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Gestão de distribuição inteligente: conheça tecnologias que vão ajudar o setor de utilities

A falta de consciência situacional e de análises automatizadas permitiu que a rede de distribuição de energia elétrica se tornasse ultrapassada e pouco adaptada ao crescimento rápido da demanda por eletricidade.

Entender como a demanda muda minuto a minuto e segundo a segundo é importante para que as empresas do setor de distribuição de energia sejam capazes de gerenciar seus recursos de maneira mais eficiente, no entanto, são vários os desafios que começam com as limitações dos medidores tradicionais, que não disponibilizam informações do uso de energia até que alguém faça a leitura manual das informações e as inclua na base de dados.

Hoje, mais do que nunca, o setor elétrico precisa medir em tempo real o consumo de energia para gerir e otimizar suas fontes de geração e também as estratégias de distribuição. Veja a seguir algumas tecnologias que vão ajudar o setor de energia e distribuição de água e gás e serviços públicos a contar com uma gestão de distribuição mais inteligente:

Convergência entre TI e tecnologias operacionais

Se no passado as tecnologias operacionais ficavam restritas a sistemas de controles industriais, especialmente na indústria, no transporte e no setor de distribuição de energia, água e gás natural, hoje esses dispositivos físicos estão cada vez mais inteligentes e conectados, tornando-se uma preocupação constante da TI.

Em busca de arquiteturas cada vez mais conectadas, hoje nenhum novo sistema ou software inteligente é implementado sem que a TI avalie sua capacidade de se integrar ao restante da rede. Ou seja, mesmo que a performance desses dispositivos físicos conectados seja regular, caso eles não sejam capazes de trabalhar junto de outros sistemas para dar apoio à coleta de dados, de nada adianta o fato de serem conectados.

O setor de energia tem visto um aumento considerável da quantidade e da qualidade de sistemas de TI e de tecnologia operacional em seus ambientes. Porém, o atual modelo descentralizado de geração de energia e a convergência entre TI e tecnologia operacional têm feito com que as empresas enfrentem uma série de desafios para lidar com múltiplas fontes de dados, bem como com a busca por maior eficiência e flexibilidade.

Diante da infraestrutura antiga presente na maioria das organizações do setor, a tendência é que cada vez mais organizações tenham de passar por uma forte reestruturação de sua arquitetura e de seus processos de TI para obter a estabilidade e o apoio necessário para implementar grandes sistemas transacionais para dar ao dia a dia das operações de distribuição de energia mais visibilidade e capacidade de criar otimizações contínuas.

Internet das coisas e análise de dados

As empresas de distribuição de energia têm encontrado cada vez mais opções de tecnologias conectadas. Isso depende, no entanto, da convergência entre TI e tecnologia operacional que explicamos no item anterior.

Organizações que investiram em transformação digital e foram capazes de reestruturar boa parte de sua infraestrutura para obter mais flexibilidade são as que estão em melhor posição para obter mais eficiência, confiabilidade e performance dos dispositivos conectados.

A internet das coisas dá ao setor de distribuição de energia mais insights de seus sistemas, mas também gera uma grande quantidade de dados que precisam de análise rápida para gerar insights em tempo real.

Gerar dados é algo totalmente diferente de geri-los e analisá-los para obter informações úteis. Por isso, as empresas do setor de energia que desenvolverem habilidades de análise de big data vão estar em grande vantagem. A expansão das habilidades de agendamento, planejamento, simulação, gestão de ativos e gestão de operações e análises avançadas também vão ajudar a melhorar as tomadas de decisão.

Esses dados precisam interagir com os sistemas que, inicialmente, não fizeram parte de sua coleta. Redes de distribuição fortes, mais eficientes e melhor automatizadas dependem de modelos de dados, integração de dados e outras informações associadas a tecnologias de comunicação.

Medidores inteligentes

Os medidores inteligentes, ao contrário dos medidores tradicionais, ajudam a entender a demanda minuto a minuto da rede para gerenciar a distribuição de maneira mais eficiente. A medição em tempo real reduz o tempo necessário para que as equipes restaurem a energia após quedas, determinando rapidamente quais partes da distribuição estão operando, por exemplo.

Além disso, com uma medição inteligente, as equipes podem melhorar o índice de resolução na primeira visita, reduzindo os custos com o deslocamento de veículos de manutenção. O fato de os medidores inteligentes não necessitar a ida de um técnico até o local para coletar as informações também contribui para reduzir custos de deslocamento.

Geralmente, os modelos de comunicação usando medidores inteligentes incluem milhares de unidades desse dispositivo, múltiplos pontos de acesso e uma conexão de rede que usa frequências do espectro de radiocomunicação, como industrial, científica e médica, para transmitir dados a diferentes gateways. Assim, todas as informações chegam a uma central sem que seja necessário o deslocamento de técnicos até áreas mais afastadas para realizar as medições.

Redes mesh

A proliferação de medidores inteligentes pode exigir um investimento alto, que acaba deixando sua implementação mais lenta devido à necessidade de gateways, roteadores e repetidores, adicionando um custo considerável aos projetos de instalação, incluindo o design e a configuração da rede. Nem sempre é possível equipar cada medidor com sua própria conexão, além disso, em áreas mais carentes de boa cobertura de internet, por exemplo, isso pode ser um problema.

Uma boa alternativa para superar esses obstáculos é o uso de uma rede mesh automatizada. Nesse estilo de rede, cada medidor inteligente se comunica com o que está mais próximo dele, passando os dados de dispositivo para dispositivo e, então, finalmente chegando a um gateway. Assim, cada medidor tem múltiplas opções de roteamento e é dotado de inteligência, otimizando continuamente a topologia da rede para se adequar às mudanças no espectro de radiocomunicação – se as condições de rádio estiverem ruins em uma determinada área, logo os medidores se reconfiguram para enviar os dados por outra rota.

Com isso, é possível reduzir a quantidade de gateways de maneira considerável, reduzindo, assim, os custos de infraestrutura. As redes mesh também exigem configurações mínimas, pois novos medidores são reconhecidos e configurados na rede automaticamente.

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