Confiabilidade: entenda por que esta é a nova tendência nas áreas de Manutenção e Produção
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Confiabilidade: entenda por que esta é a nova tendência nas áreas de Manutenção e Produção

A necessidade de confiabilidade nas instalações já é antiga, mas o aumento de questões relacionadas ao meio ambiente e à segurança estão gerando novas necessidades para a indústria. Diante deste cenário, cada vez mais empresas estão indo além das estatísticas para melhorar suas práticas e suas estratégias de manutenção, e o investimento em confiabilidade tem se destacado.

No Brasil, especialmente a comunidade industrial tem mostrado um forte interesse em melhorar suas estratégias de manutenção. Isso é visível pelo rápido crescimento da Abramam, organização líder em manutenção no Brasil, focada em auxiliar e educar seus membros. Hoje, esta se encontra entre as mais valiosas sociedades de manutenção, incluindo a SMRP, na América do Norte, e a MESA, na Austrália.

Porém, na direção dos avanços em confiabilidade, as organizações brasileiras acabam se deparando com uma série de equívocos em relação a este conceito e tudo que o cerca. Veja a seguir como esta tendência tem criado novas perspectivas em relação à gestão de ativos:

Confiabilidade não se resume à eliminação das paralisações

A melhor maneira de definirmos o conceito de confiabilidade é como a probabilidade de um ativo ou sistema falhar durante um determinado tempo sob certas condições de operações. No entanto, em muitas organizações isso é usado de maneira equivocada, especialmente quando abordamos o conceito de falha.

Muitos acreditam que falhas são apenas paralisações, ou seja, quando os equipamentos param de funcionar. Diante disso, as organizações trabalham em cima de uma série de fórmulas matemáticas para determinar a probabilidade de um ativo parar, deixando de considerar uma série de outras ineficiências que também são consideradas falhas, como lentidão e problemas de segurança, por exemplo.

Uma gestão de ativos com alto nível de confiabilidade considera como falhas qualquer problema que afete a eficiência dos equipamentos, gerando perda de recursos como tempo e dinheiro, e contribuindo para possíveis danos à reputação da empresa. Isso inclui, por exemplo, uma falha em um equipamento que o torne inseguro para o meio ambiente e os funcionários da organização.

Além disso, ao investir em confiabilidade, há uma mudança significativa no modo de abordar as causas das paradas, que podem ocorrer por inúmeras razões. Nem sempre uma falha é causada, por exemplo, por falta de manutenção periódica, como lubrificação, por exemplo. Falhas humanas, como erros na montagem, por exemplo, também são causas que os gestores devem considerar e solucionar.

Ou seja, ao adotar práticas de confiabilidade nas estratégias de manutenção, as organizações conseguem prever não apenas as falhas mais “previsíveis”, causadas pelo uso, mas também especificar itens que falham devido a instalações impróprias ou outros danos acidentais, por exemplo. Isso amplia muito mais a capacidade da indústria de atuar com mais segurança e eficiência.

Estatísticas matemáticas não são suficientes

Diante deste cenário, vemos que um cálculo que leve em consideração apenas o uso dos equipamentos não é suficiente para garantir estratégias de manutenção mais robustas, eficientes e seguras.

Um dos equívocos mais comuns relacionados à análise preditiva para a programação da manutenção é o de que basta ter a média de tempo entre as falhas e a ocorrências. É importante lembrar que esse número é uma média baseada apenas no conceito de falha associado às paralisações e não a outros problemas que também interferem na eficiência da produção. Além disso, existe uma grande diferença entre probabilidade e realidade – não é por que uma falha é provável que ela vai acontecer.

O estado dos ativos é mais importante que seu tempo de uso

Por isso, empresas bem-sucedidas têm se esforçado para incorporar estratégias de manutenção envolvendo sistemas inteligentes e modernos de monitoramento, capazes de integrar dados de diversas fontes para determinar falhas de maneira assertiva, sem depender apenas de estimativas baseadas no tempo de uso, e contando com dados reais do estado dos ativos.

Essas organizações têm ido além das estatísticas, revisando práticas internas e desenvolvendo planejamentos estratégicos para estabelecer uma visão corporativa relacionada à confiabilidade e à boa gestão de ativos.

Entre as ferramentas mais bem-sucedidas para isso está a adoção da confiabilidade como um conceito global em vez de uma prática para reduzir custos ou downtime e uma utilização extensiva de métricas de performance, como a utilização do RAV (Replacement Asset Value) para reduzir os custos de manutenção.

A Atech oferece, por meio da plataforma OKTO, uma série de soluções para Gestão de Ativos que integram tecnologia e décadas de conhecimento estratégico e operacional. Capaz de operar globalmente, o OKTO torna a gestão de ativos mais eficiente e confiável, reduzindo os ciclos dos processos e facilitando o monitoramento das condições dos ativos minuto a minuto.

Entre essas soluções está o Monitoramento de Condição do Ativo, da Atech, que permite a tomada de decisões durante a produção e a manutenção, e a eliminação de manutenções preventivas desnecessárias, reduzindo custos e agilizando a identificação de problemas que possam afetar a segurança e a eficiência. Conheça aqui as soluções OKTO para a área de Gestão de Ativos.