Segurança digital no setor de energia: conheça os riscos e saiba como enfrentá-los
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Segurança digital no setor de energia: conheça os riscos e saiba como enfrentá-los

A cada minuto, um prejuízo de R$ 5 milhões. A cada hora, R$ 303,8 milhões. Em um dia, R$ 7,29 bilhões. Esses números, alarmantes, estimam o prejuízo provocado por cada minuto de interrupção no fornecimento de energia elétrica no Brasil, segundo o estudo Impactos Econômicos dos Ataques Cibernéticos no Setor Elétrico Brasileiro e Alternativas de Mitigação, realizado pelo CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), que analisa a segurança digital no setor de energia.

Segundo os analistas do CPqD, os maiores ataques que começaram a afetar a segurança digital no setor de energia aconteceram entre 2013 e 2015, e o mais importante foi registrado na Ucrânia, em dezembro de 2015, no que foi o primeiro ataque bem-sucedido a uma rede elétrica. Na ocasião, os invasores conseguiram destruir completamente os terminais dos operadores e a possibilidade de restauração remota do sistema, e os técnicos precisaram religar manualmente a energia.

Em 2017, a Ucrânia foi alvo de um novo ataque cibernético, de menor porte, que causou um apagão e cortou parte do abastecimento elétrico na capital Kiev. Ainda em 2017, hackers teriam atacado a rede elétrica da Irlanda com e-mails de phishing. Não foram identificadas interrupções no fornecimento de energia, mas especialistas em segurança acreditam que os hackers roubaram dados, incluindo senhas que dariam acesso a redes internas.

Nos Estados Unidos, também em 2017, hackers tentaram invadir geradoras e distribuidoras de energia, incluindo pelo menos uma usina nuclear, mas só conseguiram afetar redes administrativas e comerciais.

“A maior utilização de medidores inteligentes e dispositivos IoT, por exemplo, geralmente conectados a redes de telecomunicações e à internet, traz uma série de benefícios às concessionárias e, também, aos seus clientes”, afirma José Reynaldo Formigoni Filho, gerente de Tecnologia de Segurança da Informação e Comunicação do CPqD. “Porém, do ponto de vista de segurança da informação, isso aumenta as vulnerabilidades e, consequentemente, as novas ameaças, com maior probabilidade de ataques bem-sucedidos”, acrescenta.

A necessidade de investir na segurança digital no setor de energia

Pesquisa realizada com mais de 100 executivos de concessionárias de mais de 20 países aponta que interrupções no fornecimento de energia elétrica por conta de ataques cibernéticos são a principal preocupação para 57% dos entrevistados. O estudo desenvolvido pela consultoria Accenture também destaca que 63% dos executivos acreditam que seus países enfrentarão ao menos um risco moderado de interrupção no fornecimento de energia elétrica por conta de um ataque cibernético em suas redes de distribuição.

Embora a maior conectividade dos sistemas de controle habilitados nas redes inteligentes possa gerar benefícios significativos sob a forma de segurança, produtividade, qualidade de serviço aprimorada e eficiência operacional, 88% concordam que a segurança cibernética é uma grande preocupação na implantação destas redes inteligentes.

Concessionárias de energia brasileiras já registraram tentativas de invasão ao sistema que nem chegaram a ser percebidas pelos clientes. Mas a verdade é que até uma variação de energia quase imperceptível pode ser causada pela ação de um hacker na rede elétrica.

Por conta da necessidade de uma maior segurança digital no setor de energia, a Abrate (Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica) criou um grupo voltado para discutir como as empresas podem se proteger dos ataques. A meta é lançar até o final de 2018 um documento com propostas para unificar e padronizar os procedimentos de proteção cibernética.

Nos Estados Unidos, o governo acaba de destinar US$ 96 milhões para financiar a criação do Escritório de Segurança Cibernética, Segurança Energética e Resposta a Emergências, que ficará a cargo do DOE (Departamento de Energia dos EUA) e irá elaborar metas, objetivos e atividades nas quais o departamento irá investir nos próximos cinco anos para reduzir os riscos de interrupções no fornecimento por conta de ataques que afetem a segurança digital no setor de energia.

Ações que garantem a segurança cibernética

Segundo analistas da Accenture, “a cibersegurança precisa se tornar uma competência central do setor, protegendo toda a cadeia de valor e seu ecossistema, de ponta a ponta. As concessionárias, experientes na entrega confiável e na restauração de energia, precisam ser ágeis e rápidas para criar e alavancar a consciência situacional para que possam reagir rapidamente e intervir a tempo para proteger a rede. O desenvolvimento dessa nova capacidade exigirá inovação contínua, uma abordagem prática para dimensionamento e colaboração com parceiros para gerar o máximo de valor.”

Mas implantar políticas de proteção adequadas representa um desafio por conta da complexidade das redes de distribuição elétrica e de agressores cada vez mais sofisticados e bem-financiados, e muitas concessionárias de distribuição ainda não estão protegidas ou preparadas adequadamente. Quando o assunto é restaurar a operação da rede ao estado normal após um ataque cibernético, apenas 6% dos entrevistados acreditam estar extremamente bem preparados e 48% afirmam estarem preparados.

