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Saiba como Big Data e IoT estão acelerando a cadeia de suprimentos

Você com certeza já se deu conta de que cada vez mais a digitalização está presente em todos os setores da indústria e, com essa transformação, chegam dados e mais dados provenientes dos sensores embarcados em equipamentos. Tecnologias de IoT e ferramentas de Big Data deixaram de ser futurologia e oferecem a capacidade de uma melhor tomada de decisão em todas as áreas.

No setor de manufatura, por exemplo, a transformação digital tem levado agilidade, visibilidade, flexibilidade, rastreabilidade e redução de custos para a cadeia de suprimentos, integrando parceiros, fornecedores e clientes.

Se antes a cadeia de suprimentos tinha uma função operacional de logística, cujo foco era assegurar o abastecimento das linhas de produção e entrega para os clientes, hoje se concentra nos processos avançados de planejamento e previsão, como análises preditivas de dados internos – demanda – e externos – tendências de mercado, sazonalidade. Ao mesmo tempo, a logística operacional é muitas vezes terceirizada.

Gargalos e visibilidade

O processo de gerenciamento da cadeia de suprimentos é complexo, envolvendo o controle e monitoramento do fluxo de um produto desde a aquisição de matérias-primas até a distribuição do produto final ao cliente.

Mas, apesar da crescente importância da cadeia de suprimentos, e maior oferta de tecnologias de IoT e de ferramentas de Big Data, muitas empresas ainda enfrentam gargalos, causados principalmente por uma comunicação ineficiente entre as partes, baseada em e-mails e telefone.

Muitos gerentes de supply chain não conseguem ter visibilidade ponta a ponta da cadeia de suprimentos, problema muitas vezes causado pela existência de silos entre pessoas, processos e tecnologia. E sem visibilidade a tarefa de quebrar silos organizacionais é muito difícil, o que cria uma dificuldade natural em conectar fornecedores e negócios para entender a demanda, ter respostas rápidas sobre riscos, imprevistos e disrupções, e, por fim, orquestrar partes móveis de toda cadeia de suprimentos.

Ana Paula Blanco, Mestre em Gerenciamento de Tecnologia pelo Massachusetts Institute of Technology, ressalta que “para se ter sucesso nesse novo ambiente, um processo de planejamento diferente será necessário. Para construir uma rede de fornecimento digital, as organizações serão obrigadas a adotar uma cultura de inovação e experimentação, capaz de entregar uma operação mais rápida, mais flexível, mais granular, mais precisa e mais eficiente”.

A era da hiperconectividade

A IOT e o Big Data estão reestruturando todos os processos que compõem a cadeia de suprimentos, reunindo integração, automação e análise de dados. O poder da IoT está em conectar pessoas, processos, dados e “coisas” de forma inteligente, por meio de dispositivos e sensores, criando um ecossistema em rede que mensura, coleta e troca dados ininterruptamente, em tempo real.

A cadeia de suprimentos aproveita essa capacidade, com total visibilidade em todos os processos e transações. Mas também traz desafios, como aponta Ana Paula: “Em um universo em que as informações estão amplamente disponíveis e podem ser compartilhadas, serão exigidas técnicas avançadas de previsão de demanda, menos dependentes da experiência das pessoas, mais fundamentadas na análise de dados e com períodos de planejamento mais curtos. A tradicional reunião mensal de vendas e operações (S&OP, sigla para Sales and Operations Planning) com horizonte de congelamento de um a três meses, utilizada no passado por várias empresas, será substituída por um processo fluido e dinâmico, capaz de reagir rapidamente às mudanças.

“Não haverá necessidade de se esperar por informações e não haverá nenhum filtro entre um nível da cadeia de suprimento e o outro. O planejamento em tempo real permitirá que as empresas aumentem sua flexibilidade para responder às variações da demanda. Ao mesmo tempo, diminuirá a necessidade de estoque para cobrir variações imprevistas e atrasos na informação, impulsionados pelo efeito chicote comum nas cadeias de fornecimento tradicionais”.

Com a inteligência proveniente da análise de Big Data, em vez de manter estoques de segurança fixos, os gestores poderão reduzir o nível de incerteza (o desvio padrão de erros de demanda / oferta ou de previsão), acabando com a necessidade de manter um estoque de segurança.

