conectividade em cidades inteligentes
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Saiba quais tecnologias de conectividade estão impulsionando as cidades inteligentes

De acordo com dados apurados pela Organização das Nações Unidas (ONU), 68% da população global viverá em cidades até 2050. Até lá, a população mundial será de 9,7 bilhões. Em 2100, esse número chegará a 11.2 bilhões.

O último relatório das ONU afirmou que, atualmente, 55% da população mundial vive em áreas urbanas. Isso significa que mais de 2.5 bilhões de pessoas viverão em cidades até 2050.

Índia, China e Nigéria juntas irão representar 35% do crescimento estimado da população urbana entre 2018 e 2050. As cidades devem se preparar para a explosão populacional.

Espera-se que o número de cidades adotando novas tecnologias que as ajudem a tornar-se cidades inteligentes aumente rapidamente nos próximos anos. Cidades inteligentes são cidades em que o planejamento urbano é concebido com o objetivo final de conectar todas as coisas utilizando tecnologia de ponta. Essa conectividade, que gera um grande volume de dados, é usada para melhorar os serviços e a infraestrutura das cidades, assim como o ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos.

Sabendo como um planejamento urbano inteligente e sustentável impacta a todos, é crucial conhecer e entender quais são as tecnologias envolvidas na criação de cidades inteligentes e como elas podem ajudar a atingir o objetivo final de transformação urbana nas verdadeiras cidades do futuro.

Tecnologias 5G

Sem uma rede eficiente, nada é possível em uma cidade inteligente. A tecnologia 5G impulsiona o a conectividade para indústrias e para a sociedade a níveis superiores. Provedores de serviço estão ativamente trabalhando em tecnologias 5G e em como elas irão impulsionar a rede das cidades inteligentes. Sem 5G, nenhuma das tecnologias abaixo seria possível.

Sensores

Sensores são integrados em todos os dispositivos físicas que compõem o ecossistema da Internet das Coisas. De relógios inteligentes que contam passos a carros autômatos, e semáforos de trânsito.

A maior parte das tecnologias utilizadas no cotidiano possui sensores que estão coletando e transmitindo dados para a nuvem. A rede de objetos conectados, ou Internet das Coisas (IoT) interliga todos os objetos, fazendo que ele eles trabalhem em conjunto.

Internet das Coisas

A Internet das Coisas é o que mantém tudo em uma cidade inteligente conectado. É a espinha dorsal que permite cada movimento e conecta cada ponto.

A IoT oferece conexões avançadas entre dispositivos inteligentes, wearables, utensílios domésticos inteligentes, serviços, dispositivos médicos, veículos conectados, prédios inteligentes, mobilidade urbana, agricultura inteligente, e todos os sistemas e serviços que vão além da comunicação machine-to-machine (M2M).

Todas as coisas que constituem uma cidade inteligente devem estar conectadas para que possam se comunicar como partes de um todo. A IoT fornece o corpo de dispositivos de comunicação que fornece comunicação contínua, fornecendo soluções inteligentes para todas as situações e problemas.

Geolocalização

A eficiência no planejamento urbano de cidades inteligentes exige precisão na análise e uso de dados. É nesse ponto que atuam as tecnologias de geolocalização. Elas oferecem a fundação na qual todas as soluções para cidades inteligentes são estruturadas.

Tecnologias de geolocalização fornecem a localização e a estrutura necessárias para a coleta e análise de dados e informação, transformando cada dado de forma a auxiliar as soluções baseadas em software que compõem a infraestrutura das cidades inteligentes. Recursos e serviços como mobilidade urbana dependem desse tipo de tecnologia.

Inteligência Artificial

O grande volume de dados gerados pelas cidades inteligentes seria ineficiente se não fosse pelo uso da Inteligência Artificial em seu processamento, gerando informação e valor. A IA coleta, processa e analisa os dados gerados pela interação M2M gerados em contextos de cidades, infraestruturas e mercados inteligentes.

O número de solução de cidades inteligentes nas quais a IA pode ser implementada é vasto. Desde melhores nos sistemas de trânsito para gestão inteligente do tráfego até a integração segura de carros e transportes autônomos.