O estudo aponta ações para fortalecer a resiliência e a resposta a ataques cibernéticos, como:

  • Integrar a resiliência no desenvolvimento de ativos e processos, incluindo segurança cibernética e física
  • Compartilhar inteligência e informações como uma atividade crítica que poderia ajudar a criar consciência situacional sobre o cenário de ameaças mais recente e como se preparar de acordo
  • Desenvolver modelos de governança para gerenciamento de segurança e emergência

Serviços de testes de intrusão permitem implantar as ações apontadas pelos analistas identificando as vulnerabilidades de segurança de todos os ativos de TI, o grau de segurança de serviços de rede e dos sistemas operacionais, simulando ataques provenientes de uma fonte maliciosa.

 

Saiba como evitar os principais riscos cibernéticos no setor de saúde
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Saiba como evitar os principais riscos cibernéticos no setor de saúde

O setor de saúde, um dos mais regulados globalmente, vem abraçando a transformação digital, em todo o mundo, entregando cada vez mais valor para os pacientes, na forma de tratamentos inovadores e ações interdisciplinares. Mas essa abordagem requer a implantação de tecnologias digitais que permitam o compartilhamento de dados e os hackers estão atentos a esse crescimento no tráfego de dados. Com isso, os riscos cibernéticos no setor de saúde não param de crescer e os criminosos digitais estão cada vez mais agressivos e ágeis na invasão de sistemas e roubos de dados.

O Certamente, Brasil irá ganhar mais importância no mapa dos riscos cibernéticos no setor de saúde. No início de 2018, a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática aprovou o armazenamento eletrônicos de prontuários médicos. Atualmente, os hospitais são obrigados por lei a manter os prontuários manuscritos dos pacientes por 20 anos. De acordo com o texto do projeto, que ainda necessita da aprovação da Câmara dos Deputados, a digitalização do prontuário será realizada para assegurar a integridade, autenticidade e confidencialidade do documento e, também um passo importante para a implantação do prontuário eletrônico – um modelo de prontuário médico digital padronizado – em todas as instituições de saúde.

Por enquanto, os hackers estão efetuando ataques direcionados às redes, como o que afetou em 2017 o sistema de um hospital no interior de São Paulo, prejudicando a realização de exames. Os criminosos exigiram o pagamento de resgate de US$ 300 por computador, que deveriam ser pagos em bitcoins.

Prós e contras

Se por um lado a digitalização reduz custos e garante maior eficiência no atendimento ao paciente, por outro aumenta os riscos cibernéticos no setor de saúde em todo o mundo. Para se ter uma ideia do perigo em relação ao furto de prontuários eletrônicos, o roubo de um único laptop em uma clínica de dermatologia ligada ao sistema UNC Health Care, nos Estados Unidos, resultou no vazamento de pelo menos 30 mil fichas médicas, com informações pessoais como número do seguro social.

Na rede Community Health Systems, também nos EUA, hackers invadiram a rede e roubaram dados de 4,5 milhões de pacientes, incluindo os números do seguro social, seus endereços, datas de nascimento e números de telefone. Com isso, todos passaram a correr alto risco de serem vítimas de fraude, já que os criminosos podiam usar o número do seguro social para abrir contas no nome de outra pessoa, e até pedir cartões de crédito e empréstimos bancários.

Além disso, se o ataque deixar o sistema indisponível, a falta de acesso aos dados corretos de tratamento ou a perda de controle sobre um equipamento pode resultar até na morte de um paciente.

Risco cibernético no setor de saúde não para de crescer

Segundo uma pesquisa da consultoria KPMG, as instituições de saúde registraram entre 2016 e 2017 um grande aumento no número de invasões e comprometimento de dados, e 47% confirmaram que foram alvo de ataques, ante os 37% reportados em 2015.

Segundo os analistas da KPMG, as principais razões para o aumento do risco cibernético no setor de saúde são:

  • Adoção de registros digitais de pacientes e a automação de sistemas clínicos
  • Uso inadequado dos registros eletrônicos médicos
  • Facilidade de distribuição de informações eletrônicas de saúde internamente (via dispositivos móveis) e externamente (empresas de terceiros e serviços em nuvem)
  • Natureza heterogênea dos sistemas em rede e aplicações, o queO setor de saúde, um dos mais regulados globalmente, vem abraçando a transformação digital, em todo o mundo, entregando cada vez mais valor para os pacientes, na forma de tratamentos inovadores e ações interdisciplinares. Mas essa abordagem requer a implantação de tecnologias digitais que permitam o compartilhamento de dados e os hackers estão atentos a esse crescimento no tráfego de dados. Com isso, os riscos cibernéticos no setor de saúde não param de crescer e os criminosos digitais estão cada vez mais agressivos e ágeis na invasão de sistemas e roubos de dados.

