Conheça novas tecnologias e estratégias para a gestão de ativos
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Conheça novas tecnologias e estratégias para a gestão de ativos

Hoje os negócios estão investindo cada vez mais em novas tecnologias e estratégias para obter o máximo de capacidade de seus ativos, especialmente nas organizações que precisam ter alta disponibilidade de seus ativos industriais.

Diante deste cenário, tecnologias como big data e internet das coisas estão dando às organizações mais possibilidades em termos de monitoramento e análise da qualidade de serviço de cada um de seus ativos e, diante deste cenário, os modelos tradicionais de gestão de manutenção não são mais capazes de dar o suporte necessário a essa área.

Uma pesquisa divulgada em agosto deste ano pela Abram (Associação Brasileira de Manutenção ) mostrou que aproximadamente 5% da receita da indústria é gasta em manutenção. Nesse sentido, o conceito de RAV (Replacement  Asset Value), também ajuda as organizações a estabelecerem uma porcentagem aceitável de custo de manutenção.

A tendência é que empresas das mais diferentes indústrias adotem uma abordagem cada vez menos reativa em relação à sua estratégia de gestão de ativos e passem a adotar ações mais preditivas – e até prescritivas. Ou seja, muito além de agendar manutenções e consertos, novas tecnologias já estão permitindo que as empresas otimizem seus processos de acordo com insights em tempo real relacionados ao uso e às condições de cada equipamento.

Para adequar seus modelos de gestão de ativos às novas tecnologias, as empresas precisam reavaliar suas estratégias constantemente, para garantir que são capazes de atender às necessidades em curto e longo prazos. Veja a seguir as principais tendências em tecnologia e estratégia para gestão de ativos:

Internet das coisas industriais

A internet das coisas é que está permitindo às organizações coletar cada vez mais informações de maneira rápida para responder às mudanças e agir com mais inteligência nas tomadas de decisão. Especialistas preveem que, até 2020, o número de dispositivos conectados chegue a 50 bilhões. Segundo dados do IDC, a estimativa é de que a base instalada de dispositivos de Internet das Coisas some 1,5 bilhão na América Latina.

No setor de óleo e gás, por exemplo, em que a segurança é um foco importante, a internet das coisas pode prevenir acidentes de trabalho e paralisações ao associar dados de câmeras inteligentes instaladas em cabines de operação a outros sistemas de controle, por exemplo, para detectar sinais de cansaço, atribuindo o estresse ao tempo padrão de realização de uma atividade.

A internet das coisas também pode ajudar a automatizar respostas a potenciais falhas. Por meio de sensores que monitoram as condições de cada ativo, é possível determinar a necessidade de manutenções e criar um histórico para análises contínuas. Esses sensores podem avaliar indicadores específicos, como sinais de deterioração, superaquecimento, vibração, entre outros.

Isso nos leva a uma importante estratégia que falaremos a seguir.

Planejamento de manutenções preventivas inteligente

Hoje é comum encontrarmos empresas que agendam manutenções preventivas de acordo com o tempo calendário e não de acordo com o uso. Isso, no entanto, não impede que ativos sejam danificados e parem de funcionar de maneira inesperada, afinal, de acordo com suas condições de uso e o tipo de tarefa a que são submetidos, os ativos podem se comportar de maneiras diversas.

Ou seja, um período pode até ser suficiente para que uma manutenção preventiva evite falhas para alguns ativos, mas outros podem acabar prejudicando as operações por falharem antes do tempo. Além disso, imagine o tempo que seria economizado se você pudesse aumentar o período entre uma manutenção e outra daquelas máquinas que certamente não apresentam nenhuma chance de falhar.

Para evitar esse problema, é importante que as manutenções sejam agendadas de acordo com a condição do ativo. Isso pode ser feito por meio de sistemas que se comunicam com a gestão de ativos industriais, permitindo um processo decisório com base em dados, garantindo uma estratégia de manutenção proativa e, ao mesmo tempo, assertiva.

Esse tipo de tecnologia pode ainda automatizar tarefas como a abertura e o fechamento de chamados de manutenção, gerir o controle de etiquetas de melhoria sinalizadas para os ativos e permitir a consulta rápida de estoque a peças sobressalentes online.

Aprendizado de máquina e análise preditiva

Ainda levando em consideração uma estratégia de manutenções preventivas mais inteligente, a internet das coisas tem levado à produção de maiores capacidades analíticas. Os softwares de gestão de ativos hoje, além de aceitar dados de sensores de máquinas, devem dar cada vez mais controle e visibilidade aos gerentes e executivos.

Com isso, eles podem tomar decisões mais assertivas em relação à estratégia de manutenção dos ativos, evitando que linhas inteiras de produção sejam prejudicadas por meio de indicadores de manutenção em tempo real, que permitam responder a falhas rapidamente, evitando perdas produtivas e reduzindo os custos com reparos e paralisações inesperadas.

Por exemplo, se um motor gerando um tipo específico de vibrações, sensores podem identificar esse padrão, transformá-lo em dados em tempo real, relacionar o dado e enviar a um sistema que vai alertar os engenheiros em campo, que então vão poder avaliar se realmente existe uma falha que exige manutenção ou se a vibração é na verdade de alguma outra máquina está muito próxima àquele equipamento.

Enquanto a internet das coisas dá aos engenheiros essas informações para que eles avaliem o problema, o aprendizado de máquina já faz essa avaliação automaticamente, qualificando o que não é de fato uma falha. Com isso, o sistema é capaz de fazer, automaticamente, a abertura de um chamado para que um engenheiro disponível com as habilidades necessárias possa realizar a manutenção.