Além disso, o uso de IA permite que a gestão tenha um entendimento preciso de como a cidade está operando. A IA pode auxiliar no planejamento de rotas de transportes públicos autônomos, na gestão da malha energética, entregas por drones, serviços postais autônomos ou unidades de cuidados médicos, mencionando apenas algumas de suas aplicações nas cidades inteligentes.

Robótica

A colaboração entre humanos e robôs pode transformar trabalho, saúde e vida social nas cidades inteligentes do futuro. A integração de robôs nos espaços urbanos está transformando rapidamente algumas das cidades mais tecnologicamente avançadas do mundo em verdadeiras cidades inteligentes. Cidades como Dubai, Tóquio e Singapura são exemplos de como robôs podem conviver com humanos no mundo real.

Em 2020, o Japão colocará nas ruas táxis dirigidos por robôs, pensando nos turistas que que visitarão a cidade para os Jogos Olímpicos. Cadeiras inteligentes estarão preparadas nos aeroportos para os Paraolímpicos. Robôs sociais irão interagir com turistas em mais de 20 línguas diferentes, auxiliando, entre diversas funções, na comunicação com os moradores locais.

Os projetos de cidades inteligentes de Dubai incluem robôs sociais em serviços públicos, seguindo o exemplo de cidades como Roterdão, nos Países Baixos. Dubai também está utilizando robôs na vigilância e no policiamento. Após a fase de testes iniciais terminar, o país pretende substituir 25% da sua força policial por robôs até 2030.

Em Singapura, o governo nacional planeja introduzir os robôs como uma extensão física para a gestão e o controle de sistemas existentes na cidade. Tendo estudado e testado a possibilidade por anos em colação com a Airbus, robôs hoje são usados no Serviço de Postal de Singapura via drone. Os hotéis no país também utilizam drones para realizar serviços de quarto e limpar suas instalações. O país também já estuda as maneiras em que os robôs podem ser utilizados na educação pré-escolar em breve.

Tecnologias de Blockchain

A Blockchain está transformando a economia digital ao redor do mundo. No entanto, essa tecnologia ainda é relativamente inédita no cenário das cidades inteligentes. Integrar as tecnologias de Blockchain às cidades inteligentes pode ter um papel primordial na conexão de todos os serviços da cidade, ao mesmo tempo que pode impulsionar a segurança e a transparência nos serviços.

Tecnologias de Blockhain podem ser usadas em contratos inteligentes: acordos firmados entre as partes e escritos diretamente em linhas de código, que garantem a execução dos termos e pode ou não executar uma ação ao atingir parâmetros pré-estabelecidos. Contratos inteligentes permitem transações confiáveis e transparentes, mitigando a necessidade de uma parte mediadora, o que torna o processo mais fácil, barato, seguro e rápido.

A tecnologia da Blockchain pode auxiliar tarefas como a gestão de instalações, processamento de transações e compartilhamento inteligente da malha energética.

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Atech 10 Anos – Desenvolvimento e integração de sistemas com tecnologia de vanguarda 100% nacional

Você sabia que o controle e gerenciamento do tráfego aéreo brasileiro é referência em todo mundo pela tecnologia utilizada? E que onze aeroportos brasileiros estão no ranking dos mais pontuais do mundo, segundo levantamento da consultoria britânica Official Airline Guide (OAG), sendo que Guarulhos ficou em 2º lugar, com 85,28% de pontualidade? Esses diferenciais na área de controle de tráfego aéreo foram conquistados com tecnologia nacional, desenvolvida em parceria com a FAB (Força Aérea Brasileia), e têm na Atech, empresa do Grupo Embraer, o seu maior ativo.

A Atech, empresa 100% brasileira, está por trás não apenas da segurança e eficiência dos voos no Brasil, mas também de significativos projetos estratégicos na área de Defesa. É, também, a única empresa na América Latina a dominar determinadas tecnologias ligadas a sistemas de instrumentação e controle na área nuclear.