    O Certamente, Brasil irá ganhar mais importância no mapa dos riscos cibernéticos no setor de saúde. No início de 2018, a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática aprovou o armazenamento eletrônicos de prontuários médicos. Atualmente, os hospitais são obrigados por lei a manter os prontuários manuscritos dos pacientes por 20 anos. De acordo com o texto do projeto, que ainda necessita da aprovação da Câmara dos Deputados, a digitalização do prontuário será realizada para assegurar a integridade, autenticidade e confidencialidade do documento e, também um passo importante para a implantação do prontuário eletrônico – um modelo de prontuário médico digital padronizado – em todas as instituições de saúde.

    Por enquanto, os hackers estão efetuando ataques direcionados às redes, como o que afetou em 2017 o sistema de um hospital no interior de São Paulo, prejudicando a realização de exames. Os criminosos exigiram o pagamento de resgate de US$ 300 por computador, que deveriam ser pagos em bitcoins.

    Prós e contras

    Se por um lado a digitalização reduz custos e garante maior eficiência no atendimento ao paciente, por outro aumenta os riscos cibernéticos no setor de saúde em todo o mundo. Para se ter uma ideia do perigo em relação ao furto de prontuários eletrônicos, o roubo de um único laptop em uma clínica de dermatologia ligada ao sistema UNC Health Care, nos Estados Unidos, resultou no vazamento de pelo menos 30 mil fichas médicas, com informações pessoais como número do seguro social.

    Na rede Community Health Systems, também nos EUA, hackers invadiram a rede e roubaram dados de 4,5 milhões de pacientes, incluindo os números do seguro social, seus endereços, datas de nascimento e números de telefone. Com isso, todos passaram a correr alto risco de serem vítimas de fraude, já que os criminosos podiam usar o número do seguro social para abrir contas no nome de outra pessoa, e até pedir cartões de crédito e empréstimos bancários.

    Além disso, se o ataque deixar o sistema indisponível, a falta de acesso aos dados corretos de tratamento ou a perda de controle sobre um equipamento pode resultar até na morte de um paciente.

    Risco cibernético no setor de saúde não para de crescer

    Segundo uma pesquisa da consultoria KPMG, as instituições de saúde registraram entre 2016 e 2017 um grande aumento no número de invasões e comprometimento de dados, e 47% confirmaram que foram alvo de ataques, ante os 37% reportados em 2015.

    Segundo os analistas da KPMG, as principais razões para o aumento do risco cibernético no setor de saúde são:

    • Adoção de registros digitais de pacientes e a automação de sistemas clínicos
    • Uso inadequado dos registros eletrônicos médicos
    • Facilidade de distribuição de informações eletrônicas de saúde internamente (via dispositivos móveis) e externamente (empresas de terceiros e serviços em nuvem)
    • Natureza heterogênea dos sistemas em rede e aplicações, o que facilita a intrusão
    • Aumento do valor de dados no mercado negro onde cada cadastro de paciente é vendido por cerca de R$ 150,00, enquanto os dados de um cartão de crédito valem R$ 3,00. Além disso, as informações pessoais não podem ser facilmente alteradas como é o simples cancelamento de um cartão de crédito

     

    A pesquisa da KPMG também identificou que 87% das instituições têm a capacidade de identificar um evento, mas apenas 59% conseguem gerenciar o risco de forma proativa. Os testes de intrusão, que identificam as vulnerabilidades em sistemas e aplicações e avaliam, sob a ótica do hacker, quais são os maiores riscos, permitem adotar uma abordagem proativa.

     

    O elo mais fraco da cadeia

     

    Os profissionais responsáveis pela segurança em hospitais, clínicas e planos estão cientes de que a equipe interna é um grande problema quando se pensa em riscos cibernéticos no setor de saúde. Mais da metade das organizações pesquisadas pela KMPG já foi alvo de uma violação de dados por conta de um funcionário ser vítima de um ataque phishing e mais de um terço tive informações roubadas por um empregado insatisfeito.

     

    Um grande ataque pode começar com o envio de um e-mail phishing, que no ato do “clique aqui” acaba por instalar um software malicioso e o criminoso passa a ter o total controle da máquina.

     

    Por conta disso, os analistas afirmam que a implantação de processos formais e de inovadoras e robustas tecnologias são críticas para a segurança cibernética. Além do treinamento constante dos funcionários, é importante investir em tecnologias de segurança como o serviço de quebra de senha, executando, em ambiente seguro e controlado, o ataque a essas senhas utilizando os mesmos métodos que os hackers.facilita a intrusão

  • Aumento do valor de dados no mercado negro onde cada cadastro de paciente é vendido por cerca de R$ 150,00, enquanto os dados de um cartão de crédito valem R$ 3,00. Além disso, as informações pessoais não podem ser facilmente alteradas como é o simples cancelamento de um cartão de crédito

 

A pesquisa da KPMG também identificou que 87% das instituições têm a capacidade de identificar um evento, mas apenas 59% conseguem gerenciar o risco de forma proativa. Os testes de intrusão, que identificam as vulnerabilidades em sistemas e aplicações e avaliam, sob a ótica do hacker, quais são os maiores riscos, permitem adotar uma abordagem proativa.

