Saiba como o excesso de manutenções preventivas impacta o seu negócio
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Saiba como o excesso de manutenções preventivas impacta o seu negócio

Em mercados globais cada vez mais competitivos, a sustentabilidade financeira das empresas está cada vez mais ligada à capacidade de maximizar a rentabilidade de seus ativos e reduzir o custo total de propriedade. Nenhum gestor, em sã consciência, pode ignorar a importância de estratégias de manutenção preventiva para ampliar o ciclo de vida de seus ativos. Mas, por outro lado, o excesso de manutenções preventivas, sem levar em consideração o estado do ativo, pode ter um impacto negativo no negócio, com paradas e interrupções da produção desnecessárias.
Especialistas em manutenção, inclusive, chegam a lembrar a dinâmica da Lei de Retorno Decrescente, teoria desenvolvida há mais de 200 anos – quando um insumo ou fator da produção aumenta e outro permanece constante, o nível geral da produção começa a decrescer após um certo momento.
Com isso, se for implantada uma estratégia que contemple um excesso de manutenções preventivas, com um número alto de paradas programadas, em algum momento o nível de produção será reduzido, enquanto os custos de manutenção se mantêm estáveis ou crescentes.
Além disso, um programa de manutenção preventiva não envolve apenas mecânicos. Envolve o setor de compras, almoxarifado, cadeia de suprimentos e outras áreas responsáveis por manter um estoque de materiais necessários para as paradas programadas, de modo a que o serviço seja o mais rapidamente concluído.
Por isso, mesmo com todo planejamento, muitos gestores acreditam que existe um excesso de manutenções preventivas, o que chega a atrapalhar o desempenho de outras tarefas. Além disso, muitos questionam que mesmo passando por uma manutenção preventiva alguns ativos apresentam problemas logo após o procedimento.

A importância da gestão do estado do ativo
Então, como evitar o excesso de manutenções preventivas, que muitas vezes não resolve os problemas? Será que realmente existe uma relação direta entre o tempo de uso do ativo e uma falha? Nem sempre. A verdade é que grande parte das falhas não está relacionada ao tempo de uso, e elas acontecem de forma aleatória mesmo quando a manutenção é feita de forma correta e os equipamentos operados de maneira adequada.
Estudos realizados pela indústria aeronáutica, que obedece a rígidas normas de segurança, apontam que quase 90% das falhas nos equipamentos não estão relacionadas ao seu tempo de uso. Especialistas em análise de risco indicam que a melhor estratégia é passar de uma manutenção baseada em reparo/substituição/remontagem para uma manutenção baseada em inspeção.
A fabricante WEG, por exemplo, recomenda como plano de manutenção para seus motores e geradores de grande porte para aplicação naval uma série de processos baseados na inspeção sem deixar de lado, claro, um plano de manutenção preventiva mais completo. Mas certamente, esse plano de inspeção irá evitar falhas pontuais.

IoT traz inteligência para a gestão do estado do ativo
A chegada da Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) e o conceito de Indústria 4.0, com sensores embarcados nos equipamentos, permite evitar o excesso de manutenções preventivas, entregando informações em tempo real que levam a uma inspeção em tempo real do estado do ativo.
Conectados, os equipamentos sinalizam quando é necessário algum reparo e, com base na análise de dados históricos, o gestor de manutenção pode atuar diretamente no problema, evitando gastos desnecessários e uma parada mais prolongada na linha de produção. Com o uso da IoT na manutenção industrial, são esperados os seguintes benefícios:
• Redução de operações ou paradas
• Melhoria do uso do ativo
• Redução de operações ou custo do ciclo do ativo
• Melhoria do uso do ativo – desempenho
• Melhoria do nível da produção
• Aumento da rapidez na tomada de decisões
• Oportunidade para novos negócios
• Permitir venda ou compra de produtos como serviço

Evitando reparos desnecessários
E o excesso de manutenções preventivas ainda pode levar a um problema maior do que paradas desnecessárias: a necessidade de efetuar reparos caso alguma etapa da manutenção não seja efetuada de forma correta.
Vamos tomar como exemplo a manutenção de uma bomba. Experiências mostram que existem cinco erros que acontecem com uma certa frequência sempre que uma bomba é desmontada e colocada de volta durante um processo de manutenção preventiva:
• Os rolamentos são danificados
• O eixo não é alinhado corretamente
• A bomba não é aparafusada corretamente
• As vedações não são instaladas de forma correta e ajustadas
• Os lubrificantes são contaminados
Um erro desse tipo certamente irá significar um maior tempo de parada ou até mesmo uma nova parada não programada, afetando a continuidade da linha de produção.
Por isso, é tão importante evitar o excesso de manutenções preventivas, monitorando a condição do ativo com inteligência digital, como a oferecida pelo conjunto de soluções OKTO, garantindo a eficiência operacional da sua linha de produção.

CategoriesCase de Sucesso Corporativo

Solução de Rede MESH da Atech é homologada pela EDP

A Atech teve sua tecnologia de Redes MESH – oferecida em parceria com a Desh Tecnologia – homologada pela EDP após a distribuidora de energia elétrica do Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo testar e aprovar a tecnologia para conexão de religadores.

Durante oito meses de teste, além de demonstrar níveis de disponibilidade entre 98% e 99%, a tecnologia se revelou uma solução de conectividade de excelente custo-benefício, com custo aproximado de 30% em comparação à tecnologia de conexão por rádio modem, a mais utilizada pela EDP atualmente.

Segundo Ricardo Hayashi, product manager da Atech em Conexões Inteligentes, a solução de Rede MESH tem atendido à demanda do setor de energia por apresentar maior eficiência no monitoramento remoto dos religadores.

“Hoje esses religadores são conectados por redes 3G/4G ou por rádio modem. Comparando as duas tecnologias, as redes 3G/4G, apesar de mais baratas, apresentam problemas de confiabilidade, e as falhas de conexão são constantes, exigindo que a empresa envie equipes de técnicos até o local para restabelecer a energia quando necessário. O rádio modem, por outro lado, apesar de confiável, tem altos custos de aquisição, implementação e manutenção. A Rede MESH une o melhor dessas duas tecnologias, oferecendo alta confiabilidade, menores custos de implementação e manutenção e maior escalabilidade”, explica o executivo.