A nova cadeia de suprimentos, que incorpora a IoT e o Big Data, é mais integrada, dos fornecedores aos clientes, e as decisões sobre custo, estoque e atendimento passam a ser tomadas em uma perspectiva de ponta a ponta, e não isoladamente por função. Com isso, a cadeia de suprimentos torna-se mais rápida, detalhada, precisa e eficiente.

cultura da disciplina
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Cultura da Disciplina – Processo do 5S

A busca pela excelência passa pela adoção de metodologias que garantam o uso correto e eficiente dos recursos, tanto físicos quanto profissionais. Já falamos anteriormente que a Excelência é um dos valores da Atech, e que os hábitos para a prática da excelência devem ser diários (confira aqui).

Nesse sentido, vamos apresentar abaixo uma das ferramentas adotadas para essa prática diária – o 5S, ligado aos princípios Lean, que contribuem para criar a cultura da disciplina, identificando problemas e gerando oportunidades de melhorias dentro das organizações.

O 5S surgiu no Japão na década de 1950 e foi aplicado após a 2ª Guerra Mundial, com a finalidade de reorganizar o país em um momento conhecido como a crise da competitividade, tornando-se um compromisso de melhoria integral do ambiente e das condições de trabalho e não apenas uma simples “campanha de limpeza”.

Em síntese essa é a mensagem que o japonês Masaaki Imai, o ‘pai’ desta filosofia de gestão, traz. Ele criou o conceito de ‘kaizen’, em que ‘kai’ significa, em japonês, mudança e ‘zen’ para melhor. Da junção nasceu a estratégia minuciosa de melhorias graduais implementadas continuamente, que os japoneses creditam como o fundamento do seu ‘milagre’ industrial do pós-guerra.

Masaaki Imai destaca o que acontece quando o 5S não é adotado em uma organização. “A falta dos 5 S’s significa ineficiência, desperdício, autodisciplina insuficiente, baixa moral, menos qualidade, custos elevados e uma inabilidade para entregar no prazo” – Masaaki Imai, no livro Gemba Kaizen

Com isso, a proposta do 5S, assim como outras ferramentas Lean, é reduzir o desperdício de recursos e espaço de forma a aumentar a eficiência operacional, desenvolvendo e aperfeiçoando a organização, a padronização, a limpeza e eliminação de atividades que não agregam valor dentro da empresa.

Outro ponto importante para garantir a eficiência de todo o processo é a autodisciplina – quando se adquire o hábito de manter tudo em ordem, a organização faz “parte” do dia a dia.

Conheça um pouco mais sobre o conceito 5S:

Processo 5S – Elimine os desperdícios

SENSO DE ORGANIZAÇÃO (Seiri)

Classificar o necessário e o desnecessário. Eliminar os artigos raramente usados (colocação de etiquetas vermelha)

SENSO DE ARRUMAÇÃO (Seiton)

Organizar os itens absolutamente necessários, identificar e colocar tudo em ordem, para que qualquer pessoa possa localizar facilmente

SENSO DE LIMPEZA (Seiso)

Limpar sempre e não sujar

Eliminar as causas da sujeira

SENSO DE PADRONIZAÇÃO (Seiketsu)

Criar procedimentos para manter os primeiros 3S’s

SENSO DE DISCIPLINA (Shitsuke)

Usar auditorias regulares para manter a disciplina

Agora com os conceitos mais claros, saiba como aplicar o conceito 5S no dia a dia da organização:

  • 1S – Organizar

Pergunte a si mesmo:

– Qual é o propósito desse objeto?

– Quem o usa?

– Essa é a melhor ferramenta a ser usada?