Todo esse conhecimento e expertise vem sendo acumulados ao longo de dez anos de história, que se completam em 2019. Reconhecida como a “System House” da Base Industrial de Defesa, a Atech acumula um histórico de entregas bem-sucedidas de sistemas de comando e controle e de missão voltados para as áreas civil e militar. Atuando no ciclo de vida completo dos sistemas – desde a concepção, passando pelo projeto, desenvolvimento, integração e apoio logístico integrado – a Atech tem como diferenciais a absorção dos legados existentes e a aplicação de conhecimento e expertises únicos em suas soluções, garantindo sistemas seguros, eficientes e projetados dentro da realidade de cada cenário.

Conquistando liderança em projetos tecnológicos diferenciados, como o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), LABGENE (Laboratório de Geração de Energia Núcleo-Elétrica), Gripen-NG (FX-2), KC-390, H-XBR e Sistema de Gerenciamento e Defesa do Espaço Aéreo Brasileiro,  a Atech sempre primou pela busca das melhores soluções tecnológicas para seus clientes e, para isso, pautou sua atuação no uso intensivo dos conhecimentos multidisciplinares das engenharias, da ciência da computação e de outras disciplinas que, quando combinadas, levam à construção de soluções de tecnologias únicas e disruptivas.

Os diferenciais da Atech já chegaram ao exterior, onde a empresa tem deixado sua marca de excelência. O sistema de gerenciamento de tráfego aéreo desenvolvido pela empresa – Makron SkyFlow ATFM – por exemplo, já está em operação na Índia, garantindo a segurança e pontualidade dos voos daquele país. Na área de sistemas de Comando e Controle, a empresa também já acumula significativas entregas, como um complexo projeto de vigilância e defesa aérea e terrestre desenvolvido para um país da África. O projeto contempla um Sistema de C3I (Command, Control, Communications, and Intelligence) moderno e flexível, unidades de C2 (Command, Control) Móveis e Fixas, um sistema de comunicação via satélite, além da capacitação das equipes de operadores e comandos.

Aliando profundo conhecimento técnico ao dos mercados de atuação e à inovação, a empresa consolidou sua atuação e, hoje, demonstra que o Brasil pode se diferenciar no desenvolvimento tecnológico de sistemas complexos, competindo com grandes organizações mundiais.

 

Fonte: Revista Asas

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Atech completa 10 anos com expertise no desenvolvimento e integração de sistemas

Reconhecida como “System House” da Base Industrial de Defesa, a Atech, empresa do Grupo Embraer, acumula um histórico de entregas bem-sucedidas de sistemas embarcados e de comando e controle voltados para as áreas civil e militar. Essa história – que completa 10 anos – e o portfólio completo de soluções da empresa serão apresentados durante a LAAD Defence & Security 2019, que acontece de 02 a 05 de abril, no Riocentro, Rio de Janeiro (RJ).

A Atech conta com uma expertise única em engenharia de sistemas e tecnologias de consciência situacional e apoio à tomada de decisão, com um portfólio que contém soluções inovadoras com aplicações nas áreas de sistemas de comando e controle, sistemas embarcados, segurança cibernética e tráfego aéreo, oferecendo o que há de mais moderno e disruptivo para seus clientes.

Atuando no ciclo de vida completo dos sistemas, desde a concepção, passando pelo projeto, desenvolvimento, comissionamento e apoio logístico integrado, a Atech tem como diferenciais a absorção dos legados existentes e a aplicação de conhecimento e expertises únicos em suas soluções, garantindo sistemas seguros, eficientes e projetados dentro da realidade de cada cenário.

A liderança da Atech em projetos diferenciados no Brasil, como o SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia), LABGENE (Laboratório de Geração de Energia Núcleo-Elétrica) e Sistema de Gerenciamento e Defesa do Espaço Aéreo Brasileiro, demonstram a concretude no histórico de entregas da empresa para as Forças Armadas, o que permitiu sua certificação como Empresa Estratégica de Defesa pelo Ministério da Defesa do Brasil.

Comando e Controle

Na área de sistemas de Comando e Controle, um dos exemplos mais recentes de soluções concebidas pela Atech é o complexo projeto de vigilância e defesa aérea e terrestre desenvolvido para um país da África. O projeto contempla o pleno atendimento das necessidades do cliente para um Sistema de C3I (Command, Control, Communications, and Intelligence) moderno e flexível, além de comunicação via satélite e capacitação das equipes e comandos.

