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Conheça cinco técnicas de lean manufacturing

Lean na manufatura ou “going lean” (na expressão em inglês) refere-se a uma série de métodos, filosofias e ferramentas para minimizar o desperdício no negócio e maximizar a produção.

A manufatura lean é um método sistemático projetado para minimizar o desperdício em um sistema de manufatura enquanto a produtividade permanece constante. Originada no Japão, no Sistema Toyota de Produção (TPS), a manufatura lean tem como objetivo minimizar o desperdício dentro de uma operação fabril, com a ideia de retratar com clareza o que agrega valor, e de remover o que não é relevante.

Existem várias abordagens lean, permitindo que cada organização escolha a metodologia mais aderente ao seu processo. Conheça:

Kaizen (Melhoria Contínua)

O Kaizen refere-se a uma estratégia ou prática em que os funcionários trabalham juntos de maneira proativa para obter melhorias regulares e incrementais no processo de manufatura, engenharia ou qualquer outro processo.

Aplicada no universo dos negócios, a metodologia é eficaz porque foca os talentos e recursos coletivos de sua empresa na criação de uma cultura continuamente à procura de maneiras de eliminar o desperdício dos processos de fabricação.

Este método transcorre numa empresa com a ideia de que o dia não deve ser terminado sem pelo menos uma melhoria realmente efetivada, tanto no ambiente de trabalho ou até mesmo na vida dos funcionários.

A abordagem 5S

A metodologia 5S é utilizada para solução de problemas e identificação da causa raiz. Essa estratégia envolve SORTING – quando eliminamos itens, informações e/ou documentos desnecessários. Assim que isso for feito, os itens restantes são SET IN ORDER – arranjar os documentos, informações e/ou ferramentas para que sejam rapidamente localizados quando necessários. Em seguida, é preciso manter um ambiente limpo e organizado, sob o aspecto de segurança da informação, chamado SHINES.

Depois disso, há o STANDARDIZE – que estabelece procedimentos formais para a execução e a gestão dos projetos. Finalmente, a estratégia deve ser sustentada a partir de treinamentos e comunicação eficiente para manter os padrões.

Seis Sigma

A ineficiência da produtividade em praticamente qualquer categoria de fabricação geralmente pode ser rastreada em até 6 categorias de perda que ocorrem universalmente. Estas incluem falhas, configuração, pequenas paradas, ajustes, velocidade reduzida, rejeições de inicialização e rejeições de produção.

A abordagem Seis Sigma fornece uma diretriz para atacar as causas mais comuns de desperdício nos processos de fabricação.

Eficácia Geral do Equipamento (OEE)

OEE é a principal estrutura para medir a perda de produtividade em um determinado processo de fabricação. São várias as métricas que podem ser utilizadas na indústria para avaliar se algum processo/máquina é eficiente ou não. Três categorias de perda importantes são rastreadas: o tempo de inatividade, ciclos lentos e rejeições.

Essa abordagem lean estabelece uma linha de base e fornece um meio de acompanhar o progresso na eliminação de resíduos de um processo de fabricação.

Monitoramento de máquina

O monitoramento se encaixa exatamente com o OEE (Eficácia Geral do Equipamento). O software de monitoramento de máquina coleta automaticamente dados das máquinas e usa esses dados para fornecer visualizações e notificações em tempo real, bem como análises históricas para ajudar os operadores e o gerenciamento a tomar decisões mais rápidas e mais informadas. Além de fornecer a você um desempenho imediato, máquina a máquina, o monitoramento da máquina oferece uma janela para todo o processo de fabricação.

Tempo de inatividade da máquina, problemas de qualidade e baixo desempenho podem ser categorizados automaticamente ou por um operador. Ao monitorar as máquinas, é possível prever falhas no maquinário. Com a identificação imediata, meios de superar essas dificuldades são elaborados com mais agilidade.

gestão de ativos
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Conheça 4 tecnologias que estão transformando a gestão de ativos industriais

O que a gestão de ativos empresariais (Enterprise Assets Management, ou EAM) tem em comum com os tênis de corrida? Ambos permaneceram relativamente inalterados nas outras décadas, mas estão prontos para evoluir rapidamente graças às tecnologias modernas. No mundo das corridas, tênis inteligentes e avanços nas tecnologias esportivas estão transformando a experiência de correr. Os atletas têm acesso a insights valiosos para seu desempenho, como dicas em tempo real para corrigir a postura e análise contínua de batimentos cardíacos, distância média, ritmo e mais.