 

O elo mais fraco da cadeia

 

Os profissionais responsáveis pela segurança em hospitais, clínicas e planos estão cientes de que a equipe interna é um grande problema quando se pensa em riscos cibernéticos no setor de saúde. Mais da metade das organizações pesquisadas pela KMPG já foi alvo de uma violação de dados por conta de um funcionário ser vítima de um ataque phishing e mais de um terço tive informações roubadas por um empregado insatisfeito.

 

Um grande ataque pode começar com o envio de um e-mail phishing, que no ato do “clique aqui” acaba por instalar um software malicioso e o criminoso passa a ter o total controle da máquina.

 

Por conta disso, os analistas afirmam que a implantação de processos formais e de inovadoras e robustas tecnologias são críticas para a segurança cibernética. Além do treinamento constante dos funcionários, é importante investir em tecnologias de segurança como o serviço de quebra de senha, executando, em ambiente seguro e controlado, o ataque a essas senhas utilizando os mesmos métodos que os hackers.

Saiba por que o blockchain está transformando a área de logística
CategoriesLogística,  NXT

Saiba por que o blockchain está transformando a área de logística

Uma cadeia de suprimentos mais eficiente, com total visibilidade e transparência, é a revolução prometida pelo uso do blockchain na logística. O blockchain, estrutura de registro distribuída usada inicialmente para registrar transações com bitcoins – moedas digitais -, é formado por blocos ou cadeias de informações onde as operações são registradas usando chaves públicas e privadas e compartilhadas entre os agentes de um processo, em tempo real, sem possibilidade de que as informações sejam adulteradas.

O blockchain funciona como uma base de dados distribuída onde os blocos de informações vão se conectando e formando uma “história” transparente, segura e rastreável.

Com isso, os provedores de serviços logísticos podem registrar de forma transparente e segura – ninguém pode manipular ou excluir dados sem que o movimento seja registrado no blockchain – todos os eventos da cadeia, visível para todos os usuários autorizados.

Especialistas destacam algumas das vantagens já identificadas com o uso do blockchain na logística:

  • Aumenta a rastreabilidade em toda a cadeia
  • Maior visibilidade e transparência para todas as partes envolvidas na cadeia
  • Reduz burocracia e custos administrativos
  • Aumenta a confiança nas contratações
  • Governança mais inteligente nos processos
  • Fortalece a reputação da empresa devido à transparência das operações e agilidade

Rastreabilidade e qualidade

Com o uso do blockchain na logística, todos os produtos – alimentos, remédios, vestuário – podem ter a sua “vida” rastreada desde o “nascimento” e em todos os momentos da cadeia de produção. Um supermercadista, por exemplo, pode rastrear o caminho de produtos desde a plantação até o centro de distribuição ou loja, otimizando o transporte e garantindo a reposição do estoque just-in-time. Já o consumidor final pode analisar toda a procedência do alimento ou produto direto na gôndola do supermercado – onde e quando foi plantado ou produzido, como foi transportado, há quanto tempo está em estoque.

Já na área de vestuário, o consumidor pode verificar onde a peça foi produzida, garantindo que não foi usado trabalho escravo na sua confecção, um problema que tem afetado a imagem de diversas marcas.

Contratos inteligentes

Como o blockchain é formado por uma cadeia de blocos pública que permite realizar e documentar transações online em um ecossistema seguro, os intermediários, como bancos ou tabeliões, passam a ser desnecessários, já que toda transação possui uma assinatura digital que assegura a sua autenticidade. Esses são os chamados smart contracts, ou contratos inteligentes, acelerando processos e reduzindo a burocracia.

Um contrato inteligente funciona como se fosse um contrato normal firmado entre duas partes, com a diferença de que ele é digital, não pode ser perdido ou adulterado, e é auto-executável. Em resumo, é um contrato que garante a execução de um acordo, utilizando a tecnologia blockchain, automatizado e que elimina os intermediários. Resultado? Menos burocracia, menos custo e mais agilidade.

Os contratos inteligentes e a visibilidade oferecida pelo blockchain também podem ser aplicados na gestão de fretes. Com um processo de precificação complexo, muitas vezes são geradas disputas sobre o valor exato cobrado pelas partes. Com o blockchain, é possível ter uma visão única dos custos, transparente e sem possibilidade de fraudes, facilitando o processo de acordo.

O futuro da Logística 4.0

O uso do blockchain na logística vem sendo alvo de discussões em todo o mundo e em 2017 foi criada a BiTA (Blockchain in Transports Alliance ou Aliança de Transportes em Blockchain). Juntos, empresários do setor de tecnologia e de transportes pretendem desenvolver aplicações e estabelecer padrões industriais para tornar mais precisos e seguros os processos de logística.

Para os membros da aliança, essas são as principais vantagens do uso do blockchain na logística:

Monitoramento do desempenho – o monitoramento do histórico do desempenho a partir da estrutura blockchain permite que as partes implantem métricas para avaliar as transações efetuadas na cadeia logística.

Manutenção de veículos – o histórico da manutenção de frotas passa a ser compartilhado, garantindo mais confiabilidade e delegando responsabilidades.