Repita o processo em todos os lugares

  • 2S – Arrumar

– Coloque os objetos distante de acordo com a frequência de uso, e, respectivamente, as regras de segurança

– Organizar de modo a encontrar imediatamente o que é necessário

  • 3S – Limpar

– Pare para limpar

– Limpe a área com todos os membros do time

– Pinte a área

  • 4S – Padronizar

– Documentar as instruções de limpeza

– Definir padrões de trabalho

– Deixe as regras expostas nas estações de trabalho

  • 5S – Disciplinar

– Respeite as instruções

– Controle a qualidade

– Construa um reflexo da limpeza

– Respeite as regras que nós mesmos definimos

Ao serem criados os hábitos diários, mudanças significativas são esperadas em todos os âmbitos, desde o pessoal até mesmo o do ambiente de trabalho e em relação à performance profissional. Confira as melhorias esperadas:

  • Para as pessoas

Segurança melhorada

Higiene aceitável

Melhora no ambiente de trabalho

Menos cansativo

  • Para o ambiente

Risco reduzido de acidentes

Melhora no ambiente de trabalho

  • Para o equipamento

Inspeção fácil

Menos Paradas

Avarias e lentidão reduzidas

  • Para a performance

A inspeção e a manutenção ficam mais fáceis

Reduzem a perda de tempo

Documentação mais fácil de encontrar

  • Para a qualidade

Menos sujeira nas peças

Melhor confiabilidade[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

desafios para as organizações
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Conheça os desafios que as organizações enfrentam ao fazer a transição para o Scrum

Entregar produtos e serviços de forma rápida e eficiente é um dos grandes desafios para as organizações, que buscam inovadoras formas de atender às novas demandas do mercado e dos clientes. Uma das estratégias que vem recebendo atenção dos gestores para enfrentar o atual complexo ambiente de negócios é a implantação do Scrum, uma metodologia ágil voltada para gestão e planejamento de projetos.

Mas diversos fatores podem impedir a implantação bem-sucedida do Scrum. A conscientização dos funcionários, o apoio da gestão e clara definição dos papeis dos membros do processo são fundamentais para o sucesso da transição para o Scrum. Veja abaixo alguns dos maiores desafios enfrentados pelas organizações:

Desafio 1 – Resistência a mudanças

A resistência a mudanças é um grande desafio para as organizações que não estão adaptadas ao uso de metodologias ágeis, entre elas o Scrum. Funcionários reativos incorporam mecanismos para identificar e reagir a mudanças, o que pode ser contornado com um gerenciamento preventivo da resistência, onde os patrocinadores identificam os pontos esperados de resistência e os abordam antes que eles tenham consequências.

Transformar a cultura organizacional é um processo complicado e é necessário exercitar os novos princípios – a cultura ágil – todos os dias, até que virem um hábito, motivando as pessoas e apresentando de forma clara quais são os benefícios dessa transformação, tanto no âmbito pessoal quanto profissional.

Desafio 2 – Entender o novo ambiente

Como são formados por pessoas com diferentes níveis de experiência e pontos de vista, o time de desenvolvimento Scrum deve se esforçar para funcionar como uma unidade, alinhado aos requisitos do cliente para desenvolver com sucesso o produto e satisfazer as suas expectativas. Além disso, a equipe deve criar um ambiente colaborativo, compartilhando proativamente pensamentos, ideias e conhecimento para superar desafios e entregar produtos de alta qualidade em menor tempo.

Desafio 3 – Lidar com os novos papeis

A transição para o Scrum transforma as funções em todas as equipes, departamentos e até mesmo em toda a empresa, o que pode ser muito assustador. Os gerentes, por exemplo, temem perder sua autoridade ou poder de controle, enquanto os membros da equipe podem ter dificuldade em trabalhar com mais autonomia, gerenciando seus processos e tomada de decisão.

Por isso, durante as reuniões diárias, cada membro deve responder as seguintes perguntas, visando formar um todo harmônico:

  • O que eu fiz ontem que ajudou o time de desenvolvimento a atingir a meta do Sprint (ciclo de atividades)?
  • O que eu farei hoje para ajudar o time de desenvolvimento a atingir a meta do Sprint?
  • Eu vejo algum obstáculo que impeça a mim ou ao time de desenvolvimento de atingir a meta do Sprint?

O passo a passo do Scrum

Ken Schwaber e Jeff Sutherland, no Guia Oficial do Scrum, definem a metodologia como um framework dentro do qual as pessoas podem tratar e resolver problemas complexos e adaptativos, enquanto produtiva e criativamente entregam produtos com o mais alto valor possível.