A Atech oferece uma série de soluções na área de Gestão de Ativos que auxiliam no monitoramento e na coleta de informações sobre os ativos industriais, otimizando o planejamento de manutenções corretivas e identificando, de forma preventiva, falhas que possam afetar a produtividade e a segurança das operações.

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Ameaças persistentes avançadas: Saiba por que você precisa de mais do que prevenção

As ameaças cibernéticas sempre impactaram empresas em todas as indústrias, porém, termos como “malware”, “ransomware” e “zero-day” são relativamente novos entre as preocupações de gerentes e diretores. Parte disso se deve à incidência de grandes ataques em massa, como o do ransomware WannaCry que, no primeiro semestre de 2017, infectou milhões de computadores em apenas algumas horas.

Além de ter infectado mais de 100 mil empresas em 150 países em menos de um dia, estima-se que o WannaCry tenha gerado prejuízos na ordem de US$ 4 bilhões em todo o mundo. A título de comparação, em 2016, ataques deste tipo causaram perdas de US$ 1,5 bilhão, segundo a consultoria Cybersecurity Ventures.

Esse tipo de ataque, no entanto, compõe apenas uma parte de um cenário de ameaças cada vez mais complexo. Um exemplo disso são as Ameaças Persistentes Avançadas (APTs), que envolvem estratégias de invasão ainda mais sofisticadas do que os ransomwares, visto que não são combatidas apenas com contramedidas de prevenção.

As APTs são responsáveis pelos ataques com alvo, com alto nível de motivação e organização, executados por hackers com grande expertise. Trata-se de ameaças com objetivos bem definidos, um alto grau de persistência e os recursos certos para alcançá-los.

Como o trabalho manual e de inteligência desses hackers é intenso, nenhum conjunto de ferramentas de prevenção é suficiente para barrar ameaças desse tipo, mesmo que contenham um alto nível de inteligência. Isso acontece porque nenhum mecanismo de defesa é capaz de lidar com a imprevisibilidade humana, especialmente quando ela está cheia de motivação.

Isso sinaliza para uma nova era em segurança digital, em que, mais importante do que a ameaça em si, está a ameaça por trás dela.

É claro que toda empresa precisa de bons mecanismos de prevenção, como firewalls e antivírus, no entanto, essa estrutura não é suficiente para conter as APTs, e as consequências podem ser sérias neste caso, pois os ataques executados por esse tipo de ameaça têm sempre o objetivo de obter dados de valor altíssimo para o negócio – seja para vendê-los no mercado negro ou a seus concorrentes.

Como funcionam as APTs

Por terem um objetivo em mente, as APTs dificilmente começam seus ataques criando alarde, como no caso dos ransomwares – que imediatamente já exibem uma mensagem exigindo o pagamento de um resgate para devolver o acesso aos dados. Esse tipo de ameaças geralmente invade sistemas explorando pontos fracos já existentes e então se move lateralmente, elevando seus privilégios para ter acesso a informações de alto valor.

A “persistência” é representada no fato de que as APTs podem permanecer dias, semanas e até meses em uma mesma rede sem ser detectada até, finalmente, conseguir atingir seu objetivo. Seu alvo pode ser dados de clientes ou de funcionários, propriedade intelectual e outras informações confidenciais, como planejamentos de marketing de produtos ainda não lançados, ou mesmo o controle de máquinas industriais conectadas à rede.

Graças ao seu modo de agir agressivo e furtivo, nenhuma empresa está livre das APTs; porém, poucas empresas estão cientes dessas ameaças e do seu impacto para o negócio. Algumas não fazem a mínima ideia de que já estão comprometidas e várias preferem não revelar ou admitir que foram atacadas por medo de sofrerem danificarem sua reputação – especialmente no Brasil, em que as empresas não são obrigadas por lei a divulgar que foram atacadas.

Usuários podem ser o elo mais fraco

Como as ameaças persistentes avançadas são executadas por hackers com grandes capacidades analíticas, que permitem a eles identificar todos os pontos fracos da infraestrutura de TI, muitas vezes os usuários e seus hábitos podem acabar sendo usados a favor do cibercriminoso.

Nem sempre o ponto fraco está presente em uma tecnologia, como um firewall mal configurado, por exemplo. Na maioria das vezes, o ponto fraco está presente em algum processo mal executado e na falta de conhecimento dos usuários, que podem não ser preparados para lidar de forma segura com os ativos corporativos.

Dessa forma, os hackers persistentes podem tirar proveito, por exemplo, de distrações na abertura de anexos infectados ou mesmo de práticas de segurança ruins, como senhas fracas e compartilhamento de informações de modo inadequado.

Como se proteger das APTs

Não existe uma solução mágica a prova de APTs no mercado e é um grande desafio lidar com os métodos persistentes e furtivos usados por esse tipo de ameaça, que podem facilmente passar por firewalls, antivírus e sistemas de detecção de intrusão. Apenas uma estratégia de segurança bem balanceada entre prevenção, monitoramento e detecção e munida dos recursos mais avançados e inteligentes (não apenas em termos de tecnologia, mas também de expertise) pode lidar com as APTs e reduzir o impacto de uma potencial violação de dados.

Empresas capazes de reagir e defender-se de um ataque persistente e avançado podem limitar de maneira considerável os impactos financeiros e operacionais negativos e os danos à reputação. Para isso, é importante investir não apenas em tecnologias de prevenção, mas também em outras tecnologias, processos e conhecimento capazes de proteger de forma holística qualquer organização de um ataque por APT.