Para Rogério Marques, gestor operacional de sistemas de controle da EDP em São Paulo, “a Rede MESH é uma tecnologia pouco explorada no setor elétrico brasileiro e a possibilidade de contar com uma solução de conectividade que oferece mais confiabilidade que a rede celular e menos custos que a rede de rádio modem, foi um dos maiores ganhos nos testes dos equipamentos”.

A solução de Redes MESH é ideal para redes urbanas, locais com diversidade de vegetação e relevo. É uma tecnologia de simples implementação, uma vez que não são necessários dois equipamentos para atender um único enlace de rádio modem. Em vez disso, é preciso instalar apenas um equipamento para cada religador acessado pela Rede MESH. Com isso, não há necessidade de fazer apontamentos de antenas, processo que exige a presença de mão de obra técnica especializada.

Tecnologia MESH melhora o monitoramento da rede e reduz custos de deslocamento

Os testes com Redes MESH começaram no início de 2017 na EDP e foram finalizados este ano, quando ocorreu a homologação da tecnologia. Durante este período, a Atech trabalhou em uma série de mudanças nos algoritmos para otimizar o funcionamento da tecnologia e, posteriormente, a distribuidora de energia deu início a um novo teste, desta vez com 40 pontos, para avaliar a escalabilidade da tecnologia.

Com estes pontos adicionais e mais equipamentos enviando mensagens na Rede MESH, comprovou-se a capacidade de roteamento do ponto de vista adaptativo, sendo possível entender a precisão dos algoritmos de roteamento e como a tecnologia se adapta ao relevo, à vegetação e demais condições de imprevisibilidade.

Para testar como a tecnologia se comporta em cenários mais adversos e críticos, os testes de homologação iniciaram nos religadores, que são os equipamentos de monitoramento mais relevantes da rede elétrica e que por isso precisam do mais alto nível de disponibilidade.

“Toda vez que um religador não funciona à distância é necessário deslocar equipe técnica ao local do defeito. Ou seja, além da energia não contabilizada nesse período, implicando em perda de receita, temos os gastos com alocação de times especializados. Estes custos já equivalem ao valor de um ponto de Rede MESH que, graças aos altos níveis de disponibilidade, reduzem consideravelmente o risco no sistema”, ressalta Marques.

Atualmente, a EDP realiza um estudo que inclui a instalação de cerca de 200 pontos de Rede MESH na cidade de Guarulhos e que considera a escala, o relevo e o local de instalação dos equipamentos. “Estamos bem confiantes neste projeto e no potencial da tecnologia para melhorar o monitoramento de rede e reduzir custos. A implantação do sistema vai ao encontro dos investimentos contínuos da EDP em tecnologias e soluções que aprimorem a qualidade, eficiência e confiabilidade dos serviços prestados pela Companhia,” finaliza o gestor.

Saiba como melhorar a gestão de ativos usando uma perspectiva lean
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Saiba como melhorar a gestão de ativos usando uma perspectiva lean

Várias empresas, em todo o mundo, vêm aplicando os princípios da metodologia lean em diversas áreas da produção, inclusive na gestão de ativos. Lean é uma filosofia de gestão baseada nos conceitos originados do Sistema Toyota de Produção e é um conjunto de princípios, conceitos e técnicas para eliminar o desperdício em todas as fases da supply chain, implementando a melhoria contínua. Mas, antes de avaliarmos as possibilidades de melhoria com a adoção de uma perspectiva lean na gestão de ativos, vamos conhecer um pouco mais os seus princípios gerais, e então entender como transportar esses conceitos.

Uma perspectiva lean busca eliminar desperdícios continuamente e resolver problemas de forma sistemática, repensando a maneira como se lidera, gerencia e desenvolve pessoas. Veja os princípios gerais dessa metodologia, baseada em cinco quesitos – Valor, Cadeia de valor, Fluxo contínuo, Sistema puxado e Perfeição – e como uma perspectiva lean pode otimizar diversos processos.

 

Princípios da metodologia lean

 

Valor 

O ponto de início da metodologia lean está na avaliação do valor, que só pode ser definido pelo cliente final – identificando o que realmente agrega valor a um produto ou serviço e quanto ele está disposto a pagar por isso.

 

Cadeia de valor 

Conjunto de ações necessárias para produzir um determinado produto ou serviço, criando valor e descartando o que não agrega valor, privilegiando:

·         A otimização da cadeia que vai do conceito do projeto e engenharia até o lançamento da produção

·         O gerenciamento da supply chain, desde o pedido, passando pelo agendamento até a entrega

·         O processo de transformação das matérias-primas em um produto acabado que será entregue ao cliente

 

Fluxo contínuo 

Uma vez que o valor é determinado com precisão e a cadeia de valor é otimizada, enxuta e com as etapas desnecessárias eliminadas, é hora de fazer com que a produção se mantenha se interrupções e no ritmo da demanda dos clientes. A colaboração entre departamentos é fundamental, permitindo que as atividades necessárias para a finalização de um produto ou serviço sejam organizadas em um fluxo único e contínuo, sem interrupções em qualquer ponto da supply chain.

 

Sistema puxado 

A meta desse princípio é produzir o que realmente foi vendido, ou seja, a produção só começa quando existem pedidos fechados pelo cliente, e não trabalhar com base em previsões de venda.

 

Perfeição 

Perfeição significa trabalhar constantemente na melhoria contínua – uma constante avaliação dos processos de redução de esforço, de tempo, de espaço, de custos e de erros, oferecendo um produto ou serviço que surpreenda o cliente.

 

 

A perspectiva lean na gestão de ativos

Esses mesmos princípios que norteiam a manufatura enxuta podem ser aplicados aos programas de manutenção, otimizando processos e gerando vantagem competitiva. Quando falamos em gestão de ativos, uma perspectiva lean, baseada na melhoria contínua, permite:

  • Reduzir o tempo de reação
  • Reduzir os custos
  • Melhorar processos
  • Eliminar o desperdício
  • Reduzir o tempo de parada
  • Aumentar o ciclo de vida do ativo

Sem planejamento, tarefas de manutenção resultam principalmente em perda de tempo e de recursos, e podem até mesmo não garantir a confiabilidade do ativo. Toda atividade de manutenção precisa ter o objetivo de gerar “valor” para os ativos, agindo de forma preditiva e proativa.