Segundo seus criadores, o Scrum está baseado em 3 pilares:

1 – Transparência –  Todas as características do projeto em desenvolvimento devem ter definições claras e objetivas, comuns a todos os participantes, para que estes “falem a mesma língua” durante a execução de suas tarefas. Além disso, essas informações e definições devem ser facilmente acessíveis por todos e compartilhadas constantemente.

2 – Inspeção – Inspeções devem ser feitas frequentemente para se verificar se os progressos conquistados até o momento realmente se enquadram nos objetivos do projeto e nas necessidades dos clientes finais. Por outro lado, deve-se tomar cuidado para que um excesso de inspeções não atrase o andamento dos trabalhos.

3 – Adaptação – É neste ponto que as iterações incrementais (pequenos progressos constantes) vão começar a ficar mais claras para você. Caso uma inspeção detecte que alguns dos aspectos desejados para a satisfação do cliente não estão de acordo com o esperado, o processo ou o material que está sendo produzido deve ser ajustado. E isso deve ser feito o mais rapidamente possível.

Neil Patel, empreendedor digital reconhecido como um dos 100 melhores até 35 anos pelas Nações Unidas, explica os conceitos do Scrum:

  • No Scrum, os projetos são divididos em ciclos de atividades (chamados de Sprints)
  • Cada um desses ciclos tem um prazo para ser executado (o que recebe o nome de Time Box)
  • Paralelo a isso, existe uma lista de funcionalidades (é o Backlog) a serem implementadas no projeto
  • Para que nada saia dos trilhos, são realizadas reuniões de planejamento diárias (o que chamamos de Daily Scrum)
  • Durante esses encontros, os profissionais envolvidos alinham com o dono do produto (Product Owner) as atividades pelas quais serão responsáveis
  • A cada novo dia, eles fazem uma nova reunião (é o Sprint Review) para que todos fiquem por dentro do que foi feito no dia anterior. Na oportunidade, são levantados os possíveis impedimentos para a realização das atividades e é definido o que deve ser priorizado
  • Quando um ciclo de atividades chega ao final, os envolvidos se reúnem novamente para discutir o que foi implementado e, assim, começam a planejar o próximo (Sprint Planning). E é assim que a coisa flui e tudo recomeça

Benefícios superam riscos

Mesmo que a transição para o Scrum inicialmente pareça um desafio para as organizações, Patel destaca que a grande vantagem de usar a metodologia Scrum é aprender a fazer mais em menos tempo, o que tem relação com conceitos amplamente perseguidos no ambiente corporativo, como eficiência e produtividade.

Ao adotar o modelo Scrum, é possível garantir entregas de qualidade dentro dos requisitos, custos e prazos previamente definidos. Como consequência, isso evita prejuízos financeiros, insatisfação com os resultados ou retrabalhos desnecessários.

O principal é entender o impacto que o Scrum terá na cultura da empresa, entender que adotar uma metodologia ágil requer um período de transição e de adaptação, treinamento, orientação e persistência até que os novos processos façam parte do modo de trabalhar das pessoas e do modo de executar projetos.

Ao final, o objetivo é superar os desafios para as organizações ao fazer a transição para o Scrum, aumentando a velocidade de entrega, garantindo a satisfação do cliente e otimizando a eficiência e a flexibilidade.

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Saiba como metodologias ágeis podem transformar o ambiente de trabalho

VUCA – Volatilidade, Incerteza, Complexidade e Ambiguidade. Surgido na década de 1990 no ambiente militar para tratar das ferramentas e métodos necessários para fazer frente a um ambiente extremamente agressivo

e desafiador, esse conceito agora faz parte do mundo dos negócios, um ambiente de trabalho também agressivo, complexo, e também desafiador, competitivo e veloz.

A agilidade é considerada a principal habilidade necessária para fazer frente a esse ambiente cada vez mais complexo. Martha Gabriel, influenciadora digital, destaca que “nesse contexto, as metodologias tradicionais de negócios não conseguem mais dar conta dos desafios atuais. Assim, a solução de planejamento e gestão que tem se mostrado mais eficiente são as metodologias ágeis”.