Isso inclui, por exemplo, controles de vigilância e detecção inteligentes capazes de identificar os mais diversos sinais de anomalia na rede e de falhas existentes, possibilitando tanto a identificação da ameaça quando esta já conseguiu invadir a rede, mas ainda não conseguiu ter acesso a nenhuma informação valiosa, quanto conseguindo ao máximo identificar antecipadamente as portas mais vulneráveis.

Desse modo, o investimento em inteligência em segurança é uma parte crucial da estratégia de combate às APTs. Um dos recursos mais interessantes disponíveis no mercado atualmente e que estão tornando as estratégias de segurança mais robustas e assertivas, são os serviços que agregam a perspectiva do hacker à visão tradicional de segurança das organizações.

A área de Segurança Digital da Atech oferece serviços que vão além das políticas de segurança e da abordagem tradicional de prevenção de ameaças. Saiba mais sobre os serviços de Teste de Intrusão e Quebra de Senha.

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Gestão de medição: saiba como os medidores inteligentes vão ajudar o setor de utilities

Para que o setor de energia seja capaz de otimizar suas operações, precisa saber exatamente quanto cada consumidor está consumindo, e os medidores tradicionais, certamente, não são capazes de atender essa necessidade.

Entender como a demanda muda minuto a minuto é importante para que as empresas do setor de distribuição de energia sejam capazes de gerenciar seus recursos de maneira mais eficiente. No entanto, são vários os desafios a serem enfrentados, iniciando com as limitações dos medidores tradicionais, que não disponibilizam informações do uso de energia até que alguém faça a leitura manual das informações e as inclua na base de dados.

Hoje, o setor elétrico precisa medir em tempo real o consumo de energia para gerir e otimizar suas fontes de geração e também as estratégias de distribuição. Veja a seguir como os medidores inteligentes vão ajudar o setor de distribuição de energia, água e gás, a melhorar suas operações:

Internet das coisas e análise de dados

As empresas de distribuição de energia têm encontrado cada vez mais opções de tecnologias de comunicação. Diante deste cenário, empresas que investiram em transformação digital e foram capazes de reestruturar boa parte de sua infraestrutura para obter mais flexibilidade são as que estão em melhor posição para obter mais eficiência, confiabilidade e performance dos dispositivos conectados.

Por meio da internet das coisas, os dispositivos de medição inteligentes podem ser mais eficientes e garantir diagnósticos mais precisos das redes de distribuição. Por isso, essa tecnologia é cada vez mais usada para monitorar, coordenar e sincronizar dados de medidores com outros sistemas para entender o status do consumo minuto a minuto.

Novos modelos de medição

Com dados mais precisos, ao contrário dos medidores tradicionais, os medidores inteligentes ajudam a entender a demanda minuto a minuto da rede para gerenciar a distribuição de maneira mais eficiente.

A medição em tempo real reduz o tempo necessário para que as equipes restaurem a energia após falhas, determinando rapidamente quais partes da rede de distribuição poderão ser reestabelecidas.

Neste contexto, os medidores permitem ainda que as concessionárias desenvolvam novos modelos de medição e cobrança, identificando os horários de pico e os comportamentos de consumo de cada região para determinar diferentes preços para a energia consumida em diferentes horários.

Outro avanço permitido pelos medidores inteligentes é a possibilidade de identificar fraudes em um contexto muito mais amplo do que os medidores tradicionais, que não possuem nenhum recurso para identificar fraudes. Nos Estados Unidos, por exemplo, mesmo as pequenas fraudes no consumo de energia têm um impacto significativo para as empresas, que relatam que cerca de 1% de todo o seu inventário desaparece devido às fraudes – pode até parecer pouco, mas as perdas estimadas podem chegar a US$ 25 milhões por dia.

Por meio da precisão de conversores e transformadores pequenos, os medidores inteligentes são completamente imunes a uma série de fraudes, incluindo a adulteração magnética.

Além disso, com os medidores inteligentes, as equipes podem melhorar o índice de resolução na primeira visita, reduzindo os custos com o deslocamento de veículos de inspeção de fraudes. O fato dos medidores inteligentes permitirem o acesso remoto de todas as informações disponíveis também contribui para reduzir os custos de deslocamento.

Geralmente, a conectividade dos medidores inteligentes incluem milhares de unidades de terminais remotos de rede sem fio, múltiplos pontos de acesso e uma conexão para transmitir dados a diferentes concentradores. Assim, todas as informações chegam a uma central sem que seja necessário o deslocamento de técnicos até as áreas mais afastadas para realizar as medições dos consumidores de energia.

Redes MESH

A proliferação de medidores inteligentes pode exigir um investimento alto, que acaba deixando sua implementação mais lenta devido à necessidade de concentradores, roteadores e repetidores, adicionando um custo considerável aos projetos de instalação, incluindo o projeto e a configuração da rede. Nem sempre é possível equipar cada medidor com sua própria conexão e, em áreas mais carentes de boa cobertura de telecomunicação, isso pode ser um problema.

Uma boa alternativa para superar esses obstáculos é o uso de uma Rede MESH. Nessa tecnologia de rede, cada medidor inteligente se comunica com o que está mais próximo dele, passando os dados de dispositivo para dispositivo e, então, finalmente chegando a um concentrador. Assim, cada medidor tem múltiplas opções de roteamento e dotado de inteligência, otimizando continuamente a topologia da rede para se adequar às mudanças ou falhas na sua estrutura – se as condições de rádio estiverem ruins em uma determinada área, logo os medidores se reconfiguram para enviar os dados por outra rota.

Com isso, é possível reduzir a quantidade de concentradores e repetidores de maneira considerável, reduzindo os custos de infraestrutura. As Redes MESH também exigem configurações mínimas, pois novos medidores são reconhecidos e configurados na rede automaticamente.