Garantia de qualidade – por conta da natureza distribuída do blockchain, todos os momentos da cadeia de logística podem ser compartilhados, avaliando a qualidade do serviço de frete nos locais de coleta e de entrega, por exemplo, com fotos.

Conformidade – a estrutura blockchain é uma grande aliada dos sistemas que monitoram o tempo na estrada e desempenho dos motoristas, cruzando essas informações com dados do tráfego, meteorológicos etc, ajustando rotas e, principalmente, mantendo a conformidade com regras de segurança.

Monitoramento da capacidade de carga – durante um dia de trabalho, o caminhão pode ficar com espaço ocioso após algumas entregas e com a visibilidade proporcionada dos processos de coleta e de entrega, novas cargas podem ser adicionadas durante o trajeto.

Na Atech, estamos atentos a todas os benefícios oferecidos pelo uso do blockchain na logística e em como essa tecnologia pode aprimorar os serviços que fazem parte da nossa plataforma OKTO para gestão de ativos e logística com mais visibilidade, agilidade e conformidade.

Evite os erros de agendamento que geram disrupções nas operações logísticas
CategoriesLogística,  Pro

Evite os erros de agendamento que geram disrupções nas operações logísticas

Ampliar a eficiência operacional faz parte da estratégia competitiva de todas as empresas e, para isso, é preciso contar com uma cadeia logística ajustada, capaz de atender as demandas com agilidade e precisão. E sem o correto planejamento e agendamento nas operações logísticas, conectando fornecedores, clientes, fornecedores de clientes, armazém, transporte, pátio e docas, certamente essa cadeia vai perder a eficiência em algum momento.

E quanto mais complexa se torna a atividade da empresa, maior a necessidade de coordenar todos os aspectos envolvidos no processo de produção e de distribuição. Dois segmentos que dependem e muito de um correto agendamento nas operações de logística são o de portos e o supermercadista, já que ambos lidam com diversos produtos, clientes e fornecedores.

Agendamento agiliza operações em portos

Em um dos principais portos do Brasil, o tempo médio para a liberação de contêineres caiu de 10 para 7 dias, incluindo o tempo do processo de importação. Segundo armadores, essa melhora é devida principalmente pelos esforços da iniciativa privada em aumentar a produtividade de seus terminais, com investimentos em tecnologia, equipamentos e modernização das operações, garantindo um aumento de eficiência.

Com o investimento em ferramentas de agendamento nas operações logísticas, o caminhoneiro que precisa buscar o contêiner sabe exatamente a hora para a sua retirada e não precisa pernoitar na porta do terminal, reduzindo seus custos.

Outro porto, que atua principalmente no escoamento de produtos agrícolas, também vem investindo em um sistema de agendamento de descarga de caminhões. Agora, com data e hora marcadas, caminhoneiros, exportadores, terminais e porto conseguem planejar com eficiência as operações.

A meta era acabar com períodos ociosos de descarga, evitar acúmulo de veículos nas vias de acesso aos terminais. Para dar conta de todo o movimento, a logística de escoamento dos produtos precisa estar muito bem organizada para que produtor e comprador de grãos tenham seus prazos respeitados e as operações aconteçam com agilidade.

Planejamento das operações é fundamental para setor supermercadista

Já nos supermercados, a falta de planejamento e agendamento nas operações logísticas leva a três grandes erros nas operações:

Falha na separação de produtos – sem um controle da distribuição das mercadorias, seja dentro dos centros de distribuição ou nas lojas, existe o risco de perdas de produtos, já que não existe um cronograma do prazo de validade de cada lote. Assim, o produto pode não estar mais viável para comercialização ou precise ser vendido por preço mais baixo que o previsto nas gôndolas de promoção de produtos perto de final do prazo de validade.

Falha no fluxo de recebimento – sem o agendamento, é comum caminhões precisarem aguardar para carregar ou descarregar produtos nas lojas ou nos centros de distribuição. Tempo parado é igual a tempo perdido, menor eficiência e maior custo. Na maioria das vezes esse problema ocorre por falta de entrosamento entre a área comercial e o centro de distribuição. A área comercial define a compra e as condições de entrega, mas não consulta a área de logística sobre a capacidade de recebimento naquela determinada data. Sistemas automatizados de logística otimizam esse processo, permitindo que transportadoras e fornecedores façam o agendamento das entregas e coletas de forma autônoma, respeitando a capacidade da operação.

Falha no planejamento das operações – muitas vezes os setores de compras e de marketing definem ações promocionais sem avaliar a logística necessária para implantar a estratégia. Com isso, para que as mercadorias estejam nas gôndolas, os centros de distribuição precisam operar além de sua capacidade e mais veículos são necessários para abastecer ou descarregar a mercadoria da promoção. No final, toda a operação se torna mais lenta, menos eficiente e competitiva.