Consideradas como um dos pilares da transformação digital, as metodologias ágeis, conceito desenvolvido pela indústria de software e depois aplicado no ambiente de trabalho de outras indústrias, “permitem ajustes no projeto e no produto conforme eles evoluem. Elas consideram as mudanças rápidas do ambiente – como os clientes, a tecnologia e os concorrentes – e vão se adaptando de forma flexível, criando aprendizado durante o processo. Isso garante o melhor resultado possível, de forma eficiente e sustentável para a empresa, ao mesmo tempo que maximiza a experiência do cliente em cada etapa”, diz Martha.

Os valores do Manifesto Ágil

Escrito em 2001 e endossado por 17 desenvolvedores de software, o Manifesto Ágil surgiu da observação de pontos comuns de projetos que tiveram sucesso em suas metodologias e, principalmente, visava evitar falhas de desenvolvimento, como a que resultou na explosão do foguete Ariane-5, em 1996, que causou um prejuízo de US$ 370 milhões.

Investigações da Agência Espacial Europeia sobre o acidente identificaram que a explosão na hora do lançamento não havia sido provocada por falha mecânica ou mesmo sabotagem. Um simples erro de software, que fez cálculos errados na hora do lançamento, causou o desastre.

No geral, os problemas eram tantos que estimativas indicavam que 80% dos projetos de programação não eram entregues e, mesmo quando eram finalizados, 90% deles eram concluídos estourando orçamentos e prazos.

Diante desse cenário, programadores e consultores se reuniram para debater como implantar uma abordagem mais eficiente na implementação de softwares, que resultou em um grande consenso sobre as melhores práticas para o desenvolvimento de software. Com base nesses pontos, foi criado o Manifesto Ágil.

Os valores do Manifesto Ágil, depois aplicados em outras áreas das empresas, não deixam de lado os elementos e ferramentas tradicionais do desenvolvimento de software, mas ressaltam a necessidade de uma escala de valores, onde flexibilidade e colaboração no ambiente de trabalho são mais relevantes do que a rigidez de processos e planejamentos clássicos.

1 – Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas

Devemos entender que o desenvolvimento de software é uma atividade humana e que a qualidade da interação entre as pessoas pode resolver problemas crônicos de comunicação. Processos e ferramentas são importantes, mas devem ser simples e úteis.

2 – Software em funcionamento mais que documentação abrangente

O maior indicador de que sua equipe construiu algo é o software funcionando. Clientes querem resultado. Documentação também é importante, mas somente o necessário e que agregue valor.

3 – Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos

Devemos atuar em conjunto com o cliente em um ambiente de colaboração, tomada de decisões em conjunto e trabalho em equipe, fazendo com que todos tenham o mesmo objetivo.

4 – Responder a mudanças mais que seguir um plano

Desenvolver softwares e produtos é um ambiente de alta incerteza e, por isso, não é possível ter a obrigatoriedade de manter o mesmo plano do início ao fim, mantendo as mesmas premissas (fatores associados ao escopo do projeto). O conceito de metodologia ágil pressupõe o aprendizado constante com base nas informações e feedbacks e também a constante adaptação do plano inicial.

E a metodologia evolui para cultura

Antes restrita a times de desenvolvimento de software, as metodologias ágeis passaram a influenciar todo o ambiente de trabalho – a cultura ágil – que dá mais liberdade para que os colaboradores sejam mais inovadores e criativos na resolução de problemas, incentivando a colaboração e gerando mais engajamento.

Esdras Moreira, especialista em gestão de pessoas, ressalta que o modelo de cultura ágil é baseado no Manifesto Ágil, cujos princípios e valores foram tão bem aceitos, com resultados tão positivos, que não demorou para que as empresas adotassem suas propostas na administração de seus negócios e para a orientação dos colaboradores.

“A cultura ágil”, diz Moreira, “é um novo modelo de gestão dentro das organizações. Ela prioriza os resultados por meio de uma divisão igualitária de funções e responsabilidades em vez de uma hierarquia. O principal ponto da metodologia é o trabalho em equipe e a autonomia dos indivíduos dentro da empresa. Com ela, todos assumem uma mesma visão de crescimento, podendo cobrar resultados um dos outros sem a figura direta do chefe”.