O conceito de manutenção enxuta, baseado na aplicação dos princípios da manufatura enxuta, transporta a perspectiva lean para metodologias como a de Manutenção Produtiva Total (Total Productive Maintenance – TPM), otimizando a confiabilidade e a eficácia dos sistemas de produção. A TPM é baseada no trabalho em equipe, ações proativas e envolve todos os níveis e funções na organização, desde nível C ao chão de fábrica.

 

Manutenção Produtiva Total / Total Productive Maintenance

 

 

Total

 

Todos os colaboradores estão envolvidos em todas as atividades com o objetivo de eliminar todos os acidentes, defeitos e falhas (desperdícios)

 

 

Productive

 

 

As ações são realizadas enquanto a produção é contínua, minimizado problemas para a produção

 

 

Maintenance

 

 

Mantém uma boa condição de funcionamento dos equipamentos reparando, limpando e lubrificando

 

 

Segundo Art Smalley, especialista na metodologia lean, a TPM tem sido uma ferramenta muito importante para os setores de manufatura intensivos em equipamentos. Smalley destaca sua importância para a disponibilidade das máquinas usando como principal exemplo o estilo e ações desenvolvidas pela Toyota Motor Corporation, que tanto apoiam o sistema lean de produção quanto a manutenção industrial.

Enquanto o pensamento lean busca eliminar desperdícios em relação à mão de obra, máquinas, materiais e métodos, a TPM atua nas perdas de produção relacionadas ao componente “máquina” e suas perdas – quebras, tempos de set up, perdas de ciclo, paradas curtas, sucata e retrabalho. Com isso, diz Smalley, a TPM é uma pré-condição básica para a produção lean, otimizando os fluxos.

O engenheiro mecânico Vítor Armando de Almeida Murça, em seu trabalho final de mestrado no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, destaca que a crescente competitividade entre as empresas faz com que seja necessário evitar todo tipo de desperdício, rentabilizando ao máximo a sua cadeia de valor. O uso da perspectiva lean foi uma das formas encontradas para identificar e eliminar alguns desses desperdícios, melhorando o processo produtivo.

Murça ressalta que a perspectiva lean inclui várias ferramentas que podem ser aplicadas em diversas áreas – entre elas a de manutenção, que tem como objetivo permitir que os ativos operem sem interrupções e com uma produção de qualidade. Contribuindo, assim, para identificar e reduzir desperdícios, criar valor, melhorar o planejamento e processos e até mesmo facilitar o desenvolvimento dos funcionários.

Como a perspectiva lean evita desperdícios na manutenção

Em seu trabalho, Murça lista alguns pontos que podem ser melhorados com a implantação de uma perspectiva lean na gestão de ativos:

Trabalho improdutivo – identificar ações de manutenção preventiva que são executadas mais vezes do que o necessário para preservar a condição do ativo

Retrabalho – evitar que no caso de uma falha que provoque inatividade do equipamento, sob pressão, os encarregados da manutenção executem os serviços de forma correta, o que pode ocasionar nova falha

Tempo de espera – o fluxo contínuo, uma das bases da perspectiva lean, pressupõe a disponibilidade de equipamentos, peças e ferramentas necessárias para a manutenção, evitando perda de tempo com compra de peças ou mesmo a localização de ferramentas

Má gestão do inventário – ter o material adequado (dentro do prazo de validade e sem redundância) significa menos capital investido e consumo de recursos

Gestão de dados ineficaz – a perspectiva lean, que integra todo o processo produtivo, assim como o processo de manutenção, pressupõe o uso de ferramentas de gestão de ativos que entregam dados confiáveis e customizados para a demanda de cada organização

Simplifique a implantação da perspectiva lean na sua estratégia de manutenção

Em um primeiro momento, aplicar todos esses conceitos pode parecer uma tarefa complicada. Mas com o parceiro correto e inovadoras soluções para gestão de ativos, essa jornada é contínua, sem percalços. Conte com os Serviços de Excelência da Atech, baseados em nossos mais de dez anos de experiência em atividades e processos, fundamentados nas melhores práticas.

CategoriesImprensa

Classe Meko e a CCT: Consórcio Àguas Azuis concede entrevista exclusiva a T&D

Tecnologia & Defesa: A Classe MEKO, consagrada em muitas Marinhas, pode se traduzir em quais vantagens com relação a CCT?

RESPOSTA: Referência mundial por meio de soluções comprovadas no setor de construção naval, a classe MEKO® oferece robustez excepcional, melhor estabilidade a danos, adaptabilidade de missão, alta capacidade de combate e manutenção em mar, maior durabilidade e menor custo de vida útil por meio de uma melhor filosofia de projeto. Esses aspectos, combinados com nossas especificações propostas, vão ao encontro das necessidades da Marinha do Brasil, entregando um navio para operação em águas azuis.

O conceito modular da classe MEKO® facilita a integração local e a transferência de tecnologia, ajudando a reduzir custos durante a vida útil, incluindo manutenção e modernização. Isso também contribui para reduzir o tempo de construção e minimizar os riscos associados à integração de sistema. A modularidade também possibilita que o estaleiro se concentre na parte estrutural, enquanto armamentos e sensores podem ser montados nos módulos em outros locais para futura instalação no navio.

É importante salientar que o Consórcio Águas Azuis, formado por thyssenkrupp e Embraer, apresenta-se como um modelo sólido de parceria nacional com capacidade comprovada de reter a transferência de tecnologia e garantir seu desenvolvimento não só para o programa Classe Tamandaré, mas também para futuros projetos de defesa estratégica no Brasil.

Sendo assim, acreditamos que a proposta do Consórcio Águas Azuis seja a de melhor valor agregado para o programa Classe Tamandaré da Marinha do Brasil. Trata-se de uma solução confiável e de longo prazo, que combina expertises e capacidades comprovadas da thyssenkrupp e da Embraer, garantindo o conteúdo local e a transferência de tecnologia demandados pela Marinha, gerando empregos e tecnologia para o Brasil e desenvolvendo a base industrial de defesa local.

Tecnologia & Defesa: A Embraer atuando como main contractor integrador de sistemas envolve algum risco com relação a ser uma operação naval?

RESPOSTA: Não. A thyssenkrupp, como main contractor do Consórcio Águas Azuis, e a Embraer, como parceira local, são duas empresas com experiência comprovada no setor militar e sólido footprint no Brasil. Nós vamos aumentar o conteúdo local, utilizando tecnologia, know-how e mão de obra brasileira, gerando empregos e divisas, além de contribuir para o desenvolvimento da base industrial de defesa local.