A Atech oferece uma série de soluções de conectividade para os setores de distribuição de energia, de água e de gás a enfrentarem os novos desafios de medição, promovendo mais acessibilidade, confiabilidade e segurança. Conheça a solução de Rede MESH e o Sistema de Automação de Medição da Atech.

Logística 4.0: Entenda como a tecnologia está melhorando o rastreamento e a visibilidade
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Logística 4.0: Entenda como a tecnologia está melhorando o rastreamento e a visibilidade

A logística 4.0, muito além de constituir processos e equipamentos conectados, significa que um número cada vez maior de dados vai permitir que funções sejam automatizadas por meio de algoritmos modernos e inteligentes, capazes de “aprender” e melhorar uma série de tarefas do dia a dia da área de logística.

A implementação de dispositivos de identificação e rastreamento, por exemplo, vai levar a um melhor desempenho na gestão do armazém e reduzir os custos de logística. Segundo dados da PwC divulgados no último ano, o investimento em indústria 4.0, especificamente na área de transporte e logística, deve crescer 5% ao ano até 2020, chegando a um total de US$ 97 bilhões no fim deste período.

Com o custo relativo ao transporte cada vez mais alto, é cada vez mais importante que os líderes de logística consigam visualizar processos de logística de maneira integrada e com um alto nível de rastreabilidade – não apenas para a cadeia de suprimentos, mas para todo o processo, desde a produção de um item até o uso de novas tecnologias.

O problema da complexidade

Segundo o Banco Mundial, no relatório de Performance da Logística (LPI), 13% a 35% das cargas não atendem aos requisitos de qualidade esperados. Esta taxa varia de acordo com o posicionamento do país no ranking.

Esses dados mostram que a falta de visibilidade pode acabar gerando uma série de prejuízos devido à falta de controle sobre os processos de logística. As organizações precisam de dados para tomar as melhores decisões e, para isso, precisam de sistemas de monitoramento e rastreamento conectados e velozes para transações praticamente imediatas e processos mais transparentes.

Como a logística 4.0 está aumentando a visibilidade

Na logística 4.0 toda a cadeia se conecta: fornecedores, clientes, fornecedores de clientes e assim por diante – tudo para suprir a necessidade de maior visibilidade e controle de todo o fluxo de produtos.

Uma das tecnologias que permitiu sincronizar ainda mais os processos de logística com sistemas conectados aos processos de negócio foi a internet das coisas, que está dando às empresas uma visibilidade mais ampla da cadeia de suprimentos para dar base a melhores decisões, por meio do aumento da rastreabilidade.

No caso, para aumento de rastreabilidade e visibilidade, muito além do uso de aplicações de GPS em operadores de frotas, a logística 4.0 inclui a integração dos dados desses dispositivos a sistemas internos, de parceiros e de fornecedores para obter rastreamento de carga e visibilidade global, bem como a simplificação e a automação de processos.

A chave para isso está não apenas nas nuvens baseadas em GPS, mas na tecnologia de radiofrequência, que fornece identidade, localização e rastreamento. Os dados recolhidos por essas tecnologias permitem automatizar processos de envio e entrega e monitorar detalhes importantes da carga e dos equipamentos, como controle de temperatura, padrão de vibrações, entre outros dados.

Um pallet, por exemplo, pode receber um dispositivo conectado para coletar uma série de dados que, associados a informações de outros sistemas, podem mostrar, por exemplo, a posição do equipamento com coordenadas, bem como condições adversas de tempo, dados de trânsito e velocidade média.

A Internet das Coisas deve movimentar um total de US $ 8 trilhões no mundo ao longo da próxima década – os investimentos na cadeia de abastecimento e logística vão responder por US$ 1,9 trilhão segundo um relatório de tendências elaborado pela empresa de entregas DHL.

Além da internet das coisas, tecnologias como big data e análise preditiva também estão dando à área de logística mais capacidade de analisar os dados que hoje vêm de cada vez mais fontes, na medida em que o número de dispositivos conectados aumenta.

Com isso, as empresas vão poder criar processos mais inteligentes de carregamento ou descarregamento – em operações agendadas ou não. Isso vai permitir otimizar a disponibilidade de equipamentos de carga, melhorando a programação de caminhões e maximizando seu uso com o desenvolvimento de rotas mais inteligentes com base nos dados enviados pelos dispositivos conectados.

Neste cenário, a logística 4.0 pode ajudar a minimizar erros de processamento, aumentar o nível de planejamento dos processos de carregamento e descarregamento e automatizar uma série de tarefas do fluxo e da geração de documentos.

A Atech conta com um conjunto de soluções para Logística composto por ferramentas de gestão da execução e a governança de processos logísticos globais. O objetivo é automatizar, governar e agilizar de maneira global e em tempo real a logística corporativa. Conheça nossas soluções para a área de logística, incluindo a Gestão de Docas e Pátio, Gestão do Transporte e Rastreamento e Visibilidade.

Veja o que você perde quando a sua máquina falha
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Veja o que você perde quando a sua máquina falha

A implementação de soluções de gestão de ativos durante anos foi feita para capturar, manipular e analisar dados de falhas passadas em ativos industriais. Nesse caso, a otimização de processos para capturar informações de falhas de ativos e usá-las nos sistemas é o foco da criação de políticas de manutenção. Porém, quando levamos a confiabilidade em consideração, a abordagem das organizações em relação à estratégia de manutenção deve ser muito mais ampla para impedir falhas.