As principais características de uma cultura ágil são:

  • Equipes colaborativas e multifuncionais, contando com todas as habilidades necessárias para a realização do trabalho
  • Colaboradores confiáveis para aplicar processos em busca do controle de riscos organizacionais
  • Compromisso com a entrega e a busca por feedbacks, promovendo a melhoria contínua
  • Clara visão do valor agregado em cada atividade realizada
  • Negociação, tomada de decisões e resolução de conflitos de forma autônoma por parte das equipes
  • Pesados investimentos no treinamento dos colaboradores
  • Transparência total em uma escala estratégica, tática e operacional
  • Gerenciamento para resolução

Como se pode ver, o objetivo das metodologias ágeis é entregar uma nova forma de visualizar o trabalho e a realização de tarefas, beneficiando a equipe como um todo, e ao mesmo tempo permitindo que cada um cumpra seu papel com a máxima eficiência.

 

excelência
CategoriesPassion For People

A Busca pela Excelência

Buscar a excelência não é um conceito novo. Pelo contrário, quem falou nisto pela primeira vez foi o filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.): “Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito! ”

Se entregamos algo perfeito hoje e, claro, perfeito de acordo com os nossos parâmetros, amanhã poderá e deverá ser melhorado. Logo, a excelência não é uma chegada, é uma busca. Uma mudança de mentalidade, de ser capaz de entregar hoje algo melhor do que ontem.  É não aceitar o “vai assim mesmo” porque você acredita que dá para fazer algo melhor.

Excelência para a Atech

“Excelência” compõe um dos valores da Atech e, por isso, incentivamos que todos não apenas busquem, mas pratiquem a excelência diariamente.

Para a Atech, excelência se traduz em ser simples e melhorar sempre.

Com o intuito de endereçar a importância do tema, lançamos, em 2013, o Programa Atech Cultura de Excelência – ACE, que foi desenvolvido com base nos princípios Lean, tendo como objetivo garantir a satisfação dos stakeholders, entregando valor de forma sustentável, buscando a melhoria contínua e perpetuidade do negócio Atech.

Os 5 princípios Lean que norteiam o ACE e, através dele, toda a cultura Atech, são:

  1. Especificar Valor sob a ótica do cliente

O que é importante para o cliente?

  1. Identificar e alinhar o Fluxo de Valor

Conhecemos detalhadamente nossos fluxos de valor?

Quais atividades agregam valor?

As atividades que criam valor estão alinhadas na melhor sequência?

  1. Realizar essas atividades em Fluxo Contínuo

Existem momentos em que o material ou informação para? Por quê?

  1. Sempre que alguém as solicita (Puxado)

Os produtos são produzidos somente quando necessários?

  1. Buscando sua Perfeição

Assumimos os desperdícios com naturalidade e indignação?

A Atech estimula seus funcionários a identificar melhorias no seu dia a dia, mediante inúmeras práticas balizadas nos princípios Lean. Acreditamos que a excelência é um dos principais pilares que asseguram o ganho da eficiência e a perpetuidade do negócio dado que, com a melhoria contínua, a organização se torna mais ágil e preparada para as mudanças do mundo, das tecnologias e da sociedade.  Para a Atech, a jornada para a Excelência não tem fim. E nesta infinitude, transformamos nossas entregas e produtos em algo com maior valor agregado, enfatizamos o hábito de pensar sempre na melhoria e, com isso, impactar positivamente nossa empresa e a sociedade.

 

segurança
CategoriesGoverno e Segurança Pública,  Segurança Pública

Saiba como a integração e inteligência contribuem para a segurança pública

A sensação de insegurança é algo muito comum na vida de quem mora nas principais capitais brasileiras, ou mesmo em cidades menores, apesar de dados recentemente divulgados apontarem para uma redução dos índices de violência, principalmente daqueles considerados mais graves, como homicídio.

Dados preliminares da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, divulgados no início de abril mostram redução de 65% dos índices de latrocínio (roubo seguido de morte), 30% menos roubos de veículos e 38% menos roubos de cargas. Os dados são um comparativo com o mesmo período de 2018. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo também divulgou recentemente dados que indicam queda em determinados índices.

Apesar dos números em queda, a segurança pública está no debate social como uma das principais preocupações do brasileiro, ficando atrás apenas de saúde, segundo dados do Ibope de setembro do ano passado.