O C3I Center corresponde ao core do sistema, sendo composto por um Centro de Controle de Operações Militares, responsável pelas ações de vigilância e defesa aérea e terrestre. O C3I Center conta com o suporte de unidades de C2 Móveis e Fixas, proporcionando consciência situacional, tomada de decisões assertivas, planejamento, supervisão e coordenação centralizada das ações de defesa em uma extensa área do território do país.

Outra solução presente no portfólio da Atech, que atende não apenas a Defesa, mas também a Segurança Pública, é o BMS (Battlefield Management System), sistema de C2 Tático. Nele, cada elo envolvido na operação tem a capacidade de atuar como um sensor, fornecendo vídeos, imagens, coordenadas e informações diversas, elevando o grau de consciência situacional para a tomada de decisão do comando. Com o emprego do BMS, a precisão das informações é garantida, pois o sistema concentra em um único mapa todas as informações compartilhadas pelas equipes e sensores envolvidos, proporcionando visão ampla e precisa do cenário tático.

“O sistema pode ser empregado tanto por tropas em missões de guerra, como por equipes táticas de Polícias, para a recuperação de uma área controlada por milícias ou grupos de traficantes, por exemplo”, comenta o diretor da Atech, Giacomo Staniscia.

Tecnologia Nuclear

O domínio da tecnologia nuclear é outro diferencial da Atech, acumulando conhecimentos específicos e únicos nessa área. A empresa investiu em capacitação para tornar-se uma das referências do setor na América Latina, para atender o Programa Nuclear da Marinha do Brasil. Nesse programa, a Atech é responsável pelo desenvolvimento dos sistemas de monitoramento e controle empregados no LABGENE (Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica), – ambiente de testes do reator a ser empregado no primeiro submarino de propulsão nuclear do Brasil.

Para implantação do LABGENE, a Atech atua em diversas frentes que se complementam, evidenciando sua expertise nas áreas de integração e desenvolvimento de soluções tecnológicas de alta complexidade, com destaque para o projeto das Salas de Controle, dos Sistemas de Controle e Proteção, Instrumentação e Sistemas Auxiliares, incluindo testes em fábrica e na própria planta, comissionamento, licenciamento e operação assistida. Aliam-se a isso o controle de qualidade e de gerenciamento de projetos, fundamentais para a atividade nuclear.

Sistemas de Missão Embarcados

Na área de sistemas embarcados, a Atech também conta com um expressivo número de entregas, principalmente para as Forças Armadas. Dentre tais projetos, ao longo desses 10 anos de história, destaque para o N-TDMS (Naval Tactical Data Management System), sistema tático de missão da versão operacional naval dos oito helicópteros H225M/H-XBR (Super Cougar) adquiridos pelo MD para a Marinha do Brasil, dentro do Programa H-XBR. Além do desenvolvimento do N-TDMS, em parceria com a Airbus Defense and Space, a Atech participou da integração dos sensores com o sistema de armas da aeronave, contribuindo com as bancadas de teste do sistema e os modelos de simulação correspondentes.

Nessa área, a Atech participou ainda de outros projetos de relevância, como o programa de Transferência de Tecnologia (offset) do Governo Brasileiro para o Programa P-3AM ORION, aeronave de Patrulha Marítima da FAB, atuando na modernização dos sistemas embarcados, na integração de novos sistemas à plataforma aérea e na capacitação de pessoal para manutenção dos sistemas das aeronaves.

A Atech, mais recentemente, passou a conduzir, em parceria com a FAB e com a empresa sueca SAAB, as atividades de transferência de tecnologia e desenvolvimento dos sistemas de suporte à missão, treinamento e simulação do programa F-X2. A parceria com a SAAB contempla, ainda, a participação no projeto dos caças Gripen NG (FX-2), para o desenvolvimento dos simuladores, sistemas de treinamento e de apoio terrestre (missão em solo) da aeronave, em extenso programa de Transferência de Tecnologia (ToT), que começou há dois anos.

A Atech será a fornecedora do CMS (Combat Management System) e do IPMS (Integrated Platform Management System) das Corvetas Classe Tamandaré e receptora de transferência de tecnologia (ToT) em cooperação com a ATLAS ELEKTRONIK, subsidiária da thyssenkrupp Marine Systems, e a L3 MAPPS.