Manutenção geralmente é o termo que usamos para definir atividades que dão sustentação a padrões específicos de performance, ou seja, é parte essencial do ciclo de vida do ativo. Falhas nos ativos significam justamente que eles não estão atingindo os padrões específicos de performance esperados para o negócio, seja por um aumento na demanda além de suas capacidades ou pela falta de recursos disponíveis para manter os ativos em funcionamento.

Em todo caso, segurança e compliance, além da otimização de processos de coleta de dados, devem desempenhar um papel importante nesse planejamento.

O impacto das falhas mais críticas no negócio depende de uma série de fatores. De acordo com o relatório original que produziu o Reliability-Centered Maintenance (RCM), falhas consideradas “críticas” são aquelas com grande impacto na segurança. No entanto, o termo “falha crítica” hoje é usado para definir grupos de falhas que vão causar às empresas consequências de alto impacto, algo que pode variar de acordo com o contexto do setor.

No setor de óleo e gás, uma falha relacionada à segurança das operações certamente é considerada crítica. Por outro lado, no setor químico, por exemplo, uma falha considerada crítica em um ativo não necessariamente está relacionada a problemas de segurança, mas a quedas no volume e a interrupções na produção. Da mesma maneira, no setor farmacêutico as falhas críticas provavelmente são aquelas relacionadas à capacidade da produção de estar em conformidade com a regulamentação.

Um bom programa de gestão de ativos deve ter o objetivo de aumentar a rentabilidade do ciclo de vida dos ativos, logo, precisa evitar falhas críticas. Por definição, isso significa manter uma abordagem centrada na correta estratégia de manutenção para o ativo, que se utiliza da confiabilidade.

Com isso, é possível manter custos equilibrados de manutenção e taxas favoráveis de RAV. Altas taxas de RAV significam que sua planta tem altos custos para manter os equipamentos disponíveis e em funcionamento. Para melhorar esse índice, as empresas precisam contar com bons processos e ferramentas.

Veja a seguir alguns problemas que são consequência de diferentes falhas para as empresas:

Falhas de baixa criticidade x falhas críticas

Falhas consideradas de baixa criticidade são aquelas que causam consequências leves para as operações. Como sua ocorrência é considerada aceitável, uma política de manutenção focada apenas na captura e na análise de dados pode ser efetiva para lidar com esse tipo de erro. Com o tempo, é possível acumular um nível suficiente de informação para determinar políticas de manutenção eficientes e com alto grau de confiabilidade.

As falhas críticas, por outro lado, causam quedas na performance e, portanto, têm consequências inaceitáveis. Erros desse tipo, portanto, não podem ser geridos da mesma maneira que as falhas de baixa criticidade. Imagine, por exemplo, que uma máquina, ao falhar, cause um impacto operacional ou econômico de alta gravidade. Por que deixar isso acontecer novamente pelo mesmo motivo, especialmente quando a história recente nos mostra que falhas nos ativos podem gerar consequências graves de segurança e violações do meio ambiente?

Falhas críticas são, por natureza, sérias. Quando uma máquina falha de maneira crítica, geralmente os responsáveis pela gestão de ativos precisam retirá-la, substituí-la ou tomar alguma iniciativa que garanta que isso nunca mais ocorra. Como resultado, o volume de dados disponível para análise de erros mais graves geralmente é menor, reduzindo a habilidade das equipes de entregar resultados com alto nível de precisão sobre como evitar falhas semelhantes no futuro.

Entre as principais causas das falhas estão a especificação errada dos ativos, a degradação dos ativos ao longo do tempo, os erros de operação e as falhas humanas.

No entanto, é possível estabelecer critérios para realizar identificações e análises para descobrir, de maneira mais específica, a origem das falhas e eliminá-las. Uma delas é estabelecer critérios por meio de gatilhos necessários para realizar a análise da origem da falha. Entre os exemplos podemos citar a frequência de eventos específicos que podem ser notados por meio de um monitoramento constante do ativo, como aumento de temperatura da máquina ou vibrações. Os responsáveis pelas manutenções podem revisar o significado desses eventos de maneira contínua ou contar com soluções de análise de dados capazes de interpretar essas informações para sugerir otimizações.

A importância do monitoramento de condição

Não existe um manual de instruções para criar um plano de manutenção eficiente, porém, monitorar constantemente os ativos é essencial para agregar maior confiabilidade à gestão do seu ciclo de vida, dando mais visibilidade e controle aos líderes do negócio e evitando falhas capazes de causar impactos negativos no negócio.

Olhando os principais modos de falha, como vibração, corrosão, trincas, aquecimento, entre outros, você pode antecipar desde falhas não críticas e até catastróficas.

Para atender essa demanda, a Atech desenvolveu um conjunto de soluções para o monitoramento de condição dos ativos, incluindo equipamentos rotativos e estruturas. Saiba mais sobre as soluções da Atech para gestão de ativos.

Saiba implementar uma estratégia de gestão de riscos operacionais
CategoriesGestão de Ativos,  Pro

Saiba implementar uma estratégia de gestão de riscos operacionais

A gestão de riscos operacionais, junto dos padrões de trabalho e de uma estratégia de manutenção com base em condições (não apenas em dados de falhas passadas) são os elementos que compõem o que chamamos de uma estratégia de gestão de ativos baseada em riscos. Por meio dessa abordagem, é possível garantir a aplicação adequada de recursos com base na criticidade dos processos, permitindo que você invista na real causa das suas perdas e não em sintomas.

Imagine, por exemplo, que uma empresa sofra de um fator limitante que cause uma queda de 25% em sua produção. Sem uma estratégia completa de gestão de ativos, incluindo um plano de gestão de riscos operacionais, é impossível descobrir que existe um problema, muito menos avaliar os indicadores de performance ideais para corrigir as falhas.