 

Tecnologia fornece rastreabilidade e otimização das operações logísticas

A questão central da logística é a redução de custos e, para isso, é preciso tornar as operações mais eficientes e enxutas. Segundo especialistas da Endeavour, a logística envolve diversos processos que devem ser controlados, como processar pedidos, adquirir suprimentos, produzir, embalar, armazenar e transportar, por exemplo. Para acompanhar todos esses processos, a indicação é trabalhar com alguns indicadores estratégicos, que são:

  • Volume de vendas
  • Entregas realizadas dentro do prazo
  • Erros cometidos durante as entregas
  • Taxa de crescimento
  • Taxa de encolhimento do estoque
  • Eficiência dos processos internos
  • Identificação de retrabalho

Todos esses indicadores podem ser avaliados com sistemas automatizados de controle. Quando falamos em entrega, o agendamento nas operações logísticas é a chave para a sua eficiência, e esse é um dos módulos incluídos na plataforma OKTO, desenvolvida pela Atech, que integra soluções voltadas para logística e para a gestão de ativos. A plataforma realiza a gestão e a governança dos processos globais de maneira confiável, segura e com alto desempenho, integrada com sistemas industriais e administrativos, a partir dos seus módulos:

  • Planejamento e execução da operação
  • Gerenciamento de documentos do processo e custos
  • Gerenciamento de serviços
  • Agendamento de transporte de cargas
  • Gestão de eventos
CategoriesImprensa

Atech apresenta soluções para segurança pública durante a Eurosatory 2018

Arkhe BMS permite integrar sistemas diversos, como câmeras e radares, a centros de comando móveis para prover informações a operações policiais e de segurança

O uso da tecnologia nas áreas de segurança pública e defesa é importante aliado no controle e monitoramento de ameaças. Essa expertise da Atech, empresa do Grupo Embraer, será apresentada durante a Eurosatory 2018 (Defense & Security International Exhibition), que acontece de 11 a 15 de junho, em Paris (França). A empresa estará com o portfólio completo, com soluções customizadas nas áreas de Defesa e Segurança Pública – a Família Arkhe.

Dentre as soluções, destaque para o Arkhe BMS (Battlefield Management System), que pode ser empregado  em operações policiais diversas, ações de contraterrorismo, investigações, crises de segurança, violência urbana, acompanhamento de alvos, entre outros casos de segurança pública.

Um exemplo dessa aplicação é quando há suspeita de uma ação terrorista em um evento de grande porte. Com a utilização do Arkhe BMS para conter a ameaça, são acionados dispositivos móveis, como VANTs (veículo aéreo não tripulado), viaturas e seguranças que passam a transmitir imagens e informações em tempo real de tudo o que acontece. O alto comando da operação consegue ter uma visão ampla dos acontecimentos para tomar as decisões e definir como será feita a contenção do perigo e por quais equipes. As transmissões dos comandos operacionais são  feitas por meio  mensagens de texto e de voz para que as equipes em campo ajam com rapidez. Caso note novas ameaças, o comando consegue definir quais recursos serão direcionados ao local, como ambulâncias para atender possíveis vítimas, novas equipes de segurança, armamentos mais adequados e, até mesmo, apoio aéreo ou de outros órgãos.

Isso é possível porque o Arkhe BMS constitui uma plataforma eficaz para a integração de sistemas de geolocalização e comunicação, além de câmeras de vigilância, VANT e radares. Sua arquitetura permite a gravação dos dados utilizados nas missões além de comunicar-se com bancos de dados de outros órgãos, possibilitando o uso de ferramentas de investigação e análise para a área de inteligência.

“As soluções Atech integram o que há de mais moderno em tecnologia para oferecer uma consciência situacional ampla e completa para uma tomada de decisão assertiva”, destaca o presidente da empresa, Edson Mallaco. A empresa também oferece treinamento e capacitação das equipes, com o uso de simuladores e da experiência acumulada, com os quais é possível propor missões e cenários específicos e colocar usuários e decisores frente a frente com inúmeras situações, promovendo a absorção de conhecimento não só no uso da tecnologia, mas, principalmente dos processos para decisões ágeis e eficazes.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa / Rossi Comunicação

 

Veja como a Rede Mesh facilita a gestão de ativos no campo
CategoriesConexões Inteligentes,  Pro

Veja como a Rede Mesh facilita a gestão de ativos no campo

A Agricultura 4.0, que aproveita ao máximo os recursos disponíveis, traz diversos benefícios para toda a cadeia produtiva e, também, para o consumidor, que conta com maior oferta de produtos, melhor qualidade e menores preços. Nesse cenário, a Internet das Coisas (IoT – Internet of Things), é fundamental para o manejo inteligente do plantio, melhor gestão de ativos no campo e, consequente, redução dos custos operacionais.

Com a correta gestão de ativos no campo a partir dos dados enviados pelos sensores dos dispositivos conectados, é possível planejar ações de manutenção preventiva – tarefas realizadas em intervalos regulares para garantir que não ocorram danos -, mas principalmente de manutenção preditiva, analisando e utilizando dados para acompanhar o ciclo de vida e desempenho do maquinário e prever quando e em que parte eles podem falhar, antes mesmo de serem substituídos.