Após o fornecimento dos submarinos classe Tupi entre os anos de 1989 a 2005, a thyssenkrupp manteve sua parceria com a Marinha do Brasil por meio de outros projetos. Além de ser a principal fornecedora de sobressalentes para esses submarinos e apoiar a Marinha no projeto de modernização dos mesmos, a thyssenkrupp também participou da construção da corveta classe Barroso (1994-2009) fornecendo um pacote de materiais.

Como principal empresa estratégica de defesa no Brasil e fornecedor líder da base industrial de defesa nacional, a Embraer Segurança & Defesa também construiu um sólido relacionamento com a Marinha brasileira. Alguns exemplos recentes são a modernização das aeronaves AF-1 da Marinha e o desenvolvimento do Sistema Distribuído de Fusão de Dados para Aplicações Navais (SDFDAN); soluções para instrumentação e sistemas que controlam e garantem a segurança do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), processamento de sinais acústicos do sonar instalado nos submarinos das classes Tupi e Tikuna (SDAC-SUB), Sistema de Combate do helicóptero UH-15 Super Cougar da MB e sistema de combate embarcado para aeronave de patrulha marítima (P-3AM).

Tecnologia & Defesa: A TKMS passou recentemente por um processo conturbado de aquisições e ajustes. Esse processo pode de alguma forma interferir no andamento da CCT?

RESPOSTA: Não. A thyssenkrupp Marine Systems será parte integrante do futuro grupo thyssenkrupp Materials. Esse desenvolvimento é, na verdade, uma vantagem para nosso negócio de defesa naval, pois será uma área-chave global da thyssenkrupp.

Na imagem, a Marinha da África do Sul e o expoente do conceito MEKO® atualizado: A SAS Isandlwana é a segunda das quatro fragatas da classe Valor para a Marinha Sul-Africana.

Tecnologia & Defesa: Atlas Elektronic possui um amplo portfólio de sensores e capacidades, incluindo tecnologia AESA. Pode-se detalhar quais são os principais sensores da proposta e quais capacidades agregam?

RESPOSTA: Por questões de confidencialidade assumida junto ao cliente, não podemos abrir esses detalhes.

Tecnologia & Defesa: ToT sempre é uma questão crucial nos contratos de Defesa brasileiros. Qual o tipo de transferência pode ocorrer com relação ao domínio e suporte aos sensores escolhidos?

RESPOSTA: O Consórcio Águas Azuis apresenta-se como um modelo sólido de parceria nacional com capacidade comprovada de reter a transferência de tecnologia e garantir seu desenvolvimento não só para o programa Classe Tamandaré, mas também para futuros projetos de defesa estratégica no Brasil. Além disso, somos o único consórcio que tem uma empresa 100% nacional em sua composição.

Um acordo de parceria firmado entre a Atlas Elektronik, subsidiária da thyssenkrupp Marine Systems, e a Atech, subsidiária da Embraer, vai prover engenharia local, equipamentos, desenvolvimento e integração de sistemas e gerenciamento de projetos. O conteúdo local aumentará gradualmente para os navios subsequentes.

Tecnologia & Defesa: A classe de navios terá um suporte de vida útil qualificado e permanente no Brasil?

RESPOSTA: O conceito MEKO®, que é a base da nossa proposta, destaca-se em relação a outras plataformas navais ao oferecer, entre outros diferenciais, uma vida útil maior associada a um custo de ciclo de vida menor. Os mais de 80 navios da classe MEKO® que fornecemos a partir da década de 1980 estão todos em operação até hoje, oferecendo um ciclo de vida de mais de 40 anos. Destes, 37 foram construídos fora da Alemanha, no país do contratante, o que atesta nossa sólida expertise em transferência de tecnologia e cooperação com estaleiros e outros fornecedores locais. O Consórcio Águas Azuis está disposto e preparado para prover este mesmo suporte de serviço de classe mundial no Brasil.

Tecnologia & Defesa: Qual a propulsão da proposta TKMS/AE/Embraer?

RESPOSTA: Por questões de confidencialidade assumida junto ao cliente, não podemos abrir esses detalhes.

Tecnologia & Defesa: A ATECH é uma integradora de sistemas que também desenvolve expertises em comando e controle e gerenciamento de sistemas de combate. Qual papel está reservado as competências Atech na CCT?

RESPOSTA: A Atech vai fornecer o sistema de gerenciamento de combate dos navios em cooperação com a Atlas Elektronik.

Tecnologia & Defesa:  Qual seriam os principais Goals GOLD da proposta do Consórcio Águas Azuis? A Marinha vai receber escoltas realmente capazes de navegar em mares azuis e ser eficaz em águas marrons?

RESPOSTA: Combinando tecnologia de ponta, inovação e capacidades robustas de combate, a classe MEKO® é um autêntico navio para águas azuis, combinando excelentes capacidades para águas marrons. Os navios possuem qualidades marítimas excepcionais, de autonomia e robustez e são econômicas para operar. Como resultado, as Marinhas têm uma plataforma de combate flexível, versátil e um meio naval geral para perfis de missões diversificadas.

A Thyssenkrupp Marine Systems e a German Naval Yards Kiel firmaram um acordo de cooperação exclusivo para o processo de licitação do projeto de aquisição de navios de combate multifunção MKS 180 da Marinha alemã. Um desenvolvimento da Classe Meko para o futuro!

Tecnologia & Defesa: A thyssenkrupp Marine Systems e a Embraer Defesa & Segurança reúnem todos os requisitos para empreenderem uma verdadeira parceria estratégica, juntamente com suas empresas afiliadas? Qual o sentimento do consórcio com relação a mais essa etapa na concorrência?

RESPOSTA: Estamos muito felizes em avançar para a fase final da concorrência do Programa CCT. Isso reforça nossa posição de liderança e as tecnologias comprovadas que oferecemos ao setor de defesa naval em todo o mundo. Reconhecemos a expertise da Marinha do Brasil e apreciamos o bom relacionamento que mantemos desde a entrega do primeiro submarino da classe Tupi no final dos anos 80. Esta classe de submarinos está em operação e é de fundamental importância para o patrulhamento da costa brasileira. 