Existe uma série de contextos em que a gestão de riscos operacionais é importante. No caso da gestão de ativos, as melhores práticas ditam que deve haver um plano de gestão de riscos que aborde não apenas a operação e a manutenção dos ativos industriais, mas também os riscos associados à propriedade e ao uso desses ativos.

Se antes os mais tradicionais frameworks de gestão de riscos usados pelas empresas mantinham os riscos operacionais apenas de maneira implícita, hoje, em um cenário altamente regulado e competitivo, é essencial que as organizações visualizem os riscos de suas operações de maneira explícita.

Cumprir com padrões como ISO 9001 e ISO 55000 pode ser considerado por alguns como uma espécie de mitigação de riscos, afinal, você conta com papeis, responsabilidades, documentações e planos de ação definidos para gerir a performance e melhorar as operações. Porém, mitigar riscos é apenas uma parte de uma estratégia de gestão de riscos operacionais, que inclui ainda identificação, quantificação e priorização de riscos.

No caso da gestão de ativos, uma estratégia de riscos operacionais tem duas frentes principais: avaliação ou identificação e gestão e controles. Cada área, quando não recebe o tratamento ideal, pode contribuir para a falta de eficiência na gestão de ativos.

Para grandes plantas industriais, uma gestão de riscos efetiva é essencial para garantir a segurança dos funcionários e dos arredores. Tudo deve ser avaliado regularmente, incluindo o local em que a planta foi construída, as máquinas usadas e o que acontece com o esgotamento dos recursos naturais.

Uma estratégia de gestão de riscos operacionais eficiente não necessariamente remove todos os riscos das operações. Trata-se de um processo que envolve sistematicamente o contexto de cada ativo da empresa, bem como o processo em que está inserido, para ajudá-lo a tomar as melhores decisões para o negócio.

Veja a seguir alguns elementos essenciais para incorporar uma estratégia de gestão de riscos operacionais eficiente à gestão de ativos:

Entenda as maneiras de reduzir os riscos

Muitas empresas veem os riscos como algo incerto, não como uma oportunidade de gerar melhorias para o negócio. No caso de algumas operações, certamente existem riscos inevitáveis, porém, novas tecnologias que permitem o monitoramento de condição dos ativos, por exemplo, são maneiras viáveis de reduzir certos riscos.

Para isso, é essencial que as organizações contem com o apoio do board para desenvolver um plano de gestão de riscos bem-sucedido. Na maioria dos casos, os executivos têm o poder de decisão para direcionar recursos para o desenvolvimento de novas estratégias e para a adoção de novas plataformas. Por isso, é importante guiar a liderança em relação aos riscos relacionados à gestão de ativos, bem como para a criticidade dos processos de identificação e mitigação.

Preveja e analise as consequências em longo prazo

Ao criar um plano de gestão de riscos operacionais, é importante avaliar as consequências em longo prazo de cada ação para melhorar as metas e a precisão de cada investimento.

É impossível prever todos os tipos de desastres; porém, existem algumas maneiras de antecipar alguns riscos e pensar em ações para evitar suas consequências mais sérias. Por exemplo: a área em que sua planta está localizada está sujeita a desastres naturais? Que tal desenvolver um plano de emergência para situações desse tipo?

Um plano de gestão de riscos operacionais vai além de prever falhas nas máquinas. Em vez disso, pense também em todas as possíveis emergências ou riscos que sua organização pode enfrentar e desenvolva planos para lidar com eles rapidamente.

Revise suas ações de gestão de riscos

Toda empresa deve rever seu plano de gestão de riscos operacionais periodicamente. Sempre que uma organização fica confortável com sua estratégia atual, é possível encontrar novas áreas que precisam de melhoras ou novos riscos que ainda não foram previstos.

Para isso, é importante investir em tecnologias de gestão de ativos, como monitoramento de condição e gestão de execução, bem como no treinamento da equipe para otimizar processos e minimizar os riscos de falhas nos ativos.

Sua estratégia de gestão de ativos está adequada? A Atech conta com uma solução de gestão estratégica que vai ajudar você a identificar e definir o melhor caminho para a manutenção e a operação de seus ativos, identificando o que mais impacta sua performance produtiva. Saiba mais sobre as soluções da Atech para a área de Gestão de Ativos.

CategoriesImprensa

Atech lança plataforma OKTO integrando Logística e Gestão de Ativos

São Paulo, dezembro de 2017 – A Atech, empresa do Grupo Embraer especializada no desenvolvimento de soluções para missão crítica e tecnologias para apoio à tomada de decisão, lança no mercado brasileiro a plataforma OKTO, que integra soluções de Logística e Gestão de Ativos.

A plataforma OKTO atende empresas de diversos setores com uma solução dinâmica, capaz de operar em nível global, gerindo ativos de maneira eficiente e confiável, reduzindo os ciclos dos processos e fornecendo rastreabilidade às operações logísticas.

“A Atech acumula mais de uma década de conhecimento estratégico para dar origem a soluções capazes de fornecer inteligência no monitoramento e condição de ativos, e base para tomadas de decisões em operações logísticas complexas”, explica Jefferson Castro, Gerente de Produto da Atech.

 

Logística

“Na parte de Soluções para Logística, a plataforma OKTO realiza a gestão e a governança de um processo logístico global de maneira confiável, segura e com alto desempenho, integrado com sistemas industriais, administrativos e logísticos da organização, suas filiadas, parceiros e operadores”, adiciona Jefferson Castro.

