Saiba como o excesso de manutenções preventivas impacta o seu negócio
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Saiba como o excesso de manutenções preventivas impacta o seu negócio

Em mercados globais cada vez mais competitivos, a sustentabilidade financeira das empresas está cada vez mais ligada à capacidade de maximizar a rentabilidade de seus ativos e reduzir o custo total de propriedade. Nenhum gestor, em sã consciência, pode ignorar a importância de estratégias de manutenção preventiva para ampliar o ciclo de vida de seus ativos. Mas, por outro lado, o excesso de manutenções preventivas, sem levar em consideração o estado do ativo, pode ter um impacto negativo no negócio, com paradas e interrupções da produção desnecessárias.
Especialistas em manutenção, inclusive, chegam a lembrar a dinâmica da Lei de Retorno Decrescente, teoria desenvolvida há mais de 200 anos – quando um insumo ou fator da produção aumenta e outro permanece constante, o nível geral da produção começa a decrescer após um certo momento.
Com isso, se for implantada uma estratégia que contemple um excesso de manutenções preventivas, com um número alto de paradas programadas, em algum momento o nível de produção será reduzido, enquanto os custos de manutenção se mantêm estáveis ou crescentes.
Além disso, um programa de manutenção preventiva não envolve apenas mecânicos. Envolve o setor de compras, almoxarifado, cadeia de suprimentos e outras áreas responsáveis por manter um estoque de materiais necessários para as paradas programadas, de modo a que o serviço seja o mais rapidamente concluído.
Por isso, mesmo com todo planejamento, muitos gestores acreditam que existe um excesso de manutenções preventivas, o que chega a atrapalhar o desempenho de outras tarefas. Além disso, muitos questionam que mesmo passando por uma manutenção preventiva alguns ativos apresentam problemas logo após o procedimento.

A importância da gestão do estado do ativo
Então, como evitar o excesso de manutenções preventivas, que muitas vezes não resolve os problemas? Será que realmente existe uma relação direta entre o tempo de uso do ativo e uma falha? Nem sempre. A verdade é que grande parte das falhas não está relacionada ao tempo de uso, e elas acontecem de forma aleatória mesmo quando a manutenção é feita de forma correta e os equipamentos operados de maneira adequada.
Estudos realizados pela indústria aeronáutica, que obedece a rígidas normas de segurança, apontam que quase 90% das falhas nos equipamentos não estão relacionadas ao seu tempo de uso. Especialistas em análise de risco indicam que a melhor estratégia é passar de uma manutenção baseada em reparo/substituição/remontagem para uma manutenção baseada em inspeção.
A fabricante WEG, por exemplo, recomenda como plano de manutenção para seus motores e geradores de grande porte para aplicação naval uma série de processos baseados na inspeção sem deixar de lado, claro, um plano de manutenção preventiva mais completo. Mas certamente, esse plano de inspeção irá evitar falhas pontuais.

IoT traz inteligência para a gestão do estado do ativo
A chegada da Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) e o conceito de Indústria 4.0, com sensores embarcados nos equipamentos, permite evitar o excesso de manutenções preventivas, entregando informações em tempo real que levam a uma inspeção em tempo real do estado do ativo.
Conectados, os equipamentos sinalizam quando é necessário algum reparo e, com base na análise de dados históricos, o gestor de manutenção pode atuar diretamente no problema, evitando gastos desnecessários e uma parada mais prolongada na linha de produção. Com o uso da IoT na manutenção industrial, são esperados os seguintes benefícios:
• Redução de operações ou paradas
• Melhoria do uso do ativo
• Redução de operações ou custo do ciclo do ativo
• Melhoria do uso do ativo – desempenho
• Melhoria do nível da produção
• Aumento da rapidez na tomada de decisões
• Oportunidade para novos negócios
• Permitir venda ou compra de produtos como serviço

Evitando reparos desnecessários
E o excesso de manutenções preventivas ainda pode levar a um problema maior do que paradas desnecessárias: a necessidade de efetuar reparos caso alguma etapa da manutenção não seja efetuada de forma correta.
Vamos tomar como exemplo a manutenção de uma bomba. Experiências mostram que existem cinco erros que acontecem com uma certa frequência sempre que uma bomba é desmontada e colocada de volta durante um processo de manutenção preventiva:
• Os rolamentos são danificados
• O eixo não é alinhado corretamente
• A bomba não é aparafusada corretamente
• As vedações não são instaladas de forma correta e ajustadas
• Os lubrificantes são contaminados
Um erro desse tipo certamente irá significar um maior tempo de parada ou até mesmo uma nova parada não programada, afetando a continuidade da linha de produção.
Por isso, é tão importante evitar o excesso de manutenções preventivas, monitorando a condição do ativo com inteligência digital, como a oferecida pelo conjunto de soluções OKTO, garantindo a eficiência operacional da sua linha de produção.