Com esse cenário, essa temática é um dos principais desafios de governos e autoridades civis e militares, demandando aporte substancial de recursos por parte dos órgãos responsáveis e novas abordagens para fazer frente à criminalidade e seu aparato. Isso porque a criminalidade apresenta-se de diversas formas, são furtos, assaltos, depredações, roubo a bancos e cargas, tráfico de drogas, contrabando e muito mais.

Muitos delitos parecem saídos de filmes de ação, com fugas cinematográficas, uso de drones para vigiar a aproximação da polícia, uso de rodovias vicinais para escoar o produto dos crimes e até mesmo tendo reféns como escudos humanos. Ou ainda há casos em que o crime é identificado somente dias depois do ocorrido, como um assalto a banco com a abertura de túneis.

Para combater crimes complexos como esses e até mesmo conduzir investigações, o uso de tecnologia e de inteligência é fundamental. A existência de Centros de Operações com suporte de diferentes agências e órgãos atuando de forma cooperativa e sincronizada, como forças policiais (Polícias Civil e Militar), serviços de emergência (SAMU e Bombeiros), Departamento de Trânsito e outros, faz parte das táticas mais modernas adotadas em diversos países.

Mas, o que se vê no Brasil é a ausência de tal aparato e de tal integração sem que haja um Centro deste tipo, convergindo os dados das diversas agências, que contam ainda com sistemas e base de dados independentes. A integração destes diferentes recursos tecnológicos de cada agência de segurança pública possibilitaria uma ação de inteligência em atividades de prevenção, planejamento e execução de operações.

Tecnologia e know how para suprir a administração pública já existe, inclusive, com soluções nacionais. Com a aplicação de tecnologia e integração de sistemas, é possível planejar e acompanhar operações na área da segurança de forma integrada, unificando as informações dispersas em sistemas de diferentes órgãos, racionalizando a distribuição de recursos físicos, veículos e equipamentos. Este resultado será convertido em benefício direto para os cidadãos, na medida que a diminuição da ação da criminalidade reflete diretamente no bem-estar da sociedade.

Um exemplo de solução passível de ser aplicada em qualquer cenário de segurança pública brasileiro é o ARKHE GOVERNANCE, desenvolvido pela Atech, que, com as informações de inteligência geradas, proporciona maior eficiência na execução das operações e investimentos na Segurança Pública.

Com o ARKHE GOVERNANCE é possível, por exemplo, aproveitar os sistemas de vídeo monitoramento com câmeras e radares de trânsito já existentes em uma cidade, conectando-os a uma rede de dados. Estes sistemas geram imagens e dados georreferenciados dos veículos. O ARKHE GOVERNANCE pode ser implantado em um ambiente de gestão da segurança pública como um Centro de Operações, por exemplo, e permite que imagens e os dados capturados em tempo real sejam tratados pelo módulo de análise e inteligência. Este módulo, integrado a bases de dados de veículos roubados ou suspeitos é capaz de gerar alertas ao identificar um destes veículos, destacando a localização e rastreando o veículo por meio de sensores e câmeras integrados. Afinal, um carro roubado circulando pode indicar uma ação criminosa em andamento, como um possível assalto a carro-forte.

O sistema de despacho do ARKHE GOVERNANCE aciona, automaticamente, a viatura policial mais próxima do local onde foi gerado o alerta. O veículo é rastreado por toda a área da cidade onde exista cobertura das câmeras integradas. O deslocamento de viaturas oficiais também é acompanhado durante todo o atendimento da ocorrência. Além disso, o ARKHE GOVERNANCE pode gerar alertas e alarmes personalizados, bem como atuar de forma integrada recebendo e analisando dados dos sistemas das diferentes agências, de forma a concentrar em uma interface única todas as informações necessárias para a gestão de operações de segurança. Ainda é possível, por meio da análise de dados, realizar estudos preditivos e apresentar informações com valor agregado, em um nível que apoie a tomada de decisões.

Esse é apenas um exemplo de como a tecnologia pode e deve ser aplicada à área de segurança pública. Com a integração de recursos já existentes, adoção de novos sistemas e a conversão de informação em inteligência é possível mapear áreas de risco, planejar ações preventivas, organizar missões e prover mais segurança para a sociedade como um todo.