É composta pelos seguintes módulos:

– Planejamento e Execução da Operação, a partir do controle avançado da operação do armazém, transporte, pátio e docas, incluindo a gestão de custos e recursos do processo;

– Gerenciamento de Documentos do Processo e Custos, com a consolidação de diferentes fontes de despesas para o cálculo do custo final da operação;

– Gerenciamento de serviços, simplificando e sistematizando sua oferta e consumo, independente se serem prestados pela própria empresa ou por meio de outros fornecedores;

– Agendamento de transporte de cargas, permitindo que transportadoras e fornecedores façam o agendamento das entregas e coletas de forma autônoma, e respeitando a capacidade da operação;

– Gestão de Eventos, dando visibilidade ao gestor de todos os eventos de não conformidade do processo, bem como impedimentos e tratativas. Os eventos são controlados e monitorados para garantia de uma operação segura e de qualidade.

 

Gestão de Ativos

“Na parte de ativos, nossas soluções incluem o ciclo completo para gestão, que é voltada para a prevenção de falhas, e antecipação de qualquer evento que possa interromper a operação”, afirma Fábio Vieira, Chief of Product Owner para a plataforma OKTO.

É composta pelos seguintes módulos:

– Monitoramento de Condição do Ativo, que permite a tomada de decisão durante a produção e manutenção; a eliminação de manutenções preventivas desnecessárias e a identificação rápida de problemas que possam afetar a segurança operacional e ambiental.

– Planejamento e Programação da Manutenção, que fornece um sistema atualizado de recursos, bem como a gestão de execução das atividades críticas, o nivelamento da carga de trabalho da equipe, integrando e otimizando missões planejadas e agendamentos de última hora.

– Gestão da Execução de Manutenção, que fornece dashboards “amigáveis” para o gerenciamento dos ativos; consulta a estoque de peças, monitoramento dos chamados de manutenção, alocação dos custos de manutenção, encaminhamento de chamado para equipe de campo.

– Gestão da Estratégia do Ativo, com a verificação do grau de confiabilidade do ativo; identificação dos equipamentos que estão gerando mais quebras, bem como dos ativos que estão impactando a performance produtiva e auxílio na construção da gestão de risco.

 

Sobre a Atech

Reconhecida como uma “System House” brasileira, a Atech sempre se pautou pela inovação com o objetivo de ajudar a transformar o país. Com uma expertise única em engenharia de sistemas e tecnologias de consciência situacional e apoio a tomada de decisão, a Atech trabalha no desenvolvimento de soluções inovadoras com aplicações nas áreas de tráfego aéreo, sistemas de comando e controle, sistemas de instrumentação e controle, sistemas embarcados, simuladores, gestão de ativos, segurança digital, conexões inteligentes e logística. Mais informações em www.atech.com.br

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Como reduzir custos de energia em empresas de mineração

O setor de mineração enfrenta um grande desafio: enquanto o preço das commodities mantém a tendência de queda, os custos operacionais seguem em alta. Então, qual a melhor estratégia para reduzir os custos de energia em empresas de mineração?

Abraçar a transformação digital é a melhor estratégia para reduzir os custos de energia e melhorar a produtividade. Sensores, equipamentos, medidores e outros dispositivos permitem implantar uma cultura de melhoria contínua. E ao monitorar, ajustar e documentar esses processos é possível otimizar a operação.

Mas segundo análise do Fórum Econômico Mundial, o setor ainda está atrasado na adoção de novas tecnologias. Previsões do órgão indicam que o impacto da transformação digital para o setor de mineração poderia chegar a US$ 784 bilhões até 2025.

Em relação à energia, sistemas e soluções que usam dados e inteligência ajudam a rastrear possíveis instabilidades no fornecimento e também a manter o seu consumo dentro dos parâmetros considerados aceitáveis. As mineradoras devem considerar esses dados tão importantes quanto os metais extraídos do solo, e implantar a infraestrutura necessária para coletar, compartilhar, analisar e os transformar em informações que gerem valor para o negócio.

Passo a passo para reduzir os custos de energia no setor de mineração

Ao mesmo tempo em que o consumo de energia representa um problema significativo para o setor de mineração, sua resolução pode abrir uma série de oportunidades. O passo a passo a seguir pode ajudar as empresas de mineração nessa tarefa, resultando em grandes economias, além de revelar novas estratégias e tecnologias que podem reduzir ainda mais o uso de eletricidade e aumentar a eficiência operacional em todas as áreas da mina.

1 – Desenvolva um plano estratégico

Implantar um plano estratégico não só ajudará a alcançar resultados a longo prazo visando a redução dos custos de energia em empresas de mineração, mas também servirá de base para avaliar e ajustar as ações de forma consistente em relação aos objetivos

2 – Escolha uma estratégia de gerenciamento de energia

Uma estratégia passiva de gerenciamento de energia alavanca sistemas que são projetados para usar menos energia. Já uma estratégia de gerenciamento de energia ativa depende de implementar e monitorar controles de motor, de ventilação ou otimizar processos para obter melhores resultados

3 – Escolha um sistema de gerenciamento de energia

O sistema de gerenciamento de energia (Energy Management System – EMS) deve estar diretamente ligado aos sistemas de produção da mina e apresentar as seguintes funcionalidades:

  • Fornecer dados em tempo real sobre o consumo de energia
  • Prever o consumo de energia baseado em parâmetros
  • Identificar e quantificar o consumo que exceda os parâmetros normais
  • Identifica e analisar a causa do excesso de consumo
  • Analisar os elementos que geram o consumo de energia
  • Calcular indicadores de desempenho
  • Fornecer dados validados para justificar futuros investimentos de capital
  • Criar relatórios e modelos para prever o consumo de energia
  • Determinar metas de consumo de energia