A empresa possui ainda grande experiência no desenvolvimento de soluções de simulação para as Forças Armadas Brasileiras, com sistemas simulados integrados para cenários militares, compostos por diferentes módulos: alvos aéreos, terrestres e navais; detecção de sensores; comando e controle; voo; informações de guerra eletrônica; carros de combate; artilharia antiaérea; e periscópio. O Simulador de Operações Aéreas Militares (SOpM) apresenta-se como ótimo exemplo das capacidades da Atech, permitindo a geração de cenários para treinamento de Controladores de Defesa Aérea, contemplando funcionalidades como simulação de interfaces externas; preparação, armazenamento e execução dos treinamentos; registro de dados para avaliação do aluno; execução simultânea de exercícios, entre outras.

FONTE: Defesa Aérea & Naval

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Consórcio Águas Azuis construirá corvetas para a Marinha

A Marinha informou, na tarde desta quinta-feira (28), que o Consórcio ‘Águas Azuis’ venceu a concorrência para construção das quatro corvetas classe Tamandaré. O consórcio é formado pelas empresas Atech Negócios em Tecnologias S.A, Embraer S.A e thyssenkrupp Marine Systems GmbH (TKMS), contando com as seguintes empresas subcontratadas: Estaleiro Aliança S.A (Oceana/Grupo CBO), Atlas Elektronik e L3 MAPPs. A proposta foi enviada pelo consórcio no último dia 8 de março, junto com três outros concorrentes finalistas dashort list. O consórcio escolhido alcançou, na fase de seleção, os índices de conteúdo local de 31,6%, para o primeiro navio, e média de 41% para os demais navios da série. A proposta vencedora apresenta um projeto de um navio de propriedade intelectual da empresa alemã TKMS, baseado nos navios da classe “MEKO A100”.

As futuras corvetas da classe Tamandaré vão navegar na velocidade de 14 nós e estão projetadas ter 107,2 metros de comprimento cada, com 15,95m de boca máxima, 5,2m de calado e 3.455 toneladas de deslocamento. A propulsão contará com quatro motores MAN, e quatro diesel geradores Caterpillar.

A Empresa Gerencial Projetos Navais (Emgepron) iniciará as ações para assinatura dos contratos com a futura SPE “Águas Azuis” e a previsão é que o contrato principal e os demais contratos coligados (transferência de tecnologia, apoio logístico integrado e compensação), para obtenção de até quatro navios, sejam assinados até o final deste ano, em conformidade com as condições previstas na RFP (request for propose). A entrega definitiva dos navios à Marinha está prevista para o período entre 2024 e 2028. Os investimentos são da ordem de US$ 1,6 bilhão, com  a possibilidade da geração de cerca de 2000 empregos diretos e 6000 empregos indiretos.

O processo transcorreu ao longo de 15 meses, a partir da divulgação da RFP, em 19 de dezembro de 2017. Durante esse período foram executadas as fases de questionamentos, análise e refinamento das propostas, seguido por negociação, envolvendo a emissão de 386 circulares entre a gerência do projeto e as proponentes. Na decisão, a Marinha afirma ter se baseado em dois instrumentos principais: análise multicritério à decisão (AMD) e análise de riscos.

A Marinha destacou que a seleção contou com apoio técnico em áreas específicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A análise final foi composta por 215 critérios, com a participação dos especialistas das diretorias técnicas e do setor orçamentário/financeiro da Marinha, englobando as seguintes áreas de análises: plataforma; sistemas de combate; comunicações & TI; aeronaves; proposta comercial e tributos; capacidade técnica dos estaleiros acionais; ciclo de vida; e transferência de tecnologia, compensações e conteúdo local.

Manutenção – A Marinha informou ainda que pela primeira vez negociará, simultaneamente, a estruturação do gerenciamento do ciclo de vida dos navios, incluindo o contrato de apoio ao serviço (manutenção pós-venda). “Tal iniciativa, dependendo do sucesso alcançado, contribuirá para maior disponibilidade operativa dos futuros navios durante todo o ciclo de atividades, além de contribuir para maior perenidade de negócios para a base industrial da defesa (BID)”, diz a força naval em nota.