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QUEM ESTÁ VOANDO NO CÉU AGORA? O SAGITARIO RESPONDE!

Por meio de radares e satélites, esse sistema, desenvolvido pela Atech, do Grupo Embraer, em parceria com o DECEA, é usado pelos controladores de tráfego aéreo no reconhecimento e monitoramento de aeronaves que cruzam o céu do país

 

A todo momento, muitos aviões cruzam o espaço aéreo brasileiro. No Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU Airport) foram, em média, 800 decolagens e pousos por dia em 2018, entre aviões comerciais e militares de diferentes tamanhos, segundo o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Como saber que aeronaves estão voando ao mesmo tempo e assegurar que elas cruzem os céus em segurança? Afinal, diferentemente do trânsito de carros, não existem semáforos, placas ou câmeras de vigilância no céu para orientar as aeronaves em voo. Uma importante solução vem do Sistema SAGITARIO, software desenvolvido pela Atech – Negócios em Tecnologia, braço do Grupo Embraer, em parceria com o DECEA, que executa o gerenciamento de todas as aeronaves que estão no ar.

Atualmente, todo o espaço aéreo brasileiro – 22 milhões de quilômetros quadrados, incluindo uma extensa área sobre o oceano – é controlado e vigiado por sistemas de controle de tráfego e de defesa aérea desenvolvidos pela Atech. E o SAGITARIO é um desses sistemas.

Journal of Wonder conversou com a Atech e elaborou sete perguntas e respostas que explicam como o sistema funciona e atua pela segurança aérea no Brasil.

1. O que é o Sistema SAGITARIO?

Apesar do nome remeter a astronomia, o SAGITARIO é baseado em tecnologia. O nome vem da sigla para “Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional”. O software, criado em 2007, tem como objetivo garantir a segurança durante o voo de aeronaves.

2. Como ele ajuda no tráfego de aviões?

O SAGITARIO monitora aviões e helicópteros quando eles estão em voo. Radares e satélites, entre outros sensores, detectam a posição do avião e mandam as informações para os centros de controle. O SAGITARIO trata esses dados da situação aérea e os fornece para os controladores de tráfego aéreo (ATCO). Estes, então, se comunicam com os pilotos e também repassam as informações para o centro de controle responsável pela próxima parte do voo.

3. Onde fica o Sistema SAGITARIO?

O sistema está instalado nos centros de controle ACC (sigla em inglês para Centro de Controle de Área), APP (Centro de Controle de Aproximação) e CINDACTA (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), de onde cada um dos voos é gerenciado.

4. Quais as diferenças entre esses centros de controle?

Os APPs controlam a aeronave durante pousos e decolagens e são instalados em cidades do Brasil. Já os ACC monitoram o voo em rota e estão localizados em cinco pontos do país, cobrindo todo o território nacional. Essas regiões também são atendidas pelos CINDACTA I, II, III e IV, órgãos que atuam não só no gerenciamento como também na defesa aérea.

5. Quais são as áreas do Brasil cobertas pelo Sistema SAGITARIO?

O SAGITARIO cobre todo território brasileiro. Os CINDACTAs e os ACCs cobrem as regiões de Brasília, Curitiba, Recife, Manaus e uma parte do oceano Atlântico que está sob responsabilidade do Brasil. No momento, há 18 APPs com o SAGITARIO implantados no país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Vitória, Curitiba, Macaé, Pirassununga, Campo Grande, Porto Alegre, Porto Velho e Cuiabá.

6. Como o tráfego aéreo era monitorado antes da implantação do SAGITARIO?

O SAGITARIO substituiu o sistema X-4000, também da Atech. O X-4000 era tecnologicamente obsoleto e não apresentava funcionalidades modernas e ágeis de tratamento de planos de voo. Além disso, possuía uma apresentação visual diferente e outras características distintas.

7. Como os CINDACTAs atuam na defesa aérea?

Quando há aeronaves não reconhecidas pelos controladores de tráfego circulando no céu, o Centro de Operações Militares do CINDACTA é acionado. A equipe de Defesa, então, tenta entrar em contato com o piloto e, se não houver resposta, toma as providências necessárias para garantir a segurança aérea do país.

 

Fonte: Site Embraer