Com a digitalização do campo, a manutenção preditiva passa a ser “personalizada” para cada máquina, levando em conta horas trabalhadas, atividade realizada pelo equipamento e aspectos como o tipo de solo onde a máquina está em uso.

A meta é aproveitar todos os dados enviados pelos sensores para evitar ações de manutenção corretiva, baseadas na troca de componentes ou peças que sofreram algum desgaste inesperado ou falha. O problema é que esse tipo de manutenção resulta em grandes tempos de parada, alto custo no reparo e perda da produtividade. Isso é o que acontece quando não há sensores coletando dados e conectividade, como a oferecida pelas Redes Mesh, entregando as informações em tempo real. Com a oferta de conectividade segura e efetiva, é possível atender aos pilares que definem a Agricultura 4.0: coleta de dados, análise das informações e intervenções apenas quando são necessárias.

Segundo especialistas da SNA (Sociedade Nacional de Agricultura) o relacionamento entre tecnologia e agricultura vem crescendo nos últimos anos – o início da Quarta Revolução no campo – que implica no uso de ferramentas de Big Data para gerenciar melhor a propriedade, reduzir os riscos da atividade, racionalizar o uso de recursos naturais e insumos e, por fim, aumentar a produtividade e a renda do agricultor.

Para se ter uma ideia da importância da digitalização no campo, veja quais são as três primeiras revoluções no campo apontadas pelos historiadores:

Revolução no Neolítico – ocorreu a cerca de 9 mil anos, quando o homem deixou de ser nômade para ser sedentário. Neste período, ocorreu a descoberta da agricultura, que foi um dos principais fatores do surgimento do sedentarismo humano na Pré-História. Este processo está diretamente relacionado ao surgimento das primeiras comunidades, que deram origem às primeiras civilizações nos séculos posteriores.

Revolução na Idade Média – ocorreu na Europa por volta do século XI, em resposta ao crescimento populacional e, portanto, ao aumento da necessidade de gêneros agrícolas. Um dos principais avanços que marcaram este período foi a criação e utilização do arado.

 

Revolução inglesa – ocorreu no século XVIII, caracterizando-se por um conjunto de avanços e mudanças que possibilitaram o aumento da produção no campo.

Entendendo a telemetria e a gestão de ativos no campo

A telemetria é a coleta e o compartilhamento remoto de dados provenientes dos sensores embarcados em todas as máquinas usadas na agricultura, ajudando o produtor a fazer um diagnóstico completo da lavoura e a gestão de ativos no campo, otimizando as operações, chegando a gerar uma redução de custos de até 15%.

Com os dados provenientes das ferramentas de monitoramento, especialistas em manutenção apontam que é possível implantar programas de manutenção preventiva e obter uma estimativa do tempo de vida útil das máquinas, antecipando a necessidade dos serviços de manutenção. Assim, é possível aumentar a disponibilidade da frota, reduzir os custos de manutenção e aumentar a confiabilidade dos serviços.

“O modelo digital, além de elevar o giro dos ativos e minimizar os riscos, possibilita taxas de crescimento maiores”, ressaltou Claudio Machado Filho, professor de Economia da USP (Universidade de São Paulo), durante palestra na SNA. Segundo ele, na agricultura atual e principalmente na futura, quem não buscar competitividade através da otimização e digitalização de sua atividade vai acabar ficando para trás.

 

Aprimorando a gestão de frotas e equipamentos

As montadoras estão investindo pesado na Agricultura 4.0 e na gestão de ativos no campo, embarcando de fábrica sensores e sistemas de gestão de frota que permitem aos produtores monitorar e alterar, em tempo real, o desempenho, condições, velocidade e a forma de operar da máquina, além de sinalizar problemas técnicos.

Alguns fabricantes, inclusive, estão lançando programas onde especialistas da empresa fazem o monitoramento e gerenciamento do sistema de telemetria, e o produtor recebe, a qualquer momento, assistência da concessionária.

Com a tecnologia embarcada nas máquinas pelos fabricantes, é possível gerenciar o percurso utilizado pelos veículos, o consumo de combustível, a temperatura e a rotação do motor, entre outras informações sobre problemas técnicos que podem resultar em paradas dos equipamentos. Se os sensores detectarem a saturação do filtro de ar do motor, por exemplo, a área de manutenção receberá essa informação antes que o problema ocorra.

Mas todos esses benefícios só serão aproveitados pelo produtor se houver a disponibilidade de uma rede de comunicação no campo transmitindo todos os dados em tempo real. Entre em contato com os especialistas da Atech e saiba porque uma solução de Redes Mesh é a ideal para levar conectividade ao campo.

Conectividade no agronegócio: Saiba como a Rede Mesh integra dados do seu maquinário
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Conectividade no agronegócio: Saiba como a Rede Mesh integra dados do seu maquinário

Lançado em outubro de 2017, o Plano Nacional de IoT – Internet das Coisas: um Plano de Ação para o Brasil, estudo desenvolvido pelo MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), BNDES (Banco Nacional Econômico e Social), em parceria com a consultoria McKinsey, aponta o setor rural como um dos ambientes que deve ser priorizado nas iniciativas governamentais, aproveitando as inovações disponíveis para a conectividade no agronegócio.