Assim como a tecnologia está redefinindo a corrida, ela está transformando quase todos os aspectos da manufatura, dos modelos de negócios aos métodos produtivos. EAM, um campo onde processos manuais e múltiplos sistemas desconectados ainda são comuns, é um dos principais candidatos para a transformação.

Na medida em que os produtores melhoraram e unificam seus processos de EAM, é importante considerar tanto as tecnologias já existente quando as emergentes. Uma abordagem robusta é aquela que leva em conta não só as tecnologias disponíveis, mas que se prepara para as futuras evoluções. Por isso, vamos explorar 4 tecnologias que irão transformar a gestão de ativos: mobile, Internet das Coisas (IoT), machine learning e realidade híbrida.

Funcionalidades móveis (mobile)

Já se foram os dias em que os colaboradores precisavam estar presentes nas instalações para verificar a saúde e a funcionalidade dos equipamentos. Hoje, dispositivos móveis e aplicativos de EAM otimizados para mobile fornecem aos funcionários um acesso flexível às ferramentas e insights necessários, a qualquer momento e em qualquer lugar.

Por meio dos dispositivos móveis, os profissionais podem enxergar informações de performance, criar ordens de serviço e vincular pedidos de serviços a locais ou ativos específicos, tornando a manutenção ad-hoc uma tarefa simples. Além disso, aplicativos mobile de EAM aumentam a capacidade de resposta às mudanças que acontecem em tempo real no chão de fábrica.

Aplicativos móveis de EAM também capacitam membros mais jovens da equipe com ferramentas de valor. Ainda que esses profissionais não tenham tanta experiência quando seus predecessores, eles ganham eficiência com recomendações baseadas em dados e alertas enviados diretamente aos dispositivos móveis com os quais eles já estão familiarizados.

Ativos habilitados para IoT

IoT é uma tecnologia de alto potencial que, em conjunto a aplicações modernas de EAM, pode transformar digitalmente os processos de manufatura. Como exemplo, a combinação da IoT com EAM impulsiona cenários de manutenção preditiva automatizada, entregando ganhos de eficiência e reduzindo custos.

Geralmente, a manutenção é reativa e ocorre após alguma falha inesperada que causa prejuízos em tempo de inatividade. Ativos conectados em IoT, porém, geram dados contínuos e em tempo real sobre sua saúde e performance, auxiliando a prevenir falhas. A análise desses dados revela padrões sobre o desempenho do ativo, e esses padrões servem como base para predições precisas sobre a necessidade de manutenção, o que permite emitir ordem de serviço automaticamente e prevenir interrupções na produção.

Machine learning

Quando aliada a tecnologias de gestão de ativos, o machine learning, ou aprendizado de máquina, fornecem aos produtores um alto volume de insights sobre suas operações. Esses insights permitem que os produtores implementem sistemas inteligentes de recomendação de sistemas. Por exemplo: um gestor de manutenção pode perguntar ao sistema se uma peça continuará funcionando após um determinado período trabalhando continuamente sob condições e cargas variáveis. Utilizando Machine Learning, o sistema consegue responder essa pergunta com eficiência, aplicando uma análise aprofundada dos dados e dar variáveis daquele negócio específico.

Essa tecnologia também auxilia a estabelecer a meta de desempenho futuro e a definição de parâmetros, o que, por sua vez, ajuda os fabricantes a entender como estão se saindo em comparação com as médias do setor (por exemplo, o tempo de inatividade). Esses tipos de insights só são possíveis quando o machine learning é integrado aos sistemas de EAM.

Realidade híbrida

Embora a implementação completa nos cenários de gestão de ativos esteja distante no roteiro tecnológico, a realidade híbrida, ou realidade mista, definida por tecnologias que unem realidade virtual e realidade aumentada, inserindo objetos virtuais interativos no mundo real, se mostra uma importante aliada nos processos de gestão de ativos. Por exemplo, headsets especializados de realidade híbrida facilitarão a visualização de procedimentos de gestão de ativos, o que capacita profissionais menos experientes a realizarem tarefas com mais eficiência. Eles também ajudarão os profissionais a identificarem os equipamentos corretos para o reparo, e permitirão que pessoas em locais diferentes colaborem em uma máquina específica.

