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Absorção de Tecnologias


Hoje em dia se fala muito em transferência de tecnologia para acompanhar as grandes compras que o País precisa fazer nas áreas de defesa e infraestrutura, como é o caso do Trem de Alta Velocidade e dos submarinos convencionais e nucleares. Transferência de tecnologia, porém, não é algo acadêmico onde o comprador ensina quem compra a fazer o que ele desenvolveu ao longo de décadas. Você só consegue absorver a tecnologia se isso fizer parte do contrato de compra e isso se dá a partir do trabalho conjunto (on the job) com o vendedor da tecnologia.

Foi isso que ocorreu com o Brasil na década de 80 no tráfego aéreo, onde técnicos brasileiros (muitos dos quais fizeram parte do núcleo fundador da Atech) foram até a França trabalhar com os fornecedores franceses do Sistema de Gerenciamento de Tráfego Aéreo do Brasil. Nesse trabalho, os franceses só eram remunerados na medida em que a parte brasileira entregasse sua parte no escopo de trabalho. Como o trabalho brasileiro estava vinculado ao conhecimento da tecnologia, o País pode absorver e dominar o conhecimento nessa área, isso lhe dá a condição de ser um dos poucos países do mundo que possui um sistema próprio de controle e gerenciamento de tráfego aéreo e defesa aérea.

Profissionais da Atech vivenciaram ainda casos semelhantes como o domínio da fabricação de radares meteorológicos durante o SIVAM e no domínio da tecnologia dos sistemas do P3, avião de patrulha marítima adquirido nos Estados Unidos e modernizado na Espanha.