4 – Invista em medidores inteligentes

Medidores inteligentes fornecem informações detalhadas sobre o consumo de energia entregando informações críticas como tensão, corrente, fase neutra e terra, potência, frequência, fator de potência, demanda e medição da corrente elétrica e do tempo de carga

5 – Use disjuntores inteligentes

Além da sua finalidade proteger a rede cortando as cargas, disjuntores inteligentes que tenham um protocolo de comunicação compartilhada – geralmente wi-fi – com o sistema de medição inteligente entregam informações sobre o gerenciamento da carga

6 – Monitore a confiabilidade do fornecimento

Sistemas de monitoramento da qualidade do fornecimento de energia entregam relatórios com as informações necessárias para validar a conformidade do fornecimento, melhorar a estabilidade do sistema e minimizar o tempo de inatividade não planejada

Mais eficiência, menor gasto de energia

Uma das grandes promessas da transformação digital é a possibilidade de ganhar mais eficiência operacional e, consequentemente, reduzir os custos da operação. E como a eletricidade representa cerca de 30% do custo operacional de uma mina, encontrar formas de reduzir os custos de energia, como o uso de inovadoras tecnologias que resultem em um aumento da precisão da perfuração, geram um grande impacto.

Recente estudo da consultoria Accenture apontou quais são as grandes apostas para os próximos 3 anos em tecnologias digitais para otimizar as operações e produtividade, gerando economia em todos os processos.

Para abraçar a transformação digital, conheça as soluções da Atech que atendem as crescentes necessidades da Internet das Coisas e da Indústria 4.0.

CategoriesGestão de Ativos,  Pro

Saiba como o foco em monitoramento e resposta a incidentes pode reduzir riscos

As invasões e ataques cibernéticos estão cada vez mais sofisticadas e exigem investimentos em estratégias e soluções de monitoramento e resposta a incidentes. Enquanto o monitoramento vai garantir a integridade da rede detectando e reagindo a tentativas de ataque, a capacidade de resposta a incidentes vai mitigar os possíveis danos provocados pelo ataque, desde o vazamento de dados ou interrupção dos serviços por conta de um ataque DDoS.

Em linhas gerais, o objetivo do plano de monitoramento e resposta a incidentes é monitorar toda a plataforma de tecnologia de forma que as equipes de TI responsáveis fiquem sabendo que um incidente vai ocorrer ou está ocorrendo. E também indicar e executar scripts e/ou ações que solucionem o incidente imediatamente, além de comunicar a todos os usuários afetados pelo incidente de que o mesmo está sendo tratado e informar quando o serviço ou ambiente estará disponível novamente.

Ninguém pode prever de onde virá a próxima grande ameaça digital. Sem a inteligência necessária para que possa sempre prover um ambiente seguro e preparado para enfrentar as ameaças em constante evolução, não é possível monitorar vulnerabilidades em sistemas e aplicações, antecipando os ataques.

Na verdade, as chances de que já existam ameaças escondidas dentro das redes da sua organização são bem altas. Nenhum CIO pode ter certeza absoluta de que as suas políticas e ferramentas de segurança são infalíveis e impenetráveis. Sistemas de segurança, de forma isolada, não são capazes de “pensar” como um hacker.

A chave da eficácia de um plano de monitoramento e resposta a incidentes é pensar como um hacker, identificando vulnerabilidades e então prevenindo ataques e ameaças persistentes avançadas (Advanced Persistent Threat – APT). A estratégia é agir proativamente – o processo conhecido como “caça a ameaças” – interrompendo intrusões em progresso antes que alcancem seus objetivos. Dados da indústria mostram que após se aproveitarem de vulnerabilidades, as violações de segurança do tipo APT levam uma média de 7 meses para serem descobertas.

O elo mais fraco da cadeia de segurança

Especialistas são unânimes em apontar o usuário como o elo mais fraco da cadeia de segurança. Para os usuários, criar senhas fortes e exclusivas para cada conta é um desafio. Atualmente, com a infinidade de senhas que todas as pessoas lidam todos os dias, é comum o usuário optar por senhas mais fáceis de decorar.

Para proteger a rede de intrusões é preciso verificar se as senhas usadas são fortes. Essa verificação faz parte do programa de monitoramento e resposta a incidentes e conforme o resultado dos testes a equipe de TI pode forçar o usuário a trocar a senha ou até mesmo entregar senhas mais fortes para esse colaborador.

E como saber se uma senha é forte? Novamente pensar como um hacker e simular ataques a essas senhas, identificando vulnerabilidades e criando um plano de resposta a incidentes que diminuam ou mesmo evitem a exposição de suas informações.

Passo a passo da resposta a incidentes

De acordo com o Instituto de segurança SANS (System Administration, Networking and Security), existem 6 momentos chave de um plano de resposta a incidentes:

1 – Preparação

Preparar usuários e equipe de TI para lidar com potenciais incidentes que possam surgir

2– Identificação

Determinar se um evento é realmente um incidente de segurança

3 – Contenção

Limitar o dano do incidente e isolar os sistemas e aplicações afetados para evitar maiores danos

4 – Erradicação

Encontrar a causa raiz do incidente, removendo os sistemas afetados do ambiente de produção

5 – Recuperação

Permitir que os sistemas afetados retornem ao ambiente de produção, garantindo que nenhuma ameaça permanece ativa

6 – Lições aprendidas

Completar a documentação do incidente, realizando uma análise para se aprender com o incidente e potencialmente melhorar os esforços futuros de detecção, prevenção e resposta

Conte com a Atech para implantar uma estratégia de monitoramento e resposta a incidentes, e aproveite a nossa visão estratégica de quase duas décadas atuando em inteligência de segurança.