Com a thyssenkrupp Marine Systems e a Embraer Defesa & Segurança, juntamente com suas afiliadas Atlas Elektronik e Atech, e a parceria com o estaleiro Aliança Oceana, o Consórcio Águas Azuis é um modelo de parceria nacional confiável, sólido e de longo prazo com capacidade comprovada de reter a transferência de tecnologia e garantindo seu desenvolvimento para futuros projetos de defesa estratégica no Brasil.

Em termos de produto, apresentamos a melhor capacidade naval com um autêntico navio de águas azuis para o projeto CCT: o conceito MEKO® como uma referência de classe mundial por meio de soluções comprovadas em construção naval (robustez excepcional, melhor estabilidade a danos, adaptabilidade de missão, alta capacidade de combate e manutenção em mar, maior durabilidade e menor custo de vida útil por meio de uma melhor filosofia de projeto).

Nosso Consórcio também oferece experiência comprovada em ToT, conteúdo local e offset, com referências concretas como: SIVAM; C2 P3 Orion; HXBR; Labgene; sistema de processamento de sinais de sonar para a Classe Tupi; submarinos das classes Tupi e Tikuna.

Mais informações na Landing Page do consórcio: www.consorcioaguasazuis.com.br

 

Fonte: http://tecnodefesa.com.br/classe-meko-e-a-cct-consorcio-aguas-azuis-concede-entrevista-exclusiva-a-td/?fbclid=IwAR3-I6kcmGGiyGGvScTHhkQ_XS8HI8qyqR-si5_NTGSnlJCH3nRcn0g-bdk

Redes Mesh vão tornar a Gestão de Ativos mais eficiente
CategoriesConexões Inteligentes,  Gestão de Ativos,  Pro

Redes Mesh vão tornar a Gestão de Ativos mais eficiente

A Internet das Coisas (Internet of Things – IoT) é a base da digitalização de toda a economia, e vem transformando os métodos tradicionais de produção e a gestão de ativos – a jornada rumo à Indústria 4.0. Mas toda essa tecnologia depende de conexão rápida e resiliente, o que nem sempre é fácil de implantar, principalmente em áreas remotas. O uso da tecnologia de Redes Mesh na gestão de ativos tem sido apontado como a melhor solução tanto para áreas urbanas quanto as distantes dos grandes centros.
A fácil instalação de Redes Mesh é que vai apoiar planos como os apresentados no estudo “E-digital – Estratégia brasileira para a transformação digital”, elaborado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que pontua como base para uma maior adoção das TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) no setor agropecuário a implantação de um maior cobertura da infraestrutura de acesso à internet banda larga, possibilitando o acesso a aplicativos, disseminação da informação, treinamento e integração a mercados e bases de dados em tempo real.
Ainda de acordo com o estudo, novas aplicações de IoT trarão melhorias consideráveis nos processos industriais, como o uso de sistemas autônomos, que permitirão que os insumos sejam processados com maior produtividade, além de garantir maior precisão nos processos produtivos; o uso de sensores que, capturando dados em tempo real poderão prevenir eventuais problemas e garantir a segurança, a eficiência energética e o bom funcionamento dos sistemas integrados e também a implantação de aplicações voltadas para a manutenção preditiva, que poderão antever a necessidade de reposição de peças e eventuais desgastes.

O estudo finaliza ressaltando que até 2025 os processos relacionados à Indústria 4.0 poderão reduzir custos de manutenção de equipamentos de 10% a 40%, reduzir o consumo de energia de 10% a 20% e aumentar a eficiência do trabalho de 10% a 25%.

Segundo Thelma Troise, idealizadora da comunidade “Tudo sobre IoT”, não é difícil calcular o ROI (Return on Investment) da implantação da IoT para gestão de ativos, já que o impacto de uma máquina parada certamente é muito maior do que o investimento em um processo inteligente de IoT com ação sistemática de controle e monitoramento, com o objetivo de reduzir ou impedir falhas.

“Uma estratégia eficiente de manutenção aumenta a confiabilidade e mantém o equipamento em operação, sem surpresas inesperadas”, diz Thelma. “O processo de decisão sobre o investimento em IoT para a gestão de ativos deve ter tanta importância quanto o que envolve a implantação de políticas e tecnologias de segurança digital. Quem fecha os olhos para essa necessidade pode se arrepender amargamente, já que um maquinário parado na esteira industrial pode causar prejuízos irreversíveis para a marca e para a empresa”.

Investindo na comunicação com Redes Mesh para a gestão de ativos
Todo o conceito da Indústria 4.0 e a possibilidade de otimizar a gestão de ativos está baseada em comunicação, e é preciso conectar dispositivos e sistemas de modo a que haja coleta, integração e análise dos dados de diversos equipamentos, reunindo as informações de toda a cadeia produtiva, laboratórios, logística, planejamento, operação.
O objetivo de implantar uma infraestrutura de comunicação deve ser:
• Obter o máximo de dados de ativos e sistemas para criar um ecossistema de informações
• Conectar sensores e sistemas com diversos padrões e protocolos, além de sistemas legados
• Montar uma infraestrutura de conexão que permita escalabilidade e simplicidade de crescimento
E toda essa infraestrutura necessita de uma tecnologia capaz de suportar todas as novas demandas da Indústria 4.0. As Redes Mesh oferecem a capacidade conectar dezenas ou centenas de pontos em plantas industriais que “conversam” entre si e estendem a conexão da rede para áreas maiores.
Os pontos ou nós das Redes Mesh são pequenos radiotransmissores que funcionam como um roteador wireless, se comunicando com os dispositivos e sensores e entre si. Nas Redes Mesh, somente um ponto precisa estar fisicamente ligado a uma conexão de rede com a Internet, que compartilha a sua conexão com os pontos ao seu redor e assim sucessivamente, por meio da características de saltos (hops em inglês) exclusivo da topologia de Redes Mesh, aumentando de maneira simples a área coberta.
Conectividade abrangente, flexível e escalável
O uso de Redes Mesh na gestão de ativos oferece uma solução de conectividade abrangente, flexível e escalável, permitindo o acesso a locais sem nenhuma infraestrutura de rede de comunicação, por mais remota e incipiente que seja, ou podendo se aproveitar de uma infraestrutura de rede já disponível pela empresa, reduzindo os investimentos e acelerando a implantação da solução.
O setor de distribuição de energia, por exemplo, é um dos que vem se beneficiando com o uso de Redes Mesh na gestão de ativos, coletando dados em tempo real de diversos sensores embarcados em equipamentos instalados em locais remotos. Quando é identificada a possibilidade de uma falha, o problema pode ser corrigido remotamente ou, se for necessário, uma equipe pode ser enviada ao local onde está ocorrendo o problema, agilizando o reestabelecimento da plena operação do equipamento e reduzindo custos com deslocamentos desnecessários.
Uma importante distribuidora de energia elétrica brasileira vem utilizando a solução de Redes Mesh para gestão de ativos desenvolvida pela Atech com muito sucesso e, durante o período de testes de homologação, além de ter demonstrado níveis de disponibilidade variando entre 98% e 99%, a tecnologia se revelou como uma solução de conectividade de melhor custo-benefício, mais simples de implantar, e custando cerca de 30% do valor da tecnologia de conexão por rádio modem ou rádio digital.
Segundo Ricardo Hayashi, Chief Product Owner da Atech em Conexões Inteligentes, a solução de Redes Mesh tem sido amplamente adotado e vem atendendo à demanda do setor de energia por maior conectividade no monitoramento remoto de ativos.

