Entenda os benefícios que a Internet das Coisas oferece à indústria mineradora
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Entenda os benefícios que a Internet das Coisas oferece à indústria mineradora

A combinação de queda nos preços das commodities, mudanças na demanda global, necessidade de estender o ciclo de vida de ativos e compromisso com a excelência operacional tem levado as mineradoras a rever as suas estratégias de negócios, e o uso da Internet das Coisas na mineração tem sido apontado como a melhor forma para melhorar a eficiência nas operações, reduzir custos e aumentar receitas e lucros.

A Internet das Coisas na mineração, conectando equipamentos e pessoas, tem o potencial de transformar diversas atividades, como a integração das operações, segurança nas minas, redução do impacto ambiental e monitoramento de frotas de veículos.

Analistas da consultoria Accenture indicam que o setor está focado na adoção de tecnologias digitais e no uso da Internet das Coisas na mineração, mas destacam que muitas organizações por até agora estão usando a tecnologia digital em projetos isolados, tentando ainda integrar todas as operações e fazer com que os dados coletados se transformem em insights que gerem vantagem competitiva.

Pesquisa realizada no primeiro semestre de 2017 indica que quatro entre cinco empresas ligadas à mineração pretendem aumentar os seus investimentos em tecnologias digitais nos próximos três anos. Entre os cerca de 200 líderes de negócios entrevistados, 28% indicaram que os investimentos devem ser significativos e 46% citaram as tecnologias digitais como as mais importantes para a inovação.

Como a Internet das Coisas na mineração gera valor

  • Padronizando processos – agiliza e normatiza processos em todas as operações, garantindo a conformidade
  • Aumentando a rastreabilidade e visibilidade – o monitoramento remoto permite compartilhar dados em todas as etapas da operação, garantindo mais eficiência, mais segurança, padronização das operações e mais facilidade para identificar problemas
  • Garantindo a segurança das pessoas – sensores acoplados aos coletes e capacetes dos mineradores ajudam a mapear vulnerabilidades no interior das minas, antecipando medidas de prevenção. O rastreamento remoto também permite que nos locais de mais difícil acesso ou que apresentem alto risco as pessoas sejam substituídas por robôs
  • Otimizando o transporte – sensores instalados nos caminhões permitem que o condutor interaja em tempo real com o supervisor, sinalizando o carregamento e descarregamento de minérios ou rejeitos, por exemplo, reduzindo o tempo ocioso da frota. Parte dessa frota, inclusive, pode ser formada por veículos autônomos
  • Transformando a manutenção preventiva em preditiva – com o uso de sensores M2M (Machine to Machine) é possível avaliar o status do equipamento (temperatura do óleo e do motor, pressão dos freios e dos pneus etc) e analisar o histórico de manutenção e, assim, prever falhas antes que aconteçam, reduzindo o tempo de parada já que os ajustes são realizados em menos tempo. Atuando de forma preditiva, também é possível reunir todas peças necessárias para a manutenção com antecedência, agilizando o processo
  • Obtendo dados e análises em tempo real – dados enviados pelos sensores instalados nos equipamentos dentro das minas podem ser transformados em imagens tridimensionais e analisados por geólogos, equipes de perfuração e supervisores

Mais dados, mais sustentabilidade

Além da segurança dentro das minas, a gestão da integridade das barragens de rejeitos é um dos grandes desafios enfrentados pelas mineradoras. Nesse cenário, mais uma vez o uso da Internet das Coisas na mineração envolve um sistema inteligente de gestão, com a integração de dados coletados até via satélite e via radar, e informações enviadas por instrumentos de medição, capaz de oferecer maior inteligência, visibilidade e confiabilidade para gerir o ciclo de vida dos ativos.

Uma solução de gestão de barragens integra diferentes sistemas e instrumentos, oferecendo uma visão global dos riscos da estrutura de toda a barragem, permitindo:

  • Garantir a integridade física por meio de medições, análises e relatórios de conformidade técnica
  • Atender exigências da legislação ambiental e manter operações sustentáveis
  • Gerenciar o comportamento de todos os instrumentos e enviar alertas para leituras fora do esperado
  • Obter atualizações constantes das condições de estabilidade do empreendimento
  • Avaliar impactos socioambientais a partir de alterações de ocupação em áreas impactadas
  • Gerar informações sobre pontos de atenção futuros e comunicações automáticas entre partes interessadas

Integração de sistemas é fundamental

Implantar o uso da Internet das Coisas na mineração requer uma integração de todos os departamentos, compartilhando as informações. Apesar dos desafios, a digitalização tem o potencial de gerar mais eficiência e transformar o negócio. Uma análise da Accenture mostra que empresas mineradoras poderiam melhorar o seu EBITDA – em linhas gerais, o indicador que representa o quanto uma empresa gera de recursos através de suas atividades operacionais, sem contar juros, impostos depreciação e amortização.

Para os analistas, as tecnologias digitais podem aumentar o EBIDTA em US$ 38 bilhões nos próximos três anos. E, segundo o Fórum Econômico Mundial, a transformação digital pode gerar US$ 190 bilhões para o setor nos próximos 10 anos.

Mas toda essa tecnologia depende de conexões inteligentes e de um parceiro capaz de integrar todos os sistemas, especificando e instalando recursos de rede, hardware e software necessários para a integração de todas as operações. Além disso, é preciso estabelecer a governança dos dados, selecionando os protocolos, as tecnologias de comunicação, os métodos de proteção e os padrões a serem adotados, para que as informações se movam de maneira eficaz, segura e confiável. A Atech conta com toda essa expertise desde a sua origem, com a participação no projeto SIVAM – Sistema de Vigilância da Amazônia.