas constantemente.

2 – Inspeção – Inspeções devem ser feitas frequentemente para se verificar se os progressos conquistados até o momento realmente se enquadram nos objetivos do projeto e nas necessidades dos clientes finais. Por outro lado, deve-se tomar cuidado para que um excesso de inspeções não atrase o andamento dos trabalhos.

3 – Adaptação – É neste ponto que as iterações incrementais (pequenos progressos constantes) vão começar a ficar mais claras para você. Caso uma inspeção detecte que alguns dos aspectos desejados para a satisfação do cliente não estão de acordo com o esperado, o processo ou o material que está sendo produzido deve ser ajustado. E isso deve ser feito o mais rapidamente possível.

Neil Patel, empreendedor digital reconhecido como um dos 100 melhores até 35 anos pelas Nações Unidas, explica os conceitos do Scrum:

  • No Scrum, os projetos são divididos em ciclos de atividades (chamados de Sprints)
  • Cada um desses ciclos tem um prazo para ser executado (o que recebe o nome de Time Box)
  • Paralelo a isso, existe uma lista de funcionalidades (é o Backlog) a serem implementadas no projeto
  • Para que nada saia dos trilhos, são realizadas reuniões de planejamento diárias (o que chamamos de Daily Scrum)
  • Durante esses encontros, os profissionais envolvidos alinham com o dono do produto (Product Owner) as atividades pelas quais serão responsáveis
  • A cada novo dia, eles fazem uma nova reunião (é o Sprint Review) para que todos fiquem por dentro do que foi feito no dia anterior. Na oportunidade, são levantados os possíveis impedimentos para a realização das atividades e é definido o que deve ser priorizado
  • Quando um ciclo de atividades chega ao final, os envolvidos se reúnem novamente para discutir o que foi implementado e, assim, começam a planejar o próximo (Sprint Planning). E é assim que a coisa flui e tudo recomeça

Benefícios superam riscos

Mesmo que a transição para o Scrum inicialmente pareça um desafio para as organizações, Patel destaca que a grande vantagem de usar a metodologia Scrum é aprender a fazer mais em menos tempo, o que tem relação com conceitos amplamente perseguidos no ambiente corporativo, como eficiência e produtividade.

Ao adotar o modelo Scrum, é possível garantir entregas de qualidade dentro dos requisitos, custos e prazos previamente definidos. Como consequência, isso evita prejuízos financeiros, insatisfação com os resultados ou retrabalhos desnecessários.

O principal é entender o impacto que o Scrum terá na cultura da empresa, entender que adotar uma metodologia ágil requer um período de transição e de adaptação, treinamento, orientação e persistência até que os novos processos façam parte do modo de trabalhar das pessoas e do modo de executar projetos.

Ao final, o objetivo é superar os desafios para as organizações ao fazer a transição para o Scrum, aumentando a velocidade de entrega, garantindo a satisfação do cliente e otimizando a eficiência e a flexibilidade.

CategoriesImprensa Corporativa – Gestão de Ativos

Entenda a importância de contar com mais segurança e controle no setor minerador

Por Fábio Vieira, responsável pelos produtos de Gestão de Ativos da Atech

Uma estratégia de gestão de ativos é a forma de transformar a linguagem técnica em negócio, implantando soluções que oferecem a capacidade de tomar decisões baseadas em valor e risco, garantindo a correta estratégia para gerir os equipamentos e facilitando o planejamento e a programação de serviços.

No setor minerador, a capacidade de monitorar a condição dos ativos e barragens em tempo real e predizer quando vai haver uma falha com semanas ou meses de antecedência é a diferença entre o sucesso da operação ou de acidentes como os acontecidos no Chile, em 2010, ou no Brasil, em 2015.

A última edição do Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos, realizado em outubro, em Belo Horizonte, mostrou que é possível desenvolver e customizar soluções de gestão de ativos alinhadas aos desafios e tendências no setor minerador.

A meta é atender aos maiores desafios das equipes encarregadas pela manutenção, agregando mais segurança e produtividade para as operações, reduzindo paradas não programadas que acarretam perda da produção, assim como os custos de manutenção, diminuindo o número de manutenções corretivas inesperadas para os ativos.

Digitalização é fundamental

Segundo estimativas do Fórum Econômico Mundial, a digitalização pode ajudar o setor minerador a economizar cerca de US$ 190 bilhões em toda a sua cadeia produtiva nos próximos 10 anos, o que representa cerca de 3% do total de vendas da indústria de mineração. A automação de processos não apenas aumenta a produtividade, mas também a sustentabilidade das operações e a segurança dos ativos e dos trabalhadores.

A implantação de soluções de Internet das Coisas e de gestão de ativos que integram os dados e informações de todos os sistemas, enviados por sensores embarcados nos equipamentos e wearables usados pelos trabalhadores, entrega uma nova capacidade aos gestores: a possibilidade de desenvolver um plano robusto e confiável para embasar decisões estratégicas relativas à segurança e ao controle nas operações, alinhado com as diretrizes da ISO 55000.

Sem a inteligência dos dados, os responsáveis pelas políticas de manutenção podem definir estratégias errôneas para os ativos causando um índice elevado de manutenções corretivas inesperadas bem como a execução de manutenções preventivas ineficientes para prevenir e se antecipar as falhas, e os prejuízos tangíveis e intangíveis podem ser incalculáveis.

Por que investir na segurança e no controle

No setor minerador, por conta da própria natureza das operações, os desafios em relação à segurança são inúmeros, e as decisões precisam ser tomadas de imediato para que acidentes de grandes proporções sejam evitados. Ter acesso em tempo real a informações estratégicas é fundamental e somente soluções integradas de gestão de ativos são capazes de:

  • Gerenciar o comportamento de todos os instrumentos e emitir alertas para leituras fora do esperado
  • Reduzir os custos com manutenção e remediação de falhas em equipamentos
  • Aumentar a disponibilidade dos equipamentos
  • Diminuir o impacto de eventuais falhas e períodos de inatividade
  • Gerar informações sobre pontos de atenção futuros e compartilhar informações entre as áreas envolvidas na manutenção
  • Tomar decisões baseadas no risco considerando impacto financeiro, ambiental e saúde
  • Oferecer atualizações constantes de estabilidade dos ativos
  • Garantir a integridade física de barragens e outros ativos por meio de medições, análises e relatórios de conformidade técnica

De acordo com a necessidade específica de cada operação, é possível reforçar a proposta de valor, seja em monitoramento de condição de ativos, planejamento e programação da manutenção ou controle da manutenção, garantindo assim o uso mais eficiente do capital investido e a segurança das atividades.