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Primeira operação da sala de comando do LABGENE

No dia 25 de outubro foi realizada a primeira operação da Sala de Comando do LABGENE, com operadores do Centro de Instrução e Adestramento Nuclear de Aramar (CIANA).

A sala é projetada pela ATECH e foi conectada ao simulador do LABGENE, objeto do contrato com a empresa francesa Corys, por equipe da DDNM e da empresa brasileira ATECH, permitindo que os operadores
simulassem variação de potência nuclear, pelo aumento da rotação do motor elétrico da propulsão.

Os equipamentos instalados serão empregados na sala réplica da Sala de Comando, a ser instalada no CIANA para a formação e licenciamento dos futuros operadores do LABGENE. O simulador, somente nos
computadores, está instalado desde 2016 no CIANA.

Este teste permitiu demonstrar a capacidade conjunta dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos pela ATECH e DDNM.

 

https://www.marinha.mil.br/ctmsp/sites/www.marinha.mil.br.ctmsp/files/informativos/nucleo-news-atual.pdf

 

Fonte: Marinha do Brasil

CategoriesAgronegócios,  Logística,  Senior

Veja como melhorar o controle de frotas e transporte de mercadorias no agronegócio

Entre as principais economias mundiais, o Brasil é o País que tem a maior concentração rodoviária de transporte de cargas e passageiros, o que exige um rigoroso controle de frotas para manter a competividade da economia. No País, 58% do transporte é feito por rodovias – contra 53% da Austrália, 50% da China, 43% da Rússia, 32% da Rússia e 8% do Canadá, segundo dados do Banco Mundial.

A malha rodoviária é utilizada para o escoamento de 75% da produção no País, seguida da marítima (9,2%), aérea (5,8%), ferroviária (5,4%), cabotagem (3%) e hidroviária (0,7%), de acordo com a pesquisa “Custos Logísticos no Brasil”, da Fundação Dom Cabral.

Responsável por 21% do PIB nacional, o agronegócio, segundo um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) – “Sondagem de Eficiência Energética no Transporte Rodoviário de Cargas” – é responsável pela maior parte das cargas transportadas no Brasil. De acordo com a pesquisa, 39,7% são classificadas como granel sólido, o que engloba cereaisfertilizantes, além de produtos britados ou em pó. A carga fracionada – mercadorias variadas de diferentes clientes – ocupa a segunda colocação com 35,3% do total transportado no País.

Para os analistas da CNT, o custo com diesel, principal insumo do transporte rodoviário de cargas, responde por cerca de 30% a 40% de seu custo operacional. O estudo sugere que, somente o treinamento de motoristas de caminhão poderia proporcionar 12% ou mais de economia de óleo diesel.

 

Greve de caminhoneiros provoca alta de custo com frete

Aliada à dependência do modal rodoviário, o agronegócio enfrenta mais um desafio: a tabela de preços mínimos para o frete estabelecida pelo governo após a paralisação dos caminhoneiros no final de maio de 2018, a qual terá um grande impacto no custo das exportações de produtos agrícolas.

Um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log/USP) aponta que o aumento mínimo de custos esperado em 2018 para o transporte de produtos até os portos, com a imposição da tabela, é de 70% (R$ 11 bilhões). Mas a alta pode chegar a 154% (R$ 25,1 bilhões) se o contratante também pagar o frete de retorno do caminhão vazio após o desembarque nos portos.

 

Abralog defende o uso de tecnologia

Pedro Moreira, presidente da Associação Brasileira de Logística (Abralog) defende que, atualmente, é muito difícil pensar em logística de alta performance sem investir em tecnologia, roteirizadores, rastreadores, softwares e aplicativos de gerenciamento, que levam ao aumento da produtividade e ajudam a reduzir ineficiências.

“A tecnologia permite fazer mais com menos e reduzir consideravelmente os custos. Ou seja, com sistemas de roteirização há um melhor aproveitamento do espaço dos caminhões. Por outro lado, a telemetria interligada ao GPS gera acompanhamento da condução do veículo; útil não apenas em termos de segurança, mas também por enxergar as entregas em tempo real, corrigindo assim eventuais problemas e, principalmente, o controle dos tempos ociosos”.

Além da implantação de soluções para o gerenciamento de logística e controle de frotas, Moreira também destaca a necessidade de renovar a frota, apontada como um fator bastante positivo para o aumento da eficiência do setor, já que leva a ganhos substanciais em itens como consumo de combustível, troca de pneus e manutenção veicular. “Caminhões modernos, além de automáticos e menos poluentes, permitem troca rápida de informações através de sensores, e isso torna possível uma melhor gestão”, ressalta Moreira.

 

A importância de investir em logística

Com a crescente importância do agronegócio para a economia brasileira, todos os envolvidos no setor estão buscando reduzir os custos com armazenagem e transporte dos produtos. Objetivo que só poderá ser alcançado com maior visibilidade e rastreabilidade de todos os processos que envolvem o fluxo das mercadorias.

Melhorar o controle de frotas, otimizando o transporte de mercadorias, traz diversos desafios para os gestores, os quais precisam identificar os principais custos e encontrar oportunidades para controlar e reduzir as despesas.