Os objetivos estratégicos do Plano Nacional de IoT para a área rural são:

  • Uso eficiente de recursos naturais e insumos – aumentar a produtividade e qualidade da produção rural brasileira pelo uso de dados
  • Uso eficiente do maquinário – otimizar o uso de equipamentos no ambiente rural pelo uso de IoT
  • Segurança sanitária – aumentar o volume de informações e sua precisão no monitoramento de ativos biológicos
  • Inovação – promover a adoção de soluções desenvolvidas localmente para desafios do ambiente

Inteligência no campo

Sensores instalados em equipamentos agrícolas atualmente já não são uma novidade. A questão agora é como coletar e integrar em tempo real diferentes fontes de dados e inserir uma camada de inteligência nos negócios, reunindo em um mesmo repositório dados do plantio, da colheita, do clima, imagens de satélite, medições realizadas por drones e até mesmo o preço das commodities na Bolsa.

A primeira fase da agricultura de precisão foi baseada nas informações enviadas por sensores instalados em tratores e colheitadeiras, mas cada máquina tinha um sistema próprio e gerava um pedaço da informação.

Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, destaca que “a informação se transformou no principal insumo da agricultura moderna e, com a IoT, a agricultura de precisão muda do monitoramento do campo para a inteligência estratégica. Sensores instalados nos equipamentos e conectados em rede indicam que a agricultura do futuro deverá ser cada vez mais apoiada pelo conhecimento científico”.

O desafio está em integrar todas as informações e os transformar em dados úteis para os sistemas de apoio à decisão dos produtores.

A agricultura 4.0

A meta do Plano Nacional de IoT é aumentar a produtividade e a relevância do Brasil no comércio mundial de produtos agropecuários, com elevada qualidade e sustentabilidade social e ambiental, por meio do uso de IoT no campo. A meta também é posicionar o Brasil como o maior exportador de soluções de IoT para a agropecuária tropical.

Mas, segundo especialistas da Embrapa, tornar a agricultura cada vez mais digital é um objetivo que depende de diversos fatores que vão da criação de soluções, conectividade até a capacitação da mão de obra. As aplicações para a tomada mais assertiva de decisão pelo produtor rural envolvem coletas de milhares de dados por sensores e robôs ou máquinas automatizadas, alto processamento de informações e de imagens, e análises.

Para isso, é preciso criar interfaces para coletar, armazenar, visualizar, descrever, organizar e analisar esses dados, além de aperfeiçoar mecanismos para aumentar a resolução das imagens obtidas e transmitir as informações de forma mais rápida e em tempo real. Como integrar todas essas informações e ajudar o produtor a produzir mais com preservação ambiental é um dos grandes problemas para os pesquisadores que atuam com tecnologia da informação na agricultura.

Silvia Massruhá também destaca a necessidade de superar as dificuldades de infraestrutura e conectividade no agronegócio, além de adaptar aplicações para a realidade da agricultura tropical. A limitação da cobertura é apontada como um dos gargalos para o avanço da IoT na agricultura, opinião que é compartilhada pelo pesquisador do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), Fabrício Lira Figueiredo, que também afirma que a infraestrutura de conectividade é o maior entrave para a difusão da IoT no setor.

O desafio da infraestrutura de conectividade no agronegócio

A previsão do estudo desenvolvido pelo MCTIC é que a IoT gere um impacto de até US$ 21 bilhões na agricultura até 2025, usando todas as informações para melhorar desde o plantio até o armazenamento e a logística de toda a cadeia produtiva.

A infraestrutura de telecomunicações é incipiente nas áreas rurais e remotas do Brasil. Isso dificulta a oferta de conectividade em larga escala nessas regiões. As redes móveis públicas, por exemplo, estão concentradas majoritariamente em áreas urbanas e ao longo de grandes rodovias. Por isso, são poucas as opções de acesso disponíveis para as vastas áreas de plantio, com níveis de cobertura e desempenho adequados e custos viáveis.

E o investimento em conectividade pode ser alto quando pensamos nas redes mais tradicionais, que exigem a implementação de concentradores, roteadores e repetidores, além de uma configuração com alto nível de complexidade, principalmente no caso das áreas mais afastadas.

A tecnologia de Redes Mesh aparece então como a melhor alternativa para superar os obstáculos da conectividade no agronegócio por se tratar de uma tecnologia de fácil implementação e de custo baixo, além de atender a todos os requisitos de disponibilidade e confiabilidade exigidos para a implantação de IoT no campo.

A Rede Mesh é uma solução de conectividade abrangente e flexível capaz de atender a locais que ainda não possuem qualquer infraestrutura de rede de comunicação, por mais remota e incipiente que seja, e com a vantagem de permitir o gerenciamento e configuração remota da rede.

A Atech oferece soluções de Conexões Inteligentes que incluem a solução de Redes Mesh, capaz de apoiar a transformação digital no campo, atendendo toda a demanda de conectividade no agronegócio necessária para suportar as aplicações de IoT.