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QUEM ESTÁ VOANDO NO CÉU AGORA? O SAGITARIO RESPONDE!

Por meio de radares e satélites, esse sistema, desenvolvido pela Atech, do Grupo Embraer, em parceria com o DECEA, é usado pelos controladores de tráfego aéreo no reconhecimento e monitoramento de aeronaves que cruzam o céu do país

 

A todo momento, muitos aviões cruzam o espaço aéreo brasileiro. No Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU Airport) foram, em média, 800 decolagens e pousos por dia em 2018, entre aviões comerciais e militares de diferentes tamanhos, segundo o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Como saber que aeronaves estão voando ao mesmo tempo e assegurar que elas cruzem os céus em segurança? Afinal, diferentemente do trânsito de carros, não existem semáforos, placas ou câmeras de vigilância no céu para orientar as aeronaves em voo. Uma importante solução vem do Sistema SAGITARIO, software desenvolvido pela Atech – Negócios em Tecnologia, braço do Grupo Embraer, em parceria com o DECEA, que executa o gerenciamento de todas as aeronaves que estão no ar.

Atualmente, todo o espaço aéreo brasileiro – 22 milhões de quilômetros quadrados, incluindo uma extensa área sobre o oceano – é controlado e vigiado por sistemas de controle de tráfego e de defesa aérea desenvolvidos pela Atech. E o SAGITARIO é um desses sistemas.

Journal of Wonder conversou com a Atech e elaborou sete perguntas e respostas que explicam como o sistema funciona e atua pela segurança aérea no Brasil.

1. O que é o Sistema SAGITARIO?

Apesar do nome remeter a astronomia, o SAGITARIO é baseado em tecnologia. O nome vem da sigla para “Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional”. O software, criado em 2007, tem como objetivo garantir a segurança durante o voo de aeronaves.

2. Como ele ajuda no tráfego de aviões?

O SAGITARIO monitora aviões e helicópteros quando eles estão em voo. Radares e satélites, entre outros sensores, detectam a posição do avião e mandam as informações para os centros de controle. O SAGITARIO trata esses dados da situação aérea e os fornece para os controladores de tráfego aéreo (ATCO). Estes, então, se comunicam com os pilotos e também repassam as informações para o centro de controle responsável pela próxima parte do voo.

3. Onde fica o Sistema SAGITARIO?

O sistema está instalado nos centros de controle ACC (sigla em inglês para Centro de Controle de Área), APP (Centro de Controle de Aproximação) e CINDACTA (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), de onde cada um dos voos é gerenciado.

4. Quais as diferenças entre esses centros de controle?

Os APPs controlam a aeronave durante pousos e decolagens e são instalados em cidades do Brasil. Já os ACC monitoram o voo em rota e estão localizados em cinco pontos do país, cobrindo todo o território nacional. Essas regiões também são atendidas pelos CINDACTA I, II, III e IV, órgãos que atuam não só no gerenciamento como também na defesa aérea.

5. Quais são as áreas do Brasil cobertas pelo Sistema SAGITARIO?

O SAGITARIO cobre todo território brasileiro. Os CINDACTAs e os ACCs cobrem as regiões de Brasília, Curitiba, Recife, Manaus e uma parte do oceano Atlântico que está sob responsabilidade do Brasil. No momento, há 18 APPs com o SAGITARIO implantados no país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Vitória, Curitiba, Macaé, Pirassununga, Campo Grande, Porto Alegre, Porto Velho e Cuiabá.

6. Como o tráfego aéreo era monitorado antes da implantação do SAGITARIO?

O SAGITARIO substituiu o sistema X-4000, também da Atech. O X-4000 era tecnologicamente obsoleto e não apresentava funcionalidades modernas e ágeis de tratamento de planos de voo. Além disso, possuía uma apresentação visual diferente e outras características distintas.

7. Como os CINDACTAs atuam na defesa aérea?

Quando há aeronaves não reconhecidas pelos controladores de tráfego circulando no céu, o Centro de Operações Militares do CINDACTA é acionado. A equipe de Defesa, então, tenta entrar em contato com o piloto e, se não houver resposta, toma as providências necessárias para garantir a segurança aérea do país.

 

Fonte: Site Embraer