Especialistas indicam que os maiores custos relacionados ao controle de frotas são:

  • Manutenções da frota
  • Consumo de combustível
  • Treinamento dos motoristas
  • Seguro para a frota
  • Documentação e impostos
  • Depreciação da frota
  • Frota ociosa
  • Roteirização ineficiente

A melhor saída para reduzir esses custos e garantir o controle de frotas para o transporte de mercadorias no agronegócio, está na implantação de inovadoras soluções para a gestão e governança dos processos logísticos, de maneira confiável, segura e com alto desempenho, integrando todas as áreas envolvidas. O conjunto de soluções OKTO, desenvolvido pela Atech, atende a todos esses requisitos. Saiba mais como gerenciar toda a sua operação logística com mais eficiência.

 

 

CategoriesCase de Sucesso Corporativo

Aeris Energy: mapeamento de processos para busca de excelência com a ajuda da Atech

Os projetos de energia eólica no Brasil atingiram 12,7 gigawatts em 2017 – um aumento de 19% em relação ao ano de 2016, segundo informações da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica). Hoje o Brasil gera 7,4% de sua energia por meio da força do vento, e ocupa o 8º lugar do mundo em energia eólica instalada, com capacidade de 13.000 megawatts.

Diante deste cenário, não é surpresa que as organizações do setor tenham de investir em processos cada vez mais eficientes para garantir a competitividade e a capacidade de atender os crescentes requisitos de seus clientes.

Para vencer esse desafio, a Aeris Energy, fabricante brasileira de pás eólicas, fundada em 2010, contou com a ajuda da Atech para dar o primeiro passo em direção a um Programa de Melhoria Contínua que permitisse ganhos de excelência e produtividade.

Para isso, a Atech desenvolveu um projeto que envolveu o mapeamento de todos os macroprocessos de fabricação de pás para um dos clientes da empresa. A ação permitiu a identificação de diversas oportunidades de melhoria na fabricação, que resultou na criação de 20 projetos futuros, chamados de Quick Win.

Com décadas de expertise acumuladas na indústria aeronáutica, os passos da Atech na Aeris Energy, além da aplicação do Kaizen de Amplitude e de quatro dos projetos Quick Win, incluem a apresentação de um Workshop de Planejamento Estratégico de Melhoria Contínua que vai discutir a visão de futuro da fabricante de pás eólicas e a aplicação de práticas usadas pelo mercado e pela Embraer para alcançar excelência.

Com isso, a empresa, que fica localizada no Nordeste, região responsável por 50% do total potencial eólico brasileiro, busca obter uma série de ganhos, como atendimento de demanda, aumento de produtividade e redução de custos, refletindo diretamente nos resultados da organização.

Rádio modem, redes 3G/4G e Redes Mesh: Conheça as vantagens de cada tipo de conexão
CategoriesAgronegócios,  Conexões Inteligentes,  Pro

Rádio modem, redes 3G/4G e Redes Mesh: Conheça as vantagens de cada tipo de conexão

Para cada necessidade de conexão, existem diversas soluções, como a implementação de rádio modem, redes 3G/4G ou Redes Mesh. Mas será que algumas dessas três é capaz de atender com confiabilidade, escalabilidade e velocidade as mais variadas necessidades de conexão? Quando falamos de conexões inteligentes, as vantagens das Redes Mesh sobre as outras tecnologias são inúmeras.

As Redes Mesh oferecem a possiblidade de conectar facilmente tanto cidades como também levar conexão rápida e confiável a áreas remotas, atendendo a setores como: agronegócio, mineração, entre outros. Enquanto as redes 3G e 4G precisam de vários pontos de acesso sem fio e a tecnologia de rádio modem requer a instalação de diversas torres, as Redes Mesh proporcionam que a conexão da rede seja distribuída entre dezenas, ou até centenas de pontos que “conversam” entre si, compartilhando a conexão por grandes áreas.

Os pontos Mesh são pequenos radiotransmissores que funcionam como roteadores sem fio, interagindo entre si dentro de uma ampla rede que funciona a partir de configurações remotas. As informações percorrem a rede do ponto A ao ponto B, sem o uso de fios, e o sistema seleciona automaticamente o caminho mais seguro e rápido – processo conhecido como roteamento dinâmico.

Um ponto Mesh ligado compartilha sua conexão de Internet, sem o uso de fios, com todos os outros pontos ao seu redor. Esses pontos, então, compartilham a conexão sem fio com os pontos mais próximos a eles. Quanto mais pontos, mais a conexão se espalha, criando uma espécie de “nuvem de conectividade” sem fio, que pode atender desde um pequeno escritório a uma cidade com milhões de pessoas ou até grandes fazendas localizadas em áreas remotas.

Confira abaixo os pontos fortes e pontos fracos de cada tecnologia de conexão:

 

Avaliando as soluções de conexão

 

 

Redes Mesh

 

 

Pontos fortes

 

Pontos fracos
 

Ideal tanto para áreas urbanas quanto para áreas rurais

Atende a áreas onde não existe cobertura 3G/4G

Alta escalabilidade

Baixo custo de implementação em comparação à tecnologia de rádio modem

Menor custo operacional quando comparado à rede de rádio modem

Implementação simples

Baixo custo de manutenção

Baixo custo operacional dos equipamentos

Não requer mão de obra altamente especializada

Oferece maior confiabilidade do que a rede celular

Requer apenas um único equipamento para cada ponto de Rede Mesh

Gerenciamento e configuração remota

Suporta aplicações de IoT

 

 

 

Custo de implementação mais alto do que a rede celular

 

Rádio Modem

 

 

Pontos Fortes

 

Pontos fracos
 

Confiabilidade

Atende a áreas onde não existe cobertura 3G/4G

 

 

Alto custo de implementação

Exige a instalação de torres, chamadas tecnicamente de POPs, por toda a região onde o serviço será oferecido

Alto custo de manutenção

Requer dois equipamentos para atender a um único enlace

Obstáculos entre a torre e a antena prejudicam a conexão

Tempestades, ventos muito fortes ou raios podem tanto bloquear o sinal quanto danificar as antenas. Isso faz com que a internet caia ou fique mais lenta

 

 

Redes 3G e 4G

 

 

Pontos fortes

 

Pontos fracos
 

Implantação mais barata

 

 

Baixa confiabilidade

Constantes falhas de conexão

Necessidade de deslocamento de equipe técnica para efetuar reparos

 

Sendo assim, as vantagens das Redes Mesh estão mais do que claras; essa tecnologia é capaz de atender as necessidades de conexão inteligente para suportar as demandas da transformação digital que afeta todos os setores da economia, permitindo o amplo uso da Internet das Coisas (Internet of Things – IoT).

