Saiba como BI e analytics podem otimizar a gestão da cadeia de suprimentos
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Saiba como BI e analytics podem otimizar a gestão da cadeia de suprimentos

Até o final de 2020, um terço das cadeias de suprimentos estarão utilizando capacidades cognitivas baseadas em dados, segundo projeções da consultoria IDC, aumentando em 10% a sua eficiência e em 5% o seu desempenho. O uso de Business Intelligence (BI) e analytics é capaz de transformar a gestão da cadeia de suprimentos, oferecendo insights para tomada de decisões mais ágeis e assertivas, o que resulta em entregas mais eficientes, com menor custo e maior satisfação do cliente.

E os líderes de negócios estão atentos a esse novo cenário. Pesquisa da Iharrington Group LLC sobre a digitalização da cadeia de suprimentos aponta que as soluções analíticas de big data como as de informações são consideradas as mais importantes, com 73% tendo relatado que suas empresas estavam investindo nessa tecnologia, à frente dos aplicativos baseados na nuvem, com 63%, Internet das coisas (IOT), com 54%, blockchain, com 51%, aprendizagem de máquina, com 46%, e a economia compartilhada, com 34%. A importância dos hardwares físicos se concentrou na robótica, com 63% dos entrevistados classificando-a como a tecnologia física mais importante, superando ambientes virtuais, com 40%, impressões em 3D, com 33%, e realidade aumentada e drones, com 28%.

Lisa Harrington, presidente do grupo lharrington Group LLC, destaca que “não resta dúvida de que a digitalização está causando um impacto incrível na gestão da cadeia de suprimentos e operações em todo o mundo, representando uma tecnologia que chegou para ficar. As empresas têm à sua disposição inúmeras opções, à medida que novos produtos e aplicativos chegam ao mercado e conquistam aceitação no setor. Atualmente, ter uma estratégia bem direcionada para a digitalização da cadeia de suprimentos é essencial para avaliar o novo panorama tecnológico e traçar um caminho a seguir para colher os benefícios e se manter à frente da concorrência”.

Novo modelo de planejamento na gestão da cadeia de suprimentos

Analistas da consultoria McKinsey indicam que a gestão da cadeia de suprimentos se beneficiará enormemente com o uso de BI e analytics, bem como da automação do trabalho de conhecimento. Algumas das principais empresas de bens de consumo já estão utilizando análises preditivas no planejamento da demanda para analisar centenas ou mesmo milhares de variáveis internas e externas que influenciam a demanda (por exemplo, clima, tendências das redes sociais, dados de sensores), valendo-se de abordagens de machine learning para modelar relacionamentos complexos e elaborar um plano preciso para a demanda.

O planejamento altamente automatizado e totalmente integrado da demanda e da oferta rompe os limites tradicionais entre as várias etapas do planejamento e faz com que este se torne um processo flexível e contínuo. Em vez de manter estoques de segurança fixos, cada exercício de planejamento da reposição reconsidera a distribuição da probabilidade da demanda esperada.

Consequentemente, os estoques de segurança implícitos serão diferentes para cada novo pedido. E os preços poderão então ser adaptados dinamicamente para otimizar o lucro e, ao mesmo tempo, minimizar os estoques.

Essas novas abordagens de distribuição de produtos podem reduzir o tempo de entrega das empresas para apenas algumas horas. Como? Mecanismos avançados de previsão – como análises preditivas de dados internos (demanda, por exemplo) e externos (tendências de mercado, clima, férias escolares, índices de construção) –, quando combinados com dados sobre a demanda de peças sobressalentes a partir do estado atual das máquinas, permitem uma previsão muito mais precisa da demanda dos clientes. Previsões que antes eram mensais tornam-se semanais – e, no caso dos produtos de maior movimentação, diárias.

Novos tempos, novos clientes

Muitas organizações já conseguem extrair dos seus sistemas de BI dados número de pedidos, mas nem todas conseguem analisar a sua gestão da cadeia de suprimentos de modo a customizar o atendimento dos pedidos. Ferramentas de BI e de analytics permitem analisar o perfil do cliente para cada segmento do negócio, mix de produtos preferidos, principal canal de entrega e grau de engajamento, entre outros insights.

Com os clientes buscando cada vez mais a customização nos produtos que compram, as empresas precisam gerenciar a demanda em um nível muito mais “granular”, isto é, mais detalhado, mediante técnicas de microssegmentação, customização em massa e cronogramas mais sofisticados.

Conceitos de distribuição inovadores, incluindo a entrega por meio de drones, permitirão que as empresas gerenciem de modo mais eficiente a chamada “última milha” no caso de pacotes individuais de alta densidade e valor (atendendo assim às necessidades de customização dos clientes), e ao mesmo tempo efetuem entregas ainda mais rápidas do que é possível hoje para produtos padrão do mercado de massa.

O uso de BI e analytics na gestão da cadeia de suprimentos é um dos primeiros passos para conquistar a fidelidade do cliente e melhorar a reputação da marca, ao mesmo em que reduz os custos e agiliza a produção.