E os executivos brasileiros estão atentos às vantagens que a transformação digital pode representar para os negócios. Segundo uma pesquisa da consultoria Deloitte – “Indústria 4.0 – Brasil” – 39% dos entrevistados consideram a tecnologia um diferencial competitivo, comparado com 20% obtidos nas respostas da pesquisa global. Os executivos brasileiros também estão mais dispostos a abraçar a transformação digital, 22% afirmaram já usar avançadas tecnologias para resolver desafios urgentes em suas empresas (contra 20% dos respondentes globais).

Toda essa transformação está baseada na IoT e na necessidade de conexão confiável, resiliente e escalável, algumas das vantagens das Redes Mesh frente a outras tecnologias. Saiba como a Atech pode ajudar o seu negócio a aproveitar todas os benefícios da transformação digital com a implantação de conexões inteligentes.

Tempo médio de reparo: o que essa métrica diz sobre sua estratégia de manutenção
CategoriesGestão de Ativos,  Pro

Tempo médio de reparo: o que essa métrica diz sobre sua estratégia de manutenção

Você consegue avaliar a eficiência da sua estratégia de manutenção? Qual é o tempo médio de reparo de um equipamento após a ocorrência de uma falha? A métrica MTTR (mean time to repair – tempo médio de reparo), avaliada após identificar a MTBF (mean time between failures – tempo médio entre falhas), aponta a eficiência das ações corretivas e permite reduzir o downtime.

A MTTR abrange o tempo entre o início da falha e o momento em que o equipamento ou sistema retorna à produção, ou seja, quanto tempo esteve fora de produção. O período inclui tempo de notificação, tempo de diagnóstico, tempo de correção, tempo de espera, remontagem, alinhamento, calibração, tempo de teste e retorno à produção. Em geral, a métrica não leva em consideração o tempo de entrega das peças, mas certamente esse é um item da estratégia de manutenção que tem grande influência no resultado final do tempo médio de reparo.

Quando pensamos em equipamentos críticos, ser capaz de reduzir o índice de tempo médio de reparo pode ser a diferença entre a lucratividade e o prejuízo. Uma excessiva demora no conserto de equipamentos pode significar retrabalho, perda de contratos e até o fim de relacionamentos comerciais.

 

Como medir o MTTR

O índice de tempo médio de reparo é calculado utilizando a média de tempo que se leva para executar um reparo após a ocorrência da falha.

Primeiro, é preciso identificar o número de paradas e tempo de cada uma. Quando se calcula o MTBF já tem esse número.

Veja como calcular o MTBF:

MTBF = (Tempo total disponível – Tempo perdido) / (Número de paradas)

Exemplo:

  • Ao longo de um certo período de tempo disponível para operar foi observado:
    • Tempo total disponível para operar = 24 horas
    • Ocorreram 3 paradas sendo cada uma delas: 1 hora, 2 horas e 30 minutos (0,5 horas)
  • MTBF = [24 – (1+2+0,5)] / 3 = 6,8333 horas ou 410 minutos

Assim, para calcular o MTTR, temos:

MTTR = (Tempo total de reparo) / (quantidade de falhas)

Usando o exemplo acima, temos o seguinte resultado:

MTTR = (1+2+0,5) / 3 = 1,1666 horas ou 70 minutos

Esse resultado indica o tempo médio que a máquina ficou parada. Fazendo um paralelo com os dois índices, conclui-se que, a cada 2 horas, o sistema ficará indisponível por 15 minutos.

Quanto menor o MTTR, mais eficiente é a equipe de manutenção.

 

Garantindo a disponibilidade dos equipamentos

Uma vez registrados os valores das métricas MTBF e MTTR, é possível calcular a disponibilidade do equipamento a partir da seguinte relação:

E vale lembrar que garantir a disponibilidade de equipamentos e sistemas é o principal objetivo das estratégias de manutenção.

Fatores que podem aumentar o tempo médio de reparo

Entre diversos fatores que impactam negativamente na agilidade nos reparos podemos destacar:

  • Atraso na comunicação da falha/problema
  • Perda de tempo comprando ou procurando peças para reposição
  • Falta de ferramentas adequadas para a atividade
  • Tempo gasto com deslocamento de equipes técnicas
  • Falta de pessoal com conhecimento técnico para efetuar o reparo

Como obter métricas confiáveis

Os especialistas em manutenção Adalberto Fischmann e Moisés Zilber, em um artigo publicado na Revista de Administração Mackenzie, destacam que um sistema de indicadores (métricas), capaz de funcionar como um suporte para a tomada de decisões precisa garantir que:

  • Os dados e informações a serem utilizados para elaboração dos indicadores devem ter consistência e fidedignidade e estarem disponíveis dentro de prazos rígidos para refletir comportamentos em períodos de tempo previamente definidos
  • As áreas da empresa devem estar envolvidas na produção, manuseio e disposição dos dados e informações
  • As áreas da empresa devem estar treinadas e preparadas para a produção desses dados e informações e posterior utilização dos indicadores com eles construídos, como instrumento da gestão estratégica da companhia
  • Os indicadores a serem construídos deverão refletir os principais objetivos estratégicos dimensionados dentro do processo de planejamento da empresa
  • Após a construção do sistema de indicadores, este deverá ser utilizado como base para a própria elaboração do planejamento estratégico da empresa
  • Os indicadores devem refletir valores e variações reais do desempenho
  • Os indicadores devem representar sempre uma relação matemática, normalmente computando-se divisões, proporções ou multiplicações. Assim, um valor puramente não deve ser entendido como indicador, mas como um dado, informação ou informação gerencial

E, para que os dados possam ser transformados em métricas, conte com o conjunto de soluções OKTO, que permite monitorar a condição do ativo, planejar, programar e gerenciar a manutenção e, ao final, fazer a gestão da estratégia do mesmo, verificando seu grau de confiabilidade, quais equipamentos estão gerando mais quebras e construir uma gestão de risco avaliando o tempo médio de reparo.